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DINÂMICA DO CUIDADO DE

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(1)

D

INÂMICA

DO

CUIDADO

DE

ENFERMAGEM

NA

RAPS

Profa. Lucilene Cardoso

Disciplina Cuidado Integral em Saúde Mental II

(2)

A C

OMPREENSÃO

SOCIAL

DA

Na Antiguidade:

"é uma loucura que é dádiva divina, fonte das

principais bênçãos concedidas ao homem.“

Platão

Na Idade Média (Séc. V a XV):

Manifestação demoníaca

Sacrifício e exorcismo

Quadro- “Nau dos loucos” – barcos e exclusão

Na Idade Moderna (Séc. XV até XVIII)

Transição, declínio Feudalismo, Reforma e Contrarreforma religiosa, Renascimento, Iluminismo, Mercantilismo, descoberta do continente... Loucura como DESRAZÃO e os loucos como improdutivos

“Marginalização da Loucura”

EXCLUSAO

- Início Asilamento- “Hospitais gerais”,

sem assistência médica, terapêutica

Loucos, libertinos e ladrões

(3)

F

inal Séc. XVIII até

século XX

Após a Revolução Francesa, Razão, ciências, capitalismo Profundas mudanças sociais e culturais

Phillippe Pinel (1745 — 1826) foi um médico francês, considerado por muitos o pai da

psiquiatria,

busca humanizar e dar sentido terapêutico aos hospitais gerais, os quais se encontravam em condições subumanas, promovendo a segregação (TENÓRIO,

2002).

Nasce a Psiquiatria e o Manicômio

... dias atuais...

Na idade contemporânea...

… estudo da hipnose, estudo das causas orgânicas das doenças psíquica, histologia, genética, neurologia, bioquímica e endocrinologia e outras ciências ...

Emil Kraepelin

moderna psiquiatria e genética psiquiátrica Classificação das doenças inicio sec XX co-descobridor do Mal de Alzheimer.

SEC XIX... Charcot, Meinert, Wernicke, Alzheirmer e Pick... neuropsiquiatria... Esquirol (alucinação, deficiência mental..) SEC XX.... PSICOLFARMCOLOGIA, tratamento multiprofissional , PESSOA ... neurodesenvolvimento

SEC XXI- Genética, fatores biopsicossociais, terapias somáticas, cognitivas, ocupacionais, cuidado humanizado, ... Sigmund Freud....

neurologista e criador da Psicanálise... hipnose , causas não orgânicas do adoecimento, inconsciente e psicologia

(4)

E

VOLUÇÃO

DOS

T

RATAMENTOS

Furos no crânio (sec. 5 a. C.)

Disciplina Total (sec. XVII)-

“razão separa os homens dos animais”

Dor –

bolhas crânio e genitálias com soda caustica

(sec. XVIII)

Indução de vômito (purgantes) (1715)

Sangria

(retirada de até 4/5 do corpo)

(1790)

Afogamento (1828)

Cirurgias ginecológicas (clitóris e útero) (1890)

Hidroterapia e choque térmico (1896)

Esterilização

(“conservação esperma no corpo”)

(1913)

Extração de dentes (1916)

Coma induzido/provocado insulina (1933)

Eletrochoque (1937)

(5)

L

OUCURA

NO

PÓS

GUERRA

(1945- ....)

Problemas e transformações mundo globalizado Mudanças históricas Direitos Humanos (Declaração Universal dos Direitos Humanos, ONU 1948)

Questionamento das práticas asilares com relação à loucura

PRIMEIROS MOVIMENTOS DE REFORMA PSIQUIÁTRICA

PSIQUIATRIA DE SETOR - França – Pós guerra - Tratar o doente dentro do

seu próprio meio social . Cada setor teria uma equipe técnica responsável pelo atendimento psiquiátrico da população, o acompanhamento de seus pacientes, inclusive durante as internações. Descentralização.

ANTIPSIQUIATRIA – Inglaterra - romper, no âmbito teórico, como o modelo

assistencial vigente, buscando destituir o valor do saber médico da explicação, compreensão e tratamento das doenças mentais. (década de 60 ....)

