21
22
MAR
Allegro
Vivace
F O R T I S S I M O N º 3 / 2 0 1 9P R O G R A M A
HECTOR BERLIOZ
Os Troianos: Caçada real e tempestade
WOLFGANG AMADEUS MOZART
Concerto para piano nº 20 em ré menor, K. 466
Allegro Romance
Rondo: Allegro assai
I N T E R V A L O
SERGEI RACHMANINOV
Sinfonia nº 3 em lá menor, op. 44
Lento — Allegro moderato Adagio ma non troppo Allegro
Ministério da Cidadania e
Governo de Minas Gerais
A P R E S E N T A M 2 1 / 0 3 2 2 / 0 3
Allegro
Vivace
F A B I O M E C H E T T I , R E G E N T E B A R R Y D O U G L A S , P I A N ODiretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008, Fabio Mechetti posicionou a orques-tra mineira no cenário mundial da música erudita. Além dos prêmios conquistados, levou a Filarmônica a quinze capitais brasileiras, a uma turnê pela Argentina e Uruguai e realizou a gravação de nove álbuns, sendo quatro para o selo interna-cional Naxos. Natural de São Paulo, Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática.
Nos Estados Unidos, Mechetti esteve quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville e, atual-mente, é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das sin-fônicas de Syracuse e de Spokane, da qual hoje é Regente Emérito. Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio. Da Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez
sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey. Continua dirigindo inúmeras orquestras norte-americanas e é convidado frequente dos festivais de verão norte-americanos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York. Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello. Suas apresentações se estendem ao Canadá, Costa Rica, Dinamarca, Escócia, Espanha, Finlândia, Itá-lia, Japão, México, Nova Zelândia, Suécia e Venezuela. No Brasil, re-geu todas as importantes orques- tras brasileiras.
Fabio Mechetti é Mestre em Regência e em Composição pela Juilliard School de Nova York e vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, da Dinamarca.
FOTO: ALEXANDRE REZENDE
CAROS AMIGOS
E AMIGAS,
FABIO
MECHETTI
Damos continuidade à nossatem-porada celebrando, desta vez, os 150 anos de morte de um dos mais importantes compositores sinfôni-cos da história: o francês Hector Berlioz. De sua ópera Os Troianos destaca-se um interlúdio orquestral de grande beleza e efetividade dra-mática, a Caçada real e tempestade. Aqui vemos a qualidade incomparável da imaginação sonora e poética do compositor e sua genialidade em encontrar na orquestra uma ampla paleta de cores.
Já na Sinfonia nº 3 de Rachmaninov encontraremos o fim de uma etapa,
tanto na evolução da forma sinfô-nica, quanto na própria concepção estética do compositor russo. Sua já conhecida verve melódica associa-se aqui a uma vitalidade rítmica e uma riqueza harmônica que consolidam a relevância da obra sinfônica de Rachmaninov.
Recebemos novamente um grande expoente do pianismo internacional executando um dos mais dramáticos e românticos concertos de Mozart. Vencedor de vários concursos e figura frequente nas grandes salas de concerto em todo o mundo, Barry Douglas volta a se apresentar com nossa Orquestra, nos emocionando com essa obra-prima do gênio de Salzburgo.
Desejamos um bom concerto a todos.
FA B I O M EC H E T T I
D I R E T O R A R T Í S T I C O E R E G E N T E T I T U L A R
A consolidação da carreira internacio-nal de Barry Douglas tem início com a Medalha de Ouro na Competição Internacional de Piano Tchaikovsky de 1986. Como diretor artístico da Camerata Ireland e do Clandeboye Festival, ele celebra continuamente sua herança irlandesa e mantém uma intensa agenda internacional. Nas duas últimas temporadas, Barry apresentou-se com a Orquestra Nacio-nal Russa; sinfônicas de Londres, Vancouver e de Oregon; Filarmônica de St. Petersburg. Em 2016/2017, comemorou o 30º aniversário de sua premiação num ciclo dos concertos para piano de Tchaikovsky com a RTE Orchestra e a Ulster Orchestra. Na atual temporada, fará turnê pelo Reino Unido com a Sinfônica Esta-tal Russa e se apresentará com as sinfônicas de Barcelona, Vancouver e Sydney. Na música de câmara, seguirá colaborando com o Quarteto de Cordas Borodin.
