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00981 / 2013-DL Folha 1/LO Nº Gerado em 15/02/2013 17:52:10 Id Doc 560486 7
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental, criada pela Lei Estadual nº 9.077 de 04/06/90 e com seus Estatutos aprovados pelo Decreto nº 33.765, de 28/12/90, registrado no Ofício do Registro Oficial em 01/02/91, no uso das atribuições que lhe confere a Lei nº 6.938, de 31/08/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, regulamentada pelo Decreto nº 99.274, de 06/06/90 e com base nos autos do processo administrativo nº 14537-05.67/12.5 concede a presente LICENÇA DE OPERAÇÃO nas condições e restrições abaixo especificadas.
LICENÇA DE OPERAÇÃO LO Nº 00981 / 2013-DL
Processo nº 14537-05.67 / 12.5
I - Identificação:
a presente licença refere-se à operação da Central de Resíduos Sólidos Industriais Classes I e II, através da destinação final de resíduos sólidos em células devidamente projetadas e preparadas para tal, bem como da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE);
esta licença prevê a operação da Célula XVIII;
os acessos internos permanentes, as áreas de manobras, acessos temporários e os acessos externos deverão ser mantidos em bom estado de conservação, sinalização e trafegabilidade;
A área da Central, ora licenciada para operação, deverá permanecer cercada, com portaria, controle de acesso e vigilância, devendo ser observado o horário de funcionamento para o recebimento de resíduos de segunda a sexta-feira, das 07 horas às 18 horas. Aos sábados das 07 horas às 12 horas;
deverá, em um prazo máximo de 30 (trinta) dias, apresentar a esta Fundação a averbação, à margem das matrículas imobiliárias do imóvel, identificando por polígono georreferenciado (datum e apresentação em graus decimais), que o mesmo foi/é utilizado para disposição de resíduos sólidos industriais Classes I e IIA;
no caso de qualquer alteração a ser realizada no empreendimento (alteração de processo, implantação de novas linhas de produção, ampliação de área ou de produção, relocalização, etc.) deverá ser previamente providenciado o licenciamento junto à FEPAM;
deverá cumprir integralmente com as determinações referentes a documentação "Diagnóstico Ambiental - Estudos
complementares: avaliação do passivo ambiental da Central de resíduos da UTRESA", protocolada nesta Fundação em 17/12/10, 1.1- 1.2- 1.3- 1.4- 1.5- 1.6- 1.7-1. Quanto ao Empreendimento:
ENDEREÇO: ESTRADA DO TERMINAL, Nº 1545 93600-000 ESTANCIA VELHA - RS CAMPO GRANDE INDUSTRIAL CPF / CNPJ / Doc Estr: 04.905.415/0001-65
EMPREENDEDOR RESPONSÁVEL: 121593 - UNIAO DOS TRABALHADORES EM RESIDUOS ESPECIAIS E SANEAMENTO AMBIENTAL - UTRESA
COORDENADAS GEOGRÁFICAS: Latitude: -29,66655802 Longitude: -51,21080650
RAMO DE ATIVIDADE: 3.112,10
LOCALIZAÇÃO: ESTRADA DO TERMINAL, 1545 ESTANCIA VELHA - RS CAMPO GRANDE INDUSTRIAL
EMPREENDIMENTO: 4497
ÁREA DO TERRENO EM m²: 349.500,00 ÁREA CONSTRUÍDA EM m²: 10.370,00 MEDIDA DE PORTE: 14.000,00
Nº DE EMPREGADOS: 33
volume total de res em m³/mes A PROMOVER A OPERAÇÃO RELATIVA À ATIVIDADE DE: CENTRAL DE RSI CLASSE I E II
Condições e Restrições: II -
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bem como todas as suas complementações e atualizações;deverá ser apresentado à FEPAM, a cada 2 (dois) anos, sendo o próximo até outubro de 2014, o Relatório de Auditoria Ambiental, conforme as "Diretrizes Mínimas a Serem Atendidas na Realização de Auditorias Ambientais" disponibilizadas no site da FEPAM www.fepam.rs.gov.br, licenciamento ambiental\Normas Técnicas\ Diretrizes para Auditorias Ambientais, acompanhado da(s) ART(s) (Anotação de Responsabilidade Técnica) dos profissionais envolvidos e dos documentos comprobatórios da habilitação dos mesmos para a realização da Auditoria Ambiental;
deverá manter atualizada a Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, do profissional responsável pela operação da Central de Recebimento de Resíduos Sólidos Industriais;
o empreendedor é responsável por manter condições operacionais adequadas, respondendo por quaisquer danos ao meio ambiente decorrentes da má operação do empreendimento;
