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Elaboração de PCMAT para canteiro de obras

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Academic year: 2021

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LEANDRO FERNANDES DA SILVA

ELABORAÇÃO DE PCMAT PARA CANTEIRO DE OBRA: ESTUDO DE CASO

Florianópolis 2019

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LEANDRO FERNANDES DA SILVA

ELABORAÇÃO DE PCMAT PARA CANTEIRO DE OBRA: ESTUDO DE CASO

Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho da Universidade do Sul de Santa Catarina como requisito parcial à obtenção do título de Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho.

Orientador: Prof. Ms. José Humberto Dias de Tolêdo

Florianópolis 2019

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LEANDRO FERNANDES DA SILVA

ELABORAÇÃO DE PCMAT PARA CANTEIRO DE OBRA: ESTUDO DE CASO

Monografia apresentada ao Curso de

Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho da Universidade do Sul de Santa Catarina como requisito parcial à obtenção do título de Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho.

Florianópolis, 25 de Maio de 2019

______________________________________________________ Professor Ms. José Humberto Dias de Tolêdo

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Аоs meus pais, minha esposa Alessandra, minha filha Kaiane е a toda minha família que, com muito carinho е apoio, não mediram esforços para que eu chegasse até esta etapa de minha vida.

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente gostaria de agradecer a minha filha Kaiane que muito compreendeu minha ausência e por ser a minha maior incentivadora e inspiração. Se muitas vezes pensei em não continuar, foi por você, seu beijo carinhoso ao acordar ou sua alegria ao ver minha chegada que me davam força para enfrentar o dia e continuar a seguir em frente. Obrigada amor da minha vida!

Agradeço ao meu pai Vânio e minha mãe Rosana que são os responsáveis pela base de educação e que me ensinaram a ter coragem, dignidade e maiores valores que se pode ter na vida. Obrigada pelo apoio constante em todas as etapas de minha vida. Amo muito vocês!

À minha esposa Alessandra, que não mediu esforços para a realização de um grande sonho. Obrigada pelo companheirismo, amor, dedicação, parceria de todas as horas e troca de experiência comigo todos esses anos. Essa conquista também é sua, meu amor!

Ao meu orientador Humberto que acreditou no meu trabalho e auxiliou em todas as etapas deste trabalho. Obrigada pelo empenho!

A todos os professores da Pós-graduação que foram essenciais na minha trajetória acadêmica.

Por fim, agradeço todos os amigos e amigas que estiveram comigo nessa jornada, vocês, com certeza, são parte dessa vitória!

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“O melhor presente Deus me deu. A vida me ensinou a lutar pelo que é meu.” (Alexandre Magno Abrão).

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RESUMO

A sigla PCMAT significa Programa de Condições e meio Ambiente de Trabalho na Indústria de Construção e é regulamentado pela Norma Regulamentadora 18 (NR 18) através da Portaria 3.214 de 1978.

O PCMAT é um programa que estabelece procedimentos de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implantação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção, resumindo, dita uma série de medidas de segurança a serem adotadas durante o desenvolvimento da obra. Esses procedimentos de segurança, que visam antecipar os riscos. Para possam ser definidos estratégias para evitar acidentes de trabalho e o aparecimento de doenças ocupacionais.

Segundo o item da NR 18.3.1 toda construção que terá pico de 20 trabalhadores ou mais devem elaborar o PCMAT e adotar as medidas de prevenção contidas nele e para obras com 19 trabalhadores ou menos é necessário o PPRA

O PCMAT deve ser elaborado antes do início das atividades. Ele contempla os riscos de todas as etapas da obra, e por isso não tem validade definida assim periodicamente deve passar por uma reavaliação global. Na reavaliação deve ser observado seu desenvolvimento, e também se ele está atendendo plenamente o objetivo para o qual foi elaborado. Se houver necessidade, deve ser feito ajustes necessários estabelecendo novas metas e prioridades de segurança.

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ABSTRACT

The acronym PCMAT means Working Conditions and Environment in Construction Industry and it is regulated by Regulatory Standard 18 (NR 18) through the Ordinance 3.214 of 1978.

The PCMAT is a program that establishes administrative, planning and organization procedures , wich aiming the implementation of control measures, and as well preventive systems of security in the processes, conditions and working environment in Construction Industry. Summarizing, it is a series of security measures that should be taken during the construction development. This security procedures, aim to anticipate risks, enabling the possibility to create strategies in order to avoid work accidents and the onset of occupational diseases.

According with the item NR 18.3.1 all the constructions that will have peak of 20 or more employees, should elaborate the PCMAT an adopt the preventive measures contained in. But, the Constructions with 19 or less employees need the PPRA.

The PCMAT should be elaborated before the start of activities. It contemplates all the risks of all the stages of the construction, and because of it, doesn’t has expire date set. So, periodically needs to pass through a global reevaluation. During the reevaluation, should be noted its development, and also if it is fully meeting the objectives for which it was elaborated. If needed, adjustments could be made setting new goal and security priorities.

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Normas regulamentadoras de Segurança ...20 Tabela 2 – Itens da NR 18...22

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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ... 12 1.1 TEMA E DELIMITAÇÃO ... 13 1.2 PROBLEMA DE PESQUISA ... 13 1.3 JUSTIFICATIVA ... 13 1.4 OBJETIVOS ... 14 1.4.1 Objetivo Geral... 14 1.4.2 Objetivos Específicos ... 14 1.5 METODOLOGIA ... 14 1.6 ESTRUTURA DO TRABALHO ... 15 2 REFERENCIAL TEORICO ... 17

2.1 RISCOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL ... 17

2.2 NORMAS REGULAMENTADORAS ... 18

2.3 NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO ... 21

2.3.1 PCMAT – Programa de condições e meio ambiente de trabalho na indústria de construção... 23

3 ESTUDO DE CASO – ELABORAÇÃO DO PCMAT ... 25

3.1 CAMPO DE PESQUISA... 25

3.2 PCMAT ... 27

3.2.1 Documentos que integram o desenvolvimento deste PCMAT... 28

3.2.2 Metas e prioridades ... 28

3.2.3 Estratégia e metodologia de ação ... 28

3.2.4 Responsabilidades ... 29

3.2.5 Definição do GHR (grupos homogêneos de risco) ... 29

3.2.6 Metodologia e equipamentos dos levantamentos e avaliações ambientais ... 30

3.3 CARACTERIZAÇÃO DA OBRA E DOS EMPREGADORES ... 30

3.3.1 Proprietário e construtora ... 30

3.3.2 Especificações da obra... 30

3.3.3 Condições ambientais do canteiro de obra ... 31

3.3.4 Planejamento da obra ... 32

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3.3.4.2 Área de vivência ... 32 a) Instalações sanitárias ... 32 b) Banheiros ... 32 c) Chuveiros ... 33 d) Local de refeições... 33 e) Vestiário ... 33 f) Instalações elétricas ... 34

3.4 PROCESSOS CONSTRUTIVOS DAS ETAPAS DA OBRA ... 35

3.5 MATERIAIS, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS ... 36

3.5.1 Serra Circular (ver esquema nos anexos) ... 36

3.5.2 Pistola finca-pino ... 36

3.5.3 Elevador para transporte de funcionários ... 37

3.5.4 Elevador de carga ... 37 3.5.5 Grua ... 38 3.5.6 Andaimes ... 39 3.5.7 Betoneiras ... 39 3.5.8 Bob-cat ... 40 3.5.9 Ferramentas ... 40 3.6 SINALIZAÇÃO ... 40 3.6.1 Interna ... 40 3.6.2 Externa ... 41 3.7 PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA ... 41 3.7.1 Pequenos acidentes ... 41

