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AVISO AOS OPERADORES ECONÓMICOS
PROCESSOS ANTI-DUMPING E ANTI-SUBVENÇÕES INICIADOS PELA CHINA SOBRE AS IMPORTAÇÕES DE VINHOS, ORIGINÁRIAS DA UNIÃO EUROPEIA
No dia 1 de julho de 2013, foram iniciados um processo anti-dumping e um processo anti-subvenções, respetivamente, através dos anúncios n.os 36 e 37 do Ministério do Comércio da República Popular da China (MOFCOM), cujas investigações visam as importações de vinhos, originárias da União Europeia, na sequência de queixas apresentadas pela Associação de Bebidas Alcoólicas da China (CADA), em maio passado.
Poderão consultar os referidos anúncios no site do MOFCOM (http://english.mofcom.gov.cn/).
Nestes processos apenas estão em causa as importações de vinho europeu no mercado da China territorial (Mainland China). Os mercados de Hong Kong e Macau não são considerados neste âmbito. Estes processos afetam todas as exportações de vinhos da União Europeia (e de Portugal) para o mercado chinês, pelo que se aconselha os operadores económicos que possam ser afetados por estes processos a registar-se como partes interessadas nos mesmos, como forma de melhor salvaguardar os seus interesses e direitos no decurso das investigações.
QUAIS SÃO OS VINHOS EM CAUSA?
Vinhos de uvas frescas, incluindo os vinhos enriquecidos com álcool; mostos de uvas, excluindo os da posição 2009, classificados nos códigos aduaneiros 220410, 220421 e 220429.
EM QUE CONSISTEM OS PROCESSOS?
Durante as investigações, as Autoridades chinesas, com base nas informações fornecidas pela CADA na queixa que originou os processos, e pelos operadores económicos que se registarem como partes interessadas, terão que apurar:
1. A existência da prática de dumping e/ou de subvenções (subsídios) na atividade dos produtores/exportadores europeus de vinhos nas suas vendas para a China;
2. A existência de prejuízo à indústria produtora de vinhos chinesa (representada pela CADA); e 3. A existência de um nexo de causalidade entre o dumping e/ou subvenções e os prejuízos
identificados.
Todas as partes interessadas têm o direito de se defender e demonstrar que não praticam dumping nem beneficiam de subvenções, através de uma investigação individualizada à sua atividade, baseada na
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resposta a um conjunto de questionários muito detalhados (exigindo informações sobre produção, exportação, vendas, custos, margens de lucro, listas de clientes, etc.).
No entanto, considerando o elevado número de operadores económicos no setor da produção de vinhos na União Europeia, as Autoridades chinesas deverão recorrer a um sistema de amostragem nestes processos. Isto é, entre os produtores/exportadores europeus que se inscreverem como partes interessadas, apenas alguns (em princípio os mais representativos) serão selecionados pela amostragem e deverão responder a determinados questionários.
Acresce que, as partes interessadas serão consideradas como empresas cooperantes.
Os operadores económicos que não se registarem serão considerados como empresas não-cooperantes. Quer no processo anti-dumping, quer no processo anti-subvenções, as investigações serão conduzidas por dois organismos diferentes do MOFCOM.
A existência da prática de dumping e/ou de subvenções (subsídios), será investigada pelo Bureau of Fair Trade for Imports and Exports (BOFT). O período de investigação, neste caso, é o ano de 2012.
A existência de prejuízo à indústria produtora de vinhos chinesa Existência de danos para a indústria de vinho chinês, investigado pelo Bureau of Industry Injury Investigations (BIII). O período de investigação sobre a existência de prejuízo abrange os anos 2009, 2010, 2011 e 2012.
Para efeitos de registo como partes interessadas em ambos os processos junto dos Organismos do MOFCOM mencionados, os operadores económicos deverão preencher os formulários disponibilizados (em inglês e chinês) no site do MOFCOM e/ou da Direção-Geral das Atividades Económicas (www.dgae.pt).
QUAIS AS IMPLICAÇÕES DESTES PROCESSOS E DO REGISTO COMO PARTES INTERESSADAS NOS MESMOS?
Caso as Autoridades Chinesas concluam nas respetivas investigações a existência da prática de dumping/subvenções por parte dos produtores/exportadores de vinhos europeus e o consequente prejuízo da indústria produtora de vinhos chinesa, serão aplicados direitos anti-dumping e direitos compensatórios (anti-subvenções), adicionais aos direitos aduaneiros já aplicados às importações de vinhos originários da União Europeia, como forma de eliminar os efeitos de distorção económica das práticas identificadas.
Neste caso, sucede que o vinho europeu exportado para a China ficará mais caro, tornando eventualmente mais difícil a sua venda no mercado Chinês.
Os operadores económicos terão vantagem em se registar como partes interessadas e ser considerados empresas cooperantes.
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As empresas cooperantes, que foram selecionadas pela amostragem, beneficiarão da aplicação de direitos anti-dumping e compensatórios, específicos, calculados com base nas informações que forneceram nas respostas aos questionários durante as investigações.
As restantes empresas cooperantes, não selecionadas pela amostragem, deverão beneficiar da aplicação de direitos anti-dumping e compensatórios calculados com base na média dos direitos aplicados as empresas cooperantes selecionadas pela amostragem.
Além disso, as empresas cooperantes terão acesso aos dossiês não-confidenciais dos processos e receberão informação sobre as decisões adotadas pelas Autoridades Chinesas no decurso das investigações.
