UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT
WILLIAN COAN
ANÁLISE TÉCNICO-ECONÔMICA NA SUPERESTRUTURA DE
EDIFÍCIOS DE MÚLTIPLOS PAVIMENTOS (TRES, CINCO, SETE E
NOVE) EM CONCRETO ARMADO E LAJE NERVURADA COM
DIFERENTES VALORES DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO.
Sinop-MT
2014/2
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT
WILLIAN COAN
ANÁLISE TÉCNICO-ECONÔMICA NA SUPERESTRUTURA DE
EDIFÍCIOS DE MÚLTIPLOS PAVIMENTOS (TRES, CINCO, SETE E
NOVE) EM CONCRETO ARMADO E LAJE NERVURADA COM
DIFERENTES VALORES DE RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO.
Projeto de Pesquisa apresentado à Banca Examinadora do Curso de Engenharia Civil – UNEMAT, Campus Universitário de Sinop-MT, como pré-requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil.
Prof. Orientador/Prof.ª: Ms.Maicon José Hillesheim
Sinop-MT
2014/2
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Preenchimento com isopor ... 15 Figura 2 - Cubetas de pvc ... 16 Figura 3 – Exemplo de capitel ... 16 Figura 4 – Caminhamento das cargas de lajes apoiadas diretamente sobre pilares 18 Figura 5 – Estado limite ultimo em um edificio. ... 20 Figura 6 – fissuraçao excessiva ... 21
LISTA DE ABREVIATURAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
fck – Resistência característica à compressão do concreto, aos 28 dias
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
1. Título: Análise técnico-econômica na superestrutura de edifícios de múltiplos pavimentos (três, cinco, sete e nove) em concreto armado e laje nervurada com diferentes valores de resistência à compressão.
2. Tema: Estruturas de concreto
3. Delimitação do Tema: Engenharia de custos 4. Proponente(s): Willian Coan
5. Orientador(a): Ms.Maicon José Hillesheim 6. Coorientador(a):
7. Estabelecimento de Ensino: UNEMAT – Universidade do Estado de Mato Grosso
8. Público Alvo: Estudantes, Pesquisadores e Profissionais da área de engenharia e arquitetura.
9. Localização: Avenida dos Ingás; 3001; Jardim Imperial; Sinop-MT; 785500000
SUMÁRIO
LISTA DE FIGURAS ... I LISTA DE ABREVIATURAS ... II DADOS DE IDENTIFICAÇÃO ... III
1 INTRODUÇÃO ... 6 2 PROBLEMATIZAÇÃO ... 8 3 JUSTIFICATIVA... 9 4 OBJETIVOS ... 10 4.1 OBJETIVO GERAL ... 10 4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ... 10 5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 11 5.1 HISTORIA DO CONCRETO ... 11 5.2 NORMATIZAÇAO ... 11
5.2.1 NBR 6118:2007 - Projeto de estruturas de concreto ... 11
5.2.2 NBR 6120:1980 - Cargas para o cálculo de estruturas de edificações 11 5.2.3 NBR 6123:1988 - Forças devidas ao vento em edificações ... 12
5.2.4 NBR 7480:1996 - Barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto armado ... 12
5.2.5 NBR 14931:2004 - Execução de estruturas de concreto ... 12
5.2.6 NBR 8681:2003 - Ações e segurança nas estruturas ... 12
5.2.7 NBR 14860-1:2002 - LAJE PRE-FABRICADA - PRÉ-LAJE – REQUISITOS. ... 12
5.3 PROPRIEDADES DOS MATERIAIS. ... 12
5.3.1 Concreto ... 12
5.3.1.1 Deformação do concreto ... 12
5.3.1.2 Propriedades mecânicas do concreto ... 13
5.3.1.3 Vantagens e desvantagens de estruturas de concreto ... 13
5.3.2 Aço para concreto armado ... 14
5.4 LAJE NERVURADA ... 14
5.5 CONCEPÇÃO ESTRUTURAL ... 17
5.5.1 Caminho das ações ... 17
5.5.2 Locação Pilar ... 18
5.5.2.1 Locação Laje ... 18
5.6 AÇÕES NA ESTRUTURA ... 18
5.6.1 Ações Permanentes ... 19
5.6.3 Ações excepcionais ... 19
5.7 ESTABILIDADE GLOBAL ... 19
5.7.1 Parâmetro de instabilidade ... 19