3.7.2 Acidente de gravidade média e alta ... 42

3.7.3 Acidente com óbito ... 42

3.8 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO ... 43

3.8.1 Equipamentos de proteção coletiva – EPC’S ... 43

3.8.2 Equipamentos de proteção individual – EPI’S ... 44

3.8.3 Extintores ... 45

3.8.4 Incêndio ... 45

4 RISCOS DE ACIDENTES ... 46

4.1 RISCOS GERAIS DE ACIDENTES E SEU CONTROLE ... 46

4.2 LIMPEZA DO TERRENO ... 46

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4.4 FUNDAÇÕES ... 47 4.5 ESTRUTURA/FORMAS ... 48 4.6 ARMADURAS ... 48 4.7 CONCRETAGEM ... 49 4.8 ALVENARIA ... 50 4.9 ACABAMENTO ... 51 4.10 DIVERSAS ATIVIDADES ... 52

4.11 MANUTENÇÃO PREDIAL PÓS-OCUPAÇÃO (DESTACAR E FORNECER AOS CONDÔMINOS) ... 53

4.12 PLANILHA DE EPI ... 54

4.12.1 Características dos EPI’s ... 55

4.13 CARTAZES E AVISOS – LOCAIS RECOMENDADOS ... 59

4.14 PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS ... 60 4.15 TREINAMENTO ... 60 4.16 CONTROLE MÉDICO ... 61 4.16.1 Exames médicos ... 61 5 CONSIDERACOES FINAIS ... 63 REFERÊNCIAS... 64

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1 INTRODUÇÃO

Construção civil é o nome dado a todo tipo de construção que interaja com uma comunidade, cidade ou população. O nome construção civil é usado até hoje, pois antigamente, a engenharia era dividida em duas grandes áreas: civil e militar. Com o tempo, tal divisão foi perdendo seu efeito e hoje compreendemos por construção civil tudo o que engloba a participação de engenheiros e arquitetos civis em conjunto com profissionais de outras áreas de conhecimento. A construção civil é um dos fenômenos de maior representatividade no Brasil, pois as cidades-polo estão cada vez mais absorvendo moradores das cidades menores e vizinhas. Assim, a construção de novas estruturas urbanas é uma realidade pela qual observa-se o crescimento constante dos municípios-polo do Brasil. O papel da construção civil está diretamente ligado com o bem-estar da população, abrangendo também princípios de cidadania como inclusão social e divisão ente espaços particulares e públicos (MIKAIL, 2013).

Porém, as dificuldades para a implantação da construção civil são diversas, como: troca constante de trabalhadores (alto índice de flutuação, principalmente em grandes obras), baixo grau de escolaridade de muitos funcionários da base (muito são analfabetos ou analfabetos funcionais), prazo da obra variável (alguns tem prazos curtíssimos e outros se estendem muito), quantidade de funcionários (existem canteiros como o de loteamentos, hidrelétricas, pontes com milhares de funcionários), localização da obra (algumas obras ficam em áreas ermas ou localizadas próximas a cidades pequenas), dificuldades construtivas diversas, dentre outras (COSTA, 2016).

Para garantir uma melhoria e qualidade da construção civil, as Normas Regulamentadoras (NRs) foram criadas a partir da Lei nº 6.514 de 1977. A lei alterou o Capítulo V do Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. As NRs foram aprovadas pela Portaria n° 3.214, em 08 de junho de 1978. As NRs foram criadas para dar um formato final nas leis de Segurança do Trabalho. Foram feitas em capítulos para facilitar, normatizar e unificar as normas de segurança brasileiras (CAMPINED, 2017).

Para a implantação da construção civil tem-se algumas NRs a serem seguidas, mas para implantação de canteiros deve-se seguir a NR-18.

A NR 18 foi uma das 28 normas regulamentadoras publicadas pela Portaria nº 3.214, de 08 de junho de 1978. Nesse início, era voltada para "obras de construção, demolição e reparos". A primeira modificação dessa NR ocorreu em 1983. Mais de 10 anos depois, com o avanço da tecnologia e das relações de trabalho, a então Secretaria de Segurança e Saúde no

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Trabalho - SSST iniciou um processo de revisão. Assim, em junho de 1994, um Grupo Técnico de Trabalho começou a reformulação da norma sob a coordenação da Fundacentro. O projeto foi à consulta pública e uma comissão analisou as mais de três mil sugestões recebidas. Chegou-se a um novo texto, submetido à Reunião Tripartite e Paritária, realizada em Brasília/DF, entre 15 e 19 de maio de 1995. Nessa discussão, foi aprovado o texto final, publicado no Diário Oficial da União de 7 de julho de 1995, com o nome de "Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção" (FUNDACENTRO, 2015).

Este estudo apresentará a elaboração de um PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – para uma obra a ser realizada no bairro Praia Comprida no município São José/SC.

1.1 TEMA E DELIMITAÇÃO

Implantação de um PCMAT para uma construção a ser realizada em São José – SC.

1.2 PROBLEMA DE PESQUISA

Será que a implantação de um PCMAT garante a qualidade do trabalho para os operários da construção em análise?

1.3 JUSTIFICATIVA

Normas regulamentadoras, como a NR 18, são citadas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e se aplicam tanto para o empregador quanto para o empregado. Assim, para as empresas, o não cumprimento dessas diretrizes pode levar às responsabilidades de ordem:

• Administrativa: multas, embargo ou interdição da obra;

• Trabalhista e previdenciária: pode envolver o pagamento de adicionais de insalubridade e periculosidade, ação civil pública, etc.;

• Tributária: como o aumento da alíquota do SAT/FAP (Seguro de Acidente do Trabalho / Fator Acidentário de Prevenção);

• Civil e criminal.

De acordo com a NR-18, o PCMAT é obrigatório nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais, contemplando os aspectos na norma citada e outros dispositivos complementares de segurança.

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Seguindo a determinação da NR-18 o construtor também pode obter os seguintes benefícios:

• Seguir a NR leva a um trabalho com menos risco de ações indenizatórias; • Permite reduzir gastos com o SAT (Seguro Acidente do Trabalho);

• Atender aos requisitos da norma é uma proteção para a imagem da empresa; • Garante maior controle dos perigos e riscos de acidentes na construção civil. Isso resulta em melhoria na produtividade e otimização de recursos.

A prevenção de acidentes de trabalho evita inúmeras despesas pessoais e patrimoniais, incluindo indenizações por acidentes que podem ser bastante expressivas.

1.4 OBJETIVOS

1.4.1 Objetivo Geral

O objetivo deste trabalho é implantar um PCMAT em uma construção em São José-SC para que a mesma obtenha uma melhor qualidade produtiva e operacional tanto para os profissionais que irão acompanhar o processo construtivo como para a empresa responsável pela construção.

1.4.2 Objetivos Específicos

- Descrever as recomendações da NR-18 para a elaboração de um PCMAT; - Levantar os riscos ambientais;

- Elaborar o PCMAT.

1.5 METODOLOGIA

Quanto à natureza é aplicada, pois trata-se da implantação de um programa proposto pela NR-18 em local específico, não sendo possível a reutilização do mesmo em qualquer outra construção sem a verificação e entendimento das suas condições.

Com relação ao problema é uma pesquisa de cunho qualitativo que segundo Goldenberg (1997, p. 34): “é uma pesquisa que não se preocupa com a representação numérica, mas sim com a compreensão do tema” e, quantitativa que segundo esclarece Fonseca (2002, p. 20), os resultados da pesquisa quantitativa podem ser quantificados. Como as amostras geralmente são grandes e consideradas representativas da população, os

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resultados são tomados como se constituíssem um retrato real de toda a população alvo da pesquisa.

Já, quanto aos objetivos é uma pesquisa descritiva que segundo Silva e Menezes (2000, p. 21):

A pesquisa descritiva visa descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. Assume, em geral, a forma de levantamento.

