06/02/21
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IFPE - Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia
Campus de Afogados da
Ingazeira– PE
Curso Técnico em Agroindústria
AMOSTRAGEM DE GRÃOS
INTRODUÇÃO
TIPO DE AMOSTRAGEM
- Amostragem de cargas em sacarias
- Amostragem de cargas a granel
- Amostragem em transportadores EQUIPAMENTOS
- Caladores “Triers”
- Amostradores para caminhões e vagões graneleiros
- Amostradores para unidades armazenadoras a granel
- Divisor de amostras
FORMAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS AMOSTRAS IDENTIFICAÇÃO DAS AMOSTRAS
ÍNDICE
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A avaliação e a apresentação de uma resposta correta a
cerca de problemas que envolvem análises laboratoriais da qualidade de grãos baseiam-se nas seguintes atividades: preparação da amostra para análise, metodologia laboratorial apropriada ou segundo padrões oficiais, apresentação e interpretação de resultados, quando for o caso, e retirada de amostras representativas do lote a ser analisado.
Amostras coletadas incorretamente promoverão
distorções de dados e, muitas vezes, conseqüências desastrosas. Mesmo quando os métodos de análises e classificação são utilizados corretamente, o uso de amostras tendenciosas invalidará todas as outras operações.
INTRODUÇÃO
PRÓXIMO
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Por exemplo, para determinar a umidade de um lote de
grãos, toma-se uma amostra que represente o lote, visto não ser possível fazer a determinação de todo o conjunto.
Assim, a técnica de amostragem visa conseguir,
sempre que possível, uma quantidade do material que, embora pequena, possua todas as características médias do conjunto.
Na determinação do teor de umidade de uma carga em
sacaria, se a amostra for tirada somente de um saco, na parte superior dessa carga, possivelmente ela não será representativa, pois poderá estar influenciada pela chuva, por ventos úmidos ou secos etc.
INTRODUÇÃO
PRÓXIMO
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Portanto, quanto maior a influência do meio
de transporte, da distância transportada, do
tipo de embalagem, da origem do produto e
do meio ambiente, mais apurados devem
ser os critérios de retirada de amostras.
Em geral, os manuais oficiais fornecem os
critérios mínimos, e nada impede que
critérios extras, no sentido de melhorar a
representatividade das amostras, sejam
adotados.
INTRODUÇÃO
PRÓXIMO
Geralmente a comercialização de grãos é feita de
três maneiras distintas, segundo os sistemas de
transportes e embalagens; para isso, deve-se
estabelecer o método de retirada de amostras.
TIPO DE
AMOSTRAGEM
PRÓXIMO
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Amostragem de cargas em
sacaria
No caso de amostragem de cargas em sacaria, recomenda-se retirar amostras de pelo menos 10% dos sacos escolhidos ao acaso, sempre representando a expressão média de cada lote e numa porção mínima de 30 gramas em cada saco.
Caso o número de sacos seja inferior a 20, todos os sacos
devem ser amostrados.
Caso a amostragem seja feita em lotes de sacaria, como no
caso do produto armazenado, deve-se seguir a Tabela abaixo.
PRÓXIMO
N a N a N a
362-400 20 2402-2500 50 6242-6400 80 842-900 30 3482-3600 60 7922-8100 90 1522-1600 40 4762-4900 70 9802-10000 100 a = número de sacos a serem amostrados.
N = número de sacos por lote
Amostragem de cargas em
sacaria
Em vagões ou caminhões, dependendo
do
tamanho,
devem-se
retirar,
aleatoriamente, no mínimo cinco amostras
em diferentes pontos, podendo ser retiradas
duas em cada extremidade e uma no centro,
usando um coletor de amostras próprio para
o material a granel.
PRÓXIMO
FIGURA
Amostragem de cargas a granel
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FIGURA
VOLTAR
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Existem diversos tipos de coletores para serem usados
durante a descarga, nos transportadores (correia, roscas transportadoras, elevadores e transportadores por gravidade) que periodicamente retiram uma amostra do material em movimento.
O período ou intervalo de coleta é determinado em função
do tamanho da amostra.
Para transportadores de correias e transportadores por
gravidade, o mais simples seria um pequeno caneco ou um amostrador por sucção, que, em períodos determinados, retiraria uma amostra do produto.
Para amostragem em parafusos-sem-fim, um alçapão,
adaptado na parte inferior da tubulação ou calha, abriria a intervalos regulares, permitindo a retirada de pequenas quantidades do produto.
PRÓXIMO
Amostragem em transportadores
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Para a retirada de amostras de grãos são
utilizados os seguinte equipamentos:
Caladores;
Amostradores
para
caminhões
e
vagões
graneleiros;
Amostradores para unidades armazenadoras a
granel; e
Divisor de amostras.
PRÓXIMO
EQUIPAMENTOS
VÍDEO
índice06/02/21 12
EQUIPAMENTOS PARA
AMOSTRAGEM
VOLTAR
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Os caladores são inseridos na sacaria para
retirar as amostras. Há dois tipos principais e
com diferentes tamanhos, podendo ser de corpo
único ou com corpo de dupla tubulação (ver
Figura).
PRÓXIMO
FIGURA
Caladores “Triers”
Caladores para sacaria
VOLTAR
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Para
vagões
ou
caminhões
existe
um
amostrador com dupla tubulação e orifícios ao
longo do coletor de amostras; a tubulação
interna gira, ora abrindo, ora fechando as
aberturas externas.
