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Um Milagre para Samuelito

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(1)

!

Um

Milagre

para Samuelito

Ullla lIistória do México por

ROSE M. CARVIN

Traduzido por

YOLANDA VIEIRA

0 -U 111 a public~ação de

BIBLE VISUALS INTERNATIONAl PO BOX 153

AKRON PA 17501-0153

Publicado 110 Brasil pela.

Aliança Pró Evangelização

das

Crianças

Rua Varnhagen, 44 - Sala 3

Caixa Postal, 1804

S .

.

PAULO •. CAPITAL

·

f

Um

Milagre para Samuelito

Uma História do México

por

ROSE M. CARVIN

Traduzido por

YOLANDA

VIEIRA

0 -Uma publicação de

BIBLE VISUALS INTERNATIONAL PO BOX 153

AKRON PA 1750H1153

Publicado 110 Brasil pela.

Aliança Pró Evangelização das Crianças

Rua Varnhagen, 44 - Sala 3 Caixa Postal, 1804

(2)

I N T R

O

D-U

ç

Ã

O

A linda história. de Santuelito ) o menino do México,

foi pre'porada para ser

cO'ntada,

caPítulo por ca'pítulo,

e1n qualquer trabalho cOm crian'ças.· Deve ser ilustrad4a

cont gravuras coloridas e a:traentes.

Contámos a histórÚlJ numa Escola Bíblica

~e

Férias,

e as criança1s

gosta~OM1,

tanto' que' q'tUlse não pod'ia.1'!l

es-p

·

erar o. outro dia para saber o qu

'

e

ia

acO'ntecer em

se-guida ao jovem

S arntuelito.

O caminho da salvação é apresentado du'Ínal maneira

simPles e clara, fazendo parte da; história e'1n vez de

ficar

C011tlO

um {( ser1nãozinho

J'

no fim. Nenhuma:

criam.

-ça, ouvindo

ai

história, pode deixar de saber

QJ

111t1m!eira

pela qual ew, tmmbént, pode ser salva;

~ gerralmje1n\te,

as.

crianças sentent um desejo ardente de conhecer aio

m.esn1lO

Salvador que

Sa111,ue~itto

conheceu.

.

Conte'mlos esta história; às nossas cr1ia.nças, telnd.o

Se1"l1f-pre em 'In.ente que O' alvo

ê

levar cada

U1'1'Ul

a receber a

Jesus como Salvador e datr-lhe u'1na visão missionária.

A história 11'ão de1.f.e substituir a lição bíblica do dia. F

m

preparada para servir de 111.aterial subsidiário.

P

o~erá

ser usada na ooertUJY(]) ou no encerramento do ifrabdlho.

INTRODUÇÃO

lN T R

O

DU

ç

Ã

O

A linda história de Samuelito, o

m~nino

do México,

foi pr!!palf'ada para ser c.ontada, caPítulo pOr capítulo,

em qualquer trabalho cOm crian

'

ças

.

·

Deve ser ilustradla

com gravuras coloridas e a

:

traentes.

Contámos a histól'ÚD numa Escola Bíblica d

,

e Férias,

e as cnanças gostarlllln tanto- que' quase não podiam es-

, .

perar o

·

outro dia para saber o que ia acontecer em

se-guida ao jovem Sat

muelito.

O

caminho da salvação é apresentado duma mameira

simPles e clara, fazendo parte da história e1n vez de

ficar

CO~1liO

ttm "sermãQzinho" no fim. Nenhuma

criam·

ça, ouvindo (] história

.

, pode deixar de saber (]

n~!e'ira

pela qual ela, também,

pode ser salva; e gerralm;e<l1!

fe, as

crianças sentem um desejo ardente de conhecer

a~

mesmJO

Salvador que Samue'litto conheceu.

C

ônte<mos esta histórÚD às nossas

crl~.nças,

telndo

sem,-pre em mente que o alvo é levar cada uma a receber a

Je'sus como Salvador e dar-lhe uma visão missionária.

A história n'ão deve substituir a lição bíblica do dia. F

o-i

preparada para servir de material subsidiário. Potkrá

ser usada na ooertwra ou no encerramento do rtrO!bdJho

.

INTRODUÇÃO

(3)

1'v! esrno sem as gravttras coloridas~ comlo leitura da

própria criarnça em casa, a história trará a m.eS1na bênção.

Por isso, preparán~os 1t1n livrinho Q'traente, que servirá

comlo presen.te de Notai ou· de Aniversário da c riatnça" ou

. conto um prê1'nio especial.

E' nossa oro,ção qUle o livro tetn'lta grande divulgaçã10

erntre Os pe1queninos, e qU,Ie seja utilizado nas mãos de

Deus para levlW. 1nu~to~ à ialvaçã~.

O

livro de gravura1s coloridas (para ~f.rso do

profes-sor) pode ser adqu.irido na Aliança Pró Ev.angeli~{1tção das

Çrioo:çtalS~ Os núnteros que QiplOrecem entre parêntesis

neste livro, indica;m, o pon:to onde ~3Ve ser mlostrada 01

1to'lJ'lf gravura.

4

-Pela Aliainça

pró

Evangeliz(lção das CY14n:çds,

Eunice

V.

Johnson

INTRODUÇÃO

111 esmo sem as gravuras coloridas, como leitura da

própria criarnça em casa, a história trará a mesma bênção. Por isso, preparám,os mn livrinho atraente, que servirá

como presente de Natal mt de Aniversário da cricnnça, O'U

. COmo

wm

prêmio especial.

E' 1!Qssa ora,ção qUie o livro teQ-l'ha grande divulgaçã,o

erntre Os pequeninos, (i qUle seja utilizado nas mãos de

Deus para levar. 11luitQS

à

salvação. .

O

livro de

gra~ura

'

s

colorida; (para t.uo do

profes-sor) pode ser adquirido na Aliança Pró Evangeliz.(JIção das

CrianÇl!lS. Os números que aparecem entre parêntesis

neste livro, indicam o pQr:-to onde d4roe ser mostrada Qj

1I0va grav'ltra.

4

-Pela Alia,nça pró Evangeliza'ção das Cri<mças,

Eunice V. Johnson

(4)

OAPITULO 1

o

JOVEM ENGRAXATE

\( 1) Samuelito (que é .a maneira de dizer Samuelzinho em Castelhano) estav·a sentado' sôbre os seus calcanha-res, no sujo caminho-, em frente a um pequeno restau-.. rante.. Estava esperando o ônibus. Seus olhos escuros

brilhavam. Seu cabelo negro estava escondido debaixo da aba larga do seu grande

cha-,

.

peu meX1cano.

Olhava atenta1mente para o. homem cego que estava ao seu lado. De vêz em quando dava uma olhada para :a es-treita estrada poeirenta. ~le

sabia que .o homem cego ha-veria d'e perceber antesl dêle a chegada do ônibus. Eu acho que êle vê Com 00

ouvidos,

pensou Samuelito.

Dali a pouco,

°

cego se endirletitou na cadeira, afi-nOll as cordas do violão e preparou-se palra cantar. Es-treitando os olhos par.a protegê-los. do sol, Samuelito

o

JOVEM ENGRAXATE - 5

,

CAPITULO I

o

JOVEM ENGRAXATE

\ 1) Samuelito (que é a maneira de dizer Samuelzinho em Castelhano) estava sentado· sôhre os seus calcanha-res, no sujo caminho, em frente a um pequeno restau-.. rantJe.. Estava esperando o ônibus. Seus olhos escuros

brilhavam. Seu cabelo negro estava escondido debaixo da aba larga do seu grande

cha-,

.

peu mexIcano.

Olhava atentamente para o homem cego que estava ao seu lado. De vêz em quando dava uma olhada para a es-treita estrada poeirenta. ~Ie sabia que o homem cego ha-veria de perceber antes dêle a chegada do ônibus. Eu acho que êle vê Com OIS ouvidos,

pensou Samuelito.

Dali a pouco, o cego se endiC'eitou na cadeira, afi-nou as cordas do violão e preparou-se pa'ra cantar. Es-treitando os olhos par.a protegê-los do sol, Samuelito

(5)

continuou a esperar. Logo mais, a estrada parecia uma grande núvem de poeir.a: o ônibus estava chegando.

(2) Empurrando o chapéu para trás. Samuelito segurou fortemente a sua caixa de engraxate e aproximou-se da beira da estr.ada, no ponto onde deveria parar o ônibus. O ônibus brecou ruidosamente, e o cego, cer-tificando-se de que a sua caixinha de esmolas estava no lugar certo, começou a c·antar suas tristes' canções, acompanhando-as ao violão.

