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Estratégias hidráulicas e digências funcionais em espécies decíduas e sempre des da floresta tropical sazonalmente seca

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Academic year: 2018

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(1)

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS CURSO DOUTORADO

BRUNO CRUZ DE SOUZA

ESTRATÉGIAS HIDRAÚLICAS E DIVERGÊNCIAS FUNCIONAIS EM ESPÉCIES DECÍDUAS E SEMPRE VERDES DA FLORESTA TROPICAL SAZONALMENTE SECA

(2)

BRUNO CRUZ DE SOUZA

ESTRATÉGIAS HIDRAÚLICAS E DIVERGÊNCIAS FUNCIONAIS EM ESPÉCIES DECÍDUAS E SEMPRE VERDES DA FLORESTA TROPICAL SAZONALMENTE SECA

Tese submetida à Coordenação do Programa de Pós-graduação em Ecologia e Recursos Naturais da Universidade Federal do Ceará, como requisito para obtenção do título de Doutor em Ecologia e Recursos Naturais.

Área de concentração: Ecologia e Recursos Naturais Orientadora: Profa. Dra. Maria Jesus Nogueira Rodal Co-orientadores: Profa. Dra. Francisca Soares de Araújo - Universidade Federal do Ceará - UFC

Prof. Dr. Rafael Silva Oliveira - Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

(3)

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação Universidade Federal do Ceará

Biblioteca de Ciências e Tecnologia

________________________________________________________________________________________________ S713e Souza, Bruno Cruz de.

Estratégias hidráulicas e divergências funcionais em espécies decíduas e sempre verdes da floresta tropical sazonalmente seca. / Bruno Cruz de Souza. – 2015.

76f. : il., enc. color.

Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências, Departamento de Biologia, Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais, Fortaleza, 2015.

Área de Concentração: Ecologia e Recursos Naturais. Orientação: Profa. Dra. Maria Jesus Nogueira Rodal Coorientação: Prof. Dra. Francisa Soares de Araújo Coorientação: Prof. Dr. Rafael Silva Oliveira 1. Ecologia. 2. Seca. 3. Florestas tropicais. I. Título.

(4)

BRUNO CRUZ DE SOUZA

ESTRATÉGIAS HIDRAÚLICAS E DIVERGÊNCIAS FUNCIONAIS EM ESPÉCIES DECÍDUAS E SEMPRE VERDES DA FLORESTA TROPICAL SAZONALMENTE SECA

Tese submetida à Coordenação do Programa de Pós-graduação em Ecologia e Recursos Naturais da Universidade Federal do Ceará, como requisito para obtenção do título de Doutor em Ecologia e

Recursos Naturais. Área de concentração: Ecologia e Recursos Naturais.

Aprovado em 10/08/2015

BANCA EXAMINADORA

__________________________________________________ Profa. Dra. Maria Jesus Nogueira Rodal (Orientadora)

Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE Departamento de Biologia

__________________________________________________ Prof. Dr. Rogério Parentoni Martins

Prof. Visitante – Departamento de Biologia Universidade Federal do Ceará - UFC

__________________________________________________ Prof. Dr. Everardo Valadares Sá Barreto Sampaio

Prof. Titular – Departamento de Energia Nuclear Universidade Federal de Pernambuco – UFPE

__________________________________________________ Prof. Dr. Claudivan Feitosa de Lacerda

Departamento de Engenharia Agrícola – Universidade Federal do Ceará – UFC

__________________________________________________ Profa. Dra. Arlete Aparecida Soares

(5)

À minha mãe, que em todos

os momentos sempre me

apoiou dando suporte para

realização dos meus desejos e

sonhos, a ela sempre serei

grato pelo amor e dedicação.

Dedico

In memoriam

De minha avó, mãe e fonte de

expiração, Maria Cruz de

(6)

AGRADECIMENTOS

De modo geral, a todos que de forma direta e/ou indireta contribuíram para o desenvolvimento e conclusão desse trabalho.

À Universidade Federal do Ceará (UFC) e ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais (PPGERN) pela oportunidade de cursar e concluir o curso de doutorado com qualidade e com toda a infraestrutura necessária para sua realização.

Aos professores Claudivan Feitosa de Lacerda, Paulo Enrique Cardoso Peixoto e Arlete Aparecida Soares pelas disciplinas ministradas e por todo conhecimento mediado durante as discussões em sala de aula.

A coordenação de aperfeiçoamento de pessoal do nível superior (CAPES), pela concessão de bolsa durante o período de realização do curso.

A direção da Fazenda Experimental Vale do Curu (FEVC) pelo suporte logístico e operacional para realização dos trabalhos de campo. Ao mateiro sr. Itamar pelo apoio de campo, conversas, risadas e momentos de raiva que tornaram esse trabalho um contínuo aprendizado.

