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CLIPPING SEMANAL TRIBUTÁRIO

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CLIPPING SEMANAL TRIBUTÁRIO CLIPPING SEMANAL TRIBUTÁRIO CLIPPING SEMANAL TRIBUTÁRIO CLIPPING SEMANAL TRIBUTÁRIO

22 a 26 de Fevereiro de 2016

1

FEDERAL ... 3

1. Carf cancela decisão que negou perícia a contribuinte ... 3

2. Tribunal libera importador de caução ... 4

3. PL que obrigaria Receita a informar acesso a dados dos contribuintes é rejeitado na Câmara dos Deputados ... 5

4. RFB - Declaração de espólio e IRRF - Ganho de capital e Carnê-Leão – Alterações ... 6

5. RFB/SCS - Siscoserv - Obrigação acessória - Operações com o exterior - Manual – Aprovação ... 6

6. Prazo de declaração para empresas do Simples é ampliado ... 7

7. Receita Federal abre para consulta pública Instrução Normativa sobre o RERCT ... 8

8. Receita Federal abre consulta pública para regulamentar Lei da Repatriação ... 8

9. PEC propõe que redução ou aumento de IPI poderá ter que ser aprovado pelo Senado ... 9

10. Comissão mista aprova relatório de MP que aumentou alíquotas de vários impostos 10 11. Senado aprova MP que eleva imposto sobre ganhos de capital ... 11

12. Norma sobre repatriação de capitais vai à consulta ... 12

13. PEC pode impedir União de aumentar ou reduzir livremente IPI ... 13

14. Receita vence no Supremo disputa sobre sigilo bancário ... 14

15. Conselho mantém multas de corretoras... 15

16. Empresa beneficiada com isenção de IPI no produto final tem direito de ressarcimento limitado a três anos ... 16

17. Decisão do STJ soluciona conflito de competência entre Receita e Anvisa ... 17

18. Conselho decide reduzir ritmo de julgamentos ... 18

19. Contribuinte vence disputa no Carf sobre insumo ... 19

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2

20. Governo federal regulamenta dispensa de autenticação de Livros Contábeis... 20

21. Senador defende aprovação de projeto que pretende reduzir a defasagem na tabela do Imposto de Renda ... 21

ESTADUAL ... 21

22. São Paulo regulamenta declaração de ICMS do comércio eletrônico ... 21

23. CONFAZ - ICMS - Diferencial de alíquotas - Operações e prestações com consumidor final - Recolhimento do imposto - Alterações ... 22

24. CONFAZ - ICMS - Declaração de Substituição Tributária, Diferencial de Alíquotas e Antecipação - DeSTDA - Prazo de entrega – Prorrogação ... 23

25. SP - ICMS - Simples Nacional - Diferencial de alíquotas - Operações e prestações com consumidor final - Disposições ... 23

26. Prazo para adesão ao programa de parcelamento de dívidas termina dia 29 ... 24

27. STJ julga ICMS de remédios vendidos a hospitais ... 25

28. Plenário do STF julgará Adin da Abradimex sobre novas regras do ICMS ... 26

29. Prazo de declaração para empresas do Simples é ampliado ... 27

30. CONFAZ - ICMS - ES, MA, MG, RJ, RS e SC - Substituição tributária - Bebidas quentes - Alterações... 27

31. CONFAZ - ICMS - RJ e SP - Substituição tributária - Cosméticos, perfumaria, artigos de higiene pessoal e de toucador - Alteração ... 28

32. CONFAZ - ICMS - Fiscalização - Postos Fiscais de controle de mercadorias em trânsito - Adesão do MA ... 28

33. CONFAZ - ICMS - MG e SP - Substituição tributária - Produtos alimentícios - Alteração 28 34. CONFAZ - ICMS - PI - Alíquota interna - Bebidas, fumo, combustíveis e outros - Disposições ... 29

35. CONFAZ - ICMS - ES, MG, RS e SP - Substituição tributária - Bebidas quentes - Alterações... 29

36. CONFAZ - ICMS - Substituição tributária - Bebidas quentes - Alterações ... 29

37. CONFAZ - ICMS - SP e RO - Domicílio Eletrônico do Contribuinte - DEC - Cessão do sistema - Disposições ... 29

38. CONFAZ - ICMS - AL, MS, SP e DF - Substituição tributária - Bebidas quentes - Alterações... 30

39. CONFAZ - ICMS - AP, MG, PR, RJ, RS e SC - Substituição tributária - Cosméticos, perfumaria, artigos de higiene pessoal e de toucador - Alteração ... 30

(3)

3 FEDERAL

1. Carf cancela decisão que negou perícia a contribuinte

Fonte: Valor Por Adriana Aguiar

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) cancelou uma decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador que negou o pedido de perícia de um contribuinte.

Os julgadores levaram em consideração que não foi apresentada justificativa pela turma que analisou o caso.

A decisão, unânime, é da 4ª Câmara da 1ª Turma Ordinária da 2ª Seção do Carf. Segundo advogados, muitas vezes a primeira instância administrativa nega pedidos de perícia. No caso avaliado, porém, sequer houve justificativa.

Os conselheiros declararam nula a decisão proferida pela 7ª Turma da delegacia da Receita Federal em Salvador por cerceamento do direito de defesa. E determinaram o retorno dos autos para nova análise do pedido de perícia.

O caso envolve a Worktime Assessoria Empresarial. A empresa sofreu um auto de infração referente a contribuições previdenciárias. A companhia alegou em sua defesa que a fiscalização teria efetuado cobranças multiplicadas, "uma vez que se utiliza dos mesmos fatos para gerar vários lançamentos".

Para comprovar a alegação, pediu a perícia contábil. Com a medida, segundo a defesa, seria possível deixar evidente que "nem todos os valores integrantes da folha de pagamento constituem-se base de cálculo para a contribuição previdenciária, uma vez que os valores foram reembolsados aos empregados a título de despesas já efetuadas".

