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Braz. j. . vol.75 número3

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BRAZILIAN JOURNALOF OTORHINOLARYNGOLOGY 75 (3) MAIO/JUNHO 2009 http://www.rborl.org.br / e-mail: [email protected]

Epistaxe

EDITORIAL

Estamos no aproximando do inverno, época do ano na qual algumas regiões do país apresentam condições climáticas caracterizadas por queda da temperatura e baixa umidade relativa do ar. Além disto, em certas cidades há o favorecimento ao acúmulo de poluentes na atmosfera. Conseqüência disto é que diversas doenças de vias aéreas superiores tornam mais freqüentes. Dentre elas podemos citar as infecções de vias aéreas, as rinites inflamatórias e epistaxe.

A hemorragia nasal representa uma das principais emergências otorrinolaringológicas. Estima-se que 60% da população, em algum momento da vida, apresentarão epis-taxe, sendo que 6% necessitarão atendimento médico para seu controle e 1,6 a cada 100.000 serão hospitalizados.

As hemorragias nasais são classificadas em ante-riores ou posteante-riores. A área de Kiesselbach, localizada na porção anterior do septo nasal e a porção anterior das conchas nasais anteriores são os sítios mais comumente envolvidos nas epistaxe anteriores. Por outro lado as pos-teriores originam-se de ramos da artéria esfenopalatina.

Apresentam diversas etiologias como trauma (digital ou da face), ressecamento da mucosa nasal, colocação de

corpo estranho, inalação de agentes irritantes, rinossinusi-tes infecciosas, tumores nasais ou de rinofaringe (nasoan-giofibroma, pólipos, neoplasias etc.), alterações vasculares (teleangectasias), discrasias sangüíneas etc.

Três são objetivos básicos de seu tratamento. Deve-mos ter em mente o volume de sangue perdido, identificar o local da hemorragia e instituir a melhor terapêutica. Na grande maioria das vezes os tamponamentos nasais anteriores e/ou posteriores são suficientes para controlar o problema. Contudo, em algumas situações uma inter-venção mais agressiva deve ser instituída.

Neste número da revista apresentamos um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo onde são analisadas as causas e evolução de casos de epistaxe refratários ao tratamento com tamponamento nasal.

João Ferreira de Mello Júnior

Editor do Brazilian Journal of Otorhinolaryngology

Prof. Livre-docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

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