Membros Associados do ONS Conselhos e Diretoria
Conselho de Administração Conselho Fiscal
Diretoria do ONS
Mensagem do Diretor Geral Apresentação
Operador Nacional do Sistema Elétrico
Responsabilidade social é o nosso negócio Viagem no tempo
Um Operador e muitos beneficiados Participação abrangente
Sumário
04 11 12 1315
16 17 19 23Sumário
Responsabilidade Social do ONS
Governança e Valorização de Pessoas
Pesquisa de Clima Organizacional: Pesquisa aponta ações prioritárias na gestão Modelo de gestor: Modelo de gestor gera avanços
Cargos, Remuneração e Acordo Coletivo de Trabalho: Plano de cargos e acordo coletivo marcam 2006
Avaliação de Desempenho: Equipes acima da média
Treinamento: Grandes investimentos em programas de treinamento Programa Construir: Formando a equipe do futuro
Cipa/Sipat/Saúde: Prevenção é o melhor remédio
Endomarketing: Diversão, integração e cultura para os colaboradores Educação e Informação
Gestão do conhecimento e educação: Educação e energia
Eventos técnicos: Presença marcante em eventos na área de energia Internet, Intranet e Siga: Aposta na convergência digital
Informação: Difusão do conhecimento reforça integração Cultura e Inclusão Social
Voluntariado e integração social: Solidariedade em rede Cultura: Mais energia para a cultura
26
27 27 28 29 31 32 34 35 36 38 38 40 41 43 45 45 50Membros Associados
ONS
ACESITA Acesita S.A. AES TIETÊ
Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê AES-SUL
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A. AES-URUGUAIANA
AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda. AETE
Amazônia-Eletronorte Transmissora de Energia S.A. AFLUENTE
Geração e Transmissão de Energia S.A. AGA
AGA Sociedade Anônima ALBRÁS
Alumínio Brasileiro S.A. ALUMAR
Consórcio de Alumínio S.A.
ALUNORTE
Alumina do Norte do Brasil S.A. AMPLA
Ampla Energia e Serviços S.A. ANGLO AMERICAN
Anglo American ARTEMIS
Transmissora de Energia S.A. ATE
Transmissora de Energia S.A. ATE II
Transmissora de Energia S.A. BAESA
Energética Barra Grande S.A. BELGO
Belgo Siderurgia BRASKEM Braskem S.A.
CAIUÁ
Serviços de Eletricidade S.A. CANDONGA
Consórcio Candonga CANOAS CBA
Companhia Brasileira de Alumínio CANOAS DUKE
Canoas Duke CARAÍBA METAIS Caraíba Metais CARAMURU
Caramuru Alimentos Ltda CARBOCLORO
Carbocloro S.A. Indústrias Químicas CBA
Companhia Brasileira de Alumínio CCBE
Consórcio Capim Branco Energia
CCSA
Corumbá Concessões S.A. CDSA
Centrais Elétricas Cachoeira Dourada S.A. CEAL
Companhia Energética de Alagoas CEB - DIST
CEB Distribuição S.A. CEB - GER
CEB Geração S.A. CEC
Companhia Energética Chapecó CEEE
Companhia Estadual de Energia Elétrica CELESC
Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. CELG
Companhia Energética de Goiás
CELPA
Centrais Elétricas do Pará S.A. CELPE
Companhia Energética de Pernambuco CELTINS
Companhia de Energia Elétrica do Estado de Tocantins
CEM
Companhia Energética Meridional CEMAR
Companhia Energética do Maranhão CEMAT
Centrais Elétricas Matogrossenses S.A. CEMIG - GER - TRANS
Companhia Energética de Minas Gerais CEMIG-DIST
CENTROESTE
Companhia de Transmissão Centroeste de Minas
CEPISA
Companhia Energética do Piauí CERAN
Companhia Energética Rio das Antas CESA
Castelo Energética S.A. CESC
Companhia Energética Santa Clara CESP
Companhia Energética de São Paulo CFLCL
Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina CGTEE
Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
CGTF
Térmica Endesa Fortaleza CHESF
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco CIEN
Companhia de Interconexão Energética CISA
CSN Indústria de Aços Revestidos S.A. CLFSC
Companhia Luz e Força Santa Cruz COELBA
Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia COELCE
Companhia Energética do Ceará CONSÓRCIO GUILMAN-AMORIM Consórcio UHE Guilman-Amorim CONSÓRCIO CEMIG-CEB Consórcio CEMIG-CEB
CONSÓRCIO PARAIBUNA Consórcio Paraibuna COPEL-DIST
COPEL Distribuição S.A. COPEL-GER
COPEL Geração S.A. COPEL-TRANS
COPEL Transmissão S.A. COPESUL
Companhia Petroquímica do Sul COSERN
Companhia Energética do Rio Grande do Norte CPFL
Companhia Paulista de Força e Luz CPFL - PIRATININGA
Companhia Piratininga de Força e Luz Ltda CPFL-GER
CPTE
Cachoeira Paulista Transmissora de Energia S.A. CTEEP
Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista CVRD
Companhia Vale do Rio Doce DFESA
Dona Francisca Energética S.A. DOW BRASIL
Dow Brasil Nordeste DSM
DSM Elastômeros do Brasil Ltda DUKE
Duke Energy International Geração Paranapanema EATE
Empresa Amazonense de Transmissão de Energia
EBE
Empresa Bandeirante de Energia S.A. ECTE
Empresa Catarinense
de Transmissão de Energia S.A. EEB
Empresa Elétrica Bragantina S.A. EEVP
Empresa de Eletricidade Vale Paranapanema S.A. EKA
EKA Bahia S.A. EL PASO RIO CLARO El Paso Rio Claro Ltda ELEJOR
Centrais Elétricas do Rio Jordão S.A. ELEKTRO
Elektro - Eletricidade e Serviços S.A.
ELETROBRÁS
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. ELETRONORTE
Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. ELETRONUCLEAR
Eletrobrás Termonuclear S.A. ELETROSUL
Eletrosul Centrais Elétricas S.A. EMAE
Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. ENERBRASIL
Enerbrasil - Energias Renováveis do Brasil Ltda ENERCAN
Campos Novos Energia S.A. ENERGEST
Energest S.A. ENERGIPE
ENERPEIXE
Consórcio EnerPeixe ENERSUL
Empresa Energética
de Mato Grosso do Sul S.A. ENTE
Empresa Norte de Transmissão de Energia S.A.
EPE
Empresa Produtora de Energia Ltda Enron América do Sul Ltda
ERTE
Empresa Regional
de Transmissão de Energia S.A. ESCELSA
Espírito Santo Centrais Elétricas S.A. ESPORA
Espora Energética Ltda
ETAU
Empresa de Transmissão do Alto Uruguai S.A. ETEO
Empresa de Transmissão de Energia do Oeste Ltda ETEP
Empresa Paraense de Transmissão de Energia S.A.
EXPANSION
Expansion Transmissão de Energia S.A. FAFEN
Fafen Energia S.A. FERBASA
Companhia de Ferro Ligas da Bahia S.A. FIBRAPLAC
Fibraplac Chapas de MDF Ltda FUNIL
Consórcio Funil
FURNAS
Furnas Centrais Elétricas S.A. GERDAU AÇOMINAS
Gerdau Açominas S.A. GTESA
Goiana Transmissora de Energia S.A. IBIRITERMO Ibiritermo Ltda IGARAPAVA Consórcio Igarapava INNOVA Innova S.A.