Quanto aos procedimentos técnicos, esta pesquisa

se enquadra em três tipos, bibliográfica, experimental e estudo de caso. Bibliográfica, pois é um dos pontos desta que é um levantamento de referências teóricas já existentes, e publicadas por outros autores (FONSECA, 2002, p. 32). Todas as pesquisas se iniciam com este modelo de pesquisa, podendo ser somente esse ou misturados como o caso desta.

Experimental, pois segue um planejamento rigoroso, que consiste em determinar o objetivo de estudo, selecionar o que é capaz de influenciar e observar todos os pontos importantes (GIL, 2007).

E o último tipo do ponto de vista de procedimentos técnicos é estudo de caso, pois se caracteriza pela investigação em campo para levantamento e coleta de dados (FONSECA, 2002).

Este trabalho utiizará o procedimento de estudo de caso pois aplicará os requisitos da NR 18 em uma construção a ser realizada na cidade de São José-SC.

1.6 ESTRUTURA DO TRABALHO

Este trabalho de conclusão de curso é composto de quatro capítulos. O capítulo um faz uma introdução ao trabalho, explanando o porquê da importância dele, assim como sua justificativa e objetivos. Explica, ainda, como será feito o trabalho no decorrer do restante.

O segundo capítulo possuirá o referencial teórico que contemplara um breve histórico sobre a construção civil no país, os riscos de acidentes em canteiros de obra, as normas regulamentadoras existentes em vigor e sobre a norma regulamentadora 18.

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O capítulo três apresenta o estudo de caso, descrição da obra em estudo, em que fase ela se encontra, o que está sendo seguido relacionado à segurança e saúde no ambiente de trabalho.

No quarto capítulo serão apresentadas todas as etapas da elaboração do PCMAT realizado seguindo as recomendações da NR 18 na obra a ser implantada.

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2 REFERENCIAL TEORICO

2.1 RISCOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

A construção civil oferece muitos riscos. A afirmação vale tanto para as construtoras quanto para os colaboradores. Há riscos dos mais variados envolvidos em todos os processos. A execução da obra, por exemplo, apresenta risco de acidentes aos funcionários. Dentro do escritório, os riscos são financeiros, como, por exemplo, na contratação de prestação de serviços. Mas, embora a atividade de construção civil apresente muito riscos, é possível evitar a maior parte deles (SINGE, 2017).

Afinal, quando um colaborador trabalha em um ambiente seguro e confiável, seu rendimento pode ser ainda maior. Como benefício, se evita problemas graves para o trabalhador e a empresa.

A indústria da Construção Civil é um dos setores mais importantes da economia do Brasil. Entretanto, é muito dependente de mão de obra. Com isso, consequentemente, os acidentes de trabalho nos canteiros de obra apresentam números bastante significativos.

Alguns fatores contribuem para a incidência de acidentes no local de trabalho. Os sete riscos mais comuns são, de acordo com informações extraídas do sítio virtual da Mongeral Aegon (2019):

• Desorganização: parece bobagem, mas a falta de organização no canteiro de obras oferece muitos riscos aos colaboradores. Os problemas se concentram principalmente na circulação de pessoas e no armazenamento de equipamentos e materiais;

• Falta de atenção: o canteiro de obras exige muita concentração e foco dos colaboradores. Ao se distrair um funcionário pode se ferir ou causar um acidente com outro colega de trabalho;

• Queda de Materiais: muito comum no canteiro de obras, a queda de materiais pode causar acidentes graves. Por isso, é importante lembrar que seus colaboradores devem seguir as NRs e utilizar os EPIs e EPCs;

• Choques Elétricos: nas tarefas que envolvem energia elétrica, a recomendação principal é que: este trabalho seja feito por profissional qualificado, com todos os equipamentos de segurança necessários;

• Queda de altura: para os colaboradores que exercem trabalho em altura acima de dois metros é extremamente importante utilizar equipamentos de segurança. Tais como: cintos paraquedistas ou dispositivo de sistemas de ancoragem;

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• Falta de Sinalização: ao sinalizar de maneira correta e clara o seu canteiro de obras, informa-se aos colaboradores os riscos presentes em cada área da construção. Isso pode evitar acidentes. Use de placas, barreiras, fitas zebradas e outros métodos de sinalização;

• Manuseio de Ferramentas: muitos acidentes na construção civil acontecem porque o colaborador não sabia utilizar uma ferramenta e nem sobre os riscos que ela poderia oferecer pelo mal-uso. Dar treinamento aos colaboradores e se certeza de que eles sabem exatamente o que estão fazendo.

Além dos fatores de riscos apontados acima também se pode classificá-los da seguinte maneira:

• Físicos: energias com as quais o colaborador terá contato, tais como: ruídos, umidade, pressão, temperatura, entre outros;

• Químicos: agentes que podem ser inalados pelo funcionário, como poeira e vapor;

• Biológicos: bactérias, fungos ou parasitas que podem atingir o operário;

• Ergonômicos: situações que podem causar desconforto no colaborador, como movimentos repetitivos e monotonia;

• Acidentes: qualquer fator que coloque o trabalho em riscos de acidentes, afetando sua integridade física (BRASIL, 2016).

Os riscos encontrados em um canteiro de obras podem ser de todas as naturezas citadas acima e para analisar e evitar estes riscos tem-se a NR18 que dá todos os parâmetros necessários para que o canteiro seja considerado seguro e apropriado para seu devido fim.

2.2 NORMAS REGULAMENTADORAS

Normas Regulamentadoras (NRs) são orientações trabalhistas sobre procedimentos obrigatórios relacionados à saúde e à segurança do empregado. Ao todo são 37 Normas que as empresas devem seguir para atuar dentro da legalidade. Cada uma possui seus próprios parâmetros de regulamentação, com o objetivo de prevenir acidentes e doenças provocadas pelo trabalho.

As NRs servem como um norte, uma bússola que orienta as ações dos empregadores para tornar os ambientes mais saudáveis e seguros. Elas promovem e preservam a integridade física do trabalhador, estabelecem a regulamentação da legislação pertinente à segurança e

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medicina do trabalho, além de instituir políticas sobre esses assuntos dentro das empresas (ÁREA SST, 2019).

A primeira vez que o termo foi utilizado foi no artigo 200 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977. A aprovação das primeiras NRs, porém, só foi realizada em 1978, quando o então Ministério do Trabalho e Emprego (antigo nome da pasta) decidiu padronizar, fiscalizar e fornecer informações sobre os procedimentos básicos das empresas. A princípio eram apenas 28 Normas Regulamentadoras, mas hoje este número está quase na casa dos 40 (ÁREA SST, 2019).

Todas as empresas que possuem empregados sob o regime da CLT devem seguir as Normas Regulamentadoras. Isso inclui empresas privadas e públicas, órgãos públicos da administração direta e indireta e também os órgãos dos poderes legislativo e judiciário (ÁREA SST, 2019).

Segundo a CLT, cabe ao ministério do Trabalho a elaboração das Normas Regulamentadoras. A Portaria nº 1.127, de 2 de outubro de 2003, determina que elas serão elaboradas seguindo um sistema tripartite paritário, formado por representantes do Governo, dos trabalhadores e dos empregadores, os três com o mesmo peso de decisão. Para criar uma NR, é necessário observar as seguintes necessidades:

• Demandas da sociedade;

• Necessidades apontadas pela inspeção do trabalho; • Compromissos internacionais;

• Estatísticas de acidentes e doenças (ÁREA SST, 2019).

O processo para criação de uma Norma Regulamentadora precisa seguir alguns passos:

1. Definição dos temas a serem discutidos; 2. Elaboração do texto técnico básico;

3. Publicação do texto técnico básico no Diário Oficial da União (DOU); 4. Instalação do Grupo de Trabalho Tripartite (GTT);

5. Aprovação e publicação da Norma no DOU.

Com a evolução dessas normas, elas sofreram muitas modificações, sempre pensando em aumentar a prevenção e proteção ao trabalhador. Mas, verificou-se que as normas contidas na Portaria nº 3.214/1978 não abrangiam todos os requisitos e necessidades para se ter essa total segurança para os trabalhadores. Assim, com o passar dos anos foram surgindo novas NRs, totalizando nos dias de hoje 37, como se pode analisar no quadro 1.

