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EXPANSÃO TERRITORIAL

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Academic year: 2022

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EXPANSÃO TERRITORIAL

- A expansão territorial brasileira processou-se de acordo com as necessidades econômicas da colônia. No século XVI não houve expansão territorial.

- Até o fim do século XVI toda a colonização do Brasil se restringia ao litoral devido:

- ao fato de atividade sustentadora da colônia se localizar ali, que era a empresa açucareira;

- condições naturais nem sempre favoráveis (clima diferente do europeu, vegetação difícil de penetrar, a Serra do Mar interpondo-se como barreira à entrada para o interior;

- ataques de indígenas;

- a dificuldade de comunicação com Portugal;

- falta de recursos e de pessoal.

- A expansão territorial foi iniciada efetivamente a partir do século XVII com os jesuítas que se dedicavam a catequização dos índios, com os bandeirantes procurando inicialmente o aprisionamento dos índios e depois a procura de metais preciosos (ouro). Na mesma época começou a penetração da pecuária para os sertões do Nordeste.

- Causas da expansão territorial: ação dos boiadeiros, ação dos jesuítas, ação das entradas e bandeiras.

- No século XVIII completou-se a expansão territorial e efetivou-se a colonização do interior com a mineração.

- O Brasil, no século XVIII, conseguiu definir, com algumas exceções, praticamente todas as suas fronteiras atuais.

OS PADRES JESUÍTAS

- Ao desembarcarem no Brasil, a Companhia de Jesus, tinha por objetivo conquistar índios e colonos, convertendo- os ao catolicismo, uma forma de deter o avanço do protestantismo no mundo. Para conseguirem este objetivo usaram a educação escolar, que enfatizava o ensino religioso, a catequização.

- Ao longo de dois séculos – de 1549 a 1759 – quando foram expulsos do reino português pelo Marquês de Pombal, a Companhia de Jesus deteve o monopólio do setor educacional no Brasil.

- Para catequizar os índios, os jesuítas penetravam no interior em direção aos locais onde se encontravam inúmeras tribos, fundando ao longo desses eixos de penetração aldeamentos (missões ou reduções): na Amazônia, em Tapes no RS, Itatim no Mato Grosso e Guaíra as margens do Paraná/Paranapanema no Paraná.

- Muitos bandeirantes com o tempo começaram a atacar os aldeamentos onde aprisionavam índios já catequizados, o que facilitava para o serviço escravo, e os ofícios que os índios que os sabiam fazer valorizavam-se no mercado de escravos.

- Como principal conseqüência desses ataques a maior parte das missões jesuítas foram totalmente destruídas.

CONQUISTA DO LITORAL NORTE

- O litoral norte, desde o rio Amazonas até a Paraíba, foi conquistado por militares luso-espanhóis durante a época em que o Brasil pertenceu a Espanha (1580-1640).

- Para a conquista do litoral norte, estes militares tiveram que desalojar os estrangeiros, principalmente franceses, que contrabandeavam as riquezas brasileiras.

- No processo de expulsão dos estrangeiros os militares fundavam várias fortalezas litorâneas tais como Filipéia de Nossa Senhora das Neves (João Pessoa), em 1554; Forte dos Reis Magos (Natal) em 1599; Forte de Nossa Senhora do Amparo (Fortaleza) em 1613; Forte do Presépio (Belém) em 1616. São Luís foi fundada pelos franceses quando estes invadiram o Maranhão e lá fundaram a França Equinocial.

- A conquista da Planície Amazônica foi obtida através da viagem de penetração, pelo rio Amazonas, feita por Pedro Teixeira, de 1637 a 1639. Esta viagem o levou até Quito no Equador.

- Após a conquista da Planície Amazônica esta foi ocupada e explorada pelos apresadores de índios e pelos droguistas do sertão. Então os exploradores das drogas do sertão, destacavam-se os jesuítas, que monopolizavam a exploração destes produtos e a mão-de-obra indígena.