Encontra-se no mercado amostradores de até 3
m de comprimento, com diâmetro próximo de 4
cm e dotado de pontas, para facilitar a
introdução na massa de grãos.
PRÓXIMO
Em alguns casos, a tubulação interna é
segmentada, com a finalidade de retirar amostras
em várias profundidades da carga;
Outra característica que pode ser encontrada
neste amostrador é a adaptação em forma de um
"T" na extremidade superior e um helicóide na
ponta, facilitando a introdução na massa de grãos
pela torção, à semelhança de um parafuso;
A Figura a seguir detalha este tipo de
equipamento;
PRÓXIMO
FIGURA
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Amostradores para caminhões e vagões
graneleiros
VOLTAR
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Neste caso, o principal tipo de amostrador consta de um cilindro
metálico, cuja capacidade varia de 125 a 254 g, dotado de uma ponta na extremidade inferior, para facilitar a introdução na massa de grãos; na extremidade superior é acoplada uma peça com rosca para encaixe de extensões, para diferentes profundidades de amostragem.
Durante a introdução do coletor na massa de grãos, o cilindro
permanece fechado. Atingida a profundidade desejada, um pequeno movimento em sentido contrário provoca a abertura do cilindro, possibilitando, assim, a coleta da amostra. Como a peça acoplada à extensão é presa ao cilindro por um elo metálico, pode-se retirá-lo com a amostra desejada (ver Figura).
Dependendo do teor de umidade dos grãos, é possível coletar
amostras com até 8 m de profundidade. À medida que aumenta a altura da camada de grãos, aumenta também a dificuldade de amostragem. Para facilitar a operação, as extensões medem cerca de 90 cm de comprimento e possuem roscas nas extremidades.
PRÓXIMO
FIGURA
Amostradores para unidades
armazenadoras a granel
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AMOSTRADOR PARA SILOS
VOLTAR
Alguns tipos de amostradores possuem termômetros
acoplados que permitem, também, verificar a temperatura da massa de grãos nos pontos amostrados.
Alguns tipos de amostradores utilizam princípios
pneumáticos (por sucção) para coleta de amostras a diferentes profundidades (ver Figuras).
Para retirar uma amostra média a diferentes alturas de
um mesmo lugar, não é necessária a introdução repetida do coletor, pois, ao introduzi-lo uma única vez na massa de grãos, as amostras podem ser coletadas a diferentes profundidades.
Os amostradores pneumáticos são muito criticados, por
aspirarem grande quantidade de impurezas, mascarando, assim, a avaliação da amostra.
PRÓXIMO
FIGURA
Amostradores para unidades
armazenadoras a granel
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AMOSTRADORES PARA
CAMINHÕES
VOLTAR
Amostrador pneumático manual e com extensoresAmostrador pneumático com introdução hidráulica
Quando o tamanho da amostra é relativamente
grande, retiram-se amostras da amostra, sendo para isso necessário que a original seja homogênea.
Para tal, empregam-se divisores que, além de
dividirem a amostra principal em metades,
promovem também a homogeneização do material.
O uso do divisor de amostras é recomendado antes
que sejam efetuadas quaisquer determinações de umidade ou outro tipo de análise.
PRÓXIMO
Divisor de amostras
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O tipo mais comum é o divisor "Boerner" (ver Figura),
que movimenta os grãos por gravidade.
É um equipamento portátil, composto por uma
moega cônica, receptora de grãos, com capacidade variável e dotada de uma válvula para controlar o fluxo de grãos.
Esta moega comunica-se com um cone de expansão,
onde os grãos são uniformemente distribuídos por uma série de células radiais, que dividem a amostra em partes iguais e as depositam em dois recipientes na base do divisor.
PRÓXIMO
FIGURA
Divisor de amostras
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Divisor de Amostras
VOLTAR
Divisor e homogeneizador de amostra “Boerner” índice06/02/21 25
A amostra usada para a determinação da qualidade comercial deve refletir fielmente todo o lote amostrado. Para isso, é necessário que a amostra a ser analisada seja adequada, bem embalada e conservada corretamente. As amostras classificam-se em:
1. Amostra simples: é cada pequena porção de grãos retirados por
um amostrador, em diferentes pontos da carga.
2. Amostra composta: é formada pela combinação de todas as
amostras simples retiradas do lote. Por ser normalmente maior que o exigido para análise, a amostra composta deve ser subdividida.
3. Amostra média: é aquela que chega ao laboratório em
quantidade suficiente para as diferentes análises.
4. Amostra de trabalho: proveniente da redução da amostra
média é usada em cada teste a ser realizado.
5. Amostra subjetiva: é utilizada para quando o material estiver
sob suspeita.
PRÓXIMO
FORMAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS
AMOSTRAS
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Primeiramente, devem ser utilizadas embalagens que
garantam uma identificação segura e conservação perfeita das amostras. As embalagens podem ou não ser herméticas, dependendo do tipo de análise a ser feita. Por exemplo, se a amostra for usada na determinação da umidade, ela deverá ser acondicionada em embalagem impermeável.
As embalagens devem possuir etiquetas de identificação,
onde constem, no mínimo, as seguintes anotações:
1. Amostra: 2. Identificação do lote: 3. Número: 4. Quantidade: 5. Natureza: 6. Acondicionamento:
7. Nome do proprietário do lote:
8. Responsável:
9. Data: