RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO
2014
SAG GEST – Soluções Automóvel Globais, SGPS,S.A.
Sociedade Aberta
Capital Social: EUR 169.764.398 NIPC: 503 219 886
Matriculada na CRC da Amadora sob o n.º 503 219 886 Sede: Estrada de Alfragide, nº. 67 – 2614-519 Amadora
Escritórios: Alfrapark – Edifício SGC, Piso 2 2614-519 Amadora
Tel: 21 359 66 64 Fax: 21 359 66 74
E-mail: [email protected] Web: http://www.sag.pt
RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2014 ... 5
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 2014 ... 40
NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 2014 ... 45
1. INFORMAÇÃO GERAL SOBRE A ACTIVIDADE DO GRUPO ... 46
2. RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS ... 46
3. EMPRESAS CONSOLIDADAS ... 61
4. RELATO POR SEGMENTOS ... 62
5. OUTROS PROVEITOS OPERACIONAIS ... 64
6. OUTROS CUSTOS OPERACIONAIS ... 64
7. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS DE TERCEIROS – CUSTOS COMERCIAIS ... 64
8. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS DE TERCEIROS – CUSTOS COM VIATURAS ... 65
9. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS DE TERCEIROS – CUSTOS DE ESTRUTURA... 65
10. CUSTOS COM O PESSOAL ... 65
11. PERDAS E GANHOS DE IMOBILIZADO... 66
12. IMPARIDADES ... 66
13. CUSTOS FINANCEIROS ... 67
14. PROVEITOS FINANCEIROS ... 67
15. CUSTOS E PERDAS EM EMPRESAS DO GRUPO ... 67
16. ACTIVOS NÃO CORRENTES DETIDOS PARA VENDA ... 68
17. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO ... 71
18. RESULTADOS POR ACÇÃO ... 75
19. ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS ... 76
20. ACTIVOS INTANGÍVEIS – “GOODWILL” ... 77
21. ACTIVOS INTANGÍVEIS ... 82
22. INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS ... 83
23. PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO ... 83
24. INVENTÁRIOS ... 84
25. DÍVIDAS DE TERCEIROS - CLIENTES ... 85
26. DÍVIDAS DE TERCEIROS – ENTIDADES RELACIONADAS ... 86
27. DÍVIDAS DE TERCEIROS – OUTROS ... 87
28. CUSTOS DIFERIDOS ... 87
29. ACRÉSCIMOS DE PROVEITOS ... 87
30. CAIXA E EQUIVALENTES ... 88
31. CAPITAL E RESERVAS ... 88
32. PLANO DE OPÇÕES DE ACÇÕES - UNIDAS ... 89
33. EMPRÉSTIMOS ... 91
34. PROVISÕES ... 94
35. ACRÉSCIMOS DE CUSTOS ... 95
36. PROVEITOS DIFERIDOS ... 95
38. RISCOS FINANCEIROS ... 97
39. RENDAS E ALUGUERES OPERACIONAIS ... 100
40. INSTRUMENTOS FINANCEIROS ... 101
41. COMPROMISSOS E CONTINGÊNCIAS ... 101
42. EVENTOS SUBSEQUENTES ... 104
RELATÓRIO DE GESTÃO
CONSOLIDADO 2014
ÍNDICE
0. PRINCIPAIS DESTAQUES DA ACTIVIDADE EM 2014 I. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO
A. PANORAMA INTERNACIONAL B. ECONOMIA PORTUGUESA
II. ENQUADRAMENTO SECTORIAL - MERCADO AUTOMÓVEL A. MERCADO GLOBAL
B. PORTUGAL
III. RELATÓRIO DE ACTIVIDADES A. PORTUGAL
1 - Distribuição Automóvel – SIVA
2 - Comércio Automóvel de Viaturas Novas – SOAUTO 3. Outros
B. PARTICIPADA NO BRASIL – UNIDAS IV. RECURSOS HUMANOS
V. ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA E GESTÃO DE RISCOS VI. PERSPECTIVAS PARA 2015
A. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO MACROECONÓMICA 1 – Enquadramento Internacional
2 – Economia Portuguesa
B. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO DO MERCADO AUTOMÓVEL Portugal
C. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO DAS ACTIVIDADES DO GRUPO VII. NOTA FINAL
0. PRINCIPAIS DESTAQUES DA ACTIVIDADE EM 2014
• O mercado automóvel registou, em Portugal, um crescimento de 32% em relação ao ano anterior. Apesar desta recuperação, o volume do mercado automóvel permanece ainda perto dos valores registados durante a década de 80.
• A SIVA manteve a liderança no segmento de veículos ligeiros de passageiros, pelo sétimo ano consecutivo, tendo sido igualmente líder no mercado mais alargado dos veículos ligeiros (veículos de passageiros e veículos comerciais ligeiros).
• Neste contexto, o Volume de Negócios Consolidado da SAG Gest apresentou em 2014 um aumento de 20% em relação ao valor atingido durante o ano de 2013, tendo os principais indicadores de rentabilidade (EBITDA e EBIT), depois de expurgados de situações não recorrentes, registado, em termos comparáveis, evoluções positivas de 70,3% e de 84,9%, respectivamente, em relação ao ano anterior.
• A Participada Unidas consolidou durante 2014, a sua trajectória de crescimento sustentado em todos os segmentos de negócio, apresentando um incremento de 20,4% no seu volume de negócios, com destaque para o segmento de Rent-a-Car com um crescimento de 37,7%
na receita líquida (passando de R$ 197,9 milhões para R$ 272,6 milhões) e um aumento de 45,2% no número de diárias de aluguer de carros (passando de 2,416 milhões em 2013 para 3,509 milhões em 2014).
• A deterioração da situação macroeconómica que se registou no Brasil durante o ano de 2014 (que, no entanto, não impactou o desenvolvimento da actividade da Unidas) e o comportamento, no decurso dos anos mais recentes, do Real Brasileiro em relação ao Euro, resultaram em que o valor pelo qual a participação detida pela SAG Gest na Participada Brasileira Unidas S/A passasse a apresentar indícios de imparidade. Do processo de reavaliação realizado no final de 2014 concluiu-se pelo reconhecimento, em 2014, de uma imparidade de Eur 44,1 milhões, com impacto muito significativo nos resultados consolidados do ano e, consequentemente, nos Capitais Próprios Consolidados.
• Ainda em consequência de evolução adversa da economia Brasileira, e do mercado de capitais naquele país, não foi possível concluir a desejada venda da participação que a SAG Gest detém na Unidas S/A, havendo, no entanto, expectativas sustentadas quando à possibilidade de concretização de uma operação durante este ano de 2015.
I. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO A. PANORAMA INTERNACIONAL
A economia mundial terá mantido em 2014 um crescimento do PIB de 3,3%, de acordo com as estimativas mais recentes do FMI, idêntico ao observado no ano anterior. As economias avançadas cresceram 1,8% (1,3% em 2013), ao passo que as economias emergentes registaram um crescimento de cerca de 4,4% (4,7% em 2013).
O PIB da Zona Euro cresceu 0,8%, após a contracção de 2013 (-0,5%), impulsionado pela recuperação da Alemanha (de 0,2% para 1,5%) e, embora com menor impacto, por uma recuperação verificada nas outras três maiores economias europeias: França (de 0,3% para 0,4%), Itália (de -1,9% para -0,4%) e Espanha (de -1,2% para +1,4%).
Fora da Zona Euro, o crescimento do PIB dos EUA acelerou de 2,2% para 2,4% e do Reino Unido de 1,7% para 2,6%, enquanto o Japão desacelerou o ritmo de crescimento, de 1,6% para apenas 0,1%.
Entre os países emergentes, foi generalizado o abrandamento do ritmo de crescimento: o aumento do PIB da Rússia passou de 1,3% para 0,6%, o da Europa Central/Leste de 2,8% para 2,7%, o da Ásia de 6,6% para 6,5% e o da Améria Latina e Caraíbas de 2,8% para 1,2% (sendo de realçar que o ritmo de crescimento do PIB no Brasil passou de 2,5% para 0,1%).
Quadro 1 – Enquadramento Internacional – Principais Indicadores
Fontes: FMI, WEO update e BdP, Boletim Económico Inverno, Dez. 2014 1 Euribor a 3 meses
As exportações Portuguesas registaram um crescimento acentuado em 2014, com as importações dos Países nossos principais parceiros comerciais a mais do que duplicarem o seu ritmo de crescimento.