Samuelito sorria cordialmente para cada passagei-ro que descia. A todos os homens perguntava:

- Engraxate, senhor?

M.as foi uma senhora que retribuiu o seu sorriso e lhe respondeu:

-

Buenos dias.

Samuelito percebeu, pelo sorriso, que aquela se-nhora era bondosa. Observou que ela se dirigia para o lado onde estavam descarregando a bagagem .

. Ela vai ficar em nossa vila, pois está tirando as suas malas, pensou. Onde será que ela vai morar?

Um pouco depois, os passageiros, saindo do restau-rante, retornavam aos seus lugares no ônibus. Samuelito olhava orgulhosamente para aquêles que subiam com os sapatos limpos e lustrosos. Tinha feito um bom ser-viço e tinha re!Cebido um peso e sessenta e cinco

cen-tavos

(mais ou menos Cr$ 400,00 em nosso dinheiro braSileiro) .

6 -

o

JOVEM ENGRAXATE

continuou a esperar. Logo mais, a estrada parecia uma grande núvem de poeir.a: o ônibus estava chegando.

(2) Empurrando o chapéu para trás. Samuelito segurou fortemente a sua caixa de engraxate e aproximou-se da beira da estrada, no ponto onde deveria parar o ônibus. O ônibus brecou ruidosamente, e o cego, cer-tificando-se de que a sua caixinha de esmolas estava no lugar certo, começou a cantar suas tristes ' canções, acompanhandcras ao violão.

Samuelito sorria cordialmente para cada passagei-ro que dEScia. A todos os homens perguntava:

- Engraxate, senhor?

Mas foi uma senhora que retribuiu o seu sorrISO

e lhe respondeu:

- Buenoo diéllS.

Samuelito percebeu, pelo sorriso, que aquela se-nhora era bondosa. Observou que ela se dirigia para o lado onde estavam descarregando a bagagem .

. Ela vai ficar em nossa vila, pois está tirando as

su~ malas, pensou. Onde será que ela vai morar?

Um pouco depois, os passageiros, saindo do restau-rante, retornavam aos seus lugares no ônibus. Samuelito olhava orgulhosamente para aquêles que subiam com os sapatos limpos e lustrosos. Tinha feito um bom ser-viço e tinha 1"txebido um peso e sessenta e cinco

cen-tavos

(mais ou menos Cr$ 400,00 em nosso dinheiro braSileiro) .

(6)

Acho que consegui mais nêste ponto de ônibus do que teria feito numa grande cidade, pensava, à medida que o veículo ia· se afastando. P~lo menos não precisava empurrar outros meninos e briSm' com êles. Poisa.lí êle era o único engraxate. Pela segunda. vêz, contou o di-nheiro e, muito satisfeito, guardou-o cuidadolGamente no bolso de suas calças branoas.

(3) Arrumando cuidadosamente a camisa branca sôbre as calças, estav,a pronto para i'r embora, quando per-cebeu a simpática senhora ao seu lado.

- Voce não é preguiçoso - ela disse·. - Está economiz.ando o dinheiro para comprar algum';} coisa? Qual é seu nome? - peTguntou.

- Eu me chamo Samuelito e quero, um dia, ir à

cidade gr.ande para estudar e aprender muita coisa. - Muito bem - disse ,a mulher. - Mas, se'1"á que você sabe que existe uma coisa que você pode aprender agora, se quiser? E' a coisa mais importante do ' mundo para todos nós. E é de! graça. Quer que eu fale dela?

Samuelito estava desconfiado. Será que essa se-nhofia estava querendo o seu dinreiro? Será que! ela pretendia vender-lhe êsse livinho que carreg.ava na mão, ou aquêle grande que ela trazia debaixo do braço? Bem, ela que falasse, mas êle não iria comprar nada.

Segurando o livro grande, ela perguntou:

o

JOVEM ENGRAXATE - 7

Acho que consegui mais nêste ponto de ônibus do

que teria feito

numa

grande cidade, pensava, à medida que o veículo ia· se afastando.

Pelo menos não

precisava

empurrar outros meninos e

brigar

com êle.s. Pois alí êle era o único engraxate. Pela segunda vêz, contou o di-nheiro e, mwi.to satisfeito, guardou-o cuidadoGamente no bolso de suas calças branoas.

(3) Arrumando cuidadosamente a camisa branca sôbre as calças, estav,a pronto para iT embora, quando per-cebeu a simpática senhora ao seu lado.

- Voce não é preguiçoso - ela disse. - Está economiz.ando o dinheiro para comprar algum;! coisa? Qual é seu nome? - perguntou.

- Eu me chamo Samuelito e quero, um dia, ir

à

cidade grande para estudar e aprender muit.a coisa. - Muito bem - disse a mulher. - Mas, S>eTá que você sabe que existe uma coisa que você pode ap'!'ender agora, se quiser? E' a coisa mais importante do mundo para todos nós. E é de! graç.a. Quer que eu fale dela?

Samuelito estava desconfiado. Será que essa se-nhor,a estava querendo o seu dinreiro? Será que! ela pretendia vender-lhe êsse Iivinho que carregava na mão, ou aquêle grande que ela trazia debaixo do braço? Bem, ela que falasse, mas êle não iria comprar nada.

Segurando o livro grande, ela perguntou:

(7)

--:"" Você conhece a Bíblia, Samuelito? E' o Livro deD·eus . e mostra-nos o caminho para o céu.

- Si!· Si! - êle respondeu. - Mas a ·BíbHa. não é para mim. ·Vou aprender a .ter outros· livros, mas a Bíblia não.

- Então, vou lhe ensinar , a ler nêste outro livro que não tem palavras,

nem

figuras. · 01he~ só tem'

pá-ginas de diversa~ côres. M:as êle nos conta a , me~ma

históri.a que a Bíblia conta com palavras. Você não gostaria de dar uma olhada nêle?

- Si - respondeu o menino. - Mas, não en-tendo como é que êle pode contar uma. histÓlria, se não

, '

tem palavras, nem figuras.

- Você vai ver - a mulher respondeu. -

contei essa história a muitos meninos e meninas, e êles

aprenderam o caminho para o céu.

( 4) Abrindo o livrinho, a ~ulher mostrou uma página dourada.

- Esta CÔf faz-nos pensar ,sôbre o céu, pois a Bíblia conta que ,as !TUas do céu serão de puro ouro.

A mulher segurava a Bíblia enquanto falava.

- Sabemos que o céu é ,um lugar maravilhosO', onde ninguém fica. doente, nem morre.

Abaixando a voz €I olhando para o cego, ela acres-centou:

E ninguém fica cego, Samuelito.

8 -

o

JOVEM ENGRAXATE

~ Você conhece a Bíblia, Samuelito? E' o Livro de .Deus e mostra-nos o caminho para o céu.

- Si! Si! - êle respondeu. - Mas a BíbJi.a não é para mim. Vou aprender a ler outros livros, mas a Bíblia não.

- Então, vou lhe ensmar · a ler nêste outro livro que não tem palavras, nem figuras . . Olhe\ só tem

pá-ginas de diversas côres. M. . :as êle nos conta a . mesma história que a Bíblia conta com palavras. Você não gostaria de dar uma olhada nêle?

Si - respondeu o menino. - Mas, não en-tendo como é que êle pode contar uma histÓlria, se não tem palavras, nem figuras.

- Você vai ver - a mulher respondeu. -

contei essa história a muitos

aprenderam o caminho para

menmos e meninas, e êles

,

o ceu.

(4) Abrindo o livrinho, a mulher mostrou uma página dourada.

- Esta cm faz-nos pensar sôbre o céu, pois a Bíblia conta que ,as lfUas do céu serão de puro ouro.

A mulher segurava a Bíblia enquanto falava.

- Sabemos que o céu é um lugar maravilho&o·, onde ninguém fica doente, nem morre.

Abaixando a voz e olhando para o cego, ela acres-centou:

E ninguém fica cego, Samuelito.

(8)

Os olhos dê Samuelito encheram-se de lágrimas, pois êle tinha pena do homem cego. Que bom seria para o cego ir, depois da morte, para um lugar onde pudesse ver. Mas a mulher continuava falando:

- A Bíblia diz que Deus quer que todos cheguem ao céu para viver com :ttle um dia.

,

(5) Samuelito estava interessado, tendo os negros .olhos fixos no rosto da mulher que~ mostrando . a página preta dq livrinho, continuou:

- Esta página f'az-nos pensar sôbre o pecado. O pecado é fazer coisas erradas, como mentir e r.oubar.