Finalmente, os operadores económicos que decidirem não se registar, as empresas não-cooperantes, serão alvo de direitos anti-dumping e compensatórios residuais, mais punitivos que os aplicados às empresas cooperantes e que corresponderão à margem de dumping e ao montante de subvenções mais elevados identificados nas investigações.
QUAIS OS PROCEDIMENTOS PARA SE REGISTAR COMO PARTE INTERESSADA?
Os operadores económicos dispõem de um prazo de 20 dias a contar da data de início dos processos, para proceder ao registo como partes interessadas, ou seja, até dia 21 de julho de 2013. Uma vez que dia 21 de julho é um domingo, aconselha-se a efetuar o registo até ao dia 19 de julho.
O registo como partes interessadas, em ambos os processos, deverá ser efetuado junto do BOFT e do BIII.
O formulário de registo junto do BOFT poderá ser enviado em inglês e por fax, enquanto o formulário de registo junto do BIII deve ser efetuado em chinês e remetido por correio registado. Em qualquer dos casos, os formulários de registo poderão ser entregues em mão.
Deverão ser enviados todos os documentos solicitados para o efeito e devidamente autenticados.
Recomenda-se que as empresas que têm exportado para a China nos anos que vão ser objeto de investigação ou que têm um interesse particular no mercado chines se registem nos processos.
As partes interessadas poderão nomear um representante legal que terá de ser um advogado local chinês ou uma empresa de advocacia europeia com delegação na China, devendo ter uma procuração para acompanhamento dos respetivos processos. Recomenda-se o recurso a assistência jurídica, especialmente, no caso das partes interessadas que sejam selecionadas pela amostragem.
As partes interessadas, deverão estar totalmente disponíveis para colaborar com as Autoridades Chinesas e fornecerem toda a informação que lhes for solicitada, a qual será objeto de tratamento confidencial.
As partes interessadas que no decurso do processo decidam não responder aos inquéritos, nomeadamente se forem selecionadas pela amostragem, serão consideradas como empresas não-cooperantes.
Cabe a cada operador económico efetuar uma análise custo/benefício do seu interesse em participar nestes processos tendo em conta o seu interesse na exportação para o mercado chinês.
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O QUE ACONTECE APÓS O REGISTO?
Uma vez registadas as partes interessadas, o BOFT fará uma seleção das empresas que farão parte da amostragem e que serão investigadas individualmente. A publicação dos questionários será realizada no prazo de 10 dias após a data limite para registo, ou seja, até 31 de julho de 2013.
As empresas selecionadas receberão o questionário do BOFT e terão de apresentar uma resposta detalhada num prazo relativamente curto - geralmente, 37 dias a contar do dia do envio do questionário. Poderá haver a possibilidade de uma prorrogação deste prazo.
No seguimento, o BOFT poderá remeter questionários adicionais, e as empresas selecionadas poderão ser alvo de visitas de verificação por parte das equipas de investigação do BOFT. As empresas que não foram selecionadas em geral, não deverão apresentar quaisquer informações adicionais as já prestadas ao BOFT no momento do registo como partes interessadas.
Todas as partes interessadas que se registaram junto do BIII, receberão um questionário abordando as questões relacionadas com o prejuízo, o qual também lhes será disponibilizado no prazo de 10 dias após a data limite para registo, ou seja, até 31 de julho de 2013. Este questionário deverá ser mais curto do que o questionário do BOFT, embora o prazo de resposta seja semelhante.
O MOFCOM pretende concluir ambas as investigações antes de 1 de julho de 2014, prazo que poderá ser prorrogado até 1 de janeiro de 2015, no caso de circunstâncias excecionais.
CONTACTOS RELEVANTES
MINISTRY OF COMMERCE OF PUBLIC REPUBLIC OF CHINA (MOFCOM) No. 2, Dong Chang’an Avenue, Beijing Zip code: 100731
Bureau of Fair Trade for Imports and Exports of MOFCOM (BOFT) Tel.: 86-10-85093417, 85093407, 65198417
Fax: 86-10-85093400
Bureau of Industry Injury Investigation of MOFCOM (BIII) Tel.: + 86-10-65198180, 65198076, 65198185
Fax: + 86-10-65198172
EUROPEAN COMMISSION
Directorate General for Trade (DG TRADE), Unit H5 N 105, 05/97
Avenue des Nerviens 105 B-1049 Brussels/Belgium
Contact persons: Carlo Pinto; Frederic Michiels
e-mail: [email protected]; [email protected]
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Ministério da Economia e do Emprego / Direção-Geral das Atividades Económicas Av. Visconde de Valmor, nº 72
1069-041 Lisboa
Contact persons: Alice Rodrigues ; Armando Coutinho ; João Guerra Tel.: 21 791 91 00
e-mail: [email protected] ; [email protected]; [email protected]
INFORMAÇÕES ÚTEIS ADICIONAIS
A Direção-Geral de Comércio da Comissão Europeia disponibiliza para os operadores económicos europeus o Guia para os Exportadores da União Europeia.
Este Guia contém toda a informação essencial sobre os procedimentos a adotar no caso dos produtores/exportadores da União Europeia afetados por processos de defesa comercial iniciados por países terceiros, para onde exportam ou pretendam vir a exportar.
Poderá efetuar o respetivo download da versão em português no site da Direção-Geral de Comércio da Comissão Europeia (trade.ec.europa.eu)e/ou da Direção-Geral das Atividades Económicas (www.dgae.pt).