A taxa de desemprego na Zona Euro (EA-19) estava no final de Novembro 2014 em 11,5%, ligeiramente abaixo da taxa registada um ano antes (11,9%).
A inflação foi negativa em 2014 (-0,2%), sobretudo devido à queda dos preços dos produtos energéticos (-6,3%), sobrepondo-se à subida de 1,2% nos preços dos serviços.
A taxa de câmbio do Euro face ao Dólar Americano, embora em termos médios anuais se tenha mantido ao nível verificado em 2103, reflectiu uma forte desvalorização do Euro, sobretudo durante o 2º Semestre do ano. As taxas de juro de curto prazo mantiveram-se estáveis, a níveis historicamente baixos.
2013 2014 (E)
PIB mundial (% tvr) 3,3 3,3
PIB zona euro (% tvr) -0,5 0,8
Procura externa para Portugal (% tvr) 1,6 3,5
Preço petróleo (brent, USD/barril) 108,8 101,2
Taxa de câmbio USD/EUR (média anual) 1,33 1,33
Taxa de juro de curto prazo (média anual, %)* 0,2 0,2
B. ECONOMIA PORTUGUESA
A economia Portuguesa cresceu em 2014 cerca de 1%, acima da média verificada na Zona Euro.
Prosseguiu o processo de ajustamento gradual dos desequilíbrios macroeconómicos, com destaque para a consolidação orçamental. As metas acordadas no âmbito do Programa de Assistência Financeira foram globalmente atingidas. Entre as componentes da procura interna, tanto o consumo privado como o investimento cresceram mais de 2%.
Quadro 2 – Portugal – Indicadores Macroeconómicos
Fontes: Comissão Europeia; INE; Fevereiro de 2015
Verificou-se uma recuperação dos índices da confiança dos consumidores ao longo de 2014, acima da média dos últimos 10 anos. A taxa de poupança aumentou para níveis idênticos aos anteriores à crise internacional.
O saldo da Balança de Transacções Correntes pouco se alterou, representando -0,2% PIB em 2014 (-0,3% em 2013), segundo as estimativas da Comissão Europeia.
As exportações tornaram a aumentar, embora a um ritmo inferior ao registado em 2013.
O crescimento das importações reflectiu a evolução mais dinâmica das rubricas da procura global com maior conteúdo importado, como a FBCF em material de transporte, máquinas e equipamentos e o consumo de bens duradouros, onde se destacam os veículos automóveis.
A inflação média foi negativa em 2014, pela segunda vez em 60 anos (a outra foi em 2009). A taxa de desemprego voltou a diminuir em 2014, situando-se em 13,9% (vs. 16,2% em 2013).
2013 2014 (E)
PIB (tvr %) -1,4 1,0
Consumo Privado (tvr %) -1,4 2,1
Consumo Público (tvr %) -1,9 -0,4
Investimento (FBCF) (tvr %) -6,3 2,4
Procura Interna (tvr %) -2,3 1,6
Exportações (tvr %) 6,4 3,8
Importações (tvr %) 3,6 5,9
Inflação (IPC) – médias (% var.) 0,4 -0,2
Taxa de desemprego (% pop. act.) 16,2 13,9
Défice Público (% PIB) -4,9 -4,6
Dívida Pública (% PIB) 128,0 128,9
II. ENQUADRAMENTO SECTORIAL - MERCADO AUTOMÓVEL A. MERCADO GLOBAL
O volume do mercado mundial terá atingido novo recorde, com cerca de 89 milhões de veículos, incluindo viaturas de passageiros e comerciais. Este volume corresponde a um crescimento de 4,1% em relação a 2013. Os veículos de passageiros (VP) terão ficado perto dos 65,5 milhões de unidades (+4,3%) e os veículos comerciais (VC) dos 23,5 milhões (+3,3%).
Por países, a China continuou a distanciar-se como o maior mercado automóvel mundial, com 23,5 milhões de veículos (+6,9% vs. 2013), dos quais mais de 19,7 milhões de VP. Nos EUA o volume foi de 16,5 milhões (+6%), mais VC (8,6M) que VP (7,9M).
Na Europa Ocidental (UE-15 + EFTA), o volume atingiu 13,6 milhões de veículos ligeiros (+5,4%).
No Japão, o volume do mercado registou um aumento de 3,5%, para 5,56 milhões de unidades.
O volume do mercado Brasileiro desceu nos veículos ligeiros, tal como em 2013, para 3,3 milhões (-6,9%), com os VP a quase atingirem 2,5 milhões de unidades. Na Rússia, o mercado também voltou a cair, para 2,49 milhões de ligeiros (-10,3% vs. 2013).
O Grupo Volkswagen ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 10 milhões de veículos (10,14 milhões), o que representou um aumento de 4,2% em relação a 2013, com todas as Marcas VP a atingirem novos recordes absolutos.
Na Europa (UE-28+EFTA), o Grupo Volkswagen continuou a ampliar a sua vantagem como líder de mercado, para 25,5%, mantendo a Marca Volkswagen a sua posição de liderança, com uma quota de 12,4%. Nas marcas “premium”, a Audi, com 5,6% de quota, manteve a posição de liderança que ocupa desde 2009.
Gráfico 1 – Mercados Passageiros na Europa Ocidental (UE-15 + EFTA) (em milhares de veículos)
Fonte: ACEA
14,794 13,561 13,669 12,985 12,815 11,773 11,555 12,113
2,062
1,812 1,309 1,452 1,554
1,348 1,338 1,480
16,855
15,373 14,978 14,436 14,369
13,121 12,893 13,593
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014
Veículos de Passageiros Comerciais Ligeiros
B. PORTUGAL
Após uma tímida recuperação em 2013, os mercados de VP e de VCL cresceram de forma mais robusta em 2014, mantendo-se, porém, ainda a níveis bastante baixos: o mercado situou-se 32%
abaixo da média dos últimos 15 anos. O volume do mercado de veículos ligeiros (VL), somatório daqueles dois mercados, atingiu as 168.992 unidades, mais 36,2% do que em 2013.
O mercado de veículos de passageiros (VP) cresceu 34,8%, para 142.826 unidades, enquanto o volume de veículos comerciais ligeiros (VCL) aumentou 43,8%, para 26.166 unidades.
O mercado VCL ABC + Pickups (que exclui Derivados de Passageiros) também subiu, em 37,6%, para 20.343 unidades.
Gráfico 2 – Mercado Veículos Ligeiros (unidades)
Fonte: ACAP
No mercado de VP os factores mais relevantes que determinaram o comportamento em 2014 foram:
• Manutenção de um peso elevado das compras efectuadas por Empresas, incluindo Gestoras de Frotas e Empresas de aluguer de veículos sem condutor (“rent-a-car”), embora com alguma recuperação dos Particulares
• Elevada agressividade comercial, em particular entre as Marcas “premium”
• Alargamento das Marcas “premium” ao segmento dos compactos
• Agravamento do ritmo de envelhecimento do parque de viaturas em circulação, devido aos fracos volumes registados nos últimos anos e à importação de usados com idades
270.237 268.793
199.919
269.142
188.367
111.320
124.123
168.992
Total Veículos Ligeiros 201.700 213.294
160.947
223.399
153.404
95.309 105.921
142.826
68.537
55.499
38.972 45.743
34.963
16.011 18.202 26.166
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014
Veículos de Passageiros Comerciais Ligeiros
• Aumento do volume de veículos movidos a energias alternativas Gráfico 3 – VP por Tipos de Propulsão em 2014
(% do total)
Fonte: ACAP
Por tipo de propulsão, os VP híbridos e eléctricos puros representaram 2,2% do mercado, acima do valor obtido em 2013 (2,0%). O “diesel” continua a ser predominante, com 70,6% do total (71,8% em 2013), tendo o peso relativo dos veículos a gasolina recuperado ligeiramente de 26,2%
para 27,2%.
Também no mercado de VP, o segmento dos SUV (segmento G) continuou a aumentar a sua importância no mercado nacional, de 10,2% em 2013 para 11,4% em 2014, devido ao alargamento da oferta e a uma forte apetência por este tipo de viaturas.