INVESTCO S.A. - LAJEADO Investco S.A. – Lajeado IPIRANGA
Ipiranga Petroquímica S.A. ITÁ
ITAPEBI
Itapebi Geração de Energia S.A. ITIQUIRA
Itiquira Energética S.A. ITUMBIARA
Itumbiara Transmissora de Energia Ltda JAURU
Consórcio Jauru 38 JB AÇÚCAR E ÁLCOOL JB Açúcar e Álcool Ltda LIGHT
Light - Serviços de Eletricidade S.A. LIGHT - GER - TRANS
Light Energia S.A. LUMITRANS
Lumitrans Companhia Transmissora de Energia Elétrica
METROPOLITANA/ELMA Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A. MUNIRAH
Munirah Transmissora de Energia S.A. NORTE FLUMINENSE
Usina Termelétrica Norte Fluminense S.A. NOVA ERA SILICON
Nova Era Silicon S.A. NOVATRANS
NovaTrans/Enelpower do Brasil Ltda NOVELIS
Novelis NTE
Nordeste Transmissora de Energia S.A. OXITENO
Oxiteno Nordeste S.A. Indústria e Comércio
PARAÍSO-AÇU
Paraíso-Açu Transmissora de Energia S.A. PETROBRAS
Petrobras Energia PETROFLEX
Petroflex Indústria e Comércio S.A. PETROQUÍMICA TRIUNFO Petroquímica Triunfo S.A. PORTO ESTRELA
Consórcio Porto Estrela Ltda PORTO PRIMAVERA
Porto Primavera Transmissora de Energia Ltda PPE
Ponte de Pedra Energética S.A. RDM
Rio Doce Manganês S.A. RGE
ROSAL
Rosal Energia S.A. SAELPA
Sociedade Anônima de Eletrificação da Paraíba
SC ENERGIA
SC Energia - Empresa de Transmissão de Energia de Santa Catarina
SFE - ELETROBOLT SFE - Eletrobolt SOBRAGI
Companhia Paraibuna de Metais - Sobragi STE
Sul Transmissora de Energia Ltda STN
Sistema de Transmissão Nordeste TANGARÁ - GUAPORÉ
Tangará Energia S.A. - Guaporé
TERMOBAHIA TermoBahia Ltda
TERMO PERNAMBUCO Termo Pernambuco Ltda TERMO RIO
Termo Rio S.A. TERMOCEARÁ Termoceará Ltda TRACTEBEL
Tractebel Energia Suez S.A. TRANSIRAPÉ
Companhia Transirapé de Transmissão TRANSLESTE
Companhia Transleste de Transmissão TRANSUDESTE
Companhia Transudeste de Transmissão TSN
Transmissora Sudeste Nordeste S.A.
UEG ARAUCÁRIA U.E.G. Araucária Ltda UIRAPURU
Uirapuru Transmissora de Energia USIMINAS
Usiminas UTE-JF
Usina Termelétrica de Juiz de Fora S.A. VENTOS DO SUL ENERGIA S.A. Ventos do Sul Energia S.A. VERACEL
Veracel Celulose VILA DO CONDE
Vila do Conde Transmissora de Energia Ltda VOTORANTIM-C
Votorantim Cimentos Ltda. WHITE MARTINS
Conselho de Administração
Titulares
Carlos Augusto Leite Brandão – Eletropaulo Celso Sebastião Cerchiari – CTEEP
Edison Zart – CEEE
Edson dos Anjos Carneiro – ETEO Elmar de Oliveira Santana – TBE Fabio Machado Resende – Furnas
Marcelo Maia de Azevedo Correa – Neoenergia Mario Antonio Carneiro Cilento – Carbocloro Maurício Stolle Bähr – Tractebel Energia Suez Mozart Bandeira Arnaud – CHESF
Ronaldo dos Santos Custódio – Eletrosul Ronaldo Schuck – MME
Valter Luiz Cardeal de Souza – Eletrobrás Wilson Pinto Ferreira Júnior – CPFL Xisto Vieira Filho – El Paso
Suplentes
Leonardo Lins de Albuquerque – LIGHT Rafael Murolo – CELG
Miguel Ximenes de Melo Filho – CELESC Giovanni Giovannelli – Terna
Alexandre Magno Firmo Alves – CDSA Rogério Ribeiro Abreu dos Santos – NTE José Antonio Sorge – Rede
Vânia Lucia Chaves Somavilla – CVRD Cesar Teodoro – Duke
Antonio Bolognesi – EMAE Nelson Gravino – Ártemis
Ricardo Spanier Homrich – MME Carlos Marcelo Cecin – CGTEE
Manuel Fernando Neves Bento – Escelsa Ildo Sauer - Petrobras
Conselhos e Diretoria
Diretoria do ONS
Hermes Chipp, Diretor Geral Darico Pedro Livi
Luiz Eduardo Barata Ferreira
Roberto José Ribeiro Gomes da Silva Luiz Alberto Machado Fortunato
Conselho Fiscal
Titulares
Rubens Ghilardi – Copel
Silvio Roberto Areco Gomes – CESP Wady Charone Junior – Eletronorte
Suplentes
Wilson Soares dos Santos – CEB
Pedro José Diniz de Figueiredo – Eletronuclear Humberto Gomes de Macêdo – Patesa/Gtesa
Mensagem do Diretor Geral
Segundo pensadores e estudiosos do tema, a responsabilidade social está diretamente vinculada ao cumprimento dos deveres e das obrigações dos indivíduos para com a sociedade em geral. Se trouxermos esse conceito para o mundo corporativo, poderemos afirmar, sem o risco de estarmos equivocados, que se trata de um conjunto de ações empreendidas pela Organização, que trazem benefícios tanto para a Empresa como para a sociedade, traduzindo-se, em última instância, em melhor qualidade de vida. E, no nosso entender, uma boa qualidade de vida só é possível se for para todos.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) busca, por meio do cumprimento de suas responsabilidades técnicas, em conjunto com a Aneel, o Ministério de Minas e Energia e os agentes do setor elétrico, contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país. A essencialidade de seu papel para a sociedade pode ser identificada no resultado de sua atuação, materializado no fornecimento de energia elétrica econômico, seguro e contínuo.
Concretizando sua missão dia a dia, tendo a segurança do suprimento de energia ao menor custo como meta e a ética como premissa, o ONS se reconhece, e é igualmente reconhecido, como organização socialmente responsável. Mas, com o intuito de contribuir ainda mais e de forma mais direta para o bem comum, em 2004 foi criado o Programa de Responsabilidade Social, que abre um leque de ações promovidas em três grandes esferas: valorização das pessoas; educação e informação; cultura e inclusão social. O presente Balanço traz uma pequena mostra do que fizemos em 2006, os investimentos nas pessoas que fazem o Operador Nacional, e que são o nosso maior patrimônio, e nas áreas de educação e cultura, que fazem de um país uma verdadeira nação.
E se, como disse um dia Cecília Meireles,
“a vida só é possível reinventada”, precisamos nos reinventar a cada dia e de uma forma cada vez melhor. É isso que buscamos.
Apresentação
O Balanço Social 2006 apresenta, de forma resumida, as principais ações e investimentos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no seu Programa de Responsabilidade Social durante esse ano.
A continuidade ao Programa, iniciado em 2004 e aprimorado a cada novo ciclo, reafirma a proposta do ONS de valorização das pessoas, promoção da educação e da cultura, difusão de conhecimento e apoio a iniciativas voltadas à inclusão social.
O Balanço Social 2006 do ONS está dividido em duas partes. A primeira apresenta um perfil do Operador e da sua atuação no setor de energia elétrica, e a segunda exemplifica as ações de responsabilidade social empreendidas no período em destaque. Essas iniciativas estão organizadas em três capítulos: Governança e Valorização, Educação e Informação e Cultura e Inclusão Social.
Em Governança e Valorização das Pessoas, ressaltam-se a conclusão da pesquisa de clima Melhor Ambiente e os conseqüentes esforços para o aperfeiçoamento da gestão corporativa e dos investimentos em treinamento,
saúde e endomarketing.
O tópico Educação e Informação ratifica a
transparência como um dos valores da Organização, apresentando as iniciativas voltadas à difusão de informações e produção do conhecimento.
O Portal do Voluntariado, lançado em 2006, é um dos projetos destacados em Cultura e Inclusão Social, que também aborda os patrocínios culturais realizados pelo Operador.
Pequeno exemplo de todo o trabalho desenvolvido pelas pessoas que dão vida ao ONS, este Balanço consolida suas ações em prol da sociedade e reafirma o seu compromisso para os próximos anos.
O ONS é o gestor do sistema, e
cabe a ele a responsabilidade de
garantir o suprimento de energia ao
menor custo, com padrões adequados
de segurança e continuidade.