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Quadro 1 – Normas regulamentadoras de Segurança Normas Regulamentadoras Descrição

NR – 1 Disposições Gerais

NR – 2 Inspeção Prévia

NR – 3 Embargo ou Interdição

NR – 4 Serviços Especializados em Engenharia de

Segurança e em Medicina do Trabalho

NR – 5 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

NR – 6 Equipamento de Proteção Individual – EPI

NR – 7 Programa de Controle Médico de Saúde

Ocupacional

NR – 8 Edificações

NR – 9 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

NR – 10 Segurança em Instalações e Serviços de

Eletricidade

NR – 11 Transporte, Movimentação, Armazenagem e

Manuseio de Materiais

NR – 12 Segurança no Trabalho em Máquinas e

Equipamentos

NR – 13 Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulação

NR – 14 Fornos

NR – 15 Atividades e Operações Insalubres

NR – 16 Atividades e Operações Perigosas

NR – 17 Ergonomia

NR – 18 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na

Industria da Construção

NR – 19 Explosivos

NR – 20 Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis

e Combustíveis

NR – 21 Trabalhos a Céu Aberto

NR – 22 Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração

NR – 23 Proteção Contra Incêndios

NR – 24 Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais

de Trabalho

NR – 25 Resíduos Industriais

NR – 26 Sinalização de Segurança

NR – 27 Registro Profissional do Técnico de Segurança

do Trabalho (Revogada)

NR – 28 Fiscalização e Penalidades

NR – 29 Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde

no Trabalho Portuário

NR – 30 Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário

NR – 31

Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura,

Exploração Florestal e Aquicultura

NR – 32 Segurança e Saúde no Trabalho em Serviço de

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NR – 33 Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados

NR – 34

Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Industria de Construção, Reparação

e Desmonte Naval

NR – 35 Trabalho em Altura

NR – 36

Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de

Carnes e Derivados

NR – 37 Segurança e Saúde em Plataforma de Petróleo

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (2019).

Como pode ser analisada no Quadro 1, existem 10 NR que podem ser utilizadas na indústria da construção, são elas: NR 8, 10, 11, 12, 17, 18, 23, 24, 26 e 35. Dentre essas tem uma que se destaca, pois é a que abrange as prescrições para organização do trabalho, equipamentos, áreas de produção e convivência, num grande nível de detalhamento para a proteção e segurança do trabalhador do setor, que é a NR18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Industria da Construção (FERREIRA, 2005). Tendo em vista que ela é a única totalmente específica para a área, torna-se a principal legislação brasileira para regulamentar a segurança e condições de trabalho no setor (SIMÕES, 2010).

2.3 NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

NR 18 é a Norma Regulamentadora 18, que estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização para implementação e controle de medidas de segurança na indústria da construção civil. Especificamente, através do PCMAT.

Além de abordar questões próprias e específicas da atividade da construção civil, como escavações, demolições, soldagem, corte, telhados, dentre muitos outros, a NR 18 ainda descreve as instruções para outras situações relacionadas ao canteiro de obras, como os alojamentos e áreas de vivência para os trabalhadores, proteção contra incêndios, entre outros. A construção civil é um dos setores da economia que mais emprega mão de obra, porém também é um dos que mais registra acidentes.

De acordo com as estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2018), dos aproximadamente 355 mil acidentes fatais que acontecem anualmente no mundo, pelo menos 60 mil ocorrem nas atividades da construção civil.

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As causas dos acidentes são as mais diversas, e dentre elas podemos destacar as mais representativas: quedas de pessoas e materiais, choques elétricos e soterramentos (ÁREA SST, 2018).

A alta taxa de rotatividade do setor, associada a um baixo nível de formação – inclusive com muitos trabalhadores analfabetos (apesar deste cenário estar mudando nos últimos anos) – ajuda a agravar o quadro e dificultar a resolução.

Isso especialmente porque os trabalhadores muitas vezes não são adequadamente treinados para a prevenção, apesar da norma ser consideravelmente rigorosa neste aspecto.

A OIT considera que a prevenção de acidentes de trabalho nas obras exige enfoque específico, tanto pela natureza particular do trabalho de construção como pelo caráter temporário dos centros de trabalho (obras) do setor (ÁREA SST, 2018).

Esse enfoque específico, no âmbito das Normas Regulamentadores, é aplicado justamente na NR 18, sem prejuízo de outras normas regulamentadoras ou legislações federais, estaduais ou municipais aplicáveis (CHAVES, 2015).

A NR18 ao todo já teve 22 atualizações. A última atualização realizou-se no ano de 2015. A norma hoje é separada em 39 itens, sendo o 32 revogado em 2011 (BRASIL, 2015), sendo eles listados na tabela a seguir.

Tabela 2 – Itens da NR18

Item Descrição Item Descrição

18.1 Objetivo e Campo de Aplicação 18.2 Comunicação Prévia

18.3

Programa de Condições e Meio Ambiente de

Trabalho na Indústria da Construção - PCMAT 18.4 Áreas de Vivência 18.5 Demolição 18.6 Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas

18.7 Carpintaria 18.8 Armações de Aço

18.9 Estruturas de Concreto 18.10 Estruturas Metálicas

18.11 Operações de Soldagem e Corte a Quente 18.12 Escadas, Rampas e Passarelas 18.13 Medidas de Proteção contra Quedas de

Altura 18.14

Movimentação e Transporte de Materiais e

Pessoas

18.15 Andaimes e Plataformas de Trabalho 18.16 Cabos de Aço e Cabos de Fibra Sintética

18.17 Alvenaria, Revestimentos e Acabamentos 18.18 Telhados e Coberturas 18.19 Serviços em Flutuantes 18.20 Locais Confinados

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18.21 Instalações Elétricas 18.22

Máquinas, Equipamentos e Ferramentas

Diversas

18.23 Equipamentos de Proteção Individual 18.24 Armazenagem e Estocagem de Materiais

18.25 Transporte de Trabalhadores em Veículos

Automotores 18.26 Proteção Contra Incêndio

18.27 Sinalização de Segurança 18.28 Treinamento

18.29 Ordem e Limpeza 18.30 Tapumes e Galerias

18.31 Acidente Fatal 18.32 Dados Estatísticos (Revogado

em 2011)

18.33

Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

CIPA nas empresas da Indústria da Construção

18.34

Comitês Permanentes Sobre Condições e

Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção 18.35 Recomendações Técnicas de Procedimentos RTP 18.36 Disposições Gerais 18.37 Disposições Finais 18.38 Disposições Transitórias 18.39 Glossário

Fonte: NR18 (2015)

Neste estudo abordar-se-á o item 18.3 - Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – PCMAT e seus subitens.

2.3.1 PCMAT – Programa de condições e meio ambiente de trabalho na indústria de construção

O PCMAT é regulamentado pela Norma Regulamentadora 18 (NR 18) através da Portaria nº 3.214 de 1978. É um programa que estabelece procedimentos de ordem administrativa, de planejamento e de organização que objetivam a implantação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção.

Resumindo, o PCMAT dita uma série de medidas de segurança a serem adotadas durante o desenvolvimento da obra. Esses procedimentos de segurança visam antecipar os riscos para que possam ser definidos nas estratégias para evitar acidentes de trabalho e o aparecimento de doenças ocupacionais.

(25)

Segundo o item da NR 18.3.1 toda construção que terá pico de 20 trabalhadores ou mais deve elaborar o PCMAT e adotar as medidas de prevenção contidas nele. Para obras com 19 trabalhadores ou menos é necessário o PPRA.