- A fundação do Forte do Presépio (Belém) possibilitou o início da penetração luso-espanhola pelo rio Amazonas.

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A EXPANSÃO BANDEIRANTE ENTRADAS E BANDEIRAS

- Desde o princípio da colonização, quando nem mesmo o litoral era ainda bem conhecido, o Governo português convencera-se da necessidade de ultrapassar o meridiano de Tordesilhas, bem como descobrir no Brasil coisas parecidas como as riquezas do Alto Peru descobertas pelos espanhóis. Inicia-se com isto o ciclo das entradas, explorações feitas na terra demarcada pelo meridiano do Tratado de Tordesilhas, organizadas pelo governo, cuja finalidade era conhecer o Território nacional e explorar suas riquezas.

- Além das entradas haviam as bandeiras, patrocinadas por particulares que penetraram no sertão e ultrapassaram a linha de Tordesilhas, o que colaborou para a ampliação do território nacional.

- Entradas e bandeiras foram expedições que penetraram no interior com o objetivo de apresar o índio e procurar riquezas minerais. As entradas eram expedições oficiais e as bandeiras, particulares.

- A primeira entrada foi caracterizada pela penetração para o interior na região de Cabo Frio, feita por Américo Vespúcio em 1504.

- As principais zonas de ação das entradas foram os sertões da Bahia e o norte de Minas Gerais.

- A partir do século XVII as bandeiras superaram as entradas e foram fator fundamental da expansão do território brasileiro.

“Os Estados não se concebem sem determinado território, sem um foco geográfico de formação e irradiação. Este foco lhes imprime uma fisionomia particular. No Brasil foi São Salvador e São Vicente”.

SÃO VICENTE COMO CENTRO IRRADIADOR DAS BANDEIRAS

- São Vicente, que foi o primeiro núcleo fundado no Brasil, teve sua empresa açucareira fracassada devido a pobreza do solo, as estreiteza do seu litoral e a sua distância em relação aos mercados consumidores europeus.

- Devido as vantagens do solo e a menor distância do nordeste em relação à Europa, a aplicação de capitais foi voltado para a empresa nordestina. Isto contribuiu para a marginalização e o isolamento de São Vicente.

- A difícil situação econômica dos vicentinos levou-os a organizar as bandeiras em busca das riquezas do sertão, aproveitando-se de rios como o Tietê, Paraíba do Sul e Paraná.

- As bandeiras são divididas em períodos (ciclos), de acordo com sua atividade mais importante:

- Apresador: ciclo voltado para a captura dos índios para vendê-los como escravos;

- Prospector: ciclo voltado para a busca de metais preciosos (ouro e diamante);

- Sertanismo de contrato: prestava serviço a classe dirigente colonial mediante contrato.

1) Ciclo da Caça ao Índio ou Apresamento

- O aumento da produtividade agrícola do Brasil durante o século XVII, e a crescente necessidade de maior de mão-de-obra na lavoura levaram os bandeirantes a buscar índios para serem vendidos como escravos. Acrescente-se a este fato a dispersão dos escravos negros, que aproveitavam as lutas contra os senhores de engenho e os invasores holandeses no nordeste, para fugir e organizar quilombos.

- Inicialmente perseguiam apenas os índios selvagens (não tinham contato com o homem), porém depois passaram a atacar os aldeamentos ou reduções, pois tais índios eram muito valorizados no mercado de escravos, visto que os senhores de engenho preferiam a eles por já saberem trabalhar na lavoura.

- Tais bandeiras tiveram um grande negócio durante o período de domínio holandês no Brasil, pois eles traziam seus escravos diretamente das suas colônias na África, garantindo sua mão-de-obra aqui no Brasil, desta maneira demonstraram boa parte do tráfico negreiro controlado pelos portugueses. As regiões do Brasil que não estavam sob domínio holandês começaram a ficar sem quantidade necessária de escravos para a produção agrícola, por isso as bandeiras de apresamento neste período tiveram todo um mercado a satisfazer. Portanto o escravo índio foi negociado como mercadoria de grande valor comercial.

