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Apostila _Contabilidade e Custos_ Walter Saraiva _ 2012

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UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO – UNINOVE

DIRETORIA DOS CURSOS DE INFORMÁTICA

CURSO de Sistema de Informação

APOSTILA

Contabilidade e Custos

PROF. WALTER SARAIVA LOPES

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APRESENTAÇÃO

Sejam bem vindos à disciplina de Contabilidade e Custos para Sistemas de Informação! Esta disciplina tem por objetivo capacitar o aluno a compreender e poder atuar em aspectos relacionados a custos utilizando sistemas de informações. Permitir contextualizar custos com destaque para o enfoque sistêmico e registros contábeis das operações que envolvem os componentes dos custos.

Apostila que você tem em mãos servirá como apoio à disciplina, tendo a finalidade de apresentar resumidamente as bases teórico-conceituais necessários à compreensão dos tópicos que serão discutidos em sala de aula.

• Ementa – Noções de Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido. Despesas e Receitas. O Método das Partidas Dobradas. Balancete e variações do patrimônio. Classificações e nomenclaturas de custos. O esquema básico da Contabilidade de Custos. Custos para a valoração de estoques e apuração do resultado. Controle de custos e administração financeira. Conceito de empreendedorismo. O empreendedor nas organizações. Iniciativa e liderança. Iniciativa e continuidade.

Para tanto, se divide em 03 (três) partes: • Noções de Contabilidade e Custos • Atividades de Pesquisas

• Exercícios em Sala e Extra Sala (complementar)

Por fim, é importante ressaltar que este material foi elaborado com base em textos extraídos e compilados de diversas fontes, as quais são referenciadas ao fim de cada aula. Desta forma, as ideias e conceitos aqui discutidos não são de autoria do professor da disciplina, tendo sido preservado, em sua totalidade, o conteúdo da versão original das obras consultadas. As Bibliografias recomentadas para a disciplina, são:

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 9ª. Ed. São Paulo, Atlas, 2009.

CREPALDI, Sílvio Aparecido. Curso básico de contabilidade de custos. São Paulo, Atlas, 2002. RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade Básica Fácil. São Paulo, Saraiva, 2010.

SHANK, John K., Govindarajan, Vijay. A Revolução dos custos. 10ª. Ed. Rio de Janeiro, Campus, 1997.

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BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

MEGLIORINI, Evandir. Custos: análise e gestão. 2ª. Ed. São Paulo, PearsonPrentice Hall, 2010

LEONE, George Sebastião Guerra. Custos: um enfoque administrativo. 14ª. Ed. Rio de Janeiro, Editora FGV, 2001.

LEONE, George Guerra. Custos: planejamento, implantação e controle. 3a. Ed. São Paulo, Atlas, 2000.

NAKAGAWA, Massayuki. Gestão estratégica de custos: conceito sistemas e implementação. São Paulo, Atlas, 2000.

Bons Estudos!!! Estudem!!! Estudem!!! Estudem!!!

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1 INTRODUÇÃO

A Contabilidade é um dos conhecimentos mais antigos e não surgiu em função de qualquer tipo de legislação fiscal ou societária, nem embasada em princípios filosóficos, ou em regras estipuladas por terceiros, mas pela necessidade prática do próprio gestor do patrimônio, normalmente seu proprietário, preocupado em elaborar um instrumento que lhe permitisse, entre outros benefícios, conhecer, controlar, medir resultados, obter informações sobre produtos mais rentáveis, fixar preços e analisar a evolução de seu patrimônio. Esse gestor passou a criar rudimentos de escrituração que atendessem a tais necessidades.

Muitas tentativas foram sendo elaboradas, ao longo dos séculos, até que o método das partidas dobradas (que consiste no princípio de que para todo débito em uma conta, existe simultaneamente um crédito, da mesma maneira que a soma do débito será igual à soma do crédito, assim como a soma dos saldos devedores será igual à soma dos saldos credores) mostrou-se o mais adequado, produzindo informações úteis e capazes de atender a todas as necessidades dos usuários para gerir o patrimônio.

A Contabilidade, entretanto, vai atingir a sua maturidade entre o século XIII a XVI d.C. (comércio com as Índias, burguesia, renascimento, mercantilismo, etc.), consolidando-se pelo trabalho elaborado pelo frade franciscano, Frei Luca Pacioli, que publicou na Itália, em 1494, um tratado sobre Contabilidade que ainda hoje é de grande utilidade no meio contábil (método das partidas dobradas) muito comum na contabilidade.

Com a formação de grandes empresas, a Contabilidade passou a interessar a grupos cada vez maiores de indivíduos: acionistas, financiadores, banqueiros, fornecedores, órgãos públicos, empregados, além da sociedade em geral, pois a vitalidade das empresas tornou-se assunto de relevante interesse social.

Assim, pode-se dizer que a Contabilidade surgiu ou foi criada em função de sua característica utilitária, de sua capacidade de responder a dúvidas e de atender as necessidades de seus usuários. Conjunto este de características que não só foi eficiente para o surgimento da Contabilidade como também para sua própria evolução.

A Contabilidade formatou-se em concordância com o ambiente no qual opera. Como as nações têm histórias, valores, e sistemas políticos diferentes, ela também tem padrões diferentes de desenvolvimento financeiro-contábil. A Contabilidade no Brasil não é como a de outros países. De fato, o que se observa é a diversidade, pois os sistemas e métodos contábeis diferem muito em cada país devido, principalmente, sua cultura e ao seu desenvolvimento econômico (o desenvolvimento

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5 de cada ciência está intimamente ligado ao desenvolvimento econômico de uma nação), mas com as Formas Internacional da Contabilidade passará ter padronização na contabilidade mundial e levando em consideração as legislações de cada país.

Esta diversidade é uma pequena parte da variedade de ambientes empresariais ao redor do mundo e a Contabilidade tem se mostrado sensitiva ao ambiente no qual opera. É interessante notar, também, que quando o ambiente empresarial dos países é similar, seus sistemas financeiro-contábeis também tendem a ser similares.

Em alguns países, tais como os Estados Unidos, a informação financeira é dirigida principalmente às necessidades dos investidores e credores, e a “utilidade da decisão” é o critério para julgar sua qualidade. Entretanto, em outros países, a Contabilidade tem um enfoque diferente e desempenha papéis diferentes. Por exemplo, em alguns países, esta é designada primeiramente para assegurar que o montante apropriado do imposto de renda seja arrecadado pelo governo. Este é o caso de muitos países sul americanos. No Brasil este enfoque ainda permanece, a Lei nº 6.404/76 contempla o tratamento tributário, porém está mais voltada à proteção dos credores da entidade. Em outros países (Europa e Japão), a Contabilidade é designada para auxiliar no cumprimento das políticas macroeconômicas, tais como o alcance de uma taxa pré-determinada de crescimento na economia nacional.

Dentre os vários modelos existentes, cada um com suas particularidades, atendendo a interesses específicos, percebe-se que a Contabilidade tem uma dinâmica e uma maleabilidade muito grande e se adapta perfeitamente em qualquer contexto em que esteja inserida.

Até a Revolução Industrial (século XVIII), quase só existia a Contabilidade Financeira (ou Geral), que, desenvolvida na Era Mercantilista, estava bem estruturada para servir as empresas comerciais. Para a apuração do resultado de cada período, bem como para levantamento do balanço em seu final, bastava o levantamento dos estoques em termos físicos, já que sua medida em valores monetários era extremamente simples (Estoque Inicial + Compras – Estoques Finais = Custo das Mercadorias Vendidas).

Com o advento das indústrias, tornou-se mais complexo a função do Contador que, para levantamento do balanço e apuração do resultado, não dispunha agora tão facilmente dos dados para poder atribuir valor aos estoques; agora os produtos estavam agregados de outros valores de industrialização. O surgimento da Contabilidade de Custos para avaliar os fatores de produção, no que diz respeito a sua finalidade de avaliação de estoque.

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6 A preocupação primeira dos Contadores, Auditores, Fiscais foi a de fazer da Contabilidade de Custos uma forma de resolver seus problemas de mensuração monetária dos estoques e do resultado, não a de fazer dela um instrumento de administração.

Devido ao crescimento das empresas, com o consequente aumento da distância entre administrador e ativos e pessoas administradas, passou a Contabilidade de Custos a ser encarada como uma eficiente forma de auxílio no desempenho dessa nova missão, a gerencial.

Nova contabilidade, a Contabilidade Gerencial, a partir da Contabilidade Financeira e de Custos. Os gestores usa esta Contabilidade como ferramenta para tomadas de decisões.

1.1 CONTABILIDADE

A Contabilidade em si tem vários ramos de atuação: • Contabilidade Financeira

• Contabilidade Custos • Contabilidade Pública

• Auditor e Perito Contábil, etc.

O profissional com bacharel em Contabilidade (contador) pode atuar em diversos cargos: • Contador Geral

• Contador de Custos

• Contador Público (órgãos públicos) • Auditor Interno ou Independente • Professor, Pesquisador, Escritor • Perito Contábil

• Consultor

1.2 CONCEITO DE CONTABILIDADE

É a ciência que estuda, registra, controla e interpreta os fatos ocorridos no Patrimônio das entidades com fins lucrativos ou não (IDEPAC, 2011).

É uma ciência que possibilita, por meio de suas técnicas, o controle permanente do Patrimônio das empresas (RIBEIRO, 2010).

A Contabilidade é uma ciência humana que tem como objeto de estudo o Patrimônio das Entidades. Assim, a Administração, o Direito, a Economia, dentre outras ciências que também estudam o patrimônio, porém por ângulos diferentes da Ciência Contábil.

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1.3 CAMPO DE APLICAÇÃO

O das entidades econômico-administrativas seja de fins lucrativos ou não.

1.4 OBJETO DA CONTABILIDADE

Estudo o patrimônio das entidades.

1.5 PATRIMÔNIO

Conjunto de bens, direitos e obrigações vinculadas à entidade econômico administrativa.

1.6 FINALIDADES DA CONTABILIDADE

Assegurar o controle do patrimônio administrado e fornecer informações sobre a composição e as variações patrimoniais, bem como o resultado das atividades económicas desenvolvidas pela entidade para alcançar seus fins, que podem ser lucrativos ou meramente ideais. De acordo com o parágrafo acima, observamos duas funções básicas na contabilidade. Uma é a administrativa, e a outra é a económica. Assim:

• Função administrativa: controlar o patrimônio • Função económica: apurar o resultado.

1.7 USUÁRIOS DA CONTABILIDADE: • Sócios, acionistas; • Diretores, administradores; • Instituições financeiras; • Empregados; • Sindicatos e associações; • Institutos de pesquisas; • Fornecedores; • Clientes; • Órgãos governamentais.

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2 ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS

Ato administrativo é o ato de gestão, praticado pelos administradores, sem manusear

valores patrimoniais, mas tomando providencias com a finalidade de fazê-los circular, para obtenção de um resultado.

Exemplos de atos administrativos: elaboração de controle de produção, compras, vendas,

trocas; gerencia dos capitais; implantação e manutenção de controles internos de bens e pessoas; registro das operações financeiras; funções administrativas envolvendo previsão, organização, direção, coordenação e controle; elaboração e registro do contrato social.

Fato administrativo ou Fato contábil é a mutação sofrida por um bem patrimonial,

provocando alteração da situação econômica da empresa. Todavia, deve-se ressaltar que o patrimônio é representado pelos bens, direitos e obrigações, e os fatos ocorrem justamente sobre estes valores concretos, sendo o registro contábil um simples ato e não fato, pois a contabilidade tem por função registrar os fenômenos ocorridos com a pratica de fatos administrativos.

Fatos Contábeis são acontecimentos que provocam variações dos valores do Patrimônio,

podendo ou não alterar o Patrimônio Líquido. Os fatos contábeis classificam-se em: • fatos permutativos

• fatos modificativos • fatos mistos.

Fatos Permutativos

Acontece quando há troca de elementos do Ativo bem como do Passivo no Patrimônio, sem mudar o valor do Patrimônio Líquido. Ou seja, pode ocorrer troca entre elementos do Ativo, entre elementos do Passivo e entre ambos ao mesmo tempo. Exemplos:

 Troca entre elementos do Ativo

Recebimento de $ 500, em dinheiro, referente a duplicata.  Troca entre elementos do Passivo

Transferência de salários a pagar, um valor de $ 40, para IRRF a recolher.  Troca entre elementos do Ativo e do Passivo

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9 Diminuição: pagamento da dívida da compra a prazo de móveis e utensílios, em

dinheiro.

Fatos Modificativos

Acarretam alterações para mais ou para menos, no Patrimônio, através das Receitas e Despesas.

Diminuição: Pagamento de uma despesa, em dinheiro, $ 100. Aumento: Recebimento de $ 100, referente à receita com aluguel.

Fatos Mistos

Os fatos mistos, como o próprio nome diz, envolvem ao mesmo tempo um Fato Permutativo e um Fato Modificativo. Pode acarretar alterações no Ativo e no Patrimônio Líquido, ou no Passivo e no Patrimônio Líquido, ou ainda no Ativo, no Passivo e no Patrimônio Líquido. Ele pode acarretar aumento ou diminuição do Patrimônio.

Exemplo: pagamento de uma duplicata em atraso com juros => diminui o Ativo, diminui o Passivo e aumenta as despesas (juros).

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3 PATRIMÔNIO

Todas as pessoas físicas ou jurídicas possuem o seu patrimônio.

O termo patrimônio significa, a principio, o conjunto de bens e direitos pertencentes a uma pessoa ou a uma empresa. Porém, apenas os bens e direitos não identificam a verdadeira situação de uma pessoa física ou jurídica, se faz necessário considerar também as obrigações (dividas) referentes aos bens ou direitos.

Podemos definir patrimônio como um conjunto de bens, direitos e obrigações de uma pessoa física ou uma entidade.

3.1 CONCEITO E DEFINIÇÃO DE PATRIMÔNIO

Na contabilidade a palavra patrimônio tem sentido amplo: por um lado significa o conjunto de bens e direitos pertencentes a uma pessoa (física) ou empresa (jurídica) e por outro lado inclui as obrigações a serem pagas.

O Patrimônio é um conjunto de Bens, Direitos e Obrigações vinculados (física ou jurídica), avaliado em moeda.

Sendo assim, podemos imaginar o Patrimônio da seguinte maneira:

Sendo assim, o patrimônio é composto por bens, direitos, obrigações e patrimônio líquido de uma empresa, QUE SÃO AVALIADOS EM MOEDA CORRENTE NO PAÍS.

BENS

Bens são coisas que satisfazer as necessidades humanas e que pode ser avaliado economicamente.

Sob o ponto de vista da contabilidade, pode-se entender como Bens todos os objetos que uma empresa possui, seja para uso, troca ou consumo.

Bens de uma empresa de confecções e comércio de roupas: Bens

Direitos Obrigações

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Bens de uso Bens de troca Bens de consumo

. balcão . prateleira

. máquinas de costura . computador

. calça para venda . dinheiro

. papel de embalagem . material para limpeza . pó de café

Os bens são divididos em: Bens materiais e Bens imateriais.

Os Bens materiais ou tangíveis, como o próprio nome diz, são aqueles que possuem corpo matéria (têm forma física e são palpáveis). Por sua vez, dividem-se em:

• Bens móveis: os que podem ser removidos do seu lugar, exemplos:

Mesas Veículos

Computadores Dinheiro

Mercadorias

• Bens imóveis: os que não podem ser deslocados de seu lugar, exemplos:

Terrenos Edifícios

Casas

Os Bens imateriais ou intangíveis são aqueles que, embora considerados Bens, não têm matéria (são incorpóreos e não palpáveis). São determinados gastos que a empresa faz¸ os quais, pela sua natureza, devem ser considerados parte integrante do Patrimônio e, por esse motivo, são registrados pela contabilidade como Bens. Não há muita variedade. Os mais comuns são:

Fundo de Comercio Marcas

Direitos Autorais Patentes

DIREITOS

É comum as empresas efetuarem vendas de mercadorias a prazo. Dessa forma, na venda de mercadorias a prazo, a empresa passa a ter Direito de receber do cliente o valor da respectiva venda no prazo determinado.

Constituem Direitos para a empresa de todos os valores que ela tem a receber de terceiros (terceiros, no caso, são os clientes, os fregueses da empresa, inquilinos, etc.).

Esses direitos geralmente aparecem com os nomes dos elementos seguidos da expressão a

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12 Exemplos: ELEMENTOS EXPRESSÃO Duplicatas a Receber Promissórias a Receber Alugueis a Receber OBRIGAÇÕES

É comum, também, as empresas efetuarem compras de mercadorias a prazo. Desta forma, na compra de mercadorias a prazo, essa empresa cria uma Obrigação de pagar ao fornecedor o valor de respectiva compra no prazo determinado.

Convém salientar que as Obrigações podem se originar não só das compras de mercadorias a prazo como também das compras a prazo de outros bens ou serviços, ou em decorrência de outras transações, como aluguel de bens móveis ou imóveis, empréstimos de dinheiro captados de terceiros (instituições financeiras), etc.

Constituem Obrigações para a empresa de todos os valores que ela tiver a pagar a terceiros (terceiros, neste caso, são fornecedores, isto é, as pessoas que vendem para a empresa, proprietários de imóveis, empregados, Governos, bancos, etc.).

Essas obrigações geralmente aparecem registradas na contabilidade com nos nomes dos elementos representativo da respectiva Obrigação, seguido da expressão a Pagar.

Exemplos: ELEMENTOS EXPRESSÃO Duplicatas a Pagar Promissórias a Pagar Alugueis a Pagar Salários a Pagar

Impostos a Pagar ou Recolher

PATRIMÔNIO LÍQUIDO OU SITUAÇÕES LÍQUIDAS PATRIMONIAIS

É a medida eficiente da verdadeira riqueza. Patrimônio Líquido é igual a soma dos bens e direitos menos as obrigações.

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PATRIMÔNIO LÍQUIDO = BENS + DIREITOS (-) OBRIGAÇÕES

Patrimônio Líquido é o último grupo de elementos patrimoniais que, juntamente com os

Bens, os Direitos e as Obrigações, completará a representação gráfica do Patrimônio, permitindo que o total do lado esquerdo seja igual ao total do lado direito, dando-lhe forma de equação.

Na Contabilidade o Patrimônio Líquido é formado por:

• CAPITAL (é a soma dos valores que os proprietários investiram);

• RESERVAS (partes retiradas do lucro, para finalidade legais e societárias de provisão); • PREJUÍZO (resultados negativos obtidos).

O PATRIMÔNIO E A SUA FORMAÇÃO

Na representação gráfica, temos dois lados: o esquerdo que engloba a situação positiva identificada pelos bens e direitos, que será denominado “ATIVO”, e o direito que compõe a situação negativa identificada pelas obrigações e indiretamente pelo patrimônio líquido, que será denominado “PASSIVO”.

• Ativo: é o conjunto de bens e direitos de propriedades da entidade. São os itens positivos do patrimônio; trazem benefícios, proporcionam ganho para a empresa.

• Passivo: significa as obrigações exigíveis da empresa, ou seja, as dividas que serão cobradas, reclamadas a partir da data do seu vencimento.

Portanto, o patrimônio será basicamente assim formado:

ATIVO PASSIVO

Bens Obrigações

Direitos Patrimônio Líquido

Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido

Na Contabilidade o patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações. Os bens e direitos compõem o ATIVO de uma entidade.

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14 As obrigações compõem o PASSIVO. O Passivo é subdividido em dois grupos: PASSIVO (obrigações com terceiros) e PATRIMÔNIO LÍQUIDO (obrigações com os proprietários).

Em todas as empresas existem bens, direitos e obrigações. Podemos numa representação gráfica simplificada, apresentar contas de Ativo a esquerda e do Passivo a direita, apresentando por exemplo o patrimônio de uma entidade da seguinte forma:

ATIVO (Bens + Direitos) PASSIVO (Obrigações com Terceiros)

BENS OBRIGAÇÕES

Dinheiro Empréstimos a Pagar

Mercadorias em Estoque Salários a Pagar

Imóveis Fornecedores (Duplicatas a Pagar)

Máquinas Financiamentos

Ferramentas Impostos a pagar

Móveis e Utensílios Encargos Sociais a Pagar

Veículos Marcas e Patentes Aluguéis a pagar

DIREITOS Títulos a pagar

Depósitos em Bancos Promissórias a pagar

Duplicatas a Receber Contas a pagar

Títulos a Receber PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Aluguéis a Receber (Obrigações com os Proprietários)

Investimentos Capital Social

Lucros e Reservas

O PATRIMÔNIO LÍQUIDO é a diferença entre o total do ativo e o total do passivo “Obrigações”.

No gráfico utilizado para representar o Patrimônio, a Situação Líquida Patrimonial é colocada sempre do lado direito. Ela deve ser somada ou subtraída das Obrigações, de modo que se iguale o lado do Passivo com o lado do Ativo, dando ao gráfico forma de equação. Assim:

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15 PATRIMÔNIO Ativo Passivo BENS Caixa ... 30 Estoque de Mercadoria...20 Móveis e Utensílios...50 Soma 100 OBRIGAÇÕES Duplicatas a Pagar...35 Impostos a Pagar...30 Salários a Pagar...15 Soma 80 DIREITOS Duplicatas a Receber...40 Promissórias a Receber..10 Soma 50 SITUAÇÃO LÍQUIDA....70 TOTAL...150 TOTAL...150

Observação: Conforme foi afirmado, o total do lado esquerdo (R$ 150) tem de ser igual ao total do lado direito (R$ 150). Veja: no Ativo, temos: Bens + Direitos = R$ 150; e no Passivo, temos: Obrigações + Situações Líquida = R$ 150. i O Balanço Patrimonial é uma das demonstrações contábeis exigidas pela Lei nº 6.404/76 das Sociedades por Ações e suas alterações (nova Lei das S.A. 11.638/07) e deve demonstrar, com clareza, a situação do Patrimônio da empresa em dado momento. 3 ORIGENS E APLICAÇÕES OS RECURSOS São todos os recursos e como são aplicados nas empresas. BALALNÇO PATRIMONIAL Ativo Passivo Bens...200 Obrigações...180 Direitos...100 Capital ...120 TOTAL...300 TOTAL...300

Todos os elementos que compõem o lado do Passivo são origens e todos os elementos do lado do Ativo são aplicações.

Nota:

A partir daqui passaremos a representar o Patrimônio por meio do mesmo gráfico em forma de T, porém com o título apropriado de Balanço Patrimonial.

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3.1 Origens de recursos

No desempenho de suas atividades, as pessoas jurídicas podem contar com recursos provenientes de duas origens ou fontes:

1 - recursos próprios; 2 - recursos de terceiros. BALALNÇO PATRIMONIAL Ativo Passivo Obrigações Capital

A constituição de uma sociedade se dá por meio de recursos fornecidos pelos sócios para a formação do patrimônio da pessoa jurídica. Trata-se do capital social inicial, que representa

recursos próprios. Igualmente, são recursos próprios os originários dos aumentos de capital

mediante o ingresso de novos recursos.

Os resultados positivos apurados nas atividades empresariais também representam recursos próprios, uma vez que não correspondem a obrigações. Portanto, são recursos próprios os decorrentes de receitas, lucros e ganhos obtidos pela sociedade em transações com terceiros, tais como os rendimentos auferidos com aplicações financeiras, aluguéis de imóveis próprios, lucro na venda de mercadorias e serviços.

No decorrer de suas operações, a empresa utiliza recursos de terceiros, oriundos de empréstimos e financiamentos, aceite ou emissão de títulos de crédito representativos de dívidas, salários a pagar, tributos e contribuições a pagar etc.

Os recursos próprios (capital próprio) são representados pelo patrimônio líquido: Patrimônio Líquido = Recursos Próprios.

Os recursos alheios (capital de terceiros) são representados pelo passivo exigível: Passivo Circulante e Não Circulante = Recursos de Terceiros.

A soma dos recursos de terceiros com os recursos próprios forma o capital total à disposição:

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17 Capital Total à Disposição = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido

O capital total à disposição é denominado passivo total: Passivo Total = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido

3.2 Aplicações dos recursos

O Ativo representa as aplicações ou usos dos recursos obtidos. Os Capitais Próprios e de Terceiros, cujas origens são demonstradas mediante os elementos que compõem o Passivo, são aplicados na empresa em Bens e Direitos. Portanto, os recursos que a empresa utilizou para ter no seu Ativo os Bens e os Direitos foram obtidos dos recursos vindo do Passivo (capitais de terceiros = obrigações; capitais próprios = patrimônio líquido), que compõem os elementos do Passivo.

BALALNÇO PATRIMONIAL

Ativo Passivo

Bens Direitos

3.3 Análise das origens e aplicações

A análise do Passivo Exigível e do Patrimônio Líquido possibilita a identificação das origens ou fontes. Já a análise do Ativo toma possível saber de que maneira os recursos obtidos estão sendo utilizados. Os recursos podem estar sendo aplicados em estoques de mercadorias, bens de uso, disponibilidades financeiras, contas a receber, etc.

Desta forma, a pessoa jurídica obtém Capital Próprio e Capital de Terceiros e os aplica nos bens e direitos que constituem o Ativo de sua empresa.

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4 MÉTODO DE ESCRITURAÇÃO DA CONTABILIDADE

O patrimônio de uma pessoa é dinâmico e se modifica praticamente todos os dias. Sendo que a contabilidade através do seu método de registro escritura todas as movimentações ocorridas no patrimônio.

4.1 MÉTODO DE PARTIDAS DOBRADAS

A Contabilidade é antiga, pois existe desde as primeiras civilizações e, durante um longo período, foi tida como a arte da escrituração mercantil. Utilizava técnicas específicas, que foram se aperfeiçoando e especializando, sendo algumas delas aplicadas até hoje.

O método das Partidas Dobradas, desenvolvido pelo FREI LUCA PACIOLI, na Itália, através do seu Tratactus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas), publicado em 1494 – século XV, enfatizando que a teoria contábil do débito e do crédito corresponde à teoria dos números positivos e negativos, obra que contribuiu para inserir a contabilidade entre os ramos do conhecimento humano.

O método consiste no fato de que em qualquer operação há um débito e um crédito de igual valor. Ou seja, “não há devedor sem que haja credor, e não há credor sem que haja devedor, sendo que a cada débito corresponde um crédito de igual valor”.

Resume-se em “PARA TODO DÉBITO DEVE HAVER UM CRÉDITO CORREPONDENTE DE IGUAL VALOR, OU VICE - VERSA“.

4.1.1 NOÇÕES SOBRE DÉBITO E CRÉDITO DÉBITO

Na linguagem comum débito, pode ser; dívida, situação negativa, estar em débito com alguém, dever para alguém, mas não devemos ligar débito a estes significados, quando estamos falando contabilmente. Na terminologia contábil, o lado positivo. Ativo é o lado do débito no patrimônio.

Em Contabilidade, o débito representa as aplicações de capitais em bens, direitos ou despesas, destinados aos fins de uma empresa.

Então, são de NATUREZA DEVEDORA os saldos das contas do ATIVO, DESPESAS ou CUSTOS.

• Exemplos: Caixa = conta do Ativo = natureza devedora

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19 • Custo das Mercadorias Vendidas = conta de Custos (Resultado) = natureza devedora

CRÉDITO

Na linguagem comum, ter crédito com alguém significa situação positiva, poder comprar a prazo, a mesma situação se sucede com crédito quanto ao seu significado cotidiano. Na terminologia contábil, o lado negativo, passivo é lado do crédito no patrimônio.

Em Contabilidade, o crédito representa as origens de capitais em obrigações ou receitas, destinados aos fins de uma empresa.

Então, são de NATUREZA CREDORA os saldos das contas do PASSIVO, PATRIMÔNIO LÍQUIDO E RECEITA.

• Exemplos: Salários a Pagar = conta de Obrigações com Terceiros (Passivo) = natureza credora

• Capital Social = conta de Patrimônio Líquido = natureza credora • Receita de Vendas = conta de Receitas (Resultado) = natureza credora

RESUMO DO MECANISMO DE DÉBITO E CRÉDITO

Podemos apresentar o mecanismo de débito e crédito no seguinte quadro:

Contas Aumentos Reduções Natureza do Saldo

ATIVO Débito Crédito Devedor

PASSIVO Crédito Débito Credor

PATRIMÔNIO LÍQUIDO Crédito Débito Credor

RECEITAS Crédito Débito Credor

DESPESAS OU CUSTOS Débito Crédito Devedor

O quadro acima nos apresenta o seguinte:

As contas contábeis de ATIVO, DESPESAS e CUSTOS aumentam pelo débito e reduzem pelo crédito.

As contas contábeis de PASSIVO, PATRIMÔNIO LÍQUIDO E RECEITAS aumentam pelo crédito e reduzem pelo débito.

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20 Ou resumidamente:

Contas efetua-se um lançamento a

DÉBITO CRÉDITO

ATIVO, DESPESAS e CUSTOS Aumentando Redução

PASSIVO, PATRIMÔNIO

LÍQUIDO e RECEITAS Redução Aumentando

4.2 ESCRITURAÇÃO NA CONTABILIDADE

Os registros contábeis são escriturados através dos lançamentos contábeis efetuados por meio das contas contábeis, aplicando-se nelas o método das partidas dobradas, mediante o emprego da técnica do débito e do crédito.

A Escrituração consiste em registrar nos livros próprios utilizados na Contabilidade tais como Diário e Razão, todos os fatos que provocam modificações no Patrimônio da empresa.

O Lançamento Contábil é o meio pelo qual se processa a escrituração. Todos os fatos que ocorrem na empresa são registrados nos livros próprios. O Lançamento é composto dos seguintes elementos essenciais:

• Local e data da ocorrência do fato; • Conta a ser debitada;

• Conta a ser creditada; • Histórico; e

• Valor.

O Lançamento se encarrega de debitar e creditar as Contas Contábeis, através da qual a Contabilidade consegue desempenhar seu papel. Todos os acontecimentos que ocorrem na empresa, responsáveis pela sua gestão, tais como compras, vendas, pagamentos e recebimentos, são registrados nos livros próprios através das Contas Contábeis.

A nomenclatura das contas contábeis são definidas no Plano de Contas elaborado pelo contador responsável pela empresa.

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4.2.1 PLANO DE CONTAS

O Plano de Contas é um elenco de todas as contas previstas pelo setor contábil da empresa como necessárias aos seus registros contábeis. O plano de contas é indispensável para os registros de todos os eventos que podem ser expressos monetariamente e que modificam a situação de qualquer item do patrimônio da empresa.

A contabilidade através de suas técnicas registra as variações patrimoniais para cada item do patrimônio da empresa. E para cada item é dado uma denominação que chamamos de conta contábil, por exemplo:

a) a movimentação de entradas e saídas em dinheiro da empresa é registrada na conta contábil denominada Caixa;

b) a movimentação de entradas e saídas que acontecem num banco é registrada na conta contábil Bancos Conta Movimento,

c) a movimentação de emissão de duplicatas emitidas é registrada na conta contábil Duplicatas a Receber,

d) a movimentação de obrigação adquirida por compra a prazo de um fornecedor é registrada na conta contábil Fornecedores ou Duplicatas a Pagar,

e) o registro da participação de um sócio na empresa mediante integralização do capital social é registrado na conta Capital Social.

4.2.2 CONTAS CONTÁBEIS

Conta Contábil é o nome técnico dado aos componentes patrimoniais (bens, direitos, obrigações com terceiros e patrimônio líquido) e aos elementos de resultado (despesas e receitas). Por exemplos: a) conta Caixa, representa o dinheiro em espécie que está na empresa; b) conta Fornecedora representa a obrigação que a empresa tem decorrente do recebimento de compra de mercadorias a prazo, c) conta Receita de Vendas representa o valor da venda efetuada.

Veja a seguir um modelo de plano de contas

CONTAS PATRIMONIAIS E DE RESULTADO

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Contas Patrimoniais, utilizadas para registrar Bens e Direitos (ATIVO) e Obrigações com

Terceiros e Patrimônio Líquido (PASSIVO).

Contas de Resultado, utilizadas para registrar as Despesas e Receitas (que compõem o

RESULTADO). É através delas que a contabilidade apura o Resultado do Exercício (lucro ou prejuízo). Essas contas são abertas na Contabilidade, no início do exercício social e encerradas no final dele. Elas não fazem parte do Balanço Patrimonial e se dividem em Contas de Despesas e Contas de Receitas.

CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS CONTÁBEIS

As contas de Ativo e Passivo compõem o Balanço Patrimonial.

As contas de Receitas e de Despesas compõem a Demonstração do Resultado do Exercício. Após a confrontação das contas de receitas e despesas é apurado o Resultado do Exercício, o qual é transferido para a conta patrimonial denominada de RESERVAS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS, que consta no grupo Patrimônio Liquido do Balanço Patrimonial.

Para diferenciar as contas de Receita ou Despesa são usados os adjetivos da receita e despesa antes do elemento.

Por exemplos: Receita com Vendas Despesas com Água

MODELO SIMPLIFICADO DE PLANO DE CONTAS - ATUALIZADO COM AS LEIS N° 11.638/07 E Lei N° 10.941/09.

1. ATIVO

1.1 Ativo Circulante

1.1.01 Disponível

1.1.01.1 Caixa

1.1.01.01.01 Caixa pequenas despesas

1.1.01.2 Banco Conta Movimento 1.1.01.02.1 Banco do Brasil S/A. 1.1.01.02.2 Banco Itaú Unibanco S/A.

(23)

23 1.1.01.02.3 Bradesco

1.1.01.03 Aplicações Financeiras 1.1.01.03.1 Banco do Brasil S/A. 1.1.01.03.2 Banco Itaú Unibanco S/A. 1.1.01.03.3 Bradesco S/A. 1.1.02 Clientes 1.1.02.1 Cliente X 1.1.02.2 Cliente Y 1.1.3 Duplicatas a Receber 1.1.4 (-) Duplicatas Descontadas

1.1.5 (-) Provisão Para Créditos de Liquidação Duvidosa 1.1.6 Adiantamento a Fornecedores 1.1.7 Adiantamento a Empregados 1.1.8 Títulos a Receber 1.1.9 Tributos a Recuperar 1.1.05.1 ICMS a Recuperar 1.1.05.2 IPI a Recuperar 1.1.05.3 IRRF a Recuperar 1.1.05.4 CSLL a Recuperar 1.1.05.5 PIS a Recuperar 1.1.05.6 INSS a Recuperar 1.1.05.7 COFINS a Recuperar

(24)

24 1.1.05.8 Outros Tributos a Recuperar

1.1.10 Estoques

1.1.10.1 Mercadorias Para Revenda 1.1.10.2 Produtos em Elaboração 1.1.10.3 Matéria Prima

1.1.10.4 Material de Embalagem 1.1.10.5 Materiais de Uso/Consumo

1.1.11 Títulos e Valores Mobiliários 1.1.12 Despesas Antecipadas

1.1.7.1 Juros s/ Empréstimo de Capital de Giro 1.1.7.2 Juros s/ Financiamento Imobilizado

1.1.7.3 Seguros

1.1.7.4 Outras 1.2

1.2 Ativo Não Circulante

1.2.1 Realizável a longo prazo

1.2.01.01 Aplicações em Incentivos Fiscais

1.2.2 Investimentos

1.2.02.1 Participação em outras empresas 1.2.02.2 Outros investimentos

1.2.03 Imobilizado

(25)

25 1.2.03.2 Móveis e Utensílios

1.2.03.3 (-) Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios 1.2.03.4 Instalações.

1.2.03.5 (-) Depreciação Acumulada deInstalações 1.2.03.6 Máquinas, Equipamentos e Ferramentas

1.2.03.7 (-) Depreciação Acumulada de Máquinas, Equipamentos e Ferramentas 1.2.03.8 Computadores e Periféricos

1.2.03.9 (-) Depreciação Acumulada de Computadores 1.2.03.10 Veículos

1.2.03.11 (-) Depreciação Acumulada de veículos 1.2.03.12 Imóveis

1.2.03.13 (-) Depreciações Acumuladas de Imóveis 1.2 .04 Intangíveis

1.2.04.1 Marcas e Patentes

1.2.04.2 (-) Amortização Acumulada de Marcas e patentes 1.2.04.3 Direitos Autorais

1.2.04.4 (-) Amortização Acumulada Sobre Direitos Autorais

2. PASSIVO

2.1 Passivo Circulante

2.2.01 Salários a Pagar 2.1.03 Duplicatas a Pagar

2.1.04 Empréstimos e Financiamentos a Pagar 2.1.04 Impostos a Recolher

2.1.05 Títulos a Pagar

(26)

26 2.1.08 Outros Títulos a Pagar

2.1.09 Aluguéis a Pagar

2.1.10 Dividendos Propostos a Pagar

2.2 Passivo Não Circulante

2.2.01 Exigível a Longo Prazo

2.2.01.01 Promissórias a Pagar de Longo Prazo

2.3 Patrimônio Líquido 2.3.01 Capital Social 2.3.01.01 Capital Subscrito 2.3.01.02 (-) Capital a Integralizar 2.3.02 Reserva de Capital 2.3.03 Reservas de Lucros 2.3.04 (-) Prejuízos Acumulados 3. DESPESAS

3.1 Custos Diretos da Produção 3.1.01 Custos dos Produtos Vendidos 3.1.01.01 Custos dos Mercadorias Vendidas

3.2 Despesas Operacionais

3.2.01 Despesas Administrativas 3.2.01.1 Salários e Ordenados 3.2.01.2 Adicional Noturno 3.2.01.3 Água/Esgoto

(27)

27 3.2.01.4 Alimentação 3.2.01.5 Aluguéis e Arrendamento 3.2.01.6 Assistência Médica/Social 3.2.01.07 Associação de Classe 3.2.01.08 Contribuição/Donativos 3.2.01.09 Correio 3.2.01.10 Depreciação/Amortização

3.2.01.11 Despesas com Manutenção da Loja 3.2.01.12 Farmácia 3.2.01.13 Férias 3.2.01.14 FGTS 3.2.01.15 Gás 3.2.01.16 Horas Extras 3.2.01.17 Impostos e Taxas 3.2.01.18 Impressos 3.2.01.19 Indenizações/Aviso Prévio 3.2.01.20 INSS 3.2.01.21 Legais e Judiciais 3.2.01.22 Luz e Energia 3.2.01.23 Materiais de Consumo 3.2.01.24 Multas de Trânsito 3.2.01.25 Multas Fiscais 3.2.01.26 Pró Labore 3.2.01.27 Propaganda e Publicidade 3.2.01.28 Reproduções 3.2.01.29 Revistas e Jornais 3.2.01.30 13° Salário

(28)

28 3.2.01.31 Seguros

3.2.01.32 Serviços Terceiros Pessoa Física 3.2.01.33 Serviços Terceiros Pessoa Jurídica 3.2.01.34 Telefone

3.2.01.35 Vale Transporte

3.2.01.36 Viagens e Representações

3.2.02 Despesas Comerciais

3.2.02.01 Créditos de Liquidação Duvidosa 3.2.02.02 Amostra Grátis

3.2.02.03 Combustível

3.2.02.04 Comissões de Venda 3.2.02.05 Embalagens

3.2.02.06 Fretes na Entrega

3.2.02.07 Impostos Sobre veículos 3.2.02.08 Manutenção de Veículos 3.2.02.09 Propaganda e Publicidade

3.2.03 Despesas financeiras

3.2.03.01 Encargos e Juros de Mora 3.2.03.02 Despesas Bancárias 3.2.03.03 Outras Taxas e Encargos 3.2.03.04 Outras Despesas

4. RECEITA

4.1 Receita Bruta Sobre Vendas e Serviços 4.1.01 Receita Bruta de Venda

4.1.01.01 Revenda de Mercadorias 4.1.02 Receitas Brutas de Serviços 4.1.02.01 Prestação de Serviços

4.2 Dedução de Receita Bruta Vendas/Serviços 4.2.01 Dedução de Receita Bruta de Vendas 4.2.01.01 Cancelamento de Devoluções

(29)

29 4.02.01.03 ICMS

4.2.01.04 COFINS

4.2.01.05 PIS Sobre Vendas e Serviços

4.2.02 Dedução de Receita Bruta Sobre Serviços

4.2.02.01 ISS

4.3 Receita Operacional

4.3.01 Receita Financeira

4.3.01.01 Variação Monetária Ativa

4.3.01.02 Juros Sobre Aplicações Financeiras 4.3.01.03 Descontos Obtidos

4.3.01.04 Receita de Aplicações Pré-Fixadas 4.3.01.05 Multas Ativas

4.3.01.06 Dividendos

4.3.01.07 Juros Sobre Duplicatas 4.3.02 Recuperações Diversas 4.3.02.01 Reembolsos Diversos 4.3.02.02 Venda de Sucatas 4.3.03 Receitas Patrimoniais

4.3.03.01 Resultado da Venda de Bens 4.4 Receita de Participações Societária

4.4.01 Receita em Participações com Empresa Coligadas 4.4.01.01 Receita de Participações Societária

4.4 Outras Receitas

5. CONTAS DE COMPENSAÇÃO

5.1 Resultado do Exercício

(30)

30

5 RECEITAS E DESPESAS: Conceitos. Apuração do Resultado do Exercício RESULTADO

Diferença entre o valor das Receitas e o valor das Despesas (D) O resultado pode ser:

Positivo ou Lucro - quando o valor das receitas é superior ao das despesas; Negativo ou prejuízo - quando o valor das receitas é inferior ao das despesas; Nulo - quando o valor das receitas é igual ao valor das despesas.

RECEITAS

É a entrada de elementos para o ativo, sob forma de dinheiro ou direitos a receber, correspondentes, normalmente, à venda de mercadorias, de produtos ou à prestação de serviços. Mas existem outras receitas além da de venda, como por exemplo, rendimento de aplicações financeiras e juros recebidos de clientes que pagaram a duplicata em atraso.

DESPESAS

As Despesas representam a utilização ou consumo de bens e serviços no processo de produzir receitas. Por exemplo, uma empresa para obter a receita de vendas pode ter despesas de aluguel, salários, honorários advocatícios, água, luz e limpeza.

APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

Toda empresa é obrigada, legalmente, a fazer a apuração de resultados, pelo menos uma vez por ano. O lucro ou prejuízo de um exercício social está na dependência do confronto das contas de RECEITAS e de DESPESAS; e este resultado líquido é apurado na contabilidade através da conta contábil denominada Apuração do Resultado do Exercício (ARE).

As contas de receitas e despesas são periódicas, isto é, somente terão registros por um ano, ou período menor, conforme a duração do exercício contábil, o que significa que todas as contas, de receitas e de despesas, devem possuir saldo zero no início de cada exercício social. Para que isto ocorra, deve-se proceder ao encerramento das contas, através do registro de lançamentos de encerramento.

O roteiro para Apuração de Resultado pode ser resumido nos seguintes passos:

a) Transferência da contas de Despesas para a conta de Apuração de Resultado do Exercício (ARE);

(31)

31 b) Transferência da contas de Receitas para a conta de Apuração de Resultado;

c) Confronto na conta de Apuração de Resultado, entre as Despesas e Receitas; e

d) Após o confronto entre as Receitas e Despesas, o saldo remanescente na conta de Apuração de Resultado do Exercício deve ser transferido para a conta Reservas ou Prejuízos do Exercício ou Acumulados.

5.1 ELEMENTOS DO PATRIMÔNIO

ASPECTO

Neste aspecto os elementos patrimoniais são considerados sob um aspecto homogéneo, que é o da tradução monetária de seus valores, formando por assim dizer um fundo de valores, representados de um lado por valores positivos (ATIVO - bens e direitos) e de outro os valores negativos (PASSIVO - obrigações), tendo a seguinte classificação:

Ativo

São os valores positivos (bens e direitos) do patrimônio e subdivide-se em:

Circulante

Agrupa as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subseqüente e as despesas antecipadas* (pagas e não incorridas).

Exercício Social - é o espaço de tempo de (12 meses), findo o qual as pessoas jurídicas apuram o resultado do exercício; ele pode coincidir, ou não, com o ano-calendário, de acordo com o que dispuser o estatuto ou o contrato social.

Não Circulante

São incluídos neste grupo todos os bens de permanência duradoura, destinados ao funcionamento normal da sociedade e do seu empreendimento, assim como os direitos exercidos com essa finalidade.

O Ativo Não Circulante será composto dos seguintes subgrupos: • Ativo Realizável a Longo Prazo

• Investimentos • Imobilizado • Intangível

(32)

32 • Ativo Realizável a Longo Prazo

Direitos realizáveis após o término do exercício social subseqüente.

• Investimento - ações, quotas de outras empresas adquiridas com a intenção de permanência, os bens de uso futuro, e os direitos de qualquer natureza não classificáveis no Ativo Circulante ou no Realizável a Longo Prazo, e que não se destinem a manutenção da atividade da companhia, ou seja, bens ou direitos sem os quais a companhia poderia existir. • Imobilizado - bens e direitos da manutenção, ou seja, necessários a atividade principal da

empresa.

• Intangível -A Lei 11638 altera e revoga dispositivos da Lei n°. 2.404, de 15 de Dezembro de 1976, e da Lei n°. 2.385, de 7 de Dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstração contábeis.

Passivo

São os valores negativos (obrigações) do patrimônio e subdivide-se em:

Circulante

Agrupa as obrigações vencíveis no exercício seguinte.

Não Circulante

Neste grupo são escrituradas as obrigações da entidade, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo não-circulante, quando se vencerem após o exercício seguinte. No caso de o ciclo operacional da empresa ter duração maior que a do exercício social, a concepção terá por base o prazo desse ciclo.

Patrimônio Líquido

Representa as obrigações para com os sócios, acrescidas das reservas e lucros ou prejuízos. Subdivide-se em:

a. Capital Social: representa os bens ou direitos entregues ou a entregar pelos sócios à empresa. Pode ser:

(33)

33 2. Capital Social Realizado - é o efetivamente entregue pelos sócios à empresa

3. Capital Social a Realizar - é a diferença entre o capital social subscrito e o capital social realizado.

b. Reservas de Capital: valores com os quais se aumentará o capital social ou se absorverá os prejuízos, conforme dispõe a lei das S/A.

c. Reservas de Lucros : formada pela retenção de lucros por parte da empresa. d. Reserva Legal - obrigatória segundo a Lei.

e. Reserva Estatutária - formada de acordo com os estatutos da empresa. f. Reserva Para Contingência - formada para absorver prejuízos futuros.

g. Reserva de Retenção de Lucros - formada para reinvestimentos na própria em presa. h. Reserva de Lucros a Realizar - opcional, de acordo com o estabelecido na Lei.

i. Prejuízos Acumulados: são os prejuízos suportados pela empresa e ainda não absorvidos.

5.2 PASSOS PARA ESCRITURAÇÃO

Os registros dos fatos contábeis aumentam ou diminuem as contas contábeis que representam o patrimônio e os resultados (receitas e despesas) que o modificam. Para registrar estes aumentos e reduções são efetuados lançamentos a débito ou a crédito nas respectivas contas, conforme o mecanismo de débito e crédito.

Desta forma, se um fato contábil resultar no aumento de uma conta de ativo ou de despesa ou na redução de uma conta do passivo, de patrimônio líquido ou de receita deve-se efetuar um lançamento a débito. Por outro lado, se um fato contábil resultar na redução de uma conta de ativo ou de despesa ou no aumento de uma conta de passivo, de patrimônio líquido ou de receita, deve-se efetuar um lançamento a crédito.

O desenvolvimento do raciocínio contábil fica muito mais fácil se seguirmos os passos a seguir:

1º - identificar as contas envolvidas (pelo menos duas).

2º - identificar a que grupo a conta pertence. Uma conta só pode pertencer a um destes grupos: ativo, passivo, patrimônio líquido, receitas ou despesas. Observando-se que :

(34)

34 • Contas de passivo representam obrigações exigíveis com terceiros,

• Contas de patrimônio liquido representam obrigações não exigíveis com os sócios, • Contas de receitas são as contrapartidas dos ingressos patrimoniais e

• Contas de despesas são as contrapartidas das reduções do ativo ou aumento do passivo. 3º - identificar qual é o efeito do fato sobre cada conta, ou seja, devido ao fato, qual conta aumenta ou qual conta diminui,

4º - efetuar o lançamento segundo o mecanismo de débito e crédito.

Contas Aumentos Reduções Natureza do Saldo

ATIVO Débito Crédito Devedor

PASSIVO Crédito Débito Credor

PATRIMÔNIO LÍQUIDO Crédito Débito Credor

RECEITAS Crédito Débito Credor

DESPESAS OU CUSTOS Débito Crédito Devedor

As contas contábeis de ATIVO, DESPESAS e CUSTOS aumentam pelo débito e reduzem pelo crédito.

As contas contábeis de PASSIVO, PATRIMÔNIO LÍQUIDO E RECEITAS aumentam pelo crédito e reduzem pelo débito.

EXEMPLO DETALHADO, observando-se os passos:

Dado o fato contábil: integralização do capital social em dinheiro, no valor de $ 100.000, em 10/01/2010, no Estado de São Paulo. Por este fato, os sócios retiraram recursos de seus patrimônios individuais e colocaram na entidade, perfazendo o total de $ 100.000.

Para registrarmos este fato, seguiremos os passos expostos anteriormente: 1º passo – Quais as contas envolvidas?

Este fato movimentará o elemento contábil dinheiro, pelo recebimento de $ 100.000 dos sócios, portanto, vamos utilizar a conta Caixa. Ainda, por este fato, a empresa assume uma obrigação para com os seus sócios, obrigação para com os seus sócios, obrigação esta que pode ser identificada pela conta Capital Social.

(35)

35 Por isso, as contas envolvidas por este fato são: Caixa e Capital.

2º passo – Qual o grupo a que cada conta pertence?

A conta Caixa é conta de Ativo porque representa o bem dinheiro.

A conta Capital é conta do Patrimônio Líquido porque representa obrigação não exigível da empresa para com os seus sócios.

Portanto: Caixa conta de ativo.

Capital Social conta do patrimônio líquido.

3º passo – Qual o efeito deste fato sobre cada uma das contas envolvidas?

Devido a este fato, o Caixa aumenta porque a empresa recebe dinheiro e o Capital Social também aumenta porque a empresa assume obrigações para os seus sócios.

4º passo – Efetuar o lançamento, utilizando o mecanismo de débito e crédito.

Caixa – conta de ativo que aumenta devido a este fato, portanto será debitada.

Capital Social – conta do patrimônio líquido que aumenta devido a este fato, portanto será

creditada.

Lançamento contábil: São Paulo, 10/01/2010

Débito – Caixa $ 100.000

Crédito – Capital Social $ 100.000

Histórico: integralização do capital social em dinheiro pelos sócios

OUTROS EXEMPLOS:

• Ocorrendo um débito e um crédito:

Compra de uma casa, a vista, em dinheiro, situada a Avenida 9 de julho, 1001, nesta cidade, conforme escritura passada no 5º Tabelião, no valor de $ 200.000.

Lançamento: Débito – Imóveis $ 200.000

(36)

36 • Ocorrendo um débito e dois ou mais créditos:

Compra de um equipamento, do fornecedor Z, conforme nota fiscal nº. 5.390, no valor de $ 800, sendo: R$ 300, à vista, em dinheiro e o restante a prazo, conforme aceite de duplicata 0001.

Lançamento: Débito – Equipamentos $ 800

Crédito – Caixa $ 300

Crédito – Duplicatas a Pagar $ 500

• Ocorrendo dois ou mais débitos e um crédito:

Venda de Serviços, conforme nota fiscal 0118, por $ 500, sendo: $ 100 a vista recebidos em cheque e o restante em quatro pagamentos mensais, conforme duplicatas nºs. 118/1 a 118/4, no valor de $ 100, cada uma.

Lançamento: Débito – Bancos Conta Movimento $ 100 Débito – Duplicatas a receber $ 400 Crédito – Receita de Prestação de Serviço $ 500

• Ocorrendo dois ou mais débitos e dois ou mais créditos:

Compras efetuadas no Supermercado Taubaté, de um refrigerador, para uso da empresa, conf. N.F. 1.521, $ 1.000 e uma moto marca Guará, conf. N.F. 372, $ 10.000. Foram pagos, à vista, em cheque, $ 2.000 e o restante a prazo, através de três duplicatas, de nºs. 1 a 3 , sendo de $ 3.000, cada, vencíveis de 30 em 30 dias.

Lançamento: Débito – Móveis e Utensílios $ 1.000

Débito – Veículos $ 10.000

Crédito – Bancos Conta Movimento $ 2.000 Crédito – Duplicatas a Pagar $ 9.000

(37)

37

6 ESCRITURAÇÃO

Escrituração é uma técnica contábil que consiste em registrar nos livros próprios todos os acontecimentos que ocorrem na empresa e que modifiquem ou possam vir a modificar a situação patrimonial.

Livros de registros contábeis: • Livro Diário

• Livro Razão • Livro Caixa

• Livro Contas-Correntes

Métodos de Escrituração

Método de Escrituração é o modo de registro dos Fatos Administrativos, bem com dos Atos Administrativos relevantes.

São dois os Métodos de Escrituração conhecidos: Método das Partidas Simples e Métodos das Partidas Dobradas.

6.1 MÉTODO DAS PARTIDAS SIMPLES

Esse método consiste no registo de operações específicas envolvendo o controle de um só elemento. No Livro Caixa, por exemplo, os eventos são registrados visando apenas ao controle de dinheiro (entrada e saída), sem a preocupação de controlar outros elementos patrimoniais ou até mesmo de se evidenciar o lucro ou prejuízo decorrente das respectivas transações. Outro exemplo de registro pelo Método das Partidas Simples ocorre no Livro Contas-Correntes, no qual só interessa o controle dos Direitos ou das Obrigações.

Esse método é deficiente e incompleto, pois não permite o controle global do Patrimônio.

