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Academic year: 2021

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TÍTULO: ADOÇÃO TARDIA E SEU IMPACTO NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO: UM ESTUDO DE CASO.

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS ÁREA:

SUBÁREA: PSICOLOGIA SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: FACULDADES DE DRACENA INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): SUELLEN CAROLINE MEDEIROS DE SOUZA AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): ANDRÉA FRIZO DE CARVALHO BARBOSA ORIENTADOR(ES):

COLABORADOR(ES): FÁTIMA SIMONE SILVA PEREIRA CONSONI COLABORADOR(ES):

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RESUMO

A adoção é definida como um ato de inclusão da criança ou do adolescente em uma nova família, de forma definitiva e com vínculo jurídico com caráter de filiação. Adoção tardia é o termo utilizado para identificar adoções de crianças com mais de 24 meses. Na literatura, vários fatores estão descritos como impactantes no processo de desenvolvimento humano de crianças adotadas, tais como: a ruptura da relação com os pais, a permanência em abrigos e a privação de uma relação estável com uma pessoa específica e fixa. Sendo revelado por alguns estudos que, dentre as catástrofes provocadas pela adoção, aparece frequentemente a dificuldade para aprender. Este estudo foi desenvolvido como trabalho de conclusão de curso para obtenção do grau de psicólogo e teve como objetivos compreender as questões envolvidas na adoção tardia no processo de desenvolvimento humano e apresentar a vivência de uma criança adotada tardiamente, bem como de sua família ao se tornar família adotiva. Foi desenvolvido a partir de um levantamento bibliográfico sobre o tema e de informações coletadas no psicodiagnóstico e acompanhamento psicoterápico de um caso clinico. Através destes, a criança pode expressar suas dificuldades, angústias, problemas com a irmã, tudo o que a deixava triste e/ou feliz. Assim, a psicoterapia e alguns de seus métodos, mostraram-se recursos eficazes na identificação de pontos significativos a serem trabalhados, favorecendo o melhor desenvolvimento do adotado.

1. Introdução

A adoção representa, de modo geral, uma forma de proporcionar uma família às crianças que não podem, por algum motivo, ser criadas pelos pais que a geraram. Representa, ainda, a possibilidade de ter e criar filhos para pais que apresentam limitações biológicas ou que optam pelo cuidado de crianças com quem não possuem ligação genética. (LEVINZON, 2004)

A adoção é definida como um ato de inclusão da criança ou do adolescente em uma nova família, de forma definitiva e com vínculo jurídico com caráter de filiação. Para tanto, é necessária que seja decretada a perda do poder familiar, cuja referência é explicitada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, 1990), segundo o art. 24 (p. 15):

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“A perda e a suspensão do pátrio poder serão decretadas judicialmente, em procedimento contraditório, nos casos previstos na legislação civil, bem como na hipótese de descumprimento injustificado dos deveres e obrigações a que alude o art.22”.

Adoção não é apenas adotar quando a criança ainda é um bebê, como visto na maioria dos casos, mas em muitas situações há a adoção tardia. Segundo Patrocínio (2014):

Adoção tardia é o termo utilizado para identificar adoções de crianças com mais de 24 meses. A cada dia que passa a cultura de adoção modifica-se, antes apenas crianças de até dois anos de idade eram consideradas “adotáveis” e vistas como a preferência dos adotantes, hoje podemos perceber que os perfis solicitados começam a assumir uma nova forma.

Os conceitos dos adotantes quanto à adoção de crianças mais velhas, e que surgem como forma de justificar a preferência por bebês, relaciona-se, fundamentalmente, com a dificuldade na educação. Segundo as famílias adotivas, dificilmente uma criança adotada tardiamente aceitaria os padrões estabelecidos pelos pais, pois estariam com sua formação social iniciada. As pessoas, portanto, adotariam bebês para obterem uma melhor adaptação entre pais e filhos e uma adequada socialização, onde as crianças fossem capazes de atender aos anseios da família (HEBRAHIM, 2001 apud WEBER, 1996).