Gráfico 4 – Segmentos VP 2007-2014 (% do total)
Fonte: ACAP / SIVA
27.21%
70.63%
2.16%
Gasolina Diesel Outros
33.8% 34.3% 35.2% 38.4% 36.4% 34.3% 35.3% 34.3%
5.3% 6.9% 7.6% 6.5%
6.5% 8.0% 7.4% 6.5%
36.7% 38.3% 34.9% 33.9%
30.8% 31.2% 31.9% 33.4%
13.2%
13.4%
12.5% 9.6%
11.7% 11.8% 10.4% 10.0%
3.3%
2.7% 3.0% 3.4%
3.9% 4.5% 4.0% 3.4%
2.5% 1.7% 5.4% 7.3% 9.4% 9.2% 10.2% 11.4%
5.4% 2.8% 1.4% 1.0% 1.3% 1.1% 0.9% 0.9%
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014
A0 A00 A B C+D G MPV
Nos VCL, metade dos 6 segmentos considerados aumentou o seu peso no total, em detrimento dos outros três. Aumentaram o segmento C (da Crafter), o dos Derivados de Passageiros e o A0 (semelhantes à Caddy mas de menores dimensões). Os segmentos A (da Caddy), B (da Transporter) e o das “pickups” diminuíram o seu peso relativo no mercado, todos em mais de 1 ponto percentual.
Gráfico 5 – Segmentos VCL 2007-2014 (% do total)
Fonte: ACAP / SIVA
Continua a registar-se um envelhecimento do parque, com a idade média a aproximar-se dos 12 anos nos VP, para o que terá contribuído o forte aumento das importações de veículos usados, que se cifrou em 73,5% vs. 2013, para 28.674 viaturas.
Gráfico 6 – Idade média do Parque de VP em Portugal (anos)
37.7%
30.5%
24.9% 26.6% 26.6%
16.0% 15.6% 17.4%
19.4%
22.5%
27.2%
30.4% 35.1%
41.0% 43.3% 41.8%
13.9%
15.7% 14.2%
12.7%
10.6%
13.3% 13.0% 10.5%
16.2%
17.4%
16.3% 14.2% 12.9% 15.6% 15.7% 17.9%
12.8%
10.8%
12.8% 12.2% 11.7% 10.3% 9.2% 7.6%
3.2% 4.6% 4.0% 3.1% 3,2% 3.2% 4.8%
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014
Der.Pass. A - Vans <2 t B - Fg+Ch.-Cab. 2-3 t C - Fg+Ch.-Cab. 3-3.5 t Pick-ups A0
8.9 9.0 9.8 10.1 10.5 11.1 11.3 12.0
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014E
III. RELATÓRIO DE ACTIVIDADES A. PORTUGAL
1. Distribuição Automóvel – SIVA
O volume total de veículos ligeiros (VL) das Marcas distribuídas pela SIVA ascendeu a 26.384 unidades (mais 34,1% do que o volume de 2013).
O conjunto das Marcas representadas pela SIVA continuou a liderar, quer o mercado de veículos ligeiros (VL) – pelo quarto ano consecutivo –, quer o de ligeiros de passageiros (VP), este pelo oitavo ano consecutivo.
No mercado de veículos ligeiros de passageiros (VP), a quota subiu de 16,9% para 17,0%, enquanto nos ligeiros (VL) atingiu 15,6%.
No mercado de veículos comerciais ligeiros (VCL), a Volkswagen alcançou uma quota de 8,2%.
Gráfico 7 – Volume total SIVA 2013-2014 (unidades)
Fonte: ACAP
Volkswagen - Veículos Ligeiros de Passageiros
A Volkswagen registou um volume de 13.873 veículos de passageiros, o que representou um crescimento de 37% em relação a 2013 e um aumento de quota de mercado de 9,6% para 9,7%
no mercado de ligeiros de passageiros (VP).
Num contexto em que o mercado de ligeiros de passageiros continuou a um nível historicamente baixo, a Volkswagen alcançou pelo sexto ano consecutivo a segunda posição do “ranking” das marcas.
Uma completa, inovadora e muito competitiva gama de produtos, aliada à performance muito positiva da Rede de Concessionários da Marca, foram os factores decisivos para este resultado em 2014.
10.131
1.803
5.975
1.762
19.675
13.873
2.146
7.954
2.406
26.384
VW - VP VW - VCL Audi Skoda SIVA - Total **
2013 2014 ** Incl. Marcas Luxo
De realçar também a constante melhoria das propostas de valor da Marca, tradicionalmente reconhecidas pelo mercado e particularmente relevantes para o universo das empresas, segmento onde a Volkswagen conquistou uma posição cimeira em Portugal.
A família Golf, incluindo o Golf Variant e o novo Golf Sportsvan, continuou a registar um sucesso assinalável em Portugal, liderando o segmento médio no mercado nacional. Mais uma vez, é notória a proposta de valor junto dos Clientes frotistas, nomeadamente com a carrinha Golf Variant.
O Polo, que contou com uma evolução de produto no 1º Semestre do ano, sobretudo a nível de motorizações, prossegue o seu excelente desempenho, continuando a ter uma posição cimeira no seu segmento. A muito favorável relação preço-qualidade é um argumento muito valorizado pelo mercado.
O ano de 2014 marcou também a entrada da Volkswagen na mobilidade eléctrica, ao lançar no mercado nacional o e-Up! e o e-Golf, expoentes máximos do “know-how” tecnológico da Marca no domínio da “e-mobilidade”. Com uma autonomia de 160 km, o e-Up! é o carro 100% eléctrico - com bateria incluída - mais acessível do mercado.
É ainda de realçar o contributo do Sharan, sendo que o modelo da Volkswagen Autoeuropa mantém a liderança do segmento dos monovolumes em Portugal.
Em 2014 a Volkswagen consolidou também a sua marca de viaturas usadas Das Welt Auto, que assegura a qualidade e confiança dos usados vendidos na sua Rede Oficial de Concessionários.
A presença da Volkswagen no mercado de particulares através da sua extensa gama de modelos continuará a ser complementada com uma política comercial focada na oferta de valor às empresas nacionais.
Gráfico 8 – Volkswagen - Veículos Ligeiros de Passageiros (unidades e quotas de mercado)
Fonte: ACAP
13,727
18,814
14,874
9,842 10,131
13,873
8.5% 8.4% 9.7% 10.3%
9.6% 9.7%
-20.0%
-15.0%
-10.0%
-5.0%
0.0%
5.0%
10.0%
0 5,000 10,000 15,000 20,000 25,000 30,000
2009 2010 2011 2012 2013 2014
Volume Quota
Volkswagen - Veículos Comerciais
No mercado de veículos comercias ligeiros (VCL), a Volkswagen registou em 2014 um forte aumento, de cerca de 19%, em relação a 2013 e mantendo o 4º lugar no “ranking” global do mercado de VCL.
A Volkswagen Veículos Comerciais continua a ser a única marca do mercado a disponibilizar todos os seus veículos comerciais com motores Bluemotion de série, que integra o sistema Start
& Stop, bateria com recuperação de energia e uma aerodinâmica melhorada, podendo reduzir os consumos até 18%.
Ao nível das gamas comercializadas, destaca-se a Amarok, que continua a ser a “pickup” de cabina dupla mais vendida do mercado.
Gráfico 9 – Volkswagen - Veículos Comerciais (unidades e quota de mercado)
Fonte: ACAP Audi
Em 2014, o volume da Marca Audi aumentou em 33,1%, atingindo um total de 7.954 unidades, o seu segundo melhor resultado de sempre em Portugal.
Este resultado foi em grande parte alicerçado na excelente aceitação do modelo A3 Limousine, nas renovações das gamas A6 e A7 e ainda nos lançamentos da terceira geração do TT e das variantes ultra das gamas A3, A4, A5 e A6.
A quota de mercado de 5,6% registada em Portugal continua alinhada com a que a Marca alcança no continente Europeu (onde a Audi lidera de forma absoluta o mercado “premium”).
A Audi assegurou um ano positivo por força da dinâmica dos seus Modelos, em conjunto com o bom desempenho da Rede de Concessionários, o que permitiu à Marca aumentar significativamente o seu volume em relação a 2013.
