Apêndice 4
Resultados do registo do evento de queda
Resultados da consulta dos registos do evento de queda entre de
01-01-2012 a 01-09-2012 em doentes com mais de 65 anos
(consultados registos a 04-10-2012)1- Sexo
Gráfico 1 – Sexo dos clientes idosos que sofreram quedas
Resultados: Conforme podemos constatar pela observação do gráfico, 67% dos clientes idosos que sofreram quedas neste período de internamento foram do sexo masculino, sendo os restantes do sexo feminino.
2- Idade
Idades
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Doentes
Idades
Gráfico 2 – Idades dos clientes idosos que sofreram quedas
3- Turnos
Quedas
0 1 2 3 4 5 6
Manha Tarde Noite
Turnos
Quedas
Gráfico 3 – Turnos em que os clientes idosos sofreram quedas
Resultados: Constata-se que 4 das 6 quedas do cliente idoso ocorreram no turno da noite.
4- Lotação do serviço
92% 93% 94% 95% 96% 97% 98% 99% 100% 101%
Quedas
Lotação do serviço
Gráfico 4 – Lotação do serviço aquando do incidente de quedas da pessoa idosa
5- Número de Enfermeiros prestadores de cuidados
Gráfico 5 – Nº de Enfermeiros prestadores de cuidados aquando do incidente de quedas
Resultados: O número de enfermeiros em cada um dos turnos apresenta-se como rácio de segurança para as necessidades em cuidados dos doentes.
6- Queda presenciada
Gráfico 6 – Quedas presenciadas/não presenciadas
7- Motivo Motivo 0 1 2 3 4 5 6
A B C D
Motivo
Gráfico 7 – Motivo de quedas
Resultados: Constata-se que 5 das 6 quedas nos clientes idosos foram motivadas pelo estado de saúde do cliente (alteração do estado mental, da mobilidade, necessidades fisiológicas, défices sensoriais, patologias especificas como Parkinson, demências, síndrome vertiginoso, alcoolismo, adição e situações de pós operatório). Estas são consideradas causas intrínsecas.
A- Estado de Saúde: quedas
relacionadas com o estado de
saúde do doente (alteração do
estado mental, da mobilidade,
necessidades fisiológicas, défices
sensoriais, patologias especificas
como Parkinson, demências,
síndrome vertiginoso, alcoolismo,
adição e situações de pós
operatório).
B-Resposta ao tratamento,
medicação ou anestesia
C-Factores ambientais ou físicos:
quedas relacionadas com as
condições adversas do ambiente e
equipamento (calçado e vestuário
inadequados, piso molhado,
iluminação insuficiente e
equipamento deteriorado,
inexistente ou mal utilizado)
8- Escala de Glasgow
Escala de Glasgow
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5
14 15
Escala de Glasgow
Gráfico 8 – Avaliação da consciência da pessoa idosa que sofreu quedas através do instrumento de avaliação da Escala de Glasgow
Resultados: Verificamos que 4 dos 6 clientes idosos que sofreram quedas apresentavam score 15 na escala de Glasgow e os restantes 14.
9- Origem
Origem
0 1 2 3 4 5 6
Deambulação Cama Cadeirão
Origem
Gráfico 9 – Origem da queda
10
-
Consequências do evento de queda Consequencias 0 1 2 3 4 5 61 2 3 4 5
Consequencias
Gráfico 10 – Consequências das quedas
Resultados: Verificamos que todas as quedas tiveram consequências, sendo que 4 delas foram de grau ligeiro: consequências sintomáticas/sintomas ligeiros/perda de funções/danos mínimos ou intermédios de curta duração sem intervenção ou com intervenções mínima. 2 das quedas foram de grau moderado - consequências sintomáticas/requer intervenção, aumento do período de internamento, ou causou danos permanentes ou a longo prazo ou perda das funções.
1-Nenhum: consequência
assintomática/sem sintomas
detectados, não necessita de
tratamento
2-Ligeiro: consequências
sintomáticas/sintomas
ligeiros/perda de funções/danos
mínimos ou intermédios de curta
duração sem intervenção ou com
intervenções mínimas
3-Moderado: consequências
sintomáticas/requer intervenção,
aumento do período de
internamento, ou causou danos
permanentes ou a longo prazo ou
perda das funções
4-Grave: Consequência
sintomática/requer intervenção para
salvar a vida ou grande intervenção
médica/cirúrgica, encurta a
esperança de vida ou causa
11- Intervenções
0 1 2 3 4 5 6 7
Intervenções de Enfermagem
Exame fisico
Avaliação dos sinais vitais
Comunicação ao médico
Ensino e orientação do doente
Adequação do espaço fisico
Aplicação de gelo
Realização de penso
Contenção farmacológica
Contenção fisica
Observação médica
Outras
Gráfico 11 – Intervenções realizadas após quedas
12- Avaliação prévia do risco de queda
Gráfico 12 – Avaliação do risco de queda previamente
Resultados: Constatou-se que em todos os clientes idosos que sofreram quedas neste período tinha-se efetuado uma avaliação prévia através do instrumento de avaliação do risco de queda preconizado para o hospital (Escala de Morse).
13- Grelha de avaliação do Risco de Queda
Resultados: Através do gráfico constata-se que 60% dos clientes idosos que sofreram quedas neste período de tempo apresentavam, segundo o instrumento de avaliação do risco de queda (Escala de Morse), alto risco de queda.
14- Reavaliação de complicações após 48h
Gráfico 14 – Reavaliação de complicações após 48h
Resultados: Constatamos que 5 das 6 quedas dos clientes idosos não foram reavaliados após 48h.
Principais ilações: A média de idades dos clientes idosos que sofreram quedas durante esse período foi de 73,6%.A idade avançada aumenta o risco de quedas (Lakatos et al, 2009). Estas são um problema significativo, especialmente em clientes mais velhos (Deutsches Netzwerk für Qualitätsentwicklung in der Pflege, 2005).
Verificou-se que nenhuma das quedas foi presenciada. Estes resultados vão ao encontro do estudo realizado por Fonda et al. (2006), em que durante 2 anos que durou a sua investigação num hospital em Melbourne, Austrália, verificou que da totalidade das quedas ocorridas, 82% não foram observadas.
Cinco das seis quedas nos clientes idosos foram motivadas pelo estado de saúde do cliente (alteração do estado mental, da mobilidade, necessidades fisiológicas, défices sensoriais, patologias especificas como Parkinson, demências, síndrome vertiginoso, alcoolismo, adição e situações de pós operatório). Estas são consideradas causas intrínsecas. De acordo com Evans et al., (2001) os fatores de risco para quedas em clientes hospitalizados mais comuns são os intrínsecos.
Das 6 quedas 4 ocorreram no leito do cliente, o que vai ao encontro do estudo de Williams et al. (2007) que relata que o local do hospital onde ocorreram mais quedas foi nos quartos dos clientes (76%), e na casa de banho (11%).
Verificámos que todas as quedas tiveram consequências, sendo que 4 delas foram de grau ligeiro: consequências sintomáticas/sintomas ligeiros/perda de funções/danos mínimos ou intermédios de curta duração sem intervenção ou com intervenções mínima. Foram de grau moderado 2 das quedas – consequências sintomáticas/requer intervenção, aumento do período de internamento, ou causou danos permanentes ou a longo prazo ou perda das funções.