A minha orientadora professora Maria Jesus Nogueira Rodal que confiou em me dar total liberdade de criação, deixando que assumisse toda responsabilidade pelo trabalho.

Aos meus co-orientadores professor André luiz Alves de Lima e Rafael Silva Oliveira que contribuíram com melhorias no trabalho sugerindo modificações e novas ideias. Em especial, ao professor Rafael, que além de um co-orientador se tornou um amigo e um grande parceiro de profissão e pesquisa.

(7)

Aos membros da banca, os doutores(as) Claudivan Feitosa de Lacerda, Everardo Valadares de Sá Barretto Sampaio e Arlete Aparecida Soares pela disponibilidade em avaliar o trabalho, além das sugestões de melhorias.

Aos amigos e companheiros de trabalho, Clemir Candeia e Camila Domingues pela amizade e imensa colaboração nas coletas de dados no campo.

A Ellen Cristina, pela amizade, companheirismo, carinho, dedicação e dificuldades que passamos juntos durante essa “jornada”. Sem ela não seria possível a realização desse sonho.

(8)

RESUMO

Por que as diferentes espécies de angiospermas não são igualmente bem-sucedidas em todos os ambientes do planeta? Uma das explicações recorrentes é baseada no conceito de trade-off

(demanda conflitante). Entende-se por demanda conflitante a relação negativa entre traços funcionais que não podem ser otimizados simultaneamente pela planta. As variações nos traços funcionais entre plantas são interpretadas como adaptações das espécies a condições ambientais em resposta à aquisição de recursos necessários para seu desenvolvimento. A disponibilidade hídrica pode ser considerada o principal fator ambiental que afeta quase todos os processos fisiológicos e fenológicos das plantas de forma direta e/ou indireta, portanto, modula diversas demandas conflitantes. Nosso objetivo principal é o de compreender quais as estratégias hidráulicas e o comportamento fisiológico em espécies decíduas e sempre verdes em resposta à seca. No primeiro capítulo, analisamos a variação funcional entre espécies decíduas e sempre verdes para compreender as divergências nas estratégias de tolerância e evitação à seca. Mensuramos 17 traços funcionais foliares em 17 espécies decíduas e cinco sempre verdes. Além disso, mensuramos a condutância estomática (gs), taxa de fotossíntese por área e massa (Aárea/Amassa) e a eficiência instantânea e intrínseca no uso da água (EUAi e EUA) durante a estação chuvosa. Verificamos que as espécies decíduas exibiram maior Amassa, menor longevidade foliar (LF) e massa foliar específica (MFE) quando comparadas às sempre verdes. Espécies decíduas e sempre verdes apresentaram demanda conflitante entre tolerância à seca e capacidade fotossintética, quanto maior a LF menor a Amassa. Embora as espécies decíduas tenham apresentado maior Amassa e gs do que às sempre verdes, não observamos diferenças significativas na EUAi e EUA. As diferenças nas estratégias de evitação e tolerância à seca entre espécies decíduas e sempre verdes são claramente observadas indistintamente à disponibilidade hídrica. No segundo capítulo, avaliamos se há divergência ou convergência nas estratégias hidráulicas em espécies decíduas e sempre verdes e como respondem aos efeitos da seca. Observamos mensalmente a fenologia foliar relacionando-a com o déficit de pressão de vapor do ar (DPV) e o conteúdo de água no solo (CAS). Realizamos mensalmente medições do potencial hídrico antes do amanhecer e relacionamos com a densidade da madeira (ρwood). Observamos as variações no comportamento estomático e no potencial hídrico diário, e por fim, mensuramos e comparamos 17 traços funcionais foliares entre os grupos fenológicos. A separação das espécies em grupos baseados apenas na LF fornece boa compreensão sobre estratégias hidráulicas em respostas à seca. Espécies decíduas exibem diferentes estratégias (isohídrica/anisohídrica), independente da ρwood. Espécies sempre verdes não exibem diferença de estratégia, sendo apenas anisohídricas. Consideramos que traços hidráulicos como o gradiente no potencial hídrico entre raízes e folhas (∆Ψplanta), o potencial hídrico responsável por 50% do fechamento estomático (ΨSC) e a diferença no potencial hídrico sazonal (∆Ψsazonaç) são chaves para identificação de estratégias hidráulicas em espécies de ecossistemas sazonalmente secos.