- Mas tôda gente . faz essas coisas - respondeu o menino, sorrindo.

- Mas é . pecado, Samuelito. Deus não quer o pec.ado no céu. Ninguém que tenha pecado em seu coração poderá. entrar no céu.

Samuelito abaixou os olhos.

(6) - Mas, como eu lhe disse, Deus quer que todos entrem no céu - e'la continuou falando. - E esta página se'guinte conta-nos do meio' que ~le providen-ciou p·ar.a nós podermos entrar no céu, depois da mor-te, se crermos e confiarmos n'~le. A Bíblia conta tudo isso - concluíu, müstr'ando a Bíblia novamente.

. .

- Esta página

é

vermelha, sígnificando que o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu sôbre a cruz por nossos pecados. Quando nós cremos e con~

o

JOVEM ENGRAXATE - 9

Os olhos dé Samuelito encheram-se de lágrimas, pois êle tinha pena do homem cego. Que bom seria para o cego ir, depois da morte, para um lugar onde pudesse ver. Mas a mulher continuava falando:

- A Bíblia diz que Deus quer que todos cheguem ao céu para viver com 1l:le um dia.

.

(5) Samuelito estava interessado, tendo os negros olhos fixos no rosto da mulher que', mostrando . a página preta do livrinho, continuou: ,

- Esta página faz-nos pensar sôbre o pecado. O pecado é fazer coisas erradas, como mentir e roubar.

- Mas tôda gente faz essas coisas - respondeu o menino, sorrindo,

- Mas é pecado, Samuelito. Deus não quer o pecado no céu. Ninguém que tenha pecado em seu coração poderá. entrar no céu.

Samuelito abaixou os olhos.

(6) - Mas, como eu lhe disse, Deus quer que todos entrem no céu - da continuou falando. - E esta página seguinte conta-nos do meio · que 1l:le providen-ciou

para

nós podermos entrar no céu, depois da mor-te, se crermos e confiarmos n'1l:le. A Bíblia conta tudo isso - concluíu, mostr·ando a Bíblia novamente.

- Esta página é vermelha, significando que o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu sôbre a cruz por nossos pecados. Quando nós Cremos e

(9)

fiamos n'~le, :tle nos perdoa os pecados e transforma-nos em Seus filhos para sempre. Depois, sendo d':tle, é claro que iremos para o Seu llar quando morrermos. Samuelito estava muito admirado, olhando o livro e a mulher. Será que tudo isso er·a verdadei\fo?

(7) Mostrando a página branca, a. mulher disse:

- Esta página não nos faz pensar em corações enegrecidos pelo pecado, como a outra fazia. Ela nos lembra os corações limpos e purificados' pelo sangue de Jesus, que foi derramado por nós. Será que você seri'a capaz, agora, de virar as páginas do livrinho e contar-m,e o que é que: êle diz das coisas que a Bíblia contétn?

Samúelito ia pegar no livrinho, quando o cego in-terrompeu:

- S amue li to, não pegue nêsse livro - disse. Isso é um truque. O que irão dizer os seus papacitos? Estive ouvindo o tempo todo, e sei que o seu papa'cito

vai ficar muito z·a.ngado se êle descobrir que você es-teve ouvindo essa mulher falar. Ela é uma evangelista!

Amedrontado, Samuelito pegou a sua caixa de en-grax!ate e apressou-se em sentar ao lado do cego. ~le

amava a seus pais e não queria entristecê-los. Mas êle tinha certeza de que essa senhora não era. má.

/ (8) Foi então que Samuelito viu um automóvel apro-xima·r-se e parar e,m frente do Ifestaurante.

10 -

o

JOVEM ENGRAXATE

fiamos n'1tle, 1tle nos perdoa os pecados e transforma-nos em Seus filhos para sempre. Depois, sendo d'ltle, é claro que iremos para o Seu lar quando' morrermos. Samuelito estava muito admirado, olhando o livro e a mulher. Será que tud'o isso era verdadeilfo?

(7) Mostrando a página branca, a mulher disse:

- Esta página não nos faz pensar em corações enegrecidos pelo pecado, como a outra fazia. Ela nos lembra os corações limpos e purificados' pelo sangue de Jesus, que foi derramad'o por nós. Será que você sena ca·paz, agora, de virar as páginas do livrinho e contar-me o que é que, êle diz das coisas que a Bíblia contém?

Samúelito la pegar no livrinho, quando o cego in-terrompeu:

- Samuelito, não pegue nêsse livro - disse. Isso é um truque. O que irão dizer os seus papacitos? Estive ouvindo o tempo todo, e sei que o seu papacito vai ficar muito z·angado se êle descobru que você es-teve ouvindo essa mulher falar. Ela é uma evangelista!

Amedrontado, Samuelito pegou a sua caixa de en· grax.ate e apressou-se em sentar ao lado do cego. 1!:le amava a seus pais e não queria entristecê-los. Mas êl.e tinha certeza de que essa senhora não era

má.

I (8) Foi então que Samuelito viu um automóvel apro-ximar-se e parar em frente do Ifestaurante.

(10)

- Sentimos muito por estarmos atrasados - dis-se um homem. ttle e uma outra. dis-senhora desceram do carro e vier,am cumprimentar a senhor-a que havia conversado com Samuelito.

- Espere, que vou colocar a sua mala no, carro e

já estaremos a· c.aminho.

Samuelito os f,econheceu. Era uma casal de mis-sionários. A espôsa vinha, muitas vêzes, às colinas onde Samuelito morav,a. Seu pai nunca deixav.a que ela os visitasse.

A senhora sorriu e acenou com a mão para Sa-muelito, quando

o.

carro partiu.

E1a é uma eva~lista pensou Samuelito. Entao,

el~ também é missionária. Precisava esquec.er-se de tu-do aquilo que ela tinha contatu-do. Mas que mal fazia pensar naquilo um pouquinho? Não iria vê-la nunca mais. Os automóveis· não andavam pelos es.tr.eitos ca~

minhos que conduziam à sua casa. E essa senhora não IrIa caminhar ,até lá, disso êle tinha certeza. M'as, no seu coração, desejava o contrário.

o

JOVEM ENGRAXA TE -11

- Sentimos muito por estarmos atrasados - dis-se um homem. ~le €! uma outra senhora desceram do carro e vieram cumprimentar a senhora que havia conversado com Samuelito.

- Espere, que vou colocar a sua mala no· carro e já estaremos a caminho.

Samuelito os r.econheceu. Era uma casal de mis -sionários. A espôsa vinha, muitas vêzes, às colinas onde Samuelito morav·a. Seu pai nunca deixava que ela os visitasse.

A senhora sorriu e acenou com a mão para Sa-muelito, quando

o.

carro partiu.

E/a é uma evangelista pensou Samuelito. Então,

el<l também é missionária. Precisava esquecer-se de

tu-do aquilo que ela tinha contatu-do. Mas que mal fazia pensar naquilo um pouquinho? Não iria vê-la nunca mais. Os automóveis· não andavam pelos estreitos ca-minhos que conduziam à sua casa. E essa senhora não ma caminhar até lá, disso êle tinha certeza. M·as. no seu coração, desejava o contrário.

(11)

OAP1TULO 11

o

VASO DA ESCOLA

Samuelito apressou-se a caminho de sua casa. Pelo caminho, ia pensando na pequenina senhora de olhos azuis e no liwinho sem palavras e sem figuras .. Algum.a coisa e.m seu coração lhe dizia que) a lição -que as côres contavam era verdadeira. Desejava, .agora, mais do que nunca, saber ler, para poder ler a Bíblia €! ficar

sabendo se aquelas coisas_eram verdadeiras ou não. Que bom seria ter a certeza de que a gente vai pará o céu depois · da morte. M,as, talvez tudo fôsse. men-tira. O cego disse que era.

(Q) Desviando-se -da estrada principal, Samuelito subiu pelo _ íngreme e estreito caminho que conduzia à sua casa. Logo avistou a cabana feita de barro, com co-bertura de palha. O sol descia por trás das montanhas. O menino apressou-se. Queria esta·r em casa quando

escurecesse.

( 10) O pai de Samuelito já estava em casa.

- Esperei para j,antar com o meu grande mucha-cho (menino) - disse. - Os homens preCIsam comer juntos, não é?

12 -

o

VASO DA ESCOLA

OAP1TULO II

o

VASO DA ESCOLA

Samuelito apressou-se a caminho de sua casa. Pelo caminho, ia pensando na pequenina senhora de olhos azuis e no liwinho sem palavras e sem figuras. Algum:a coisa em seu coração lhe dizia qU€J a lição ' que as côres contavam era verdadeira. Desejava, .agora, mais do que nunca, saber ler, para poder ler a Bíblia €' ficar

sabendo se aquelas coisas. eram verdadeiras ou não. Que bom seria ter a C€1'teza de que a gente vai para o céu depois da morte. M.as, talvez tudo fôsse· men-tira. O cego disse que era.