Observámos que após o registo de quedas foram avaliados a todos os clientes os sinais vitais. Em 5 dos clientes foi feito um exame físico e, a aplicação de gelo. A comunicação ao médico do evento de queda, o ensino, a orientação do cliente e a observação médica foram realizados em 4 indivíduos. Foi feita adequação do espaço físico em 3 clientes. Houve necessidade de realizar contenção física em 2 idosos, bem como a realização de penso.
Apêndice 5
Questionário realizado aos enfermeiros
Questionário
No âmbito do Mestrado em Enfermagem Médico-cirúrgica – vertente A Pessoa Idosa está a ser realizado um projeto na área da “Prevenção de quedas na pessoa idosa hospitalizada: parceria como intervenção de enfermagem para a promoção do cuidado de Si.”
Assim, peço a vossa colaboração para o preenchimento do seguinte questionário:
Parte I: Caracterização da amostra
1- Sexo Masculino □
Feminino □
2- Idade ____
3- Nível mais elevado da sua formação em Enfermagem:
• Bacharelato em Enfermagem ou equivalência □
• Licenciatura em Enfermagem □
• Mestrado □
• Doutoramento □
4- Categoria Profissional:
• Enfermeiro □
• Enfermeiro Graduado □
• Especialista □
5- Experiência na prestação direta de cuidados de Enfermagem (nº de anos) _______ Parte II – Auto Percepção
6- Indique qual o grau de importância que atribui á avaliação do risco de queda:
• Muito importante □
• Importante □
• Relativamente importante □
• Pouco importante □
• Nada importante □
7- Qual a importância que atribui à existência de uma norma de procedimento de Prevenção e Monitorização das quedas, como instrumento orientador das boas práticas?
• Muito importante □
• Importante □
• Relativamente importante □
• Pouco importante □
Parte III – Auto avaliação
8- Conhece e analisou a Norma nº3 – Prevenção e monitorização de quedas do CHLN? Sim □
Não □
Se respondeu sim a esta questão deverá responder às questões 9 e 10
Se respondeu não a esta questão não deverá responder às questões 9 e 10
9- Na sua prática diária tem em conta as intervenções preconizadas na norma nº3 para doentes de Baixo e Médio Risco?
• Sempre □
• Quase sempre □
• Algumas vezes □
• Poucas vezes □
• Nunca □
10- Na sua prática diária tem em conta as intervenções preconizadas na norma nº3 para doentes de Elevado Risco?
• Sempre □
• Quase sempre □
• Algumas vezes □
• Poucas vezes □
• Nunca □
11- Utiliza o instrumento de avaliação (Escala de Morse) para avaliar o risco de queda do doente nas primeiras 24horas do internamento?
• Sempre □
• Quase sempre □
• Algumas vezes □
• Poucas vezes □
• Nunca □
12- Efetua uma reavaliação do risco de queda com uma periodicidade máxima de 7 em 7 dias?
• Sempre □
• Quase sempre □
• Algumas vezes □
• Poucas vezes □
13- Efetua uma reavaliação do risco de queda sempre que a situação clínica do doente o justifique?
• Sempre □
• Quase sempre □
• Algumas vezes □
• Poucas vezes □
• Nunca □
14- Efetua uma reavaliação do risco de queda no momento da alta (excepto em caso de óbito)?
• Sempre □
• Quase sempre □
• Algumas vezes □
• Poucas vezes □
• Nunca □
15- Faz registo de todas as intervenções que realiza?
• Sempre □
• Quase sempre □
• Algumas vezes □
• Poucas vezes □
• Nunca □
16- Quando ocorre uma queda utiliza o impresso de registo de incidente de queda preconizado na instituição onde desempenha funções?
• Sempre □
• Quase sempre □
• Algumas vezes □
• Poucas vezes □
• Nunca □
17- Necessita de formação na área da avaliação do risco de queda? Sim □
Não □
18- Necessita de formação na área da prevenção do risco de queda da pessoa idosa? Sim □
Não □
19- Indique sugestões para melhorar a intervenção na área da prevenção do risco de queda na pessoa idosa
______________________________________________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________________________________
Apêndice 6
Resultados dos questionários realizados aos Enfermeiros
Parte I - Caracterização da Amostra
1.1- Sexo
O total de enfermeiros é 22, 17 do sexo feminino e 5 do sexo masculino.
1. 2 – Idade
A média de idades dos Enfermeiros que exercem funções no Serviço de Pneumologia II – Unidade de Insuficiência Respiratória é de 32,18 anos. O mais velho com 51 e o mais novo com 24 anos.
1. 3 - Nível mais elevado de formação em Enfermagem
Todos os Enfermeiros que exercem funções neste serviço possuem licenciatura em Enfermagem.
1.4 - Categoria profissional
Um enfermeiro tem a categoria profissional de enfermeiro especialista, sete de enfermeiro graduado e 14 de enfermeiro.
1.5 - Número de anos de experiência profissional na prestação direta de
cuidados de enfermagem
Parte II – Auto - Percepção
2.1 - Grau de importância que atribui à avaliação do risco de queda
12 Enfermeiros consideram que a avaliação do risco de queda é muito importante e 10 Enfermeiros consideram que é importante
2.2 – Grau de importância que atribui à existência de uma norma de
12 Enfermeiros consideram importante a existência de uma norma de procedimento de prevenção e monitorização das quedas, como instrumento orientador das boas prática e 10 Enfermeiros consideram-na muito importante.
Parte III – Auto- avaliação
3.1 – Conhecimento e análise da Norma número 3 do CHLN – Prevenção e
monitorização de quedas
3.2 – Implementação na prática diária das intervenções preconizadas na
norma nº3 do CHLN em doentes com baixo e médio risco de queda
3 Enfermeiros responderam que na sua prática diária implementam sempre as intervenções preconizadas na norma nº3 nos doentes de baixo e médio risco, 11 responderam quase sempre e 4 Enfermeiros responderam que algumas vezes implementam as intervenções preconizadas na norma.
9 Enfermeiros referem que na sua prática diária têm quase sempre em conta as intervenções preconizadas na norma nº3 para doentes de Elevado Risco, 5
referem que as têm sempre em conta e 4 referem tê-las em conta algumas vezes.
3.4 - Utilização do instrumento de avaliação de risco de queda (Escala de
Morse) nas primeiras 24h.
12 Enfermeiros referem que utilizam sempre o instrumento de avaliação (Escala de Morse) para avaliar o risco de queda do doente nas primeiras 24h, 9 referem quase sempre e 1 algumas vezes.
8 Enfermeiros relatam que efetuam uma reavaliação do risco de queda com uma periocidade máxima de 7 em 7 dias, 7 referem que efetuam sempre, bem como 7 referem que efetuam quase sempre.
3.6- Reavaliação do risco de queda sempre que a situação clínica do
doente o justifique
3.7- Reavaliação do risco de queda no momento da alta (excepto em caso
de óbito)
11 Enfermeiros mencionam que efetuam sempre uma reavaliação do risco de queda no momento de alta, 8 referem quase sempre, 2 poucas vezes e 1 algumas vezes.
3.8- Registo de todas as intervenções que realiza
3.9- Utilização do impresso de registo de incidente de queda preconizado
na instituição onde desempenha funções
19 Enfermeiros indicam que quando ocorre uma queda utiliza o impresso de registo de incidente de queda preconizado na instituição e 3 referem quase sempre.