(9)

ABSTRACT

Why the different species of angiosperms not are equally successful in all environments of planet? One recurrent explanation is based in concept of trade-off. It is understood trade-off per the negative relation between functional traits that cannot be optimized simultaneously by the plant. The variations in functional traits between plants are understood how adaptations of the species to environmental conditions in response at resource acquisition necessary for development. The hydric availability can be considerate the main environmental factor that affect almost all physiological and phenological processes of plants of direct and/or indirect form, therefore, modulating various trade-off. Our main goal is understand which hydraulic strategies and the physiology behavior in deciduous and evergreen species in response to drought. In first chapter, we analyzed the functional variation between deciduous and evergreen species for understand the divergence in the strategies of avoidance and tolerance to drought. We measured 17 leaf functional traits in 17 deciduous and five evergreen species. Furthermore, we measured the stomatal conductance (gs), photosynthetic rate based area and mass (Aarea/Amass) and the instantaneous and intrinsic water use efficient (WUEi and WUE) during the rainy season. We checked that the deciduous species exhibited bigger Amass, less leaf lifespan (LL) and leaf specific mass (LSM) when compared with evergreen species. Deciduous and evergreen species showed trade-off between drought tolerance and photosynthetic capacity, the bigger LF is the less the Amass. Although the deciduous species have showed larger Amass and gs than the evergreen species, we do not observed significant difference in WUEi and WUE. The difference in the strategies of drought avoidance and tolerance between deciduous and evergreen species are clearly observed indistinctly to hydric availability. In second chapter, we evaluated if are divergence or convergence in the hydraulic strategies in deciduous and evergreen species and how they respond to effects of the drought. We observed monthly the leaf phenology by relating with the vapor pressure deficit (VPD) and the soil water content (SWC). We performed monthly measurements of water potential predawn and related with the wood density (ρwood). We observed the variation in stomatal behavior and in daily water potential and lastly measurements and compared 17 leaf functional traits between the phenological groups. The separation of species in groups based only LF provides good understanding about hydraulic strategies in response to drought. Deciduous species exhibited different strategies (isohydric/anisohydric) independently of ρwood. Evergreen species do not exhibit difference of strategy, it is only anisohydric. We regard that hydraulic traits how the water potential gradient from roots to shoots (∆Ψplant), the water potential responsible for 50% of stomatal closure (ΨSC) and the difference in seasonal water potential (∆Ψseasonal) are key for identification of hydraulic strategies in species of the seasonally dry ecosystems.

(10)

LISTA DE FIGURAS

pág. Capítulo 1

Figura 1 – Mapa do Brasil com a localização do estado do Ceará na região nordeste (a. © 2009 Google, Map Data © 2009 Europa Technologies) e localização do território da cidade de Pentecoste (b. © 2009 Google, Map Data © 2009 Europa Technologies). Fotografias da área de estudo na (1/2 hectare) fazenda experimental Vale do Curú no período chuvoso (c) e seco (d)... 28 Figura 2 – Diagrama climático Walter e Lieth (1960) para a fazenda experimental Vale do Curu, Pentecoste, Ceará, Brasil. Dados climáticos (temperatura máxima, mínima e precipitação) da última década (2000–2010)... 31 Figura 3 – Ordenação de 17 traços funcionais foliares ao longo de dois eixos de componentes principais (a). Distribuição das espécies decíduas e sempre verdes no espaço ao longo do eixo 1e 2 (b)... 34 Figura 4 – Regressão linear entre taxa de fotossíntese por unidade de massa (Amassa) e longevidade foliar (LF) em (a), condutância estomática (gs) em (b) e área foliar específica (AFE) em (c). Nota: Média de cinco indivíduos por espécie; Círculos pretos - espécies decíduas; triângulos abertos - espécies sempre verdes... 35 Figura 5 – Comparação entre eficiência intrínseca no uso da água (EUA) e eficiência instantânea no uso da água (EUAi) em espécies decíduas e sempre verdes. Nota: Barras pretas - espécies decíduas; barras brancas – espécies sempre verdes; Letra iguais indicam que não diferenças entre os grupos (Teste de Tukey 5% de significância)... 36 Capítulo 2

(11)

Equal letters indicate no difference in day time between the groups (Tukey test 5% significance - *P<0.05; **P<0.01 e ***P<0.001)... 56 Figure 5. The minimum predawn water potential (ΨstemPD minimum) was negatively correlated with ρwood (g cm3) in deciduous and evergreen species. Symbols: ρwood - average using five individuals and ΨstemPD minimum - average using three individuals………. 58 Figure 6. (a) Water potential responsible for 50% of stomatal closure (ΨSC) and (b) leaf leaf

span (LL) of isohydric deciduous species (ID), anisohydric deciduous species (AD) and anisohydric evergreen species (AE). (c) Relationship between ΨSC and leaf life span (LL). Equal letters indicate no significant (Tukey test 5% significance P<0.01). Errors bars

represent the standard error of mean……… 59

(12)

LISTA DE TABELAS

pág. Capítulo 1

Tabela 1. Grupos fenológicos e formas de crescimento das espécies selecionadas para amostragem de traços funcionais foliares... 29 Tabela 2. Comparação de traços foliares entre 17 espécies decíduas e cinco sempre verdes... 32 Capítulo 2