O rádio-relógio toca às 5h da manhã, e, ao som de uma música barulhenta, José acorda para mais um dia de trabalho. Depois de um banho quente no seu chuveiro elétrico, ele come uma torrada quentinha, pega a marmita e sai apressado rumo ao trem. Apertado entre a multidão de passageiros que se acotovela nos vagões, nosso amigo Zé finalmente chega ao seu destino, a Indústria de Autopeças Santa Terezinha. Coloca o velho macacão, os óculos e o capacete e se transforma em José Almeida dos Santos, soldador do Setor V, de onde sai, nove horas depois, ansioso pelo merecido descanso. Depois do jantar, já mais relaxado, Zé vai para o botequim do Almir, encontrar o Dudu, o Genilson e o Oswaldo para assistir a um aguardado Fla-Flu, regado a muita cerveja
gelada e torresmo. Findo o jogo, com a garganta esfolada pelas comemorações, é hora de voltar para casa, tomar um novo banho quente e, finalmente, cair na cama, exausto. O nosso pacato amigo provavelmente não se deu conta, mas um personagem invisível o acompanhou e o auxiliou durante todo o seu dia: a energia elétrica. Foi a eletricidade que alimentou seu despertador, movimentou seu trem, fez sua solda funcionar e iluminou sua casa. Sem ela, Zé não teria cerveja gelada, televisão ligada ou água quente.
Mas, e agora, José? Você
desconfia quem está por trás
da energia que move, esquenta,
esfria e clareia o seu dia?
Basta pensar sobre a “logística” da eletricidade. Assim como na indústria de autopeças do nosso amigo é preciso programar a produção em função da demanda, no setor elétrico também. As usinas dependem de uma programação de
geração de energia, que leva em conta o mercado e a “matéria prima” a ser utilizada. Depois do “produto pronto” é necessário transportá-lo até os centros consumidores. No caso da eletricidade, as estradas
são as linhas de transmissão, e os seus “concessionários” cobram pedágio sobre seu uso. Para otimizar os custos e garantir a segurança do transporte, é preciso traçar as melhores rotas até os “revendedores”, que são as empresas que distribuirão a energia dentro das cidades. Diversas organizações são envolvidas em todo esse circuito, da produção até a entrega do produto ao consumidor. A energia produzida pelas centenas de unidades geradoras de diferentes tipos é transportada pelos milhares de quilômetros de rede de transmissão para chegar aos centros de consumo e atender a milhões de consumidores. As usinas, subestações e linhas de transmissão de quase duas centenas de agentes associados ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) formam uma grande rede: o Sistema Interligado Nacional.
Operador Nacional
do Sistema Elétrico
Responsabilidade Social é o Nosso Negócio
É impossível pensar a sociedade atual sem eletricidade. Insumo de extrema relevância para a economia nacional, a energia elétrica está presente em praticamente todos os momentos da vida dos brasileiros, iluminando e impulsionando o crescimento da nação.
Operar o Sistema Interligado Nacional de forma integrada, com transparência, eqüidade e neutralidade, para garantir o suprimento de energia elétrica contínuo, econômico e seguro ao país, representa mais do que uma missão para o Operador Nacional do Sistema Elétrico – é uma enorme responsabilidade social. Seu trabalho, embora extremamente técnico, é permeado por um forte caráter social, com impacto direto na economia, no meio ambiente e no dia-a-dia de cada cidadão. Esse sentido é uma preocupação de todos os profissionais que atuam no ONS. Sua equipe é consciente do peso da responsabilidade que carrega, e isso se traduz no alto rigor com que desempenha suas funções.
Na economia, a segurança advinda de um abastecimento de energia com otimização de custos se reflete tanto no aumento da produtividade e da competitividade entre as empresas como no investimento em novos negócios e na conseqüente geração de empregos.
A preocupação com a integração ao Sistema Interligado Nacional de geradores de energia de fontes alternativas (de biomassa, eólica, etc.), bem como todo o trabalho realizado para controle de vazões e cheias, demonstra o empenho do ONS não só em garantir o suprimento de energia elétrica, mas também em cumprir a sua missão evitando e minimizando os impactos ao meio ambiente.
Por outro lado, suas ações têm como objetivo final o bem comum. É seu papel fazer com que os cidadãos tenham acesso a um serviço de energia com qualidade cada vez melhor ao menor custo, com máxima segurança e perene.
Viagem no tempo
A partir de um rápido passeio pela história recente do setor elétrico brasileiro, pode-se ter noção da essencialidade do ONS.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico foi criado em 1998, marcando a trajetória de um conjunto de medidas legislativas e executivas que mudaram o panorama do setor elétrico. Tais medidas, que visavam à privatização e ao aumento da competitividade, somadas ao rol de ações globalizantes, passaram a atribuir novos papéis ao Estado, em uma sociedade e economia mundializadas.
As reformas no setor, implementadas gradualmente, tiveram início em 1995, com a aprovação da nova legislação sobre concessão dos serviços públicos. A Lei n° 8.987 regulamentou o artigo 175 da Constituição, estabelecendo a
obrigatoriedade de licitação para a concessão de serviço público. Ainda em 1995, a Lei n° 9.074 determinou regras específicas para a concessão desses serviços no âmbito do setor
elétrico. O produtor independente de energia foi reconhecido, e o livre acesso aos sistemas de transmissão e distribuição, assegurado. O bojo das mudanças abarcou também a inclusão das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) e suas quatro subsidiárias regionais no Programa Nacional de Desestatização (PND). Com essa decisão, o governo decretava a própria reestruturação do setor como um todo, dada a importância do papel da Eletrobrás e de suas subsidiárias no modelo vigente adotado pela indústria de energia elétrica nacional. Foi, então, em 1996, contratado um consórcio de consultores internacionais, liderado pela firma inglesa Coopers & Lybrand. Com isso, o Ministério de Minas e Energia dava início ao Projeto de Reestruturação do Setor Elétrico (RE-SEB), que também contou com a participação de especialistas da Eletrobrás e de outras empresas. O Projeto tinha como premissas a instituição de um mercado competitivo no atacado, a abertura de oportunidades aos produtores independentes e a separação das
atividades de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Alinhado a esse processo, o governo criou, em 1996, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pela Lei n° 9.427. Essa Agência passou a funcionar como órgão regulador e fiscalizador do setor, no final de 1997, assumindo as funções do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (Dnaee), extinto na mesma época. Era responsável também pela condução dos processos licitatórios tanto para contratação de concessionárias de serviço público para geração, transmissão e distribuição de energia elétrica como para a outorga de concessão para o aproveitamento de potenciais hidráulicos.
Além da criação da Aneel, com a formação do Mercado Atacadista de Energia Elétrica (MAE) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico, pela Lei n° 9.648 de 1998, definiam-se as bases do marco regulatório do setor elétrico.
O ONS foi criado com a responsabilidade de operar o Sistema Interligado Nacional (SIN) e administrar a rede básica de transmissão, com as seguintes atribuições:
planejar a operação, sua programação e o despacho centralizado da geração, visando à otimização dos sistemas eletroenergéticos interligados;
supervisionar e coordenar os centros de operação de sistemas elétricos;
supervisionar e controlar a operação dos sistemas eletroenergéticos nacionais interligados e as interligações internacionais; contratar e administrar os serviços de transmissão de energia elétrica e as respectivas condições de acesso à rede básica, bem como dos serviços ancilares; elaborar e encaminhar à Aneel propostas de ampliação das instalações da rede básica de transmissão, bem como de reforços dos sistemas existentes, a serem licitados ou autorizados; e
definir regras para a operação das
instalações de transmissão da rede básica dos sistemas elétricos interligados, a serem aprovadas pela Aneel.
A operação centralizada do SIN, desempenhada pelo ONS, tem como premissa a interdependência operativa entre as usinas localizadas em uma mesma bacia hidrográfica, entre as usinas hidrelétricas de diferentes bacias e entre os parques hidro e termelétrico, na interconexão dos sistemas elétricos e na integração dos recursos de geração e transmissão para o atendimento do mercado.
A utilização dos recursos de geração e transmissão dos sistemas interligados permite reduzir os custos operativos, otimizando o uso dos reservatórios e reduzindo os riscos de déficit, minimizando a produção térmica e o consumo de
combustíveis sempre que houver superávits hidrelétricos em outros pontos do sistema. Por outro lado, em períodos de condições hidrológicas desfavoráveis, as usinas térmicas contribuem para o atendimento ao mercado como um todo. Assim, a participação complementar das usinas térmicas e, mais recentemente, de usinas ligadas Programa de Incentivo às Fontes
Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), exige interconexão e integração entre os agentes.