o sistema de compostagem aeróbio com aeração forçada, ora licenciado, consiste em um pavilhão com 600 m² de área útil com piso em concreto e estrutura metálica de cobertura, localizado na entrada da Central de Resíduos - UTRESA, onde serão compostados os seguintes resíduos sólidos industriais classe II: alimentos vencidos, lodos de ETE, cinzas de caldeira, borra de óleos vegetais, lodo da ETE da UTRESA e outros resíduos que vierem a ser definidos como apropriados para o processo de compostagem, considerando a sua origem, classificação pela ABNT NBR 10.004 e composição química, sendo o volume mensal de recebimento de 684 m³;
quanto ao lodo gerado na ETE da UTRESA: este poderá ser utilizado na mistura de resíduos para compor o processo de compostagem na proporção de 1:10, conforme previsto em projeto. Deverão ser realizadas, previamente, análises químicas do lodo da ETE, sempre que o mesmo for utilizado, com a avaliação dos seguintes elementos em teores totais em base seca: As, Mo, B, Cr (Cr+3, Cr+6), Zn, Cd, Cu, Ni, Hg, Se e Pb, utilizando as metodologias indicadas no item 2.8;
o processo de compostagem será operado no sistema de leira estática aerada, através da injeção de ar nas leiras por um sistema de 4 tubos perfurados. Cada leira terá um ventilador com 1,5 Hp de potência para prover a condição de aeração necessária para o processo;
deverá enviar, trimestralmente, juntamente com os relatórios trimestrais de operação da central de resíduos, a ART do técnico responsável pela operação do sistema de compostagem, bem como cópia dos laudos de análises do lado da ETE utilizados na compostagem;
deverá manter o controle de recebimento dos resíduos em conformidade com o projeto apresentado, observando a proibição de recebimento na área da compostagem de qualquer resíduo enquadrado como Resíduos Sólidos Perigosos Classe I, de acordo com a ABNT NBR 10.004 e com as Diretrizes Técnicas desta Fundação;
o processo de compostagem deverá ser conduzido com técnicas de controle de odores e vetores. O composto produzido deverá possuir características adequadas para o uso agrícola, entre as quais uniformidade e granulometria apropriadas, indicando que o processo de degradabilidade do resíduo atingiu o seu término, não sendo distinguíveis os resíduos originais;
deverá enviar laudo de análise da qualidade final do composto produzido quanto às características do mesmo e sua aplicabilidade como fertilizante agrícola, com periodicidade trimestral, juntamente com os relatórios trimestrais de operação da central de resíduos, bem como, os relatórios técnicos, acompanhado do respectivo laudo de coleta. Deverão ser analisados, além dos parâmetros agronômicos básicos e os seguintes elementos em teores totais em base seca: As, Mo, B, Cr (Cr+3, Cr+6), Zn, Cd, Cu, Ni, Hg, Se e Pb;
deverá utilizar para avaliação de metais nas análises a metodologia 3050, 3051, 7471 (para mercúrio) e 3060-A; 7196-A (cromo hexavalente) (U.S. EPA 1986). A metodologia de amostragem, análise e conservação das amostras para determinação de cromo deverá ser adequada para a avaliação dos estados de oxidação solicitados no item 2.2, conforme descrito por Bartlett, R.J & James, B.R. em Methods of soil analyses. Part 3. Chemical Methods-SSSA Book Series nº 5. Soil Science Society of America and American Society of Agronomy;
deverá apresentar trimestralmente, juntamente com os relatórios trimestrais de operação da central de resíduos, relatório técnico descrevendo a situação da compostagem. OBS: este laudo é de responsabilidade do responsável técnico pela operação da atividade de compostagem de resíduos sólidos industriais, devendo ser incluído neste, as planilhas de controle de recebimento de resíduos relativas à totalidade dos resíduos recebidos na área, especificando o número de leiras existentes, manejo,
comprometimento da área com as leiras já formadas, volume e destinação dada ao composto produzido, relação de produtos desenvolvidos a partir do composto produzido (nome comercial e registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, se existir), relatório fotográfico da compostagem, análise de todas as rotinas integrantes do processo, incluindo laudos técnicos de vistoria à área de recepção e mistura, sistema de coleta e tratamento do percolado, evidenciando problemas ocorridos e
identificando ações para a correção destas;
