D
INÂMICA
DO
CUIDADO
DE
ENFERMAGEM
NA
RAPS
Profa. Lucilene Cardoso
Disciplina Cuidado Integral em Saúde Mental II
A C
OMPREENSÃO
SOCIAL
DA
Na Antiguidade:
"é uma loucura que é dádiva divina, fonte das
principais bênçãos concedidas ao homem.“
Platão
Na Idade Média (Séc. V a XV):
Manifestação demoníaca
Sacrifício e exorcismo
Quadro- “Nau dos loucos” – barcos e exclusão
Na Idade Moderna (Séc. XV até XVIII)
Transição, declínio Feudalismo, Reforma e Contrarreforma religiosa, Renascimento, Iluminismo, Mercantilismo, descoberta do continente... Loucura como DESRAZÃO e os loucos como improdutivos
“Marginalização da Loucura”
EXCLUSAO
- Início Asilamento- “Hospitais gerais”,
sem assistência médica, terapêutica
Loucos, libertinos e ladrões
F
inal Séc. XVIII até
século XX
Após a Revolução Francesa, Razão, ciências, capitalismo Profundas mudanças sociais e culturais
Phillippe Pinel (1745 — 1826) foi um médico francês, considerado por muitos o pai da
psiquiatria,
busca humanizar e dar sentido terapêutico aos hospitais gerais, os quais se encontravam em condições subumanas, promovendo a segregação (TENÓRIO,
2002).
Nasce a Psiquiatria e o Manicômio
... dias atuais...
Na idade contemporânea...
… estudo da hipnose, estudo das causas orgânicas das doenças psíquica, histologia, genética, neurologia, bioquímica e endocrinologia e outras ciências ...
Emil Kraepelin
moderna psiquiatria e genética psiquiátrica Classificação das doenças inicio sec XX co-descobridor do Mal de Alzheimer.
SEC XIX... Charcot, Meinert, Wernicke, Alzheirmer e Pick... neuropsiquiatria... Esquirol (alucinação, deficiência mental..) SEC XX.... PSICOLFARMCOLOGIA, tratamento multiprofissional , PESSOA ... neurodesenvolvimento
SEC XXI- Genética, fatores biopsicossociais, terapias somáticas, cognitivas, ocupacionais, cuidado humanizado, ... Sigmund Freud....
neurologista e criador da Psicanálise... hipnose , causas não orgânicas do adoecimento, inconsciente e psicologia
E
VOLUÇÃO
DOS
T
RATAMENTOS
Furos no crânio (sec. 5 a. C.)
Disciplina Total (sec. XVII)-
“razão separa os homens dos animais”
Dor –
bolhas crânio e genitálias com soda caustica(sec. XVIII)
Indução de vômito (purgantes) (1715)
Sangria
(retirada de até 4/5 do corpo)(1790)
Afogamento (1828)
Cirurgias ginecológicas (clitóris e útero) (1890)
Hidroterapia e choque térmico (1896)
Esterilização
(“conservação esperma no corpo”)(1913)
Extração de dentes (1916)
Coma induzido/provocado insulina (1933)
Eletrochoque (1937)
L
OUCURA
NO
PÓS
GUERRA
(1945- ....)
Problemas e transformações mundo globalizado Mudanças históricas Direitos Humanos (Declaração Universal dos Direitos Humanos, ONU 1948)
Questionamento das práticas asilares com relação à loucura
PRIMEIROS MOVIMENTOS DE REFORMA PSIQUIÁTRICA
PSIQUIATRIA DE SETOR - França – Pós guerra - Tratar o doente dentro do
seu próprio meio social . Cada setor teria uma equipe técnica responsável pelo atendimento psiquiátrico da população, o acompanhamento de seus pacientes, inclusive durante as internações. Descentralização.
ANTIPSIQUIATRIA – Inglaterra - romper, no âmbito teórico, como o modelo
assistencial vigente, buscando destituir o valor do saber médico da explicação, compreensão e tratamento das doenças mentais. (década de 60 ....)