(9) Desviando-seda estrada principal, SamueJito subiu pelo. íngreme e estreito caminho que conduzia à sua casa. Logo avistou a cabana feita de barro, com co-bertura de palha. O sol descia por trás das montanhas. O menino apressou-se. Queria esta·r em casa quando

escurecesse.

( 10) O pai de Samuelito já estava em casa.

- Esperei para j,antar com o meu grande mucha-cho (menino) - disse. - Os homens precisam comer juntos, não é?

(12)

- Si - respondeu Samuelito e, tendo beijado· sua mãe e acariciado a cabeça de sua irmãzinha; sentou-se

à m1êsa, ao lado de seu pai.

- E quanto o nosso grande muchacho conseguiu

.hoje? - perguntou sua mãe, enchendo os pesados' · pra-tos com feijão.

Samuelito tir·ou um pouco de feijão com uma.

tor-.fiUa. A panqueca feita de fubá servia de colher.

Esta-lando os lábios, Samruelito respondeu:

- M 8/tnacita., a senhora vai ficar contente. Es.pere

,

so para ver.

Quando o menino e seu pai terminaram a refeição, a mãe de Samuelito apressou-se em limpar a mesa e observou ansiosamente o filho que estava esvaziando os bolsos. Os centavos caíam na mesa de madeira e a irmãzinha de Samuelito aparava-os para que não cais-sem. Quando o pai terminou de! contar, êle e a mãe bateram palmas.

- Um peso e sessenta e cinco centavos - disse

o pai - Muito bem, meu muchal(.,Ao. Se você e sua irmá conseguirem outro t.anto, amanhã, com os' lagartos, não demorará muito para termos o dinheiro para man-darmos você à escCJia.

A mãe de Samuelito guardou o dinheÍlfo num

.grande vaso de barro. Não o escondeu da. irmãzinha do menino, pois todos êles ná·o. estav'am ajudando a aumentar 'os fundos para a escola de S·amuelito? Claro

o

VASO DA ESCOLA - 13

-,- Si - respondeu Samuelito e, tendo beijado sua

mãe e acariciado a cabeça de sua irmãzinha," sentou-se

à

mesa, ao lado de seu pai.

- E quanto o no'sso grande muchacho conseguiu hoje? - perguntou sua mãe, enchendo os

pesados·pra-tos com feijão.

Samuelito tirou um pouco de feijão com uma

tOT-tilla. A panqueca feita de fubá servia de colher. Esta-lando os lábios, Samuelito respondeu:

- Mamacita, a senhora vai ficar contente. Es·pere

,

so para ver.

Quando o menino e seu pai terminaram a refeição, a mãe de Samuelito apressou-se em limpar a mesa e observou ansiosamente o filho que estava esvaziando os bolsos. Os centavos caíam na mesa de madeira e a irmãzinha de Samuelito aparava-os para que não cais-sem. Quando o pai terminou de contar, êle e a mãe bateram palmas.

- Um peso e sessenta e cinco centavos - disse o pai - Muito bem, meu mucha~;1O. Se v-ocê e sua irmã conseguirem outro tanto, amanhã, com os lagartos, não demorará muito para termos o dinheiro para man-darmos você à escuia.

A mãe de Samuelito guardou o dinheÍlro num grande vaso de barro. Não o escondeu da. irmãzinha do menino, pois todos êles não estav·am ajudando a aumentar os fundos para a escola de Samuelito? Claro

(13)

que não iriam roubar dêle! Será que roubari,am de gen-te de fora? Isto sim. Como havia dito à missionária, todos roubavam.

(11) Depois que a casa es-tava novamente em ordem e Empa·, quando a irmãzinha já dormia em um canto da caba-na, Sa.muelito e seus pais sen-taram-se à porta por algum tempo. Falaram de tudo o que

.

lhes tinha. acontecido durante

G dia, mas principalmente

sô-bre o dia em que Samuelito pudesse ir à escola.

Você já está com nove ,anos, Samuelito disse o p3i. - Se você não puder ir logo, ficará velho demais para ir. Se, amanhã .. eu conseguir um bom lu-cro na venda dos meus porcos, teremos mais dinheiro para o vaso. Eu trabalho duro. Você trabalha duro. Sua irmã ajuda, vendendo os lagartos. Logo teremos o suficiente, não é?

- Si - respondeu Samuelito, ccrn o coração cheio de amor por seu pai. Queria contar a seus pais a respeito da missionária e do que ela lhe havia dito, mas não teve coragem. Ainda não. Poc en-quanto, queria pensar sozinho sôbre o assunto. Tal-vez mais tarde 'êle pudesse contar.

14 -

o

VASO DA ESCOLA

que não iriam roubar dêle! Será que roubari.am de gen-te de fora? Isto Sim. Como havia dito

à

missionária,

todos roubavam.

( 11) Depois que a casa es-tava novamente em ordem e limpa" quando a irmãzinha já dormia em um canto da caba-na, Samuelito e seus pais sen-taram-se

à

porta por algum tempo. Falaram de tudo o que lhes tinha acontecido durante

o dia, mas principalmente sô-bre o dia em que Samuelito pudesse ir à escola.

- Você já está com nove anos, Samuelito -disse o pai. - Se você não puder ir logo, ficará velho demais para ir. Se, amanhã, eu conseguir um bom lu-cro na venda do> meus porcos, teremos mais dinheiro para o vaso. Eu trabalho duro. Você trabalha duro. Sua irmã ajuda, vendendo os lagartos. Logo teremos o suficiente, não é?

- Si - respondeu Samuelito, ccrn o coração cheio d:e amor por seu pai. Queria contar a seus pais a respeito da missionária e do que ela lhe havia dito, mas não teve coragem. Ainda não. Por en-quanto, queria pensar sôzinho sôbre o assunto. Tal-vez mais tarde êle pudesse contar.

(14)

Amanhã precisamos levantar muito cêdo -disse a mãe,quando o fogo do pequeno fogãozinho de lenha se extinguiu. - Vamos dormir.

Cada um se dirigiu para o seu lugar, para enro-lar-se no seu cobertor.

Logo que o pai de Samuelito deitou-se, começou a ressonar e o menino sabia que já estava. dormindo. A respiração de sua mãe era menos ruidosa, mas, sen-do regular e profunda, era sinal de que também ela

já dormia.

(12). Enrolando-se bem num sarape (chale), Samueli-to foi novamente sentar-se à porta. Pôs-se a obser-v-ar as brilhantes estrêlas' no céu escuro.

está

o céu~ pensava. Será que êle e os seus

papacitos iriam para lá um dia? E o homem cego?

St2rá que êle também iria, para poder ver? Samuelito dt\sejava muito poder ler a Bíblia para verificar essas

cOisas.

Amanhã, êle e sua irmãzinha iriam às monta-nhas a procura de lagartos. Se encontrassem algum, haveriam :de laçá-lo. Talvez cada. um achasse até dois. Levá-los-iam à estrada principal e os segura-riam bem alto para que os motoristas vissem. Aos sábados, sempre passavam muitos carros pela estra-da. Se tudo desse certo, êle teria doze pesos para o

o

VASO DA ESCOLA - 15

- Amanhã precisamos levantar muito cêdo -disse a mãe, quando o fogo do pequeno fogãozinho de lenha se extinguiu. - Vamos dormir.

Cada um se dirigiu para o seu lugar, para enro-lar-se no seu cobertor.

Logo que o pai de Samuelito deitou-se, começou a ressonar e o menino sabia que já estava dormindo. A respiracão de sua mãe era menos ruidosa, mas, sen-do regular e profunda, era sinal de que também ela

já dormia.

(12) Enrolando-se bem num sarape (chale), Samueli-to foi novamente sentar-se à porta. Pôs-se a obser-v·ar as brilhantes estrêlas no céu escuro.

está

o

céu;

pensava. Será que êle e os seus papacitos iriam para lá um dia? E o homem cego? Stlrá que êle também iria, para poder ver? Samuelito df'sejava muito poder ler a Bíblia para verificar essas

• cOIsas.

Amanhã, êle e sua irmãzinha iriam às monta-nhas a procura de lagartos. Se encontrassem algum, haveriam de laçá-lo. Talvez cada um achasse até dois. Levá-los-iam à estrada principal e os segura-riam bem alto para que os motoristas vissem. Aos sábados, sempre passavam muitos carros pela estra-da. Se tudo desse certo, êle teria doze pesos para o

(15)

vaso da escola, e os viajantes teriam um· ~m lagarto para o jantar.