deverá apresentar, em um prazo máximo de 6 (seis) meses, os resultados dos ensaios ecotoxicológicos, propostos a esta Fundação, acompanhados das respectivas metodologias utilizadas, com as devidas conclusões;
as informações prestadas à FEPAM no projeto técnico são de inteira responsabilidade da UTRESA e do(s) responsável(eis) técnico(s) por ela contratado(s);
a FEPAM poderá, a qualquer momento, solicitar informações adicionais ou a devida readequação do projeto apresentado, em face dos resultados do monitoramento da área e dos relatórios técnicos apresentados
1.8- 1.9- 1.10- 2.1- 2.2- 2.3- 2.4- 2.5- 2.6- 2.7- 2.8- 2.9- 2.10- 2.11-
2.12-2. Quanto aos Resíduos e Processo de Compostagem:
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00981 / 2013-DL Folha 3/ LO Nº Gerado em 15/02/2013 17:52:10 Id Doc 560486 7 4.6.1- 4.6.2- 4.6.3-4.6.4-este empreendimento está incluído no Sistema de Automonitoramento de Efluentes Líquidos das Atividades Poluidoras Industriais Localizadas no Estado do Rio Grande do Sul - SISAUTO, atualizado pela Resolução CONSEMA N.º 01 de 20 de março de 1998 e publicada em 15 de abril de 1998, na classe C, devendo realizar medições e análises de seus efluentes líquidos de acordo com a "Tabela de Parâmetros e Padrão de Emissão" desta Licença e encaminhar a respectiva "Planilha de Acompanhamento de Efluentes Líquidos" à FEPAM, via digital, até o décimo dia dos meses de janeiro, abril, julho e outubro, de acordo com o Art. 19 desta Resolução (a Planilha digital encontra-se disponível na home-page da FEPAM: www.fepam.rs.gov.br, em Licenciamento Ambiental/ Resíduos e Efluentes Industriais - Planilhas de Acompanhamento/ SISAUTO- Planilha SISAUTO on Line);
a vazão máxima permitida para o lançamento dos efluentes líquidos industriais é de 193,0000 m³/dia, sendo que a vazão de pico não poderá ultrapassar 1,5 vezes a vazão média horária lançada no dia, de modo a atender o artigo 16 da Resolução CONAMA 430/2011;
corpo receptor dos efluentes líquidos tratados: ARROIO CASCALHO, no ponto com as seguintes coordenadas geográficas: Latitude -29,68330000 e Longitude -51,20020000;
para fins de automonitoramento, deverão ser analisados e reportados, através da "Planilha de Acompanhamento de Efluentes Líquidos", os parâmetros, as freqüências de medição e os tipos de amostragem abaixo listados para os efluentes líquidos industriais tratados com lançamento direto ou indireto em corpos hídricos (conforme Resoluções CONSEMA N.º 01/1998 e N.º 128/2006):
deverão ser integralmente mantidas e preservadas as condições atuais existentes das APPs (Áreas de Preservação Permanente) correspondentes às faixas de largura ao longo das margens dos cursos hídricos existentes na gleba, conforme Lei Federal n° 12.651, de 25 de maio de 2012, bem como toda a vegetação existente dentro dos limites destas áreas
no caso de futura necessidade de realização de atividades de intervenção sobre a vegetação nativa existente na área total da Central deverá ser previamente solicitado o licenciamento ambiental específico para tal atividade, junto à FEPAM;
deverá operar a Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos na área da Central, visando o tratamento dos líquidos gerados na mesma (percolados, "chorume" e pluviais contaminados);
os líquidos percolados do processo de secagem, no conjunto de leitos de secagem, deverão ser conduzidos para a ETE; o ponto de coleta para avaliação do cumprimento dos padrões de emissão fixados para lançamento deverá ser a canalização de saída do efluente tratado (calha parshall);
deverão ser enviados à FEPAM, com periodicidade trimestral, nos meses de janeiro, abril, julho e outubro, relatórios de envio do efluente líquido contendo os volumes enviados mensalmente, forma de acondicionamento e razão social da empresa
transportadora licenciada pela FEPAM;
caso haja necessidade de envio de efluentes líquidos para tratamento fora da área da Central, deverá ser previamente solicitada a respectiva autorização junto à FEPAM;
para o Efluente Líquido INDUSTRIAL: 3.1- 3.2- 4.1- 4.2- 4.3- 4.4- 4.5-
4.6-4. Quanto aos Efluentes Líquidos:
Parâmetro Padrão de Emissão
a Ser Atendido
Tabela de Parâmetros e Padrão de Emissão
Frequência
Medição AmostragemTipo Alumínio Arsênio Boro Cádmio Chumbo Cianeto Cobre Coliformes termotolerantes Cor Cromo hexavalente Cromo total
