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Unidade Temática 2 - Simulações Pedagógicas Iniciais

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Academic year: 2021

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Unidade

Temática 2 -

Simulações

Pedagógicas

Iniciais

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Índice

I. CONTEÚDOS A ADQUIRIR ... 3

II. OBJETIVOS ... 4

III. CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS ... 5

1. SIMULAÇÃO PEDAGÓGICA E AUTOSCOPIA ... 5

1.1. AUTOSCOPIA INICIAL E FINAL ... 5

1.2. ETAPAS DA AUTOSCOPIA ... 6

2. INSTRUMENTOS E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO... 7

2.1. PLANO DE SESSÃO DA SIMULAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL E FINAL ... 7

2.2. RECURSOS DIDÁTICOS APLICADOS NA SIMULAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL E FINAL ... 8

2.3. PROGRESSÃO VERIFICADA NAS SIMULAÇÕES PEDAGÓGICAS QUANTO AO DOMÍNIO DE DESENVOLVIMENTO DA FORMAÇÃO ... 9

2.4. PROJETO DE MELHORIA ... 12

2.5. AUTOFORMAÇÃO ... 12

3. MOMENTOS DE UMA SESSÃO ... 12

3.1. INTRODUÇÃO ... 12

3.2. DESENVOLVIMENTO ... 12

3.3. CONCLUSÃO ... 13

4. PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA ... 13

4.1. CONTEÚDOS DO PROJETO ... 14

4.2. AVALIAÇÃO DO PROJETO ... 15

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I. Conteúdos a adquirir

1. Sub-módulo 1: Preparação e Concretização das simulações

1.1. Características da técnica de simulação pedagógica: Conteúdos teórico-práticos sobre as simulações pedagógicas e preparação das simulações;

1.2. Processo de desenvolvimento das simulações pedagógicas: gravação vídeo do desempenho de cada formando.

2. Sub-módulo 2: Análise e projeto de melhoria

2.1. Análise e autoanálise dos comportamentos pedagógicos observados (identificação de aptidões de preparação, desenvolvimento e avaliação de uma sessão de formação);

2.2. Diagnóstico das competências demostradas e a adquirir/melhorar;

2.3. Elaboração de um projeto de melhoria para acompanhamento da progressão das aprendizagens.

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II. Objetivos

No final do módulo deverá ser capaz de:

Objetivos gerais:

Preparar, desenvolver e avaliar sessões de formação;

Identificar os aspetos pedagógicos considerados mais importantes no processo de ensino-aprendizagem;

Apresentar alternativas/sugestões de estratégias pedagógicas diversificadas;

Exercitar competências de análise e de autoanálise relativamente a comportamentos observados no desenvolvimento de uma sessão de formação.

Objetivos específicos:

Definir os conceitos de simulação pedagógica e autoscopia; Distinguir autoscopia inicial de final;

Identificar as etapas de uma simulação pedagógica;

Identificar os instrumentos e critérios de avaliação das autoscopias; Reconhecer a importância da avaliação e dos instrumentos de avaliação;

Descrever as principais aptidões necessárias para a preparação, desenvolvimento e avaliação de uma sessão de formação;

Identificar os comportamentos pedagógicos adequados e a adquirir/melhorar durante o decurso da ação;

Propor a utilização de estratégias e recursos pedagógicos diferenciados;

Distinguir os momentos de uma sessão de formação;

Desenvolver a capacidade de autoanálise/crítica e análise e grupo; Conhecer o projeto de intervenção pedagógica.

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III. Conteúdos Programáticos

1. Simulação pedagógica e Autoscopia

O curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores pretende dotar os formandos de competências psicossociais e técnicas, de forma a serem capazes de desempenhar corretamente a atividade de formador.

Ser formador é ser um animador pedagógico consciente dos métodos e das técnicas mais adequadas ao seu grupo de formação e um exemplo de atitudes e desempenho.

A simulação pedagógica é a realização de uma atividade pedagógica que representa uma situação para se vivenciar determinados comportamentos. A utilização desta técnica tem como objetivo que os formados identifiquem as suas principais aptidões, expressas em termos de comportamentos, indispensáveis na preparação, desenvolvimento e análise de uma sessão de formação e que desenvolvam ferramentas de autoanálise e de identificação de comportamentos pedagógicos a adquirir e a melhorar.

A autoscopia é a gravação de uma atividade pedagógica pensada e realizada pelo formando com o intuito de ser visionada, observada atentamente, autoavaliada e heteroavaliada pelos colegas e pelo formador.