Barry já se apresentou com as sinfô-nicas da BBC da Escócia, de Londres, de Cincinnati, de Singapura, da Rádio de Berlim, de Seattle e de Melbourne; Staatskapelle Halle e Orquestra Nacio-nal da França; filarmônicas Real de Liverpool e de Hong Kong. Ele foi solista com a Filarmônica de Minas Gerais em 2012 e 2016.
Artista exclusivo do selo Chandos, gravou a obra completa para piano de Brahms. A revista britânica Inter-national Record Review escreveu: “este é de fato Brahms tocando em sua integridade e autoridade máxi-mas (...) esta série tende a tornar-se uma versão de referência”. Estão em andamento gravações de Schubert e de Tchaikovsky. Com arranjos feitos por ele mesmo, Barry lançou dois álbuns de música folclórica irlandesa. Barry Douglas fundou a Camerata Ireland com jovens músicos da Irlanda do Norte e da República da Irlanda. Além da busca da excelência musical, a orquestra quer contribuir para o processo de paz na Irlanda. Barry Douglas recebeu a Ordem do Império Britânico, na Lista Honorária do Ano Novo de 2002.
FOTO: ALEXANDRE REZENDE
BARRY
DOUGLAS
BERLIOZ
Os Troianos: Caçada real e tempestade
L A C ÔT E S A I N T- A N D R É , F R A N Ç A , 1 8 0 3 PA R I S , F R A N Ç A , 1 8 69Hector
I N ST RU M E N TA Ç ÃO
Piccolo, 2 flautas, 2 oboés, 2 clarinetes, 2 fagotes, 4 trompas, 4 trompetes, 3 trombones, tuba, tímpanos, percussão, cordas.
E D I TO R A
Kalmus
PA R A O U V I R
CD Hector Berlioz – Royal Hunt and Storm – Berliner Philharmoniker – James Levine, regente – Deutsche Grammophon – 1992
PA R A A S S I ST I R
Orchestre Révolutionnaire et Romantique – John Eliot Gardiner, regente
Acesse: fil.mg/btroianos
PA R A L E R
Melinda O’Neal – Experiencing Berlioz – Rowman & Littlefield – 2018
Como movimento humanista o Romantismo é muito mais complexo do que se lhe atribui, a começar pela sua dimensão social, e tem uma abrangência mais ou menos universal pela Europa, tomando diferentes atalhos. Por exemplo, o gênio modificador de Beethoven alimenta--se, ao menos em parte, do ideário que impulsionou a Revolução Francesa. Não há, pois, que se atribuir uma pátria ao Romantismo, mas há que lhe conferir uma certa universalidade que, paradoxalmente, se embasa na individualidade. Se, na linguagem, o Romantismo busca a expressão de sentimentos individuais, ideologicamente ele se fundamenta no culto à personalidade, de diversas formas. Despontam, assim, alguns nomes paradigmá-ticos: Beethoven é o primeiro deles. Na França, Bizet, Gounod e, mais tarde, Saint-Saëns. Mas, ali, a figura mais emblemática é sem dúvida a de Berlioz.
Nada falta à figura de Berlioz para que se desenhe a silhueta do compositor romântico: a cabeleira, o perfil esguio e um tanto agressivo, o nariz, o temperamento ávido e apaixonado e uma postura egocêntrica que o levou um dia a dizer “minha vida é um romance que me interessa muito”. E, de fato, Berlioz soube fazer de si uma espécie de personagem que, consciente ou incons-cientemente, aderia ao imaginário romântico. Quando vai a Paris para estudar Medicina, descobre a ópera e decide tornar-se músico, o que faz entrar em ebulição sua família, burguesa e relativamente abastada.
