Cap´ıtulo 1
Vetores
1.1
Segmentos
1.1.1
Segmento Orientado
O segmento orientado ´e formado por um conjunto de pontos que est˜ao sobre a reta suporte r e entre os pontos A, denominado origem, e B denominado extremidade; Este segmento ´e representado por AB, sendo geometricamente indicado por:
1.1.2
Comprimento do Segmento
O comprimento de um segmento ´e a medida do segmento em rela¸c˜ao a uma unidade de medida pr´e-fixada. AB = BA = 5u.c.
1.1.3
Dire¸
c˜
ao do Segmento
Dois segmentos orientados, n˜ao nulos, tˆem a mesma dire¸c˜ao se as retas suporte s˜ao paralelas ou coincidentes.
1.1.4
Sentido do Segmento
Dois segmentos AB e CD, distintos e n˜ao nulos, tˆem mesmo sentido caso os segmentos AC e BD tenham interse¸c˜ao vazia.
• S´o se pode comparar os sentidos de dois segmentos orientados se eles tem a mesma dire¸c˜ao. • Dois segmentos orientados opostos tem sentidos contr´arios.
1.1.5
Segmentos Equivalentes
Dois segmentos s˜ao equivalentes ou equipotentes quando tˆem a mesma dire¸c˜ao, mesmo sentido e o mesmo comprimento.
1.2
Vetor
Vetor ´e o conjunto de todos os segmentos orientados equivalentes, sendo representado por letras min´usculas colocando no alto uma seta.
1.2.1
Vetor Oposto
Dado o vetorAB, o vetor oposto a→ BA ´→ e um vetor que possui sentido inverso aAB, ou seja:→
→
BA ou
-→
AB
1.2.2
M´
odulo de um Vetor
O m´odulo ou norma de um vetor ~v = (x, y) ´e o comprimento do segmento orientado, sendo representado por |~v| e definido por:
|~v| =
p
x
2+ y
2 seja ~v um vetor no R3 ent˜ao:|~v| =
p
x
2+ y
2+ z
21.2.3
Vetor Unit´
ario
Vetor unit´ario ´e o vetor que possui |~v| = 1
1.2.4
Vetor Nulo
Os segmentos nulos, por serem equipolentes entre si, determinam um ´unico vetor, chamado vetor nulo ou vetor zero, e que ´e indicado por: ~0 = (0, 0, 0).
1.2.5
Vetor Colinear
~
u e ~v s˜ao colineares se tiverem a mesma dire¸c˜ao e se pertencerem a mesma reta ou retas paralelas.
1.2.6
Igualdade de Vetores
Dois vetores s˜ao iguais quando possuem todas as suas coordenadas correspondentes iguais.
1.2.7
Versor
O versor do vetor ~v(x, y, z) ´e um vetor ~w que possui mesma dire¸c˜ao e sentido de ~v, porem de m´odulo 1, Podemos definir o versor do vetor ~v pela seguinte rela¸c˜ao:
~
w =
|~v|~v=
x |~v|,
y |~v|,
z |~v|1.3
Opera¸
c˜
oes com Vetores
1.3.1
Multiplica¸
c˜
ao de um Vetor por uma Constante
Seja o vetor ~v = (x, y) ent˜ao a multiplica¸c˜ao de ~v por uma constante k com a opera¸c˜ao usual ser´a dada por:
k.~v = k(x, y) = (kx, ky)
Se considerarmos ~w = k.~v ent˜ao:
• Se k > 0, ~w possui a mesma dire¸c˜ao e sentido de ~v, com m´odulo correspondente a k vezes o comprimento de ~v.
• Se k < 0, ~w possui a mesma dire¸c˜ao de ~v e o sentido oposto, com m´odulo correspondente a k vezes o comprimento de ~v.
• Se k = 0, w ser´a o vetor nulo.
Da mesma forma, se considerarmos o vetor ~v = (x, y, z) um vetor em R3 e k uma constante teremos: k.~v = k.(x, y, z) = (kx, ky, kz)
1.3.2
Adi¸
c˜
ao de dois vetores
Dados dois vetores ~v = (x1, y1) e ~u = (x2, y2), a soma ~v + ~u ´e definido com a opera¸c˜ao usual por:
~
u + ~v = (x1, y1) + (x2, y2) = (x1+ x2, y1+ y2)
Geometricamente o vetor soma ´e representado pelo vetor diagonal do paralelogramo constru´ıdo a partir de ~v e ~u.
Se considerarmos dois vetores ~v = (x1, y1, z1) e ~u = (x2, y2, z2) pertencentes ao R3teremos:
~u + ~v = (x1, y1, z1) + (x2, y2, z2) = (x1+ x2, y1+ y2, z1+ z2)
Propriedades
Consideremos os vetores ~v,~u e ~w ∈ <n e a, b ∈ <.
i) (u + v) + w=u + (v + w) ii) u + v = v + u
iii) u + 0 = u, com 0 sendo valor nulo.
iv) u + (−u) = 0, com (−u) sendo o vetor oposto. v) a.(u + v) = au + av
vi) (a + b)u = au + a.(b.v) vii) ab.v = a.(b.v)
viii) 1.u = u
Estas propriedades caracterizam certos conjuntos denominados espa¸cos vetoriais, que apesar de terem naturezas diferentes dos vetores no espa¸co, comportam-se como eles.
Nota: Alguns autores consideram a opera¸c˜ao de subtra¸c˜ao de vetores, que nada mais ´e que a soma de um vetor ~v ao vetor oposto de ~u, sendo a mesma definida por:
~
v − ~u = ~v + (−~u) = (x1, y1, z1) + (−x2, −y2, −z2) = (x1− x2, y1− y2, z1− z2).
Geometricamente temos:
1.4
Condi¸
c˜
ao de Paralelismo de Vetores
Dois vetores ~u = (x1, y1, z1) e ~v = (x2, y2, z2) s˜ao paralelos (ou colineares) se existe um n´umero k tal
que ~u = k.~v, logo:
(x1, y1, z1) = k.(x2, y2, z2)
Pela defini¸c˜ao de igualdade de vetores temos x1 x2
=
y1 y2=
z1 z2= k
Isto ´e, dois vetores s˜ao paralelos quando suas coordenadas s˜ao proporcionais, sendo que esta condi¸c˜ao ´e representada por ~v//~u.
1.5
Ponto M´
edio
Dado o segmento AB, M ´e o ponto m´edio e M = x1+x2
2 , y1+y2
2 ´e a equa¸c˜ao, para: A (x1, y1),
B(x2, y2) e M (x, y). Tal que:
→
AM =
→
M B
1.6
Exerc´ıcios de Fixa¸
c˜
ao
1. Dados os pontos A(1, −3, 0), B(2, 1, 5) e C(−4, 2, 1) determinar os vetores (a) AB→ (b) CA→ (c) BC→ (d) → AC
2. Determinar o m´odulo do vetor resultante da soma do vetor ~v = (2, −6, 5) ao vetor oposto de ~
w = (1, −5, 3)
3. Dados os pontos A(3, 2) e B(−1, 5) determine o versor do vetor
→
AB.