A NR 18 no seu item 18.3.2 diz que o PCMAT deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado na área de segurança do trabalho.

O PCMAT deve ser elaborado antes do início das atividades. Ele contempla os riscos de todas as etapas da obra e, por isso, não tem validade definida. Periodicamente o PCMAT deve passar por uma reavaliação global. Na reavaliação deve ser observado seu desenvolvimento, e também se ele está atendendo plenamente o objetivo para o qual foi elaborado. Se houver necessidade, devem ser feitos ajustes necessários estabelecendo novas metas e prioridades de segurança.

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3 ESTUDO DE CASO – ELABORAÇÃO DO PCMAT

3.1 CAMPO DE PESQUISA

Este PCMAT será elaborado para uma obra de médio padrão localizada no bairro Praia Comprida próximo ao centro histórico do município de São José/SC. A construção será composta por apenas uma torre com três pavimentos de subsolo, térreo e sete pavimentos tipo. Sendo os três pavimentos de subsolo com garagens, o pavimento térreo como hall, área de lazer 3 salas comerciais e sete pavimentos de apartamentos. Para cada pavimento tipo ter-se-á 12 (doze) apartamentos totalizando 84 (oitenta e quatro) apartamentos. A área total do terreno é de 2.451,51m² e a área total construída 15.121,94m².

A obra tem um prazo de execução previsto para três anos e meio, do início dos trabalhos no terreno até o fim. Este prazo não considera o tempo de projeto, licenças para o início da obra e o processo de habite-se (Figura 1).

Figura 1: Obra a ser construída no bairro Praia Comprida, no município de São José/SC (1)

(27)

O programa de condições e meio ambiente de trabalho na indústria de construção – PCMAT desta construção será elaborado antes do início da referida construção. O canteiro de obra será dividido em três etapas tendo em vista a geometria do terreno e o planejamento de construção. Portanto, o primeiro canteiro será provisório com instalação de contêineres até o final da etapa de concretagem da primeira laje do subsolo 01. Após a desforma dos pilares e o início dos pilares do pavimento subsolo 02 o canteiro da obra deverá migrar para o subsolo 01. E, a terceira etapa de mudança do canteiro será quando o pavimento térreo já estiver em condições para receber o mesmo.

A obra demandará de um número expressivo de funcionários tendo em vista suas dimensões. A construtora manterá uma equipe técnica básica na obra e o restante será divido por tipo de serviço com empresas especializadas.

A construtora contará com 07 funcionários registrados em CLT que serão os seguintes: um engenheiro, um mestre de obras, um encarregado, um almoxarife, um pedreiro e dois serventes. Existem mais quatro empresas neste projeto, a subcontratada A tem 20 empregados e as subcontratadas B, C, D e E que possuem de dois a cinco empregados. Essas quatro últimas são encarregadas pela elétrica, hidráulica, operação de máquina, revestimento e pintura enquanto a primeira é responsável pelo restante das operações.

Ao todo são 47 empregados trabalhando diretamente na obra, além da parte administrativa que é feita pela administração geral da construtora e não fica no canteiro, mas no escritório central. (Figura 2)

Figura 2: Obra a ser construída no bairro Praia Comprida, no município de São José/SC (2)

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3.2 PCMAT

Este PCMAT refere-se ao canteiro da obra do edifício Mirante da Praia, localizada no município de São José – SC.

A NR-18 (Norma Regulamentadora de Segurança e Medicina do Trabalho do MTE “Ministério do Trabalho e Emprego”) no seu item 18.3.1.2 referente às obras de construção civil exige a elaboração deste Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT), para obras com 20 ou mais trabalhadores, para definir quais as medidas de controle de segurança do trabalho necessárias para prevenir acidentes do trabalho.

Neste PCMAT entende-se como “TRABALHADORES” todas as pessoas que adentrarem ao canteiro de obras para executarem quaisquer tipos de serviços permanentes, intermitentes ou eventuais, independentemente do tipo de vínculo empregatício!

Os principais objetivos deste projeto de segurança do trabalho descrito neste PCMAT são:

• Garantir, através da implementação de ações preventivas, a integridade física e a saúde de Todos Trabalhadores desta construção, funcionários diretos e terceirizados, fornecedores, contratadas, empreiteiras, visitantes e demais pessoas que atuam mesmo que eventualmente no canteiro de obras;

• Estabelecer um sistema de gestão em Segurança do Trabalho com atribuições e responsabilidades à equipe que administrará a obra;

• Informar aos trabalhadores, aos proprietários e responsáveis pela execução da obra e as Contratadas (Terceirizadas), as medidas de prevenção de acidentes do trabalho que devem ser implementadas antes da execução de qualquer das atividades de construção neste canteiro de obras;

• Preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores e a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais, conforme estabelece o PPRA (programa de prevenção dos riscos ambientais) da NR-9 do MTE, e o requisito 18.3.1.1 da NR-18;

• Atender a Legislação Previdenciária e ser um Demonstrativo Ambiental para o MPAS conforme a IN/DC no 99/2003 e INSS/PRES No 20, de 10/10/2007 suas alterações posteriores e assim subsidiar a indicação dos Registros Ambientais para elaboração do PPP (perfil profissiográfico profissional).

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3.2.1 Documentos que integram o desenvolvimento deste PCMAT

• Layout inicial do canteiro de obras, contemplando, inclusive, previsão de dimensionamento das áreas de vivência;

• Avaliação dos riscos ambientais de todas atividades de cada etapa da obra; • Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e operações;

• Especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas; • Programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, com sua carga horária.

• Cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT para controlar os riscos ocupacionais.

3.2.2 Metas e prioridades

• Fornecer aos responsáveis legais e equipe de chefia da obra informações técnicas para a segurança no trabalho de todos trabalhadores e suas atividades;

• Oferecer subsídios ao Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO para planejamento de avaliações médicas direcionadas à identificação e quantificação de eventuais alterações do estado de saúde do trabalhador, preferentemente ainda em estágios sub - clínicos.

3.2.3 Estratégia e metodologia de ação

Para elaboração e desenvolvimento deste PCMAT a obra foi dividida em etapas e identificados e analisados os Riscos ocupacionais das respectivas atividades que a compõem, indicando também as medidas ações de prevenção de acidentes do trabalho/atividade e função do trabalhador.

Portanto, consideram-se etapas do Desenvolvimento deste PCMAT:

• Reconhecimento dos riscos ambientais de natureza Física, Química, Biológica, Ergonômica e Mecânico (Acidentes);

• Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; • Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;

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• Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia; • Monitoramento da exposição aos riscos;

• Registro e divulgação dos dados.

O Reconhecimento dos riscos ambientais conterá as seguintes etapas, quando aplicáveis:

• A sua identificação;

• A determinação e localização das possíveis fontes geradoras;

• Identificação das possíveis trajetórias e dos meios de propagação dos agentes no ambiente de trabalho;

• Identificação das funções e determinação do número de trabalhadores expostos; • Caracterização das atividades e do tipo de exposição;

• A obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de possível comprometimento da saúde decorrente do trabalho;

• Os possíveis danos à saúde relacionados aos riscos identificados, disponíveis na literatura técnica.

3.2.4 Responsabilidades

As responsabilidades do empregador, empregados e demais agentes envolvidos deverão estar em conformidade com os itens 9.4 e 9.5 da NR-09.

3.2.5 Definição do GHR (grupos homogêneos de risco)

Serão consideradas como de um mesmo GHR ou GHE (grupo homogêneos de Exposição) aquelas funções que correspondem a um grupo de trabalhadores que experimentam exposição semelhante, de forma que o resultado fornecido pela avaliação da exposição de parte do grupo seja representativo da exposição de todos os trabalhadores que compõem o mesmo grupo (OLIVER, 2019).