3.10- Necessidade de formação na área de avaliação do risco de queda
3.11- Necessidade de formação na área da prevenção do risco de queda da
pessoa idosa
18 Enfermeiros referem que necessitam de formação na área da prevenção do risco de queda na pessoa idosa.
3.12- Sugestões para melhorar a intervenção na área da prevenção do risco
de queda na pessoa idosa
- Incentivo a uma vida ativa;
- Adequação dos registos de Enfermagem á avaliação do risco de queda (linguagem CIPE);
- Adequar Escala de Morse aos doentes dos Cuidados Intermédios; - Contenção física;
- Contenção química;
- Auxiliares de marcha aos idosos com dependência na marcha; - Uso de calçado antiderrapante adequado;
- Retirar precocemente todos os “fios” que atrapalhem a mobilidade/actividade do doente.
Apêndice 7
1º Fase do Modelo de Parceria (Gomes, 2009) –
Revelar‐se
Dimensão: Identidade da pessoa idosa/contexto de vida (situação sócio-familiar)
Registado Não registado
Nome
Idade
Habilitações literárias
Profissão
Estado civil
Hobbies
Crenças Religiosas
Vive com
Pessoa de referência
Condições habitacionais
Situação familiar indicadora de problemas
Rede de apoio
Apoio domiciliário (enfermagem ou social)
Frequenta Centro de dia
Encontra-se Institucionalizado
Dimensão: avaliação da dimensão física e funcionalidade da pessoa idosa incidindo nos aspectos que interferem na avaliação do risco de queda
Registado Não registado
Avalia a existência de quedas anteriores
Avaliar a existência de alterações na acuidade auditiva e/ou visual do doente
Avaliar o estado de consciência/orientação
Atividade motora (dependente/ajuda parcial/ independente)
Avalia o que a pessoa idosa sabe das suas limitações
Dimensão: Contexto da doença
Motivo de internamento
Antecedentes Pessoais
Alergias
Medicação habitual
Hábitos e estilos de vida (nutricionais, alcoólicos, tabágicos, estupefacientes, actividade física)
Impacto da doença na sua vida
2º Fase do modelo de Parceria (Gomes, 2009) –
Envolver‐se
Indicador: Conhece o cliente idoso/cuidador face ao seu risco de queda
Registado Não registado
O Enfermeiro regista qual o risco de queda da pessoa idosa (tendo em conta o score da escala de Morse)
O enfermeiro informa a pessoa idosa sobre qual o seu risco de queda (tendo em conta o score da escala de Morse);
O enfermeiro informa o cuidador sobre o risco de queda da pessoa idosa (tendo em conta o score da escala de Morse);
3º Fase do modelo de Parceria (Gomes, 2009) –
Possibilitar/Capacitar
Indicador: Partilha o
poder/construção de uma acção conjunta
Registado Não registado
O Enfermeiro partilha informação com o cliente idoso acerca dos diferentes tipos de ajuda para prevenir quedas (ex. uso de sapatos com sola antiderrapante, uso de dispositivo de mobilização)
O Enfermeiro partilha informação com o cuidador acerca dos diferentes tipos de ajuda para prevenir quedas (ex.ex. uso de sapatos com sola antiderrapante, uso de dispositivo de mobilização)
sintomas que podem levar a uma queda (ex: desequilíbrio, tonturas)
O Enfermeiro informa o cuidador sobre principais sinais e sintomas que podem levar a uma queda (ex: desequilíbrio, tonturas)
4º Fase do modelo de Parceria (Gomes, 2009) –
Comprometer‐se
Indicador: Desenvolver competências para atingir os objectivos comuns
Registado Não registado
A pessoa idosa utiliza os meios de apoio necessários para prevenção de quedas no internamento (ex. uso de sapatos com sola antiderrapante, uso de dispositivo de mobilização)
O cuidador conhece os meios necessários para prevenção de quedas da pessoa idosa no internamento (ex. uso de sapatos com sola antiderrapante, uso de dispositivo de mobilização)
A pessoa idosa conhece os principais sinais e sintomas que podem levar a uma queda (ex: desequilíbrio, tonturas)
O cuidador conhece os principais sinais e sintomas que podem levar a uma queda (ex: desequilíbrio, tonturas)
5º Fase do modelo de Parceria (Gomes, 2009) –
Assumir o controlo de
Si/Assegurar o cuidado do outro
Indicador: Assumir ou assegurar o cuidado de Si
Registado Não registado
O Enf.º garante que a pessoa idosa e família são detentoras de
informação que lhes permita prevenir quedas
e bem-estar
Apêndice 8
Resultados
Realizado nos dias 18 e 19 de Outubro; baseado na análise da colheita de dados e nos registos dos diários de enfermagem.
1ª Fase: Revelar-se
Dimensão: Identidade da pessoa idosa/contexto de vida (situação sócio-familiar)
0 2 4 6 8 10 12 N o m e Id a d e Ha b il it a ç õ e s P ro fi ss ã o E sta d o c iv il Ho b b ie s C re n ç a s R e li g io sa s V iv e c o m P e ss o a d e C o n d iç õ e s S it u a ç ã o f a m il ia r Re d e d e a p o io A p o io d o m ic il iá ri o F re q u e n ta C e n tr o I n st it u c io n a li za d o Registados Não registados
Gráfico 1 – Identidade da pessoa idosa e contexto de vida
Dimensão: avaliação da dimensão física e funcionalidade da pessoa idosa incidindo nos aspectos que interferem na avaliação do risco de queda
Gráfico nº 2 – avaliação da dimensão física e funcionalidade da pessoa idosa incidindo nos aspectos que
interferem na avaliação do risco de queda
No que diz respeito á avaliação da dimensão física e funcionalidade da pessoa idosa incidindo nos aspectos que interferem na avaliação do risco de queda, constatamos que é sempre avaliada a existência de quedas anteriores bem como o estado de consciência/orientação. Dos 10 processos consultados só 1 não tinha registo da atividade motora e 2 não apresentava registo da avaliação da existência de alterações na acuidade auditiva e/ou visual. Apenas se verificou registo em 2 processos da avaliação do que a pessoa idosa sabe das suas limitações.
Gráfico nº 3 – contexto da doença
Em relação á dimensão contexto da doença observamos que todos os indicadores se encontravam registados exceto 2: hábitos e estilos de vida (1 dos processos consultados não apresentava nenhum registo) e impato da doença na vida (não havia nenhum registo relativamente a este indicador).
2º Fase do modelo de Parceria (Gomes, 2009) – Envolver-se
Conforme pudemos constatar todos os enfermeiros registam qual o risco de queda da pessoa idosa, mas apenas um informa a pessoa idosa sobre esse resultado e nenhum informa o cuidador sobre qual o risco de queda da pessoa idosa hospitalizada.
3ª Fase do Modelo de Parceria (Gomes, 2009) – Possibilitar/Capacitar
0 2 4 6 8 10 12 O Enfermeiro partilha informação com o cliente idoso acerca dos diferentes tipos de ajuda para prevenir quedas O Enfermeiro partilha informação com o cuidador acerca dos diferentes tipos de ajuda para prevenir quedas O Enfermeiro informa a pessoa idosa sobre principais sinais e sintomas que podem levar a uma queda O Enfermeiro informa o cuidador sobre principais sinais e sintomas que podem levar a uma queda Registado Não registado
Gráfico nº5 – 3ª Fase do Modelo de Parceria (Gomes, 2009) – Possibilitar/Capacitar
nenhum enfermeiro partilha com o cuidador essa informação; não há registo de qualquer enfermeiro que informe a pessoa idosa sobre os principais sinais e sintomas que podem levar a uma queda, bem como nenhum enfermeiro informa o cuidador sobre esses principais sinais e sintomas.