PSIQUIATRIA PREVENTIVA – EUA- A terapêutica das doenças mentais
lugar a um novo objeto: a saúde mental. Originada do cruzamento da psiquiatria de setor e da comunidade terapêutica. (anos 70)
R
EFORMA
PSIQUIÁTRICA
I
TALIANA
Inicio da década de 1960;
Franco Basaglia (1924 -1980)
Psiquiatria Democrática - hospital
psiquiátrico um meio de segregação e institucionalização da loucura e do paciente psiquiátrico
Humanização do manicômio de Gorizia-Italia;
Melhorar condições de hospedaria e o cuidado
técnico aos internos
Primeiramente, transformou o hospital em uma comunidade terapêutica, e em
seguida, consciente das limitações, propôs devolver o doente mental à
sociedade, desarticulando o manicômio.
Basaglia
Formulou a "negação da psiquiatria"
como discurso e prática hegemônicos sobre a loucura.Ele não pretendia acabar com a psiquiatria, mas considerava que apenas a psiquiatria não
era capaz de dar conta do fenômeno complexo que é a loucura
.
A loucura não se restringe apenas ao paciente e ao médico, ... vai para além da psiquiatria,
R
EFORMA
PSIQUIÁTRICA
I
TALIANA
BASAGLIA-1970- nomeado diretor do Hospital Provincial na cidade
de
TRIESTE
, iniciou o processo de fechamento daquele hospital
psiquiátrico.
Serviços de atenção comunitários , emergências psiquiátricas em hospital
geral, cooperativas de trabalho protegido, centros de convivência e moradias
assistidas (chamadas por ele de "grupos-apartamento") para os loucos.
1973- Organização Mundial de Saúde (OMS) credenciou o Serviço
Psiquiátrico de Trieste como principal referência mundial para uma
reformulação da assistência em saúde mental.
1976- Hospital psiquiátrico de Trieste foi fechado oficialmente,
1978- Foi aprovada na Itália a chamada "Lei 180", ou "Lei da Reforma
Psiquiátrica Italiana", também conhecida popularmente "Lei Basaglia".
Substituição tratamento hospitalar para uma
rede de atendimento na COMUNIDADE
Franco Basaglia esteve no Brasil (1979) realizando seminários e
conferências.
Suas ideias se constituíram em algumas das principais
influências para o movimento pela
HospitalPsiquiatrico
Juqueri (1989)
A
ASSISTÊNCIA
AO
DOENTE
Juquery- Fundado por Franco da
Rocha em 1898- 20 mil pacientes, 3.520 eram crianças
Mantem hoje 151 internos remanescentes
HOLOCAUSTO BRASILEIRO -
Manicômio de Barbacena - genocídio de pelo menos 60 mil pessoas entre 1903 e 1980.
ENFERMAGEM PSIQUIATRICA
Em 1952- HILDEGARD PEPLAU - livro
Interpersonal Relations in Nursing, (papel = professoras, lideres, substitutas dos pais e mesmo conselheiras);
Especialização = papeis definidos (evolui do
cuidado físico para um papel de competência clinica, baseado em
TÉCNICAS INTERPESSOAIS E NO USO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM.
Em 1952- livro “A new treatment method
in psychiatry”= participação do paciente no ambiente social (participante ativo);
Década de 50 houve a descoberta e uso dos
antipsicóticos... melhores recursos terapêuticos, menos contenção fisica....;
Anos 60 (EUA) – foco deixa de ser a
doença mental e passa a ser a saúde mental;
Anos 70 – Enfermagem Psicossocial; “O ser
humano é um ser indivisível, ou seja, não pode ser entendido por meio de uma análise separada de suas diferentes partes”
Anos 90 – neurociências, cérebro, o
comportamento, a emoção e a cognição;
Ampliação do cuidado – especialização
com papel mais definido- cuidado Biopsicossocial, co-responsabilizado, técnicas e intervenções terapêuticas mais definidas, evidencias do impacto da assistência de enfermagem na resposta terapêuticas.
E
VOLUÇÃO
Pessoas
internadas
em
manicômios
“Cuidado”
carcerário
e
punitivo
Inexistentes ou escassas
praticas
terapêuticas,
tratamento moral
Ausência de treinamento e
conhecimentos consolidados
Desrespeito
a
direitos
humanos e dignidade da
pessoa
Pessoas internadas;
Internação parcial;
Cuidados residenciais;
Domiciliares; e
Ambulatoriais.