PSIQUIATRIA PREVENTIVA – EUA- A terapêutica das doenças mentais

lugar a um novo objeto: a saúde mental. Originada do cruzamento da psiquiatria de setor e da comunidade terapêutica. (anos 70)

(6)

R

EFORMA

PSIQUIÁTRICA

I

TALIANA

 Inicio da década de 1960;

Franco Basaglia (1924 -1980)

Psiquiatria Democrática - hospital

psiquiátrico um meio de segregação e institucionalização da loucura e do paciente psiquiátrico

 Humanização do manicômio de Gorizia-Italia;

 Melhorar condições de hospedaria e o cuidado

técnico aos internos

Primeiramente, transformou o hospital em uma comunidade terapêutica, e em

seguida, consciente das limitações, propôs devolver o doente mental à

sociedade, desarticulando o manicômio.

Basaglia

Formulou a "negação da psiquiatria"

como discurso e prática hegemônicos sobre a loucura.

Ele não pretendia acabar com a psiquiatria, mas considerava que apenas a psiquiatria não

era capaz de dar conta do fenômeno complexo que é a loucura

.

A loucura não se restringe apenas ao paciente e ao médico, ... vai para além da psiquiatria,

(7)

R

EFORMA

PSIQUIÁTRICA

I

TALIANA

BASAGLIA-1970- nomeado diretor do Hospital Provincial na cidade

de

TRIESTE

, iniciou o processo de fechamento daquele hospital

psiquiátrico.

Serviços de atenção comunitários , emergências psiquiátricas em hospital

geral, cooperativas de trabalho protegido, centros de convivência e moradias

assistidas (chamadas por ele de "grupos-apartamento") para os loucos.

1973- Organização Mundial de Saúde (OMS) credenciou o Serviço

Psiquiátrico de Trieste como principal referência mundial para uma

reformulação da assistência em saúde mental.

1976- Hospital psiquiátrico de Trieste foi fechado oficialmente,

1978- Foi aprovada na Itália a chamada "Lei 180", ou "Lei da Reforma

Psiquiátrica Italiana", também conhecida popularmente "Lei Basaglia".

Substituição tratamento hospitalar para uma

rede de atendimento na COMUNIDADE

Franco Basaglia esteve no Brasil (1979) realizando seminários e

conferências.

Suas ideias se constituíram em algumas das principais

influências para o movimento pela

(8)

HospitalPsiquiatrico

Juqueri (1989)

A

ASSISTÊNCIA

AO

DOENTE

(9)

Juquery- Fundado por Franco da

Rocha em 1898- 20 mil pacientes, 3.520 eram crianças

Mantem hoje 151 internos remanescentes

HOLOCAUSTO BRASILEIRO -

Manicômio de Barbacena - genocídio de pelo menos 60 mil pessoas entre 1903 e 1980.

(10)

ENFERMAGEM PSIQUIATRICA

Em 1952- HILDEGARD PEPLAU - livro

Interpersonal Relations in Nursing, (papel = professoras, lideres, substitutas dos pais e mesmo conselheiras);

 Especialização = papeis definidos (evolui do

cuidado físico para um papel de competência clinica, baseado em

TÉCNICAS INTERPESSOAIS E NO USO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM.

 Em 1952- livro “A new treatment method

in psychiatry”= participação do paciente no ambiente social (participante ativo);

 Década de 50 houve a descoberta e uso dos

antipsicóticos... melhores recursos terapêuticos, menos contenção fisica....;

Anos 60 (EUA) – foco deixa de ser a

doença mental e passa a ser a saúde mental;

Anos 70 – Enfermagem Psicossocial; “O ser

humano é um ser indivisível, ou seja, não pode ser entendido por meio de uma análise separada de suas diferentes partes”

Anos 90 – neurociências, cérebro, o

comportamento, a emoção e a cognição;

Ampliação do cuidado – especialização

com papel mais definido- cuidado Biopsicossocial, co-responsabilizado, técnicas e intervenções terapêuticas mais definidas, evidencias do impacto da assistência de enfermagem na resposta terapêuticas.

(11)

E

VOLUÇÃO

Pessoas

internadas

em

manicômios

“Cuidado”

carcerário

e

punitivo

Inexistentes ou escassas

praticas

terapêuticas,

tratamento moral

Ausência de treinamento e

conhecimentos consolidados

Desrespeito

a

direitos

humanos e dignidade da

pessoa

Pessoas internadas;

Internação parcial;

Cuidados residenciais;

Domiciliares; e

Ambulatoriais.