4ª Fase do Modelo de Parceria (Gomes, 2009) – Comprometer-se
0 2 4 6 8 10 12 A pessoa idosa utiliza os meios de apoio necessários para prevenção de quedas no internamento O cuidador conhece os meios necessários para prevenção de quedas da pessoa idosa no internamento A pessoa idosa conhece os principais sinais e sintomas que podem levar a uma queda O cuidador conhece os principais sinais e sintomas que podem levar a uma queda Regi stados Não regi stado
Gráfico nº 6 – 4ª Fase do Modelo de Parceria (Gomes, 2009) – Comprometer-se
Em relação á 4ª fase do modelo de parceria só um enfermeiro regista que a pessoa idosa utiliza os meios de apoio necessários para a prevenção de quedas no internamento; não existe qualquer registo em relação ao conhecimento do cuidador sobre os meios necessários para prevenção de quedas no idoso hospitalizado; verificamos também que não existe qualquer registo em relação a se a pessoa idosa e o cuidador conhecem os principais sinais e sintomas que podem levar a quedas.
5ª Fase do Modelo de Parceria (Gomes, 2009) – Assumir o controlo de Si/assegurar o cuidado do outro
Apêndice 9
Observação das práticas
1
Data – Novembro de 2011 Turno – Manha
Interação – Prestação de cuidados de higiene e conforto
Objetivo – Observação da prestação de cuidados da enfermeira tendo em conta o Modelo de Parceria de Gomes
Descrição da situação:
Enfª- Bom dia Sr.A.
SrªA- Bom dia Srª enf.
Enfª- Então como se sente?
SrªA- Mais ou menos… ainda me canso muito se faço qualquer esforço…
Enfª- Mas sente-se melhor desde ontem ou acha que está na mesma?
SrªA- Estou um bocadinho melhor… este cansaço é que não me larga!
Enfª- Mas parece-me que já no último internamento se cansava quando fazia algum esforço… não me parece que esteja pior.
SrªA- Pois… sabe é que não me consigo habituar a este cansaço…
Enfª- Sim, eu percebo que não seja fácil. Mas, como já conversamos várias vezes sobre esse assunto, com a doença que tem, vai sentir sempre algum cansaço quando faz uma atividade que requer um certo esforço. Tem que tentar é fazer tudo com calma e controlar esse cansaço.
Enfª- Pois, eu compreendo que sim. Então e quer ir até á casa de banho tomar um duche?
SrªA- Sim, pode ser.
Enfª- Então vou buscar o andarilho.
SrªA- Ai Srª enfª eu preferia que me levassem na cadeira de rodas… Enfª- Mas não consegue andar?
SrªA- Consigo… mas estou com pouca força nas pernas e tenho medo de cair…
Enfª- Desde a queda que deu em casa ficou sempre receosa, o que é normal. Mas tem que tentar continuar a movimentar-se pois quanto menos andar menos força vai ter nas pernas… sabe, os músculos vão atrofiando… e não tem que ter medo de cair, eu vou estar sempre ao pé de si.
SrªA - Quando caí em casa foi porque escorreguei na banheira e desde ai tenho tanto medo de ir tomar banho!
Enfª- Compreendo que sim. Mas não tem um tapete anti derrapante na banheira?
SrªA- Não tinha, mas o meu marido já foi comprar um.
Enfª- E estes são os chinelos que usa em casa?
SrªA- Sim.
Enfª- Mas olhe que não são os mais indicados. Deviam ter também sola anti derrapante, assim evita escorregar.
SrªA- Ai não? Então também vou dizer ao meu marido para comprar uns para mim e outros para ele. Sabe a nossa reforma é pequena, mas para nós os dois chega bem. Estamos habituados a viver com pouco.
Enfª- Então posso ir buscar o andarilho para ver se consegue ir a andar até á casa de banho?
A enfermeira traz o andarilho.
Enfª- Vamos lá! Coloque as mãos firmes no andarilho e faça força nas pernas. Vê como consegue tão bem!
SrªA- Realmente com este “ajudante” é mais fácil. Eu em casa vou-me agarrando ao que aparece…
Enfª- Pois, mas isso é perigoso, as “coisas” que aparecem podem não ter estabilidade…Vamos avaliar como é que vai evoluir ao longo do internamento e depois vemos se é melhor tentar arranjar uma bengala ou até mesmo um andarilho como este para levar para casa.
SrªA- Mas eu não sei se vamos ter dinheiro para comprar essas coisas SrªEnfª! Isso já deve ser muito caro!
Enfª- Temos que avaliar e se houver necessidade contacta-se a assistente social.
SrªA- Está bem. Então vamos lá tomar o banhinho para refrescar!
Análise e reflexão da situação:
Após a interação entre enfermeira e cliente considero que esta mostrou tentar compreender o que a pessoa pensa, não desvalorizando o conhecimento que a pessoa idosa tem de si, da sua doença e dos efeitos que implica algum esforço. De acordo com o Modelo de Parceria de Gomes (2009) está implícito, no conceito de ver a pessoa idosa como um ser de projeto de cuidados, o querer da pessoa e que esta é um ser de direitos. Torna-se imprescindível conhecer o património individual da pessoa, o que ela é, o que ela pensa e o que sente. A enfermeira já tinha uma relação de confiança, já a conhecia de outros internamentos e já tinham conversado bastante sobre a sua doença e as implicações desta na sua vida. Assim, segundo a 1ª fase do Modelo de Parceria, a enfermeira revela conhecimentos sobre a pessoa idosa que está a cuidar.
sabia quais eram as capacidades e limitações da Srª A e assim, sabendo que ela conseguia andar encorajou-a e estimulou-a de modo a incentivá-la a fazer pequenos progressos. Informou-a das vantagens de se movimentar, no entanto partilhou o poder com a pessoa idosa, o que pressupõe logo a partida o respeito por esta, permitindo a promoção da sua autonomia. Deste modo envolveu-se com a doente -2ª fase do Modelo de parceria. De acordo com a 3ª fase do Modelo de parceria – Capacitar/Possibilitar a enfermeira sensibilizou a cliente para a importância de se movimentar. Informou a Sr.ªA. em função das suas preocupações e do seu bem estar e ainda mostrou disponibilidade para a cliente esclarecer dúvidas. Depois de esclarecida a cliente aceitou ir a andar até á casa de banho, contudo ficou combinado que estaria sempre ao lado dela. Houve aqui uma negociação, a enfermeira sugeriu o cuidado a prestar mais adequado, sendo que como a Sr.A mostrou alguma relutância estabeleceu-se um compromisso (4ª fase do Modelo de Parceria – Compromete-se). Nada foi imposto, foi feita uma negociação, dando poder de decisão de escolha á pessoa idosa. Assim, visto que a pessoa idosa tinha capacidade de decisão, estava informada acerca da sua doença, das suas limitações e do que fazer para conseguir ultrapassar as suas limitações, consegue assumir o Cuidado de Si – 5ª Fase do Modelo de parceria.