4. Considere os vetores ~v = (−2, 3), ~u = (0, 5) e ~w = (1, −4) efetue as seguintes opera¸c˜oes: (a) 2~v − ~w
(b) 15~u − 3~v (c) −5 ~w + 2~u − ~v
5. Mostre que os vetores ~v = (−1, 0, 8) e ~u = (3
Cap´ıtulo 2
Produto de Vetores
2.1
Produto Escalar
O produto escalar entre dois vetores v e w ´e representado por v · .w e ´e dado por:
hv, wi = v · w = x1.x2+ y1.y2+ z1.z2
Propriedades do Produto Escalar.
i) ~u · ~u ≥ 0 sendo ~u · ~u=0 somente se ~u=(0,0,0). ii) ~u · ~v = ~v · ~u
iii) ~u · (~v + ~w) = ~v · ~u + ~u · ~w
iv) ~u · (m. ~w) = m. (~u · ~w) = ~w · (m.~u) v) ~u · ~u = |~u|2
2.1.1
Demonstra¸
c˜
oes
1. Provar que ||~u + ~v||2= ||~u||2+ 2~u.~v + ||~v||2 Solu¸c˜ao: |~u + ~v|2= (~u + ~v).(~u + ~v) = ~u.(~u + ~v) + ~v.(~u + ~v) |~u + ~v|2= ~u.~u + ~u.~v + ~v.~u + ~v.~v |~u + ~v|2= |~u|2+ 2~u.~v + |~v|2 2. Provar que (~u + ~v).(~u − ~v) = |~u|2− |~v|2 solu¸c˜ao (~u + ~v).(~u − ~v) = ~u.(~u − ~v) + ~v.(~u − ~v) (~u + ~v).(~u − ~v) = ~u.~u − ~u.~v + ~v.~u − ~v.~v (~u + ~v).(~u − ~v) = |~u|2− |~v|2
2.1.2
Angulo entre dois vetores
ˆ
Estudo de Caso:
• Se ~u · ~v > 0, cos θ > 0, isso implica em 00≤ θ < 900.
• Se ~u · ~v < 0, cos θ < 0, isso implica em 900< θ ≤ 1800.
• Se ~u · ~v = 0, cos θ = 0, logo θ = 900 e os seus vetores ~u e ~v s˜ao ortogonais.
2.1.3
Angulos diretores e cossenos diretores de um vetor
ˆ
ˆ
Angulos diretores de ~v s˜ao os ˆangulos α, β e γ que ~v forma com os vetores ~i,~j e ~k respectivamente. Os cossenos diretores de ~v s˜ao os cossenos de seus ˆangulos diretores, isto ´e, cos α, cos β e cos γ. Para obtˆe-los usamos as seguintes formulas:
cos α =
x
1|~v|
cos β =
y
1|~v|
cos γ =
z
1|~v|
2.2
Produto Vetorial
O produto vetorial entre dois vetores ~u e ~v ´e representado por ~u × ~v e ´e definido por:
~
u × ~
v =
~i ~j ~k
x
1y
1z
1x
2y
2z
2Se devolvermos a express˜ao teremos:
(~u × ~v) = (y1.z2− z1.y2)~i + (z1.x2− x1.z2)~j + (x1.y2− y1.x2) ~k
2.2.1
Propriedades do Produto Vetorial
As propriedades do produto vetorial est˜ao indiretamente relacionadas com propriedades dos determinantes.
i) ~u × ~u = 0
ii) ~u × ~v = −~v × ~u, este resultado ´e explicado pela propriedade dos determinantes iii) ~u × (~v + ~w) = ~u × ~v + ~u × ~w
iv) (m.~u) × ~v = m. (~u × ~v)
v) ~u × ~v=0, se e somente se, um dos vetores ´e nulo ou se ~u e ~v s˜ao colineares vi) ~u × ~v, ´e ortogonal simultaneamente aos vetores ~u e ~v
vii) |~u × ~v|2= |~u|2· |~v|2− (~u · ~v)2, chamada de Identidade de Lagrange viii) ~u × ~v = |~u| · |~v| .sen θ ´e ˆangulo formado entre os vetores ~u e ~v
2.2.2
Interpreta¸
c˜
ao geom´
etrica do m´
odulo do produto vetorial de dois
ve-tores
Geometricamente, o m´odulo do produto vetorial dos vetores ~u e ~v mede a ´area do paralelogramo ABCD determinado pelos vetores ~u = ~AB e ~v = ~AC.
Prova,´area ABCD = |~u| .h como h = |~v| .sen θ
e de acordo com a propriedade viii temos que |~v × ~u| = |~u| · |~v| sen θ logo, ´area ABCD=|~v × ~u| .
2.3
Produto Misto
O produto misto entre os vetores ~u, ~v e ~w ´e um n´umero real representado por (~u, ~v, ~w) e definido por:
(~
u, ~
v, ~
w) = ~
u · (~
u × ~
w) =
x
1y
1z
1x
3y
2z
2x
3y
2z
32.3.1
Propriedades do produto misto
i)(u, v, w) = 0
a) se um dos vetores ´e nulo, b) se dois deles s˜ao colineares, c) se os trˆes s˜ao coplanares.
Prova, se ~u e ~v × ~w s˜ao ortogonais ent˜ao u.(v × w)=(u, v, w) = 0. Devemos perceber que ~v e ~w ´e ortogonal ao plano ~v que cont´em, logo se ~u ´e ortogonal a (~v × ~w) ent˜ao ~u tamb´em pertence a ~v, sendo assim: ~u, ~v e ~w s˜ao coplanares.
ii) (~u, ~v, ~w) = (~v, ~w, ~u) = ( ~w, ~u, ~v) iii)(~u, ~v, ~w + ~r) = (~u, ~v, ~w) + (~u, ~v, ~r) iv)(~u, ~v, m ~w)=(~u, m~v, ~w)-(m~u, ~v, ~w)
2.3.2
Interpreta¸
c˜
ao geom´
etrica do m´
odulo do produto misto
Geometricamente o m´odulo do produto misto ~u. (~v × ~w) ´e igual ao volume do paralelep´ıpedo de arestas determinadas pelos vetores ~u, ~v e ~w.
V=(´area base).h
Para base = |~v × ~w| o ˆangulo formado entre os vetores ~u e ~v × ~w, logo a altura = h ´e dada por h=|u| · |cos θ|, ent˜ao:
(1) V=|~v × ~w| · |~u| . |cos θ|, Fazendo |~v × ~w| = |~a|, V=|a| · |~u| . |cos θ|, lembrando que |~u| · |~a| . cos θ = |~u.~a|;
Comparando (1) e (2) temos: V = |~u · ~a| = |~u. (~v × ~w)| Assim:
V = |~u · (~v × ~w)| = |(~u, ~v, ~w)|
Volume do paralelep´ıpedo V = |(~u, ~v, ~w)| Volume do tetraedro V = 1
6
|(~
u, ~
v, ~
w)|
2.4
Lista de Exerc´ıcios
1. Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor ~v = (2, −5), sabendo que sua origem ´e o ponto A (−1, 3)
2. Dados os pontos A(−1, 3), B(2, 5) e C(3, −1), calcular
→ OA − → AB, → OC − → BC e 3 → BA −4 → CB. 3. Dados os vetores ~u = (3, −4) e ~v = (−94, 3), verificar se existem n´umeros a e b tais que ~u = a~v e
~ v = b~u.
4. Dados os pontos A(−1, 3), B(1, 0),C(2, −1), determinar D tal que
→
DC=
→
BA. 5. Dados os pontos A(−1, 2, 3) e B(4, −2, 0), determinar o ponto P tal que
→
AP = 3
→
AB. 6. Determinar o vetor ~v sabendo que (3, 7, 1) + 2~v = (6, 10, 4) − ~v.