(13)

LISTA DE ABREVIATURAS E SÍMBOLOS

Abreviatura e Símbolos Unidade Descrição

Capítulo 1

LF dias Longevidade foliar

AF cm2 Área foliar

AFE mm2 mg-1 Área foliar específica

TP cm Tamanho do pecíolo

MFE mg-1mm2 Massa foliar específica

EF mm Espessura foliar

DF g cm-3 Densidade foliar

CMSF mg g-1 Conteúdo de massa seca foliar

CSA g g-1 Conteúdo saturado de água

SF g/m2 Suculência foliar

Cárea µmol m-2 Concentração de clorofila por área

Aárea µmol CO2 m-2 s-1 Fotossíntese por área

Amassa nmol CO2 g-1 s-1 Fotossíntese por massa gs mol H2O m-2 s-1 Condutância estomática EUA µmol CO2 mol H2O-1 Eficiência no uso de água

EUAi µmol CO2 mol H2O-1 Eficiência instantânea no uso de água Nmassa mg g-1(%) Nitrogênio por unidade de massa Fmassa mg g-1(%) Fósforo por unidade de massa Capítulo 2

LL dias Longevidade foliar

LA cm2 Área foliar

PL cm Tamanho do pecíolo

LMA mg-1mm2 Massa foliar específica

LTh mm Espessura foliar

LD g cm-3 Densidade foliar

LDMC mg g-1 Conteúdo de massa seca foliar

SWCleaf g g-1 Conteúdo saturado de água

LS g/m2 Suculência foliar

Chlarea µmol m-2 Concentração de clorofila por área Chlmass µmol g-1 Concentração de clorofila por massa

Amax µmol CO2 m-2 s-1 Taxa de fotossíntese máxima por área

Am nmol CO2 g-1 s-1 Taxa de fotossíntese máxima por massa gsmax mol H2O m-2 s-1 Condutância estomática máxima

WUE µmol CO2 mol H2O-1 Eficiência intrínseca no uso de água

Nmass mg g-1(%) Nitrogênio por unidade de massa

Pmass mg g-1(%) Fósforo por unidade de massa

ΨPD MPa Potencial hídrico antes do amanhecer

ΨPD minimum MPa Potencial hídrico antes do amanhecer

mínimo

ρwood g cm3 Densidade da madeira

gs mol H2O m-2 s-1 Condutância estomática diária

(14)

ΨMD MPa Potencial hídrico ao meio dia

∆Ψplant MPa Gradiente hídrico da raiz à folha

ΨSC MPa Potencial hídrico responsável por 50%

(15)

SUMÁRIO

pág.

Introdução geral ... 10

Referências... 15

Capítulo 1. Divergências funcionais e estratégias de resistência à seca entre espécies decíduas e sempre verdes tropicais ... 24

Introdução …………... 25

Material e Métodos ... 27

Resultados ... 32

Discussão ... 36

Agradecimentos... 38

Referências... 39

Capítulo 2. Drought response strategies in deciduous and evergreen woody species of a tropical dry forest………..………….... 43

Introduction …………... 44

Material and methods ... 46

Results ... 51

Discussion ... 61

Acknowledgements... 63

References... 63

Supplementary material.... 69

Considerações finais... 70

(16)

Introdução geral

1

Por que as diferentes espécies de angiospermas não são igualmente bem sucedidas em todos

2

os ambientes do planeta? Uma das explicações recorrentes em ecologia é baseada no conceito de

3

trade-off (demanda conflitante). Entende-se por trade-off a correlação negativa entre traços que uma

4

planta não pode otimizar simultaneamente (Slatkin, 1974; Stearns 1989; Westoby 1998), ou seja,

5

plantas podem investir mais em um determinado traço em detrimento de outro. A variação em traços

6

funcionais é definida por adaptações a condições ambientais que de modo geral resultam em

7

evolução convergente, traços relacionados a intercepção de luz (ex.: área foliar específica), captação

8

de CO2 (ex.: capacidade fotossintética máxima), consumo de recurso (taxa de respiração noturna) e

9

turnover de tecido (ex: longevidade do tecido) formam um espectro fundamental na variação de

10

traços funcionais (Reich et al. 1997).

11

Apesar da ideia de trade-offs ser bastante sedutora do ponto de vista teórico e coerente do

12

ponto de vista evolutivo, não são fáceis de observar e a inferência a partir de padrões observacionais

13

é problemática (Begon et al. 2007). Porém, trade-offs podem ser mesurados e comprovados em

14

observações de campo, em manipulação de experimentos em laboratório e campo e em correlações

15

fenotípicas e genéticas em laboratório (Stearns 1989). Embora os métodos usados para medi-los

16

sejam bastante criticados e controversos, trade-offs ainda são considerados a regra central que

17

explica a história de vida das espécies (Stearns 1989).

18

Um conjunto específico de traços foliares, altura da planta e massa de semente exibem um

19

esquema de estratégia ecológica de plantas (Westoby 1998). Nesse esquema, atributos de folha,

20

caule e sementes são inter-relacionadas e um interfere no outro devido aos inevitáveis trade-offs

21

(Westoby 1998). Segundo esse mesmo autor, uma espécie não pode simultaneamente desenvolver

22

grande área foliar específica e construir folhas reforçadas e longevas, não pode suportar copa alta

23

sem investir em caule com alta densidade de madeira e não pode produzir sementes grandes, com

24

muita reserva, sem limitar o número delas por esforço reprodutivo.

25

Do ponto de vista ecológico, a variação de atributos em vários traços funcionais são em geral

26

respostas a disponibilidade de recursos ou a fatores ambientais (Violle et al. 2007). A

27

disponibilidade hídrica pode ser considerada o principal fator ambiental que afeta quase todos os

28

processos fisiológicos das plantas, diretamente e/ou indiretamente (Krammer & Boyer 1995) e,

29

potencialmente, em diversos trade-offs (Markesteijn & Poorter 2009). Em ambientes sazonalmente

(17)

secos espécies decíduas reduzem a perda de água aumentando o teor de nitrogênio foliar (Nfoliar) em

31

resposta a curta estação chuvosa. Porém, os custos para manter o elevado teor de Nfoliar são

32

refletidos na alta taxa de respiração noturna e no investimento adicional para adquirir nitrogênio,

33

além disso, no aumento dos riscos à herbivoria (Reich et al. 2003)

34

Plantas com folhas longevas fixam mais carbono (C) por unidade de nitrogênio investido do

35

que plantas com folhas pouco longevas. As primeiras apresentam estrutura morfológica mais

36

reforçada em termos de massa por unidade de área, justificando assim sua maior resistência a danos

37

físicos (Marin & Medina 1981; Grubb 2002). Em ambientes onde a disponibilidade dos nutrientes

38

não limita o desenvolvimento das plantas, espécies com folhas longevas exibem baixa concentração

39

de Nfoliar (Grubb 2002). Este fato é devido o Nfoliar também ser utilizado para a construção de paredes

40

celulares mais resistentes, desta forma, restando menor quantidade de Nfoliar para as enzimas

41

fixadoras de CO2 (Evans 1989). Plantas com folhas longevas apresentam alta massa foliar por

42

unidade de área (MFE) que para serem construídas, necessitam de um alto investimento de carbono

43

(Wilson et al. 1999). Isto impõe alta resistência a difusão do CO2 dentro da folha (Kogami et al.

44

2001), desta forma, reduzindo a capacidade fotossintética e aumentando a longevidade foliar (Ishida

45

et al. 2008).

46

A correlação negativa entre traços como a longevidade foliar (LF) e área foliar específica

47

(AFE - razão entre área foliar e massa seca da folha) reflete um trade-off, indicando que plantas com

48

alta AFE possuem potencialmente rápido crescimento (alta taxa de retorno em um dado

49

investimento), porém, folhas pouco longevas (Westoby 1998). Em contrapartida, plantas que

50

mantém folhas com longa duração o retorno do carbono investido é a longo prazo, indicando

51

potencialmente crescimento lento (Westoby 1998). A alta AFE, alta capacidade fotossintética e

52

geralmente um rápido turnover de partes da planta permite resposta mais flexível aos pulsos de luz e

53

recursos do solo, desta forma, as plantas possuem vantagens em curto prazo (Wright et al. 2002).

54

Apesar das folhas com menor AFE e maior longevidade terem mais tempo para captura de

55

carbono, nesta relação existe um ponto de compensação por limitação, ou seja, um trade-off. Quanto

56

maior for a longevidade foliar, menor é a capacidade fotossintética e a mesma relação é observada

57

de modo inverso (Wright et al. 2004a). A explicação para tal relação está na diferença de estratégias

58

na alocação e área de captura de recurso. Plantas com folhas mais longevas investem a maior

59

quantidade de recurso assimilado no reforço da estrutura o que resulta em maior espessura foliar

60

(EF), porém, menor área foliar exposta à luz e maior dificuldade nas trocas gasosas. Em

61

contraponto, as plantas com folhas de curta duração investem a maior parte dos assimilados na

(18)

produção de energia e, assim, a área de absorção de luz e trocas gasosas é aumentada (Grime 1979;

63

Grime et al. 1997).