Ao analisar o caso, o relator no Carf, conselheiro Cleberson Alex Friess, entendeu que "o indeferimento da perícia, por si só, não é motivo de declaração de nulidade da decisão de primeira instância". Porém, "a motivação da recusa em determinar a sua realização deve constar expressamente do ato administrativo".

Na decisão, o conselheiro destaca que o artigo nº 28 do Decreto nº 70. 235, de 1972, estabelece que "na decisão em que for julgada questão preliminar será também julgado o mérito, salvo quando incompatíveis, e dela constará o indeferimento fundamentado do pedido de diligência ou perícia, se for o caso".

Segundo o relator, "a ausência da apreciação do pedido de perícia cerceia o próprio direito de defesa do sujeito passivo, na medida em que não lhe é dado qualquer satisfação a respeito das razões pelas quais a prova requerida não será produzida".

Na decisão, afirma ainda que "tornasse inviável apreciar as razões recursais aduzidas pelo recorrente quanto à prova pericial, sem a prévia manifestação expressa da autoridade a quo". E acrescenta: "Um pronunciamento no atual estágio dos autos implica afronta ao princípio do duplo grau de jurisdição, o qual orienta o processo administrativo fiscal."

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4 Especialista em direito previdenciário, o advogado Caio Taniguchi Marques, do escritório ASBZ Advogados, afirma que alguns contribuintes têm apresentado pedidos genéricos de perícia para tentar comprovar tudo que alegam nos processos levados à esfera administrativa.

Nessas situações, as delegacias de julgamento têm negado, em geral, esses pedidos com a justificativa de que os contribuintes já tiveram, na impugnação, os seus 30 dias para a defesa e apresentação de provas. "Normalmente há uma resposta padrão dizendo que não é mais o momento", diz o advogado.

No caso concreto, porém, não houve manifestação da Receita Federal. "É a primeira vez que vejo esse tipo de decisão ser anulada", afirma Marques. Para ele, as decisões do "novo Carf" - que ficou paralisado boa parte do ano passado em decorrência da Operação Zelotes, da Polícia Federal - têm surpreendido. "Todos estavam temerosos, mas foram proferidas boas decisões, pelo menos na área previdenciária. Essa atual deu segurança aos contribuintes ao garantir a ampla defesa e o contraditório", diz.

O advogado Janssen Murayama, do escritório Murayama Advogados, afirma ter feito uma pesquisa nos acórdãos do Carf sobre o tema publicados desde janeiro de 2013. Dos quatro processos encontrados, em dois o conselho não anulou decisões de delegacias que não apreciaram pedidos de perícia por entenderem que a referida prova não seria imprescindível à análise dos processos.

No caso recente, o advogado afirma que "como a delegacia sequer se manifestou, a decisão mereceu ser cancelada". O mesmo ocorreu em um julgado de agosto de 2014 da 2ª Turma Especial da 2ª Seção de Julgamento.

Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) preferiu não se manifestar. Já a Receita Federal não deu retorno até o fechamento da edição. No caso da WorkTime Assessoria Empresarial, a reportagem não conseguiu localizar algum representante para comentar o caso.

2. Tribunal libera importador de caução

Fonte: Valor Por Beatriz Olivon

A GTP Tecnologia Importação e Exportação obteve uma liminar no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília, para liberar na alfândega, sem o pagamento de caução, equipamentos importados apreendidos pela Receita Federal por subfaturamento. Foram importadas etiquetas de identificação de radiofrequência, usadas para conferir preços de mercadorias em lojas.

Segundo a fiscalização, os preços dos mesmos produtos em outros fornecedores superavam em até 16 vezes o declarado pela GTP. Na autuação fiscal consta que "pode até se pensar em um desconto, mas em tais proporções desafia a lógica comercial".

Intimado a justificar o preço e a prestar informações, o importador apresentou documentação que foi considerada insuficiente pela Receita Federal. Com a pena de apreensão e perda das mercadorias (perdimento), a empresa decidiu levar seu caso ao Judiciário.

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5 O importador entrou com pedido de antecipação de tutela (espécie de liminar) para a liberação dos produtos. Ao analisar o caso, a juíza federal Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara do Distrito Federal, considerou a possibilidade de dano de difícil reparação e concedeu a liminar.

A juíza entendeu que houve subfaturamento, mas que não caberia pena de perdimento no caso.

Para a liberação do produto, porém, ela manteve a multa correspondente a 100% da diferença entre o preço declarado e o arbitrado pelas autoridades aduaneiras.

A empresa recorreu, então, ao TRF da 1ª Região para obter a liberação das mercadorias sem pagamento de caução. Na decisão, o desembargador federal Itelmar Raydan Evangelista cita a Súmula nº 323 do Supremo Tribunal Federal (STF), que considera inadmissível a apreensão de mercadorias como meio coercitivo para o pagamento de tributos.

Apesar da jurisprudência, "a Receita Federal insiste em reter mercadorias em casos semelhantes e aplicar a pena de perdimento", segundo o advogado que representa a empresa no processo, Augusto Fauvel de Moraes, do escritório Fauvel e Moraes Sociedade de Advogados.

"Principalmente quando os produtos são provenientes da China", diz.

Apesar de ser uma liminar, pode ser usada como precedente por importadores, segundo o advogado Flavio Eduardo Carvalho, do escritório Souza, Schneider, Pugliese e Sztokfisz Advogados. Ele destaca ser comum a exigência da caução para a liberação em situações semelhantes. Em decisões monocráticas, o STJ tem reprimido a aplicação de perdimento, mas mantido a exigência de caução.

"Quando a empresa tem algum problema de classificação de mercadorias, a Receita Federal geralmente faz a retenção e aplica a pena de perdimento", afirma a advogada tributarista Fernanda Approbato de Oliveira, do escritório Rayes & Fagundes Advogados Associados. E apesar da jurisprudência favorável aos contribuintes, em alguns casos, segundo ela, os juízes se mostram reticentes em afastar o perdimento. "Mas não há justificativa para manter as mercadorias retidas. Não há infração."