7. Determinar a e b de modo que os vetores ~u = (4, 1, −3) e ~v = (6, a, b) sejam paralelos. 8. Verificar se s˜ao colineares os pontos:
(a) A(−1, −5, 0), B(2, 1, 3) e C(−2, −7, −1) (b) A(2, 1, −1), B(3, −1, 0) e C(1, 0, 4)
9. Determinar o sim´etrico do ponto P (3, 1, −2) em rela¸c˜ao ao ponto A(−1, 0, −3). 10. Dados ~u = ~i − 2~j + ~k e ~v = 2~i − 5~k, determine o vetor ~w tal que 2~u + 3 ~w = 12w − ~~ v.
11. Sejam ~u = 14~i − ~j +12~k e ~v = n~i + m2~j − m~k. Determine m e n de modo que ~v tenha sentido
contr´ario a ~u e seja 4 vezes maior do que ~u. 12. Sejam A(1, 2, 4), B(2, 3, 2) e C(2, 1, −1).
(a) Os pontos A,B e C s˜ao v´ertices de um triˆangulo?
(b) Determine D de modo que ABCD seja um paralelogramo
13. Dˆe exemplo de dois vetores unit´arios que tenham a mesma dire¸c˜ao que ~v = −3~i + ~j − 4~k. 14. Mostre que para quaisquer vetores ~a,~b e ~c, os vetores ~a + ~b, ~a + ~c e ~c − ~a s˜ao coplanares. 15. Dados os vetores ~u = (1, a, −2a − 1), ~v = (a, a − 1, 1) e ~w = (a, −1, 1), determinar a de modo
que ~u · ~v = (~u + ~v) · ~w.
16. Dados os pontos A(1, 2, 3), B(−6, −2, 3) e C(1, 2, 1), determinar o versor do vetor 3
→
BA −2
→
BC. 17. Verificar se s˜ao unit´arios os seguintes vetores: ~u(1, 1, 1) e ~v =√1
6, − 2 √ 6, 1 √ 6 18. Seja o vetor ~v = (m + 7)~i + (m + 2)~j + 5~k. Calcular m para que |~v| =√38.
19. Dados os ponto A(1, 0, −1), B(4, 2, 1) e C(1, 2, 0), determinar o valor de m para que |~v| = 7, sendo ~v = m
→
AC +
→
20. Dados os pontos A(3, m − 1, −4) e B(8, 2m − 1, m), determinar m de modo que → AB =√35. 21. Obter um ponto P do eixo das abscissas equidistante dos pontos A(2, −3, 1) e B(−2, 1, −1). 22. Seja o triˆangulo de v´ertices A(−1, −2, 4), B(−4, −2, 0) e C(3, −2, 1). Determinar o ˆangulo
interno ao v´ertice B.
23. Sabendo que o ˆangulo entre os vetores ~u = (2, 1, −1), e ~v = (1, −1, m + 2) ´e π
3, determinar m.
24. Calcular n para que seja de 30o o ˆangulo entre os vetores ~u = (1, n, 2) e ~j.
25. Determinar o vetor ~v, paralelo ao vetor ~u = (1, −1, 2), tal que ~v · ~u = −18.
26. Determinar o veter ~v, ortogonal ao vetor ~u = (2, −3, −12) e colinear ao vetor ~w = (−6, 4, −2). 27. Determinar o vetor ~v, colinear ao vetor ~u = (−4, 2, 6), tal que ~v · ~w = −12, sendo ~w = (−1, 4, 2). 28. Provar que os pontos A(5, 1, 5), B(4, 3, 2) e C(−3, −2, 1) s˜ao v´ertices de um triˆangulo retˆangulo. 29. Qual o valor de α para que os vetores ~a = α~i + 5~j − 4~k e ~b = (α + 1)~i + 2~j + 4~k sejam ortogonais? 30. Os ˆangulos diretores de um vetor podem ser de 45o, 60oe 90o? Justificar.
31. Determinar o vetor ~v, sabendo que |~v| = 5, ~v ´e ortogonal ao eixo Oz, ~v · ~w = 6 e ~w = 2~j + 3~k. 32. Determinar um vetor unit´ario ortogonal ao vetor ~v = (2, −1, 1).
33. Determinar um vetor de m´odulo 5 paralelo ao vetor ~v = (1, −1, 2).
34. Determinar o vetor ~v, ortogonal ao exo Oz, que satisfaz as condi¸co˜oes ~v · ~v1= 10 e ~v · ~v2= −5,
sendo ~v1= (2, 3, −1) e ~v2= (1, −1, 2).
35. Qual o comprimento do vetor proje¸c˜ao de ~u = (3, 5, 2), sobre o eixo dos x?
36. Mostrar que, se ~u e ~v s˜ao vetores, tal que ~u + ~v ´e ortogonal a ~u − ~v, ent˜ao |~u| = |~v|.
37. Calcular o m´odulo dos vetores ~u + ~v e ~u − ~v , sabendo que |~u| = 4, |v| = 3 e o ˆangulo entre ~u e ~v ´
e de 60o
38. Dados os vetores ~u = (2, −1, 1), ~v = (1, −1, 0) e ~w = (−1, 2, 2), calcular: (a) ~v × ( ~w − ~u).
(b) (~u + ~v) × (~u − ~v). (c) (2~u) × (3~v). (d) (~u × ~v) · (~u × ~v).
39. Determinar um vetor simultaneamente ortogonal aos vetores 2~a + ~b e ~b − ~a, sendo ~a = (3, −1, −2) e ~b = (1, 0, −3).
40. Determinar o valor de m para que o vetor ~w = (1, 2, m) seja simultaneamente ortogonal aos vetores ~v1= (2, −1, 0) e ~v2= (1, −3, −1).
41. Se |~u × ~v| = 3√3, |~u| = 3 e 60o´e o ˆangulo entre ~u e ~v, determinar |~v|.
42. Calcular, a ´area do paralelogramo definido pelos vetores ~u = (3, 1, 2) e ~v = (4, −1, 0). 43. Calcular a ´ara do triˆangulo de v´ertices
(a) A(−1, 0, 2), B(−4, 1, 1) e C(0, 1, 3). (b) A(2, 3, −1), B(3, 1, −2) e C(−1, 0, 2).
44. Dados os vetores ~u = (0, 1, −1), ~v = (2, −2, −2) e ~w = (1, −1, 2), determinar o vetor ~x paralelo a ~
45. Verificar se s˜ao coplanares os seguintes vetores: (a) ~u = (3, −1, 2), ~v = (1, 2, 1) e ~w = (−2, 3, 4). (b) ~u = (2, −1, 0), ~v = (3, 1, 2) e ~w = (7, −1, 2). 46. Verificar se s˜ao coplanares os pontos:
(a) A(1, 0, 2), B(−1, 0, 3), C(2, 4, 1) e D(−1, −2, 2) (b) A(2, 1, 3), B(3, 2, 4), C(−1, −1, −1) e D(0, 1, −1)
47. Determinar o valor de k para que os seguintes vetores sejam coplanares: ~a = (2, −1, k), ~b = (1, 0, 2) e ~c = (k, 3, k).
48. Calcular o valor de m para que o volume do paralelep´ıpedo determinado pelos vetores ~
v1= 2~i − ~j, ~v2= 6~i + m~j − 2~k e ~v3= −4~i + ~k seja igual a 10.
49. Os vetores ~a = (2, −1, −3), ~b = (−1, 1, −4) e ~c = (m + 1, m, −1) determinam um paralelep´ıpedo de volume 42. calcular m.