1,447 1,931 2,306
1,646 1,803 2,146
3.7% 4.2%
6.6%
10.3% 9.9%
8.2%
-10.0%
-5.0%
0.0%
5.0%
10.0%
0 1,000 2,000 3,000 4,000 5,000 6,000 7,000
2009 2010 2011 2012 2013 2014
Volume QuotaGráfico 10 - Audi (unidades e quota de mercado)
Fonte: ACAP Škoda
A Škoda registou um volume de 2.406 veículos ligeiros, dos quais 2.399 foram veículos de passageiros, e um aumento de 36,5% em relação a 2013, a que correspondeu uma quota de mercado 1,7% no mercado de veículos de passageiros (VP).
A boa performance da gama Octavia, também foi impulsionada pelas novas versões Scout 4X4, RS e GreenLine que, pelas suas características de segurança, desportivas e de eficiência dos motores, vão ao encontro de necessidades específicas dos Clientes.
O Škoda Rapid Spaceback, lançado ainda no final de 2013, inaugurando a presença da Marca no segmento dos familiares compactos, teve em 2014 uma boa aceitação pelo mercado.
Gráfico 11 – Škoda (unidades e quota de mercado)
Fonte: ACAP
6,922
8,403
6,622
5,942 5,975
7,954 4.3% 3.8% 4.3%
6.2% 5.6% 5.6%
-10.0%
-8.0%
-6.0%
-4.0%
-2.0%
0.0%
2.0%
4.0%
6.0%
8.0%
-1,000 1,000 3,000 5,000 7,000 9,000 11,000 13,000 15,000
2009 2010 2011 2012 2013 2014
Volume Quota
2,802
4,540
2,711
1,862 1,759
2,399 1.8%
2.0%
1.8%
2.0%
1.7% 1.7%
0.0%
0.5%
1.0%
1.5%
2.0%
0 1,000 2,000 3,000 4,000 5,000 6,000 7,000
2009 2010 2011 2012 2013 2014
Volume Quota
Marcas de Luxo - Bentley e Lamborghini Em 2014, venderam-se 4 Bentley e 1 Lamborghini.
Peças e Acessórios
A venda de Peças e Acessórios atingiu o valor de Eur 64,6 milhões, registando um decréscimo de 5,5% em relação a 2013.
Este valor foi negativamente influenciado pela quebra registada na venda de peças fornecidas em garantia. Excluindo esta componente, as vendas de Peças e Acessórios cresceram Eur 1,4 milhões em 2014 face ao registado em 2013.
Apesar da difícil conjuntura económica, associada a uma diminuição do parque circulante, o volume de vendas beneficiou da implementação de um conjunto de acções, nomeadamente ao nível das Oficinas, que contribuíram significativamente para o crescimento registado.
O Grau de Serviço, indicador que mede o nível de fornecimento de Peças e Acessórios da SIVA à sua Rede de Oficinas Autorizadas, situou-se acima dos 96%, com reflexos importantes no nível da satisfação dos Clientes.
Durante o ano de 2014 foi dada continuidade à implementação de um conjunto de iniciativas, que já tinham sido iniciadas em 2013 que tiveram impacto relevante para o resultado alcançado:
• Reforço da nova linha de Peças “Economy”
• Dinamização das campanhas nacionais e das acções de “marketing” local
• Reforço da promoção e divulgação da linha de Acessórios
• Reposicionamento dos preços das peças mais competitivas
• Melhorias introduzidas ao nível da gestão de “stocks”
• Alargamento do sistema de peças pedidas e entregues no próprio dia a um maior número de Oficinas Autorizadas
• Acompanhamento dos procedimentos relacionados com as encomendas para viaturas imobilizadas
• Acções de formação ministradas aos Colaboradores da SIVA e das Oficinas Autorizadas Serviço Após Venda
Através do desenvolvimento de programas e de um conjunto de acções específicas, foi possível aumentar significativamente a fidelização dos Clientes às Redes de Oficinas Autorizadas.
Perante o envelhecimento do parque circulante e a redução do parque com antiguidade até 4 anos, estes projectos são essenciais para a manutenção do nível de actividade do serviço de Após Venda da Rede de Concessionários. Foi igualmente dada muita importância à qualidade do serviço prestado e aos processos de Após Venda, permitindo que se tenha continuado a melhorar os índices de satisfação dos Clientes.
Clientes e Inovação
Em 2014 a SIVA manteve a sua estratégia de aposta nos Canais Digitais, desenvolvendo acções que permitiram, não só melhorar a interacção com o Cliente, através da criação de novos canais de comunicação com os novos Consumidores, mas também reforçar a sua imagem de vanguarda tecnológica associada às Marcas representadas.
Procurando responder às necessidades deste novo Consumidor e ao negócio gerado por estes novos canais, foram implementadas iniciativas com o objectivo de especializar os Vendedores das Redes, desenvolvendo competências de vendas “online”, com o objectivo de melhorar a qualidade e o tempo de resposta.
Foram desenvolvidos novos momentos de contacto com os Clientes particulares, procurando reforçar a fidelização às Oficinas e às Marcas, através de ofertas de valor relevantes e personalizadas nos momentos de necessidade chave.
Foi também dado um maior foco aos Clientes empresariais, através da criação de momentos de contacto baseados na previsão das necessidades de serviço e de troca de viatura, e na definição de novos processos de identificação e segmentação de “prospects” com o objectivo de encetar uma ofensiva comercial a implementar pelas Redes de Concessionários.
2. Comércio Automóvel de Viaturas Novas – SOAUTO
O aumento verificado no volume de actividade, aliado ao processo de adequação da estrutura humana e de instalações, implementado nos anos anteriores, permitiram a obtenção de resultados acima do expectável, sobretudo pela subida do Mercado Automóvel. O efeito deste aumento de volume teve impacto positivo nos resultados alcançados em 2014. O custo de fazer negócio é uma realidade que veio para ficar no mercado automóvel, dando assim especial importância à gestão do equilíbrio entre volume e rentabilidade.
Durante o ano de 2014, deu-se continuidade a um conjunto de acções dirigidas ao Cliente final, desde iniciativas de contacto directo com os Clientes, como por exemplo a realização do “Dia do Cliente”, até à implementação de diversas acções através das ferramentas de “marketing” digital, que foram objecto de especial atenção.
As Concessões Soauto venderam, em 2014, 3.680 viaturas novas (mais 41% do que em 2013), e 1.627 viaturas usadas (mais 14% do que no ano anterior). O volume de horas vendidas nas oficinas, em 2014, foi de 179.156 horas, o que representou uma redução de 5% em relação ao ano anterior.
As Concessões Soauto encontram-se presentes nas zonas da Grande Lisboa (com as instalações da Expocar Expo e da Expocar Cascais, da Soauto Carnaxide, da Soauto Laranjeiras e da Soauto Barreiro, detidas pela Subsidiária Soauto S.A., e da Expocar Loures, explorada pela Subsidiária Loures Automóveis) e do Porto (com a Soauto Rolporto, explorada pela Subsidiária Rolporto, e a Expocar Porto, detida pela Subsidiária Rolvia).
B. PARTICIPADA NO BRASIL - UNIDAS
A actividade desenvolvida no Brasil pela Unidas evoluiu favoravelmente, com crescimentos sólidos nos segmentos “core” da empresa, o “Rent-a-Car” e o “Renting”, tendo o respectivo volume de negócios registado um aumento de 20,4%, em Reais Brasileiros. Os resultados também apresentaram crescimentos expressivos que foram superiores em 36,7% (EBIT) e 32,6%
(EBT) aos verificados em 2013.
O contínuo fortalecimento do perfil de negócios da Unidas, e o consistente avanço da geração operacional de caixa e das margens que se verificam desde 2011, tornam claro o atingimento do fim de um ciclo de “turn-around”, e o início de um outro, que já corresponderá à evolução de uma empresa madura, capitalizada e rentável.
A atestar esta evolução consistente e sustentável da companhia está a revisão em alta, já em 2014, do “rating” (doméstico) de longo prazo da Unidas, de ‘A (bra)’ para ‘A+ (bra), por parte da Fitch Ratings.
É neste enquadramento que se reforçou, ao longo de 2014, a já existente convicção que os principais objectivos da SAG Gest estavam cumpridos, e que esta participação deveria passar claramente a ser considerada como não estratégica, no sentido em que a sua permanência na SAG Gest deixava de ser relevante para o desenvolvimento futuro deste Grupo, e também pelo facto de a eventual alienação desta participação poder vir a permitir uma redução substancial da dívida.