Quando falamos em adoção, uma das preocupações é a aprendizagem da criança e vivência no desenvolvimento escolar. Segundo De Pauli e Rosseti-Ferreira (2009):

Dentro de um contexto social em que o desenvolvimento acadêmico é considerado prioridade e que favorece a saúde mental da criança, os eventos familiares vivenciados por adotivos são vistos como determinantes de seu insucesso, já que sua história pretérita traz, muitas vezes, um conjunto de acontecimentos que, segundo a ciência psicopedagógica, justificam essa problemática.

A criança adotiva pode ter em seu histórico de vida um ou mais episódios de abandono e/ou separação. Pode ainda passar por vivências estressantes, ter ou não sofrido violência. Isso é incontestável. O que parece discutível é o fato de esses

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acontecimentos serem agentes causadores de uma série infindável de catástrofes em seu desenvolvimento, dentre eles a “dificuldade para aprender” (DE PAULI e ROSSETI-FERREIRA, 2009).

Para compreender de uma forma geral todo o processo de construção das “dificuldades de aprendizagem” em crianças adotivas, devemos entender melhor sobre a construção desse “sintoma”. Segundo De Pauli e Rosseti-Ferreira (2009):

Devemos ampliar o foco de atenção para os diversos componentes presentes nas relações estabelecidas entre a criança e sua aprendizagem. Deslocando o foco de atenção da criança para o conjunto de interações estabelecidas, para o processo desconstituição das dificuldades de aprendizagem, é possível entender que estas são construídas nas e por essas interações, de acordo com as posições em que a criança “é colocada” e “se coloca”. Nesse sentido, o fato de ter sido dada à adoção passa a ser só uma situação em meio às muitas outras vividas, e perde esse caráter de ser de fundamental importância para a construção das “dificuldades de aprendizagem”. E isso muda o sentido, retroage e permite a reconstrução de muitas histórias de aprendizes adotivos.

Portanto, o impacto causado pela adoção no processo de desenvolvimento humano, está ligado a vários fatores, como, por exemplo, a ruptura da relação com os pais, a permanência em abrigos e a privação de uma relação estável com uma pessoa específica e fixa, como fatores de risco, prejudiciais ao desenvolvimento.. Segundo De Pauli e Rosseti-Ferreira (2009):

Se em adoção, as experiências de privação e negligência familiares são definidas como fatores de risco ao desenvolvimento, também o fracasso escolar tem sido considerado como uma ocorrência social debilitadora, com possibilidade de levar ao sofrimento e reduzir a capacidade do indivíduo de enfrentar as adversidades posteriores. 2. Objetivos

A pesquisa teve como objetivos compreender as questões envolvidas na adoção tardia no processo de desenvolvimento humano e apresentar a vivência de uma criança adotada tardiamente, bem como de sua família ao se tornar família adotiva.

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3. Metodologia

O trabalho foi desenvolvido a partir de um levantamento bibliográfico sobre o tema e de informações coletadas no psicodiagnóstico e no processo psicoterápico de um caso clinico.

4. Desenvolvimento

O estudo de caso foi desenvolvido com uma criança de 8 anos, adotada aos 4 anos, que atualmente apresenta dificuldades na aprendizagem e adaptação ao ambiente em que vive e que procurou a Clínica-Escola de Psicologia das Faculdades de Dracena em busca de avaliação e acompanhamento. Os pais aceitaram a participação neste projeto e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Para o psicodiagnóstico foram utilizados: entrevistas, a aplicação dos testes de inteligência e personalidade (R-2 e H.T.P) e sessões lúdicas. Para o acompanhamento da criança foi oferecida uma sessão semanal, de 50 minutos, com referencial cognitivo-comportamental, e todos os relatos foram registrados por escrito para posterior análise dos resultados.

Além dos resultados do psicodiagnóstico e relatos escritos das sessões da criança, foram usados como recursos para coleta de informações outras entrevistas realizadas com a família e desenhos feitos pela criança.

Na descrição do caso a criança receberá o nome fictício de Ana, e sua mãe adotiva de Berenice.