O novo marco regulatório estabelecido para o setor elétrico em 2004, com a Lei n° 10.848 e o Decreto n° 5.081,
reafirmou as atribuições do ONS na gestão dos recursos eletroenergéticos nacionais. Ao longo desses anos, tanto o número de agentes como o nível de competição entre eles vem aumentando, e o papel do ONS na operação do SIN tem sido essencial.
Um Operador e muitos beneficiados
Da sua criação, em 1998, até 2006, o número de agentes associados ao Operador Nacional subiu de 59 para 170 empresas de geração, transmissão, distribuição, importação e exportação de energia. Esse crescimento de quase 200% corrobora a relevância do trabalho desenvolvido pelo ONS. Entidade de direito privado, sem fins lucrativos, responsável pela coordenação e controle da
operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional, sob a fiscalização e a regulação da Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Operador Nacional é integrado não só pelos agentes, mas também por consumidores livres, pelo Conselho de Consumidores e pelo Ministério de Minas e Energia, considerados como membros associados ou participantes. Como membros associados estão os agentes de geração com usinas despachadas de forma centralizada, os agentes de transmissão, os agentes de distribuição integrantes do SIN, além dos agentes importadores e exportadores e dos consumidores livres com ativos conectados à Rede Básica. Entre os membros
participantes estão o Poder Concedente, por meio do Ministério de Minas e Energia, os Conselhos de Consumidores, geradores não despachados de forma centralizada e pequenos distribuidores (abaixo de 500 GWh/ano).
É dever do ONS fornecer informações transparentes e atualizadas aos seus associados, ao setor elétrico e à sociedade. Para tanto, desenvolve uma série de estudos e ações, que têm como base dois insumos fundamentais: os Procedimentos de Rede e as informações externas, oriundas das autoridades setoriais e dos próprios agentes, proprietários das instalações que compõem o SIN.
Os Procedimentos de Rede formam um conjunto de normas e requisitos técnicos, que estabelece as responsabilidades do ONS e dos agentes de operação, no que se refere a atividades, insumos, produtos e prazos dos processos de operação do sistema e das demais atribuições do Operador. Esse documento é elaborado pelo Operador Nacional, em parceria com os agentes, e homologado pela Aneel.
O Operador recebeu
o prêmio Destaque de
Energia 2006, durante
o Fórum de Energia
realizado em Porto
Alegre. O reconhecimento
se deve ao fato de a
Região Sul passar a
receber 400 MW médios
extras de energia, devido
à decisão do ONS de
elevar o intercâmbio entre
os subsistemas Sudeste/
Centro-Oeste e Sul.
Além dos Procedimentos de Rede, o ONS conta com o recebimento de informações externas, oriundas dos próprios agentes e das autoridades setoriais, especialmente da Aneel e do MME.
Com base nesses insumos, o ONS empreende diversos estudos e ações que podem ser agrupados em diferentes macroprocessos, todos com o intuito de assegurar a sua missão institucional. São eles:
ampliações e reforços na Rede Básica; avaliação das condições futuras da operação;
resultados da operação;
indicadores de desempenho do SIN; histórico da operação;
integração das instalações ao SIN; e administração dos serviços de transmissão. Suas atividades trazem benefícios diretos e indiretos tanto para os agentes setoriais como para os consumidores e para toda a sociedade.
Ganham os agentes setoriais com: a otimização dos recursos de geração e a confiabilidade no uso da rede de transmissão;
a garantia do livre acesso à rede básica de transmissão para comercialização de energia;
o acesso a informações fidedignas e atualizadas sobre a operação do SIN e condições futuras de atendimento; e o estabelecimento de um relacionamento técnico com o ONS, pautado por
integridade, transparência e eqüidade. Ganham os consumidores com:
a garantia da continuidade do suprimento de energia em todo país, de acordo com padrões adequados de qualidade; a segurança na oferta de energia elétrica produzida ao menor custo possível; a disponibilidade de condições técnicas adequadas, que possibilitam opções de escolha de fornecedores aos consumidores livres.
Ganha a sociedade com: a redução dos riscos de falta de energia elétrica;
o aumento da competitividade em todas as atividades econômicas que têm a energia elétrica como insumo relevante; e
o aumento da eficiência do serviço de eletricidade, que alavanca investimentos em novos negócios e, com isso, a geração de empregos.
Missão
Operar o Sistema Interligado Nacional de forma integrada, com transparência, eqüidade e neutralidade, para garantir o suprimento de energia elétrica contínuo, econômico e seguro no país.
Visão
Ser uma organização que opera de forma integrada os recursos eletroenergéticos nacionais e aqueles disponibilizados pelos países interligados ao Brasil, atuando com independência e de forma articulada com os agentes, em plena conformidade com os Procedimentos de Rede. Ser também uma instituição de elevado desempenho comprovado por indicadores, reconhecida pelo poder concedente, pelos agentes associados e pela sociedade, por todos os benefícios resultantes de sua atuação.
Valores
Neutralidade
Compromisso com ações e decisões sempre imparciais; fundamentação técnica e com prioridade ao interesse coletivo.
Transparência
Compromisso com visibilidade e acesso às informações; reprodutibilidade dos resultados; clareza nas formulações e disseminação de informações.
Eqüidade
Compromisso com tratamento justo; uso eqüitativo dos recursos e disponibilidade para atender demandas.
Integração
Compromisso com espírito de conjunto, respeito à diversidade, trabalho em equipe, cooperação e coordenação.
Responsabilidade e cumprimento das normas
Compromisso com cumprimento das atribuições institucionais; atendimento às normas e Procedimentos de Rede; respeito aos padrões da Organização.
Flexibilidade
Compromisso com adaptabilidade com respeito às normas e procedimentos; disposição para a mudança; agilidade de resposta ao imprevisto ou inédito.
Visão sistêmica
Compromisso com visão abrangente da operação; entendimento da complexidade; compreensão da repercussão das ações. Foco em Resultados
Compromisso com foco na solução e resultados; pró-atividade; capacidade de planejamento; clareza de prioridades.
Excelência técnica
Compromisso com a busca constante da qualidade e do aperfeiçoamento; aprendizagem permanente; incentivo ao autodesenvolvimento.
Excelência humana
Compromisso com a busca constante do desenvolvimento humano; exercício da cidadania; ações de responsabilidade social. Nosso compromisso-síntese é a
valorização do Operador.
Sentimento de ser parte integrante da Organização; internalização e prática dos valores; clara noção da essencialidade do ONS.
Participação abrangente
Tanto os membros associados como os participantes estão representados na estrutura de regência do Operador Nacional.
A Assembléia Geral, instância superior de decisão, conta com a representação das categorias de membros associados, além do membro indicado pelo MME, e dois representantes dos Conselhos de Consumidores. O Conselho de Administração é formado por 14 conselheiros titulares e seus suplentes, indicados pelas categorias produção (5), transmissão (4) e distribuição (5), além de um representante do MME e seu suplente.
A Diretoria Executiva do ONS é integrada por um diretor geral e quatro diretores, eleitos pela Assembléia Geral, sendo três membros indicados pelo MME e dois pelos agentes.