Observação das práticas
2
Data – Novembro de 2011 Turno – Manha
Interação – Auxiliar a pessoa idosa a conseguir ir até á casa de banho
Objetivo – Observação da prestação de cuidados da enfermeira tendo em conta o Modelo de Parceria de Gomes
SrºJ- Srª Enfª. eu quero ir á casa de banho, mas estou com estes fios todos…
Enfª- Acabei de lhe colocar o antibiótico. Tem mesmo que ser agora ou pode aguardar um bocadinho até que o antibiótico acabe?
Enfª- Então vou-lhe buscar um suporte de soros com rodas e assim já consegue ir.
SrºJ- Está bem.
Enfermeira traz o suporte de soros e afasta o cadeirão e a mesa de apoio que estão junto á cama.
Enfª- Aqui está. Onde estão os seus chinelos?
SrºJ- Não tenho, estou a usar os do hospital.
Enfª- Mas olhe que estes não são os mais indicados…
SrºJ- Sim, a sua colega ontem já me disse…
Enfª- E já pediu á sua esposa para lhe trazer os seus?
SrºJ- Ainda não… ontem esqueci-me. Isso também não é muito importante.
Enfª- Pode não parecer importante mas olhe que é Srº J. Se não tiver uns chinelos adequados pode escorregar e cair…
SrºJ- O que me preocupa neste momento é ficar bom desta infeção.
Enfª- Compreendo que sim (toca levemente no ombro do Sr. J) mas tem que estar prevenido para evitar outras complicações. Imagine que cai, já viu os problemas que poderia ter?
SrºJ- Pois, isso é verdade… não convêm nada… e eu já tive mais força nas pernas…
agora às vezes parece que me faltam as forças…
Enfª – E os seus óculos Srº J?
SrºJ- Ah, pois é…estão ai na mesinha de cabeceira, pode chegar-mos por favor? Sem eles não vejo quase nada…
Enfª- Por isso não se pode esquecer deles quando se vai levantar. E convêm colocá-los sempre num local perto de si para saber onde estão e conseguir chegar a eles.
Análise e reflexão da situação:
Para o enfermeiro construir uma relação de parceria com o cliente idoso não se pode reger pelos estereótipos associados á idade, em que estes são vistos como (…) “pessoas frágeis e incompetentes, com necessidades que é preciso suprir (…)” (Gomes, 2009, p. 152). Logo torna-se indispensável ver o cliente idoso com um ser de projeto de cuidados para que seja possível construir com ele um processo de parceria. “Os enfermeiros são desafiados a desenvolver os seus próprios valores sobre o envelhecimento como um ponto de partida para trabalhar com pessoas idosas” (Gomes, 2009, pág. 97).
Através da observação desta situação foi possível percecionar que a enfermeira conhece bem o cliente, sabe quais são os seus hábitos e quais as suas limitações. É importante reconhecer a pessoa idosa como (…) “um ser complexo, na qual as várias dimensões físicas, biológicas, espirituais, culturais, sociológicas, estão interligadas (…)” (Gomes, 2009, p. 155) e só depois de se conseguir ter todas essas dimensões em consideração é que é possível ver a pessoa como um ser de projetos e de cuidados, necessário para a construção de um processo de parceria. Assim, a enfermeira encontra-se bem situada na fase de Revelar-se. A enfermeira mostrou disponibilidade e tempo para que a pessoa idosa transmitisse os seus sentimentos e esclarecesse as suas dúvidas. É notável também que já existia uma relação de confiança entre enfermeiro e o cliente, esta é essencial para que o cliente acarrete a informação e considere que esta possa a vir a ser muito útil no seu dia a dia – 2ª fase do Modelo de Parceria – Envolver-se. É necessário que o enfermeiro realize intervenções no sentido de partilhar conhecimentos, informações, de modo a que o cliente esteja esclarecido. Neste caso, além disso, a enfermeira promoveu momentos que levaram a pessoa idosa a refletir um pouco acerca das consequências que pode ter uma queda e de que é fundamental ter certas medidas de prevenção. A enfermeira conhece as capacidades e as limitações do SrªJ. e conseguiu, valorizando os conhecimentos que a pessoa tem, capacitá-lo de modo a melhorar o seu projeto de vida – Capacitar.
Apêndice 10
Estudo de caso
Decorrente da minha prestação de cuidados diretos á pessoa idosa senti necessidade de elaborar vários estudos de caso de modo a que me permitissem um diagnóstico de enfermagem rigoroso e um planeamento de um conjunto de intervenções adequadas à sua situação clínica.
Assim procurei efetuar uma avaliação multidimensional, com recurso a instrumentos de avaliação direcionados á especificidade de cada cliente idoso a que eu prestei cuidados.
1- Objetivos
1.1-Objetivo geral
Desenvolver competências como enfermeira Especialista na avaliação multidimensional da pessoa idosa e, na implementação de estratégias de intervenção de enfermagem ao nível da prevenção, tratamento e recuperação que, em parceria com a pessoa idosa/família contemplem as suas necessidades em saúde, o seu contexto de vida, o seu projeto de vida, bem como, visem a sua dignidade e qualidade de vida.
1.2- Objetivos específicos
• Conhecer a pessoa idosa e família, com elevado risco de queda;
• Conhecer o contexto de vida e situação de cuidados da pessoa idosa e família;
• Efetuar uma avaliação multidimensional da pessoa idosa;
• Efetuar o levantamento dos problemas identificados;
• Efetuar uma fundamentação teórica que suporte e explicite a situação de doença e de cuidados à pessoa idosa;
• Efetuar uma prescrição de enfermagem individualizada, validá-la com o cliente, avaliá-la e, se necessário, reformulá-la após avaliação.
2- Metodologia:
3- Modelo da Parceria de Cuidados
3.1- 1º Fase do modelo de Parceria (Gomes, 2009) - Revelar-se
Nesta fase inicial é fundamental conhecer a identidade da pessoa idosa, os seus valores, o sentido de vida desta pessoa, bem como as suas necessidades. Para tal é necessário conseguir momentos de diálogo, mostrando disponibilidade e estimulando o idoso a participar, partilhando o seu património singular nas suas várias dimensões: físicas, biológicas, culturais, sociológicas e espirituais.
Assim procedi á:
• Identificação da pessoa idosa, família e contexto de vida;
• Genograma;
• Ecomapa;
• Informação clínica;
• Observação física.
Identificação da Pessoa idosa, família e contexto de vida
• Identificação pessoal - Sexo feminino;
- Data de nascimento: 15-06-1930, 82 anos;
- Viúva há cerca de 5 meses (marido faleceu com Neoplasia do pulmão); - Não sabe ler nem escrever;
- Foi vendedora de peixe durante “mais de 40 anos e depois empregada doméstica ” (SIC);
- Reformada há “mais de 20 anos” (SIC); - Nascida em Lisboa;
- Reside em Benfica – Lisboa.
• Identificação sócio familiar
- O outro vive perto da Srª L. e tem contacto praticamente diário. No entanto, a Srª L. refere que este filho só ultimamente se aproximou dela e que foi por uma questão de interesse, pois ele pede-lhe ajuda económica.
- Situação familiar indicadora de problemas; por possível situação de abuso financeiro. - Na perspetiva da Srª L. a sua família, apresenta um APGAR familiar de o, o que sugere uma família severamente disfuncional.