5. Resultados

O caso estudado para o desenvolvimento deste trabalho é um caso de adoção tardia, de uma criança de 8 anos adotada desde os seus 4 anos, juntamente com sua irmã mais nova de 7 anos, adotada aos 3 anos.

Ana é a quinta filha de 6 irmãos (um de cada pai), vinda de uma família biológica conturbada. Ela e seus irmãos foram tirados de seus pais biológicos pela assistência social da cidade onde moravam em situação precária. No início a guarda das 6 crianças foi passada para os avós maternos, sendo curta essa vivência, pois logo foram para a ‘Casa do menor’, instituição de abrigo para crianças. A irmã mais velha passou após um tempo a morar com a tia materna, Ana e sua irmã mais nova foram

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adotadas pela mesma família, e os demais irmãos adotados por outra família, não tendo contato mais uns com os outros.

Ana teve uma ótima adaptação à nova família, que tem uma filha biológica de 17

anos, mas começou a apresentar comportamentos ‘estranhos’, segundo relato de

Berenice. Berenice relatou na anamnese que a filha apresenta comportamento de adulto, se preocupando muito com limpeza e organização de casa e de seus objetos pessoais, falando com a irmã mais nova com autoridade, como se fosse a mãe dela. A família adotiva é diferente da biológica em vários aspectos, seja a preocupação que tem perante os filhos e a demonstração da mesma, assim como o carinho e o amor; a religião (pois a família anterior não seguia nenhuma doutrina, já a adotiva, tem uma doutrina rígida). A criança em varias vezes na psicoterapia verbaliza essas mudanças, como a proibição que a família adotiva coloca perante o uso da televisão, jogos, entre outros. Apresenta angustia ao falar sobre a família passada, porem consegue em poucas palavras descrever que a vida que ela tinha antes, era triste. Ao falar de sua família biológica, sempre coloca os irmãos como prioridade, dizendo que não se lembra da mãe, apenas do pai que acabou sendo preso, dizendo que se lembra da cena do momento em que ele foi levado preso. Ana lembra os nomes dos irmãos, e sempre os descreve com muito amor, carinho, e demonstra muita saudade (FIG1). Berenice diz não saber onde estão os seus irmãos.

FIG 1: a criança traz traços tristes de sua família biológica, onde desenha seus irmãos, sua mãe, e seu pai. A criança relatou que presenciou a prisão do pai e no desenho feito pela mesma, o pai é desenhado todo de preto, e em seguida ela o pintou, em forma de querer esconder a imagem.

A criança sempre disse que queria esquecer o que viveu até seus 4 anos de idade, pois foram momentos tristes e que não deveriam ser lembrados. Berenice relatou que logo que adotaram as meninas, Ana não aceitava ser chamada pelo nome de nascimento, pedindo aos pais a mudança de seu nome, dizendo que era um nome que ela gostaria de ter, que fizesse com que ela fosse uma nova criança, e

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não aquela nascida naquela família em que ela foi tirada. Os pais aceitaram a decisão da filha, e logo conseguiram mudar o nome, assim como da irmã mais nova. Com todos os acontecimentos e mudanças, Ana começou a apresentar dificuldades na aprendizagem, repetindo um ano letivo, e se sentindo incapaz de aprender (FIG2). A mãe relata que a filha ao começar um dever escolar, logo desiste dizendo que não adianta, pois não conseguirá aprender como sua irmã mais nova, o que é visto pela mãe como uma atitude de ciúmes, um desejo de ter mais atenção.

FIG2: A criança através do desenho demonstrou a sua tristeza perante a dificuldade que tem em aprender, e se compara com outra criança de sua escola, que com a mesma idade, e na mesma sala de aula, consegue fazer as tarefas escolares sozinha, sabe ler e escrever.

Ana criou um vinculo grande com Berenice, gosta de estar onde a mãe está, e se preocupa com a mesma em grande intensidade, e não é apegada ao pai. Berenice descobriu que estava com um tumor na cabeça, tendo que passar por cirurgia e tratamento de saúde, relatou que ao contar para as filhas, ambas ficaram abaladas, mas em especial Ana, que começou a se apegar mais à mãe, não querendo se afastar, dizendo sentir medo da mãe sair e não voltar (FIG3).