Diretoria de Administração dos Serviços de Transmissão (DAT):
Tem como atribuição definir as ampliações e reforços da Rede Básica de Transmissão, buscando a melhoria da confiabilidade e a adequação da transmissão para atender às necessidades de expansão da demanda e da oferta. Inclui ainda a gestão de novas solicitações de acesso e conexão e o estabelecimento de padrões de desempenho. Esta área também engloba o desenvolvimento e a administração da transmissão, incluindo a gestão dos contratos, a contabilização e a liquidação dos encargos de
Diretoria de Planejamento e Programação da Operação (DPP):
Tem sob sua responsabilidade as atividades de planejamento e programação da operação eletroenergética, por meio da determinação dos despachos operacionais de forma centralizada. Busca a eficiência operacional do SIN, otimizando e garantindo a confiabilidade e a qualidade do serviço e reduzindo os custos para o consumidor final. Paralelamente, no âmbito interno, coordena o desenvolvimento das providências para viabilizar o funcionamento do
Diretoria de Operação (DOP):
Busca garantir a confiabilidade e a eficiência da operação em tempo real do SIN, operando o sistema de forma otimizada e padronizada. Esta diretoria enfatiza a melhoria contínua dos processos operacionais, investindo na evolução tecnológica e no desenvolvimento profissional e pessoal das equipes de operação. Objetiva também assegurar a
transparência das ações operacionais e o tratamento equânime dos agentes, com a manutenção da segurança, da continuidade e da qualidade no
Diretoria de Assuntos Corporativos (DAC):
É responsável pelo suporte a todas as atividades do ONS. Cabe a ela administrar os recursos humanos, financeiros, patrimoniais, de tecnologia da informação e de telecomunicações. Suas ações devem estar de acordo com os novos requisitos de interatividade e interconectividade e com uma gestão moderna e eficaz, formando uma cultura própria da Organização a partir das melhores práticas e das experiências dos técnicos que compõem o quadro do ONS.
Diretoria Geral (DGL):
Estimula a sinergia entre todas as áreas que constituem o ONS e conduz o processo de planejamento empresarial, estabelecendo diretrizes para a utilização otimizada dos recursos econômicos, humanos e de gestão. Busca, entre outros objetivos, atingir as metas de qualidade de forma evolutiva, além de conduzir as atividades de relacionamento estratégico e de comunicação, envolvendo tanto o público interno como os agentes setoriais e, de forma mais ampliada, as entidades representativas de toda a sociedade.
Além de contar com uma estrutura de regência
representativa, o ONS exerce papel de destaque na complexa rede de instituições e agentes envolvidos com o rumo do setor elétrico brasileiro, sendo responsável pela articulação e inter-relação entre os diferentes atores do Sistema.
Entre eles, vale destacar:
Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE): Constituído no âmbito do MME e sob sua coordenação direta, com a função precípua de acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergético em todo o território.
Ministério de Minas e Energia (MME): Encarregado da formulação, do planejamento e da implementação de ações do Governo Federal no âmbito da política energética nacional.
Empresa de Pesquisa Energética (EPE): Vinculada ao MME, a EPE realiza estudos e pesquisas que subsidiam a formulação, o planejamento e a implementação de ações do Ministério de Minas e Energia, no âmbito da política energética nacional.
Conselho Nacional de Política Energética (CNPE): Órgão de assessoramento do Presidente da República para formulação de políticas nacionais e diretrizes de energia, visando, dentre outros, ao aproveitamento natural dos recursos energéticos do país, à revisão periódica da matriz energética e ao estabelecimento de diretrizes para programas específicos. É órgão multiministerial presidido pelo Ministro de Estado de Minas e Energia.
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): Autarquia sob regime especial, vinculada ao MME, com finalidade de regular a fiscalização a produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia, em conformidade com as políticas e diretrizes do Governo Federal.
Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS): Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, sob regulação e fiscalização da ANEEL, que tem por objetivo executar as atividades de coordenação e controle da operação de geração e transmissão, no âmbito do SIN.
Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, sob regulação e fiscalização da Aneel, com finalidade de viabilizar a comercialização de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional – SIN. Administra os contratos de compra e venda de energia elétrica, sua contabilização e liquidação.
Governança e Valorização de Pessoas
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prima pelo comprometimento com a valorização do seu capital humano em um sentido amplo, desenvolvendo ações com o objetivo de aprimorar a gestão dos seus recursos humanos e o relacionamento com seus colaboradores. Dessa forma, vem investindo não só para o bom desempenho das suas atividades mas, também, para a formação de uma equipe integrada, dinâmica e que vê no ONS um bom lugar para trabalhar.
Confira a seguir alguns dos destaques do ano de 2006 na área de valorização de pessoas no ONS.
Pesquisa de Clima Organizacional
Pesquisa aponta ações prioritárias
na gestão
A conclusão da Pesquisa Melhor Ambiente, realizada a partir da análise feita pela consultoria Great Place to Work® Institute, permitiu ao Operador
definir algumas das ações de gestão que marcaram o ano de 2006. Com base nos resultados obtidos, foram programadas algumas iniciativas prioritárias, como a revisão da Avaliação de Desempenho por Metas, a reformulação do Plano de Cargos e Remuneração e a consolidação do papel e do processo de desenvolvimento dos gestores, com a implantação do primeiro módulo do Programa de Desenvolvimento Gerencial.
A pesquisa rendeu outros frutos ao ONS. A partir da análise das informações colhidas, optou-se pela elaboração de um Plano de Desenvolvimento Individual, envolvendo a revisão do processo de Levantamento de Necessidade de Treinamento e a implantação do Plano de Desenvolvimento. Além disso, foram incluídas entre as ações a sistematização da Comunicação Interna na gestão do ONS e a revisão das Normas Corporativas.
“Essa pesquisa teve uma finalidade fundamental para o Operador, pois foram contempladas dimensões essenciais, como credibilidade,
respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem. As três primeiras marcam a sistemática de gestão do ONS. É a consolidação do modelo gestor”, avalia o diretor geral, Hermes Chipp.
Iniciada em 2005 e concluída no ano seguinte, a pesquisa incluiu a distribuição de 778
questionários, dos quais 601 foram respondidos, com um retorno de 78% no grau de envolvimento. Foram realizados ainda oito grupos focais, com 112 participantes, dentre eles 23 gestores de diversas diretorias da Empresa.
Modelo de gestor
Modelo de gestor gera avanços
O lançamento do Modelo de Gestor significou um considerável avanço na área de gestão do Operador Nacional do Sistema Elétrico. O documento, que serve de referência para os cargos gerenciais de diferentes níveis da empresa, foi elaborado coletivamente, contando com a participação de um grupo de 83 gestores. O resultado final foi a definição clara do estilo de gestão do ONS, ancorado nos temas liderança, qualidade nos relacionamentos, foco em resultados e inovação.
O processo de formulação do Modelo incluiu três workshops com todos os envolvidos, que fizeram um diagnóstico da gestão na Empresa e discutiram os principais conteúdos do documento, tendo como base as orientações estratégicas do Operador, o Código de Ética e o Manual da Organização. Foram realizadas ainda reuniões para homologação e validação com gestores indicados pela Diretoria até a sua aprovação final.
Entretanto, como fruto de discussões dinâmicas, o Modelo não é definitivo. A previsão é de que ele seja aperfeiçoado e modificado de acordo com as propostas e avaliações que surgirem da experiência diária. Formação de líderes
As ações na área de gestão do ONS não se resumiram à elaboração do Modelo de Gestor. O ano de 2006 também marcou o início e a conclusão do primeiro módulo do Programa de Desenvolvimento Gerencial (PDG), iniciativa que busca associar teoria e prática, apresentando aos participantes as discussões mais atuais sobre os desafios da gestão. O PDG é composto por ciclos de debates e palestras sobre o tema, com apresentação de casos reais e trabalhos em grupo, entre outras atividades. O módulo realizado em 2006 incluiu dois encontros com carga horária total de 24 horas, distribuídas em três dias. Dedicou-se principalmente a abordar
as responsabilidades comuns aos gestores, com destaque para as questões vinculadas à liderança, como o exercício da função representação, além da prática de feedback e da integração. Com média de presença de 93% dos gestores do ONS, essa primeira edição do Programa foi bem avaliada pelos participantes, que destacaram o bom clima, a internalização do Modelo de Gestor, a metodologia, o conteúdo e a organização.
Cargos, Remuneração e Acordo Coletivo de Trabalho
Plano de cargos e acordo coletivo
marcam 2006
O ano de 2006 teve como um de seus destaques a consolidação de um plano de cargos e remuneração para os empregados do Operador Nacional. Nesse período, a empresa ganhou seu Plano de Gestão de Cargos e Remuneração (PGCR), lançou o Programa Performance Organizacional e, após apenas três rodadas de negociação, aprovou o novo Acordo Coletivo de Trabalho. Todas essas iniciativas geraram um impacto positivo não apenas na evolução salarial e funcional dos empregados, mas também no desempenho do Operador.