Cuidado integral, embasado pelo

relacionamento

interpessoal

e

atenção biopsicossocial

Praticas terapêuticas, tratamento

diversificado,

humanizado

e

articuladas à equipe multidisciplinar

Especialidade reconhecida e com

treinamento disponível

Respeito a direitos humanos e

(12)

T

RANSTORNOS

MENTAIS

...

Epidemiologia (OMS e MS):

3% pop geral sofre com transtornos mentais severos e persistentes;

6% pop geral apresenta transtornos psiquiátricos graves decorrentes do

uso de álcool e outras drogas;

21.3544 (3%)

42.790 (6%)

85.419 habitantes

População Ribeirão,

711 825/

aprox.*

Uma em cada 4 famílias será afetada por um transtorno mental

70 milhões apresentam dependência de álcool

10 - 20 milhões tentam suicídio

1 milhão comete suicídio

Segunda principal causa de morte em pessoas 15 a 29 anos

12% da população necessita de algum atendimento em saúde

mental, seja ele contínuo ou eventual

(13)

POLÍTICAS DE SAÚDE MENTAL NO BRASIL

1978- Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM) –

Movimento sanitário, associações de familiares, sindicalistas, associações profissionais e pessoas com longo histórico de internações psiquiátricas

Denúncia: violência dos manicômios, mercantilização da loucura, hegemonia rede privada de assistência e crítica coletiva ao modelo hospitalocêntrico.

1987- surgimento do primeiro CAPS no Brasil, na cidade de São Paulo;

Santos - Núcleos de Atenção Psicossocial (NAPS) que funcionavam 24 horas, sendo criadas cooperativas, residências para os egressos do hospital e associações. Experiência que passa a ser um marco no processo de Reforma Psiquiátrica brasileira.

1988- com a Constituição de 1988, é criado o SUS – Sistema Único de Saúde

1989-

dá entrada no Congresso Nacional o Projeto de Lei do deputado Paulo Delgado (PT/MG), que propõe a regulamentação dos direitos da pessoa com transtornos mentais e a extinção progressiva dos manicômios no país.

1992- NOVAS LEIS -

os movimentos sociais, inspirados pelo Projeto de Lei Paulo Delgado, conseguem aprovar em vários estados brasileiros as primeiras leis que determinam a substituição progressiva dos leitos psiquiátricos por uma rede integrada de atenção à saúde mental. Ao final deste período, o país tem em funcionamento 208 CAPS, mas cerca de 93% dos recursos do Ministério da Saúde para a Saúde Mental ainda são destinados aos hospitais psiquiátricos.

*** Conferência Nacional de Saúde Mental (1987, 1992, 2002, 2010, .

(14)

POLÍTICAS DE SAÚDE MENTAL NO BRASIL

2001- LEI No 10.216- ABRIL -

Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Privilegia serviços de base comunitária,

dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais, mas não institui mecanismos claros para a progressiva extinção dos manicômios.

Art. 2

o Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza,

a pessoa e

seus familiares ou responsáveis serão formalmente cientificados

dos direitos

enumerados neste artigo.

I - acesso ao melhor tratamento do SUS x suas necessidades;

II - Humanidade e respeito e no interesse EXCLUSIVO de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade;

III - ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração; IV - garantia de sigilo nas informações prestadas;

V - direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária;

VI - livre acesso aos meios de comunicação disponíveis;

VII - receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento;

VIII - ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis; IX - ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.

(15)

POLÍTICAS DE SAÚDE MENTAL NO BRASIL

2001- LEI No 10.216- ABRIL -

Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

Art. 4o A INTERNAÇÃO, EM QUALQUER DE SUAS MODALIDADES, SÓ SERÁ

INDICADA QUANDO OS RECURSOS EXTRA-HOSPITALARES SE MOSTRAREM INSUFICIENTES.

§ 1o O tratamento com finalidade permanente de promover a reinserção social do paciente em seu

meio.

§ 2o Internação deve oferecer assistência integral (serviços médicos, assistência social, psicológicos,

ocupacionais, de lazer, e outros).