1. Gestão de Frotas
O negócio de Gestão de Frotas (“Renting”) apresentou uma ligeira redução da carteira, tendo o número médio de veículos diminuído de 19.089 em 2013, para 18.003 em 2014. Esta redução da frota média é resultado de um ambiente mais competitivo em termos de preço, no qual a Companhia manteve a sua postura conservadora visando rentabilizar o capital investido.
Gráficos 12 e 13 – “Renting” – Frota Média (número de unidades) e Activo Médio (milhares de BRL)
Fonte: Unidas
2. “Rent-a-Car” e Franquias
De acordo com a linha da estratégia de longo prazo da Unidas, o segmento de negócio de “Rent- a-Car” (incluindo Franquias) voltou a crescer a níveis muito significativos, integralmente por via orgânica. O volume deste segmento registou um crescimento de 34.7% no número de dias de aluguer, que passou dos 3.310 milhares registados em 2013 para 4.460 milhares de dias de aluguer, em 2014.
17,476
19,247 19,089
18,003
2011 2012 2013 2014
Frota Média
380,635 398,902
491,479 478,876
2011 2012 2013 2014
Ativo Médio (R$´000)
Os aumentos das taxas de ocupação e a expansão da rede de atendimento são explicados pelo aumento do peso das receitas de aluguer em segmentos que apresentam um “ticket” médio inferior à média geral da Companhia. Esses segmentos, como por exemplo, o dos veículos de substituição das seguradoras (“replacement”), têm prazos de locação mais longos e não apresentam sazonalidade na procura, o que permite obter taxas de ocupação mais elevadas.
Gráfico 14 – Rent-a-Car e Franquias – Número de Diárias (milhares de dias de aluguer)
Fonte: Unidas 3. Semi-novos
Ao crescimento verificado nas frotas de “Renting” e de “Rent-a-Car”, a Unidas continuou a acrescentar a expansão da rede de lojas de seminovos, de modo a manter uma elevada parcela da venda de carros provenientes do “defleet” ao consumidor final, tendo em 2014 esta área de negócio vendido um total de 16.650 veículos, dos quais 11.117 (66,8%) directamente ao cliente final, e 5.533 (33,2%) a comerciantes de viaturas usadas, o que representou um aumento de 21,1% em relação ao total de veículos vendidos em 2013, que foi de 13.754 veículos.
Gráfico 15 – Vendas de Semi-novos (número de unidades)
Fonte: Unidas
9,275 8,067 10,139 11,117
3,467 4,441 3,615 5,533
12,742 12,508 13,754
16,650
2011 2012 2013 2014
Vendas Particulares Vendas Comércio
4.460
4. Indicadores Financeiros
Quadro 3 – Principais Indicadores Financeiros da Unidas
Unidas
BRL ('MM) 2014 2013 Var.%
Volume de negócios 1.000,6 827,0 21,0%
EBITDA 332,7 285,0 16,7%
EBIT 158,9 116,2 36,7%
EBT 62,6 47,2 32,6%
Resultado Líquido (Reportado) 48,0 61,2 -21,6%
Resultado Líquido (Ajustado) 60,9 35,7 70,6%
Activo Líquido (Frota) 1.221,5 976,7 25,1%
Capital Próprio 724,5 675,9 7,2%
Dívida Líquida 717,7 631,8 13,6%
Múltiplo Dívida Líquida / EBITDA 2,2 2,2 0,0%
A análise comparativa entre os dois exercícios deve efectuar-se com base no Resultado Líquido Ajustado, que excluí os efeitos não recorrentes do reconhecimento, em 2013 de Impostos Diferidos Activos associados aos prejuízos fiscais dedutíveis gerados em exercícios anteriores, e dos custos incorridos em 2014 com o processo de preparação do IPO.
IV. RECURSOS HUMANOS Colaboradores
No final de 2014, o Grupo SAG (excluindo a Participada Unidas) contava com 633 Colaboradores, tendo-se verificado um aumento de 1,4% em relação aos 624 Colaboradores registados em 31 de Dezembro de 2013.
Gráfico 16 – Evolução Número de Colaboradores por Área de Actividade
A política de Mobilidade Interna continua a ser uma realidade presente no Grupo, visando proporcionar aos Colaboradores novos desafios profissionais e uma valorização constante das suas carreiras. Esta política de Mobilidade Interna reflecte o Valor Corporativo Adaptabilidade –
“Assimilamos as mudanças para evoluir e crescer”. Durante o ano de 2014 foram abrangidos 33 Colaboradores que integraram novas funções na organização.
Gráfico 17 – Mobilidade Interna
A idade média dos Colaboradores manteve-se nos 42 anos.
Gráfico 18 – Estrutura Etária por Área de Actividade
Em termos médios, a antiguidade passou de 12,88 para 12,33 anos.
Gráfico 19 – Antiguidade por Área de Actividade
44 43
38
42
Holding e Serviços Distribuição Retalho Média Grupo
14.70
11.48
10.80
12.33
Holding e Serviços Distribuição Retalho Média Grupo
Cerca de 26% dos Colaboradores do Grupo possui habilitações literárias ao nível do Ensino Superior. No Retalho destaca-se a maioria de Colaboradores com Ensino Básico (49%).
Gráfico 20 – Habilitações Literárias por Área de Actividade
Eco – estudo do clima organizacional
Dando continuidade ao inquérito que foi criado em 2012, o estudo do clima organizacional realizado pelo 3º ano consecutivo permitiu conhecer a evolução da opinião dos Colaboradores e a forma como percepcionam a sua relação com a organização, incluindo o seu grau de integração e de identificação com o Grupo. Nesta iniciativa foram abrangidos 201 Colaboradores, e foi obtida uma taxa de resposta de 71%.
Formação
Foram promovidas diversas acções de Formação e Desenvolvimento de Competências, traduzidas num total de 311 acções de formação.
Gráfico 21 – Número de Acções de Formação
96
12 203
DRH - formação transversal DRH - formação específica AA00
As acções de Formação realizadas em 2014 totalizaram 10.533 horas.
Gráfico 22 – Horas de Formação
Responsabilidade Social
No âmbito da Responsabilidade Social orientada para os Colaboradores foram desenvolvidas diversas iniciativas, sendo de destacar, na vertente da saúde e do bem-estar, a realização de um conjunto de rastreios, desde a recolha de sangue, o rastreio de doenças oculares, a identificação de risco cardiovascular, a avaliação da condição física e um rastreio nutricional, entre outras actividades.
À semelhança do ano anterior, A SIVA continuou a colaborar com a Câmara Municipal da Azambuja, participando no projecto “As Viagens do Zambujinho”. Este projecto procura abranger, de forma transversal, o contacto com a realidade do Concelho e consequentemente com os munícipes, permitindo a transmissão de experiências que conduzam à interpretação pessoal e individual das práticas vivenciadas.
A Câmara considerou que a SIVA é um modelo que contribui para a valorização do Concelho e que é fundamental para o enriquecimento da Rota da Indústria – Freguesia de Vila Nova da Rainha. A “cultura de parcerias” entre a Escola e a Comunidade é condição favorável para a sustentabilidade da cultura local. Deste modo, a visita dos alunos do 1.º CEB de duas escolas do Concelho às nossas instalações permitem que os intervenientes fiquem a conhecer as potencialidades da nossa organização.
No âmbito da Responsabilidade Social externa, foram desenvolvidas iniciativas com a participação dos Colaboradores no apoio a Instituições de Solidariedade Social.
No Natal foi lançada a campanha “árvore solidária” recolhendo e reaproveitando brinquedos, bem como roupa e calçado, que foram oferecidos às crianças da Casa Pombal – A Mãe. Esta Instituição de Solidariedade Social situada em Aveiras de Cima, Concelho da Azambuja, onde a SIVA está localizada, recebe crianças que são retiradas do seu agregado familiar por motivo de abandono ou negligência. O Grupo SAG participou na campanha de recolha de bens de primeira necessidade para a Casa do Parque.
9,839 694
Horas de Formação AA00 Horas de Formação DRH
V. ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA E GESTÃO DE RISCOS
Em Junho de 2013, a SAG Gest adoptou antecipadamente, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2013, as actuais versões da IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas, da IFRS 11 – Empreendimentos Conjuntos e da IFRS 12 – Divulgação de Interesses Detidos em Outras Entidades, bem como da IAS 27 – Demonstrações Financeiras Separadas e da IAS 28 – Investimentos em Associadas e em Empreendimentos Conjuntos (“Joint Ventures”). Estas Normas são de aplicação obrigatória a partir de 1 de Janeiro de 2014, tendo a SAG Gest optado pela sua aplicação antecipada.