5.7.2 Coeficiente γz ... 19
5.8 ESTADOS LIMITES ... 19
5.8.1 Estado limite ultimo (ou de ruína) ... 20
5.8.2 Estado limite de utilização ... 20
5.9 CUSTO ... 21 6 METODOLOGIA ... 22 6.1 MATERIAIS ... 22 6.2 MÉTODOS ... 22 6.2.1 Projeto Arquitetônico ... 22 6.2.2 Concepção Estrutural ... 23 6.2.3 Análise Estrutural ... 23 6.2.4 Composição de custos ... 24 6.2.5 Parâmetros técnico-econômicos ... 24 7 CRONOGRAMA ... 25 8 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ... 26
1 INTRODUÇÃO
A busca por um lugar seguro e agradável para morar, sempre foi uma das necessidades mais antigas da humanidade. Desde as construções das palafitas na história aos arranha-céus modernos, o homem busca nesses lugares pré-fabricados, um conforto e segurança para si e para seus familiares.
As construções evoluíram na concepção de usos de materiais usados nelas. Inicialmente de madeiras e ossos de animais, passando pelo barro cru e cozido, ao concreto armado e o aço, tão usados atualmente na indústria da construção.
Segundo Pedroso (2009 p.14), o concreto é o segundo material mais utilizado no mundo em média de 1,9 toneladas de concreto por habitante por ano, um produto que é utilizado pelo mundo inteiro desde usinas nucleares a casas populares, pois sua trabalhabilidade quando em estado fresco permite várias modelagens, varias formas e tamanho e quando endurecido possui uma alta resistência característica a compressão, uma das razões da sua utilização na construção é a sua alta resistência a água podendo ficar exposto a ela sofrendo menos deterioração que a madeira e o aço, os materiais que constituem o concreto é de baixo valor e encontrado em abundância.
Segundo Araujo (2010, p. 1), o concreto armado é um material composto de concreto e barras de aço a associação desses materiais só é permitida pois possuem o mesmo coeficiente de dilatação e o concreto possui uma baixa resistência a tração mas excelente resistência a compressão onde as barras de aço são utilizadas para cumprir a atividade de absorção da tração que o concreto não possui.
No Brasil as casas evoluíram não só dos tipos de materiais usados, como também acompanhando as tendências internacionais de verticalização dos espaços.
O presente trabalho pretende analisar uma estrutura com variações na quantidade de pavimentos com três, cinco, sete e nove andares com uma planta quadrada nas proporções 1:1.
A estrutura será considerada com diferentes valores de “fck”, de 20, 25, 30, 35
e 40 MPa aplicados nos elementos do arranjo estrutural para a laje nervurada.
Em busca de uma melhor relação técnico-econômica da estrutura busca se quantificar os materiais utilizados como aço, concreto e formas junto com a mão-de-obra necessária para determinado numero de pavimento considerando a variação
dos valores de resistência característica à compressão de 20, 25, 30, 35, 40 MPa, após o termino de obtenção dos dados criar gráficos para apresentação dos mesmo para definir o menor custo global para cada edifício de três, cinco, sete e nove pavimentos.
2 PROBLEMATIZAÇÃO
Para este projeto se tem o seguinte questionamento
a) Fazendo uma analise individual de um edifício de três, cinco, sete e nove pavimentos com diferentes valores para fck do concreto, quais possui uma condição técnico-econômica (kg,aço/m³,concreto; R$/m³,concreto; R$/m²,área;
3 JUSTIFICATIVA
O presente trabalho poderá ser utilizado como base de subsidio técnico para estimativa e elaboração de orçamentos.