- As bandeiras iam apresar o índio principalmente nas grandes missões jesuítas como Tapes, Guaira e Itatim, localizadas na bacia do rio Paraná.

- Dentre os principais bandeirantes deste ciclo encontramos Antônio Raposo Tavares e Manuel Preto.

2) Ciclo do ouro de lavagem

- Processou-se na zona litorânea e só raramente penetrou além da Serra do Mar. Os pontos mais distantes do

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litoral atingidos foram Curitiba e São Paulo, onde foi descoberto ouro de aluvião.

3) Ciclo do ouro e do diamante

- Portugal sonhava enriquecer-se com o Brasil como ocorrera com a Espanha através de ouro e prata das colônias.

- Toda bandeira de apresamento também tinha suas atenções voltadas para a possibilidade de achar ouro, porém enquanto o índio escravo era um bom negócio eles esqueceram de procurar ouro, e só ocorreu essa mudança de atitude, depois que os holandeses foram expulsos do Brasil e o tráfico negreiro reorganizado pelos portugueses, o que rapidamente foi conseguido.

- Com a concorrência do escravo negro, o índio foi deixando de alcançar os lucros de outrora, com isso os bandeirantes passaram a se dedicar sistematicamente a procura de metais preciosos.

- Tal mudança nos objetivos das bandeiras foi estimulada pela coroa portuguesa, pois atravessava grave crise econômica ao término da União Ibérica.

- Apesar de já haver sido descoberto ouro de lavagem junto ao litoral, era pouco, incapaz de promover o enriquecimento rápido e significativo, além do mais houve a decadência da lavoura açucareira no nordeste.

- Dentre os principais bandeirantes deste período destacam-se Antônio Dias de Oliveira, que descobriu ouro em Ouro Preto em 1688; Fernão Dias Pais que partiu de São Paulo em busca de esmeraldas em 1674; Borba Gato que descobriu ouro em Sabara, em 1700 e Bernardo da Fonseca Lobo, que descobriu diamantes em Diamantina em 1729.

- Em 1719, Pascoal Moreira descobriu ouro em Cuiabá, e 1722, Bartolomeu Bueno da Silva Filho encontrou ouro Goiás.

- Conseqüências: Expansão territorial para região Centro-oeste, descoberta riquezas minerais e colonização e povoamento do interior.

4) O sertanismo de contrato

- A classe dominante colonial, representado pelos Governadores Gerais, senhores de engenho do Nordeste e grandes pecuaristas, durante a metade do século XVII foram buscar por diversas vezes o socorro dos bandeirantes para índios e negros que dificultavam seus planos de colonização.

- Na falta de força policial organizada, esses bandeirantes que eram contratados na qualidade de sertanistas, homens habituados a enfrentar os nativos em pleno sertão, representavam o braço armado da classe dominante colonial.

- Estes serviços eram prestados, principalmente, na região Nordeste e o bandeirante que mais se destacou foi Domingos Jorge Velho, que, em 1694, destruiu o Quilombo dos Palmares (Alagoas).

Causas do Bandeirismo

- Falta de recursos da Vila de São Paulo nos primeiros tempos da sua história obrigando seus habitantes a penetrarem no sertão, uma vez que a Serra do Mar, barreira natural, impedia a exportação de produtos coloniais e privava a população dos meios de troca para importar produtos da Metrópole, impossibilitando o enriquecimento dos colonos.

- A necessidade que tinham os engenhos do nordeste de uma quantidade enorme de escravos para o trabalho na lavoura de cana. Os paulistas buscavam índios e os vendiam na agroindústria açucareira.

- A procura de riquezas minerais (ouro, prata e pedras preciosas).