Procurada pelo Valor, a Receita Federal preferiu não se manifestar sobre a decisão.

3. PL que obrigaria Receita a informar acesso a dados dos contribuintes é rejeitado na Câmara dos Deputados

Fonte: Agência Câmara Notícias

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados rejeitou o Projeto de Lei 113/11, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que obriga a Receita Federal a informar ao contribuinte todas as vezes que seus dados cadastrais e fiscais nos sistemas eletrônicos forem acessados.

O texto rejeitado determina que o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) deve enviar mensagem eletrônica pela internet, especificando dia, hora e unidade do órgão em que foi realizado o acesso, identificação do servidor responsável e natureza dos dados acessados.

Arquivamento

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6 Como a proposta foi rejeitada em caráter conclusivo pela única comissão de análise de mérito, ela deverá ser arquivada, a menos que haja recurso aprovado para que sua tramitação continue pelo Plenário da Câmara.

Difícil execução

Relator do parecer vencedor, o deputado Pepe Vargas (PT-RS) disse que o projeto não apresenta aumento de despesa ou redução de receitas públicas, no entanto, apresenta-se como medida de difícil execução.

“Em vista da quantidade de contribuintes passíveis de exame fiscal, a obrigatoriedade por lei, de comunicação instantânea ou em prazo certo, de cada acesso a dados cadastrais por parte da Receita, cria procedimento de difícil execução, correndo-se o risco de o Congresso Nacional patrocinar aprovação de projeto de lei inexequível”, alerta o relator.

Vargas acrescenta que o sigilo de dados fiscais já é um assunto regulamentado pela legislação brasileira. “O sigilo fiscal está garantido na Constituição Federal. O Código Tributário Nacional também garante a inviolabilidade fiscal. Sabe-se, inclusive, que é de nulidade absoluta na legislação processual a obtenção do sigilo fiscal como prova quando não autorizada judicialmente”, completou.

4. RFB - Declaração de espólio e IRRF - Ganho de capital e Carnê-Leão – Alterações

Fonte: Fiscosoft

Por meio da Instrução Normativa nº 1.620/2016, foi alterada a Instrução Normativa SRF nº 81/2001, que dispõe sobre as declarações de espólio, relativamente à transferência dos bens e direitos aos herdeiros ou legatários, para dispor que o imposto devido sobre o ganho de capital deve ser pago pelo inventariante até a data prevista para a entrega da Declaração Final de Espólio.

Citado ato ainda alterou a Instrução Normativa RFB nº 1.531/2014, que dispõe a respeito de orientação aos contribuintes quanto à utilização do programa multiplataforma Recolhimento Mensal Obrigatório (Carnê-Leão) relativo ao Imposto sobre a Renda da Pessoa Física a partir do ano-calendário de 2015, para dispor sobre a relação dos códigos de ocupação principal do contribuinte.

5. RFB/SCS - Siscoserv - Obrigação acessória - Operações com o exterior - Manual – Aprovação

Fonte: Fiscosoft

Por meio da Portaria Conjunta RFB/SCS nº 219/2016, foi aprovada a 10ª edição dos Manuais Informatizados dos Módulos Venda e Aquisição do Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (Siscoserv), destinados ao registro de informações relativas às transações entre residentes ou domiciliados no País e residentes ou domiciliados no exterior.

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7 Os arquivos digitais dos Manuais encontram-se disponíveis no sítio da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e no sítio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) na Internet.

Por fim, foi revogada a Portaria Conjunta RFB/SCS nº 43/2015, que aprovou a 9º edição dos referidos manuais.

6. Prazo de declaração para empresas do Simples é ampliado

Fonte: Valor Por Laura Ignacio

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e a Receita Federal estenderam para 20 de abril o prazo para as optantes do Simples enviarem a declaração que unifica dados sobre o ICMS recolhido na substituição tributária, o diferencial de alíquotas devido nas operações interestaduais e a antecipação do imposto. A prorrogação foi determinada pelo Ajuste Sinief nº 3, publicado no Diário Oficial da União de ontem, e é válida para as operações ocorridas este mês e em janeiro.

Segundo o secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago, a Declaração de Substituição Tributária, Diferencial de Alíquota e Antecipação (DeSTDA) não exigirá informações sobre a repartição do ICMS nas vendas pelo comércio eletrônico. "Apenas se a liminar do Toffoli cair, poderá haver uma mudança", afirma.

Na semana passada, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar que suspendeu a exigência do recolhimento do ICMS para as micro e pequenas empresas. Isso porque desde 1º de janeiro entraram em vigor as novas regras para a repartição do ICMS entre Estado de origem e destino das mercadorias nas vendas interestaduais para consumidores finais não contribuintes do tributo.

A nova obrigação entrou em vigor no país em 1º de janeiro, com exceção do Espírito Santo, onde começa em 1º de janeiro de 2017. Pelo Ajuste Sinief nº 4, também publicado ontem, em Rondônia e Tocantins, será a partir de 1º de julho deste ano.

Já por meio do Convênio ICMS nº 9, o Confaz determinou que o remetente da mercadoria a consumidor final poderá, independentemente de ser inscrito no Estado de destino do produto, recolher o ICMS à essa unidade federada, em relação às operações que ocorrerem entre 1º de janeiro a 30 de abril de 2016.

"Para este período, a medida desburocratizou um pouco mais a vida das empresas", diz Douglas Campanini, da Athros Auditoria e Consultoria. Porém, não foram todos os Estados que aderiram ao convênio - 17 ficaram de fora.

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8 7. Receita Federal abre para consulta pública Instrução Normativa sobre o

RERCT

Fonte: RFB

Já está disponível para consulta pública proposta de instrução normativa que dispõe sobre o Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT), que objetiva a declaração voluntária de recursos, bens ou direitos de origem lícita, não declarados ou declarados incorretamente, remetidos ou mantidos no exterior ou repatriados por residentes ou domiciliados no País.