§ 3o É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares e que não assegurem aos pacientes seus direitos

Art. 5

o

O paciente há longo tempo

hospitalizado ou grave dependência

institucional, será objeto de política

específica de alta planejada e

reabilitação psicossocial assistida,

sob responsabilidade da autoridade

sanitária competente e supervisão de

instância a ser definida pelo Poder

Executivo, assegurada a continuidade

do tratamento, quando necessário.

Art. 6o A internação psiquiátrica somente será

realizada mediante laudo médico

circunstanciado que caracterize os seus

motivos.

Tipos de internação psiquiátrica:

I - VOLUNTÁRIA: aquela que se dá com o

consentimento do usuário;

II - INVOLUNTÁRIA: aquela que se dá sem o

consentimento do usuário/a pedido de terceiro;

III - COMPULSÓRIA: aquela determinada pela

(16)

POLÍTICAS DE SAÚDE MENTAL NO BRASIL

2003- LEI No 10.708 - JULHO Institui o auxílio-reabilitação psicossocial para

pacientes acometidos de transtornos mentais egressos de internações.

2011- Portaria Nº 3.089, DEZEMBRO - Estabelece novo tipo de financiamento

dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)

2011- Portaria Nº 3.090, DEZEMBRO - Estabelece que os Serviços

Residenciais Terapêuticos (SRTs), sejam definidos em tipo I e II, destina recurso financeiro para incentivo e custeio dos SRTs, e dá outras providências.

2011- Portaria Nº 3.088, DEZEMBRO

– Institui a Rede de

Atenção Psicossocial para pessoas com

sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (PORTARIA Nº 3.588, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2017)

(17)

A POLITICA NACIONAL DE SAUDE MENTAL

E

A

REFORMA PSIQUIATRICA

Antes da

Reforma Psiquiátrica

1978

Cuidado Centrado na internação

em Hospital

Psiquiátrico/Manicômios:

Isolamento social;

Normatização dos sujeitos;

Lógica da Instituição total;

Violação dos direitos

humanos.

Exclusão e cárcere

Violência

Poucos recursos financeiros

e humanos

Desinformação

Falta de leis e normas

Depois da

Reforma Psiquiátrica até agora

 Cuidado centrado na pessoa e

suas necessidades biopicossociais

 Criação, ampliação e manutenção

de ampla rede de cuidado em saúde:

 Territorial;

 Complexidade do objeto de

cuidado;

 Ampliação das práticas e

saberes;

 Co-responsabilização pelo

cuidado.

 Repasse de recursos

 Efetivação dos direitos

 Superação do modelo

(18)

V

ANTAGENS

...

Reinserção social;

 Possibilidades de Reabilitação

Psicossocial;

 Redução dos prazos de internação

hospitalar;

 Redução da incidência de

rehospitalização;

 Redução dos custos do tratamento;

 Prevenção e redução de danos;

 Otimização da utilização dos leitos

hospitalares e serviços de saúde;

 Melhora da qualidade de vida do

paciente e da comunidade.

 Combate ao estigma e preconceitos

Rede comunitária:

ARTICULAR

RAS com os

serviços substitutivos e hospital psiquiátrico;

Atendimento clínico em regime de

atenção diária, evitando assim as internações em hospitais psiquiátricos;

Reinserção psicossocial, ações

intersetoriais na sociedade;

 Regular a porta de entrada da rede de

assistência em saúde mental na sua

área de atuação e dar suporte à

atenção à saúde mental na rede

básica, procurando preservar e

fortalecer os laços sociais do usuário em seu território.

Metas e

desafios

(19)

Arranjos

organizativos de

ações e serviços de

saúde, de diferentes

densidades

tecnológicas, que

integradas por meio

de sistemas de apoio

técnico, logístico e de

gestão, buscam

garantir a

integralidade do

cuidado

Objetivo: promover a integração sistêmica, de ações e serviços de saúde

com provisão de atenção contínua, integral, de qualidade, responsável e

humanizada, bem como incrementar o desempenho do Sistema, em

termos de

acesso, equidade, eficácia clínica e sanitária; e eficiência

econômica.