Adicionalmente, a participação da SAG Gest na Unidas deixou de ser considerada estratégica, tendo-se concluído que a recuperação do valor investido pela SAG Gest na Unidas, que actualmente corresponde a 34,75% do respectivo capital social, se irá concretizar através da sua venda, e não pelo seu uso continuado, pelo que foi decidido passar a considerar este investimento como “Activo Não Corrente Detido Para Venda”, com efeitos a partir de 1 de Julho de 2013 e de acordo com o IFRS 5 – Activos Não Correntes Detidos Para Venda e Operações Descontinuadas.
Em consequência destas alterações:
1. No período compreendido entre 1 de Janeiro de 2013 e 30 de Junho de 2013, a Unidas foi incluída nas Demonstrações Financeiras Consolidadas da SAG Gest através do Método da Equivalência Patrimonial. Em 2014, as Demonstrações Financeiras Consolidadas não incluem a apropriação da parcela dos resultados desta Participada.
2. A partir de 1 de Julho de 2013, o valor do investimento da SAG Gest na Unidas passou a ser considerado como “Activo Não Corrente Detido Para Venda”, pelo que deixou de ser reconhecida, no resultado consolidado da SAG Gest, a apropriação do respectivo resultado, na proporção (34,75%) da participação da SAG Gest no capital daquela Sociedade Brasileira.
Pela mesma razão, os capitais próprios consolidados deixam de ser afectados pelo impacto das variações cambiais associadas a este investimento e às flutuações da taxa de câmbio do Real Brasileiro contra o Euro. O valor do investimento manteve-se sem alterações durante o exercício de 2013, uma vez que, em 31 de Dezembro de 2013, não se verificavam indícios de imparidade.
Volume de Negócios e Margens
O Volume de Negócios Consolidado registado em 2014 foi de Eur 487,1 milhões, correspondendo a um acréscimo de 20,1% face ao reportado em 2013.
Gráfico 23 – Evolução do Volume de Negócios (milhões de Eur)
Na área da Distribuição, o volume de negócios foi Eur 371,4 milhões e, no Retalho Automóvel, foi de Eur 114,5 milhões representando, respectivamente, um aumento de Eur 72,1 milhões e um aumento de Eur 12,3 milhões, em comparação com os valores registados em 2013.
Gráfico 24 – Evolução do Volume de Negócios da Distribuição e Retalho (Portugal) (milhões de Eur)
Gráfico 25 – Peso de cada Área de Negócios no Volume de Negócios em 2014 (% do total)
O valor da Margem Efectiva Consolidada foi de Eur 62,1 milhões registando um aumento de 21,4% em relação a 2013. Em percentagem do Volume de Negócios, a Margem Efectiva manteve-se sensivelmente idêntica à verificada em 2013, tendo-se situado em 12,8%.
Quadro 4 – Decomposição do Volume de Negócios e Margem Efectiva
Resultado Operacional
Os Custos Operacionais registados em 2014 foram de Eur 41,9 milhões, valor que se compara com Eur 39,3 milhões verificados no ano anterior, o que correspondeu a um aumento de 6,6%
(Eur 2,6 milhões). Este aumento foi originado pelo acrescido investimento publicitário realizado para suportar o reconhecimento das Marcas comercializadas pela Subsidiária SIVA. Este investimento adicional, que atingiu cerca de Eur 3,0 milhões, representou um aumento de 51,2%
em relação aos valores dos Custos Comerciais registados em 2013.
Os custos de estrutura apresentaram uma redução de 0,7% (Eur 0,2 milhões), reflectindo o resultado da continuação da implementação de medidas de redução de custos e de ganhos de eficiência.
O EBITDA atingiu assim o valor de Eur 20,2 milhões, o que representa um aumento de 70,3% em relação a 2013.
O EBIT Consolidado de 2014 foi negativo em Eur 27,7 milhões, menos Eur 36,6 milhões do que no ano anterior, tendo este valor sido afectado pelas seguintes situações não recorrentes:
a) A rubrica de amortizações apresenta um aumento de cerca de Eur 1,8 milhões, que resulta do facto de, em 2013, ter sido reconhecido um crédito não recorrente de cerca de Eur 2,2 milhões referente à correcção de custos registados em anos anteriores;
b) Foi reconhecida uma imparidade de cerca de Eur 44,1 milhões, de maneira a que o valor da participação na Unidas S/A detida pela SAG Gest passasse a reflectir o respectivo valor de mercado. Este valor foi determinado com base nos seguintes factores:
i. A avaliação independente da Unidas S/A efectuada em Agosto de 2014 apontava no sentido de o valor (“equity value”) da Unidas S/A se situar num intervalo compreendido entre R$ 1.153 milhões e R$ 1.371 milhões, com um cenário central de R$ 1.254 milhões. Considerando estes valores, e a taxa de câmbio em vigor em 31 de Dezembro de 2014 (Eur 1 = R$ 3,215787), o valor da participação da SAG Gest na Unidas S/A seria compreendida entre Eur 148,2 milhões e Eur 124,6 milhões, com um cenário central de Eur 135,5 milhões. Esta situação, que se deve essencialmente à acentuada desvalorização do Real Brasileiro em relação ao Euro, indiciava desde logo o facto de se encontrar em imparidade o valor de livros pelo qual esta participação se encontrava registada (Eur 157,6 milhões);
ii. No âmbito das iniciativas realizadas relativamente à venda da participação detida pela SAG Gest, foi possível obter indicações de preço que se situam aproximadamente 15%
abaixo do cenário central atrás mencionado, reforçando os indícios de imparidade em relação ao valor de livros da participação detida pela SAG Gest;
iii. Em face destes dados, entendeu-se ser adequado considerar que o valor pela qual a participação que a SAG Gest detém na Unidas S/A fosse ajustado para cerca de Eur 113,5 milhões, que corresponde à avaliação interna do valor de mercado nas actuais circunstâncias e para uma venda a curto prazo daquela participação.
Excluindo o valor da imparidade relativa à participação da Unidas S/A, o EBIT consolidado seria Eur 16,4 milhões, valor cerca de 85% superior ao registado no ano anterior (Eur 8,9 milhões).
Quadro 5 – Detalhe da Demonstração de Resultados até ao EBIT
Resultado Financeiro
O Resultado Financeiro Consolidado registado em 2014 correspondeu a um custo líquido de Eur 22,4 milhões, conforme o Quadro 6.
Quadro 6 – Detalhe da Resultado Financeiro Consolidado (milhares de Eur)
A evolução negativa no Resultado Financeiro inclui o efeito do não reconhecimento, a partir do 2º Semestre de 2013, da apropriação da parte do resultado da Unidas correspondente à participação detida pela SAG Gest (que, em 2013 foi de Eur 2,3 milhões), do incremento de cerca de Eur 1,5 milhões associado às garantias bancárias adicionais necessárias para acomodar o aumento das compras de viaturas, e da redução de cerca de Eur 3,1 milhões nos proveitos decorrentes da redução da taxa de juro cobrada em aplicações financeiras em Partes Relacionadas. Os custos financeiros incorridos com a dívida bancária mantiveram inalterados em relação aos que foram registados no ano anterior.
Resultado Líquido Consolidado
O Resultado Líquido Consolidado atribuível à SAG Gest de 2014 foi negativo em Eur 55,4 milhões (Eur 15.6 milhões em 2013), reflectindo essencialmente o impacto da imparidade relativa ao valor da participação detida na Unidas. Excluindo este significativo impacto, o Resultado Líquido Consolidado atribuível à SAG Gest, embora ainda negativo em Eur 11,3 milhões, apresentaria uma evolução favorável de 27,7% em relação ao resultado alcançado no ano anterior.
Quadro 7 – Detalhe do Resultado Líquido Consolidado
Dívida Consolidada
A Dívida Líquida Consolidada do Grupo SAG em 31 de Dezembro de 2014 era de Eur 285,5 milhões, que representa um aumento de Eur 21,3 milhões em comparação com o valor de Dezembro de 2013.
O perfil da maturidade expectável do endividamento da SAG Gest em Portugal, referido a 31 de Dezembro de 2014, está ilustrado no Gráfico 26.