Demanda bioquímica de oxigênio Demanda química de oxigênio Espumas
Fenóis totais (reagentes à 4-aminoantipirina) Ferro Fósforo total Manganês mensal mensal mensal mensal mensal mensal mensal mensal mensal mensal mensal mensal mensal mensal mensal mensal mensal mensal composta composta composta composta composta composta composta simples composta composta composta composta composta composta composta composta composta composta <= 10 mg Al/L <= 0,08 mg As/L <= 5,0 mg B/L <= 0,03 mg Cd/L <= 0,16 mg Pb/L <= 0,16 mg CN/L <= 0,4 mg Cu/L <=10^4 NMP/100 ml ou 95% de remoção *
Não deve conferir mudança de coloração (cor verdadeira) ao corpo hídrico receptor <= 0,08 mg Cr+6/L <= 0,4 mg Cr/L <= 110 mg DBO5/L <= 330 mg DQO/L Virtualmente ausentes 0,1 mg/L <= 10 mg Fe/L <= 2,9 mg P/L ou 75% de remoção * <= 1,0 mg Mn/L
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4.6.5- 4.6.6- 4.6.7- 4.6.8- 4.6.9- 4.6.10-4.6.11-deverá ser apresentado à FEPAM, via digital (a Planilha digital encontra-se disponível na home-page da FEPAM: www.fepam.rs.gov.br, em Licenciamento Ambiental/ Resíduos e Efluentes Industriais - SISAUTO- Planilha SISAUTO On Line) resultado de análise físico-química de seus efluentes brutos com uma periodicidade anual, no mês de março, realizada por laboratório cadastrado junto a esta Fundação, abrangendo os seguintes parâmetros: pH, temperatura, DBO5, DQO, sólidos suspensos, sólidos sedimentáveis, óleos e graxas e demais parâmetros relevantes existentes na composição do referido efluente;
deverá apresentar, com uma periodicidade trimestral relatório técnico assinado pelo respectivo responsável técnico, descrevendo as condições de operação da ETE, incluindo, no mínimo, volumes tratados, lançados, quantidades armazenadas, problemas operacionais, manutenções efetuadas, além de apresentar os laudos de análises físico químico;
deverão ser mantidos junto ao sistema de tratamento de efluentes líquidos, à disposição da fiscalização da FEPAM, relatórios da operação do mesmo, incluindo análises e medições realizadas, consumo de água, vazões recirculadas, vazões tratadas e lançadas, bem como registros das compras de produtos químicos utilizados para o tratamento, por um período mínimo de dois anos;
deverá ser apresentado à FEPAM, anualmente, laudo de toxicidade aguda efetuado em organismos teste de três diferentes níveis tróficos, em laboratório cadastrado junto a esta Fundação, para amostras representativas do efluente industrial tratado, acompanhados dos respectivos laudos de coleta, assinados por técnico habilitado, visando o atendimento da Resolução CONSEMA n° 129/2006, alterada pela Resolução Consema nº 251/2010, de 24/12/2010; o efluente industrial tratado deverá atender ao padrão de toxicidade conforme Resolução CONSEMA 129/2006, alterada pela Resolução CONSEMA n°251/2010, em função da vazão lançada e da vazão mínima do corpo receptor para o lançamento em corpos hídricos;
deverá ser apresentada anualmente à FEPAM, até o dia 31 de março, durante o período de vigência desta licença, declaração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior e a todos os parâmetros pertinentes a atividade, assinada pelo responsável técnico e pelo responsável legal da empresa (o Modelo para Apresentação da Declaração de Carga Poluidora encontra-se disponível na home-page da FEPAM: www.fepam.rs.gov.br, em Licenciamento Ambiental/Normas Técnicas);
deverá apresentar à FEPAM, na periodicidade semestral, laudo de análise química de seus efluentes tratados, abrangendo os seguintes parâmetros: Aldrin, Bifenilas Policloradas (PCBs), Clordano (cis+trans), DDT
(4,4'DDT+4,4'DDE+4,4'DDD), Dieldrin, Endrin, Heptacloro e Heptacloro epóxido, Hexaclorobenzeno, Mirex (Dodecacloro Pentaciclodecano) e Toxafeno; as análises devem considerar o menor limite de detecção (LD) possível, adotando-se as medidas que forem necessárias para LD a nível máximo de ppb, e os resultados devem ser acompanhados das condições de análise com dados de Controle de Qualidade (desvio padrão, taxas de recuperação, etc.), assim como dos respectivos cromatogramas, incluindo os brancos de laboratório e da análise;
- caso opte por trabalhar com eficiência de remoção deverão ser apresentados laudos de análise dos efluentes bruto e tratado para o respectivo parâmetro;