1.1. Autoscopia Inicial e Final

Num curso de formação inicial, a existência de dois momentos distintos e com uma certa distância permite:

- Treinar competências na área da preparação, animação/desenvolvimento e análise/avaliação das sessões de formação;

- Desenvolver capacidade de crítica, de síntese e de trabalho de grupo; - Diagnosticar comportamentos pedagógicos a melhorar.

A Autoscopia Inicial tem a duração de 10minutos, com um tema relacionado com a experiência profissional e/ou formativa do formando e sem a orientação direta do formador. O formando deverá planificar, em casa, a sua

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sessão de formação, valorizando a estrutura de organização e a forma de apresentação, em vez do conteúdo.

A Autoscopia final realiza-se no final do curso, com a duração de 20minutos, com um tema obrigatoriamente relacionado com a experiência profissional e/ou formativa do formando e com uma orientação anterior, ao longo de toda a formação por parte dos formadores, na preparação da sessão e dos documentos técnico-pedagógicos.

Ao longo da ação de formação, o formando irá desenvolver um projeto de intervenção pedagógica, descrito no final deste manual. Uma das sessões do módulo planificado neste projeto será desenvolvida na autoscopia final.

1.2. Etapas da Autoscopia

O procedimento da técnica ativa da autoscopia engloba as seguintes etapas: - Preparação da autoscopia: corresponde à fase de planeamento, ou seja, ter consciência do tempo, dos conteúdos programáticos, dos objetivos gerais e

específicos, dos métodos e técnicas pedagógicas, dos recursos a utilizar

(apresentação, manual, quadro, fotocópias, etc.), do momento de avaliação (diagnóstica, formativa e sumativa) com o respetivo instrumento (tarefa diagnóstica, exercício de aplicação ou de consolidação, teste de avaliação teórica e prática), e do espaço (sala de formação com a disposição do mobiliário, dos meios, etc.).

- Processo de desenvolvimento da autoscopia: corresponde aos 10/20minutos facultados ao formando para ministrar a sua sessão enquanto formador. Todos os formandos dinamizam, sucessivamente, a sua sessão tendo em conta como público-alvo os restantes formandos e formador.

- Análise das simulações pedagógicas realizadas e definição de linhas orientadoras para projetos de melhoria: Nesta etapa visualizam-se as gravações das simulações, nomeadamente os momentos chaves, promovendo um debate de grupo. Cada autoscopia será objeto de análise por parte do formando gravado, dos seus colegas que colaboram como formandos e do formador que identificará os pontos de sucesso e os pontos a melhorar, dando dicas para aperfeiçoar o futuro desempenho enquanto formador.

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Na autoscopia final poderão ser sugeridos pontos de melhoria e percursos para autoformação. Este último momento é extremamente importante uma vez que o formador deve reforçar as competências adquiridas pelo formando, as competências a adquirir e a evolução entre as duas autoscopias.

2. Instrumentos e critérios de avaliação

Um instrumento é um meio de registar uma situação pedagógica, para mais tarde não existirem dúvidas, nomeadamente, no momento da avaliação: contínua/formativa e sumativa. O formador deve estar sempre munido de fichas/grelhas elaboradas consoante os objetivos e/ou desempenhos que pretende avaliar.

No caso das autoscopias existem várias fichas/grelhas elaboradas consoante as competências mais relevantes.

2.1. Plano de sessão da simulação pedagógica inicial e final

Na planificação da sessão de formação, cada formando deverá respeitar os seguintes critérios:

- Estrutura:

 Identificação do tema a tratar, dos conteúdos, da duração prevista (tempo), do público-alvo e do contexto de ensino-aprendizagem (adequação ao perfil de entrada dos formandos);

 Definição dos objetivos da sessão ou do módulo e determinação de uma estratégia pedagógica (métodos e técnicas pedagógicas);

 Descrição dos critérios e das formas de avaliação dos formandos e da sessão, indicando os instrumentos de avaliação da aprendizagem a aplicar.

- Materiais de apoio:

 Seleção ou conceção de recursos didáticos adequados à estratégia pedagógica preconizada;

 Recurso a plataformas colaborativas e de aprendizagem ou comunidades virtuais como suporte interativo da formação;

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 Preparação de instrumentos de avaliação dos formandos e da formação, em harmonia com os objetivos;

 Sistematização da planificação da sessão ou módulo e os materiais de apoio, segundo organização lógica e coerente.