Com o decorrer dos anos cada vez mais profissionais estão disponíveis no mercado de trabalho, e com isso veio o aperfeiçoamento de técnicas de construção buscando sempre uma melhor qualidade estrutural com menores custos.
Em uma tentativa de majoração dos lucros é necessário empregar uma boa concepção estrutural junto com a escolha certa da resistência característica a compressão (fck) para que a estrutura não seja superdimensionada e produza gastos desnecessários para a boa qualidade e funcionamento da mesma, nesta pesquisa será utilizada lajes nervuradas em múltiplos pavimentos focando a sua melhor forma estrutural e economia.
4 OBJETIVOS
4.1 OBJETIVO GERAL
O objetivo deste trabalho é realizar uma analise comparativa entre edificios de três, cinco, sete e nove pavimentos em laje nervurada com diferentes resistências característica à compressão do concreto (fck), todos pré-determinado, buscando a melhor relação técnico-econômica Em um edifício com planta quadrada na proporção 1:1.
4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
a) Desenvolver projetos estruturais de edifícios com três, cinco, sete e nove, com foco na laje nervurada e pilares com valores da resistência característica à compressão (fck) de 20, 25, 30, 35, 40 MPa;
b) Com os dados coletados gerar gráficos para a comparação; c) Efetuar composição de custos da superestrutura;
d) Esclarecer o menor custo global para os edifícios de três, cinco, sete e nove pavimentos.
5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Para se melhor elaborar um determinado trabalho é necessário um conhecimento amplo das normas e padrões a serem adotados para que a sua execução seja programada e amparada pelas normas sempre visando a segurança, conforto, e durabilidade. Deve-se ter conhecimento de todos os materiais utilizado e de todo o desempenho da estrutura.
5.1 HISTORIA DO CONCRETO
Segundo Giongo (2007 p.1), se tem relato que as construções em pedras existem há mais de quatro mil anos um exemplo é a pirâmides de Gisé, foram construídas entre 2.650aC e 2.550aC.
Segundo Giongo (2007 p.1), na França as primeiras peças de concreto armado foram construídas no século XIX, porem foi apenas no século XX que a sua utilização em maior escala aconteceu, com o desejo de se criar uma pedra artificial mas que fosse fácil de se moldar e conseguisse chegar a melhor dimensão para se utilizar e com a mesma resistente, durabilidade e economia que as rochas achadas na natureza.
Segundo Pedroso (2009 p.14), o concreto é o segundo material mais utilizado no mundo, em média de 1,9 toneladas de concreto por habitante por ano, um produto que é utilizado pelo mundo inteiro nos demais tipos de construções, pois sua trabalhabilidade quando em estado fresco permite várias modelagens, varias formas e tamanho e quando endurecido possui uma alta resistência característica a compressão, uma das razões da sua utilização na construção é a sua alta resistência a água podendo ficar exposto a ela sofrendo menos deterioração que a madeira e o aço, os materiais que constituem o concreto é de baixo valor e encontrado em abundância.
5.2 NORMATIZAÇAO
Os principais documentos normativos dedicados na elaboração de projetos estruturais de edifícios de concreto armado.
5.2.1 NBR 6118:2007 - Projeto de estruturas de concreto
5.2.3 NBR 6123:1988 - Forças devidas ao vento em edificações
5.2.4 NBR 7480:1996 - Barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto armado
5.2.5 NBR 14931:2004 - Execução de estruturas de concreto 5.2.6 NBR 8681:2003 - Ações e segurança nas estruturas
5.2.7 NBR 14860-1:2002 - LAJE PRE-FABRICADA - PRÉ-LAJE – REQUISITOS.
5.3 PROPRIEDADES DOS MATERIAIS.
5.3.1 Concreto
Segundo Araujo (2010, p. 1), a composição do concreto depende diretamente de qual a necessidade dele e onde será empregado o seu uso. O concreto é o resultado da mistura de agregados, aditivos químicos e adições minerais (pozolanas), a resistência característica a compressão do concreto depende de inúmeros fatores, do seu fator água cimento, grau de adensamento e dos tipos de agregados (naturais ou britados).
Segundo Araujo (2010, p. 1), o concreto armado é um material composto de concreto e barras de aço a associação desses materiais só é permitida pois possuem o mesmo coeficiente de dilatação e o concreto possui uma baixa resistência a tração mas excelente resistência a compressão onde as barras de aço são utilizadas para cumprir a atividade de absorção da tração.
Segundo Yopanan C. P. Rebello (2000, p. 17), “mais do que mostrar como se comportam determinados sistemas estruturais busca-se evidenciar a possibilidade de determinadas soluções.”
5.3.1.1 Deformação do concreto
A deformabilidade do concreto depende diretamente do tempo onde são separadas em dois tipos a fluência e a retração, a fluência é classificada em dois tipos a básica e a fluência por secagem, a retração e classificada em dois tipos a retração autógena e a retração por secagem. (ARAÚJO, 2010, p.33-40)
A fluência é a deformação lenta do concreto, acontece devido a tensões permanentes de compressão ao decorrer do tempo, a fluência básica é aquela que não tem perda de agua do concreto para o meio ambiente, onde nos ensaios de
laboratório ela é envolvida por borracha e colada com resina para evitar a perda de agua do concreto e a fluência por secagem é onde ocorre perda de agua do concreto para o meio.(ARAÚJO,2010, p.32-34)
A retração é a redução de volume do concreto durante seu endurecimento. Onde a redução do concreto acontece devido a perda de agua na hidratação do cimento que se denomina retração autógena ou a retração hidráulica que é determinada devido as condições do tempo. No concreto pode ocorrer a ‘’expansão’’ da peça aquela que estiver submersa é um fenômeno inverso ao da retração, que acontece a absorção de agua do meio para dentro da peça. (ARAÚJO, 2010, p.39-40).
5.3.1.2 Propriedades mecânicas do concreto
O concreto quanto endurecido se torna um material altamente resistente aos esforços de compressão e não tão bem ao de tração chegando a ser da ordem da décima parte da resistência à compressão. (ROMANO, 2004).
A conferência da resistência à compressão é feita em corpos de provas cilíndricos medindo 10-15 cm de diâmetro e 20-30 cm de altura com a idade do concreto após os seus 28 dias para ensaios de ruptura por compressão (ROMANO, 2004).
O concreto é um material que sua resistência quando endurecido depende de inúmeros fatores sendo eles o consumo de cimento e de agua da mistura, o grau de adensamento, os tipos de aditivos e de agregados. Em relação a agua cimento que é um fator determinante na porosidade do cimento endurecido quanto maior for a quantidade de cimento e menor a quantidade de agua maior sera a sua resistência à compressão. Os agregados que compõem o cimento se forem de seixos arredondados e lisos iram contribuir para uma menor resistência do concreto (ARAÚJO, 2010).
Segundo Araújo (2010, p.8), “A resistência à tração do concreto pode ser determinada em três ensaios diferentes: ensaio de tração axial, ensaio de compressão diametral ou ensaio de flexão.”
Segundo Araújo (2010, p.49), “A durabilidade das estruturas de concreto é um dos aspectos de maior relevância, dentro da filosofia das modernas normas de projeto.”
A utilização do concreto para fins estruturais tem a vantagem de fácil manuseio quando em estado fresco, não necessita de uma mão-de-obra tão qualificada, tem durabilidade e de fácil modelagem a diversos tipos de formas, as desvantagens são no aspecto de desconforto térmico, peso da estrutura e difícil de se fazer manutenção. (ARAÚJO, 2010).
5.3.2 Aço para concreto armado
Tendo o conhecimento que o concreto tem sua resistência a tração um decimo do que resiste a compressão foi necessário a incorporação de um material que supra essa necessidade na tração e tenha mesmo coeficiente de dilatação, por isso a inclusão do aço.
De acordo com a NBR 7480 (ABNT, 1996, p. 2), o aço é classificado em barras e fios. Com a as barras subdivididas nas classes CA-25 e CA-50, e os fios são exibidos pela classe CA-60, onde as barras possui diâmetro nominal igual a 6,3mm ou maior, e os fios aquele que apresentam um diâmetro nominal inferior ou igual a 10 mm.
5.4 LAJE NERVURADA
De acordo com Spohr (2008), com o passar dos anos ao se empregar lajes maciças não se tinha problemas quando construída com vãos relativamente pequenos e sujeito somente a cargas distribuídas. Mas com o crescimento do mercado imobiliário a necessidade de novas soluções mais econômicas que as empregadas se transformou em uma preocupação para os construtores
Segundo Spohr (2008), “[...]os vão cresceram e as alvenarias foram sendo apoiadas diretamente sobre as lajes, o emprego de lajes maciças leva a espessuras antieconômicas.[...] surgiram novos sistemas estruturais,[...]como lajes nervuradas”
Tem sua origem em 1854, quando William Boutland Wilkinson patenteou um sistema em concreto armado de pequenas vigas regularmente espaçadas, onde os vazios entre as nervuras foram obtidos pela colocação de moldes de gesso, sendo uma fina capa de concreto executada como plano de piso. No sistema nervurado tem-se um alívio do peso próprio da estrutura e um aproveitamento mais eficiente dos materiais, aço e concreto, já que a mesa de concreto resiste aos esforços de compressão e a armadura os de tração, sendo que a nervura de concreto faz a ligação mesa-alma.Os vazios são
obtidos com moldes plásticos removíveis ou então pela colocação de material inerte perdido, como por exemplo o isopor ou peças cerâmicas.(DIAS, 2004)
Segundo Ferreira (2005), Na laje nervurada os espaços entre as nervuras deveram ser preenchidos com elementos leves, inertes, sem função estrutural, ou simplesmente continuar vazios. Para se construir um pavimento de laje nervurada onde as nervuras se mantem abaixo da mesa é necessário se utilizar de uma estrutura auxiliar para posicionar as cubetas que fica a critério do projetista dimensiona-las ou elementos de preenchimento, para a formação da estrutura se tem um tablado horizontal apoiado com caibros ou estrutura de madeira onde em cima se faz a locação das formas ou materiais de preenchimento, De acordo com as figuras 1 e 2.
Figura 1 - Preenchimento com isopor
Figura 2 - Cubetas de pvc
Fonte: http://cddcarqfeevale.wordpress.com/2012/07/11/lajes-nervuradas/
Quanto aos apoios da laje nervurada pode ser apoiada em vigas, diretamente em pilares, ou em paredes de alvenaria estrutural. A laje nervurada pode apoiar em pilares somente se possuir nervuras em duas direções, ou seja, se forem bidirecionais, as ações aplicadas nas lajes são transmitidas diretamente aos pilares onde nessa ligação podem conter capitéis, que são engrossamentos dos pilares com aparência de troncos de pirâmides para o aumento da seção transversal do pilar, com intuito de se diminuir as tensões de cisalhamento e evitar o puncionamento da laje, sendo que nessas regiões estão constantemente sujeitas a forças cortantes elevadas. (FERREIRA, 2005), de acordo com a figura 3.
Fonte: (FERREIRA, 2005)
5.5 CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Segundo Giongo, (2007, p. 55), um anteprojeto se começa com o posicionamento dos pilares de uma maneira que não tenha interferência no projeto arquitetônico e de instalações, as medidas dos elementos de estrutura não devem interferir com a alvenaria ou outros materiais, sempre respeitando as medidas mínimas dos elementos estruturais todas referenciadas em normas nacionais e internacionais. Visando sempre todas as ações que a estrutura tem que resistir.
Segundo Pinheiro (2003, p.17.2), “Para as lajes nervuradas procura-se evitar engastes e balanços, visto que, nesses casos, têm-se esforços de compressão na face inferior, região em que a área de concreto é reduzida.”
5.5.1 Caminho das ações
Segundo Pinheiro (2003, p.17.2), “As lajes recebem as ações verticais, perpendiculares à superfície media, e as transmitem para os apoios. Essa situação confere à laje o comportamento de placa.”
Uma função da laje é agir como diafragmas horizontais rígidos, onde divide entre os pilares do arranjo estrutural as ações horizontais fazendo com que a laje tenha ações distribuída em seu plano, funcionando como uma chapa ,onde é fundamental esse comportamento para a estabilidade global do arranjo estrutural, por meio da laje que os pilares contraventados se escoram nos elementos de contraventamento, estando seguro contra as ações laterais.(Pinheiro, 2013 p.17.2), conforme mostra a figura 4.
Figura 4 – Caminhamento das cargas de lajes apoiadas diretamente sobre pilares Fonte: Spohr (2008)
5.5.2 Locação Pilar
A formação da estrutura se da inicio com a locação dos pilares se dando inicio em função do projeto arquitetônico, geralmente não se tem mudanças na locação dos pilares dos demais pavimentos, nas áreas em comum sendo as escadas, elevadores e os reservatórios elevados, pode-se adotar pilar parede na região do elevador para aumentar a resistência do edifício com relação as ações horizontais, ainda pensando nas ações horizontais se deve ter um alinhamento entre os pilares para que possa gerar pórticos e pórticos espaciais que possam ser solicitados por ações horizontais.(GIONGO, 2007, p.60).
5.5.2.1 Locação Laje
A locação da laje e o arranjo das nervuras serão dispostos para vencer vãos entre seis e oito metros buscando uma maior economia na estrutura e minimizar as vibrações e os deslocamentos verticais exagerados.
Conforme a NBR 8681 (ABNT, 2003, p. 2), “Causas que provocam esforços ou deformações na estrutura. Do ponde de vista prático, as forças e as deformações impostas pelas ações são consideradas como se fossem as próprias ações.”
Segundo a NBR 8681 (ABNT, 2003), as ações que agem na estrutura são divididas em: permanentes, variáveis, excepcionais e acidentais.
5.6.1 Ações Permanentes 5.6.2 Ações variáveis 5.6.3 Ações excepcionais
5.7 ESTABILIDADE GLOBAL
Buscando a estabilidade global é necessário se fazer uma analise estrutural na distribuição de esforços internos, deformações, tensões e deslocamentos na estrutura verificando os estados limites últimos e de serviços, e desempenhar de maneira simples e satisfatória todos os caminhos que as ações irão percorrer ao longo da estrutura até os apoios. (ABNT, 2007, NBR 6118, p.73-74).
5.7.1 Parâmetro de instabilidade
Em 1967 Beck e König descobriram um método para avaliar a estabilidade global utilizando o parâmetro de instabilidade (α), onde configura a estrutura como
sendo um meio elástico tendo a possibilidade de ser nós fixos ou deslocáveis de acordo com o valor encontrado. Parâmetro este que não determina os esforços de segunda ordem. (ABNT, NBR 6118, 2007, p. 92).
5.7.2 Coeficiente γz
Segundo NBR 6118 (ABNT, 2007, p. 88), “Coeficiente de majoração dos esforços globais finais de 1a ordem para obtenção dos finais de 2a ordem”.
Para determinar a importância dos esforços de segunda ordem em estruturas reticuladas. Sendo “γz” menor ou igual a 1,1 a estrutura apresenta nós fixos, sendo
uma estrutura indeslocável e de nós móveis se 1,1 < γz ≤ 1,3. (ABNT, NBR 6118,
2007, p. 88).