Mas a rebeldia juvenil rendeu à poste-ridade um músico determinante para a História. Profundo conhecedor de Beethoven, Berlioz não se submete a ele e leva sua própria escrita orquestral a um virtuosismo que potencializa as possibilidades melódicas e rítmicas dos instrumentos, em que todos os grandes sinfonistas do final do século XIX encontrarão modelo. Ademais, seu Tratado de Orquestração, mais do que obra técnica, é um escrito de estética. Em sua linguagem, a melodia francesa adquire outras feições e, em sua obra sinfônica, o emprego de ideias fixas, dotadas de valor simbólico, anunciam o Leitmotiv de Wagner.
Os Troianos é uma ópera em cinco atos, com libreto escrito por ele mesmo, baseado na Eneida de Virgílio. Berlioz nunca a viu encenada integralmente. A estreia da parte final (Os Troianos em Cartago), constituída dos três últimos atos, deu-se em 1863, em Paris, e teve vinte e uma récitas. A ópera completa foi estreada em 1890 em Karlsruhe, na Alemanha, bem
depois da morte do compositor e, desde então, tem sido considerada uma das mais importantes obras dramáticas do século XIX.
Caçada real e tempestade é a cena que abre o quarto ato da ópera. O ouvinte desavisado, familiarizado com o Romantismo alemão, quererá encontrar antecipações de Wagner e reminiscências de Beethoven, Schu-mann ou Mendelssohn. Não se trata de nada disso. Berlioz tem uma linguagem própria e uma personalidade musical forte o suficiente para ser ele mesmo. Se, na ópera, os eventuais elementos descritivos ou evocativos (tanto da caçada quanto da tempestade) fazem sentido, a execução de concerto desta bela página de Berlioz revela o grande melodista e o grande orquestrador que impressionou seus sucessores.
M O AC Y R L AT E R Z A F I L H O
Pianista e cravista, Doutor em Literaturas de Língua Portuguesa, professor da Universidade do Estado de Minas Gerais e da Fundação de Educação Artística. 1 8 5 6 1 0 M I N U TO S
Primeira apresentação com a Filarmônica
MOZART
Concerto para piano nº 20 em ré menor, K. 466
S A L Z B U R G O , ÁU ST R I A , 1 7 5 6 V I E N A , ÁU ST R I A , 1 7 9 1Wolfgang Amadeus
I N ST RU M E N TA Ç ÃO
Flauta, 2 oboés, 2 fagotes, 2 trompas, 2 trompetes, tímpanos, cordas.
E D I TO R A
Bärenreiter
PA R A O U V I R
CD Mozart – Piano Concertos 20,21, 22, 23 – Philharmonia Orchestra – Sir Adrian Boult, regente – Annie Fischer, piano – EMI Records – 1995
PA R A A S S I ST I R
Camerata Salzburgo – Mitsuko Uchida, regente e piano Acesse: fil.mg/mpiano20
PA R A L E R
C. M. Girdlestone – Mozart et ses Concertos pour piano – Desclée de Brouwer – 1953
Não houvesse os concertos para piano de Mozart, estariam irremediavelmente empobrecidas as histórias da música e do homem. Devido à originalidade e ao caráter diverso de cada uma dessas obras, seus vinte e três concertos – incluindo os concertos para dois e três pianos – configuram uma espécie de diário da extensa produção do compositor e alcançaram, na maturidade, um nível de expressividade sem precedentes no gênero. Inovando pelo rico diálogo entre solista e orquestra, pelo refinamento das texturas e despojamento de todo virtu-osismo supérfluo, Mozart exerceu forte influência sobre os compositores que o sucederam. Difícil imaginar, sem a iluminação de Mozart, que rumos poderia ter tomado o repertório posterior para piano e orquestra, ou se teríamos chegado aos concertos românticos e modernos na forma e no esplendor em que hoje os conhecemos. Entre todos os concertos, nenhum outro foi tão profé-tico quanto o K. 466, estreado em Viena em 1785, com o próprio autor como solista. Após a estreia, Joseph Haydn declarou ser Mozart o maior compositor que conhecia, pessoalmente ou de nome. A obra transcende os limites estéticos da época e antecipa características da linguagem romântica, tais como a individualidade e a espontaneidade da liberdade de expressão, sem transpor de forma radical a estrutura clássica. É o mais dramático e fervoroso dos dois escritos em modo menor (o outro é o Concerto K. 491, em dó menor), o
que justifica ter sido tão popular no século XIX e que permaneça até hoje o mais famoso da coletânea. É significativa a escolha da tonali-dade de ré menor, de pouco uso em Mozart, mas que, como nos casos do Requiem e da cena do banquete de Don Giovanni, associa-se com frequência à tragicidade.