Mas Samuelito não ficou a pensar muito tempo nos lagartos. Seu pens·amento voltou àquelas coisas que êle tinha ouvido, pela primeira vêz na sua vida, naquêle dia. Não sabia. que o Espírito Santo estava trabalhando no seu coração e pondo nêle um desejo de encontr.ar-se com o Senhor Jesus e aceitá-Lo cnmo seu Salvador.

Voltando ao seu lugar de dormir, Samuelito en-rolou-se· bem no cobertor. Adormeceu pensando na mulher que o cego ha.via chamado de "evangelista". Para onde teria ido? Será que lna vê-Ia novamente? Sonhou com a mulher que tinha os' olhos azuis e um sorriso tão simpático.

( 13) Samuelito acordou, na manhã seguinte, sentindo o cheiro de cáfé forte e torti1181S assadas. O cheiro, entrando pela porta, inundava a cabana. Desenro-lançlo-se do seu cobertor, levantou-se e esticou os bra-ços acima da cabeça.

- Venha se lavar, antes de comer - chamou-o sua mãe do lado de fora. - Seu pai já saiu para vender os porcos.

Samuelito jogou água fria., sôbrea sua pele

mo-....

rena, esfregou-se com uma toalha grande e, depois, penteou-se com o pente da família. Depois vestiu

16 -

o

VASO· DA ESCOLA

vaso da escola, e os viajantes teriam um -bom lagarto para o jantar.

Mas Samuelito não ficou a pensar muito nos lagartos. Seu pensamento voltou àquelas

tempo

.

cOIsas que êle tinha ouvido, pela primeira vêz na sua vida, naquêle dia. Não sabia _ que o Espírito Santo estava trabalhando no seu coração e pondo nêle um desejo de encontrar-se com o Senhor Jesus e aceitá-Lo como seu Salvador.

Voltando ao seu lugar de dormir, Samuelito en-rolou-se -bem no cobertor. Adormeceu pensando na mulher que o cego havia chamado de "evangelista". Para onde teria ido? Será que ma vê-Ia novamente?

Sonhou com a mulher que tinha os olhos azuis e um sor-riso tão simpático.

(13) Samuelito acordou, na manhã seguinte, sentindo o cheiro de café forte e tortilIa.s assadas. O cheiro, entrando pela porta, inundava a cabana. Desenro-lan<;io-se do seu cobertor, levantou-se e esticou os bra-ços acima da cabeça.

- Venha se lavar, antes de comer - chamou-o sua mãe do lado de fora. - Seu pai já saiu para vender os porcos.

Samuelito jogou água fria, sôbre a sua pele mo-rena, esfregou-se c~m uma toalha grande e, depois, penteou-se com o pente da família. Depois vestiu

(16)

calças bran,cas e a camis,a que sua mãe tinha lavado no riacho onde tôda a vila lavava a roupa.

(14) Sentado em silêncio ao lado de sua mãe, bebeu ruidosamente o café e comeu .as deliciosas

to'rt'tillas

feitas de fubá. Lembrou-se da ocasião, quando' tinha ido com seu pai vender porcos'. Como tinha riGo quando as cordas que eram amarradas nas pernas tra-zeiras dos por~s tinham se embaraçado à volta dos mesmos e nas -pernas de seu pai. Que barulho fi-zeram os animais até que seu pai conseguiu desemba-raçá-los_ Empurrando-os de um lado para o outro cc',m a sua pes'ada bota, conseguira desenbaraçá-los, para que, Ioga depois, estivessem novamente na mesma si-tuação_

Quando o compradnr viera ver os porcos, seu pai empurrava os animais, que gritavam e grunhiam, um por um, até caírem da plataforma. Não parecia a Samuelito' que seu pai fôsse cruel. Porcos só valiam

o dinheiro peTo qual eram vendidos; não importava que sofress-ern um pouco.

- Sam.treIíta gostaria de, neste dia também, ter ido

com o pai.. Mas precisava trabalhar e ganhar dinhei-rQ para que Cl vaso se enches:se logo con1 os pesos para

a escolar

( 15) . Nessa manhã, Samuelito e sua· irmãzinha conse-guiram pegar doís lagartos cada um. Pararam à beira

o

VAS,Q DA. ESCOLA - ' 17

calças brancas e a camisa que sua mãe tinha lavado no riacho onde tôda -Ii vila lavava a roupa.

(14) Sentado em silêncio ao lado de sua mãe, bebeu ruidosamente o

feitas de fubá.

café e comeu ,as deliciosas tortil1as

Lembrou-se da ocasião, quando tinha ido com seu pai vender porcos. Como tinha riao quando as cordas que eram amarradas nas pernas tra-zeiras dos porcos tinham se embaraçado à volta dos mesmos e nas -pernas de seu pai. Que l>2Iulho fi-zeram os animais até que seu pai conseguiu desemba-raçá-los. Empurrando-os de um l,ado para o outro ccrn a sua pesada bota, conseguira desenbaraçá-Ios, para que, logo depois, estivessem novamente na mesma si-tuação_

Quando o comprador viera ver os porcos, seu pai empurrava os animais, que gritavam e grunhiam, um por um, até caírem da plataforma. Não parecia a Samuelito· que seu pai fôsse cruel. Porcos só valiam o dinheiro peJo qual eram vendidos; não importava que sofressem um pouco.

- SamueIíto gostaria de, neste dia também, ter ido com o paI. Mas precisava trabalhar e ganhar dinhei-ro para que c vaso se enche~se logo com os pesos para a escola.

(15) Nessa manhã, Samue!ito e sua guiram pegar dois lagartos cada um.

o

VASO DA ESCOLA

irmãzinha conse-Pararam

à

beira

(17)

da estrada, segurando os animais pendurados num.a corda, para que os motoristas os vissem. De repente S.amuelito avistou o carro, dos missionários que se aproximava. Quando chegou perto, o menino viu duas mulheres dentro dêle, e uma delas era a mulher que tinha conversado com êle no ponto do ônibus.

A mulher, vendo Samuelito, acenou-lhe corri a '

mão. Virando-se para a sua companheira, disse-lhe al-guma çoisa. O carro encostou ao lado da estrada e ela desceu. A irmãzinha de Samuelito correu ao seu encontro, pensando ter conseguido uma freguesa. Sa-muelito não se mexeu, até que a mulher lhe fêz sinal para que se aproximasse dela.

( 16) Foi assim que Samuelito ouviu novamente tôda a história do Evangelho, viu a Bíblia e o livrinho sem palavras' e sem figuras. Desta vêz, repetiu a história para que a missionária ouvisse, pois l1ão havia nin-guém por perto para interrompê-lo. Não percebiam

que quadro ·interessante form.avam, debaixo do sol quente, as bôcas muito abertos e (JS olhos m:ais. aind'a.

Estavam realmente maravilhados com a mensagem do Evangelho.

- Preciso contar tudo aos' meus papa.citos esta noite - o menino pensou - Pois essa pequena

nina

não vai calar a sua boca.

18 -

o

VASO DA ESCOLA

da estrada, segurando os animais pend'urados numa corda, para que os motoristas os vissem. De repente Samuelito avistou o carro . dos missionários que se aprOXImava. Quando chegou perto, o menino viu duas mulheres dentro dêle, e uma delas era a mulher que tinha conversado com êle no ponto do ônibus.

A mulher, vendo Samuelito, acenou-lhe com a '

mão. Virando-se para a sua companheira, disse-lhe al-guma coisa. O carro encostou ao lado da estrada e ela desceu. A irmãzinha de Samuelito correu ao seu encontro, pensando ter conseguido uma freguesa. Sa-muelito não se mexeu, até que a mulher lhe fêz sinal para que se aproximasse dela.

(16) Foi assim que Samuelito ouviu novamente tôda a história do Evangelho, viu a Bíblia e o livrinho sem palavras e sem figuras. Desta vêz, repetiu a história para que a missionária ouvisse, pois não havia nin-guém por perto para interrompê-lo. Não percebiam

que quadro interessante formavam, debaixo do sol quente, as bôcas muito abertos e os olhos mais aind'a. Estavam realmente maravilhados com a mensagem do Evangelho.

- Preciso contar tudo aos meus papacitos esta noite - o menino pensou - Pois essa pequena nina não vai calar a sua boca.