- caso opte por apresentar laudos comprovando a eficiência mínima fixada para a remoção de NTK, deverá, também, ser comprovado o atendimento do padrão de emissão relativo ao parâmetro Nitrogênio amoniacal = 20 mg/L;
todo e qualquer líquido contaminado originado na área da Central deverá ser devidamente coletado, armazenado e posteriormente direcionado para tratamento, não podendo ocorrer, em hipótese alguma, qualquer tipo de lançamento dos
4.7-Padrão de Emissão a Ser Atendido
Tabela de Parâmetros e Padrão de Emissão
Frequência
Medição AmostragemTipo Materiais flutuantes
Mercúrio Níquel
Nitrogênio total Kjeldahl Odor
Óleos e graxas minerais
Óleos e graxas vegetais e animais pH
Selênio
Sólidos sedimentáveis Sólidos suspensos totais
Subst tensoativas reag azul metileno Sulfeto total Temperatura Vazão Zinco mensal mensal mensal mensal anual mensal mensal diária mensal mensal mensal mensal mensal diária diária mensal composta composta composta composta composta simples simples simples composta composta composta composta simples composta simples composta Ausentes <= 0,006 mg Hg/L <= 0,7 mg Ni/L <= 20 mg NTK/L ou 75% de remoção ** Livre de odor desagradável
<= 10 mg/L <= 30 mg/L entre 6,0 e 9,0 <= 0,04 mg Se/L
<= 1,0 ml/L em teste de 1 (uma) hora em "Cone Imhoff" <= 125 mg SST/L <= 2,0 mg MBAS/L <= 0,2 mg S-2/L < 40 ºC <= 193 m³/dia <= 2,0 mg Zn/L
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mesmos sem a realização do tratamento adequado;
para efeito de controle das condições de lançamento, não é permitida a mistura de efluentes com águas de melhor qualidade antes do seu lançamento, tais como águas de abastecimento, do mar e de sistemas abertos de refrigeração sem recirculação, com a finalidade de diluição, conforme artigos 9º da Resolução CONAMA n.º 430/2011 e 19 da Resolução CONSEMA N.º 128/2006;
deverão ser atendidos todos os padrões de emissão constantes nas Resoluções CONSEMA N.º 128/2006 e N.º 129/2006, de 24 de novembro de 2006, independentemente do acompanhamento do SISAUTO;
os níveis de ruído gerados pela atividade industrial deverão estar de acordo com a NBR 10.151, da ABNT, conforme determina a Resolução CONAMA N.º 01, de 08 de março de 1990;
as atividades exercidas pelo empreendimento deverão ser conduzidas de forma a não emitir substâncias odoríferas na atmosfera em quantidades que possam ser perceptíveis fora dos limites de sua propriedade;
deverão ser segregados, identificados, classificados e acondicionados os resíduos sólidos gerados para a armazenagem provisória na área do empreendimento, observando as NBR 12.235 e NBR 11.174, da ABNT, em conformidade com o tipo de resíduo, até posterior destinação final dos mesmos;
deverá ser preenchida e enviada à FEPAM, trimestralmente, nos meses de janeiro, abril, julho e outubro, via digital, a "Planilha de Geração de Resíduos Sólidos" para a totalidade dos resíduos sólidos (a Planilha digital encontra-se disponível na home-page da FEPAM: www.fepam.rs.gov.br, em Licenciamento Ambiental/ Resíduos e Efluentes Industriais - Planilhas de
Acompanhamento/ SIGECORS/Planilhas de Geração de Resíduos Sólidos On Line);
deverá ser mantido o controle operacional da disposição do resíduo, de forma a minimizar a emissão de odores, proliferação de vetores e escorrimento do mesmo, especialmente quando aplicado em pastagem sem incorporação, assegurando uma aplicação uniforme no solo;
fica proibida a aplicação do resíduo em áreas contidas no domínio de Áreas de Preservação Permanente -APP ou de reserva legal, definidas no Código Florestal - Lei Federal n° 12.651, de 25 de maio de 2012, bem como os limites da zona de amortecimentos definidos para as unidades de conservação;
fica proibida a queima, a céu aberto, de resíduos sólidos de qualquer natureza, ressalvadas as situações de emergência sanitária, reconhecidas por esta Fundação, conforme parágrafo 3°, Art. 19 do Decreto n.º 38.356, de 01 de abril de 1998;
deverá ser observado o cumprimento da Portaria FEPAM n.º 034/2009, publicada no DOE em 06 de agosto de 2009, referente ao Manifesto de Transportes de Resíduos - MTR;