- Apresenta, segundo a Escala geriátrica de depressão, um score de 20, o que representa uma depressão ligeira.
Passa a maior parte do dia a ver televisão e quando está bom tempo passa as tardes na varanda a “ver o movimento”(SIC).
Por vezes vai passar o serão a casa da vizinha. Não mantém contacto com os filhos, exceto um, e que, segundo ela não lhe dá muita atenção.
- Refere ser católica, mas não praticante.
• Ecomapa
• Informação Clínica
Diagnóstico principal: Insuficiência Respiratória Global
Antecedentes Pessoais e cirúrgicos:
- Síndrome apneia obstrutiva do sono (SAOS); - Síndrome de Obesidade hipoventilatória (SOH); - Diabetes Mellitus não insulino dependente (DMNID); - Obesidade;
- Hipertensão (HTA); - Arritmia;
- Dislipidémia;
Vigilância de saúde:
- Refere não possuir médico de família;
- Seguida em consulta de Pneumologia e de cardiologia no HPV; - Subsistema: Segurança social
Intervenções cirúrgicas: não;
Vigilância de saúde: sim;
Alergias: desconhece;
Medicação habitual: aldactone; ácido acetilsalicílico 500mg; metformina 1000mg;moduretic; varfine
Estilos de vida/comportamentos aditivos: Tabaco – não;
Álcool – não; Droga - não.
• Observação física Comunicação:
Audição - diminuída bilateral;
Visão - diminuída bilateral (usa óculos); Fala – normal.
Estado de consciência: Estado - consciente;
Orientação – orientada no espaço, pessoa e tempo.
Auto conhecimento: emoção Calma
Atividade motora
Apresenta dificuldades na marcha, no levante e nas transferências; apresenta desequilíbrio acentuado. Não possui nenhum auxiliar de marcha.
Refere que desde o início do ano já caiu 3 vezes, mas “felizmente sem me ter magoado muito” (SIC).Segundo a Srª L. apresenta desequilíbrio pelo que se segura aos objectos mais próximos para se movimentar (ex. armários, cadeiras). O que acontece é que estes por vezes estão distantes e ao tentar chegar a eles cai, ou então quando se segura neles como não são fixos escorregam e também cai.
Apresenta um score de 100 na escala de Morse, pelo que tem um elevado risco de queda. De acordo com a escala de Tinetti , que avalia a marcha e o equilíbrio, apresenta um score 18, o que indica um risco de quedas 5 vezes maior.
Segundo a escala da força muscular de Council apresenta um score 4 – movimentos ativos contra a gravidade e resistência, força menor que o esperado.
Não efetua nenhum tipo de atividade física.
Faz as atividades domésticas em casa e sai cerca de 2 vezes por semana para fazer compras ali no bairro. Vive no 4º andar, mas o prédio tem elevador.
Apresenta um score de 95 na escala de Barthel, o que significa que tem uma dependência muito leve nas atividades de vida diárias.
De acordo com o índice de Lawton-Brody apresenta um score 12, ou seja é independente nas actividades instrumentais de vida.
Tegumentos
Características da pele: corada e hidratada; Alterações da integridade cutânea: não
Características da mucosa: coradas e hidratadas; Alterações da integridade das mucosas: não.
Respiração
Cpap com indicação para realizar enquanto estivesse a dormir. Cliente refere que percebeu a necessidade do uso do Cpap, no entanto por má adaptação só colocou nas três primeiras noites e depois desistiu.
Encontra-se eupneica em repouso e apresenta uma dispneia funcional, Grau III, de acordo com a Escala da dispneia do Medical Research Council (Anexo 3) – anda mais lentamente que as pessoas da mesma idade devido à dispneia, ou necessidade de parar para respirar quando anda no seu passo normal.
Apresenta esporádicos acessos de tosse produtiva com eliminação de expectoração mucosa em moderada quantidade.
Circulação – sem edemas
Alimentação
Pesa 96kg e mede 1,55m, pelo que possui um IMC de 40 (Obesidade) e um perímetro abdominal de 98cm.
Refere ter perdido cerca de 3kg desde há 3 meses, altura em que por se sentir mais cansada começou a ter alguns cuidados.
Efetua 3 refeições diárias autonomamente, não apresenta qualquer dificuldade na deglutição e mastigação, embora não possua a dentição completa.
Apresenta um score de 25,5 no Mini Nutricional Assessment (Anexo 4), pelo que o seu estado nutricional é normal.
Efetua as compras para a casa sozinha, saindo cerca de 2 vezes por semana. Quando precisa de alguma coisa extra pede ajuda a um casal vizinho que lhe dá muita assistência. Decide e planeia as refeições e confeccioná-las autonomamente.
Eliminação
É continente tanto a nível vesical como intestinal. Sem alterações queixas urinárias ou intestinais.
Sono e repouso
Dorme bem, sem necessidade de ansiolíticos.
Auto cuidado
É a própria que escolhe e cuida da sua roupa; usa roupa adequada à época do ano. É autónoma nos cuidados de higiene, que realiza diariamente.
2ª Fase do modelo de Parceria (Gomes, 2009) – Envolver-se
• Conhece o cliente idoso/cuidador face ao seu risco de queda
A cliente refere já ter tido várias quedas, mas sem consequências graves. Apresenta um elevado risco de quedas.
Foi estabelecida uma relação de confiança com a pessoa idosa, após vários momentos de escuta, aproveitando para partilhar informação, nomeadamente em relação á prevenção de quedas; foi imprescindível mostrar disponibilidade, sentando-me junto á cliente, ouvindo-a, compreendendo-a e procurando ir ao encontro das suas necessidades. Foi essencial que eu mostrasse total disponibilidade para a ouvir e partilhar com ela sentimentos e experiências em relação a casos semelhantes de pessoas idosas que já tiveram quedas no domicílio.
uma bengala para poder se apoiar e assim prevenir quedas e todas as possíveis consequências que daí possam advir.
No que diz respeito ao filho, inicialmente este não estabeleceu uma relação com a equipa de Enfermagem, não nos procurava, não apresentava dúvidas e quando lhe era feita alguma pergunta respondia sempre que não sabia. Foi necessário despender de algum tempo para conversar com ele, explicar-lhe os riscos e as consequências possíveis das quedas, para que este começasse a confiar e referisse que não tinha conhecimento que a mãe havia já caído algumas vezes. Este fato veio confirmar que este filho não era muito presente e ele, perante este confronto, também admitiu isso. Assim, conseguimos que ele contasse que nos últimos anos não via muito a mãe porque existiam conflitos entre esta e a mulher e ele preferiu afastar-se. Agora estava arrependido pelo que estava a tentar aproximar-se. No entanto, segundo a SrªL. esta aproximação era só porque estavam com dificuldades económicas.