(18)

CAPITULO III

SAMUELITO NASCE NA FAMíLIA DE DEUS

Samuelito e sua irmãzinha conseguiram vender os seus lagartos por um bom preço. Tendo o dinheiro bem guardado no fundo do bolso, Samuelito apressou

a

menina no caminho da casa. Tinha pouco tempo para pensar a respeito daS' coisas que a missionaria lhes tinha contado. Estava com muita pressa, pois precisava chegar ao ponto do ônibus antes que o mes-mo chegasse.

( 17) A mãe das: crianças guardou o dinheiro no vaso. Deu ao filho um ,gole de café preto e entregou-lhe um lanche enrolado em uma fôlha de banana.

Samuelito saíu, carregando o lanche numa mão e, na outra, sua caixa de engraxate. Caminhava

con-tente. Cada vêz que ganhava mais um peso, sentia que a escola aproximava-se aos poucos.

Foi um. menino muito cansado aquêle que, no fim do dia, s·entou-se para comer. Mas não · era ape-nas o cansaço que tornava Samuelito silencioso. Ob-servou que sua irmãzinha fugia dêle e a mamãe olha-va-o aborrecida.

SAMUELITO NASCE NA FAMíLIA DE D'EUS - 1 9

CAPITULO III

SAMUELITO NASCE NA FAMíLIA DE DEUS Samuelito e sua irmãzinha conseguiram vender os seus lagartos por um bom preço. Tendo o dinheiro bem guardado no fundo do bolso, Samuelito apressou a menina no caminho da casa. Tinha pouco tempo para pensar a respeito das' coisas que a missionária lhes tinha contado. Estava com muita pressa, pois precisava chegar ao ponto do ônibus antes que o mes-mo chegasse.

(17) A mãe das crianças guardou o dinheiro no vaso. Deu ao filho um gole de café preto e entregou-lhe um lanche enrolado em uma fôlha de banana.

Samuelito saíu, carregando o lanche numa mão e, na outra, sua caixa de engraxate. Caminhava

con-tente. Cada vêz que ganhava mais um peso, sentia que a escola aproximava-se aos poucos.

Foi um. menino muito cansado aquêle que, no fim do dia, sentou-se para comer. Mas não era ape-nas o cansaço que tornava Samuelito silencioso. Ob-servou que sua irmãzinha fugia dêle e a mamãe olha-va-o aborrecida.

(19)

(18) Finalmente, quando a innãzinha já dormia, a mãe de Samuelito disse-lhe:

- Agora, meu nifio, conte-me o que a.conteceu.

Sua' innãzinha tem estado, o tempo todo, a falar de uma senhora que lhes mostrou um livrinho. Ela me contou que você já conversou com aquela senhora no pento do ônibus. Você precisa me contar quem e!a é e o que ela lhe contou.

Samuelito sentou-se perto de sua mãe e respon-deu:

Mamacita, eu quis contar-lhe e ao papai tam-bém, ontem à noite, mas você mandou-nos dormir cêdo. Mas, hoje ia contar-lhe, .ma'macita.

Enquanto sua mãe ouvia silenciosamente, Samue-lito --cont'ou-lhe tôdas as coisas que aprendera. Con- '

teu-lhe que o Senho-r Jesus, o Filho de Deus, havia dito que todos aquêles que n~le cressem seriam 'feitos filhos de Deus e Lhe pertenceriam.

- Isso quer dizer, mamacita, que se confiarmos n1tle, iremos ao céu para vivermos ccrn ~le para ~em .... pre, depois' que morrermos. M amacita., eu gostaria ...

(19;) Samúelito não · 'pôde terminar. Sua mae se le-vant.: u e começou a falar-lhe, muito zangaçia e agI-tando os braços.

- Nino, . por que você foi escutar essas coisa~?

Essa eV2ngelista é uma mulher mu:to má. VocP. não

20. - SAMUELITO NASCE' NA FAM'íLIA DE DEUS

(18)

Finalmente, quando a irmãzinha já dormia, a mãe de Samuelito disse-lhe:

- Agora, meu niiío, conte-me o que a.conteceu. Sua . irmãzinha tem estado, o tempo todo, a falar de uma senhora que lhes mostrou um livrinho. Ela me contou que você já conversou com aquela senhora no p:nto do ônibus. Você precisa me contar quem e!a

é e o que ela lhe contou.

Samuelito sentou-se perto de sua mãe e respon-deu:

Mamacíta, eu quis contar-lhe e ao papai tam-bém, ontem à noite, mas você mandou-nos dormir cêdo. Mas, hoje ia contar-lhe, mamacita.

Enquanto sua mãe ouvia silenciosamente, Samue-Iito "contou-lhe tôdas as coisas que aprendera. Con-tou-lhe que o Senhor Jesus. o Filho de Deus, havia dito que todos aquêles que n1tle cressem senamfeitos filhos de Deus e Lhe pertenceriam.

- Isso quer dizer, rnamacita, que se confiarmos n1t!e, iremos ao céu para vivermos ccrn 'ltle para ~em­

pre, depois que morrermos. Mamacita., eu gostaria ...

(19;) Samúelito não · pôde terminar. Sua mae se le-vant:u e começou a falar-lhe, muito zangada e

agl-tando os braços.

- Niiío, . por que você foi escutar essas coisas?

Es~a evangelista é uma mulher muito má. Voe;' não

(20)

deve ouvir o que ela diz. Sua irmãzjnha vai esquecer o que ouviu, mas você, Samuelito, não vài esquecer mais.

Samuelito abraçou sua mamãe que estava cho-rando.

-

Mamacita -

disse-lhe. - Eu acho que ela

·não é má. Ela é boa. Eu sei que ela é boa,

mIBma-cita.

A mãe de Samuelito estava muito zangada. Co-meçou a chorar mais ea gritar com o menino:

. - Espere só até o seu pai voltar. ~le vai cas.-tigá-lo. Talvez êle pão deixe mais você ir' à escola. Talvez êle até tire o dinheiro do vaso de barro. Você vai ver, Samuelito, o que o seu pai vai fazer.

'(20) Sentado no chão, cc·m a cabeça entre os joelhos, 'Samuelito esperava, silenciosamente, que sua mãe se acalmasse. Sua irmãzinha acordou e começou a chorar. - Fique quieta e durma! --..,;.- disse

:a

mamãe e, de-pois, 'já mais calma, acrescentou 'meigamente:

- Samuelito, não vamos contar nada ao seu pai. Mas você tem que prometer que não vai

maisconver-'sar com essas evangelistas.

Samuelito não prometeu, e sua mãe. fêz de ,-conta que não percebeu.

SAMUELITO NASCE NA FAMíLIA DE DEUS - 21

deve ouvir o que ela diz. Sua irmãzinha vai esquecer o que ouviu, mas você, Samuelito, não vai esquecer mais.

Samuelito abraçou sua mamãe que estava cho-rando.

Mamacita -

disse-lhe. - Eu acho que ela não é má. Ela é boa. Eu sei que ela é boa,

mal111a-cita.

A mãe de Samuelito estava muito zangada. Co-meçou a chorar mais e a gritar com o menino:

. - Esper·e só até o seu pai voltar. 1!:le vai cas-tigá-lo. Talvez êle não deixe mais você ir' à escola. Talvez êle até tire o dinheiro do vaso de barro. Você vai ver, Samuelito, o que o seu pai vai fazer.

(20) Sentado no chão, ccrn a cabeça entre os joelhos, Samuelito esperava, silenciosamente, que sua mãe se acalmasse. Sua irmãzinha acordou e começou a chorar. - Fique quieta e durma! - disse

:a

mamãe e, de-pois, já mais calma, acrescentou meigamente:

- Samuelito, não vamos contar nada ao seu pai. Mas você tem que prometer que não vai

maisconver-'sar com essas evangelistas.

Samuelito não prometeu, e sua mãe . fêz de . <:onta que não percebeu.

(21)

- Agora vam.os dormir - disse ela, calmamen-te, empurrando SamueHto em direção à sua coberta num dos cantos do cômodo.

No dia seguinte, Samuelito acordou cêdo. Obser-·

vou com-o o sol raiava por trás da montanha, avisando

à vilazinha de que já era dia. Quando a metade da bola de fogo apareceu, êle ouviu que sua mãe estava preparando o ~afé.. Mas continuou sentado, quietinho e pensativo. Pensava nas coisas maravilhosas que ti-nha ouvido nos últimos diás. Sua mamãe podia ' proi-bí-Io de falar à evangelista, mas ela não' pod'ia ver os seus pensamentos. Quem poderia proibí-Io de pensar? Sua mãe aproximou-se, sentando-se ao tado do filho:

Seu pai não demora, Samuelito - disse. Lembre-se de que combinamos não lhe contar nada sô-bre as coisas erradas que você fêz, a não ser que você torne a fazê-las.