Cuidado integral, embasado pelo
relacionamento
interpessoal
e
atenção biopsicossocial
Praticas terapêuticas, tratamento
diversificado,
humanizado
e
articuladas à equipe multidisciplinar
Especialidade reconhecida e com
treinamento disponível
Respeito a direitos humanos e
T
RANSTORNOS
MENTAIS
...
Epidemiologia (OMS e MS):
3% pop geral sofre com transtornos mentais severos e persistentes;
6% pop geral apresenta transtornos psiquiátricos graves decorrentes do
uso de álcool e outras drogas;
21.3544 (3%)
42.790 (6%)
85.419 habitantes
População Ribeirão,
711 825/
aprox.*Uma em cada 4 famílias será afetada por um transtorno mental
70 milhões apresentam dependência de álcool
10 - 20 milhões tentam suicídio
1 milhão comete suicídio
Segunda principal causa de morte em pessoas 15 a 29 anos
12% da população necessita de algum atendimento em saúde
mental, seja ele contínuo ou eventual
POLÍTICAS DE SAÚDE MENTAL NO BRASIL
1978- Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM) –
Movimento sanitário, associações de familiares, sindicalistas, associações profissionais e pessoas com longo histórico de internações psiquiátricas
Denúncia: violência dos manicômios, mercantilização da loucura, hegemonia rede privada de assistência e crítica coletiva ao modelo hospitalocêntrico.
1987- surgimento do primeiro CAPS no Brasil, na cidade de São Paulo;
Santos - Núcleos de Atenção Psicossocial (NAPS) que funcionavam 24 horas, sendo criadas cooperativas, residências para os egressos do hospital e associações. Experiência que passa a ser um marco no processo de Reforma Psiquiátrica brasileira.
1988- com a Constituição de 1988, é criado o SUS – Sistema Único de Saúde
1989-
dá entrada no Congresso Nacional o Projeto de Lei do deputado Paulo Delgado (PT/MG), que propõe a regulamentação dos direitos da pessoa com transtornos mentais e a extinção progressiva dos manicômios no país.1992- NOVAS LEIS -
os movimentos sociais, inspirados pelo Projeto de Lei Paulo Delgado, conseguem aprovar em vários estados brasileiros as primeiras leis que determinam a substituição progressiva dos leitos psiquiátricos por uma rede integrada de atenção à saúde mental. Ao final deste período, o país tem em funcionamento 208 CAPS, mas cerca de 93% dos recursos do Ministério da Saúde para a Saúde Mental ainda são destinados aos hospitais psiquiátricos.*** Conferência Nacional de Saúde Mental (1987, 1992, 2002, 2010, .
POLÍTICAS DE SAÚDE MENTAL NO BRASIL
2001- LEI No 10.216- ABRIL -
Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Privilegia serviços de base comunitária,dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais, mas não institui mecanismos claros para a progressiva extinção dos manicômios.
Art. 2
o Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza,a pessoa e
seus familiares ou responsáveis serão formalmente cientificados
dos direitos
enumerados neste artigo.I - acesso ao melhor tratamento do SUS x suas necessidades;
II - Humanidade e respeito e no interesse EXCLUSIVO de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade;
III - ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração; IV - garantia de sigilo nas informações prestadas;
V - direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária;
VI - livre acesso aos meios de comunicação disponíveis;
VII - receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento;
VIII - ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis; IX - ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.
POLÍTICAS DE SAÚDE MENTAL NO BRASIL
2001- LEI No 10.216- ABRIL -
Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.Art. 4o A INTERNAÇÃO, EM QUALQUER DE SUAS MODALIDADES, SÓ SERÁ
INDICADA QUANDO OS RECURSOS EXTRA-HOSPITALARES SE MOSTRAREM INSUFICIENTES.
§ 1o O tratamento com finalidade permanente de promover a reinserção social do paciente em seu
meio.
§ 2o Internação deve oferecer assistência integral (serviços médicos, assistência social, psicológicos,
ocupacionais, de lazer, e outros).