6.1.1 MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS

Esse método, que é de uso universal e foi divulgado no século XV (1494) na cidade de Veneza, na Itália, pelo frade franciscano Luca Pacioli, consiste no seguinte:

• Não há devedor sem que haja credor e não há credor sem que haja devedor, sendo que

para cada débito corresponde um crédito de igual valor.

6.2 NOÇÕES DE DÉBITO E CRÉDITO

(38)

38

DÉBITO

Débito: na linguagem comum, significa:

- dívida;

- situação negativa;

- estar em débito com alguém; - estar devendo para alguém, etc.

Na terminologia contábil, essa palavra tem vários significados, os quais raramente correspondem aos da linguagem comum.

Na representação gráfica em forma de T, que está sendo usada para representar as contas que compõem o Patrimônio (Balanço Patrimonial), o lado esquerdo é o lado das contas com natureza devedora, ou débito.

Na representação gráfica em forma de T, que será usada para representar as Contas de Resultado, o lado esquerdo é o lado das contas com natureza devedora, ou débito (despesas).

CRÉDITO

Crédito: na linguagem comum, significa:

- ter crédito com alguém, em uma loja, etc.; - situação positiva;

- poder comprar a prazo, etc.

Na terminologia contábil, a palavra crédito também possui vários significados, os quais raramente correspondem aos da linguagem comum.

Na representação gráfica em forma de T, que está sendo usada para representar as contas que compõem o Patrimônio (Balanço Patrimonial), o lado direito é o lado das contas com natureza credora, ou crédito.

Na representação gráfica, também em forma de T, que será usada para representar as Contas de Resultado, o lado direito é o lado das contas com natureza credora, ou crédito (receitas).

Gráficos das Contas:

CONTAS PATRIMONIAIS

Ativo = Débito Passivo = Crédito Bens ...(+) Obrigações...(-) Direitos...(+) Patrimônio Líquido...(+ ou -)

(39)

39 Despesa = Débito Receita = Crédito

Despesas ...(-) Receitas...(+)

CONTAS PATRIMONIAIS

CONTAS DE RESULTADOS

6.3 LANÇAMENTOS

É o registro dos Fatos Contábeis1, realizado através do método das partidas dobradas. Lançamento é o meio pelo qual processa a Escrituração.

Para identificar mais facilmente no momento da escrituração a conta a ser Debitada e a conta a ser Creditada, observe os razonetes a seguir:

ATIVO PASSIVO

Aumento Diminuição Diminuição Aumento

Débito Crédito Débito Crédito

1

Ato Administrativo - É urna operação que não modifica o patrimônio.

Fato Administrativo - É toda operação que modifica o patrimônio. Por essa razão, também são denominados fatos contábeis.

ATIVO PASSIVO/PL

Contas Devedoras Contas Credoras

DESPESAS RECEITAS

(40)

40 DESPESA RECEITA Quando ocorrer Despesa Estorno2 ou Encerramento do exercício Estorno ou Encerramento do exercício Quando ocorrer Receita

Débito Crédito Débito Crédito

Razonete

Também denominado Gráfico em T, o Ranozete nada mais é do que uma versão simplificada do Livro Razão.

Sob o ponto de vista contábil, o Livro Razão é o mais importante dos livros utilizados pela Contabilidade. Por meio dele é possível controlar, separadamente, o movimento de todas as contas.

Modelo de Razonete:

RAZONETE

D C

débito crédito

EXEMPLO PRÁTICO:

Escriturar, no Diário e em Razonetes, os seguintes eventos 1. Investimento inicial em dinheiro no valor de R$ 50.000. 2. Compra de um automóvel, à vista, por R$ 30.000.

3. Depósito efetuado na conta da empresa do Banco Uninove S/A, no valor de R$ 20.000. 4. Saque efetuado pela empresa mediante o cheque nº 1, de nossa emissão, no Banco Uninove

S/A, no valor de R$ 5.000, para reforço de Caixa.

Como esses Fatos serão lançados no de Diário (Método das Partidas Dobradas):

2

(41)

41 DIÁRIO 1) D = Caixa C = Capital Social Investimento inicial...50.000 2) D = Veículos C = Caixa Compra de um automóvel...30.000 3) D = Banco Conta Movimento

C = Caixa

Deposito em dinheiro no Banco Uninove S/A...20.000 4) D = Caixa

C = Banco Conta Movimento

Saque mediante cheque nº1 do Banco Uninove S/A...5.000

Com base no Diário, assim faremos nos Razonetes.

RAZONETES

No primeiro lançamento do Diário foram duas contas: Caixa e Capital Social, no valor de R$ 50.000 para débito e crédito, respectivamente.

Caixa

1 50.000

Capital Social

(42)

42 No segundo lançamento do Diário, no valor de R$ 30.000 para conta devedora Veículos e credora Caixa.

Veículos

2 30.000

Caixa

1 50.000 2 30.000

No lançamento 3 do Diário, a conta Bancos Conta Movimento possui um débito de R$ 20.000 e conta Caixa possui um crédito de R$ 20.000.

Banco Conta Movimento

3 20.000

Caixa

1 50.000 2 30.000

3 20.000

Já no quarto lançamento, transcrever a conta Caixa no valor de R$ 5.000 e o conta Bancos Conta Movimento por R$ 5.000, conforme o Diário.

Caixa

1 50.000 2 30.000

(43)

43

Banco Conta Movimentos

3 20.000 4 5.000

Veja, finalmente, como ficarão os Razonetes do nosso exemplo, com seus saldos devidamente apurados:

O saldo de uma conta, poderá ser devedor ou credor. Será devedor ou credor a soma dos valores lançados (débito ou crédito) for superior à soma dos valores do outro lançamento.

Caixa 1 50.000 2 30.000 4 5.000 3 20.000 Saldo 5.000 Capital Social 1 50.000 Saldo 50.000 Veículos 2 30.000 Saldo 30.000

Banco Conta Movimento

3 20.000 4 5.000

Saldo 15.000

Observação: O “RAZONETE” tem como finalidade apuração dos saldos seja ele devedor ou

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Exemplo: Conta Caixa.

Caixa

1 50.000 2 30.000

4 5.000 3 20.000

55.000 50.000

Saldo 5.000

Os valores das movimentações da conta Caixa com relação ao “Débito” foi saldo de R$ 55.000 e com relação ao “Crédito” foi saldo de R$ 50.000, a diferença foi um DÉBITO no valor de R$ 5.000. Este valor de R$ 5.000 e o saldo final, ou seja, conta Caixa tem um débito de R$ 5.000.

BALANCETE

Balancete é uma relação de contas extraídas do Livro Razão (ou de Razonetes), com seus saldos devedores ou credores.

O Balancete é um instrumento de verificação, ou seja, é um demonstrativo auxiliar de caráter não obrigatório, que relaciona os saldos das contas remanescentes da escrituração. Imprescindível para verificar se o Método de Partidas Dobradas está sendo observado pela escrituração da empresa. Por este método cada débito deverá corresponder a um crédito de mesmo valor, cabendo ao balancete verificar se à soma dos saldos devedores é igual à soma dos saldos credores.

Veja finalmente, como ficará o Balancete de Verificação elaborado com base nas contas extraídas dos Razonetes do Exemplo Prático apresentado na seção anterior:

BALANCETE DE VERIFICAÇÃO nº CONTAS Saldo Devedor Credor 1 Caixa 5.000 2 Capital Social 50.000 3 Veículos 30.000

4 Banco Conta Movimento 15.000

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46 RAZONETES: b

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BALANCETE:

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BALANÇO PATRIMONIAL

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REFERÊNCIAS

MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 9ª. Ed. São Paulo, Atlas, 2009. RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade Básica Fácil. São Paulo, Saraiva, 2010.

OLIVEIRA, Sérgio Bispo de. Contabilidade Geral. Disponível em: < http://www.idepac.org.br/apostilas/contabilidadegeral.pdf>. Acesso em: 19/jan/2012.

Referências

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