Os principais GHR deste canteiro de obras serão: almoxarife, engenharia, mestre de obra, serventes de apoio, equipe de betoneira, equipe de carpintaria, equipe de armação, equipe de estaqueamento, operador de guincho de coluna, operador de serra-circular, operador de policorte, pedreiros gerais, pedreiros da fachada, eletricistas, encanadores, instaladores de gesso, instaladores de forros, instalação de ar condicionado, pintores, etc.

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3.2.6 Metodologia e equipamentos dos levantamentos e avaliações ambientais

O levantamento e avaliação ambiental para fins ocupacionais serão realizados conforme:

• A metodologia e os procedimentos de avaliação dos agentes nocivos estabelecidos pelas Normas de Higiene Ocupacional - NHO da fundacentro;

• Os limites de tolerância estabelecidos pela NR-15 do MTE e na ausência destes os valores limites de exposição ocupacional adotados pela ACGIH - American Conference of Governmental Industrial Higyenists, ou aqueles que venham a ser estabelecidos em negociação coletiva de trabalho, desde que mais rigorosos do que os critérios técnico-legais estabelecidos. Os equipamentos e instrumentos disponíveis para as avaliações ambientais quantitativas são:

• Audiosímetro de Ruído: marca INSTRUTHERM, modelo DOS-600, no de série/código de barras 120500397;

• Luxímetro Digital: modelo THDL marca INSTRUTHERM, No de Série 11090441

3.3 CARACTERIZAÇÃO DA OBRA E DOS EMPREGADORES

3.3.1 Proprietário e construtora

Proprietário/Incorporador: XYZ Construtora e Incorporadora Ltda.

Construtora ou Gestora/Administradora Técnica: ABC Construtora e Incorporadora Ltda Endereço Fiscal/Telefone: Rua Alfabeto, Praia Comprida – São José/SC

CNPJ: 00.000.000/0001-00

3.3.2 Especificações da obra

Nome do Empreendimento: Mirante da Praia

Endereço/CEP: Rua Luiz Fagundes, Praia Comprida – São José/SC CEI do INSS: não possui

Características da Edificação: residencial com 01 torres, 84 unidades de apartamentos, 03 unidades de sala comercial, 01 pavto. Térreo, 01 pavto. Garagem 1, 01 pavto. Garagem 2, 01

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pavto. Garagem 03, 06 pavtos. Tipos, 01 pavimento Ático. Área Construída: 15.121,94 m2

Resp. Técnico/da Obra e Registro do Crea SC: Leandro Fernandes da Silva – CREA 092.411-0

Localização da obra

3.3.3 Condições ambientais do canteiro de obra

• Á céu aberto com os trabalhadores expostos às intempéries nas etapas de fundação, acabamentos externos, fachadas, ático, reservatório, e outros externos;

• Em ambiente semi-aberto e protegido dentro das edificações nas etapas da alvenaria/revestimentos internos, pisos, instalações; gesso, forros, revestimentos cerâmicos, instalações de esquadrias, pinturas internas, e outros serviços internos.

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3.3.4 Planejamento da obra

Data de Início Prevista: outubro/2019 Data de Término Prevista: outubro/2022

Quantidade Máxima de Trabalhadores /Dia: 60

Jornada de Trabalho da Obra: Segunda à Quinta-Feira das 07h00min às 17h00min Sexta-feira das 07h00min às 16h00min; Pausa para almoço de 1 hora.

3.3.4.1 O canteiro

A alocação do canteiro de obra será realizado em três etapas conforme croqui, onde tem-se além da projeção da planta da obra, a alocação da área de vivência.

3.3.4.2 Área de vivência

a) Instalações sanitárias

As instalações sanitárias provisórias, estarão dimensionadas adequadamente para atender ao número máximo previsto de trabalhadores (60). Os sistemas construtivos serão padronizados, assegurando a durabilidade às instalações.

b) Banheiros

Os banheiros serão constituídos de lavatórios, vaso sanitário, mictório tipo calha, chuveiros plásticos, seguindo o estipulado na NR-18.4.2.4.

As características são:

• A ventilação será natural para o exterior através de aberturas (janelas) de ventilação;

• As paredes divisórias com altura de 2,10 metros, sendo estas revestidas com material cerâmico (sobras das obras) até uma altura de 1,50m;

• O piso será revestido com material cerâmico antiderrapante (sobra de obras); • Cada compartimento contará com recipiente para papéis usados;

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• Papel higiênico ficará à disposição no almoxarifado, em compartimento específico e ao alcance de todos os trabalhadores;

• Será realizada limpeza diária no início do expediente e às 13 horas.

c) Chuveiros

Características:

• Os chuveiros serão plásticos com água quente e fria, do tipo coletivo, aterrados eletricamente;

• Haverá suporte para sabonete e cabide para toalha;

• O piso será provido de material emborrachado e retirado, freqüentemente, para secagem;

• O piso terá caimento necessário para escoamento da água para a rede de esgoto.

d) Local de refeições

Características:

• Mesas com tampo forrado com material impermeável;

• Marmiteiro tipo banho-maria com capacidade para atender aos usuários; • Lixeiras para resíduos;

• Limpeza realizada após o café-da-manhã e após o almoço, todos os dias.

e) Vestiário

Características mínimas:

• Com armários e bancos em número suficiente;

• Armários: estes armários serão confeccionados em madeira laminada, numerados e com fechadura e cadeado. Não será permitida a guarda de bebida alcoólica nem armas de qualquer natureza;

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f) Instalações elétricas

Características mínimas:

• O quadro geral será aterrado, além de dispor de terminal neutro para alimentar o sistema monofásico. Manter as portas do quadro fechadas para evitar que os funcionários encostem nas partes energizadas (“vivas”) e não guardem roupas, garrafas ou outros objetos dentro dele;

• Os fios e cabos serão extendidos de forma aérea e por locais que não atrapalhem a passagem de pessoas máquinas e materiais;

• Sempre que se realizarem trabalhos próximos da rede externa elétrica, os mesmos serão acompanhados por pessoa experiente para avisar quando houver risco de acidente;

• A rede de distribuição nas instalações de apoio será protegida por eletrodutos de PVC;

• Não será permitido o uso de gambiarras. Todas as conexões dos equipamentos serão pelo conjunto “Plug/Tomada”;

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3.4 PROCESSOS CONSTRUTIVOS DAS ETAPAS DA OBRA

Fase: implantação do canteiro

de obras Fase: revestimentos internos

tapumes: chapa de compensado plastificada.

• chapisco: no substrato das alvenarias será utilizado mistura de cimento e areia grossa; e nos substratos de concreto com chapisco colante.

• áreas de vivência: estrutura de madeira, fechamento vertical com chapas de compensado e piso de madeira. demais locais utilizando a estrutura de concreto da edificação, com teto de concreto, paredes de chapas de compensado pintadas, piso de concreto desempenado.

• fixação da alvenaria nos pilares: através de chapisco rolado com argamassa colante e telas metálicas.

• argamassa para alvenaria e reboco: produzida em obra com mistura de cimento, areia e “bianco”.

• alvenaria: em alvenaria de tijolo cerâmico de espessuras de acordo com o projeto de arquitetura.

• encunhamento de fixação alvenaria nas vigas e/ou lajes: em argamassa com aditivo tipo “expanssor” ou similar.

• reboco de paredes internas: tipo paulista (1 camada de massa); banheiros serão impermeabilizados com argamassa polimérica.

• reboco de teto/forro: nas áreas internas haverá reboco, nas áreas comuns utilizaremos forro tipo placas de gesso, exceto nos subsolos.

fase: fachadas

• reboco das fachadas: aplicação de chapisco e argamassa confeccionada na obra.