as lâmpadas fluorescentes usadas deverão ser armazenadas íntegras, embaladas individualmente, em papel ou papelão de origem e acondicionadas de forma segura para posterior transporte a empresas que realizem sua descontaminação; deverá ser apresentada à FEPAM, anualmente, até o dia 15/01, a relação dos números dos MTRs emitidos durante o ano; a área de tancagem de combustíveis deve ser dotada de pista de abastecimento e descarga com piso de concreto impermeável e sistema de drenagem com canaletas convergindo para uma caixa separadora óleo lama (CSOL);
em caso de emergência, deverão ser seguidos os "Procedimentos em Casos de Emergência", conforme plano apresentado à FEPAM;
em caso de emergência, no Estado do Rio Grande do Sul, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental - FEPAM, deverá ser imediatamente informada, através do telefone (51) 9982-7840 (24h);
deverá ser mantido atualizado o Alvará do Corpo de Bombeiros Municipal, em conformidade com as Normas em vigor, relativo ao sistema de combate à incêndio;
não poderá receber resíduos radioativos, explosivos, de serviços de saúde que não tenham sofrido processo de esterilização, domésticos, defensivos agrícolas ou agrotóxicos do tipo organoclorados, organofosforados ou mercuriais, produtos contaminados com PCB's e/ou Ascarel e assemelhados, assim como embalagens de lubrificantes e efluentes líquidos;
não poderão ser dispostos resíduos líquidos nas células ou com teor de umidade superior a 70%;
não poderá receber embalagens tipo tambores ou bombonas para lavagem e recuperação, restringindo-se ao recebimento de embalagens contendo materiais residuais, as quais serão destinadas à empresas licenciadas para executar sua lavagem e recuperação ou devolvidas ao remetente;
não poderá receber resíduos Classe I com características de inflamabilidade, nos termos da Portaria FEPAM 16/2010, art. 2º, de 20/04/2010, publicada no D.O.E. em 24/04/2010;
somente poderá receber resíduos acompanhados do respectivo Manifesto de Transportes de Resíduos - MTR, conforme Portaria FEPAM n.º 034/2009, de 03/08/2009, publicada no DOE em 06/08/2009, de acordo com o Art. 12 do Decreto Estadual nº 38.356, de 01/04/98;
em hipótese alguma as células poderão realizar qualquer tipo de operação (recebimento de resíduos, procedimentos de compactações, manutenções, selamento, etc.) sem a devida cobertura de telhados;
4.8- 4.9- 5.1- 5.2- 6.1- 6.2- 6.3- 6.4- 6.5- 6.6- 6.7- 6.8- 7.1- 8.1- 8.2- 8.3- 9.1- 9.2- 9.3- 9.4- 9.5-
9.6-5. Quanto às Emissões Atmosféricas:
6. Quanto aos Resíduos Sólidos:
7. Quanto às Áreas de Tancagem:
8. Quanto aos Riscos Ambientais e Plano de Emergência:
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as células em operação não poderão ter altura superior a 5 (cinco) metros, tendo em vista que todas operações ocorram sem a remoção da cobertura por telhado;todos os pilares de sustentação da estrutura por telhado das células em operação deverão ser demarcados, em intervalos de 1 (um) metro, para facilitar controle visual de verificação direta de altura;
deverá operar todas as bacias de acúmulo de líquidos percolados de forma a garantir a inexistência de casos de
transbordamento, derramamento ou vazamento junto às mesmas, mantendo um nível máximo de 80 % de sua capacidade; deverá apresentar laudo descrevendo a situação da Central, com a periodicidade trimestral, assinado pelo responsável técnico pela operação da mesma, contemplando os volumes e tipos de resíduos recebidos nas diferentes unidades da Central,
freqüência, volume de percolado, serviços efetuados no período, percentual de ocupação das células em operação, inspeções de drenagens, relatórios fotográficos de todas as unidades licenciadas, análise de todas as rotinas integrantes da Central,
evidenciando os problemas ocorridos e identificando ações e recomendações para correção dos mesmos, bem como outros aspectos julgados relevantes para a avaliação da operação da mesma;
deverá manter operadores permanentemente no local, com formação mínima de técnico de nível médio, com conhecimento de resíduos sólidos e efluentes líquidos, que deverão acompanhar toda a movimentação de resíduos na área, devendo manter atualizadas as ART's (Anotação de Responsabilidade Técnica) dos mesmos;
deverão ser mantidas técnicas de controle de processos erosivos, bem como os acessos aos poços de monitoramento e caixas de inspeção, os quais deverão permanecer identificados;