§ 3o É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares e que não assegurem aos pacientes seus direitos
Art. 5
oO paciente há longo tempo
hospitalizado ou grave dependência
institucional, será objeto de política
específica de alta planejada e
reabilitação psicossocial assistida,
sob responsabilidade da autoridade
sanitária competente e supervisão de
instância a ser definida pelo Poder
Executivo, assegurada a continuidade
do tratamento, quando necessário.
Art. 6o A internação psiquiátrica somente será
realizada mediante laudo médico
circunstanciado que caracterize os seus
motivos.
Tipos de internação psiquiátrica:
I - VOLUNTÁRIA: aquela que se dá com o
consentimento do usuário;
II - INVOLUNTÁRIA: aquela que se dá sem o
consentimento do usuário/a pedido de terceiro;
III - COMPULSÓRIA: aquela determinada pela
POLÍTICAS DE SAÚDE MENTAL NO BRASIL
2003- LEI No 10.708 - JULHO Institui o auxílio-reabilitação psicossocial para
pacientes acometidos de transtornos mentais egressos de internações.
2011- Portaria Nº 3.089, DEZEMBRO - Estabelece novo tipo de financiamento
dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)
2011- Portaria Nº 3.090, DEZEMBRO - Estabelece que os Serviços
Residenciais Terapêuticos (SRTs), sejam definidos em tipo I e II, destina recurso financeiro para incentivo e custeio dos SRTs, e dá outras providências.
2011- Portaria Nº 3.088, DEZEMBRO
– Institui a Rede de
Atenção Psicossocial para pessoas com
sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (PORTARIA Nº 3.588, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2017)A POLITICA NACIONAL DE SAUDE MENTAL
E
A
REFORMA PSIQUIATRICA
Antes daReforma Psiquiátrica
1978
Cuidado Centrado na internação
em Hospital
Psiquiátrico/Manicômios:
Isolamento social;
Normatização dos sujeitos;
Lógica da Instituição total;
Violação dos direitos
humanos.
Exclusão e cárcere
Violência
Poucos recursos financeiros
e humanos
Desinformação
Falta de leis e normas
Depois da
Reforma Psiquiátrica até agora
Cuidado centrado na pessoa e
suas necessidades biopicossociais
Criação, ampliação e manutenção
de ampla rede de cuidado em saúde:
Territorial;
Complexidade do objeto de
cuidado;
Ampliação das práticas e
saberes;
Co-responsabilização pelo
cuidado.
Repasse de recursos
Efetivação dos direitos
Superação do modelo
V
ANTAGENS
...
Reinserção social;
Possibilidades de Reabilitação
Psicossocial;
Redução dos prazos de internação
hospitalar;
Redução da incidência de
rehospitalização;
Redução dos custos do tratamento;
Prevenção e redução de danos;
Otimização da utilização dos leitos
hospitalares e serviços de saúde;
Melhora da qualidade de vida do
paciente e da comunidade.
Combate ao estigma e preconceitos
Rede comunitária:
ARTICULAR
RAS com os
serviços substitutivos e hospital psiquiátrico; Atendimento clínico em regime de
atenção diária, evitando assim as internações em hospitais psiquiátricos;
Reinserção psicossocial, ações
intersetoriais na sociedade;
Regular a porta de entrada da rede de
assistência em saúde mental na sua
área de atuação e dar suporte à
atenção à saúde mental na rede
básica, procurando preservar e
fortalecer os laços sociais do usuário em seu território.
Metas e
desafios
Arranjos
organizativos de
ações e serviços de
saúde, de diferentes
densidades
tecnológicas, que
integradas por meio
de sistemas de apoio
técnico, logístico e de
gestão, buscam
garantir a
integralidade do
cuidado
Objetivo: promover a integração sistêmica, de ações e serviços de saúde
com provisão de atenção contínua, integral, de qualidade, responsável e
humanizada, bem como incrementar o desempenho do Sistema, em
termos de
acesso, equidade, eficácia clínica e sanitária; e eficiência
econômica.
Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)
Componentes
e
Pontos de Atenção
Atenção Básica:
Atenção Psicossocial Especializada: Atenção de urgência e emergência:
Atenção Residencial de Caráter
Transitório:
Atenção Hospitalar:
Estratégias de Desinstitucionalização Reabilitação Psicossocial
Unidade Básica de Saúde; Equipes de Atenção Básica para Populações em Situações Específicas
CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL SAMU 192, Sala de Estabilização, Unidade de Pronto Atendimento, Pronto Socorro, Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial
Unidade de Acolhimento; Serviços de Atenção em Regime Residencial
SERVIÇO HOSPITALAR DE REFERÊNCIA Enfermaria Especializada;
Residências Terapêuticas; Programa de Volta para Casa
Empreendimentos solidários e cooperativas sociais
REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL- RAPS
Usuários Hospital Dia Núcle o SM Cooperativ a social Unidade De acolhimento UBS UBS UBS UBS UBS UBS CAPS I CAPS II CAPS III Residência Terapêutica CAPS AD III SAMU Adaptado MSC
OMPOSIÇÃO
DE
UMA
REDE
DE
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA RAPS
Unidade
Básica de
Saúde “A”
CAPS I
CAPS AD
CAPS II
Unidade
Básica de
Saúde “B”
Leito em
Hospital
Geral
Unidade de
Emergência
CAPS i
Leito em
Hospital
Psiquiátrico
Residências
Terapêuticas
Cooperativas
sociais
CAPS III
ESF
ESF
Hospital dia
Consultórios de rua
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA RAPS
Unidade
Básica de
Saúde “A”
CAPS I
CAPS AD
CAPS II
Unidade
Básica de
Saúde “B”
Leito em
Hospital
Geral
Unidade de
Emergência
CAPS i
Leito em
Hospital
Psiquiátrico
Residências
Terapêuticas
Cooperativas
sociais
CAPS III
ESF
ESF
Consultórios de rua
Hospital dia
R
EDE
DE
A
TENÇÃO
EM
S
AÚDE
M
ENTAL
,
R
IBEIRÃO
P
RETO
(
PONTOS DE ATENÇÃO
):
04 Centros de Atenção Psicossocial
(CAPS);
01 Ambulatório de Saúde Mental;
01 Hospital Dia;
01 Unidade de Atendimento de Urgência;
02 Enfermarias em Hospital Geral;
01 Hospital Psiquiátrico;
Residências Terapêuticas
Demais serviços do SUS
CAPS II – (Centro); CAPS III- (região Oeste) e o CAPS AD II- (Toda a Cidade)
CAPS i- (Toda a Cidade)
Ambulatório Regional de Saúde Mental (ARSM);
(Região Sul, Leste e Norte)
Hospital Dia do HCFMRP/USP
Unidade de Atendimento de Urgência
UE-HCFMRP (9 leitos)
Enfermarias em Hospital Geral – Hospital das
Clínicas- (composta por 24 leitos)
Hospital Psiquiátrico Santa Tereza; 18 Residências Terapêuticas
CAPS II- DR Claudio Rodrigues de Carvalho Distrito CENTRAL população de 110.000
CAPS-AD
CAPS-i
CAPS III Distrito Oeste população de 170.000 Rua ParáAmbulatório Regional de Saúde Mental
Dr. Guido Hetem Distrito Sul, Leste e Norte
Fluxo de Atendimento na Rede Saúde Mental
(local)
Usuários
ESF
UBS
Ambulatórios HC- FMRP CAPS II CAPS i CAPS AD ARSMHOSP DIA
HOSP
SANTA TERESA
HC- FMRP **
EGRESSOS DE INTERANÇÕES PROLONGADAS UBDS ** Residências TerapêuticasUE- FMRP **
Atenção Primária Nível ambulatorial Nível Hospitalar UPA ** CAPS III *Fluxo para referência e encaminhamentos internação - quando for o caso
Fluxo para contra - referência e articulação rede
Ambulatório Regional de Saúde Mental
Dr. Guido Hetem
Distrito Sul
Distrito Leste
Distrito Norte
RUA VISCONDE DO RIO BRANCO, 943
CENTRO
CAPS – III
RIBEIRÃO PRETO
24 HS
CAPS – AD
RIBEIRÃO PRETO
24 HS
• Principal porta de entrada para avaliação e tratamento de
crianças e adolescentes usuários de álcool e outras drogas;
• Atendimento ambulatorial
• Oficinas terapêuticas
• Visitas domiciliares
• Equipe multiprofissional composta por psiquiatra,
psicólogos, enfermeiros, terapeuta ocupacional e assistentes
sociais.