50. Sejam ~u e ~v vetores tais que ~u.~v = 4, ||~u|| = 3√3 e o ˆangulo agudo entre (~u, ~v) = π6. Calcule ||~u|| e ||~u + ~v||
51. Determine x ∈ < de modo que os vetores ~u = x~i + 2~j − ~k e ~v = 3~i + x~j + 10~k sejam ortogonais. 52. Calcule (~a,~b), onde ~a = 2~i + 2~j + ~k e ~b = 3~i + 4~j.
53. Sejam ~a = ~i + ~j, ~b = 2~i − 3~j + ~k e ~c = 4~j − 3~k. Mostre que ~a × (~b × ~c) 6= (~a × ~b) × ~c.
54. Calcule a ´area (usando produto vetorial) e a medida do ˆangulo interno oposto ao maior lado do triˆangulo P QR onde P = (0, 0, 0), Q = (6, 0, 0) e R = (3, 4, 0).
55. Calcule a ´area do triˆangulo cujos v´ertices s˜ao os pontos A = (1, 0, 1), B = (3, 2, −1) e C = (6, −1, 5). Mostre que esse triˆangulo ´e retˆangulo.
56. Mostre que se ~u for ortogonal a ~v − ~w e ~v for ortogonal a ~u − ~w, ent˜ao ~w ´e ortogonal a ~u − ~v. 57. Determine x de modo que o volume do paralelep´ıpedo com arestas definidas pelos vetores
~a = −2~i + x~j, ~b = x~i − ~j + ~k, ~c = ~i + ~k, seja igual a 2 unidades de volume.
58. Ache ~u ortogonal a ~v = 4~i − ~j + 5~k e a ~w = ~i − 2~j + 3~k, que satisfa¸ca ~u.(~i + ~j + ~k) = 2. 59. Considerando um triˆangulo com lados definidos por ~a,~b e ~c = ~a − ~b, mostre o resultado
conhecido como Lei dos Cossenos:
|~c|2= |~a|2+ ~b 2 − 2 |~a| ~b cos(~a,~b) (2.1) (Sujest˜ao: ~c · ~c = (~a − ~b) · (~a − ~b))
60. Um vetor ~v de comprimento 5 tem dois de seus cossenos diretores dados por cos α = 1 3 e
2.4.1
Gabarito
1. (1, −2) 2. (−4, 1), (2, 5), (−5, −30) 3. (a) −4 3 (b) −34 4. D(4, −4) 5. (14, −10, −6) 6. ~v = (1, 1, 1) 7. (a) 32 (b) −92 8. (a) Sim (b) N˜ao 9. (−5, −1, −4) 10. −85~i + 85~j +65~k. 11. m=2, n=-1 12. (a) → AB e →AC, n˜ao s˜ao colineares, os pontos formam um triˆangulo (b) D = (3, 2, −3) 13. Demonstra¸c˜ao 14. Demonstra¸c˜ao 15. a = 2 16. (79,49,49) 17. ~v ´e unit´ario 18. −4 ou −5 19. 3 ou −13 5 20. −3 ou −1 21. P (1, 0, 0) 22. 45o 23. m = −4 24. +√15 ou −√15 25. (−3, 3, −6) 26. ~v = t(3, −2, 1)t ∈ < 27. (2, −1, −3) 28. BA .→ BC = 0→ 29. −3 ou 2
31. (4, 3, 0) ou (−4, 3, 0) 32. Um deles ´e (0,√1 2, − 1 √ 2) 33. (±√5 6, ± 5 √ 6, ± 10 √ 6) 34. (−1, 4, 0) 35. 3 36. Demonstra¸c˜ao 37. √37 e√13 38. (a) (−1, −1, 0) (b) (−2, −2, 2) (c) (6, 6, −6) (d) 3 39. x(3, 7, 1), x ∈ < 40. −5 41. 2 42. √117 43. (a) √6 (b) 9 √ 2 2 44. (−2, 2, −4) 45. (a) N˜ao (b) Sim 46. (a) N˜ao (b) Sim 47. 6 48. 6 ou −4 49. 2 ou −8 3 50. |~u + ~v| =q2899 81 , |~v| = 8 9 51. x = 2 52. Arco cos θ = 1415 53. Demonstra¸c˜ao 54. 12u.a., arco cos θ = 7
25 55. 3√14u.a 56. Demonstra¸c˜ao 57. x = 1 58. ~u = (−2, 2, 2) 59. Demonstra¸c˜ao 60. Demonstra¸c˜ao
Cap´ıtulo 3
Espa¸
cos Vetorias
3.1
Espa¸
cos Vetoriais
3.1.1
Defini¸
c˜
ao 01
Um espa¸co vetorial real ´e um conjunto w n˜ao vazio, com duas opera¸c˜oes: adi¸c˜ao e multiplica¸c˜ao por escalar, isto ´e:
∀ u e v ∈ W , u + v ∈ W ∀ a ∈ < e ∀u ∈ W , a.u ∈ W
Tais que para qualquer u, v e w ∈ W e a, b ∈ < as propriedades i), ii). . . vii) e viii) sejam satisfeitas. Axiomas
Em Rela¸c˜ao `a adi¸c˜ao:
i) (u + v) + w = u + (v + w), ∀u, v, w ∈ V ii) u + v = v + u, ∀u, v ∈ V
iii) ∃0 ∈ V, ∀u ∈ V, u + 0 = u iv) ∀u ∈ V, ∃(−u) ∈ V, u + (−u) = 0 Em rela¸c˜ao `a multiplica¸c˜ao por escalar: v) (αβ)u = α(βu)
vi) (α + β)u = αu + βu vii) α(u + v) = αu + αv viii) 1u = u
Para ∀u, v ∈ V e ∀α, β ∈ < Exemplo 01
O conjunto V = <2= (x, y)/x, y ∈ < ´e um espa¸co vetorial com as opera¸c˜oes de adi¸c˜ao e multiplica¸c˜ao
por um n´umero real assim definidas: (x1, y1) + (x2, y2) = (x1+ x2, y1+ y2)
α(x, y) = (αx, αy) Exemplo 02
O conjunto C2 ´e um espa¸co vetorial sobre <. Basta definirmos as opera¸c˜oes: (A) (a, b) + (c, d) = (a + c, b + d) ∈ C2, ∀(a, b), (c, d) ∈ C2
Exemplo 03
O conjunto M (m, n) das matrizes m × n com as opera¸c˜oes adi¸c˜ao e multiplica¸c˜ao por escalar usuais. Em particular, o conjunto M (m, n) das matrizes quadradas, de ordem n, ´e um espa¸co vetorial relativamente `as mesmas opera¸c˜oes.
Exemplo 04
v = P n, o conjunto dos polinˆomios com coeficientes reais, de grau menor ou igual a n (incluindo o zero). As opera¸c˜oes s˜ao soma de polinˆomios e multiplica¸c˜ao deles por n´umeros reais s˜ao espa¸cos vetoriais.
Exemplo 05
Seja o conjunto S = {(x, y, z)/y = x + 2 e z = 0} n˜ao ´e um espa¸co vetorial. Dados os vetores v1= (1, 0, 3) e v2= (−1, 1, 0) ∈ S observe que v1+ v2∈ S pois:/
(1, 3, 0) + (−1, 1, 0) = (0, 4, 0) que n˜ao obedece a rela¸c˜ao y = x + 2.