A mãe passou por cirurgia e Ana ficou aos cuidados da irmã mais velha, filha biológica do casal. Quando Berenice voltou à sua casa, Ana foi ao seu encontro com muita saudade e muito amor, dizendo que era o dia mais feliz de sua vida.

Ana, ao longo do acompanhamento psicoterápico, vem relatando que não tem vontade de mudar nada em sua vida atual, pois gosta de sua família e sente-se feliz (FIG4).

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FIG3: a criança demonstra tristeza e preocupação perante a doença de sua mãe adotiva.

FIG4: a criança diz que a vida antes era triste, e hoje ela vive feliz, pois tem uma família que lhe oferece carinho e amor, e que tem um nome novo, fazendo dela assim, uma nova criança.

Através do lúdico e desenhos, a criança vem podendo verbalizar suas dificuldades e angústias, problemas com a irmã, tudo o que a deixa triste e/ou feliz. 6. Discussão

O caso de Ana veio cheio de informações a serem trabalhadas, desenvolvidas e compreendidas, dentre elas, a solicitação da criança para a mudança de seu nome, pedida aos pais logo após a adoção ser concretizada.

O pedido de mudança de nome vem como forma de ‘apagar’ o passado, assim como relatado pela criança durante o psicodiagnóstico e psicoterapia, a vontade surgiu, pois sua vivência passada era triste, não gostando de lembrar e mudar de nome seria como estar mudando por completo sua vida. Segundo o Art. 47 do Estatuto da Criança e do Adolescente:

§ 5º A sentença conferirá ao adotado o nome do adotante e, a pedido de qualquer deles, poderá determinar a modificação do prenome.(p 23) A criança ou o adolescente podem estar solicitando a mudança do nome a qualquer momento caso não estejam se identificando com os nomes vindos da família anterior, seja o motivo que for, que seja para o bem estar dos mesmos, não mudando apenas o sobrenome, mas o prenome, recebidos ao nascimento.

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O passado da criança que chega à adoção, quer nas famílias biológicas, quer no acolhimento, deixa marcas na vida dela que levam a que tenha necessidades específicas - necessidades relacionadas com o passado (privação, adversidade e separação); relacionadas com a vinculação, adaptação e integração; e relacionadas com a identidade adotiva.

Outra questão que se destaca, é a dificuldade de aprendizagem da criança. Quando se trata de dificuldade de aprendizagem, vários fatores podem estar relacionados. Estas crianças enfrentam problemas não apenas em aprender, mas vários outros bloqueios que surgem ao decorrer de sua experiência escolar. Segundo Pitombo (2005):

A criança e o jovem adotivo apresentam, em geral, comportamentos de: distanciamento com o objeto do conhecimento, alheamento acompanhados de fantasias, dificuldade em enfrentar os desafios do aprender, pouco desejo para conhecer. Através desses parecem indicar a necessidade de se assegurarem com regularidade do vínculo com o outro, seja professor ou seus pais adotivos para explicitar o conhecimento.

Com relação a estas dificuldades de aprendizagem, pode-se ver como alternativa para melhor desenvolvimento da mesma, algumas estratégias cognitivas. (Perassinoto e Boruchovith e Bzuneck 2013, apud GARNER e ALEXANDER, 1989; DEMBO, 1984):

As estratégias cognitivas como comportamentos e pensamentos que influenciam o processo de aprendizagem, de forma que a informação possa ser recuperada mais eficientemente da memória, sempre que necessário. As estratégias de ensaio, elaboração e organização do conhecimento são exemplos de estratégias cognitivas. O ensaio consiste na repetição e no repasse da informação por parte do estudante, e a elaboração possibilita que o aprendiz estabeleça relações entre um conteúdo novo e os conhecimentos que já possui. Já a organização é a atividade pela qual o aluno identifica as ideias principais do novo conteúdo e estabelece ligações entre suas diversas partes.