A abertura orquestral do Allegro arrebata o ouvinte desde o sombrio acorde de ré menor, reafirmado pelos violinos e violas em síncopes inquietantes, sobre o insistente e ameaçador motivo dos violoncelos e contrabaixos. Poucos compassos adiante, o clima passional da obra é francamente declarado na explosão tempestuosa do primeiro forte. Na entrada do solista, em soberano contraste com o tutti inicial, o piano canta uma das mais calorosas melo-dias escritas por Mozart, atestando a predileção do compositor pelo ins-trumento (o novo tema em momento algum será compartilhado com a orquestra). Surpreende também que o movimento conclua não de forma
impetuosa, como o ar revolucioná-rio da obra poderia invocar, mas em gentil pianíssimo. A serenidade habitual do segundo movimento é reforçada, nesta sonhadora Romanza, pela tonalidade de si bemol maior. Piano e orquestra dialogam, assu-mindo mutuamente as frases um do outro. Finaliza de forma conciliadora, em pacífica amabilidade. O Rondó final mantém o espírito grave do primeiro movimento, mas sua longa e otimista coda em modo maior induz a especulações sobre as razões desse giro feliz na conclusão do concerto: mera e gentil concessão ao gosto predominante do público da época pelas tonalidades maiores, recurso de praxe para os finais dos primeiros e terceiros movimentos em modo menor, no estilo galante que Mozart representa, ou deliberado término vitorioso sobre os conflitos anunciados na obra?
M I G U E L R O S S E L I N I
Pianista, professor da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais.
Última apresentação: 5 de julho / 2012 Fabio Mechetti, regente Nelson Freire, piano
RACHMANINOV
Sinfonia nº 3 em lá menor, op. 44
O N E G , R Ú S S I A , 1 8 7 3 B E V E R LY H I L L S , E STA D O S U N I D O S , 1 94 3Sergei
I N ST RU M E N TA Ç ÃO
Piccolo, 2 flautas, 2 oboés, corne inglês, 2 clarinetes, clarone, 2 fagotes, contrafagote, 4 trompas, 3 trompetes, 3 trombones, tuba, tímpanos, percussão, celesta, harpa, cordas.
E D I TO R A
Boosey & Hawkes
PA R A O U V I R
CD Rachmaninov – Symphony nº 3 – National Symphony Orchestra of Ireland – Alexander Anissimov, regente – Naxos – 1998
PA R A A S S I ST I R
Novosibirsk Philharmonic – Gintaras Rinkevicius, regente Acesse: fil.mg/rsinf3
PA R A L E R
Robert Matthew-Walker – Rachmaninoff – The illustrated lives of the great composers – Omnibus Press – 2001
Sergei Rachmaninov conquistou, aos dezoito anos, a grande medalha do concurso de piano do Conservatório de Moscou. Nessa instituição conheceu Tchaikovsky, cujo apoio e amizade foram fundamentais para a definição e o desenvolvimento de sua carreira. Em 1897, tornou-se regente do Teatro Imperial de Moscou. Durante os anos seguintes, realizou turnês internacionais que o celebri-zaram como exímio pianista.