A revisão do PGCR, conduzida pela Gerência de Recursos Humanos com apoio da consultoria Hay Group do Brasil, trouxe benefícios para os empregados do ONS. O Plano incluiu a criação dos cargos de analista de gestão de processos júnior, pleno e sênior. Foi implantado ainda o nível sênior II, voltado para profissionais com perfil voltado a gestão, visão estratégica e potencial sucessório.
No processo de desenvolvimento do novo PGCR, houve uma reformulação do painel de empresas para pesquisa salarial. Com isso, buscou-se maior representatividade e competitividade no mercado.
Uma das carreiras mais impulsionadas foi a de operador de sistemas, pois foram retirados os adicionais de penosidade e periculosidade para efeito de comparação salarial com o mercado. Além disso, todos os cargos de nível superior júnior foram agrupados em um mesmo patamar da tabela. Outra mudança trazida pelo Plano foram os novos critérios para a movimentação de posições, reforçando o caráter meritocrático que orienta o PGCR.
Prêmio ao desempenho
Além da revisão da estrutura de cargos e remunerações, o ONS lançou, em abril, o Programa Performance Organizacional 2006, associado à conquista de
resultados coletivos previamente fixados. A iniciativa, destinada a empregados do quadro efetivo da Empresa, baseou-se em 12 metas globais,
referentes aos macroobjetivos da Organização, e 3 metas setoriais, definidas por diretoria. Os objetivos globais representaram 70% do valor estabelecido para premiação, e os 30% restantes foram vinculados ao cumprimento das metas setoriais.
“Foi dado, justamente, um peso maior aos objetivos globais para estimular a visão coletiva dos resultados”, explica Marco Antonio Carvalho, gerente-executivo da Assessoria de Desenvolvimento de Recursos Humanos. Ao final, 96,75% dos objetivos estabelecidos foram alcançados. Dentre os principais resultados, estão a elaboração do Modelo de Gestor, a
realização do primeiro módulo do Programa de Desenvolvimento Gerencial, a conclusão dos testes de aceitação em campo de 18 unidades terminais remotas, entre outros.
“O Programa representou um considerável avanço na relação da empresa com o empregado. A Empresa e o empregado estariam ganhando se os resultados fossem atingidos. Essa foi a receita do sucesso”, avalia o colaborador Adolfo Mello dos Santos, analista de Tecnologia da Informação sênior II, lotado em Brasília.
Acordo Coletivo
Vale também destacar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2006/2007, que foi assinado em tempo recorde, resultado de uma interação amistosa entre o ONS e os sindicatos. Depois de apenas três rodadas de negociações entre o Operador e as entidades sindicais, o documento final foi aprovado na primeira assembléia.
Avaliação de Desempenho
Equipes acima da média
A Avaliação de Desempenho 2006 dos empregados do Operador Nacional mostrou que a Empresa possui uma grande quantidade de empregados com atuações que superam o esperado pelos gestores.
O processo de Avaliação de Desempenho passou por algumas modificações em 2006. A principal foi a redução de 22 para 11 fatores de avaliação. Nesta última edição, os gestores mensuraram o comportamento e a atuação dos funcionários com base em dois grandes grupos: Meta e Atitude. No primeiro, foram agrupados os itens Aplicação de Normas e Recursos, Produtividade e Prazo e Conteúdo e Apresentação, No segundo, estavam reunidos os fatores Comprometimento e Responsabilidade Social, Flexibilidade e Adaptabilidade, Planejamento e Coordenação, Visão Sistêmica,
Orientação para Excelência Técnica, Desenvolvimento de Pessoas, Integração e Multiplicação de Conhecimento.
“A união de metas e atitudes na avaliação de desempenho foi muito positiva. Isso permitiu uma análise mais abrangente do empregado, associando a qualidade da entrega de seus produtos e serviços à sua atitude no desenvolvimento dessas atividades”, pondera o gestor da Auditoria Operacional, Roberto Furst.
Para facilitar o papel dos gestores, foram distribuídos textos, livros e filmes sobre avaliação e feedback. Além disso, os coordenadores do processo promoveram palestras e reuniões preparatórias e
garantiram o acompanhamento de analistas para as áreas com problemas específicos. O assunto foi discutido durante os encontros realizados pelo Programa de Desenvolvimento Gerencial que abordaram, novamente, a questão do feedback.
Treinamento
Grandes investimentos em programas de treinamento
Para as empresas que atuam em setores estratégicos diretamente influenciados pelas mudanças
tecnológicas, como o Operador Nacional, manter seu quadro de colaboradores atualizado é fundamental para a busca do aperfeiçoamento de resultados, um de seus principais valores. Com essa preocupação em mente, o ONS possui uma série de iniciativas de treinamento, alvo de um investimento expressivo em 2006.
do tempo de recomposição da carga, além de propor algumas recomendações para a prevenção de grandes interferências. Entre os palestrantes, estava Damir Novosel, da empresa de consultoria internacional Kema, que vem desenvolvendo projetos voltados para a segurança operativa do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Outro exemplo bem-sucedido foi o programa de internalização do Curso de Mercado de Energia, ministrado no primeiro semestre do ano pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Desenvolvido pelo Núcleo Norte-Nordeste e pelo Centro Regional de Operação Nordeste, a iniciativa buscou difundir entre a equipe da Empresa as informações apresentadas nas aulas. Ao todo, foram promovidos seis encontros, com média de dez participantes, além de uma palestra voltada especificamente para o tópico leilões de energia, que contou com a participação de 30 colaboradores.
Parte do investimento também foi
direcionada ao Plano de Relacionamento com Entidades Técnicas Setoriais (PRETS),
que coordena estrategicamente a relação do Operador com outras organizações que abordam temas de interesse para a organização. O PRETS trata também da participação dos profissionais do ONS e do patrocínio a eventos técnicos acionais e internacionais, como o Congresso Brasileiro de Energia, o Congresso Brasileiro de Meteorologia e o Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica, contribuindo para a disseminação das discussões no segmento.
Essas e outras atividades de atualização e reciclagem do corpo de empregados ajudaram a manter e ampliar o padrão de qualidade do Operador, garantindo eficiência, economicidade e segurança ao setor elétrico brasileiro.
As ações deram ênfase à capacitação em gestão, cursos técnicos, especializações, mestrados e doutorados. Isso inclui o Curso de Capacitação em Aspectos Institucionais do Setor Elétrico (Caise), MBA ministrado em parceria com a Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) que tem por objetivo apresentar aos alunos aspectos relativos ao ONS e ao setor elétrico, integrados à gestão empresarial. Em 2006, foi iniciada a segunda turma do curso, reunindo 31 profissionais de perfil diversificado, como engenheiros, administradores e jornalistas, entre outros.
Outras atividades de treinamento também marcaram o ano. Entre elas está o
Workshop Sobre Grandes Distúrbios no Sistema Elétrico, realizado no Escritório Central, no Rio de Janeiro, e transmitido por videoconferência para todas as localidades do Operador. O evento tratou dos aspectos relativos às possíveis ameaças às redes elétricas, apresentou medidas para minimização do risco de blecautes e redução
Programa Construir
Formando a equipe do futuro
A renovação do seu quadro de colaboradores é uma preocupação constante do Operador Nacional. Uma das suas mais bem-sucedidas iniciativas nesse sentido é o Programa Construir, que visa a captar jovens talentos ainda nas universidades ou recém-formados, acelerando seu desenvolvimento profissional ao oferecer uma visão global dos processos internos e da dinâmica da Empresa. O Construir é subdividido em três iniciativas que atendem a públicos específicos. O Programa Estágio é voltado para estudantes universitários e tem duração mínima de
12 meses e máxima de 24 meses. O Trainee Operador é destinado aos profissionais de nível técnico recém-formados em Eletrotécnica. Já o Trainee Nível Superior enfatiza profissionais recém-graduados em engenharia (elétrica, mecânica ou de produção) ou informática, embora também abranja outras áreas de conhecimento. Nos casos dos programas de trainee, a duração máxima é de 24 meses e o participante deve apresentar um projeto final.
No ano de 2006, o Construir deu continuidade às suas atividades.