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Assim como a dificuldade na aprendizagem, o caso vem mostrando a mudança de comportamento causado pelo abandono e mudança de família. Importante ressaltar, que a criança desenvolveu um comportamento de maioridade em seu novo lar, em sua nova vivência, decorrente do papel que a mesma teve que assumir ao morar em um lar infantil com seus irmãos. No decorrer dos atendimentos pôde ser notado que o seu comportamento é um comportamento repetitivo, vindo da aprendizagem que a mesma teve para se manter no lar onde viveu por um ano, onde tinha que: arrumar a própria cama, arrumar seus próprios brinquedos, se pentear, se arrumar, e além de fazer tudo para si, também fazia para seus irmãos, que para ela, eram de sua responsabilidade pelo vinculo que ambos tinham.

O uso do lúdico foi de grande importância para o desenvolvimento da psicoterapia, segundo Affonso (2012):

O ludodiagnóstico trata-se de um instrumento que requer treino e habilidade para sua aplicação. Embora a técnica consista na utilização da brincadeira infantil, o objetivo não é brincar com a criança, e sim permitir que ela expresse através dos brinquedos as dificuldades que porventura esteja enfrentando, requerendo habilidade do profissional. (p. 65)

Da mesma maneira, o uso do desenho foi importante durante todo o processo psicoterapêutico com a criança, através dos desenhos pôde-se perceber as dificuldades e angústias trazidas pela criança. Segundo Barbosa e Machado e Costa e Silva e Peron (2012):

A familiaridade do desenho faz com que a criança entre na tarefa de forma livre e não defensiva, colocando no papel o que realmente flui no seu interior. O uso de desenhos em pesquisas com crianças permite a expressão clara e aprofundada de características sensíveis de sua

personalidade, perturbações emocionais e outros conteúdos

significativos para a criança. O desenho, assim, representa e explícita por uma forma não verbal, a maneira como a criança vê o mundo. Através dos desenhos a criança tem a liberdade de desenhar aquilo que quer mais livre, em comparação com uma conversa com o terapeuta, e assim, expressa os mais sigilosos sentimentos.

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7. Considerações Finais

Este trabalho teve grande importância para a compreensão de algumas questões envolvidas na adoção tardia e do seu impacto no processo de desenvolvimento humano.

Além disso, o desenvolvimento do estudo e revisão da literatura sobre o tema possibilitou o reconhecimento e validação da psicoterapia e de alguns de seus métodos, como recursos eficazes para identificar pontos significativos a serem trabalhados, favorecendo o melhor desenvolvimento do adotado.

8. Referências Bibliográficas

AFFONSO, Rosa Maria Lopes. Ludodiagnóstico: Investigação clínica através do brinquedo, 2012.

BARBOSA, Poliana Gonçalves; MACHADO, Letícia Palhares; COSTA, Aline Luciana; SILVA, Carolina Hirsh; PERON, Suellen Ibrahim. A clínica com crianças sobre o olhar da psicoterapia sistêmica, 2012.

CRUZ, Maria Antonia Rio Fernandes Barbosa. A Adoção de Crianças Mais Velhas: Espera, Transição, Adaptação e Integração, 2013.

DE PAULI, Sueli Cristina; ROSSETTI-FERREIRA, Maria Clotilde. Construção das dificuldades de aprendizagem em crianças adotadas, 2009.

DO PATROCÍNIO, Bruna Pimenta. Adoção Tardia: Estudo bibliográfico sobre a expectativa da adoção, 2014.

EBRAHIM, Surama Gusmão. Adoção Tardia: Altruísmo, Maturidade e Estabilidade Emocional, 2001.

Estatuto da Criança e do Adolescente. 9ª edição, 2012.

FRANCO, Maria Helena Pereira; MAZORRA, Luciana. Criança e luto: vivências fantasmáticas diante da morte do genitor. 2007

LEVINZON, Gina Khafif. Adoção, 2004.

PERASSINOTO, Maria Gislaine Marques; BORUCHOVITCH, Evely; BZUNECK, José Aloyseo. Estratégias de aprendizagem e motivação para aprender de alunos do Ensino Fundamental, 2013.

Referências

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