3.2
Subespa¸
cos Vetoriais
3.2.1
Defini¸
c˜
ao 02
Dado um espa¸co vetorial V , um subconjunto W , n˜ao vazio, ser´a um subespa¸co vetorial de V se: i) Para todo e qualquer u + v ∈ W , tivermos u + v ∈ W
ii) a ∈ < e u ∈ W , tivermos a.u ∈ W Observe que:
• Para termos um subespa¸co vetorial precisamos verificar que ao operarmos em W (adi¸c˜ao e multiplica¸c˜ao por escalar) n˜ao obteremos um vetor fora de W . N˜ao sendo necess´ario a verifica¸c˜ao das propriedades, j´a que V cont´em W .
• Qualquer subespa¸co W deve conter o vetor nulo.
• Todo espa¸co vetorial admite pelo menos dois subespa¸cos (espa¸cos triviais), s˜ao eles: o conjunto formado somente pelo vetor nulo e o pr´oprio espa¸co vetorial.
Obs:
Os s´ımbolos ⊕ e s˜ao utilizados para indicar que a adi¸c˜ao e a multiplica¸c˜ao por escalar n˜ao s˜ao as usuais.
Teorema 01
Sejam W1 e W2subespa¸cos de um espa¸co vetorial V , ent˜ao o conjunto
W = W1+ W2= {v ∈ V, v = w1+ w2, w1∈ W1e w2∈ W2} ´e subespa¸co de V .
Teorema 02
Se V ´e a soma direta de S1 e S2, todo vetor v ∈ V se escreve de modo ´unico, na forma: v = u + w
onde u ∈ S1 e w ∈ S2.
3.2.2
Defini¸
c˜
ao 03
Sejam W1 e W2dois subespa¸cos vetoriais de um espa¸co vetorial V . Diremos que a soma W1+ W2 ´e
3.3
Combina¸
c˜
ao Linear
3.3.1
Defini¸
c˜
ao 04
Sejam V um espa¸co vetorial real v1, v2, v3. . . vn∈ V e a1, a2. . . an ∈ <. Ent˜ao, o vetor
V = a1v1+ a2v2. . . anvn´e um vetor de V , ao que chamamos combina¸c˜ao linear de v1, v2. . . vn.
3.4
Subespa¸
cos Gerados
Seja V um espa¸co vetrial real, cosideremos um subconjunto A{v1, v2. . . vn} ⊂ V , com A 6= . O
conjunto S formado de todos os vetores de V que s˜ao combina¸c˜oes lineares dos vetores de A ´e um subespa¸co vetorial de V e ´e chamado de subespa¸co gerado pelos vetores v1, v2. . . vn.
3.5
Linearmente Dependentes e Linearmente Independentes
Sejam V um espa¸co vetorial e A = {v1, v2. . . vn} ⊂ V dizemos que o conjunto A ´e linearmente
independente se a equa¸c˜ao.
a1v1+ a2v2. . . anvn= 0 admite um unica solu¸c˜ao a1= a2= . . . an= 0, chamada de trivial se
existirem solu¸c˜oes a16= 0, diz-se que o conjunto A ´e linearmente dependente
Teorema 03
Um conjunto A = {v1, v2. . . vn} ´e Linearmente Dependente se, e somente se, pelo menos um desses
vetores ´e combina¸c˜ao linear dos outros.
3.5.1
Propriedades
i) se A = {v} ⊂ v e v 6= 0, ent˜ao A ´e LI.
ii) Se um conjunto A ⊂ V cont´em o vetor nulo, ent˜ao A ´e LD.
iii) Se uma parte de um conjunto A ⊂ V ´e LD, ent˜ao A ´e tamb´em LD. iv) Se o conjunto A ⊂ V ´e LI, qualquer parte A1de A ´e tamb´em LI.
3.6
Base e Dimens˜
ao
Um conjunto B = {v1, v2. . . vn} ⊂ V ´e uma base do espa¸co vetorial V se:
i) B ´e LI ii) B gera V Exemplo 01 As matrizes M1 1 0 0 0 e M2 0 1 0 0 Exemplo 02
O conjunto formado pelos vetores e1(1, 0, 0), e2(0, 0, 1) e e3(1, 0, 0) ´e chamado base canˆonica de <3,
Teorema 04
Se B = {v1, v2, . . . vn} for base de um espa¸co vetorial V , ent˜ao todo conjunto com mais de n vetores
ser´a linearmente dependente.
3.6.1
Dimens˜
ao de um espa¸
co Vetorial
Qualquer base de um espa¸co vetorial V tem o mesmo n´umero de vetores, se V possui um base com n vetores, ent˜ao V tem dimens˜ao n e anota-se dim V = n
• Se V n˜ao possui base, dim V = 0.
• Se V tem uma base com infinitos vetores, ent˜ao a dimens˜ao de V ´e infinita e anota-se dim V = ∞
Teorema 05
Se V ´e um espa¸co vetorial de dimens˜ao n, ent˜ao, qualquer conjunto de vetores LI em V ´e parte de uma base, isto ´e, pode ser completado at´e formar uma base de V .
Teorema 06
Seja B = {v1, v2. . . vn} uma base de um espa¸co vetorial V . Ent˜ao todo vetor v ∈ V se exprime de
maneira ´unica como combina¸c˜ao linear dos vetores de B.
3.6.2
Espa¸
cos Vetoriais Isomorfos
Se V ´e um espa¸co vetorial sobre < e dim V = n, ent˜ao V e <n s˜ao isomorfos.
3.7
Lista de Exerc´ıcios
Nos problemas 1 a 5 apresenta-se um conjunto com as opera¸c˜oes de adi¸c˜ao e multiplica¸c˜ao por escalar nele definidas. Verificar quais deles s˜ao espa¸cos vetoriais. Para aqueles que n˜ao s˜ao espa¸cos vetoriais, citar os axiomas que n˜ao se verificam.
1. <3, (x, y, z) + (x0, y0, z0) = (x + x0, y + y0, z + z0) k(x, y, z) = (0, 0, 0)
2. {(x, 2x, 3x); x ∈ <} com as opera¸c˜oes usuais 3. <2, (a, b) + (c, d) = (a, b) e α(a, b) = (αa, αb)
4. <2, (x, y) + (x0, y0) = (x + x0, y + y0) e α(x, y) = (α2x, α2y)
5. A = {(x, y) ∈ <2/y = 5x} com as opera¸c˜oes usuais.
Nos problemas 6, 7 e 8 s˜ao apresentados subconjuntos de <2. Verificar quais deles s˜ao
subespa¸cos vetoriais do <2relativamente `as opera¸c˜oes de adi¸c˜ao e multiplica¸c˜ao por escalar
usuais.
6. S = {(x, y)/y = −x} 7. S = {(x, y)}/x + 3y = 0} 8. S = {(x, y)/y = x + 1}
Nos problemas 9 a 14 s˜ao apresentados subconjuntos de <3. Verificar quais s˜ao seus subespa¸cos
em rela¸c˜ao `as opera¸c˜oes de adi¸c˜ao e multiplica¸c˜ao por escalar usuais. Para os que s˜ao subespa¸cos, mostrar que as duas condi¸c˜oes est˜ao satisfeitas. Caso contr´ario, citar um contra-exemplo. 9. S = {(x, y, z)/x = 4y e z = 0} 10. S = {(x, y, z)/z = 2x − y} 11. S = {(x, y, z)/x = z2} 12. S = {(x, y, z)/y = x + 2 e z = 0} 13. S = {(x, −3x, 4x); x ∈ <} 14. S = {(x, y, z)/x + y + z = 0} 15. Sejam os vetores u = (2, −3, 2) e v = (−1, 2, 4) em <3.