Um plano de sessão deve conter os seguintes itens: - Designação do módulo; - Público-Alvo; - Número da sessão; - Duração da sessão; - Objetivos gerais; - Objetivos específicos;

- Conteúdos programáticos (tópicos e sub-tópicos da matéria); - Métodos e Técnicas Pedagógicas;

- Recursos Técnico-Pedagógicos (equipamento e material com referência à plataforma colaborativa e de aprendizagem);

- Atividades pedagógicas associadas;

- Avaliação (formas de avaliação e instrumentos).

Na autoscopia inicial, o formando, também, deverá elaborar um plano de sessão (esquema da autoscopia inicial). Este plano será entregue ao formador. No processo de desenvolvimento da autoscopia, os formandos irão utilizar o vídeo projetor e computador (apresentação de diapositivos).

2.2. Recursos didáticos aplicados na simulação pedagógica inicial e

final

Também é essencial, tanto na autoscopia inicial como final, cada formando ter em consideração a qualidade dos recursos:

- Qualidade dos recursos:

 Rigor Técnico: elaboração dos recursos de forma criteriosa e rigorosa, em consonância com o conteúdo da formação e adequados à estratégia pedagógica definida e aos públicos-alvo;

 Estruturação: conceção dos recursos aplicando os princípios pedagógicos e técnicos, específicos dos diferentes suportes;

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 Criatividade: conceção ou seleção de recursos com inovação, originalidade e aproximação a modelos reais.

2.3. Progressão verificada nas simulações pedagógicas quanto ao

domínio de desenvolvimento da formação

O desempenho de cada formando no decorrer da sua prestação enquanto formador, também, será avaliada, respeitando os critérios seguintes:

1) Domínio do assunto: domínio da matéria – segurança das intervenções e criatividade e naturalidade no desenvolvimento da matéria (enquadramento teórico-prático das propostas de atividade, acessibilidade do discurso, adequação ao público-alvo, raciocínio lógico e autónomo, capacidade de partilha e argumentação);

2) Comunicação dos objetivos: em termos de atividades observáveis e motivantes, comunicação das condições de realização e dos critérios de êxito (comunicação oral e escrita, clareza dos objetivos, adequação aos conteúdos e reforço ao longo da sessão);

3) Verificação dos pré-requisitos: verificação constante e individualizada dos pré-requisitos e utilização de instrumentos de diagnóstico (promoção da descoberta pelo formando, avaliação de conhecimentos, competências e atitudes, valorização da partilha de experiências, promoção da motivação e do processo de aprendizagem);

4) Adequação dos métodos e técnicas pedagógicas: utilização pertinente e flexível dos métodos e técnicas pedagógicas, adaptação dos mesmos aos objetivos definidos, ao público-alvo e à situação de aprendizagem (adaptação ao ritmo e estilo de aprendizagem, diferenciação pedagógica, utilização de diversos métodos e técnicas como facilitadores da aprendizagem e promoção da autonomia/ação do formando);

5) Motivação: motivação sistemática e diversificada e adesão espontânea de todos os participantes (valorização dos reforços, facilitação da compreensão – clareza do discurso, objetivos explícitos,

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atividades adequadas, recursos, etc., valorização da atenção facultada ao grupo e adequação das atitudes/comportamentos – entusiasmo e ética);

6) Atividades dos participantes: promoção sistemática de atividades criativas, inclusivas e facilitadoras da aprendizagem e relação pedagógica (atividades adequadas aos conteúdos e público-alvo, valorização da aprendizagem por descoberta – formando ativo, da avaliação das aprendizagens alcançadas e do reforço e controlo do tempo);

7) Facilitação da estruturação do conteúdo: estruturação explícita, organizada e objetiva do conteúdo, facilitação da compreensão, retenção e generalização dos saberes e realização de sínteses parciais e finais (conteúdos adequados aos objetivos – quantidade e qualidade, clareza do discurso e reformulação, reforço frequente dos objetivos e conteúdos);

8) Recursos Didáticos: utilização sistemática e estruturante dos recursos, adaptação dos mesmos a cada ponto-chave da sessão e criatividade na conceção e seleção dos mesmos – diferenciação pedagógica (utilização frequente, adequação aos objetivos, conteúdos, público-alvo e métodos e técnicas e valorização do processo de aprendizagem);

9) Comportamento físico demonstrado na interação com o grupo: controlo constante do volume e clareza da voz, dos seus movimentos e das suas intervenções e relacionamento positivo com o grupo – comunicação nivelada e comportamento físico adequado ao espaço (atitude empática que facilita a compreensão, clareza e adequação da comunicação verbal e não verbal – discurso, entoação, projeção de voz, expressão, etc.);

10) Moderação das discussões de grupo: moderação de discussões de grupo, promoção da interação pedagógica, colocação de perguntas e estimulação da discussão e da criatividade dos participantes (promoção da participação contínua dos formandos, estimulação da descoberta e partilha, promoção do processo de aprendizagem –