3ª Fase do modelo de Parceria (Gomes, 2009) Possibilitar/Capacitar
Após estabelecido um diálogo, ouvindo a pessoa idosa e valorizando os conhecimentos que esta detém da situação, bem como a partilha das experiências de quedas anteriores foi identificado o motivo destas, que terá sido o desequilíbrio acentuado da cliente. Foi fundamental promover a reflexão deste assunto com a Srª L. e o seu filho, aguardando e respeitando o tempo destes, não impondo soluções. Sugeri a necessidade da utilização de um dispositivo de mobilização, que neste caso poderia ser uma bengala. Após vários momentos de diálogo consegui perceber que a Srª L. não tinha vontade de usar a bengala pois considerava que ao admitir essa necessidade estava a mostrar aos outros a sua vulnerabilidade devido á evolução do envelhecimento. Foram necessários vários momentos de escuta e partilha para se conseguir desmistificar esses medos e preconceitos de modo a que a senhora conseguisse atingir o cuidado de Si. Assim, a senhora foi capaz de dizer o que sentia, participando e solicitando informação, decidindo que o melhor caminho para si seria começar a utilizar a bengala.
4ª Fase do modelo de Parceria (Gomes, 2009) – Comprometer-se
de realizar um plano de cuidados após a avaliação multidimensional realizada a pessoa idosa.
Para a elaboração de um plano de cuidados é necessário, após a realização da colheita de dados inicial, com levantamento de problemas do indivíduo, a construção de diagnósticos e intervenções de Enfermagem, com vista a atingir resultados sensíveis aos nossos cuidados.
Este plano foi realizado com linguagem CIPE, visto ser esta a utilizada no serviço. 4-Plano de cuidados
4.1- Diagnóstico de Enfermagem: Risco de queda
Intervenções de Enfermagem Concretização de
intervenção
Fundamentação
Baixar plano da cama Utilização do comando para
baixar o plano da cama no nível
mais baixo
Permite, caso o indivíduo caía da
cama, minimizar danos
Envolver membro da família Estabelecida uma relação de
parceria com o indivíduo e
família (filho)
Para que o indivíduo e família
possam ter o direito de participar
no seu próprio projeto de saúde e
serem parceiros ativos nos
cuidados, é indispensável haver
uma partilha e reciprocidade
entre enfermeiro, indivíduo e
família
Gerir (ambiente físico) do indivíduo Mantida a zona envolvente do
indivíduo o mais livre de
obstáculos possível
Permite evitar quedas por não
ser necessário contornar elevado
número de obstáculos
Monitorizar risco de queda Utilizada Escala de Morse como
instrumento de avaliação do
risco de queda (score inicial
100- elevado risco de queda)
A vigilância do risco de queda
com recurso ao instrumento da
Escala de Morse permite avalia
os indivíduos de baixo, médio e
alto risco.
Promover (uso de sapatos com sola
antiderrapante) no indivíduo
Pedido à família que providencie
sapatos com sola antiderrapante
Possibilita prevenir quedas por
escorregamento
Providenciar uso de meios auxiliares de
marcha – bengala
Pedido à família que providencie
uma bengala
Previne quedas por desequilíbrio
e auxilia na marcha
Informar sobre necessidade de consulta
de oftalmologia
Informada sobre a necessidade
de adequar os óculos às suas
necessidades
Uma boa visão permite
prevenção de que quedas
Providenciar uma iluminação adequada Verificar e possibilitar a
iluminação adequada ao espaço
Uma iluminação adequada
possibilita uma boa observação
Proximidade da campainha Confirmar com o indivíduo o uso
correto da campainha
Possibilita ajuda rápida
Providenciar panfletos de educação Distribuído panfleto de
prevenção de quedas da pessoa
idosa
Complementa ensinos sobre a
prevenção de quedas na pessoa
idosa
4.2- Diagnóstico de Enfermagem: Ventilação espontânea, comprometida
Intervenções de Enfermagem Concretização de
intervenção
Fundamentação
Monitorizar sinais vitais Registada tensão arterial,
temperatura timpânica,
frequência cardíaca, frequência
respiratória, saturação periférica
de O2 e dor
A análise do registo contínuo dos
SV contribui para a avaliação
hemodinâmica do indivíduo,
permitindo fazer ajustes na
terapêutica farmacológica e
ventilatória;
A dor surge habitualmente
associada à utilização de
interfaces, pelo que a
monitorização deste sinal
possibilita pequenos ajustes do
interface à face do indivíduo ou
mesmo a seleção de outro
interface.
Vigiar (respiração) do indivíduo Avaliado tipo de respiração,
amplitude, localização e ruídos
pulmonares
A vigilância da respiração
complementa a avaliação do
indivíduo relativamente à sua
adaptação ventilatória e à
necessidade de alteração de
parâmetros.
Adequar (interface da VNI) ao indivíduo Escolhido o tipo de interface de
forma a adequar o modelo e o
tamanho do mesmo à face do
indivíduo
Tem que ter em conta a carga
horária garantindo a tolerância e
o controlo de fugas, o conforto e
a adaptação ventilatória do
indivíduo;
Outro aspeto a ter em conta é a
fisionomia do indivíduo, o seu
estado de pele e nutricional
Supervisionar a adaptação do indivíduo
ao ventilador
Verificado se o individuo é
autónomo na colocação do
interface, no ligar/desligar do
ventilador, na gestão da
oxigenoterapia e na
higienização do interface
A continuidade da VNI no
domicílio pressupõe a
capacidade de utilização do
material e equipamento por parte
do indivíduo.
parceria com o indivíduo e
família
possam ter o direito de participar
no seu próprio projeto de saúde e
serem parceiros ativos nos
cuidados, é indispensável haver
uma partilha e reciprocidade
entre enfermeiro e doente
Monitorizar (parâmetros ventilatórios) do
indivíduo
Verificado se os parâmetros
prescritos estão colocados no
ventilador
Para a eficácia da VNI o
indivíduo tem que estar bem
adaptado
Monitorizar respiração Registada frequência
respiratória
Contribuir para a avaliação
clínica do indivíduo permitindo
efetuar ajustes na terapêutica
farmacológica, ventilatória e
oxigenoterapia
Vigiar pele Observada coloração e
hidratação e integridade
cutânea da face, especialmente
as zonas de contacto desta com
a interface
A integridade cutânea das zonas
de contacto com o interface
permite a continuidade da VNI
com conforto
Resultado de Enfermagem:
Ventilação espontânea melhorada: indivíduo com estabilidade ventilatória e
hemodinâmica, com necessidade de suporte ventilatória com frequência e duração variáveis em função do seu estado clínico.
4.3- Diagnóstico de Enfermagem: Dispneia, atual
Intervenções de Enfermagem Concretização de
intervenção
Fundamentação
Monitorizar SV Registada tensão arterial,
temperatura timpânica,
frequência cardíaca., frequência
respiratória, saturação periférica
de O2 e dor
A análise do registo contínuo dos
SV contribui para a avaliação
hemodinâmica do indivíduo,
permitindo fazer ajustes na
terapêutica farmacológica e
ventilatória;
A dor surge habitualmente
associada à utilização de
interfaces, pelo que a
monitorização deste sinal
possibilita pequenos ajustes do
interface à face do indivíduo ou
mesmo a seleção de outro
interface.
Vigiar (respiração) do indivíduo Avaliado tipo de respiração,
amplitude, localização e ruídos
pulmonares
A vigilância da respiração
complementa a avaliação do
adaptação ventilatória e à
necessidade de alteração de
parâmetros.