A minuta da instrução normativa está disponível desde 23/2/2016. Acesse aqui a minuta.

As sugestões podem ser encaminhadas até 3/3/2016 por meio da seção “Consultas Públicas e Editoriais” do site da Receita na Internet.

Importante

A fim de garantir maior transparência ao processo de elaboração dos atos submetidos à consulta pública, a identificação dos responsáveis pelas contribuições é considerada informação pública e poderá ser publicizada, exceto o e-mail e o CPF, conforme preconiza o art. 31, § 1º, inciso I, da Lei nº 12.527, de 2011.

Transparência

Ao tornar disponíveis minutas de atos normativos, a Receita Federal do Brasil (RFB) quer coletar subsídios e sugestões junto à sociedade para o processo de aperfeiçoamento de regras de iniciativa do órgão, promovendo maior previsibilidade e estabilidade aos efeitos da norma. A consulta pública visa a assegurar que sugestões sobre aqueles atos possam ser conhecidas pela instituição e levadas em consideração na definição do conteúdo da norma. Em 2015, foram oferecidas para consulta pública seis atos normativos. A presente consulta pública é a quarta de 2016.

8. Receita Federal abre consulta pública para regulamentar Lei da Repatriação

Fonte: Agência Brasil Por Daniel Lima

A Receita Federal liberou para consulta pública uma proposta de instrução normativa que dispõe sobre o Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (Rerct), que permite a declaração voluntária de recursos, bens ou direitos de origem lícita, não declarados ou declarados incorretamente, remetidos ou mantidos no exterior ou ainda repatriados por residentes ou domiciliados no país.

A instrução normativa regulamenta a chamada Lei da Repatriação, sancionada pela presidenta Dima Rousseff no dia 13 de janeiro. A minuta da instrução normativa ficará disponível de hoje (23) até o dia 3 de março e encontra-se na seção Consultas Públicas e Editoriais, do site da Receita na Internet.

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9 Para garantir maior transparência ao processo de elaboração dos atos submetidos à consulta pública, a identificação dos responsáveis pelas contribuições é considerada informação pública e poderá ser divulgada, exceto o e-mail e o CPF.

A Lei da Repatriação é uma das medidas do governo para tentar reequilibrar as contas públicas e sua regulamentação vai permitir, mediante pagamento de imposto e de multa reduzida, regularizar recursos mantidos no exterior sem declaração à Receita Federal.

A lei oferece incentivos para quem declarar bens e recursos adquiridos até 31 de dezembro de 2014. Em troca da anistia de crimes relacionados à evasão de divisas, o contribuinte pagará 15%

de Imposto de Renda e 15% de multa, totalizando 30% do valor repatriado. Sem a nova lei, o devedor teria de pagar multa de até 225% do valor devido, além de responder na Justiça e na esfera administrativa, dependendo do caso.

A Receita Federal tem adotado a postura de disponibilizar minutas de atos normativos para coletar subsídios e sugestões da população, em um processo de aperfeiçoamento das regras. A consulta pública, segundo o Fisco, visa a assegurar que sugestões sobre os atos possam ser conhecidas pela instituição e levadas em consideração na definição do conteúdo da norma.

Em 2015, foram encerradas seis consultas públicas com minutas de atos normativos, entre elas uma para ouvir os contribuintes e aperfeiçoar o atendimento presencial em suas unidades.

Neste ano, esta é a quarta consulta liberada.

9. PEC propõe que redução ou aumento de IPI poderá ter que ser aprovado pelo Senado

Fonte: Agência Senado

O Poder Executivo pode perder a capacidade de aumentar ou reduzir, livremente, as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Proposta de emenda à Constituição (PEC 55/2015) com esta limitação foi apresentada pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e pode ser aprovada, nesta quarta-feira (24), pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A intenção é submeter ao Senado Federal qualquer proposta do Executivo que mude a alíquota do tributo. Assim, a medida só passará a valer se aprovada por maioria absoluta dos senadores.

Outra providência da PEC 55/2015 foi exigir que estados, o Distrito Federal e municípios sejam compensados financeiramente pela União caso haja redução na arrecadação do IPI.

Para Jereissati, é urgente limitar o grau de discricionariedade do Poder Executivo quanto à alteração de alíquotas do IPI por decreto. Segundo estimativa da Consultoria Legislativa do Senado, a perda de arrecadação do tributo incidente sobre material de construção, móveis, linha branca e veículos — setores beneficiados com redução de alíquota — chegou a R$ 32,5 bilhões entre 2010 e 2014. Desse montante, R$ 15,9 bilhões caberiam aos Fundos de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e dos Municípios (FPM).

“No mérito, somos pela aprovação da PEC nº 55, de 2015, porque protege tanto os contribuintes quanto os entes subnacionais (Estados, Distrito Federal e Municípios) dos efeitos da caneta presidencial sobre as alíquotas do IPI. “, ressaltou o relator, senador Antonio Anastasia (PSDB- MG), no parecer.

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10 Depois de passar pela CCJ, a PEC 55/2015 segue para dois turnos de discussão e votação no Plenário do Senado.

10. Comissão mista aprova relatório de MP que aumentou alíquotas de vários impostos

Fonte: Agência Senado

A comissão mista que analisa a Medida Provisória 694/2015 aprovou, nesta terça-feira (23), relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR). A MP, editada em setembro do ano passado, já teve seu prazo de vigência prorrogado até 8 de março. Com ela, o governo reduziu benefícios fiscais de várias leis federais para aumentar a arrecadação e assim contribuir para o ajuste das contas públicas.

A MP 694 faz parte do pacote de medidas do governo federal para minimizar o déficit orçamentário e aumentar a arrecadação, neste ano, em aproximadamente R$ 10 bilhões. A medida provisória atingiu empresas que investiram em desenvolvimento tecnológico e outras de segmentos como o têxtil e o petroquímico, além de pequenos agricultores do Nordeste.

O voto de Romero Jucá foi pela aprovação parcial de 21 das 109 emendas apresentadas à MP, na forma de projeto de lei de conversão.