• acabamento das fachadas: predominantemente em textura com pintura acrílica; parte em revestimento de pastilha cerâmica.

fase: cobertura

• telhado: estrutura de telhado em madeira e telha de fibrocimento, calhas impermeabilizadas com manta.

fase: acabamentos

• tetos, paredes e pisos: esquadrias de alumínio anodizadas com persianas, vidros simples com alto fator de proteção solar, pisos cerâmicos e porcelanato, pintura em paredes nas áreas frias, bancadas, peitoris e soleiras em granito, portas/batentes com kit pronto, rodapés em madeira, massa-corrida, pintura pva, pintura acrílica,

• instalações: sistema de condicionador de ar individual, para-raios, elevadores, instalações elétricas- telefônicas-tv-internet, etc..

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3.5 MATERIAIS, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

• As máquinas e equipamentos elétricos serão aterrados adequadamente, a anel de aterramento.

• Todos os operadores de máquinas e equipamentos receberão instruções via Ordem de Serviço sobre os métodos mais seguros para cada operação.

3.5.1 Serra Circular (ver esquema nos anexos)

Somente será operada por funcionários qualificados, identificados e com o devido EPI 3 em 1 (capacete, protetor facial e protetor auricular num só equipamento). Estes EPI’s ficarão em compartimento próprio próximos da mesa da serra e ao alcance dos operadores.

Atenderá os seguintes requisitos mínimos: • Coifa protetora;

• Empurradores;

• Caixa coletora de resíduos; • Chave de ignição;

• Extintor tipo PQS; • Aterrada eletricamente; • Ficará sob cobertura;

• Quadros de aviso “Uso exclusivo de carpinteiro” e “Uso obrigatório de EPI”. Alguns procedimentos básicos:

• Regularmente será verificado o disco de corte.

• Será esvaziada a caixa coletora de resíduos, principalmente no final do expediente.

• Corte de cunhas somente em madeiras com mais de 30cm (trinta centímetros).

3.5.2 Pistola finca-pino

Somente será operada por funcionário habilitado e credenciado pela Administração da Obra, deve ainda receber Ordem de Serviço.

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3.5.3 Elevador para transporte de funcionários

Será utilizado o elevador de cremalheira no canteiro de obra, devendo atender as seguintes observações:

• O elevador de cremalheira obedecerá as especificações do fabricante para montagem, operação, manutenção e desmontagem, e estará sob a responsabilidade de profissional legalmente habilitado, com a emissão de ART;

• Os manuais de orientação do fabricante estarão na obra, para consulta.

Este elevador pode transportar materiais desde que não simultaneamente e com o comando externo. Na obra dar-se-á prioridade ao transporte de pessoas.

3.5.4 Elevador de carga

Será operado por funcionário qualificado e devidamente identificado.

• O posto de trabalho, do operador, será isolado com paredes de madeira compensada, inclusive com cobertura e porta com cadeado;

• Todas as partes móveis da força motriz serão protegidas; • O sistema de comunicação será feito via campainha elétrica;

• A mesa do elevador será provida de sinalizador acústico, para ser acionado durante sua movimentação;

• Em toda a extensão da obra e acompanhando a torre, será instalado o Tubo-fone; • A cabina será fechada nas laterais e na parte posterior, por painéis até a altura da cobertura basculante da mesa;

• Na altura das plataformas em contato com a torre do elevador, serão colocados anteparos com no mínimo 1,80m envolvendo a torre, principalmnete nos locais de possíveis contatos acidentais;

• Terá livro de manutenção periódica, assinado pelo responsável;

• Será feita inspeção diária visual pelo operador verificando as condições do cabo de aço, mesa do elevador, campainha, tubo-fone, fim de curso e freios;

• Toda e qualquer irregularidade será comunicada pelo operador imediatamente ao mestre-de-obra e ao responsável pela Administração da obra;

• Será sinalizado com os avisos “capacidade máxima”, “proibido transporte de pessoas”;

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• “ Não coloque a cabeça no Poço do elevador” em todas as lajes, próximo à torre; • A torre do elevador será revestida com tela nas faces laterais e posterior, até dois metros acima da última parada, para proteção contra a queda de materiais além de seus limites;

• A torre será afastada da beirada da laje no máximo 20cm;

• O acesso à torre do elevador terá cancela, afastada a um metro da borda da laje.

3.5.5 Grua

Este equipamento de guindar atenderá às seguintes orientações:

• A ponta de lança e o cabo de aço ficarão afastados, no mínimo, a três metros de qualquer obstáculo e terá afastamento da rede elétrica conforme orientação da CELESC;

• O primeiro estaiamento da torre fixa ao solo será no oitavo elemento e a partir daí de cinco em cinco elementos;

• Sempre que o equipamento de guindar não estiver em operação, a lança será colocada em posição de descanso;

• Não será realizado trabalho sob intempéries desfavoráveis (principalmente em prenúncio de chuva, durante a chuva, e ventos fortes), que exponham a risco aos colaboradores da área, e principalmente terceiros;

• A grua estará aterrada eletricamente, e se necessário, disporá de pára-raios situado a dois metros acima da ponta mais elevada da torre;

• O moitão necessariamente disporá de trava de segurança;

• As áreas de carga e descarga serão convenientemente delimitadas, permitindo o acesso às mesmas somente ao pessoal envolvido na operação;

• A grua disporá de alarme sonoro que será acionado pelo operador sempre que houver movimentação de carga;

• Outras orientações para operação deste equipamento serão realizadas em conformidade com as recomendações do fornecedor do equipamento;

• As áreas de carga e descarga, dentro do raio de ação da lança serão constantemente vigiadas e isoladas de forma a prevenir acidentes. O responsável será designado pelo engenheiro da obra. A comunicação do vigilante com o operador da grua será necessariamente via rádio.

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3.5.6 Andaimes

Além das orientações do fornecedor dos andaimes, serão consideradas as seguintes observações:

• A montagem, movimentação e desmontagem dos andaimes, será supervisionada pelo técnico de Segurança da obra para evitar riscos de acidentes, principalmente com redes elétricas e queda de componentes, que possam atingir não somente aos trabalhadores da obra, como a pedestres;

• O andaime suspenso disporá de sistema guarda-corpo e rodapé, inclusive nas cabeceiras;

• Todos os andaimes suspensos serão numerados, e no livro da obra registrado o nome da(s) pessoa(s) que estiverem nesses equipamentos diariamente;

• Deve ser feita verificação diária das condições dos cabos de sustentação, assoalho e do cabo guia de segurança, dos balancins;

• Os andaimes fachadeiros fixos, se utilizados, disporão de tela de proteção, desde a primeira plataforma de trabalho até pelo menos dois metros acima da última plataforma;

• Após o uso dos andaimes suspensos, devem ser devidamente ancorados à estrutura do prédio.

3.5.7 Betoneiras

Serão utilizadas betoneiras com carregador e misturador, operadas apenas por funcionário qualificado, identificado como tal e com os EPI’s necessários (ver planilha EPI X Função). A betoneira obedecerá os seguintes requisitos mínimos:

• Ficará sob cobertura;

• Terá sua área isolada com barreira ou cancela;

• Seus componentes serão revisados periodicamente (proteções na transmissão de força principalmente);

• Limpeza do equipamento somente no final do expediente e com o equipamento desligado, colocando sempre um calço de suporte na caçamba.

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3.5.8 Bob-cat

Será operado por funcionário habilitado e identificado. Durante os serviços os cuidados serão os mesmos do trator comum. Nos serviços realizados no subsolo deve-se utilizar máscara contra gases e abafador de ruído. O Bob-cat deverá trabalhar com giroflex e cabina em perfeito estado.

3.5.9 Ferramentas

O Almoxarifado disporá de todas as ferramentas necessárias à etapa da obra. Caso algumas ferramentas, equipamentos, instrumentos ou similares precisem ser alugados, os mesmos deverão acompanhar garantia explicitada em documento próprio, de funcionamento e de manutenção realizada nos equipamentos alugados.