- As necessidades de defesa do governo da colônia que por não ter tropas disponíveis a altura, solicitava ajuda dos bandeirantes paulistas para enfrentar inimigos estrangeiros (invasão holandesa na Bahia em 1624 e em Pernambuco em 1630) como para resolver problemas internos (combater revolta de escravos negros ou dominar índios bravios).

Conseqüências do Bandeirismo

- Povoamento de vários pontos do interior do Brasil, depois de superada a fase de despovoa mento representada pelas bandeiras de apresamento.

- Ampliação das fronteiras da Colônia além da linha estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas; graças ao bandeirismo a superfície do Brasil praticamente triplicou.

- Enriquecimento de Portugal e da Inglaterra para onde afluía o ouro das minas do Brasil. O desenvolvimento extraordinário da Inglaterra, quando teve início a Revolução Industrial foi estimulado pelo ouro que o país recebia em seu comércio com Portugal.

- A transferência da capital da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro em 1763.

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Conclusões:

O bandeirismo apresador promoveu o despovoamento do interior, enquanto o bandeirismo prospector trouxe como resultado o povoamento do interior, pois eles desapareciam a partir do momento em que eram descobertos as lavras e os bandeirantes se transformavam em mineiros, fixando-se na região de minas e abandonando a vida nomade que levavam no sertão.

Bandeirismo apresador começou a decair a partir da metade do século XVII por causa da:

- A economia açucareira da região nordeste entrou em decadência em razão da concorrência apresentada pela produção de açúcar das Antilhas.

- A importação de negros africanos teve grande desenvolvimento depois da expulsão dos holandeses e os africanos substituíam os habitantes da terra no trabalho escravo.

- O governo português proibiu a ocupação de terras além do meridiano de Tordesilhas. Com o fim do domínio espanhol em 1640, termina também o período em que as terras a leste e oeste pertenciam ao mesmo soberano.

AS BANDEIRAS DE APRESAMENTO

Foi a primeira metade do século XVII o período de desenvolvimento e apogeu do bandeirismo de apresamento.

Tornou-se a Vila de São Paulo verdadeira forja de bandeirantes, cujas expedições apresadoras, ultrapassando o meridiano de Tordesilhas, rumaram-se sertão adentro em todas as direções. A Sul e Sudoeste, entretanto, defrontaram-se os paulistas com a expansão missioneira dos jesuítas castelhanos. Foi esse o mais ativo e importante setor da caça ao índio.

De 1628 em diante, os ataques bandeirantes às reduções jesuítas sucederam-se rápida e sistematicamente. A começar pelos estabelecimentos do Guaira já anteriormente assaltados, constituíram elas o objetivo visado pelas expedições apresadores partidas de São Paulo.

No início de 1629, arrojou-se contra a região do Guaira bandeira de Manuel Preto e Antonio Raposo, Pedro Vaz de Barros, Salvador Pires e outros; a maior de todas as que até então para la se haviam dirigido. Destruiu inúmeras reduções, aprisionaram índios, expulsaram os jesuítas do Paraná.

A Segunda metade do século XVII marcou a época do declínio do bandeirismo de apresamento. Deixaram de existir as grandes expedições do período anterior, organizadas para ataque às reduções.

Concorreram, para o enfraquecimento do apresamento, além da extinção de várias reduções jesuítas:

- a Restauração lusitana, em 1640, que tornou mais rígidas as fronteiras entre a América espanhola e portuguesa;

- fim do poderio flamengo no nordeste e no Atlântico e a reconquista de Angola em 1648, por Salvador Correia de Sá que permitiram novamente aos portugueses o abastecimento dos mercados negreiros do Brasil e portanto o fornecimento do africano para a lavoura de cana-de-açúcar em detrimento do tráfico ameríndio;

- e ainda, posteriormente a ruína da agricultura e da indústria açucareiras do nordeste promovida pela concorrência antilhana que também agiu no sentido de diminuir as possibilidades de consumo do braço escravo naquela área.