Capital próprio

A MP altera a Lei 9.249/1995 para limitar a dedução, para efeito de apuração do lucro real das pessoas jurídicas, dos juros incidentes sobre o capital próprio. Até o advento da medida, os juros sobre o capital próprio eram calculados, pro rata die, com base na variação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).

Com a MP, os juros continuarão a ser apurados com base na TJLP, desde que sua variação não exceda a taxa o limite de 5% ao ano. Além disso, os juros, uma vez pagos aos seus beneficiários ou em seu nome creditados, passam a sujeitar-se, para efeito da incidência de Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 18%, contra os atuais 15%.

Pasep e Cofins

A MP 694/2015 modifica ainda a Lei 10.865/2004 para elevar as alíquotas da contribuição para o PIS/Pasep-Importação, de 0,54%, para 1,11%, e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social-Importação (Cofins-Importação), de 2,46% para 5,02%.

Essas contribuições incidem sobre as operações de importação de substâncias usadas na indústria petroquímica, sempre que efetuadas por indústria química e ocorridos os fatos geradores no exercício de 2016. Entre os produtos com novas alíquotas estão etano, butano, propano, nafta e benzeno.

Imposto de Renda

A medida provisória suspende, durante o exercício fiscal de 2016, os benefícios fiscais criados pela Lei 11.196/2005, conhecida como “Lei do Bem”. Ela permitiu a empresas de inovação

(11)

11 tecnológica deduzirem do cálculo do Imposto de Renda a pagar 60% do montante gastos com pesquisas e desenvolvimento de tecnologias.

A proposta também altera dispositivos de outras normas legais. Nova redação dada ao artigo 60 da Lei 12.249/2010 estabelece que, até 31 de dezembro de 2019, fica reduzida a 6% a alíquota do Imposto de Renda retido na fonte, incidente sobre os valores pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos ao exterior, de pessoas físicas residentes no país, em viagens de turismo, negócios, serviço, treinamento ou missões oficiais, até o limite global de R$ 20 mil ao mês.

Agências de viagem

As operadoras e agências de viagens sujeitam-se ao limite de R$ 10 mil ao mês, por passageiro, obedecida a regulamentação do Poder Executivo quanto a limites, quantidade de passageiros e condições para utilização da redução, conforme o tipo de gasto custeado.

Para fins de cumprimento das condições para utilização da alíquota reduzida, as operadoras e agências de viagem deverão ser cadastradas no Ministério do Turismo e suas operações devem ser realizadas por intermédio de instituição financeira domiciliada no país.

- Todos os mecanismos colocados foram para beneficiar a população e os segmentos envolvidos – disse Jucá.

Marinha Mercante

O projeto de lei de conversão da MP 694 estabelece ainda que, pelo prazo de quatro anos, contado a partir de 1º de janeiro de 2016, não incidirá o Adicional do Frete para Renovação da Marinha Mercante sobre as mercadorias cuja origem ou destino seja porto localizado no Espírito Santo ou em estado das regiões Norte ou Nordeste.

Outros temas

A MP 694 trata ainda da Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL), do crédito rural e bancos.

No debate do assunto, causou muita discussão o primeiro projeto de conversão apresentado por Jucá, em dezembro do ano passado, no qual ele aumentou a tributação sobre ações e aplicações financeiras. Em fevereiro, porém, ele apresentou novo texto, recuando de suas sugestões iniciais.

11. Senado aprova MP que eleva imposto sobre ganhos de capital

Fonte: Agência Brasil

O plenário do Senado aprovou hoje (23) a Medida Provisória (MP) 692/15, que aumenta progressivamente o Imposto de Renda sobre ganhos de capital – a diferença entre os rendimentos recebidos com a venda de um ativo (como ações e imóveis) e o custo de aquisição dele. Hoje o tributo é cobrado em alíquota única de 15%.

Os senadores aprovaram o relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), por 56 votos a 11 e com uma abstenção. A MP também fixa regras para a quitação de dívidas tributárias com a doação de imóveis em pagamento.

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12 O texto proposto por Jereissati estabelece progressividade no pagamento do tributo. Pela proposta, a alíquota de 15% permanece para os ganhos que não ultrapassarem R$ 5 milhões. A partir daí, a alíquota aumenta progressivamente para 17,5% sobre a parcela dos ganhos acima de R$ 5 milhões e que não ultrapassem R$ 10 milhões; 20% sobre a parcela dos ganhos acima de R$ 10 milhões e abaixo de R$ 30 milhões; e, por fim, 22,5% sobre a parcela dos ganhos que ultrapassar R$ 30 milhões.

A MP foi aprovada sem alterações em relação ao texto da Câmara dos Deputados e, por isso, segue agora para sanção da presidenta Dilma Rousseff. A aprovação da medida provisória destrancou a pauta do Senado e o plenário da Casa começará a discutir agora o projeto de lei do senador José Serra (PSDB-SP) que propõe o fim da participação obrigatória da Petrobras na exploração do pré-sal.

12. Norma sobre repatriação de capitais vai à consulta

Fonte: Valor Por Edna Simão

A Receita Federal colocou em consulta pública a proposta de instrução normativa do Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT), que trata do programa de repatriação de capitais que foram enviados para fora do país e não declarados. A equipe econômica espera arrecadar R$ 21 bilhões com o pagamento de tributos para regularização desses recursos.

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, pretende regulamentar a questão até 15 de março.

Desde ontem, a minuta da instrução normativa está disponível e sugestões podem ser encaminhadas até o dia 3 de março por meio da seção "Consultas Públicas e Editoriais" do site da Receita.

O texto detalha os tipos de recursos, bens ou direitos que serão alcançados e estabelece que poderão ser regularizados apenas aqueles existentes em data anterior a 31 de dezembro de 2014, remetidos ou mantidos no exterior. Também serão atendidos os que tenham sido transferidos para o país, mas não declarados ou declarados com omissão ou incorreção em relação a dados essenciais à Receita Federal.