• Antes da saída (das ferramentas) do almoxarifado será verificado o funcionamento da máquina ou equipamento. Verificação visual;

• Serão periodicamente vistoriadas todas as ferramentas e equipamentos de apoio, nas suas proteções, estado, fiação elétrica e outros considerados necessários e recomendados pelos fabricantes;

• Se a ferramenta requerer EPI específico, o responsável do almoxarifado entregará a Ferramenta e o EPI obrigatoriamente. (Ex. entalhadora é óculos de segurança);

• Especial atenção para a pistola de fixação à pólvora. Deve ser verificado principalmente o bocal protetor e seguir as instruções do fabricante. O operador obrigatoriamente usará abafador de ruído e será submetido às avaliações constantes de audiometria pelo serviço médico do SESI/SC.

3.6 SINALIZAÇÃO

3.6.1 Interna

Toda a obra será sinalizada com avisos e cartazes, informando sobre Riscos, Atenção e Avisos, conforme orientações da assessoria de segurança do trabalho e material do Sinduscon/SC/ SECONCI/SC.

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3.6.2 Externa

Na sinalização externa serão atendidos os critérios para Bloqueio de testada de Obra e Trânsito de Veículos de Carga e Descarga da Urbanização de São José/SC

A execução de serviços externos (fora dos limites do canteiro, principalmente na rua) será sinalizado com cavaletes, cones, fita zebrada e um orientador de trânsito veicular e de pedestres, quando necessário. Ainda deve ser observado o seguinte:

• Na eventualidade de obstrução temporária do passeio para fins de descarga de materiais, deverá ser providenciado cordão de isolamento, em volta do veículo, de maneira a criar um corredor para passagem do pedestre;

• Durante a descarga de concreto usinado, será utilizado cordão de isolamento, como descrito no item anterior. Pode ser utilizada fita zebrada fixa em balizas, e como complemento cones de sinalização;

• Antes da execução de qualquer serviço na rua verificar e certificar-se que não exista risco contra terceiros. Devemos priorizar a segurança dos pedestres (principalmente crianças) e veículos.

3.7 PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA

Em caso de ocorrência de acidente, onde a vítima precise ser removida para centro de atendimento médico, serão tomadas as seguintes providências:

• Hospital: o hospital mais próximo que deve ser procurado em caso de acidentes é o REGIONAL, situado na Rua Adolfo Donato da Silva, s/n - Praia Comprida, São José – Fone: (48) 3271-9000.

3.7.1 Pequenos acidentes

• Encaminhar a vítima para o almoxarifado do canteiro, onde se encontra o material de primeiros socorros, e funcionário treinado em primeiros socorros para o atendimento;

• A caixa de primeiros socorros estará abastecida com: sal de fruta, mercúrio, esparadrapo, analgésico em gotas, analgésico em comprimidos, gazes, pomada para queimaduras, ataduras, algodão, luvas de procedimento, tesoura ponta romba. O Serviço de

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Saúde e Segurança controlará periodicamente os mesmos.

• Comunicar ao setor de segurança no trabalho, pelo (048) 99155-1670.

3.7.2 Acidente de gravidade média e alta

Se esta for a situação, tomar as seguintes providências:

• Acionar o SAMU pelo telefone 192, ou o convênio de remoção médica;

• Comunicar à Administração da Obra, ao setor de segurança do trabalho ou ao departamento de recursos humanos;

• A assistência social deverá acompanhar o desenvolvimento do quadro do funcionário acidentado.

3.7.3 Acidente com óbito

• Comunicar à Administração da Obra, ao setor de segurança do trabalho ou ao departamento de recursos humanos;

• Comunicar a Polícia Civil pelo fone (48) 3241-9200; • Isolar a área do acidente;

• Comunicar à Delegacia Regional do Trabalho pelo fone (48) 3259-5090; • Não mexer no local até liberação por parte da polícia ou DRT;

• A assistência social da empresa deverá acompanhar e orientar à família da vítima nos trâmites legais necessários e no apoio psicológico necessário durante e na sequência do evento. Todo apoio deve ser realizado de forma a mitigar o sofrimento de um acidente tanto ao acidentado como à família do acidentado.

Em todas as situações, o departamento de pessoal, emitirá a Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT , com a seguinte destinação (conforme ordem de serviço do INSS nº 329, de 26.10.93):

• 1ª via ao INSS; • 2ª via ao SUS;

• 3ª via ao sindicato dos trabalhadores; • 4ª via à empresa;

• 5ª via ao segurado ou dependente; • 6ª via à DRT/Ministério do Trabalho.

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Igualmente será preenchido o Anexo I da NR-18, com a seguinte destinação: • 1ª via para Fundacentro/CTN. Rua Capote Valente, 710 – Pinheiros – São Paulo – SP – CEP: 05409-009;

• 2ª via para Seconci/SC. Av. Mauro Ramos, 1366 - Centro, Florianópolis - SC, 88020-302.

3.8 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO

3.8.1 Equipamentos de proteção coletiva – EPC’S

Equipamento de Proteção Coletiva, diz respeito ao coletivo, ao grupo a ser protegido. Quando há risco de acidente ou doença relacionada ao trabalho, a empresa deve providenciar EPC, visando eliminar o risco no ambiente de trabalho.

Estes são os EPC’s mínimos a serem utilizados durante a construção da obra: • Plataformas de proteção;

• Guarda-corpo;

• Proteção de aberturas no piso; • Proteção de escavações;

• Proteção de pontas de vergalhões; • Corda de segurança;

• Tela de proteção;

• Proteções de partes móveis de máquinas e equipamentos; • Proteções para terceiros (passeios e logradouros);

• Proteção de entrada da obra; • Passarelas;

• Rampas;

• Escadas de mão;

• Barreiras de proteção (ex. tapume).

Obs. Todo o perímetro da obra será devidamente isolado com tapumes de forma a evitar o ingresso de pessoas estranhas à obra e que possam colocar-se em situação de risco.

(45)

3.8.2 Equipamentos de proteção individual – EPI’S

A empresa fornecerá aos trabalhadores, como medida complementar de segurança, atendendo o disposto no quadro do anexo 12:

• Calçado fechado de couro resistente para proteção dos pés do trabalhador com solado antiderrapante;

• Botas impermeáveis somente para trabalhos de lançamentos de concreto ou em terrenos encharcados;

• Luvas adequadas ao serviço a ser executado (raspa de couro para trabalhos grosseiros e de borracha para aplicação de massas);

• Cinto de segurança do tipo pára-quedista para trabalhos em alturas superiores a 2m (dois metros);

• Protetor facial ou óculos de proteção e abafador de ruído para os trabalhos com serra circular;

• Capacete de segurança nas seguintes cores: ➢ Branco: administração e comando;

➢ Verde: carpinteiros;

➢ Vermelho: eletricistas e encanadores; ➢ Amarelo: armadores;

➢ Azul: servente; ➢ Marrom: pedreiros; ➢ Laranja: visitantes.

• Óculos e protetores faciais com filtros de luz para os soldadores;

• Óculos de segurança contra impactos, para trabalhos com esmeril e apicoamento de concreto;

• Óculos de segurança contra poeiras e respingos, para serviços de lixamento de concreto, pinturas e outros;

• Outros equipamentos de proteção individual adequados a riscos específicos, tais como:

• Capas impermeáveis, para chuvas;

• Luvas com enchimento de borracha especial, para vibrações de marteletes; • Perneira, mangote e avental de raspa, para trabalhos com solda;

(46)

3.8.3 Extintores

Serão colocados extintores (todos de no mínimo 6Kg) contra princípio de incêndios nos seguintes locais:

• Almoxarifado: 01 PQS (Pó Químico Seco) e 01 água pressurizada; • Serra Circular: 01 PQS;

• Local de refeições: 01 PQS e 01 água pressurizada; • Cabina do Guincheiro: 01 PQS;

• Administração da obra: 01 PQS;

3.8.4 Incêndio

Princípio de incêndio que não possa ser controlado, ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Referências

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