Dois meses após a Revolução de Outubro de 1917, por ocasião de um concerto em Estocolmo, o compositor, acompanhado da mulher e das duas filhas, deixou defi-nitivamente seu país. No final de 1918, partiram para os Estados Unidos, onde o artista viveu os últimos anos dedi-cando-se primordialmente aos concertos, em detrimento da criação. Mais de três quartos da obra de Rachmaninov foram escritos antes de 1917. O pianista ofuscava o com-positor que, entretanto, em períodos de férias europeias, ainda elaborou obras importantes, como a Sinfonia nº 3. A Sinfonia nº 3 utiliza um tema cíclico recorrente nos três movimentos. A orquestra é muito grande; porém, Rachmaninov prioriza a diversificação das sonoridades sobre os efeitos de massa. O movimento inicial é prece-dido de uma pequena introdução (Lento) que apresenta o tema cíclico, austero e despojado, tocado em uníssono por clarinetes, trompa e violoncelo. Um repentino e breve fortíssimo precede o Allegro moderato, construído sobre dois temas. O primeiro, eslavo e melancólico, aparece
nas madeiras. O segundo forma uma melodia nobre e lírica, cantada nos violoncelos e fagotes. O desenvolvimento é caracterizado por certo nervosismo. O tema cíclico reaparece nos metais antes do final solene e heroico. O Adagio ma non troppo começa com o tema principal na trompa, sobre acordes da harpa. Segue-se uma longa e melancólica melodia, desenhada pelo violino solo. A parte central, totalmente diversa, consiste em um scherzo enérgico e ritmado. No retorno da primeira seção, a triste melodia aparece muito abreviada e com variantes.
O tema cíclico adquire um papel impor-tante em todo o episódio do Allegro final, que se inicia com caráter dançante e popular. Logo, porém, uma melodia em arpejos provoca uma sensação de languidez. Para fechar essa primeira seção, o trompete proclama o tema cíclico. Segue-se um fugato (Allegro vivace), com a citação do Dies Irae da missa de réquiem gregoriana – melodia que aparece na Totentanz de Liszt,
uma das peças de bravura do pianista Rachmaninov. Esse cantochão medie-val sempre fascinou o compositor e está presente em suas três sinfonias. Após a reexposição, o tema cíclico surge em uma variante ritmada no staccato das cordas e ornamentado nos arabescos da flauta.
A Sinfonia nº 3 em lá menor estreou em novembro de 1936, na Filadélfia, sob a regência de Leopold Stokowski. É bastante representativa do estilo final de Rachmaninov, quando sua linguagem, mantendo-se sempre pes-soal e anacronicamente romântica, entretanto se moderniza pela ciência dos timbres e pelo senso admirável dos detalhes orquestrais.
Extraído do texto de:
PAU LO S É RG I O M A L H E I R O S D O S S A N TO S
Pianista, Doutor em Letras, professor na UEMG, autor dos livros Músico, doce
músico e O grão perfumado – Mário de Andrade e a arte do inacabado.
Apresenta o programa semanal Recitais
Brasileiros, pela Rádio Inconfidência.
Última apresentação: 3 de outubro / 2013 Fabio Mechetti, regente
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João Carlos Ferreira * Roberto Papi *** Flávia Motta Gerry Varona Gilberto Paganini Katarzyna Druzd Luciano Gatelli Marcelo Nébias Mikhail Bugaev Nathan Medina VIOLONCELOS Philip Hansen * Robson Fonseca *** Camila Pacífico Camilla Ribeiro Eduardo Swerts Emília Neves Lina Radovanovic Lucas Barros William Neres CONTRABAIXOS Nilson Bellotto * André Geiger *** Marcelo Cunha Marcos Lemes Pablo Guiñez Rossini Parucci Walace Mariano FLAUTAS Cássia Lima * Renata Xavier *** Alexandre Braga Elena Suchkova OBOÉS Alexandre Barros * Públio Silva *** Israel Muniz Maria Fernanda Gonçalves CLARINETES
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Alma Maria Liebrecht * Evgueni Gerassimov *** Gustavo Garcia Trindade José Francisco dos Santos Lucas Filho Fabio Ogata TROMPETES Marlon Humphreys * Érico Fonseca ** Daniel Leal *** Tássio Furtado TROMBONES