Poderá optar pelo regime especial a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no Brasil em 31 de dezembro de 2014, titular de bens e direitos de origem lícita, anteriormente a essa data. A medida também contempla o não residente, sempre obedecendo a data de 31 de dezembro de 2014.

O RERCT aplica-se também ao espólio. No entanto, não contempla quem tiver sido condenado em ação penal por crimes especificados na Lei nº 13.254, de 13 de janeiro de 2016, que criou o programa. A norma também não será aplicada aos detentores de cargos, empregos e funções públicas de direção ou eletivas, nem aos respectivos cônjuges e aos parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, em 13 de janeiro de 2016.

A lei prevê que, sobre o montante repatriado, incidirá alíquota de 15%, a título de Imposto de Renda (IR), com câmbio congelado no último dia útil de dezembro de 2014 (equivalente a R$

2,66). O artigo 8º define que incidirá ainda multa de 100% em relação ao IR - ou seja, outros 15%

do total.

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13 A regularização dos bens, conforme a minuta, prevê confissão irrevogável e irretratável dos débitos em nome do sujeito passivo nos termos do Código do Processo Civil (CPC) e condicionam o sujeito passivo à aceitação plena e irretratável de todas as condições previstas na Lei nº 13.254, de 2016.

Também representa remissão dos demais créditos tributários decorrentes do descumprimento de obrigações tributárias e a redução de 100% das demais multas de mora, de ofício ou isoladas e dos encargos legais relacionados a esses bens e direitos referentes a fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2014. Estão isentos da multa o somatório dos valores disponíveis em contas de depósito no exterior no limite de até R$ 10 mil por pessoa.

Conforme a minuta, a remissão e a dispensa de pagamento de acréscimos moratórios não alcançam os tributos retidos por sujeito passivo, na condição de responsável, e não recolhidos aos cofres públicos no prazo legal.

A minuta estabelece ainda que a pessoa física optante pelo programa deverá apresentar à Receita a Declaração de Ajuste Anual (DAA) do exercício de 2015, ano-calendário 2014, ou sua retificadora, para o caso de já tê-la apresentado, relacionando na ficha Bens e Direitos as informações sobre os recursos, bens e direitos.

A partir do exercício de 2016, ano-calendário de 2015, a DAA deve ser apresentada conforme as regras gerais fixadas em ato normativo da Receita, devendo sempre ser colocado no campo discriminação da ficha "Bens e Direitos" da DAA o número do recibo de entrega.

Serão excluídos do programa, conforme minuta, o contribuinte que apresentar documentos falsos e não comprovar a veracidade das informações prestadas, inclusive sobre a titularidade, a condição jurídica, identificação ou destinação dos bens ou direitos constantes da Declaração de Regularização Cambial e Tributária (Dercat), quando intimado pela Receita Federal.

Em caso de exclusão do RERCT, serão cobrados os valores equivalentes aos tributos, multas e juros incidentes, deduzindo-se o que houver sido anteriormente pago, sem prejuízo da aplicação das penalidades cíveis, penais e administrativas cabíveis. Nessa situação, a abertura, a instauração ou a continuidade de procedimentos investigatórios quanto à origem dos ativos objeto de regularização somente poderá ocorrer se houver evidências documentais não relacionadas à declaração do contribuinte.

13. PEC pode impedir União de aumentar ou reduzir livremente IPI

Fonte: Agência Brasil Por Karina Melo

A proposta de emenda à Constituição (PEC 55/15) que prevê que a União perca o poder de aumentar ou reduzir, livremente, as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi aprovada hoje (24) pela Comissão de Constituição, e Justiça (CCJ) do Senado.

Pelo texto do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), qualquer proposta do Executivo federal que mude a alíquota do tributo terá que submetida ao Senado. A mesma PEC também prevê que estados, o Distrito Federal e municípios sejam compensados financeiramente pela União caso haja redução na arrecadação do imposto.

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14 Dois turnos

Segundo levantamento da Consultoria Legislativa do Senado, a perda de arrecadação do tributo incidente sobre material de construção, móveis, linha branca e veículos, setores beneficiados com redução de alíquota, chegou a R$ 32,5 bilhões entre 2010 e 2014. Desse montante, R$ 15,9 bilhões caberiam aos Fundos de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e dos Municípios (FPM).

A proposta ainda precisa passar por dois turnos de votação no plenário do Senado, antes de seguir para análise da Câmara dos Deputados.

14. Receita vence no Supremo disputa sobre sigilo bancário

Fonte: Valor Por Beatriz Olivon

Por ampla maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a Receita Federal pode ter acesso a informações bancárias dos contribuintes, encaminhadas pelas instituições financeiras, sem a necessidade de ordem judicial. O tema foi julgado por meio de cinco processos, 15 anos após a edição da Lei Complementar nº 105, que permitiu a prática. Apenas os dois ministros mais antigos da Corte, Marco Aurélio e Celso de Mello, ficaram vencidos.

O julgamento foi retomado ontem com os quatro últimos votos. Já havia, porém, maioria favorável à Receita Federal, que alegou precisar das informações para identificar casos de sonegação fiscal. O mecanismo, segundo o órgão, possibilitou a recuperação de R$ 94,4 bilhões nos últimos 15 anos.

A questão foi analisada por meio de quatro ações diretas de constitucionalidade (Adins) e de um recurso extraordinário. Ontem, os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski acompanharam a maioria, favorável à Receita. E Celso de Mello acompanhou a divergência, aberta pelo ministro Marco Aurélio.

A Corte julgou a constitucionalidade do artigo 6º da lei complementar, regulamentado pelo Decreto nº 3.724, de 2001. O dispositivo permite que autoridades e os agentes fiscais da União, Estados, Distrito Federal e municípios possam examinar registros de instituições financeiras - inclusive os referentes a contas correntes, poupanças e aplicações - quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso.