64

Wright et al. (2002) comentaram que pode existir divergência em algumas situações da

65

relação entre LF e AFE. Em ambientes secos, uma diminuição na AFE não necessariamente confere

66

um aumento na longevidade foliar, mas sim um aumento no reforço estrutural da folha que permite

67

maior resistência ao estado de murcha durante a estação seca ou em veranicos. A longevidade foliar

68

também pode variar, em um mesmo indivíduo, de acordo com a disponibilidade de luz sobre a folha

69

(Reich et al. 2009). Em casos assim, folhas não expostas a luz aumentam sua longevidade, visto que

70

a capacidade fotossintética juntamente com a concentração de Nfoliar e fósforo foliar (Ffoliar)

71

diminuem. Então, para obter um saldo positivo na fotossíntese a idade foliar é aumentada. Uma

72

consequência direta da ocorrência destes fatores foi uma diminuição na assimilação de carbono

73

diário em torno de 39%, em média, para 10 espécies lenhosas australianas (Reich et al. 2009).

74

Entretanto, há um balanço positivo na assimilação de carbono com o aumento da idade foliar.

75

Segundo Wright et al. (2004b), os principais caracteres das folhas que são inter-relacionados

76

são: 1) MFE, que é uma medida de investimento da massa seca foliar por unidade de área foliar, ou

77

seja, o inverso da AFE; 2) taxa fotossintética por unidade de massa (Amassa), que mede a taxa

78

fotossintética sob alta intensidade de luz e alta disponibilidade de água e CO2; 3) Nfoliar, que é

79

integrante das proteínas do mecanismo fotossintético, tal como a Rubisco; 4) Ffoliar, que é encontrado

80

em ácidos nucléicos, lipídios das membranas e moléculas bioenergéticas tal com o ATP.; 5) taxa de

81

respiração noturna (Rmass), que reflete o gasto metabólico dos fotossintatos na folha, especialmente

82

turnover de proteína e carga do floema de fotossintatos e 6) LF, que descreve a duração média do

83

fluxo de renda de cada folha construída. Características relacionadas à área foliar expressam um

84

trade-off entre ganho de carbono e transpiração por área foliar (área capturadora de luz). Todas as

85

seis características mencionadas anteriormente co-variam em todas as espécies, seja por forma de

86

crescimento, grupo funcional de planta ou biomassa, indicando a existência de um único espectro

87

global de variação na economia de folha (Reich et al. 2004b).

88

Generalizações sobre a longevidade foliar e outros traços das folhas em diversas

89

comunidades/ecossistemas indicam que essas características são universais na natureza e podem ser

90

comparadas (Reich et al. 1992). Desse modo, percebe-se que dentro de cada grupo de plantas, existe

91

um conjunto de traços inter-relacionados que proporcionam o desenvolvimento na planta. As

92

correlações desses traços influenciam os ecologistas a analisarem as limitações físicas e fisiológicas

93

do desenvolvimento das plantas em relação a seus traços e como correlacionam-se em resposta a

(19)

adaptação. Este último aspecto favorece a combinação particular de traços, ou seja, estratégias

95

funcionais (Reich et al. 1992; Wright et al. 2007).

96

Um bom exemplo dessas estratégias é encontrado entre AFE (Reich et al. 1997),

97

concentração de Nfoliar (Reich et al. 1997; Wright et al. 2004a), taxa fotossintética (Reich et al. 1997;

98

Wright & Cannon 2001) e densidade de madeira (Preston et al. 2006). De modo geral, duas

99

estratégias ecológicas são identificadas: a primeira descreve plantas com crescimento rápido,

100

produção de folhas de curta duração e madeira de densidade baixa e a segunda, plantas de

101

crescimento lento, produção de folhas longevas e madeira com densidade alta (Wright et al. 2006).

102

Atualmente, diversos estudos são desenvolvidos objetivando compreender as estratégias

103

funcionais das espécies e o funcionamento dos ecossistemas em florestas e savanas (Högberg &

104

Alexander 1995; Westoby et al. 2002; Wright & Westoby 2002; Bucci et al. 2004; Wright et al.

105

2004a; Hoffmann et al. 2005; Fine et al. 2006; Kooyman et al. 2010). De modo específico, o estudo

106

de Ackerly (2004) sobre traços funcionais foliares, disponibilidade hídrica e respostas funcionais e

107

fisiológicas ao fogo em ambiente semiárido, identificou no chaparral norte-americano que a

108

longevidade foliar e o potencial hídrico mínimo formaram dois eixos de variação funcional; (1)

109

folhas com curta duração foram correlacionadas com AFE, alta assimilação de carbono e nitrogênio

110

por unidade de massa, crescimento precoce e baixa estatura das plantas; (2) o potencial hídrico

111

mínimo foi associado a alta densidade de madeira, menor diâmetro dos vasos xilemáticos, galhos

112

finos e baixa área foliar. O autor conclui que os traços LF e potencial hídrico mínimo por não se

113

correlacionarem indicam que são eixos independente da variação funcional. Além disso, esses traços

114

podem definir as estratégias das plantas em relação a disponibilidade de recursos ou perturbação.