(a) Escrever o vetor w = (7, −11, 2) como combina¸c˜ao linear de u e v. (b) Para que valor de k o vetor (−8, 14, k) ´e combina¸c˜ao linear de u e v?
(c) Determinar uma condi¸c˜ao entre a, b e c para que o vetor (a, b, c) seja uma combina¸c˜ao linear de u e v.
16. Escrever o vetor 0 ∈ Re2 como combina¸c˜ao linear dos vetores
(a) v1= (1, 3) e v2= (2, 6)
(b) v1= (1, 3) e v2= (2, 5)
17. Sejam os vetores v1= (−1, 2, 1) e v2= (1, 0, 2) e v3= (−2, −1, 0). Expressar cada um dos vetores
u = (−8, 4, 1), v = (0, 2, 3) e w = (0, 0, 0), como combina¸c˜ao linear de v1, v2 e v3.
18. Expresar o vetor u = (−1, 4, −4, 6) ∈ <4 como combina¸c˜ao linear dos vetores v
1 = (3, −3, 1, 0),
v2= (0, 1, −1, 2) e v3= (1, −1, 0, 0).
19. Seja S o subespa¸co do <4definido por: S = {x, y, z, t) ∈ <4/x + 2y − z = 0 e t = 0}, Pergunta-se:
(a) (−1, 2, 3, 0) ∈ S? (b) (3, 1, 4, 0) ∈ S? (c) (−1, 1, 1, 1) ∈ S?
20. Determinar os subespa¸cos do <3gerados pelos seguintes conjuntos:
(a) A = ({(2, −1, 3)}
(b) A = {(−1, 3, 2), (2, −2, 1)} (c) A = {(1, 0, 1), (0, 1, 1), (−1, 1, 0)} (d) A = {(−1, 1, 0), (0, 1, −2), (−2, 3, 1)}
21. Sejam os vetores v1 = (1, 1, 1), v2 = (1, 2, 0) e v3 = (1, 3, −1). Se (3, −1, k) ∈ [v1, v2, v3, ], qual o
valor de k?
22. Mostrar que os vetores v1= (1, 1, 1), v2= (0, 1, 1) e v3= (0, 0, 1) geram o <3.
23. Verificar se o vetor v = (−1, −3, 2, 0) pertence ao subespa¸co do <4 gerado pelos vetores v 1 =
(2, −1, 3, 0), v2= (1, 0, 1, 0) e v3= (0, 1, −1, 0).
24. Classificar os seguintes subconjuntos do <3 em LI ou LD:
(a) {(2, −1, 3)}
(b) {(1, −1, 1), (−1, 1, 1)}
(d) {(2, 1, 3), (0, 0, 0), (1, 5, 2)} (e) {(1, 2, −1), (2, 4, −2), (1, 3, 0)} (f) {(1, −1, −2), (2, 1, 1), (−1, 0, 3)} (g) {(1, 2, −1), (1, 0, 0), (0, 1, 2), (3, −1, 2)}
25. Sendo v1= (1, 2) ∈ <2, determinar v2∈ <2 tal que {v1, v2} seja base de <2.
26. Verificar quais dos seguintes conjuntos de vetores formam base do <2:
(a) {(1, 2), (−1, 3)} (b) {(3, −6), (−4, 8)} (c) {(0, 0), (2, 3)} (d) {(3, −1), (2, 3)}
27. Quais dos seguintes conjuntos de vetores formam uma base do <3? (a) (1, 1, −1), (2, −1, 0), (3, 2, 0)
(b) (1, 0, 1), (0, −1, 2), (−2, 1, −4) (c) (2, 1, −1), (−1, 0, 1), (0, 0, 1) (d) (1, 2, 3), (4, 1, 2)
(e) (0, −1, 2), (2, 1, 3), (−1, 0, 1), (4, −1, −2)
28. Mostrar que o conjunto: {(1, 1, 0, 0), (0, 0, 1, 1), (1, 0, 0, 3), (0, 0, 0, 5)}, ´e base do <4 29. Seja V = <3 e o conjunto: B = {(0, 1, 1), (1, 1, 0), (1, 2, 1)} ⊂ <3
(a) Mostrar que B n˜ao ´e base do <3.
(b) Determinar uma base do <3 que possua dois elementos de B.
3.7.1
Gabarito
1. N˜ao ´e espa¸co vetorial. Falha o axioma Viii 2. O conjunto ´e um espa¸co vetorial
3. N˜ao ´e espa¸co vetorial. Falham os axiomas i, iii, iv 4. N˜ao ´e espa¸co vetorial. Falha o axioma ii
5. O conjunto ´e um espa¸co vetorial 6. S ´e subespa¸co 7. ´E 8. N˜ao ´e 9. ´E 10. ´E 11. N˜ao ´e 12. N˜ao ´e 13. ´E 14. ´E 15. (a) w = 3u − v (b) k = 12
(c) 16a + 10b − c = 0 16. (a) 0 = −2v1+ v2 (b) 0 = 0v1+ 0v2 17. u = 3v1− v2+ 2v3, v = v1+ v2 e w = 0v1+ 0v2+ 0v3 18. v = −v1+ 3v2+ 2v3 19. (a) Sim (b) N˜ao (c) N˜ao
20. (a) {(x, y, z) ∈ <3/x = −2y e z = −3y}
(b) {(x, y, z) ∈ <3/7x + 5y − 4z = 0} (c) {(x, y, z) ∈ <3/x + y − z = 0} (d) <3 21. k = 7 22. (x, y, z) = xv1+ (y − x)v2+ (z − y)v3 23. Pertence 24. (a) LI (b) LI (c) LD (d) LD (e) LD (f) LI (g) LD 25. v26= kv1, ∀k ∈ < 26. a), d) 27. a), c) 28. Desmostra¸c˜ao 29. Uma base {(0, 1, 1), (1, 1, 0), (0, 0, 1)}
Cap´ıtulo 4
Transforma¸
c˜
oes Lineares
4.1
Introdu¸
c˜
ao
Transforma¸c˜oes lineares s˜ao um tipo especial de fun¸c˜ao, onde o dom´ınio e a imagem s˜ao espa¸cos vetoriais reais. S˜ao chamadas de fun¸c˜oes vetoriais porque tanto a vari´avel independente como a vari´avel dependente s˜ao vetores. Ainda, pelo fato de serem fun¸c˜oes lineares descrevem o tipo mais simples de dependˆencia entre vari´aveis.
Observe o expemplo
Se 1kg de milho custa R$1, 20, ent˜ao qkg de milho custar˜ao q1, 20 reais, ou seja: C(q) = 1, 20.q onde:
C ´e o custo do milho e q ´e a quantidade de milho. Observe que:
i) Para calcular o custo de (q1+ q2)kg de milho podemos tanto multiplicar (q1+ q2) pelo custo de 1kg
de milho= 1, 20, como calcular o custo de cada uma das quantidades de q1 e q2 e som´a-las, isto ´e:
C (q1+ q2) = 1, 20. (q1+ q2) = 1, 20q1+ 1, 20q2= C (q1) + C (q2)
ii) Se a quantidade de milho for multiplicada por um fator k, o custo ser´a multiplicado por este mesmo fator, isto ´e:
C (k.q1) = 1, 20 (k.q1) = k. (1, 20.q1) = k.C (q1)
Estas duas propriedades s˜ao fundamentais para caracterizar uma transforma¸c˜ao linear.