Cerca de 80% do valor da dívida consolidada foi renegociada em Dezembro de 2010, tendo o respectivo vencimento sido alargado para 31 de Dezembro de 2013 e, subsequentemente, em Agosto de 2013, com a respectiva maturidade novamente redefinida para Dezembro de 2015.
Encontram-se já em curso as negociações com vista à extensão destas maturidades.
Gráfico 26 – Maturidade expectável da Dívida Contratada em Portugal no final de 2014 (valores nominais, em milhões de Eur)
297.4
4.8
2015 2016 e seguintes
Situação Líquida
Os Capitais Próprios Consolidados da SAG Gest, no final de 2014, eram negativos em Eur 28,4 milhões. A redução de Eur 56,3 milhões verificado em relação ao valor apresentado em 31 de Dezembro de 2013 (Eur 27,9 milhões) resulta dos resultados negativos registados em 2014 – que, como acima ser refere, se encontram negativamente influenciados pelo valor da imparidade de cerca de Eur 44,1 milhões que afectou o valor da participação detida na Participada Unidas S/A – e do reembolso parcial (Eur 1,1 milhões) de Prestações Acessórias de Capital.
Neste contexto, o Conselho de Administração da SAG Gest propôs à Accionista Principal S.A. o reforço das Prestações Acessórias realizadas por esta Accionista em Eur 35 milhões, através da realização de uma operação semelhante à realizada em Agosto de 2013, que permita a reversão desta situação de Capitais Próprios Consolidados negativos na SAG Gest.
No âmbito da Assembleia Geral Anual de Accionistas será apresentada uma proposta para a concretização desta operação ainda durante o 1º Semestre de 2015, o que irá igualmente permitir reduzir, em igual montante (Eur 35 milhões), o endividamento consolidado e, consequentemente, os custos financeiros suportado pela SAG Gest.
Adicionalmente, a SAG Gest, o seu principal Accionista e os principais Bancos credores iniciaram já conversações com vista a uma recomposição da situação patrimonial da SAG Gest que garanta a sua sustentabilidade, através da criação de condições que permitam estabilizar a situação dos seus Capitais Próprios e assegurar um nível de endividamento da SAG Gest, em valor e em prazo consentâneos com a rentabilidade das suas actividades.
Rácios Financeiros
A evolução dos rácios financeiros mais significativos foi como segue:
Quadro 8 – Rácios Financeiros
2014 2013
Resultado Líquido Atribuível à SAG Gest / Activo (9,87) (2,98)
Resultado Líquido Atribuível à SAG Gest / Capital Próprio Ajustado (23,02) (5,25)
Dívida Financeira Líquida / Capital Próprio Ajustado 118,65 88,98
Dívida Financeira Médio e Longo Prazo / Dívida Financeira Total 1,61 70,23
EBITDA / Juros Líquidos (0,90) (0,67)
Capital Próprio Ajustado / Activo 0,43 0,57
Dívida Financeira Líquida / EBITDA 14,10 22,23
No cálculo dos rácios acima apresentados foram considerados os seguintes valores:
Quadro 9 – Bases para Cálculo dos Rácios Financeiros
No cálculo das rúbricas acima apresentadas foram considerados os seguintes conceitos:
• EBITDA = Volume de Negócios – Custo das Vendas – Custos Operacionais + Outros Proveitos Operacionais – Outros Custos Operacionais
• Juros Líquidos = Juros Pagos – Juros Recebidos +/- Diferenças de Câmbio resultantes de coberturas referentes a juros de empréstimos denominados em moeda estrangeira
• Ajustamento Total = valor das diferenças de consolidação apurado aquando da primeira consolidação das Demonstrações Financeiras da SAG Gest
• Capital Próprio Ajustado = Capital Próprio + Ajustamento Total
• Dívida Financeira Total = Dívida Financeira de Curto Prazo + Dívida Financeira de Médio e Longo Prazo
• Dívida Financeira Líquida = Dívida Financeira Total – Disponibilidades
EUR ('000) 2014 2013
EBITDA 20.248 11.888
Juros Líquidos (22.412) (17.646)
Resultado Líquido Atribuível à SAG Gest (55.411) (15.578)
Capital Próprio (28.409) 27.884
Ajustamento Total 269.069 269.069
Capital Próprio Ajustado 240.660 296.954
Total do Passivo 589.791 494.498
Dívida Financeira - Curto Prazo 297.363 82.813
Dívida Financeira - Médio e Longo Prazo 4.880 195.336
Dívida Financeira Total 302.243 278.149
Disponibilidades (16.695) (13.931)
Dívida Financeira Líquida 285.548 264.219
Total do Activo 561.381 522.382
Rentabilidade para o Accionista e Dividendos
O Conselho de Administração não irá propor qualquer distribuição de dividendos com referência ao exercício de 2014, face ao resultado líquido consolidado negativo registado no exercício.
Comportamento Bolsista das Acções
A cotação bolsista da acção SAG encerrou o ano 2014 com a cotação de Eur 0,20 que corresponde a uma desvalorização de 44,4% em relação à cotação em 31 de Dezembro de 2013.
A acção SAG chegou a ser transaccionada ao valor máximo de Eur 0,49 em Janeiro de 2014.
Gráfico 27 – Evolução da Cotação (Eur)
Gestão de Riscos
A Política de Gestão de Riscos da SAG Gest tem como objectivos assegurar a correcta identificação dos riscos associados aos negócios desenvolvidos pelas suas Subsidiárias e Participadas, bem como adoptar e implementar as medidas necessárias para minimizar os impactos negativos que evoluções adversas dos factores subjacentes a esses riscos possam ter na estrutura financeira do Grupo e na respectiva sustentabilidade.
A identificação de risco das Empresas materialmente relevantes do Grupo SAG permitiu identificar que os principais riscos a que o Grupo se expõe são os seguintes:
Risco Estratégico
O plano estratégico formulado em 2008 e que incluiu a alienação, já concluída, de vários activos não estratégicos, tinha e tem como objectivo fundamental assegurar a sustentabilidade do Grupo SAG, e previa a adopção de medidas que assegurassem a maximização do valor da participação detida na Unidas, para que a sua alienação permitisse a redução do endividamento do Grupo e, consequentemente, a reposição consistente e sustentável dos níveis de rentabilidade tradicionais do Grupo, bem como a implementação de um plano de reembolso dos suprimentos efectuados à Accionista SGC - SGPS.
A implementação dos passos finais deste plano está exposta a dois riscos principais:
1. O regresso do mercado automóvel Português a níveis que permitam que as actividades do Grupo nas áreas da Distribuição e do Retalho Automóvel aumentem a respectiva rentabilidade, em linha com a sua tendência histórica. A evolução do mercado automóvel durante o ano de 2014, e as perspectivas positivas para 2015, parecem apontar neste sentido.
De facto, o mercado ainda estará, em 2015, longe do seu nível estimado de equilíbrio e, da evolução que ocorrer neste ano e nos seguintes, dependerá o retorno a resultados mais
expressivos das actividades de importação e retalho, indispensáveis à rentabilidade global da SAG.
2. A concretização da venda da participação da SAG Gest na Unidas e por valores adequados.
As perspectivas de evolução da economia Brasileira e o comportamento dos seus mercados cambial e de capitais no ano de 2015 constituem os factores de risco mais determinantes para o sucesso desta transacção.
Dependência de Fornecedores
O negócio da Subsidiária SIVA, S.A. assenta em Contratos de Distribuição celebrados com o Grupo Volkswagen AG, por tempo indeterminado, sujeitos ao Regulamento Comunitário aplicável, que têm vindo a ser integralmente cumpridos e que se mantêm em vigor desde há mais de 25 anos. No entanto, a manutenção destes Contratos está dependente de factores que incluem a manutenção da política de distribuição do Grupo Volkswagen, e a “performance” das Marcas representadas no mercado Português.
Riscos Financeiros
Os principais riscos financeiros identificados são riscos de liquidez, cambial, de exposição às variações das taxas de juro e o risco de crédito.
A gestão do risco de liquidez procura um acompanhamento e medição dinâmica daquele tipo de risco, por forma a assegurar o cumprimento de todas as responsabilidades financeiras de curto e médio prazo (“cash outflows”) por parte das Empresas do Grupo SAG para com as entidades com as quais se relacionam na sua actividade.