O Programa Trainee Operador recebeu dez novos profissionais, enquanto, no Programa Trainee Nível Superior, foram efetivados quatro dos seis participantes que entraram no quarto ciclo, iniciado em 2004. Além disso, foi dado prosseguimento ao quinto ciclo, que começou em 2005, com previsão de término em 2007.
Cipa/Sipat/Saúde
Prevenção é o melhor remédio
As Comissões Internas de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Cipa) do ONS reforçaram ainda mais as ações para proteção dos colaboradores no ambiente de trabalho em 2006.
Entre as atividades promovidas durante o ano, vale destacar o treinamento de 11 novos brigadistas contra incêndio no Escritório Central do ONS. Os colaboradores voluntários participaram de um curso especial ministrado pelo Corpo de Bombeiros, que incluiu aulas práticas em situações reais de fogo. Com isso, o edifício Mário Behring passou a contar com um efetivo de 61 brigadistas, uma média de dois a três por andar, além de um bombeiro de plantão 24 horas por dia.
Além da proteção extra contra incêndios, as Cipas promoveram ainda as tradicionais Semanas Internas de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat), abordando temas como qualidade de vida, bem-estar, dicas de saúde, atividade física e a importância da segurança no dia-a-dia.
Dentro da mesma linha, visando à difusão de conceitos de educação em saúde entre os colaboradores, a área de Recursos Humanos desenvolve o projeto ONS Saúde, que inclui também ações preventivas, como exames periódicos, campanha de vacinação contra o vírus da gripe e sessões de Reeducação Postural Global.
Endomarketing
Diversão, integração e cultura
para os colaboradores
Para fazer frente à complexidade e ao alto nível de responsabilidade exigidos pelo trabalho desenvolvido pelos colaboradores do Operador Nacional, nada melhor do que um pouco de descontração para ajudar a recuperar as forças e integrar a equipe. Para isso, o Programa de Endomarketing do ONS organiza uma série de atividades e projetos que têm por finalidade criar um ambiente de trabalho mais agradável, sadio e integrado. Em 2006, o Operador continuou investindo na promoção de eventos e campanhas que levaram diversão, cultura e saúde para toda sua equipe. O resultado foi positivo. Ao todo, foram contabilizadas 7.118 participações, totalizando uma média de 7,7 participações por colaborador, número 5,6% maior que o do ano anterior.
O Programa de Endomarketing é dividido em diferentes projetos com áreas de atuação e objetivos distintos. O principal destino dos recursos foi o Projeto Emoções, que agrega todas as atividades sociais da Empresa e datas comemorativas, a fim de fortalecer a relação com os colaboradores. Dentre as ações realizadas estão as celebrações do aniversário de oito anos do ONS, do Dia da Secretária, do Dia Internacional da Mulher, do Dia das Mães, do Dia dos Pais e as festas de fim de ano, realizadas em todos os endereços do Operador.
Outra iniciativa apreciada pelos colaboradores é o Projeto Cultura e Entretenimento. Ao longo do ano, foram organizados eventos como o Cinema à La Carte, que exibiu sete filmes no Escritório Central, no Rio de Janeiro, e oito filmes no Centro Nacional de Operações do Sistema (CNOS), a Feijoada Familiar em Brasília, uma visita guiada ao Museu de Arte Moderna (MAM) e as festas juninas em Florianópolis, Brasília e Recife.
Entretanto, o destaque fica para o programa Todos os Sons, que promove shows de grandes artistas no auditório do Escritório Central. Em 2006, nas cinco edições realizadas, se apresentaram no palco do ONS o grupo Sururu na Roda, a saxofonista Daniela Spielmann e a pianista Sheila Zagury, a cantora Mônica Salmaso e o sanfoneiro Toninho Ferragutti, o cantor Moska e a dupla Encontro das Águas, formada por Joyce e Zé Renato. Com repertórios que vão de clássicos da música popular brasileira ao rock, a iniciativa já se tornou sucesso entre a equipe carioca.
“É a oportunidade de ouvir música de qualidade dentro do ambiente de trabalho”,
afirma a colaboradora da Gerência de Administração dos Serviços de Transmissão (GAT-1) Ângela Barbosa Greenhalgh.
Também na área de cultura, o Operador conta com o projeto Talentos da Casa, que incentiva a manifestação artística de seus colaboradores. Foram realizados dois shows musicais em Brasília, reunindo os artistas do CNOS/COSR-NCO, além de terem sido mantidas as atividades do Coral ONS, que se apresenta em diversos eventos realizados na organização.
Já o projeto Motivação promoveu a palestra Negociação e Comunicação, com o professor de pós-graduação do IAG/PUC-Rio e do FGV Management, Marcelo Carpilovsky.
O evento abordou a importância da negociação para a vida pessoal e
profissional, além de ressaltar os benefícios da comunicação eficaz, e contou com 45 participantes.
A parceria tem como meta divulgar a missão do ONS no ambiente universitário, incentivar a participação de colaboradores no curso regular de mestrado em sistemas de potência da Universidade e contribuir para a formação de profissionais que possam atuar no setor elétrico, com incentivos. Isso inclui a oferta de duas bolsas, em 2007 e 2008, destinada a alunos de graduação que escolham cursar disciplinas eletivas na UFCG.
Como um dos principais caminhos para a
transformação social, a educação não poderia deixar de ser alvo das preocupações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Durante o ano de 2006, a Empresa promoveu diferentes ações educativas a fim de disseminar informações sobre o setor elétrico entre os mais diversos públicos, colaborando para o desenvolvimento
tecnológico, social e econômico da sociedade. Conheça algumas dessas iniciativas a seguir.
Educação e Informação
Gestão do conhecimento e educação
Educação e energia
Muito mais do que a simples curiosidade de saber a origem da energia que ilumina as cidades e movimenta máquinas, conhecer razoavelmente o sistema elétrico é fundamental para que a sociedade compreenda um setor estratégico para o seu desenvolvimento. Nesse sentido, o Operador Nacional do Sistema Elétrico promove diversas atividades educativas que visam a divulgar o tema entre os mais variados segmentos sociais.
Embora tenha uma função voltada diretamente para a operação estratégica do Sistema
Interligado Nacional, a colaboração com o mundo acadêmico é uma necessidade constante para o Operador, ajudando a garantir a capacitação e o aperfeiçoamento dos seus profissionais. Para estreitar ainda mais esses laços, em 2006, a Empresa firmou um acordo de cooperação técnica com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba.
Uma outra forma de informar a sociedade sobre a importância do setor elétrico é mostrar diretamente ao público como ele funciona. Para isso, o Centro Nacional de Operações do Sistema (CNOS) e o Centro Regional de Operação Norte/ Centro-Oeste (COSR-NCO) recebem visitas de estudantes do ensino fundamental, médio e superior, especialistas e até mesmo delegações estrangeiras interessadas em conhecer um pouco mais sobre o setor.
Como bons anfitriões, o CNOS e o COSR-NCO receberam, em 2006, um total de 220 visitantes, incluindo estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Goiás (UFG), acadêmicos, como Gerard Ledwich, da Queensland University of Technology (Austrália), técnicos
brasileiros e estrangeiros e até mesmo políticos.
O ONS também deu um passo para melhorar a gestão dos conhecimentos resultantes das experiências individuais e organizacionais com o lançamento, em março, do Projeto Compartilhar. A iniciativa visa a estimular a identificação, a Organização, o armazenamento e a partilha desses saberes a fim de beneficiar a organização e a sociedade como um todo.
Em 2006, o projeto organizou um ciclo de palestras que incluiu sete encontros voltados para todas as áreas da Organização e 25 eventos destinados a públicos específicos do Operador. Os assuntos abordados variaram entre temas amplos, como o planejamento da operação energética do Sistema Interligado Nacional, a questões específicas sobre equipamentos, processos ou ocorrências importantes para o dia-a-dia do profissional.
Eventos técnicos
Presença marcante em eventos na área de energia
Fundamentais para o estímulo ao debate e à troca de idéias no setor elétrico, os eventos técnicos foram alvo de um intenso investimento do Operador Nacional do Sistema Elétrico. Seja como organizador, participante ou patrocinador, o Operador assume assim seu papel como um dos catalisadores seja como das discussões na área, favorecendo o desenvolvimento de novas soluções e abordagens para temas estratégicos para o segmento.