4.2
Transforma¸
c˜
oes Lineares
4.2.1
Defini¸
c˜
ao 01
Sejam V e W espa¸cos vetoriais. Uma transforma¸c˜ao linear ´e uma fun¸c˜ao de V em W , F : V → W , que satisfaz as seguintes condi¸c˜oes:
i) T (u + v) = T (u) + T (v) ii) T (k.u) = k.T (u)
Para quaiquer u e v ∈ V e k ∈ < Exemplo
T : <2→ <3, T (x, y) = (2x, −y, x + 3y) ´e uma transforma¸c˜ao linear?
T (u + v) = T (x1+ x2, y1+ y2)
= (2. (x1+ x2) , − (y1+ y2) , (x1+ x2) + 3. (y1+ y2))
= (2x1+ 2x2, −y1− y2, x1+ x2+ 3y1+ 3y2)
= (2x1, −y1, x1+ 3y1) + (2x2, −y2, x2+ 3y2)
= T (u) + T (v)
ii) Para todo k ∈ < e para qualquer u = (x1, y1) ∈ <2, temos:
T (k.u) = T (kx1, ky1)
= (2kx1, −ky1, kx1+ 3ky1)
= k. (2x1, −y1, x1+ 3y1)
= kT (u)
Portanto: A opera¸c˜ao linear ´e uma transforma¸c˜ao linear.
Em toda transforma¸c˜ao linear T : V → W , a imagem do vetor nulo ∈ V ´e o vetor nulo ∈ W , isto ´e: T (0) = 0.
Exemplo: T : < → <, T (x) = 3x + 1, logo T (0) = 3.0 + 1 = 1, portanto T n˜ao ´e linear.
4.2.2
Propriedade Importante
Se T : V → W for uma transforma¸c˜ao linear, ent˜ao: T (a1v1+ a2v2) = a1.T (v1) + a2.T (v2) para todo
e qualquer v1, v2∈ V e para todo e qualquer a1e a2∈ < Isto significa que uma transforma¸c˜ao linear
T : V → W pode ser definida quando se conhecem as imagens dos vetores de uma base de V .
Exemplo
Sabendo que T : <2→ <3 ´e uma transforma¸c˜ao linear e que T (−1, 1) = (3, 2, −2) e
T (−1, 2) = (1, −1, 3) determinar T (x, y)
Vamos expressar o vetor (x, y) ∈ <2como combina¸c˜ao linear dos vetores dessa base:
(x, y) = a (1, −1) + b (−1, 2) logo a −b = x −a +2b = y Assim Portanto T (x, y) = a.T (−1, 1) + b.T (−1, 2) = (2x + y) . (3, 2, −2) + (x + y) . (1, −1, 3)
= (6x + 3y, 4x + 2y, −4x − 2y) + (x + y, −x − y, 3x + 3y) T (x, y) = (7x + 4y, 3x + y, −x + y)
4.3
N´
ucleo de uma Transforma¸
c˜
ao Linear
4.3.1
Defini¸
c˜
ao 02
Seja T : V → W uma transforma¸c˜ao linear. O conjunto de todos os vetores v ∈ V tais que T (v) = 0 ´e chamado n´ucleo de T, isto ´e:
N (T ) = {v ∈ V /T (v) = 0}
Exemplo
Seja T : <3→ <2a transforma¸c˜ao linear dada por:
T (x, y, z) = (x − y + 4z, 3x + y + 8z) N (T ) = {(x, y, z) ∈ <3/T (x, y, z) = (0, 0)}
isto ´e, um vetor (x, y, z) ∈ N (T ) se, e somente se: (x − y + 4z, 3x + y + 8z) = (0, 0)
ou
x −y +4z = 0 3x +4y 8z = 0
O sistema acima possui infinitas solu¸c˜oes de acordo com as seguintes rela¸c˜oes: x = −3z e y = z logo
N (T ) = {(−3z, z, z) /z ∈ <}
4.3.2
Propriedades do N´
ucleo
i) O n´ucleo de uma transforma¸c˜ao linear T : V → W ´e um subespa¸co vetorial de V . ii) Uma transforma¸c˜ao linear T : V → W ´e injetora se, e somente se, N (T ) = {0}.
4.4
Imagem de uma Transforma¸
c˜
ao Linear
4.4.1
Defini¸
c˜
ao 03
Seja T : V → W uma transforma¸c˜ao linear. A imagem de T ´e o conjunto dos vetores w ∈ W tais que existe um vetor v ∈ V , que satisfaz T (v) = W ou seja:
Im (T ) = {w ∈ W/T (v) = w para algum v ∈ V } A imagem de uma T : V → W ´e um subespa¸co vetorial de W .
4.4.2
Defini¸
c˜
ao 04
Dada uma transforma¸c˜ao T : V → W , dizemos que T ´e injetora se dados u e v ∈ V com u 6= v, ent˜ao T (u) 6= T (v)
4.4.3
Defini¸
c˜
ao 05
Uma transforma¸c˜ao T : V → W ser´a sobrejetora se a imagem de T coincidir com W , ou seja T (v) = w.
4.5
Matriz de uma Transforma¸
c˜
ao Linear
Sejam T : V → W uma transforma¸c˜ao linear. Na forma matricial [T (v)]B= [T ]AB[v]Asendo a matriz
[T ]AB denominada matriz de T em rela¸c˜ao as bases A e B. Sejam A = {v1, v2} uma base de V e
B = {w1, w2, w3} uma base de W , ent˜ao um vetor v ∈ V pode ser expresso por:
v = x1v1+ x2v2e a imagem T (v)
T (v) = y1w1+ y2w2+ y3w3ou T [v]B = (y1, y2, y3). (1)
Por outro lado, T (v) = T (x1.v1+ x2v2) = x1T (v1) + x2T (v2) (2)
sendo T (v1) e T (v2) vetores de W , eles s˜ao combina¸c˜oes lineares dos vetores de B.
T (v1) = a11.w1+ a21w2+ a31w3 (3)
Substituindo estes vetores em (2) temos:
T (v) = x1(a11w11+ a21w2+ a31w3) + x2(a12w1+ a22w2+ a32w3)
ou
T (v) = (a11x1+ a12x2) w1+ (a21x1+ a22x2) w2+ (a31x1+ a32x2) w3
Comparando esta igualdade com (1), conclui-se y1= a11x1+ a12x2 y2= a21x1+ a22x2 y3= a31x1+ a32x2 na forma matricial y1 y2 y3 = a11 a12 a21 a22 a32 a33 x1 x2 x3 ou simbolicamente [T (v)]B= [T ] A BvA
4.6
Teorema da dimens˜
ao
Seja uma transforma¸c˜ao T : V → W ent˜ao: dim N (T ) + dim Im (T ) =dim(V )
4.6.1
Isomorfismo
Quando uma transforma¸c˜ao linear T : V → W for injetora e sobrejetora (bijetora) ao mesmo tempo, d´a-se o nome de isomorfismo.
4.7
Transforma¸
c˜
oes Lineares no Plano
S˜ao transforma¸c˜oes do <2 em <2.