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atenção, motivação e atuação dos formandos e valorização das intervenções dos formandos);

11) Autoconfiança: autoconfiança demonstrada na relação pedagógica – muita segurança, calma, controlo emocional e espírito empreendedor (domínio das reações emocionais e confiança em si, atitude agradável, empática, disponibilidade e entusiasmo);

12) Verificação dos resultados da aprendizagem: verificação dos resultados da aprendizagem individualmente para cada objetivo da sessão, recurso a autoavaliação sistematicamente (avaliação da aprendizagem alcançada, individualizada e de acordo com os objetivos e valorização da autoavaliação e do reforço);

13) Comunicação dos resultados de aprendizagem: comunicação individual dos resultados no final da sessão, partilha das respostas corretas, das estratégias de recuperação e de enriquecimento das aprendizagens (feedback aos formandos, transmissão correta dos resultados da aprendizagem, apoio individualizado, reforço e abertura); 14) Gestão do tempo: controlo flexível e equilibrado do tempo em função

da estratégia traçada e dos ritmos do público-alvo (tempo adequado aos conteúdos, objetivos e público-alvo – ritmo de aprendizagem respeitado, divisão do tempo de acordo com os métodos e técnicas, preocupação demonstrada em relação ao tempo – capacidade de gestão);

15) Criatividade pedagógica: criatividade e espírito empreendedor no planeamento da sessão, nos instrumentos preparados e atividades desenvolvidas (originalidade da planificação, que favorece à motivação, interação e aprendizagem);

16) Planeamento de atividades com recurso a plataformas colaborativas e de aprendizagem – PCEA: planificação da utilização de PCEA na realização de sessões de trabalho e de comunicação online (depósito de documentação e promoção de trabalhos de pesquisas online, troca de documentação e comunicação online.

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2.4. Projeto de melhoria

Na autoscopia inicial, através do debate, será elaborado para cada formando um projeto de melhoria pelo formador, com a colaboração dos formandos. Este projeto servirá para acompanhamento da progressão das aprendizagens e para contraponto na autoscopia final. Para a elaboração deste projeto serão tidos em consideração os 16 itens referidos no ponto 2.3..

2.5. Autoformação

Na simulação pedagógica final é comparado o nível de competências pedagógicas adquiridas ao longo do processo formativo com o nível de desempenho demonstrado no início da ação. Após síntese e avaliação dos processos formativos vivenciados, serão elaborados percursos para autoformação.

O formador irá, em conjunto com os formados, sugerir pontos de melhoria e percursos de autoformação e aprendizagem ao longo da vida que poderão ser úteis numa avaliação ao formando.

3. Momentos de uma sessão

Ao longo da simulação pedagógica, nomeadamente da final, o formando deverá ser capaz de respeitar os três momentos de uma sessão:

3.1. Introdução

Consiste em apresentar-se, apresentar a sessão e os objetivos, testar os pré-requisitos, motivar e situar os formandos, sempre demonstrando domínio do assunto e autoconfiança.

3.2. Desenvolvimento

Consiste em desenvolver os conteúdos, dinamizar a sessão, motivar os formandos, aplicar vários métodos e técnicas, realizar um exercício/atividade prática, utilizar vários recursos didáticos, promover a interação e partilha, utilizar vários recursos didáticos, promover a interação e partilha, esclarecer dúvidas, reforçar e ter em atenção a sua postura/comportamento.

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3.3. Conclusão

Consiste em sintetizar, avaliar as aprendizagens, comunicar os resultados da avaliação, facilitar a recuperação dos conteúdos e o enriquecimento, reforçar, esclarecer dúvidas e gerir o tempo.

Seguem-se algumas dicas de comportamentos adequados: - Enfrentar o medo de falar em público;

- Dominar o assunto;

- Adaptar ao público-alvo (analisar o perfil de entrada dos formandos);

- Elaborar um plano (tema, objetivos, conteúdos, métodos e técnicas, recursos didáticos e instrumentos/critérios de avaliação);

- Ter um plano B;

- Organizar a sala de formação em U; - Gerir o tempo;

- Cuidar da imagem;

- Criar empatia com o grupo; - Comunicar de forma não-verbal;

- Responder objetivamente às perguntas; - Não ficar sentado em formação;

- Não virar as costas aos formandos; - Projetar a voz;

- Criar o seu próprio estilo, ser natural, etc.