Uma estrutura precisa atender vários aspectos para atingir um nível satisfatório sendo eles: aspectos econômicos, estéticos, segurança, bom desempenho em serviço e durabilidade. Existe tambem alguns tipos de estruturas que necessita atender a outros tipos de condições como a resistência ao fogo, ações sísmicas, explosão e impacto. Quando todas as exigências atendidas o edifício não chega ao estado limite.(ARAÚJO, 2010, p.59-60)
5.8.1 Estado limite ultimo (ou de ruína)
De acordo com Araújo (2010, p. 60), o estado limite ultimo é quando a construção se encontra em uma circunstancia de emergência, onde a resistência para manter a estabilidade da estrutura foi esgotada, fazendo com que a estrutura chegue ao seu colapso ou algum tipo de ruína estrutural, em que é preciso a suspensão total ou parcial do uso da estrutura, de acordo com a figura 5
Figura 5 – Estado limite ultimo em um edificio.
Fonte: http://domedioorienteeafins.blogspot.com.br/2010/11/derrocada.html
5.8.2 Estado limite de utilização
Nesse estado está ligado o comprometimento da aparência, durabilidade e conforto onde prejudica a utilização da estrutura, sendo que ela começa a exibir deformações excessivas, vibrações e fissuras que por sua vez compromete a durabilidade da estrutura. (ARAÚJO,2010, p.60), conforme mostra a figura 6
Figura 6 – fissuraçao excessiva
Fonte: http://www.clickpb.com.br/noticias/paraiba/tce-encontra-fissuras-e-falta-de-licenca-ambiental-na-estacao-ciencias-e-confirma-que-obra-e-irregular/
5.9 CUSTO
Os custos da obra são separados em custos diretos e custos indiretos onde o custo direto é a soma dos valores dos insumos utilizados na obra juntamente com a mão-de-obra e equipamentos necessários, fica sendo como custos indiretos aqueles que serão utilizados para a execução do projeto, mas não estarão dentro do mesmo exemplo: taxas, impostos, administração local e instalação do canteiro. (TCPO, 2010)
Valores a ser utilizado no projeto pesquisa serão baseados na tabela SINAPI e levantamento local para uma melhor aproximação dos valores de mercado.
6 METODOLOGIA
A subdivisão da metodologia será feita em duas partes a primeira abordando os materiais a serem utilizado para ajudar na pesquisa, a segunda parte será denominada por métodos, onde contem a descrição dos procedimentos técnicos utilizados para a execução e as etapas.
6.1 MATERIAIS
Os materiais a serem utilizado para a realização da pesquisa apresentada será limitada aos softwares de calculo estrutural e uma Planilha eletrônica. Com o software de calculo estrutural um software utilizado pela engenharia e construção, são obtidos os resultados das analises estruturais (locais e globais), a verificação dos deslocamentos dos elementos estruturais, dimensionamento da armadura, verificações do concreto, todas as dimensões da laje nervurada, quantitativo de materiais como o concreto aço fôrmas). Após todas as analises executadas os resultados serão inseridos em forma de planilhas e gráficos, com a utilização de uma planilha eletrônica.
6.2 MÉTODOS
Com o conhecimento de normas da ABNT citadas no item 5.2 e varias bibliografias citadas ao longo deste projeto, este trabalho será executado seguindo cinco etapas. A primeira etapa será a utilização de um projeto arquitetônico existente na cidade de Sinop com algumas pequenas mudanças e adaptações para melhor utilização. Na segunda etapa será desenvolvida a concepção estrutural, onde será definido o arranjo estrutural. Na terceira etapa, com a utilização do software de calculo estrutural, para gerar uma analise e o dimensionamento da estrutura, logo, quantificação dos materiais. Na quarta etapa, será feito a composição dos custos para os elementos estruturais. Na quinta etapa com a utilização de uma planilha eletrônica, os resultados serão organizados, de quantitativo de custos e materiais gastos, serão feitos gráficos para analise técnico-econômica.
6.2.1 Projeto Arquitetônico
O projeto arquitetônico será um projeto de edifício residencial, na cidade de Sinop-MT e, terá uma proporção em planta aproximada de 1:1. Considerando um
modelo estrutural com três, cinco, sete e nove pavimentos a planta será utilizada igualmente para todos.