Mark John Mulley * Diego Ribeiro ** Wagner Mayer *** Renato Lisboa TUBA Eleilton Cruz * TÍMPANOS Patricio Hernández Pradenas * PERCUSSÃO Rafael Alberto * Daniel Lemos *** Sérgio Aluotto Werner Silveira José Henrique Viana***** HARPA Clémence Boinot * TECLADOS Ayumi Shigeta * GERENTE Jussan Fernandes INSPETORA Karolina Lima ASSISTENTE ADMINISTRATIVO Risbleiz Aguiar ARQUIVISTA
Ana Lúcia Kobayashi
ASSISTENTES Claudio Starlino Jônatas Reis SUPERVISOR DE MONTAGEM Rodrigo Castro MONTADORES Hélio Sardinha Klênio Carvalho
ORQUESTRA
FILARMÔNICA DE
MINAS GERAIS
INSTITUTO
CULTURAL
FILARMÔNICA
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MARCOS ARAKAKI
Diretor Artístico e Regente Titular
FABIO MECHETTI
Oscip — Organização da Sociedade Civil de Interesse Público
Lei 14.870 / Dez 2003
OS — Organização Social
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* principal ** principal associado *** principal assistente **** principal / assistente substituta ***** musicista convidado
CONSELHO ADMINISTRATIVO Presidente Emérito Jacques Schwartzman Presidente Roberto Mário Gonçalves Soares Filho
Conselheiros Angela Gutierrez Arquimedes Brandão Berenice Menegale Bruno Volpini Celina Szrvinsk Fernando de Almeida Ítalo Gaetani Marco Antônio Pepino Marco Antônio Soares da Cunha Castello Branco Mauricio Freire Octávio Elísio Paulo Brant Sérgio Pena DIRETORIA EXECUTIVA Diretor Presidente Diomar Silveira Diretor Administrativo-financeiro Estêvão Fiuza Diretor de Comunicação Agenor Carvalho Diretora de Marketing e Projetos Zilka Caribé Diretor de Operações Ivar Siewers EQUIPE TÉCNICA Gerente de Comunicação Merrina Godinho Delgado Gerente de Produção Musical Claudia da Silva Guimarães Assessora de Programação Musical Gabriela de Souza Produtor
Luis Otávio Rezende
Analistas de Comunicação Fernando Dornas Lívia Aguiar Renata Gibson Renata Romeiro Analista de Marketing de Relacionamento Mônica Moreira Analistas de Marketing e Projetos Itamara Kelly Lilian Sette Assistente de Produção Rildo Lopez Auxiliares de Produção André Barbosa Jeferson Silva EQUIPE ADMINISTRATIVA Gerente Administrativo-financeira
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Gerente de Recursos Humanos
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Mensageiro
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Jovem Aprendiz
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SALA MINAS GERAIS
Gerente de Infraestrutura Renato Bretas Gerente de Operações Jorge Correia Técnicos de Áudio e de Iluminação Diano Carvalho Rafael Franca Assistente Operacional Rodrigo Brandão FORTISSIMO Março nº 3 / 2019 ISSN 2357-7258 Editora Merrina Godinho Delgado Edição de texto Berenice Menegale Capa Episódios da Eneida — Paolo Uccello O Fortissimo está indexado aos sistemas nacionais e internacionais de pesquisa. Você pode acessá-lo também em nosso site. Este programa foi impresso em papel doado pela Resma Papéis.
S E J A P O N T U A L . C U I D E D A S A L A M I N A S G E R A I S . D E S L I G U E O C E L U L A R ( S O M E L U Z ) . D E I X E PA R A A P L A U D I R A O F I M D E C A D A O B R A . T R A G A S E U I N G R E S S O O U C A R TÃ O D E A S S I N A N T E . N Ã O C O M A O U B E B A . N Ã O F O T O G R A F E O U G R AV E E M Á U D I O / V Í D E O . S E P U D E R , D E V O L VA S E U P R O G R A M A D E C O N C E R T O . FA Ç A S I L Ê N C I O E E V I T E T O S S I R . E V I T E T R A Z E R C R I A N Ç A S M E N O R E S D E 8 A N O S .
NO CONCERTO
EM MARÇO
14 E 15
2 0 h 3 0Presto e Veloce
21 E 22
2 0 h 3 0Allegro e Vivace
9
1 8 h M Ú S I C A E D A N Ç AFora de Série
30
1 8 h M Ú S I C A E T E AT R OFora de Série
26
2 0 h 3 0Filarmônica em Câmara
FOTO: BRUNA BRANDÃO
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/ F I L A R M O N I C A M G R E A L I Z A Ç Ã O
PA T R O C Í N I O
M A N T E N E D O R