4. Projeto de Intervenção Pedagógica

A construção deste projeto de intervenção, desenvolvido ao longo de toda a ação de formação e alvo de reflexão em todos os módulos, é uma mais-valia para o futuro formador, enriquecendo e melhorando as suas competências ao nível técnico, organizacional, relacional, etc.

O contexto de intervenção atual do formador é muito diversificado podendo este estar afeto a uma empresa ou atuar como “freelancer”, o que exige um

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conjunto de competências alargado que vai além das competências técnico-pedagógicas, nomeadamente possuir um espírito empreendedor, capacidade de iniciativa/autonomia e forte criatividade.

Todos os formandos deverão propor um módulo de formação, a partir do qual irão construir o respetivo plano de formação.

4.1. Conteúdos do projeto

Ao longo da formação cada, cada formando irá planificar um módulo de formação, percorrendo os seguintes campos:

- Folha de rosto (designação do módulo de formação, autor e data); - Índice;

- Introdução (reflexão pessoal: expectativas iniciais e atingidas, conhecimentos, competências e atitudes adquiridas e evolução no desempenho enquanto formador);

- Enquadramento/fundamentação pedagógica (explicar o ponto de partida do projeto e justificar a pertinência pedagógica e finalidade, de acordo com o público-alvo e o contexto de formação);

- Público-alvo/Destinatários (definição do perfil de entrada e de saída dos formandos e condições de acesso);

- Elementos estruturantes (local de realização, data de início e de fim, horário, entidade, área de formação, modalidade de formação – presencial, etc., forma de organização – modular, etc., e perfil do(s) formador(es));

- Duração do módulo (duração total do módulo, quantidade de sessões, duração das diferentes sessões e momentos de cada uma);

- Objetivos gerais e específicos;

- Conteúdos programáticos/de aprendizagem (competências a adquirir);

- Métodos e Técnicas Pedagógicas (estratégias de aprendizagem); - Atividades pedagógicas/didáticas;

- Recursos técnico-pedagógicos/didáticos;

- Avaliação das aprendizagens e da formação (tipos de avaliação e instrumentos, valorizando a importância da avaliação);

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- Inclusão da possibilidade de utilizar plataformas colaborativas e de aprendizagem para adaptação a sessões à distância;

- Conclusão (reflexão final/análise crítica).

Em anexo a este projeto, deverão constar os seguintes documentos: - Plano do módulo;

- Plano de sessão (utilizado na simulação pedagógica final); - Manual;

- Diapositivos;

- Procedimento (temática, descrição do procedimento, material a utilizar e objetivos), enunciado e corrigenda da(s) atividade(s);

- Enunciado e corrigenda do teste de avaliação;

- Grelhas de avaliação (avaliação contínua e da formação – exemplos: Ficha de observação dos participantes e ficha de avaliação da qualidade da formação);

- Procedimento/planificação da plataforma colaborativa e da aprendizagem.

Este projeto deverá ser entregue no final da formação, na última sessão do módulo 9 – Simulação Pedagógica Final.

4.2. Avaliação do projeto

O projeto de intervenção pedagógica, também será avaliado respeitando os seguintes critérios:

- Qualidade do projeto:

- Estrutura do projeto: elaboração de um relato bem estruturado, demonstrando capacidade de análise crítica e de síntese;

- Rigor na apresentação dos instrumentos: elaboração de instrumentos que correspondam ao assimilado nas diferentes sessões de formação;

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- Criatividade: conceção de um trabalho sobre uma temática inovadora e de caráter prospetivo;

- Fundamentação pedagógica: sustentação do projeto através de dados concretos, que responde às necessidades do público-alvo e do contexto de intervenção;

- Recurso às novas tecnologias: inclusão da possibilidade de utilizar plataformas colaborativas e da aprendizagem, para adaptação a sessões à distância.

5. Bibliografia

1. Ensino do Centro da Organização Internacional do Trabalho – A Autoscopia na Formação, Direção de Serviços de Recursos Formativos. Gabinete de Comunicação – Núcleo de Informação e Documentação – IEFP, 2006.

2. Instituto de Estudos Sociais e Económicos – IESE, Departamento de Formação Profissional / Centro Nacional de Qualificações de Formadores – Referencial de Formação Pedagógica Inicial de Formadores. Referenciais de Formação. Instituto do Emprego e Formação Profissional, 2012.

3. Liliana Lopes e Margarida Pereira – Formação Pedagógica Inicial de Formadores, Fundação para a divulgação das tecnologias da informação. Tipografia Rolo e Filhos II, 2010.

4. Maria Gabriela Silva – Autoscopia, Coleção Abordagens Pedagógicas. CNS, 1997.

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