(20)

Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)

Componentes

e

Pontos de Atenção

Atenção Básica:

Atenção Psicossocial Especializada: Atenção de urgência e emergência:

Atenção Residencial de Caráter

Transitório:

Atenção Hospitalar:

Estratégias de Desinstitucionalização Reabilitação Psicossocial

Unidade Básica de Saúde; Equipes de Atenção Básica para Populações em Situações Específicas

CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL SAMU 192, Sala de Estabilização, Unidade de Pronto Atendimento, Pronto Socorro, Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial

Unidade de Acolhimento; Serviços de Atenção em Regime Residencial

SERVIÇO HOSPITALAR DE REFERÊNCIA Enfermaria Especializada;

Residências Terapêuticas; Programa de Volta para Casa

Empreendimentos solidários e cooperativas sociais

(21)

REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL- RAPS

Usuários Hospital Dia Núcle o SM Cooperativ a social Unidade De acolhimento UBS UBS UBS UBS UBS UBS CAPS I CAPS II CAPS III Residência Terapêutica CAPS AD III SAMU Adaptado MS

(22)

C

OMPOSIÇÃO

DE

UMA

REDE

DE

(23)

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA RAPS

Unidade

Básica de

Saúde “A”

CAPS I

CAPS AD

CAPS II

Unidade

Básica de

Saúde “B”

Leito em

Hospital

Geral

Unidade de

Emergência

CAPS i

Leito em

Hospital

Psiquiátrico

Residências

Terapêuticas

Cooperativas

sociais

CAPS III

ESF

ESF

Hospital dia

Consultórios de rua

(24)

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA RAPS

Unidade

Básica de

Saúde “A”

CAPS I

CAPS AD

CAPS II

Unidade

Básica de

Saúde “B”

Leito em

Hospital

Geral

Unidade de

Emergência

CAPS i

Leito em

Hospital

Psiquiátrico

Residências

Terapêuticas

Cooperativas

sociais

CAPS III

ESF

ESF

Consultórios de rua

Hospital dia

(25)

R

EDE

DE

A

TENÇÃO

EM

S

AÚDE

M

ENTAL

,

R

IBEIRÃO

P

RETO

(

PONTOS DE ATENÇÃO

):

 04 Centros de Atenção Psicossocial

(CAPS);

 01 Ambulatório de Saúde Mental;

 01 Hospital Dia;

 01 Unidade de Atendimento de Urgência;

 02 Enfermarias em Hospital Geral;

 01 Hospital Psiquiátrico;

 Residências Terapêuticas

 Demais serviços do SUS

CAPS II – (Centro); CAPS III- (região Oeste) e o CAPS AD II- (Toda a Cidade)

CAPS i- (Toda a Cidade)

Ambulatório Regional de Saúde Mental (ARSM);

(Região Sul, Leste e Norte)

Hospital Dia do HCFMRP/USP

Unidade de Atendimento de Urgência

UE-HCFMRP (9 leitos)

Enfermarias em Hospital Geral – Hospital das

Clínicas- (composta por 24 leitos)

Hospital Psiquiátrico Santa Tereza; 18 Residências Terapêuticas

(26)
(27)

CAPS II- DR Claudio Rodrigues de Carvalho Distrito CENTRAL população de 110.000

CAPS-AD

CAPS-i

CAPS III Distrito Oeste população de 170.000 Rua Pará

Ambulatório Regional de Saúde Mental

Dr. Guido Hetem Distrito Sul, Leste e Norte

(28)

Fluxo de Atendimento na Rede Saúde Mental

(local)

Usuários

ESF

UBS

Ambulatórios HC- FMRP CAPS II CAPS i CAPS AD ARSM

HOSP DIA

HOSP

SANTA TERESA

HC- FMRP **

EGRESSOS DE INTERANÇÕES PROLONGADAS UBDS ** Residências Terapêuticas

UE- FMRP **

Atenção Primária Nível ambulatorial Nível Hospitalar UPA ** CAPS III *

Fluxo para referência e encaminhamentos internação - quando for o caso

Fluxo para contra - referência e articulação rede

(29)

Ambulatório Regional de Saúde Mental

Dr. Guido Hetem

Distrito Sul

Distrito Leste

Distrito Norte

RUA VISCONDE DO RIO BRANCO, 943

CENTRO

(30)

CAPS – III

RIBEIRÃO PRETO

24 HS

(31)

CAPS – AD

RIBEIRÃO PRETO

24 HS

(32)

• Principal porta de entrada para avaliação e tratamento de

crianças e adolescentes usuários de álcool e outras drogas;

• Atendimento ambulatorial

• Oficinas terapêuticas

• Visitas domiciliares

• Equipe multiprofissional composta por psiquiatra,

psicólogos, enfermeiros, terapeuta ocupacional e assistentes

sociais.