O montante investido em patrocínio a eventos técnicos foi da ordem de R$ 203.500, e os custos com participação e montagem de stands atingiram R$ 84.035, totalizando R$ 291.900. Esse valor contribuiu para a realização de importantes eventos do setor, como o XIV Congresso Brasileiro de Meteorologia, o 4th International Institute of Forecasters, o I Simpósio de Recursos Hídricos do Sul-Sudeste, o XI Congresso Brasileiro de Energia e o XVII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica, entre outros.
O ONS também se destacou na organização de eventos. Um exemplo foi o 3º Seminário Nacional de Operadores de Sistemas Elétricos (Senop), realizado em Belém, no qual o Operador atuou na coordenação técnica. Com objetivo de estimular a troca de experiências e conhecimentos entre profissionais do setor, o evento bateu recorde de público, reunindo colaboradores da Organização e 43 agentes dos segmentos de geração, transmissão e consumo, representados por mais de 200 profissionais.
O Operador participou ainda da terceira edição do Very Large Power Grid Operators, que reuniu, na França, dirigentes de 13 grandes operadores de sistemas elétricos, com capacidade instalada acima de 50GW. Ao todo, participaram 39 profissionais de países como EUA, China, Japão, Índia, Itália, Rússia, Inglaterra e Espanha, entre outros.
“O evento é um ambiente estratégico relevante para a participação direta do ONS e pode produzir resultados importantes para o nosso país. Estamos preparando o futuro do Operador em sintonia com as tendências tecnológicas mundiais, direcionando a aplicação de novas tecnologias e avaliando os seus custos e benefícios, a partir da troca de experiências.” Hermes Chipp, diretor geral do ONS, sobre a participação do Operador no Very Large Power Grid Operators, evento realizado na França, em 2006, e que reuniu os CEO’s dos maiores operadores de sistemas elétricos do mundo.
Internet, Intranet e Siga
Aposta na convergência digital
O Operador Nacional do Sistema Elétrico deu, em 2006, o primeiro passo para a integração do seu site, de sua intranet e do portal do Sistema de Informações do ONS (Siga), com o lançamento de um projeto que visa a unificar os três ambientes. Dessa forma, o Operador busca garantir mais transparência, homogeneidade e facilidade de acesso aos dados pelos colaboradores, agentes e demais públicos interessados.
Outra vantagem está na simplificação da
administração e manutenção dos sistemas, que serão feitas por uma mesma equipe usando uma única plataforma. O projeto pretende integrar a cadeia de valor, dar mais produtividade e reduzir custos.“O objetivo é tratar a intranet, o site e o Siga como um único ambiente. Será, portanto, um espaço privilegiado de relacionamento com todos aqueles que interagem com o ONS”, ressalta o colaborador Fernando França, gestor do projeto.
Siga conclui seu primeiro release
Em paralelo ao processo de integração, o ONS investiu na melhoria dos ambientes digitais já existentes, ampliando ainda mais sua capacidade de comunicação com a sociedade. Um dos
destaques foi o projeto do portal Siga, que concluiu seu Release 1.0 em dezembro de 2006. A etapa incluiu o desenvolvimento das funcionalidades básicas da arquitetura Siga, o Cadastro Unificado ONS, a implementação de workflow dos processos de elaboração de sete produtos (PAR, PEN, PEL, PELQ, Must, PDE e PDO) e a integração dos sistemas técnicos legados (Sact, SGI, SCPC1, Sigop, Hdom, Sagic, Callsite).
O Release 1.0 passou então para a etapa de homologação, que vai conferir se todos os recursos previstos para o portal foram implementados de forma adequada. Somente depois disso começará a fase de operação experimental.
O Siga tem por objetivo facilitar o relacionamento entre o Operador e os agentes, aprimorando a interação e os serviços prestados pelo ONS por meio da troca e compartilhamento de informações de forma integrada, segura e confiável. O Sistema é destinado principalmente a agentes, entidades setoriais e, órgãos governamentais, como o Ministério das Minas e Energia (MME) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre outros.
Com a integração de aplicativos e ferramentas para gestão e oferta das informações
em um único ambiente, o Siga busca padronizar o relacionamento do ONS com os agentes, garantindo a transparência e o acompanhamento dos seus processos e aumentando a produtividade, a agilidade e a
qualidade do processamento das informações. Tudo isso de forma simples, já que para acessá-lo basta apenas um computador conectado à internet, sem exigência de hardware ou softwares adicionais.
Internet e intranet, sucessos de público Na interação com a sociedade, o site do ONS é um instrumento fundamental de comunicação. Gerenciado pela empresa Addcom Serviços de Publicidade, ele é composto por 40 mil arquivos distribuídos em 2.700 pastas e oferece 44 produtos aos seus usuários.
Incluindo os visitantes do próprio ONS, a média mensal de acessos em 2006 foi de 40.917, sendo setembro o mês mais popular, com 47.084 navegantes. Contando apenas os visitantes externos, a média mensal passa para 15.129, e setembro continua na liderança, com 20.753 acessos, seguido de novembro, com 18.204, e de agosto, com 17.806.
Na intranet, com conteúdo voltado para os colaboradores, o volume de acessos
Mês Visitantes Totais Visitantes Externos Janeiro 31.927 10.707 Fevereiro 32.191 11.496 Março 43.350 14.021 Abril 37.540 14.127 Maio 42.431 15.625 Junho 41.440 14.927 Julho 40.374 13.032 Agosto 44.935 17.806 Setembro 47.084 20.753 Outubro 43.667 17.152 Novembro 44.570 18.204 Dezembro 41.487 13.703
Internet: site do ONS
cresceu 7% com relação ao ano anterior, alcançando a média de 98.365 pageviews/ mês ou 3.279 pageviews diários. Entre os projetos empreendidos para a intranet no ano, vale destacar a criação de um minisite do Programa de Voluntariado, que permite a gestão do trabalho voluntário do ONS.
Informação
Difusão do conhecimento reforça integração
Para ampliar a divulgação de informações sobre suas atividades e sobre o setor elétrico, o Operador Nacional do Sistema Elétrico promove diversas iniciativas junto aos públicos internos e externos. Entre elas, estão a publicação de informativos e relatórios e a Biblioteca ONS, que oferece aos colaboradores da Empresa um vasto acervo de obras técnicas e literárias, CD-ROMs, DVDs e base de dados. Uma das publicações mais tradicionais da empresa é o jornal “Ligação”, editado mensalmente, desde 1998, pela Assessoria de Comunicação e Marketing (ACM). Com uma linguagem simples, o periódico apresenta ao público interno as complexas atividades técnicas que fazem parte da rotina do Operador. Dessa forma, permite que todos os colaboradores, oriundos de diversas áreas do conhecimento, possam entender melhor os processos e termos que fazem parte do jargão técnico da engenharia elétrica, facilitando a integração da equipe.
Em 2006, foram publicadas 12 edições do “Ligação”, que chegou ao número 99, além de quatro encartes especiais. No encarte “Conexão Brasília”, distribuído com a edição de março, foram destacadas as melhorias realizadas no Centro Nacional de Operações do Sistema (CNOS) e no então Centro Regional de Operação Norte (COSR-N), seus novos desafios e um pouco do dia-a-dia da equipe. No “Conexão Florianópolis”, publicado em julho, foram apresentados o Centro Regional de Operação Sul (COSR-S) e o Núcleo Sul (NSUL), com ênfase na pluralidade da sua equipe. Em outubro, foi a vez do “Conexão Rio de Janeiro”, que mostrou um panorama do Escritório Central e do Centro Regional de Operação Sudeste (COSR-SE), apresentando, entre outros temas, o ambiente de trabalho e as mudanças ocorridas com a descontratação dos centros. No mês seguinte, foi distribuído o encarte sobre o IV Festival Internacional de Cinema Infantil, trazendo
informações sobre o evento patrocinado pelo ONS. Com matérias sobre colaboradores do ONS, projetos estratégicos, palestras técnicas ou apresentações culturais, o “Ligação” promove a circulação da informação entre a equipe do Operador de forma aberta e democrática. Assim, contribui para a formação de uma cultura corporativa.