Vigiar expetoração Observada e registada a
quantidade, cor, aspeto e cheiro
da expetoração
Possibilita perceber a evolução
da situação clínica e ajustar
terapêutica, técnicas de
reabilitação respiratória, bem
como outras intervenções de
Enfermagem
Vigiar indivíduo a tossir Observado e registado o tipo, a
intensidade, frequência e
eficácia da tosse
Permite definir estratégias de
intervenção dirigidas ao estado
clínico do indivíduo
Identificar (fatores desencadeantes) da
dispneia em repouso, funcional e
ortopneia
Observado e registado fatores
que desencadeiam dispneia em
repouso, funcional e ortopneia
(fatores endógenos e exógenos)
Permite adaptar a atividade às
suas capacidades, possibilitando
ao mesmo a adequação na
gestão da atividade.
Monitorizar (SpO2) do indivíduo Avaliada a saturação periférica
de O2
A saturação periférica de O2
pretendida está de acordo com a
patologia e situação clínica do
indivíduo
Monitorizar (respiração) Registada frequência
respiratória
Contribui para a avaliação clínica
do indivíduo permitindo efetuar
ajustes na terapêutica
farmacológica, ventilatória e
oxigenoterapia
Monitorizar dispneia (Medical Research
Council dyspnea Questionnaire)
Aplicado o instrumento de
avaliação da dispneia –
apresenta dispneia funcional
grau III
As atividades a serem realizadas
pelo indivíduo devem ser
adaptadas também, em função
do seu grau de dispneia, a par
com outras avaliações;
A análise comparativa do score é
um indicador auxiliar para a
definição do plano terapêutico
Resultado de Enfermagem: dispneia melhorada
4.4- Diagnóstico de Enfermagem: Conhecimento sobre a saúde, diminuído
Intervenções de Enfermagem Concretização de
intervenção
Fundamentação
Ensinar o indivíduo Explicadas estratégias
interventivas ao indivíduo sobre:
prevenção do risco de queda,
VNI e Diabetes
Garante-se a continuidade dos
cuidados quando o indivíduo
e/ou cuidador consegue efetuar
alvo de ensino.
Identificar o alvo de ensino Confirmado que o indivíduo tem
capacidades cognitivas para
apreender e executar o/s
ensino/s;
A continuidade de cuidados só é
possível quando o indivíduo tem
capacidade e conhecimentos
para dar continuidade ao plano
de cuidados, ou na
impossibilidade deste, deve
identificar-se um cuidador que
seja competente para assegurar
a continuidade de cuidados
Explicar sobre estado de saúde Informado o indivíduo acerca do
seu estado de saúde e as
intervenções de enfermagens
realizadas ou a realizar
A informação transmitida acerca
do estado de saúde e dos
tratamentos, minimiza a
ansiedade e promove a
colaboração do indivíduo,
assegurando o envolvimento no
processo terapêutico bem como
a continuidade de cuidados
Resultado de Enfermagem: Conhecimento para a saúde efetivo – indivíduo demonstra competências na área de ensino, nomeadamente sabe quais são as principais medidas de prevenção de quedas, que lhe permite ser autónomo a nível de conhecimentos e realização de práticas de saúde.
4.5- Diagnóstico de Enfermagem: Mobilidade, comprometida
Intervenções de Enfermagem Concretização de
intervenção
Fundamentação
Estimular a mobilidade (ativa) Incentivado a andar pelo
corredor
Quando incentivado e com
conhecimento das suas
capacidades fica capacitado de
manter uma mobilidade ativa
Gerir (ambiente físico) do indivíduo Mantida a zona envolvente do
indivíduo o mais livre de
obstáculos possível
Permite evitar quedas por não
ser necessário contornar elevado
número de obstáculos
Solicitar (apoio de) Encaminhado o individuo para
Enfermeiro de reabilitação e /ou
fisioterapeuta
O encaminhamento irá permitir
uma complementaridade na
intervenção de forma a otimizar
os cuidados prestados e
consequentemente o resultado
obtido
Supervisionar técnica de marcha Verificada que a capacidade
para marcha em segurança se
A confirmação da técnica de
encontra mantida para prevenir quedas no
indivíduo
Vigiar (força muscular) do indivíduo
(Council)
Aplicado o instrumento de
avaliação da força muscular –
apresenta dispneia funcional
grau III
As atividades a serem realizadas
pelo indivíduo devem ser
adaptadas em função da sua
força muscular, a par com outras
avaliações;
A análise comparativa do score é
um indicador auxiliar para a
definição do plano terapêutico
Resultado de Enfermagem: Mobilidade melhorada – indivíduo demonstra mobilidade melhorada que lhe permite prevenir risco de quedas.
4.6- Diagnóstico de Enfermagem: Desenvolver (parceria) com família para continuidade de cuidados, comprometida
Intervenções de Enfermagem Concretização de
intervenção
Fundamentação
Envolver prestador de cuidados Estabelecida uma relação de
parceria com o filho
Para que a família possa ter o
direito de participar e ser parceira
ativa nos cuidados, é
indispensável haver uma partilha
e reciprocidade entre enfermeiro,
indivíduo e família
Avaliar a capacidade do prestador de
cuidados
Avaliada capacidade do filho de
apoiar a mãe quando
necessário
O apoio familiar torna-se
imprescindível para uma eficaz
continuidade de cuidados
Resultado de Enfermagem: Atual desenvolvimento de parceria com a família para continuidade de cuidados
4.7- Diagnóstico de Enfermagem: Solidão, atual
Intervenções de Enfermagem Concretização de
intervenção
Fundamentação
Aumentar atividade executada pela
própria durante o dia
Realizado um plano de
atividades a executar durante o
dia, aquando da alta
De modo a incentivar o aumento
da atividade diária o
planeamento destas permite uma
Envolver membro da família Estabelecida uma relação de
parceria com o filho
Para que a família possa ter o
direito de participar e ser parceira
ativa nos cuidados, é
indispensável haver uma partilha
e reciprocidade entre enfermeiro,
indivíduo e família
Solicitar (apoio de) Encaminhado o indivíduo para
psicóloga
O encaminhamento irá permitir
uma complementaridade na
intervenção de forma a otimizar
os cuidados prestados e
consequentemente o resultado
obtido
Resultado de Enfermagem: Solidão diminuída
5ª Fase: Assumir o controlo de Si próprio/assegurar o cuidado do outro
Na última fase do modelo de parceria pretende-se que o cliente consiga ter controlo sobre p seu projeto de vida e saúde, que se mantenha informado e com capacidade de decisão acerca do que é melhor para ele e lhe traz mais conforto e bem-estar; ou quando a família adquire a capacidade para ajudar e cuidar do cliente, tendo em conta, as decisões partilhadas com o mesmo (GOMES, 2009).
Foram identificadas algumas lacunas que em conjunto com a Sr.ª L. e o seu filho foram negociadas estratégias para se atingirem objetivos comuns, tendo existido partilha de poder nessas decisões. Foi também partilhada informação assim como foram validados os conhecimentos decorrentes da experiência tanto da Sr.ª L. como dos seus cuidadores permitindo desta forma que a mesma possa prosseguir com o seu projeto de vida e saúde.
A Sr.ª L. e o seu filho demonstram competências na área de ensino, nomeadamente sabem quais são as principais medidas de prevenção de quedas. Pretende-se no momento anterior á alta avaliar os progressos efetuados pela Sr.ª L. e o seu filho, com o objetivo de verificar se o assumir o cuidado de Si ou o assegurar o cuidado do Outro foi atingido e no caso de não o ser, delinear novas estratégias em parceria com a Sr.ª L. e seu filho para que se atinja esse objetivo.
Apêndice 11