deverá exigir de seus usuários a segregação e/ou pré-tratamento dos resíduos na fonte, com base na sua caracterização e classificação, segundo a ABNT NBR 10.004 e em conformidade com o "Manual de Operação", quando for o caso, de forma a adequá-los à disposição nas células da Central;
o produto do setor de moagem somente poderá ser destinado à empresas devidamente licenciadas pelo órgão ambiental competente;
deverá ser apresentada à FEPAM, com uma periodicidade trimestral, a planilha de controle da produção do setor de moagem, informando o tipo e quantidade de resíduos moídos, a razão social, endereço e número da licença ambiental dos respectivos destinatários;
deverão ser preenchidas, via digital, as "Planilhas de Recebimento de Resíduos" (a Planilha encontra-se disponível na home-page da FEPAM: www.fepam.rs.gov.br, Licenciamento Ambiental/ Resíduos e Efluentes Industriais /SIGECORS/Planilha de
Recebimento de Resíduos Sólidos), descrevendo o tipo e quantidade de resíduos recebidos e informando a razão social e endereço dos fornecedores/geradores, e encaminhá-las à FEPAM com periodicidade mensal, durante o período de validade desta licença;
deverá apresentar, com no mínimo 03 (três) meses de antecedência ao encerramento da operação das células em operação, o plano de fechamento das mesmas, com cronograma de execução, contemplando impermeabilização superior e drenagem de gases;
deverá informar à FEPAM, com antecedência mínima de 10 (dez) dias, o início da operação de selamento das células através do e-mail [email protected];
deverá assegurar o selamento total das células encerradas (superfície e taludes), observando a manutenção da geomembrana utilizada no "selamento" superficial, do sistema de drenagem de águas pluviais (meias canas), da rede externa de coleta de líquidos percolados (assegurando a condução dos mesmos à ETE) e do sistema de drenagem de gases;
deverá manter no local, à disposição da fiscalização da FEPAM o "Registro de Operação", onde constem todas as atividades desenvolvidas na área, de acordo com o item 07 da ABNT NBR 10.157;
quando do descarte de resíduos nas células deverão ser observadas as medidas de proteção da geomembrana de PEAD, com a utilização de uma sobre-manta de geomembrana;
as células de disposição já encerradas deverão receber inspeção e manutenção periódicas quanto à cobertura e selamento, processos de recalque, processos erosivos, drenagem superficial, drenagem de percolados e demais condições necessárias ao devido confinamento dos resíduos e estrutura das células;
deverá manter a operação da Central com a adoção dos controles necessários de forma a minimizar a possibilidade de geração de fogo, explosão, derramamentos, vazamentos ou liberação de substâncias nocivas ao ar, águas superficiais, solo e águas subterrâneas, bem como não haja emissão de odores que possam ser perceptíveis fora dos limites do empreendimento; as áreas de descarga e triagem dos resíduos deverão conter sistema de controle de vazamentos, com contenção, impermeabilização e cobertura;
deverá informar à FEPAM, trimestralmente, os resíduos resultantes da triagem executada em empresas prestadoras do serviço e retornados à UTRESA, através do envio de relatório técnico que contemple a caracterização e a quantidade total de resíduos recebidos na área e identificando o percentual dos mesmos que sofre algum processo de reaproveitamento;
no caso de recebimento de resíduos de outros estados, deverá ser solicitada Autorização para recebimento de RSI de fora do estado junto à FEPAM, através de processo administrativo específico, sendo que a documentação necessária a ser apresentada encontra-se listada na página da FEPAM na internet (www.fepam.rs.gov.br, em Licenciamento
Ambiental/Formulários/Autorizações/Indústria/Recebimento de Resíduos Sólidos gerados em outros estados);
deverá realizar coletas e análises das águas subterrâneas na rede de poços implantada e encaminhar trimestralmente à FEPAM, 9.7- 9.8- 9.9- 9.10- 9.11- 9.12- 9.13- 9.14- 9.15- 9.16- 9.17- 9.18- 9.19- 9.20- 9.21- 9.22- 9.23- 9.24- 9.25- 9.26- 10.1-10. Quanto ao Monitoramento:
Documento Assinado Digitalmente
00981 / 2013-DL Folha 7/LO Nº Gerado em 15/02/2013 17:52:10 Id Doc 560486 7
Este documento licenciatório é válido para as condições acima no período de 15/02/2013 à 15/02/2017. Data de emissão: Porto Alegre, 15 de fevereiro de 2013.