Em diversos momentos do julgamento, a defesa da Receita Federal e ministros afirmaram que não se tratava de quebra de sigilo, mas de transferência. Este ponto foi reiterado pelo ministro Gilmar Mendes em seu voto. "A legislação não permite a divulgação dos dados dos contribuintes. O sigilo permanece. Os dados não são expostos", afirmou.

Para o ministro, há outros meios mais severos e invasivos que o acesso a dados bancários, como a fiscalização de bagagens em aeroportos. Gilmar Mendes destacou ainda que o tributo é fundamental para a estrutura do Estado moderno, "de forma que a efetivação de direitos fundamentais conforme está na Constituição não se faz sem recursos". "Não há Estado social sem que haja Estado fiscal", afirmou.

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15 O ministro Luiz Fux também acompanhou a maioria. Mas ponderou que já há uma série de garantias para procedimentos na esfera federal e considerou aconselhável a adoção, conforme sugeriu o ministro Luís Roberto Barroso, de garantias semelhantes para os casos analisados por Estados e municípios.

Barroso, em seu voto, havia considerado importante estabelecer que a obtenção de informações depende de processo administrativo devidamente regulamentado para que se assegure algumas garantias, como mecanismos efetivos de apuração e correção de desvios. O ministro Lewandowski também concordou com essas observações e sugeriu que os contribuintes sejam informados dos procedimentos.

Já o ministro Celso de Mello acompanhou o voto vencido do ministro Marco Aurélio. Para o magistrado, a Constituição não pode ser degradada pelo Estado. "Será que a administração tributária teme a supervisão do Poder Judiciário quando faz suas postulações?", questionou.

"Sabemos que um simples extrato bancário é uma fonte de revelações que podem afetar a intimidade e a própria privacidade financeira das pessoas."

A decisão foi comemorada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Em nota, o órgão afirmou que a decisão garante a manutenção do Brasil no grupo dos países signatários de acordos de cooperação internacional envolvendo trocas de informações, na esteira do movimento mundial de atuação conjunta no combate à evasão fiscal internacional e a outros crimes de alcance extraterritorial, como lavagem de dinheiro, narcotráfico e terrorismo.

As medidas sugeridas pelos ministros Barroso, Fux e Lewandowski são importantes para mitigar os possíveis abusos dos agentes fiscais no acesso aos dados sigilosos, segundo o advogado Luís Carlos Ferreira dos Santos Junior, do escritório GNC Law.

Na decisão, os ministros não trataram especificamente da e-Financeira, que tem como base a lei complementar questionada. Mas, para o advogado, liminares que suspenderam a eficácia da Instrução Normativa nº 1.571, de 2015, podem cair, tendo em vista o posicionamento do STF no sentido de que, no repasse de informações, não há quebra do sigilo bancário, mas apenas a transferência do dever de sigilo.

15. Conselho mantém multas de corretoras

Fonte: Valor Por Beatriz Olivon

A Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve autuações que cobram PIS e Cofins das corretoras Votorantim, Alfa, ING e Santander. As multas são decorrentes da venda de ações BM&FBovespa. Foi a primeira vez que a mais alta instância do tribunal administrativo analisou a questão.

Diversas corretoras foram autuadas por não recolhimento das contribuições sociais. As ações da BMF&Bovespa foram recebidas após a transformação das instituições sem fins lucrativos em uma companhia aberta - processo conhecido como "desmutualização". Em 2012, foram proferidas decisões de turmas favoráveis e contrárias aos contribuintes sobre a questão. Os valores cobrados variam entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões, segundo fontes.

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16 A decisão contrária aos contribuintes é da 3ª Turma da Câmara Superior, que concluiu ontem os julgamentos iniciados no mês passado. Prevaleceu o voto do relator de alguns dos casos, conselheiro Demes Brito, representante dos contribuintes. Com a decisão, o Carf estabelece que a operação é tributável, por se tratar de receita da atividade das empresas, segundo resumiu o conselheiro Henrique Pinheiro Torres.

A maioria dos conselheiros acompanhou o relator. Ficaram vencidos três representantes dos contribuintes, de um total de dez julgadores. "Jogamos no lixo o Código Civil e a Lei das Sociedades Anônimas", afirmou a conselheira Tatiana Midori Migiyama, que foi voto vencido.

Os processos foram julgados juntos, dentro de uma "pauta temática". Ficou pendente apenas a decisão em um caso semelhante envolvendo a Credit Suisse Corretora, que estava na mesma pauta. A análise do processo foi suspensa por um pedido de vista, para avaliação de uma peculiaridade do caso.

A pauta temática causou uma certa confusão na sessão. Alguns presentes e a secretária que anota os resultados entenderam que o caso do Santander não havia sido julgado. O próprio relator chegou a informar que o processo não teria sido analisado. Porém, logo corrigiu a informação.

O presidente do Carf, Carlos Alberto Freitas Barreto, explicou que os casos foram julgados todos juntos (com exceção do Credit Suisse) por não haver pedidos para a sustentação oral. Ele informou que a Câmara Superior terá mais cuidado ao anunciar resultados de pauta temática.

Apesar de não estar em discussão nesses casos, as vendas de ações da BM&FBovespa também gerou cobranças do Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Com a operação de entrega de papéis às instituições financeiras, a Receita Federal entendeu que houve uma dissolução seguida de compra de participações.

A Receita Federal defende a tributação sobre a valorização das participações na BM&FBovespa, o que seria considerado um ganho de capital. Já há decisões judiciais sobre a discussão favoráveis ao Fisco. Mas o tema nunca foi julgado pela Câmara Superior do Carf, segundo o procurador da Fazenda Nacional Moisés de Sousa Carvalho Pereira.

Não há muitos casos em andamento. Muitas corretoras acabaram desistindo de processos nas esferas administrativa e judicial para aderir a parcelamento fiscal.