4.7.1
Reflex˜
oes
1.1) Reflex˜ao em torno do eixo dos x: T (x, y) → (x, −y) 1.2) Reflex˜ao em torno do eixo dos y: T (x, y) → (−x, y) 1.3) Reflex˜ao na origem: T (x, y) → (−x, −y)
1.4) Reflex˜ao em torno da retay = x TT (x, y) → (x, y)
4.7.2
Dilata¸
c˜
ao e Contra¸
c˜
ao
Dilata¸c˜ao e Contra¸c˜ao na dire¸c˜ao do vetor T (x, y) = α(x, y), α ∈ <
Se |α| > 1, T Dilata o vetor Se |α| < 1, T Contrai o vetor
Se |α| < 0, T Troca o sentido do vetor
Dilata¸c˜ao e contra¸c˜ao na dire¸c˜ao do eixo do x T (x, y) = (αx, y), α > 0
Se x > 1, T dilata o vetor Se x < 1, T contrai o vetor
Dilata¸c˜ao e contra¸c˜ao na Dire¸c˜ao do Eixo y T (x, y) = (x, αy), α > 0
Nesse caso, se assumirmos α = 0 teremos T (x, y) = (x, 0) e T ser´a a proje¸c˜ao ortogonal do vetor sobre o eixo dos x.
4.7.3
Cisalhamento
Cisalhamento na Dire¸c˜ao do Eixo dos x T (x, y) = (x + αy), y)
Cisalhamento na Dire¸c˜ao do Eixo dos y T (x, y) = (x, y + αx)
4.7.4
Rota¸
c˜
ao
T (x, y) = (x. cos θ − y.sen θ, x.sen θ + y. cos θ) com 0 ≤ θ ≤ 2π Essa transforma¸c˜ao fica melhor representada pela matriz canˆonica:
[T θ] = cos θ −sen θ sen θ cos θ
4.8
Transforma¸
c˜
oes Lineares no Espa¸
co
S˜ao Transforma¸c˜oes de <2 em <3
4.8.1
Reflex˜
oes
Reflex˜oes em rela¸c˜ao aos planos coordenados
A reflex˜ao em rela¸c˜ao ao plano xoz ´e a transforma¸c˜ao linear que leva cada ponto (x, y, z) na sua imagem (x, y, −z)
T (x, y, z) = (x, y, −z) sendo o mesmo que: Reflex˜oes em rela¸c˜ao aos eixos coordenados
A reflex˜ao em torno do eixo x ser´a:
T (x, y, z) = (x, −y, −z) ou De forma an´aloga temos
eixo y → T (x, y, z) = (−x, y, −z) eixo z → T (x, y, z) = (−x, −y, z) Reflex˜ao na origem
T (x, y, z) = (−x, −y, −z)
4.8.2
Rota¸
c˜
ao
Rota¸c˜ao em torno do eixo z, que faz cada ponto descrever um ˆangulo θ. T (x, y, z) = (x. cos θ − y. cos θ, x.sen θ + y. cos θ, z) ou
[T θ] = cos θ −sen θ 0 sen θ cos θ 0 0 0 1
4.9
Lista de Exerc´ıcios
1. Consideremos a transforma¸c˜ao linear T : <2 → <2 definida por T (x, y) = (2x − 2y, x + 4y).
Utilizar os vetores u = (1, 2) e v = (3, −1) para mostrar que T (3u + 4v) = 3T (u) + 4T (v). 2. Dada a transforma¸c˜ao linear T : V → W , tal que T (u) = 3u e T (v) = u − v, calcular em fun¸c˜ao
de u e v: (a) T (u + v) (b) T (3v) (c) T (4u − 5v)
3. Dentre as transforma¸c˜oes T : <2→ <2 definidas pelas seguintes leis, verificar quais s˜ao lineares:
(a) T (x, y) = (x − 3y, 2x + 5y) (b) T (x, y) = (y, x)
(c) T (x, y) = (x2, y2)
(d) T (x, y) = (x + 1, y) (e) T (x, y) = (y − x, 0)
4. Dentre as seguintes fun¸c˜oes, verificar quais s˜ao lineares: (a) T : <2→ <3; T (x, y) =)(x − y, 3x, −2y)
(b) T : <3→ <3; T (x, y, z) =)(x + y, x − y, 0)
(c) T : <2→ <2; T (x, y) =)(x2+ y2, x)
(d) T : < → <2; T (x) =)(x, 2)
(e) T : <3→ <; T (x, y, z) = −3x + 2y − z
5. Seja a aplica¸c˜ao T : <2→ <3 (x, y) → (x + ky, x + k, y), verificar em que caso(s) T ´e liner:
(a) k = x (b) k = 1 (c) k = 0
6. (a) Determinar a transforma¸c˜ao linear: T : <2 → <3 tal que T (−1, 1) = (3, 2, 1) e T (0, 1) =
(1, 1, 0).
(b) Encontrar v ∈ <2 tal que T (v) = (−2, 1, −3).
7. (a) Determinar a transforma¸c˜ao linear T : <3 → <2 tal que T (1, −1, 0) = (1, 1) T (0, 1, 1) =
(2, 2) e T (0, 0, 1) = (3, 3). (b) Achar T (1, 0, 0) e T (0, 1, 0).
8. Seja T : <3→ <2 uma transforma¸c˜ao linear definida por T (1, 1, 1) = (1, 2), T (1, 1, 0) = (2, 3) e
T (1, 0, 0) = (3, 4).
(a) Determinar T (x, y, z).
(b) v ∈ <3 tal que T (v) = (−3, −2).
(c) Determinar v ∈ <3 tal que T (v) = (0, 0).
9. Seja o operador linear T : <2 → <2, T (x, y) = (2x + y, 4x + 2y). Quais dos seguintes vetores
pertencem a N (T )? (a) (1, −2)
(b) (2, −3) (c) (−3, 6)
(a) (2, 4) (b) (−12, 1) (c) (−1, 3)
11. Seja T : <2→ <3 tal que T (−2, 3) = (−1, 0, 1) e T (1, −2) = (0, −1, 0).
(a) Determinar T (x, y).
(b) Determinar N (T ) e Im(T ).
12. Consideremos a transforma¸c˜ao linear T : <3→ <2 definidar por T (x, y, z) = (2x + y − z, x + 2y)
e as bases A = {(1, 0, 0), (2, −1, 0), (0, 1, 1)} do <3 e B = {(−1, 1), (0, 1)} do <2. Determinar a
matriz [T ]A B
13. Seja a transforma¸c˜ao linear T : <2 → <
3, T (x, y) = (2x − y, x + 3y, −2y) e as bases A =
{(−1, 1), (2, 1)} e B = {(0, 0, 1), (0, 1 − 1), (1, 1, 0)}. Determinar [T ]A
B. Qual a matriz [T ]AC, onde
C ´e a base canˆonica do <3?
4.9.1
Gabarito
1. Demonstra¸c˜ao 2. (a) 4u − v (b) 3u − 3v (c) 7u + 5v 3. a), b), e) s˜ao lineares 4. S˜ao lineares a), b), e) 5. c) ´e linear 6. (a) T (x, y) = (−2x + y, −x + y, −x) (b) v = (3, 4)7. (a) T (x, y, z) = (−y + 3z, −y + 3z)
(b) T (1, 0, 0) = (0, 0) e T (0, 1, 0) = (−1, −1) 8. (a) T (x, y, z) = (3x − y − z, 4x − y − z) (b) v = (1, 6 − z, z) (c) v = (0, −z, z) 9. a), c) 10. a),b) 11. (a) T (x, y) = (2x + y, 3x + 2y, −2x − y) (b) N (T ) = {(0, 0)}, Im(T ) = {(x, y, −x)/x, y ∈ <} 12. −2 −3 0 3 3 2 13. 3 0 5 2 −3 3 e −3 3 2 5 −2 −2