6.2.2 Concepção Estrutural
O arranjo estrutural preconiza a utilização de lajes nervuradas apoiadas diretamente nos pilares, ou em pilares com capitéis conforme a necessidade.
Os pilares serão dispostos em conveniência com o projeto arquitetônico, buscando vãos econômicos, inicialmente adotado como 6 e 8 metros aproximadamente, para evitar o cisalhamento e punção na transferência de tensão da laje para os pilares será utilizado os capiteis quando necessário para ter a melhor estabilidade global do edifício, no que se refere a altura da laje, será adotado a medida pré-dimensionada da cubeta.
Quanto a cubeta, conforme o andamento do trabalho será realizado testes, envolvendo a rigidez da peça e o volume de concreto necessário para a sua confecção, então será determinada a geometria da cubeta.
Com relação à estabilidade global do edifício, poderá ser testada com a presença de núcleo rígido (caixa do elevador).
6.2.3 Análise Estrutural
Para produzir os cálculos da edificação serão executados de acordo com as normativas citadas, devidos as características do projeto, serão consideradas na estrutura as ações permanentes e variáveis. As ações permanentes serão consideradas o peso próprio da estrutura, revestimento, alvenaria e reações de apoio. As ações variáveis serão consideradas as sobrecargas de utilização dependendo da finalidade de cada cômodo, considerando os efeitos do vento de acordo com a região de Sinop-MT onde o vento médio é de 30m/s.
Se tratando de um projeto de concreto armado temos que determinar algumas especificações para o uso do concreto e do aço pois eles serão de suma importância no desempenho da estrutura por isso a necessidade de se padronizar determinados critérios que serão utilizados no software de acordo com normas tais elas a classe de agressividade ambiental para determinar os cobrimentos mínimos internos e externos do edifício, resistência característica á compressão para o melhor desempenho da estrutura, relação agua-cimento para não se ter problemas na resistência e slump (abatimento) e o tipo do agregado utilizado. Para o aço
utilizado algumas bitolas padrão para o pré-dimensionamento, para evitar perda de material e tempo fazendo uma melhor execução do projeto, determinaremos também os valores de resistência característica à tração, diâmetros, espaçamento.
Será verificado os deslocamentos globais da estrutura de acordo com as ações de primeira e segunda ordem. Levando em consideração os parâmetros de modulo de elasticidade, rigidez efetiva das seções e fluência, verificando as flechas da estrutura apontadas pelo software visando os estados limites para que estajam de acordo com a norma caso não esteja dentro das especificações da norma alcançando uma estabilidade global ideal, deverá ser executado alterações na estrutura do projeto alcançando a maior estabilidade para a estrutura e tendo os melhores valores para o coeficiente “γz” e do parâmetro de instabilidade “α”.
6.2.4 Composição de custos
Após a obtenção da quantificação dos materiais (concreto, aço e fôrmas) da superestrutura, será adicionado a mão-de-obra de acordo com a tabela SINAPI-MT e equipamentos então teremos a composição de custos da obra.
6.2.5 Parâmetros técnico-econômicos
Com a intenção de disponibilizar material de apoio na área técnica, será feito a quantificação dos materiais e valores de serviços para estabelecer o menor valor para cada arranjo estrutural.
Com os resultados colhidos serão disponibilizados em tabelas e gráficos com o auxilio de uma planilha eletrônica, sendo eles apresentados da seguinte maneira: kg, aço/m³,concreto; m³,concreto/ m²,área; R$/m²,área.
7 CRONOGRAMA
ATIVIDADES
2014 2015
OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABRI MAI Aprovação do projeto de pesquisa Redação do projeto de pesquisa Elaboração do projeto Consideração dos resultados e discussões dos projetos estruturais Conclusão Redação da monografia Revisão e entrega oficial do trabalho Defesa
8 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
ARAÚJO, J. M. D. Curso de Concreto Armado. 3ª. ed. Rio grande: Dunas, v. 1, 2, 3, 4, 2010.
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