Este documento licenciatório foi certificado por assinatura digital, processo eletrônico baseado em sistema criptográfico assimétrico, assinado eletronicamente por chave privada, garantida integridade de seu
conteúdo e está à disposição no site www.fepam.rs.gov.br.
fepam®.
nos meses de janeiro, abril, julho e outubro, a respectiva "Planilha de Monitoramento de Águas Subterrâneas" (o modelo da Planilha encontra-se disponível na home-page da FEPAM: www.fepam.rs.gov.br, em Licenciamento Ambiental/
Formulários/Planilhas de Acompanhamento/SIGECORS-Sistema de Gerenciamento e Controle de Resíduos Sólidos Industriais); deverão ser analisados e reportados através da "Planilha de Monitoramento de Águas Subterrâneas", no mínimo, os seguintes parâmetros: pH, DQO, Dureza, Condutividade, Turbidez, Sólidos Dissolvidos Totais, Cromo Total, Cromo VI, Zinco, Sódio, Fenóis, Mercúrio, Ferro, Fosfatos, Nitritos, Nitratos, Nitrogênio Total, Alumínio, Sulfatos, Cloretos e Cianetos, TPH GRO (C6-C10), TPH DRO (C10-c28). A planilha deverá ser acompanhada da interpretação dos resultados das análises;
deverá encaminhar, junto com as planilhas de águas subterrâneas, laudo de amostragem contemplando os equipamentos de amostragem utilizados, laudo de purga, técnica de coleta, limpeza dos frascos e manuseio e preservação das amostras, de acordo com a NBR 15.495 da ABNT - Construção de Poços de Monitoramento e Amostragem;
deverá apresentar, anualmente, no mês de dezembro, o tratamento estatístico dos resultados das análises efetuadas das águas subterrâneas, conforme recomenda a ABNT NBR10.157, com a respectiva interpretação, acrescidas de todos os resultados da série histórica de cada poço de monitoramento da cenrtral, comparando as concentrações encontradas com os valores orientadores da Resolução CONAMA n.° 420;
deverá ser fixada junto ao empreendimento, em local de fácil visibilidade, placa divulgação de licenciamento ambiental, conforme modelo disponível no site da FEPAM, www.fepam.rs.gov.br. A placa deverá ser mantida durante todo o período de vigência desta licença;
10.2- 10.3-
10.4-
Havendo alteração nos atos constitutivos, a empresa deverá apresentar, imediatamente, cópia da mesma à FEPAM, sob pena do empreendedor acima identificado continuar com a responsabilidade sobre a atividade/empreendimento licenciada por este documento.
Esta licença é válida para as condições acima até 15 de fevereiro de 2017, porém, caso algum prazo estabelecido nesta licença for descumprido, automaticamente esta perderá sua validade. Este documento também perderá a validade caso os dados fornecidos pelo empreendedor não correspondam à realidade.
Esta licença não dispensa nem substitui quaisquer alvarás ou certidões de qualquer natureza exigidos pela Legislação Federal, Estadual ou Municipal, nem exclui as demais licenças ambientais.
Deverá ser solicitada a renovação desta licença até 120 dias antes de seu vencimento, conforme Art 14, § 4º da Lei Complementar Nº 140, de 08/12/2011.
Esta licença deverá estar disponível no local da atividade licenciada para efeito de fiscalização. 11. Quanto à Publicidade da Licença:
requerimento solicitando a renovação da Licença de Operação; cópia desta licença;
o formulário ILAI - Informações para Licenciamento de Atividades Industriais devidamente preenchido e atualizado em todos os seus itens (o formulário encontra-se disponível na home-page da FEPAM: www.fepam.rs.gov.br, em Licenciamento Ambiental /formulários/ Licença/ Indústria/ Licença de Operação-ILAI/LO);
comprovante de pagamento dos custos dos Serviços de Licenciamento Ambiental, conforme Tabela de Custos disponível no site da FEPAM: www.fepam.rs.gov.br.
1- 2- 3-
4-Documentos a apresentar para renovação desta Licença: III -
A renovação desta licença deverá ser solicitada até 120 dias antes de seu vencimento, conforme Art. 14 § 4.º da Lei Complementar nº 140, de 08/12/2011.
Documento Assinado Digitalmente
Nome do arquivo: 560486.pdfDOCUMENTO ASSINADO POR DATA CPF/CNPJ VERIFICADOR
________________________________________________________________________________________________________________________ Rafael Volquind 18/02/2013 11:17:30 GMT-03:00 68610998053 Assinatura válida