Esperaram mais um pouco. O sol já estava alto e, conlO seu pai não tivesse ainda chegado, foram tomar

o café.

(21) Ao meio-dia, o sol brilhava bem no alto dto céu. A mãe de Samuelito disse, nervosa:

- Alguma cois.a. deve ter acontecido a seu pai. Eu o sinto aqui - concluíu, apontando o coração.

22 - SAMUELITO NASCE NA FAMíLIA DE DEUS - Agora vamos dormir - disse ela, calmamen-te, empurrando Samuelito em direção à sua coberta num dos cantos do cómodo.

No dia seguinte, Samuelito acordou cêdo. Obser-vou como o sol raiava por trás da montanha, avisando

à

viJazinha de que já era dia. Quando a metade da bola de fogo apareceu, êle ouviu que sua mãe estava preparando o café. Mas continuou sentado, quietinho e pensativo. Pensava nas coisas maravilhosas que ti-nha ouvido nos últimos dili.s. Sua mamãe podia proi-bí-lo de falar à evangelista, mas ela não ' pod'ia ver os seus pensamentos. Quem poderia proibí-lo de pensar? Sua mãe aproximou-se, sentando-se ao lado do filho: .

Seu pai não demora, Samuelito - disse. Lembre-se de que combinamos não lhe contar nada só-bre as coisas erradas que você fêz, a não ser que você torne a fazê-las.

Esperaram mais um pouco. O sol já estava alto e, como seu pai não tivesse ainda chegado, foram tomar o café.

(21) Ao mei~dia, o sol brilhava bem no alto d'o céu. A mãe de Samuelito disse, nervosa:

- Alguma cois.a deve ter acontecido a seu pai. Eu o sinto aqui - conc1uíu, apontando o coração.

(22)

Samuelito e sua irmãzinha sentaram-se ao lado da mamãe, na porta da cabana, para esperar. ·De vêz em quando a mamãe se levantava e, pondo a mão para. pro-teger os' olhos, olhava para a estrada.

(22) Mas foi Samuelito quem viu o vizinho se aproxi-mando, montado em um burrinho. Nunca antes o me-nino havia reparado que o burrinho era tão lerdo assim. Deixando sua mãe, Samuelito s·aíu correndo para en-contrar-se com o homem. Sua mãe estava paralizada de mêdo.

- Alguma COIsa deve ter acontecido ao papai ela disse.

Quando Samuelito se . aproximou do ,burrinho, o vizinho disse:

mãe.

- Quero falar . primeiro com sua mãe, Samuelito.

O menino correu de volta e pôs-se ao lado de sua

O vizinho desmontou vagarosamente. AI~sou a ca-misa brané'a que caía solta sôbre suas ca.lças brancas. Empurrou o chapéu para trás e disse:

- As notícias não são muito ba'as, Senolt'a..

- O meu marido? - Samuelito ouviu sua mãe perguntar. - Elstá doente?

®Stá'...

e~tá ... , está morto?

N - ' - , ao. nao.. ~l ~ e nao es - tá mor o, t S -enora. Esta'

ferido. Quando estava puxando os porcos sôbre a .

pla-SAMUELITO NASCE NA ~FAMfI,IA DE DEUS - 23

Samuelito e sua irmãzinha sentaram-se ao lado da mamãe, na porta da cabana, para esperar. oDe vêz em quando a mamãe se levantava e, pondo a mão para pro-teger

os

olhos, olhava para a estrada.

(22) Mas foi Samuelito quem viu o vizinho se

aproxi-mando, montado em um burrinho. Nunca antes o me-nino havia reparado que o burrinho era tão lerdo assim. Deixando sua mãe, Samuelito saíu correndo para en-contrar-se com o homem. Sua mãe estava paralizada de mêdo.

- Alguma cOisa deve ter acontecido ao papal ela disse.

Quando Samuelito se o aproximou do -burrinho, o vizinho disse:

- Quero falar o primeiro com sua mãe, Samuelito.

O menino correu de volta e pôs-se ao lado de sua

-mae.

O vizinho desmontou vagarosamente. Alisou a ca-misa branéa que caía solta sôbre suas calças brancas. Empurrou o chapéu para trás e disse:

As notícias não são muito boas, SeÍÍo<ra.

- O meu maridc? - Samuelito ouviu sua mãe perguntar. ~stá doente? iEi;'i:á'.. . elltá... está morto?

N -aoI . nao- o. I ""I ~ e nao es - tá mor o, t Sen-ora.

ferido. Quando estava puxando os porcos sôbre

SAMUELITO NASCE NA FAMíLIA DE DEUS

Está a

(23)

. taforma, enroscou-se nas cordas e os porcos o

arrasta-. '

.ram. para fora. Está no hospital, Seiíora.

A mãe de Samuelito começou a chorar. Ela ge-mia cada vêz mais alto, torcendo as mãos. A irmãzi-nha de Samuelit() agarrou-se à sua mãe e pôs-se a ge-mer também, imitando-a. Logo chegaram os amigos da vila para chorar com ela e para confortá-la.

(23) Samuelito não chorava em voz a1~ co~o os ou-tros. Ninguém percebeu quando o menino escondeu-se a.trás da casa. Sentou-se a chorar baixinho.

- Se papai morrer, será que êle vai pat'lll o céu,

para estar com Deus e com Jesus? Penso que não, pois

êle nunca confiou em Jesus, nem lhe pediu perdão

pe-los seus pecados. Êle nem sequer sabe q~ Jesus

rnor-·reu por êle.. Por que eu não lhe contei a história' que

ouvi da evangeHsta? Por que? Eu estava com mêdo!

Sou um covarde! Mas o papai não iria acredjf'a~ em

mim. ~le iria me bater. Como posso saber? T~lvez

êle esteja desej~o de conhecer JeSf1s~ assim como eu.

Mas eu, também, Çllinda não confiei em Jesus. Aínda

não pedi a Jesus para ser meu Salvador, para perdoar

os meus pecados e para habitar no meu coração, como

a evangelista disse que deveria fazer • .

O Espírito Santo, que estava trabalhando no cora-ção do menininho mexicano, cochichou em seu coracora-ção: ''Fa.ça-o, Samuelito, agora".

~4· - SAMUELITO NASCE NA .FAMíIJ:A. DE DEUS taforma, enroscou-se nas cordas e os porcos o

arrasta-.

.

ram para fora. Está no hospital, Seiíora.

A mãe de Samuelito começou

a

chorar. Ela ge-mia cada vêz mais alto, torcendo as mãos. A irmãzt-nha de Samuelito agarrou-se

à

sua mãe e pôs-se a ge-mer também, imitando-a. Logo chegaram os amigos da vila para chorar com ela e para confortá-la.

(23) Samuelito não chorava em

voz alta

como os ou-tros. Ninguém percebeu quando o menino escondeu-se atrás da casa. Sentou-se a chorar baixinho.

- Se papai morrer, será que êle vai patVi o céu, para estar com Deus e com Jesus? Penso que não, pois êle nunca confiou em Jesus, nem lhe pediu perdão

pe-los seus pecados. P:le nem sequer sabe q~ Jesus mor-reu por êle, Por que eu não. lhe contei a história qUf!l

ouvi da evangelista? Por que? Eu estava com mêdo! SOou um covarde! Mas o papilÍ não iria acredHal" em mim. P:le iria me bater. Como posso saber? T.a;lvez

êle esteja desejoso de conhecer Jesus, assim como eu.

Mas eu, também, {'l!inda não confiei em Jesus. Ainda

não pedi a Jesus para ser meu Salvador, para perdoar os meus pecados e para habitar no meu coração, como

a . evangelista disse que deveria fazer.

O Espírito Santo, que estava trabalhando no cora-ção do menininho mexicano, cochichou em seu coracora-ção:

"Faça-o, Samuelito, agora".

(24)

- "Si! Si!" - êle respondeu. - Senhor Deus, ereio que o Teu Filho, o que~ido Jesus, morreu pelos meus pecados. Quero confiar n.ale. Quero pedir-lhe perdão·. pelos· meus pecados. Por favor, querido Senhor

.

-Jesus, vem entrar no meu coração. Quero fazer parte da Tua família e quero ir morar contigo quando morrer.