115

Outro importante estudo em ambiente semiárido, desta vez nos maquis mediterrânico

116

(vegetação semelhante ao chaparral), foi desenvolvido por Gratani & Varone (2004) que

117

identificaram correlação entre os traços MFE, densidade foliar (DF), LF e espessura foliar (EF). Os

118

autores ainda realizaram uma análise discriminante para identificar entre as espécies quais os traços

119

eram mais importantes para diferenciar estratégias. Encontraram que a LF e a condutância

120

estomática foram os melhores traços discriminantes de estratégias funcionais. De posse dessas

121

informações, percebe-se que apesar dos ambientes apresentarem limitações hídricas semelhantes, as

122

plantas possuem conjunto de traços diferenciados, indicando que as estratégias podem variar de

123

acordo com o genótipo e a história evolutiva local.

124

No semiárido brasileiro, Lima & Rodal (2010) realizaram estudo pioneiro na caatinga, cujo

125

objetivo foi responder duas questões: (1) se existia alguma relação entre a densidade de madeira e a

(20)

fenologia de espécies lenhosas? e; (2) quais fatores bióticos (precipitação ou fotoperíodo) melhor

127

explicariam o desencadeamento de determinada fenofase? Pelas características fenológicas e

128

funcionais os autores destacaram dois grupos de espécies: a) espécies sempre verdes, apresentam

129

alta densidade de madeira, trocam as folhas do início para o final da estação seca e florescem na

130

estação chuvosa e; b) espécies decíduas, que se dividiram em dois subgrupos: b1) com baixa

131

densidade de madeira e que armazenam relativamente muita água nos tecidos do caule, perdem as

132

folhas, rebrotam e florescem em seguida, no final da estação seca; b2) e as que apresentam alta

133

densidade de madeira e baixa capacidade de armazenamento de água, perdem folhas na estação

134

seca, rebrotam e florescem no início da estação chuvosa.

135

Os resultados acima encontrados confirmam que características ligadas aos tecidos do caule,

136

como densidade de madeira e potencial hídrico, estão correlacionadas com o desempenho da planta,

137

como observados por outros autores (Chave et al. 2009). No entanto, não se sabe ao certo se as

138

características que descrevem a função dos diferentes tecidos, como folhas e caule são coordenados.

139

Conhecer o funcionamento da planta como um todo é vital para entender as complexas relações

140

entre características de desempenho das plantas (Westoby & Wright 2006). Outro importante ponto

141

é compreendermos como os diferentes traços funcionais desses órgãos correlacionam-se, uma vez

142

que não há consenso na literatura que indique a associação entre traços foliares e do caule (Freschet

143

et al. 2010; Ishida et al. 2008; Baraloto et al. 2010).

144

Os problemas de pesquisa propostos foram abordados e discutidos em dois capítulos. No

145

primeiro capítulo, avaliamos a variação funcional entre espécies decíduas e sempre verdes para

146

compreender as divergências nas estratégias de tolerância e evitação à seca. Nós encontramos que

147

espécies decíduas e sempre verdes demonstraram diferenças claras em traços funcionais foliares

148

relacionados ao ganho de carbono e investimento de carbono na construção das folhas, no entanto,

149

não observamos diferenças significativas no uso de água durante a estação de maior disponibilidade

150

hídrica.

151

No segundo capítulo, nós avaliamos como a sazonalidade de água no solo e o déficit de

152

pressão de vapor (DPV) afetam na fenologia foliar de espécies decíduas e sempre verdes. Além

153

disso, avaliamos se o comportamento fenológico das espécies é um bom preditor de estratégias

154

hidráulicas de árvores em ecossistemas tropicais sazonalmente secos. Nosso estudo fornece

155

evidências que espécies com o mesmo comportamento fenológico apresentam estratégias hidráulicas

156

e respostas à seca diferentes e demonstra que essas estratégias ocorrem independentes da fenologia

(21)

foliar. Além disso, nós propomos traços hidráulicos chaves para fornecer insight sobre estratégias

158

hídricas em espécies sob clima sazonalmente seco.