CAPS i Luiz Carlos de Sousa
Avenida Dom Pedro I, 1997
Inicio das atividades em 2011, mantido
pela Secretaria Municipal de Saúde e
conta com cooperação da Fundação
Waldemar Barnsley Pessoa
Residências Terapêuticas
Município mantém 40 pacientes moradores nas residências terapêuticas,
onde recebem atendimento médico, psiquiátrico e participam de atividades
em oficinas de música, artesanato, poesia, corte e costura, entre outras
8 residências terapêuticas 40 pacientes psiquiátricos
custo individual de R$ 900,00 por mês.
Hospital Santa Teresa,
RIBEIRÃO PRETO
24 HS
Avenida Adelmo Perdizza , 495
Alto da Boa Vista
Unidade de Emergência HCFMRP
RIBEIRÃO PRETO
24 HS
Unidade de Atendimento de
Urgência UE-HCFMRP (9 leitos)
RIBEIRÃO PRETO
24 HS
Pisquiatria HCFMRP
Álcool Substância Psicoativa Consultoria Ambulatorial Esquizofrenia
Psicoterapia Breve
Psicoterapia de Grupo Breve Juvenil e Infantil
Doenças Infecciosas Geriatria
Grupo Medicação Atípica Hospital Dia Pós -Alta Internação Breve
Reabilitação Psicossocial Transtornos da Ansiedade Transtornos do Humor Transtornos Somatoformes
Enfermarias em Hospital Geral – 24 leitos)
Duas alas:
EPIB-8 leitos- Enfermaria de Psiquiatria de Internação Breve (EPIB), pacientes em crise aguda, mais de 12 anos, internação de curta duração em hospital geral até seu encaminhamento para outros serviços da rede pública de saúde mental ou alta hospitalar.
Ala A-16 leitos- Enfermaria de Psiquiatria (EPQU), pacientes maiores de 13 anos, psicóticos em crise aguda e/ou com sintomas psicóticos associados a doenças orgânicas
Em Ribeirão...
Leitos
• 1990 ...685 leitos/internações agudas na região.
• Atualmente ...são 158:
20 municípios e aprox. um milhão de pessoas = menos de um leito/10 mil habitantes
Itália, são 4,63/10 mil hab, Argentina: 6/10 mil habitantes, França:12/10 mil habitantes.
Fonte: Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto
UE-HC- 8 leitos de enfermaria psiquiátrica
CAPS III- 6 leitos
HCFMRP- (EPIB-8 leitos, Ala A-16 leitos)
H. Santa Tereza - 80 leitos agudos, 40 dependência química e (com
120 moradores).
INTERNAÇÕES***
1994 - média mensal internações psiquiátricas - 150 a 200
Atualmente ... 40 a 50
Período atual...
FORTALECIMENTO de uma
rede substitutiva de atenção
à saúde mental
x
Modelo médico, carcerário e
centrado na internação
hospitalar
- Modelo centrado na pessoa
- Ampliação dos serviços substitutivos comunitários + Desinstitucionalização
- Tratamento multiprofissional + Reabilitação Psicossocial
- Fiscalização
- Redução progressiva e programada
dos leitos psiquiátricos existentes- Criação de leitos em Hospitais Gerais
Papel da enfermagem
Refletir sobre a prática da integralidade e do cuidado como
valor
a partir da perspectiva do outro
.
Praticar a integralidade
compreendendo os itinerários
terapêuticos e as múltiplas dimensões que o compõem o
cuidado das pessoas
, onde as
necessidades em saúde e as
demandas dos usuários
são
compreendidas de forma
ampliada
a partir dos contextos onde elas tomam forma e
sentido, ou seja, de suas
situações de vida
.
Pensar o
apoio social
como
prática
de saúde