Samuelito ficou alí por muito tempo, pensando no que tinha feito. Logo sentiu o seu coraçãozinho cheio de alegria, ao lado da tristeza que sentia por seu pai. Enterrand'o sua cabeça. entre os joelhos, Samuelito orou novamente:

- Meu Deus, faça com que o m.eu papai viva. Ajude-me a ihe falar do Senhor Jesus. Ajude-me, tam-bém, . a contar à mamacita e à irmãzinha.

SAMUELITO NASCE NA FAMíLIA DE DEUS - 25

- "Si! Si!" - êle respondeu. - Senhor Deus, ereio que o Teu Filho, o querido Jesus, morreu pelos meus pecados. Quero confiar n1tle. Quero pedir-lhe

-perdão.pelos meus pecados, Por favor, querido Senhor

.

-Jesus, vem entrar no meu coração. Quero fazer parte da Tua família e quero ir morar contigo quando morrer.

Samuelito ficou alí por muito tempo, pensando no que tinha feito. Logo sentiu o seu coraçãozinho cheio de alegria, ao lado da tristeza que sentia por seu pai. Enterrando sua cabeça entre os joelhos, Samuelito orou novamente:

- Meu Deus, faça com que o meu papai viva. Ajude-me a ihe falar do Senhor Jesus. Ajude-me, tam-bém, . a contar à mamacita e à irmãzinha.

(25)

CAPITULO IV

A VISITA DA

MISSION'ÁRIA

(24)

O

pai de Samuelito ficou no hospital por muitas

semanas. Os vizinhos ajudavam a família,

trazendo-lhe mantimentos e lenha para o fogo. Ainda assim, a

mãe de Samuelito precisou, muitas vêzes, tirar dinhei-ro do "vaso da escola". O homem doente precisava de muitas coisas. Por mais que Samuelito trabalhasse,

êle sabia que a possibilidade de ir à escola, agora,

tornava-se muito distante.

Sam:uelito 'pensava, freqüentemente, na

missioná-ria e na. dia quando, atrás da' sua casa, êle tinha nasci. do na família de Deus. Mesmo assim, sentia-se muito

desanimado. Pobre Samuelito! Não tinha ninguém

26 ~ A VISITA 'DA MISSIONARIA

CAPITULO IV

A VISITA DA

MISSIONÁRIA

(24) O pai de Samuelito ficou no hospital por muitas semanas. Os vizinhos ajudavam a família, trazendo-lhe mantimentos e lenha para o fogo. Ainda assim, a mãe de Samuelito precisou, muitas vêzes, tirar dinhei-ro do "vaso da escola". O homem doente precisava de muitas coisas. Por mais que Samuelito trabalhasse, êle sabia que a possibilidade de ir à escola, agora, tornava-se muito distante.

Samuelito 'pensava, freqüentemente, na mIssIOná-ria e no, dia quando, atrás da' sua casa, êle tinha nasci-do na família de Deus. Mesmo assim, sentia-se muito

desanimado. Pobre Samuelito! Não tinha ninguém

(26)

que lhe pudesse ensinar alguma ,coisa da Palavra de '

Deus. Às vêzes chegava a pensar que cometeu um pe-cado acreditando na evangelista. Pois sua mãe havia dito que era. Ela não permitia que Samuelito lhe fa-lasse a respeito de se tornar um crente. O cego l,he dissera que tôd'a essa desgraça caira sôbre êles' por causa da maldade de Samuelito em se tornar crente.

Mesmo assim, o Espírito Santo habitava no cora-ção de Samuelito e êle achava confôrto em or~r. Mui-tas vêzes era conduzido, pelo Espírito Santo, a escon-der-se atrás da casa, no lugar onde tinha se entregado ao Senhor Jesus, para contar a Deus a. sua mágoa.

Sempre que Samuelito ia ao ponto do ônibus para engraxar sapatos, tinha esper.anças de encontrar a mis-sionária. Quando ia à estrada vender os lagartos',

olha-va

ansioso, não pelos fregueses que pudessem comprar, mas 'pela missionária que lhe poderia ensinar alguma coisa 1l'l:ais a respeito de Deus.

(25) Num dia muito quente, quando Samuelito estava completamente desanimado, pois o dinheiro do v~so

de barro estava quase no fim, êle a. viu! Não foi nem

no ponto ,do ônibus, nem na estrada. Foi no caminho que levava à casa de Samuelito!

Quando o menino viu que era, realmente, a. mis-sionária que se aproximava da casa, correu a esconder-se. Tinha mêdo que sua mã,e descobrisse que essa se-nhora era a evangelista que conversara com êle.

A VISITA DA MISSIONARIA - '27

que lhe pudesse ensinar alguma . coisa da Palavra de .

Deus. Às vêzes chegava a pensar que cometeu um pe-cado acreditando na evangelista. Pois sua mãe havia dito que era. Ela não permitia que Samuelito lhe fa-lasse a respeito de se tornar um crente. O cego l.he dissera que tôda essa desgraça caira sôbre êles por causa da maldade de Samuelito em se tornar crente.

Mesmo assim, o Espírito Santo habitava no cora-ção de Samuelito e êle achava confôrto em or,,!r. Mui-tas vêzes era conduzido, pelo Espírito Santo, a escon-der-se atrás da casa, no lugar onde tinha se entregado ao Senhor Jesus, para contar a Deus a sua mágoa.

Sempre que Samuelito ia ao ponto do ônibus para engraxar sapatos, tinha esperanças de encontrar a mis-sionária. Quando ia à estrada vender os lagartos,

olha-va

ansioso, não pelos fregueses que pudessem comprar, mas . pela missionária que lhe poderia ensinar alguma coisa mais a respeito de Deus.

(25) Num dia muito quente, quando Samuelito estava completamente desanimado, pois o dinheiro do vaso de barro estava quase no fim, êle a vÍu! Não foi nem no ponto do ônibus, nem na estrada. Foi no caminho

que levava à casa de Samuelito!

Quando o menino viu que era, realmente, a mis-sionária que se aproximava da casa, correu a esconder-se. Tinha mêdo que sua mãe descobrisse que essa se-nhora era a evangelista que conversara com êle.

(27)

De seu esconderijo observava. Sua mãe e a irmã-zinha tinham visto a- missionária que se aproximava da casa. Esperavam juntas à porta. Samuelito viu o sor .. ris'o que êle tinha 'começado a amar e ouviu a sua voz dizendo:

- Buenos dias, Seiiora.

Sua mã~ mal respondeu, pois não confiava e.m e~ trangeiros~

Samuelito ouviu a mIssIonária dizer à sua mãe que ela tinha ouvido falar do acidente que seu marido sofrera. Visra trazer ·a sua simpatia e queria saber se não podia ajudar em alguma coisa. Ofereceu à sua mãe uma caixa de biscoitos: e doces. Foi convidada a entrar.

(26) Quando as duas mulheres sentaram-se para beber café e comer os dôces, Samuelito, finalmente, entrou te .. meroso. Cumprimentou-a com a cabeça e estendeu-lhe B mão .

. - Senora. - a mÍssionária disse·- eu já conheço () seu filho. Encontrei-o uma vêz ' no ponto do ôriibus e, outra· vêz, na estrada vendendo lagartos.

Samuelito percebeu um brilho de surprêsa e de raiva no olhar de sua mãe. Ela olhou primeiro a mis-sionária e, depois, o seu filho. .

--- Por favor, mamacita - disse o menino - ela

é bondása e educada.

28 - A VISITA DA MISSIONARIA

De seu esconderijo observava. Sua mãe e a

irmã-zinha tinham visto a missionária que se aproximava da casa. Esperavam juntas à porta. Samuelito viu o sor-riso que êle tinha começado a amar e ouviu a sua voz dizendo:

- Buenos dias, Seiíora.

Sua mãe mal respondeu, pois não confiava em es-trangeiros;

Samuelito ouviu a m1sslOnária dizer à sua mãe que ela tinha ouvido falar do acidente que seu marido sofrera. Visra trazer a sua simpatia e queria saber se não podia ajudar em alguma coisa. Ofereceu

à

sua mãe uma caixa de biscoitos' e doces. Foi convidada a entrar.

(26) Quando as duas mulheres sentaram-se para beber café e comer os dôces, Samuelito, finalmente, entrou te-meroso. Cumprimentou-a com a cabeça e estendeu-lhe

B mão.

, - Seiíora - a missionária disse- eu já conheço o seu filho. Encontrei-o uma vêz ' no ponto do ôriibus e, outra vêz, na estrada vendendo lagartos.

Samuelito percebeu um brilho de surprêsa e de raiva no olhar de sua mãe. Ela olhou primeiro a m1S-sionária e, depois, o seu filho. '

--- Por favor, mamacita

é bondosa e educada.

disse o menino - ela

Referências

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