Conseqüências do bandeirismo de apresamento foram:

- a manutenção e a sobrevivência do núcleo social paulista;

- o fornecimento de braços para as lavouras piratininganas e para a região da cana-de-açúcar e outras, na falta de escravo negro;

- o devassamento do interior facilitando o povoamento;

- o recuo da expansão castelhana representada pelos jesuítas, rumo ao Atlântico e sustada pelos bandeirantes;

- a conquista e o alargamento territorial do Brasil a sul e sudoeste pela posse de extensa área correspondente a margem esquerda do Paraná e ao território do atual RS.

A PECUÁRIA COMO FATOR DE OCUPAÇÃO DO INTERIOR DO BRASIL

A pecuária teve uma importância muito grande na fase da colônia, porque, ao contrário da mineração e da indústria açucareira, foi uma atividade econômica caracteristicamente local, não direcionada para atender ao mercado externo, representava um negócio interno da Colônia e seus lucros foram diretamente incorporados ao País, razão porque foi muito pouca incentivada pela Metrópole.

A princípio havia criação de gado nos engenhos de açúcar, pois além de força motriz para mover as moendas servia como fonte de alimentação do pessoal. Porém como era criado a solta no pasto, sem maiores cuidados, foi considerado contraproducente, pois ocupava extensos pastos que seriam mais lucrativos se cultivados para a agricultura para

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canavieira. Como o eixo fundamental da economia naquela época era as atividades exportadoras, o rei de Portugal proibiu a criação de gado numa faixa 10 léguas a partir do litoral, assim o gado foi empurrado oficialmente para o sertão para ocupar áreas inadequadas para a agricultura exportadora.

Com isto pelo modelo de colonização imposto ao Brasil a pecuária teve como destino desbravar o sertão e realizar uma tarefa monumental em termos de conquista e ocupação do vasto território brasileiro.

A PECUÁRIA NO NORDESTE

- A pecuária, no século XVI e início XVII, se desenvolveu no litoral nordestino como atividade complementar da empresa açucareira.

- Entretanto, a crescente expansão da grande lavoura canavieira e a necessidade de maior espaço para o plantio forçar o deslocamento da pecuária para o interior.

- Conseqüência da penetração da pecuária do litoral baiano e pernambucano para o interior: fixação de gado e do homem na região do rio São Francisco (rios dos currais) e interior do Piauí e Maranhão.

- A pecuária originou ainda um novo tipo social – o fazendeiro de gado – que conseguia do rei uma sesmaria e torna-se senhor de uma vastíssima área.

- Além da carne fresca (boi em pé) fornecia também a carne seca para o consumo colonial, o que possibilitou vencer grandes distâncias.

- A fase de ascensão da pecuária nordestina foi até o século XVII, princípios, quando começou seu declínio devido a zona mineradora de Minas Gerais que produzia seu próprio rebanho e a seca de 1791 e 1793, que determinou o fim da pecuária nordestina.

A PECUÁRIA NO SUL

- A pecuária cresceu no sul do Brasil como atividade complementar da mineração. Esta se desenvolveu no século XVIII e promoveu o desenvolvimento da pecuária em grau não alcançado até então.

- O gado muar era o mais apropriado para o transporte de suprimentos para a região das Minas Gerais.

- Na região do RS devido a fertilidade do solo e as grandes pastagens, cresciam selvagemente vários rebanhos de gado muar e bovino, que se reproduziam naturalmente desde o século XVII, época da destruição das missões jesuítas pelos bandeirantes.

- A necessidade de grandes tropas de mula para o abastecimento e do gado bovino para a alimentação levou muitos bandeirantes a buscarem este gado no sul, durante o século XVIII. O gado era levado até Sorocaba/SP, onde era vendido e depois levado para Minas Gerais.

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