O actual contexto económico em Portugal, em especial no que respeita à disponibilidade de financiamento, tem vindo a provocar um substancial aumento dos riscos de liquidez, a que o Grupo tem respondido com uma criteriosa e intensa gestão dos seus fluxos de caixa, e uma permanente comunicação com as mais importantes Instituições Financeiras Portuguesas.
A gestão do risco cambial controla o impacto que movimentos das taxas de câmbio podem ter no valor patrimonial do Grupo, e procura assegurar uma medição precisa e uma gestão dinâmica do risco cambial global. A política de gestão de risco cambial adoptada estabelece, ainda, quer os limites de exposição deste risco, quer os graus de cobertura adequados. No entanto, optou-se por não contratar quaisquer instrumentos de cobertura para este efeito, devido aos potenciais impactos que os instrumentos de cobertura disponíveis podem gerar ao nível da liquidez do Grupo.
A gestão do risco de taxa de juro tem por objectivo assegurar uma medição e administração dinâmica deste risco, através da definição e estabelecimento de limites de exposição da Demonstração da Situação Patrimonial e da Demonstração do Resultado Integral do Grupo a variações das taxas de juro. Através da política de controlo adoptada procuram-se seleccionar as estratégias adequadas para cada área de negócio, com o objectivo de assegurar que este factor de risco não afecta negativamente a respectiva capacidade operacional. Por outro lado, é ainda monitorizada a exposição ao risco de taxa de juro, mediante a simulação de cenários adversos, mas com algum grau de probabilidade, que possam afectar negativamente os resultados do Grupo.
Na gestão do risco de crédito é acompanhada mensalmente a evolução da carteira de Clientes do Grupo, bem como a exposição de cada unidade de negócios. O Grupo tem em vigor, desde 2001, um Manual de Risco de Crédito, onde se encontram estabelecidas as políticas, critérios e procedimentos a adoptar na área de controlo de crédito. O Manual de Risco de Crédito, que é
Risco Operacional
A gestão do risco operacional assenta na atribuição de responsabilidades funcionais e na definição formal de procedimentos de controlo interno, ao nível das áreas de negócio.
VI. PERSPECTIVAS PARA 2015
A. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO MACROECONÓMICA 1. Enquadramento Internacional
Em 2015 a Economia mundial deverá crescer pouco acima de 3,5%, segundo as estimativas do FMI.
Esta evolução do PIB deverá resultar de ritmos de recuperação diferenciados: prevê-se que nos países avançados passe de 1,8% em 2014 para 2,4% em 2015, enquanto nos países emergentes e em desenvolvimento deverá manter-se: 4,3% e 4,4% respectivamente.
A Zona Euro deverá acelerar de 0,8% para 1,2%, com a maioria dos países a contribuírem positivamente. Os EUA deverão crescer 3,6% (2,4% em 2014), o Reino Unido 2,7% (vs. 2,6%), o Japão 0,6% (vs. 0,1%). A Rússia entra em recessão (-3% vs. 0,6%), o Brasil mantém-se estagnado (0,3% vs. 0,1%) e a China deverá abrandar de 7,4% para 6,8%, ainda assim continuando a ser o principal motor da economia mundial.
Quadro 10 – Economia Internacional – Principais Indicadores em 2013 – 2015
Fontes: FMI, WEO update, Dez. 2014 e BdP, Boletim Económico Inverno, Dez. 2014
1 Juros CP: Euribor a 3 meses; fonte: BdP
A procura externa deverá acelerar ligeiramente tal como o PIB mundial. Prevê-se que os preços do petróleo mantenham elevada volatilidade, com a previsão de que, no final do ano, se possa registar alguma tendência de subida face aos actuais patamares, e que se mantenha a tendência de depreciação do Euro, quer em termos nominais efectivos, quer face ao Dólar Americano. As taxas de juro deverão manter-se em níveis historicamente muito baixos.
2. Economia Portuguesa
Em 2015, prevê-se que o PIB registe uma recuperação mais pronunciada e que possa crescer 1,6%.
Quadro 11 – Portugal – Principais Indicadores em 2013 – 2015
2013 2014 (E) 2015 (P)
PIB mundial (% tvr) 3,3 3,3 3,5
PIB zona euro (% tvr) -0,5 0,8 1,2
Procura externa para Portugal (% tvr) 1,6 3,5 3,7
Preço do petróleo (brent, USD/barril) 108,8 101,2 85,6
Taxa de câmbio USD/EUR (média anual) 1,33 1,33 1,25
Taxa de juro de curto prazo (média anual, %) 1 0,2 0,2 0,1
2013 2014 2015 (P)
PIB (% tvr) -1,4 1,0 1,6
Consumo Privado (% tvr) -1,4 2,1 1,8
Consumo Público (% tvr) -1,9 -0,4 -0,3
Investimento (FBCF) (% tvr) -6,3 2,4 2,9
Procura Interna (% tvr) -2,3 1,6 1,6
Exportações (% tvr) 6,4 3,8 5,0
Importações (%tvr) 3,6 5,9 4,9
Inflação (IHPC) – médias (% tvr) 0,4 -0,2 0,1
Taxa de desemprego (% pop act.) 16,2 13,9 13,4
Défice Público (% PIB) -4,9 -4,6 -3,2
Dívida Pública (% PIB) 128,0 128,9 124,5
O crescimento da procura interna deverá manter-se em 1,6%, enquanto se espera um contributo positivo das exportações líquidas, repondo a situação observada em 2012-2013.
A actividade no sector privado deverá registar um crescimento superior ao PIB, devendo continuar a reduzir-se no sector público, embora a ritmo progressivamente menor.
Após uma quebra acumulada de quase 10% no período 2009-2013, o consumo privado deverá crescer pelo 2º ano consecutivo próximo dos 2%, embora ainda condicionado por uma evolução desfavorável do rendimento disponível real e pelo elevado nível de endividamento das famílias.
O investimento (FBCF) continuará a recuperar da queda acumulada de 36% registada entre 2009 e 2013, devendo mesmo acelerar em relação a 2014. A recentemente anunciada injecção de fundos por parte do BCE poderá vir a permitir alguma melhoria das condições de financiamento à actividade económica.
A inflação manter-se-á próxima de zero, e o Desemprego deverá continuar a registar uma evolução positiva.
B. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO DO MERCADO AUTOMÓVEL Portugal
Com base no cenário macroeconómico acima descrito, prevê-se que em 2015 o mercado automóvel continue a apresentar sinais de recuperação, mantendo-se embora em níveis historicamente baixos.
Assim, a previsível manutenção da tendência de crescimento que se verificou durante os 18 meses que terminaram em 31 de Dezembro de 2014 deverá permitir uma retoma sustentada do mercado.
C. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO DAS ACTIVIDADES DO GRUPO
Num enquadramento económico em Portugal que, embora com alguns riscos, se perspectiva mais favorável, o Grupo continuará a focar as suas actividades nas áreas do Comércio Automóvel (Importação, Distribuição e Retalho das Marcas Volkswagen – Veículos de Passageiros, Volkswagen – Veículos Comerciais, Audi, Skoda e Viaturas de Luxo Bentley e Lamborghini), com o objectivo de reforçar e consolidar a sua posição de liderança no mercado nacional.
A continuação de uma evolução positiva do mercado automóvel português deverá permitir continuar a melhorar o desempenho da SAG Gest em Portugal de maneira a que, em conjunto com a restruturação/redução da dívida, o reforço dos capitais próprios da SAG Gest, e a alienação da Participada Unidas S/A, seja possível atingir, já em 2015, resultados líquidos positivos e uma conta de resultados estruturalmente rentável e sustentável no médio prazo.
VII. NOTA FINAL
Em cumprimento das disposições legais e estatutárias, o Conselho de Administração submete à apreciação dos Accionistas o Relatório e Contas Consolidado, referente ao exercício de 2014, na firme convicção de que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação nele contida foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira a apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da SAG Gest e das Empresas incluídas no perímetro da consolidação, e que o Relatório de Gestão expõe
incluídas no perímetro da consolidação e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
Alfragide, 22 de Abril de 2015
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
João Manuel de Quevedo Pereira Coutinho Carlos Alexandre Antão Valente Coutinho Esmeralda da Silva Santos Dourado Fernando Jorge Cardoso Monteiro José Maria Cabral Vozone
Luis Miguel Dias da Silva Santos Pedro Roque de Pinho de Almeida Rui Eduardo Ferreira Rodrigues Pena