CAPS i Luiz Carlos de Sousa

Avenida Dom Pedro I, 1997

Inicio das atividades em 2011, mantido

pela Secretaria Municipal de Saúde e

conta com cooperação da Fundação

Waldemar Barnsley Pessoa

(33)

Residências Terapêuticas

Município mantém 40 pacientes moradores nas residências terapêuticas,

onde recebem atendimento médico, psiquiátrico e participam de atividades

em oficinas de música, artesanato, poesia, corte e costura, entre outras

8 residências terapêuticas 40 pacientes psiquiátricos

custo individual de R$ 900,00 por mês.

(34)

Hospital Santa Teresa,

RIBEIRÃO PRETO

24 HS

Avenida Adelmo Perdizza , 495

Alto da Boa Vista

(35)
(36)

Unidade de Emergência HCFMRP

RIBEIRÃO PRETO

24 HS

Unidade de Atendimento de

Urgência UE-HCFMRP (9 leitos)

(37)

RIBEIRÃO PRETO

24 HS

Pisquiatria HCFMRP

Álcool Substância Psicoativa Consultoria Ambulatorial Esquizofrenia

Psicoterapia Breve

Psicoterapia de Grupo Breve Juvenil e Infantil

Doenças Infecciosas Geriatria

Grupo Medicação Atípica Hospital Dia Pós -Alta Internação Breve

Reabilitação Psicossocial Transtornos da Ansiedade Transtornos do Humor Transtornos Somatoformes

Enfermarias em Hospital Geral – 24 leitos)

Duas alas:

EPIB-8 leitos- Enfermaria de Psiquiatria de Internação Breve (EPIB), pacientes em crise aguda, mais de 12 anos, internação de curta duração em hospital geral até seu encaminhamento para outros serviços da rede pública de saúde mental ou alta hospitalar.

Ala A-16 leitos- Enfermaria de Psiquiatria (EPQU), pacientes maiores de 13 anos, psicóticos em crise aguda e/ou com sintomas psicóticos associados a doenças orgânicas

(38)

Em Ribeirão...

Leitos

• 1990 ...685 leitos/internações agudas na região.

• Atualmente ...são 158:

20 municípios e aprox. um milhão de pessoas = menos de um leito/10 mil habitantes

Itália, são 4,63/10 mil hab, Argentina: 6/10 mil habitantes, França:12/10 mil habitantes.

Fonte: Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto

UE-HC- 8 leitos de enfermaria psiquiátrica

CAPS III- 6 leitos

HCFMRP- (EPIB-8 leitos, Ala A-16 leitos)

H. Santa Tereza - 80 leitos agudos, 40 dependência química e (com

120 moradores).

INTERNAÇÕES***

1994 - média mensal internações psiquiátricas - 150 a 200

Atualmente ... 40 a 50

(39)

Período atual...

FORTALECIMENTO de uma

rede substitutiva de atenção

à saúde mental

x

Modelo médico, carcerário e

centrado na internação

hospitalar

- Modelo centrado na pessoa

- Ampliação dos serviços substitutivos comunitários + Desinstitucionalização

- Tratamento multiprofissional + Reabilitação Psicossocial

- Fiscalização

- Redução progressiva e programada

dos leitos psiquiátricos existentes

- Criação de leitos em Hospitais Gerais

(40)

Papel da enfermagem

 Refletir sobre a prática da integralidade e do cuidado como

valor

a partir da perspectiva do outro

.

 Praticar a integralidade

compreendendo os itinerários

terapêuticos e as múltiplas dimensões que o compõem o

cuidado das pessoas

, onde as

necessidades em saúde e as

demandas dos usuários

são

compreendidas de forma

ampliada

a partir dos contextos onde elas tomam forma e

sentido, ou seja, de suas

situações de vida

.

Pensar o

apoio social

como

prática

de saúde

Tornar possível a

inclusão

, a

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