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(30)

Capítulo 1

437

DIVERGÊNCIAS FUNCIONAIS E ESTRATÉGIAS DE RESISTÊNCIA À SECA ENTRE

438

ESPÉCIES DECÍDUAS E SEMPRE VERDES TROPICAIS †

439

Resumo

440

Analisamos a variação funcional entre espécies decíduas (ED) e sempre verdes (ESV) para

441

compreender as divergências nas estratégias de tolerância e evitação à seca. O estudo foi realizado

442

em um fragmento de floresta tropical sazonalmente seca, localizada no munícipio de Pentecoste

443

(3°47'S, 39°16'W), Ceará, Brasil. Mensuramos 17 traços funcionais foliares em 17 ED e cinco ESV,

444

sendo 12 morfofuncionais, um fenológico e quatro fisiológicos. Verificamos que as ED exibiram

445

maior taxa de fotossíntese por massa (Amassa), menor longevidade foliar (LF) e massa foliar

446

específica (MFE) quando comparadas às sempre verdes. Esses traços foram considerados

traços-447

chaves preditores das estratégias de evitação e tolerância à seca. As ED e ESV apresentaram uma

448

demanda conflitante entre tolerância à seca e taxa fotossintética, pois a LF foi negativamente

449

correlacionada com à Amassa. Embora tenham demonstrado diferenças claras na MFE e LF não

450

observamos diferenças significativas na Aárea e gs, consequentemente, ED e ESV não diferiram na

451

eficiência no uso da água durante o período chuvoso. Apesar da variabilidade substancial dentro do

452

grupo, todas as ED exibem estratégia de evitação à seca enquanto que ESV exibem um conjunto de

453

traços funcionais foliares relacionados a estratégia de tolerância à seca.

454

Palavras-chave: Grupos fenológicos, tolerância à seca, evitação à seca.

455 456

(31)

1. Introdução

457

Espécies de árvores com diferentes estratégias funcionais, sempre verdes e decíduas, coocorrem

458

em florestas sazonalmente secas (Sobrado 1993; Eamus 1999; Givnish 2002; Fu et al. 2012).

459

Espécies decíduas evitam a seca, produzindo folhas pouco longevas e transpirando a taxas

460

insignificantes na estação seca (Chabot & Hicks 1982; Eamus 1999). Por outro lado, espécies

461

sempre verdes toleram à seca, apresentando elevada longevidade foliar e fluxo transpiracional

462

durante todo ano (Chabot & Hicks 1982; Eamus 1999; Mediavilla & Escudero 2003).

463

Embora espécies decíduas e sempre verdes demonstrem diferenças entre o uso de água e

464

nutrientes (Kikuzawa 1991; Givnish 2002; Ishida et al. 2010), ainda não é claro se durante o período

465

de maior disponibilidade hídrica essas diferenças são mantidas. Em relação às trocas gasosas e uso

466

da água, espécies decíduas são menos conservativas no uso da água, transpiram a elevadas taxas no

467

período chuvoso em troca de maior ganho de carbono (Mediavilla & Escudero, 2003). Em

468

contrapartida, espécies sempre verdes são mais conservativas no uso da água, exibem baixa

469

condutância estomática e grande sensibilidade estomática quando sujeitas a alta demanda

470

evaporativa (Mediavilla & Escudero 2003). Porém, essas divergências entre espécies decíduas e

471

sempre verdes não são demonstradas de forma consensual (ver Damesin et al. 1998; Bucci et al.

472

2005).

473

A longevidade foliar é um traço funcional que indica divergências no ganho de carbono e taxa

474

de crescimento entre os grupos de espécies decíduas e sempre verdes (Kikuzawa 1991;

Williams-475

Linera 2000; Ishida et al. 2010). Geralmente esse traço é correlacionado positivamente com a massa

476

foliar e negativamente com a capacidade fotossintética e o conteúdo foliar de nitrogênio e fósforo

477

(Reich et al. 1992; Williams-Linera 2000; Cordell et al. 2001; Wright et al. 2004). Espécies

478

decíduas apresentam menor massa foliar específica e maior taxa fotossintética por unidade de massa

479

se comparadas com espécies sempre verdes (Fu et al. 2012). Espécies sempre verdes apresentam

480

elevada massa foliar, pois, investem grande parte do carbono assimilado na construção das folhas

481

(Wilson et al. 1999). O alto investimento aumenta a resistência à difusão do CO2 e,

482

consequentemente, reduz a capacidade fotossintética em espécies sempre verdes (Ishida et al. 2008).

483

Portanto, duas estratégias ecológicas são identificadas, espécies decíduas que constroem folhas

484

pouco longevas com alta capacidade fotossintética e, espécies sempre verdes que possuem folhas

485

longevas e elevada massa foliar, porém, com baixa capacidade fotossintética (Wright et al. 2006).

Imagem

Figura  1  –  Mapa  do  Brasil  com  a  localização  do  estado  do  Ceará  na  região  nordeste  (a
Tabela 1 – Grupos fenológicos e formas de crescimento das espécies selecionadas para amostragem 554
Figura  2  – Diagrama  climático  Walter  e  Lieth  (1960)  para  a  fazenda  experimental  Vale  do  Curu, 593
Tabela 2 – Comparação de traços foliares entre 17 espécies decíduas e cinco sempre verdes (médias 632
+7

Referências

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