16. Empresa beneficiada com isenção de IPI no produto final tem direito de ressarcimento limitado a três anos

Fonte: STJ

A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) admitiu, por unanimidade, o recurso da Fazenda Nacional em processo em que uma usineira questionava a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre insumos que adquiria para a produção de derivados da cana de açúcar. O recurso interposto pela Fazenda pedia a delimitação do dever de ressarcir os valores apenas no período entre a edição da Lei 9.779/99 e o ajuizamento da ação, em outubro de 2001.

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17 A alegação da empresa é que, como o produto final é isento do IPI, os insumos também deveriam ser. A ação inicial questiona a retroatividade de aplicação da Lei 9.779, que discorre sobre o direito de compensação de pagamento do IPI sobre a aquisição de insumos. O objetivo da empresa era ser ressarcida no pagamento de IPI sobre insumos desde a promulgação da Constituição Federal de 1988 até 2001. A empresa fez referência à Constituição Federal, que já em 1988 previa a não cumulatividade do IPI.

Retroatividade

A alegação era de que o vácuo legislativo entre a Constituição e a lei que disciplinava o tema gerava direito de aplicar retroativamente a Lei 9.779. Por sua vez, a Fazenda Nacional disse que não é possível violar dispositivos do Código de Tributação Nacional (CTN) e que o direito de os tributos serem restituídos não deve ser retroativo.

Em primeira instância, a empresa teve reconhecido o direito de ser compensada pelos valores pagos referentes ao IPI nos últimos cinco anos retroativos ao pedido, entendimento mantido em segundo grau. Os magistrados entenderam que o prazo a ser fixado seria de cinco anos, aplicando-se a prescrição quinquenal utilizada em pleitos contra a administração pública.

Para o ministro relator do REsp 811.486, Napoleão Nunes Maia Filho, é preciso seguir o entendimento do Supremo Tribunal Federal nesse caso. De acordo com o magistrado, já há uma decisão no sentido de delimitar a retroatividade do direito de créditos, portanto não é possível manter o entendimento da primeira e segunda instâncias.

“Desse modo, adequando o julgado proferido pelo STJ ao entendimento da Suprema Corte, dá- se provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional para delimitar o direito ao creditamento do IPI após o advento da Lei 9.779/99 e o ajuizamento da ação (out./2001)”, afirma o ministro em seu voto.

17. Decisão do STJ soluciona conflito de competência entre Receita e Anvisa

Fonte: STJ

Ao acolher por unanimidade o REsp 1.555.004, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu o direito de uma empresa de classificar, para fins tributários, o sabão Asepxia de produto cosmético. A controvérsia fora estabelecida porque a Receita Federal rejeitou o pedido da empresa e qualificou o sabão como de uso medicinal, gerando uma carga tributária mais elevada.

Na fundamentação da empresa, a classificação do produto segue as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece um percentual mínimo de ácido salicílico e enxofre para considerar um sabão como medicinal.

Cravos e acnes

Para a União, a classificação da Anvisa é irrelevante para fins tributários, aplicando-se apenas para fins sanitários. A Receita Federal segue normas aduaneiras internacionais, e argumenta que a presença de ácido salicílico e enxofre caracteriza o caráter medicinal do sabão. O Asepxia é utilizado no tratamento de cravos e acnes.

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18 Em primeira instância, o juiz federal reconheceu o direito da empresa de classificar o Asepxia de sabão cosmético. No Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), os desembargadores reformaram a sentença, dando razão à União. A empresa recorreu para o STJ.

O voto do ministro relator, Napoleão Nunes Maia Filho, reconheceu os argumentos da empresa e restabeleceu a sentença de primeiro grau. Uma das alegações feitas pela recorrente é que o direito tributário é de sobreposição, ou seja, não deve contrariar as definições de outros ramos do direito.

O entendimento da empresa recorrente, aceito pela Primeira Turma, é de que nesse caso a Receita Federal não pode impor classificações, já que o órgão com conhecimento técnico para fazer isso é a Anvisa.

Em seu voto, o ministro deixou claro que a competência da Anvisa transcende a simples classificação do produto, visto que a agência faz a análise laboratorial, além de ter responsabilidade sanitária sobre as decisões. Portanto, na visão do magistrado, não é possível ter a classificação refeita por um órgão sem conhecimentos técnicos para tanto, bem como um sem nenhuma competência atribuída em lei para a classificação técnica de produtos.

“Neste caso, aliás, deve-se sublinhar que a Anvisa expediu um parecer definindo a natureza cosmetológica do sabão antiacne, de modo que se pode considerar, na via administrativa, essa questão como uma questão encerrada, até porque a aduana não é instância revisora das decisões da Anvisa”, concluiu o ministro.

18. Conselho decide reduzir ritmo de julgamentos

Fonte: Valor Por Beatriz Olivon

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) vai reduzir o ritmo de julgamentos. O órgão publicou nesta semana um novo calendário com as datas das sessões. A partir de março, os julgamentos voltam a ser realizados entre terças e quintas-feiras.

Desde o início do ano, as sessões de julgamento ocorriam de segunda a sexta-feira. O novo calendário, porém, prevê que o período de reunião poderá ser ampliado, pelo colegiado, com o acréscimo de até quatro sessões, para atender à necessidade de julgamento dos recursos relatados.

No novo formato, os conselheiros representantes dos contribuintes trabalharão dentro do teto de pagamento da "gratificação de presença", que são de seis sessões por mês. O Decreto nº 8.841, de 2015, estabeleceu uma remuneração mensal de até R$ 11.235,00 para os conselheiros - R$ 1.872,50 por sessão de julgamento.

O ritmo de pagamentos, porém, ainda não está completamente ajustado. A gratificação pelo trabalho realizado em dezembro foi paga somente em fevereiro. E a remuneração de janeiro ainda não foi realizada pela Fazenda Nacional.

Os atrasos ocorrem porque os conselheiros ainda complementam os documentos particulares, segundo o Ministério da Fazenda. O órgão acredita que os pagamentos serão feitos na próxima

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19 semana. O ministério informou se esforçar para que, a partir de março (pagamento de fevereiro), os pagamentos possam ser feitos na segunda semana do mês subsequente.

Em decorrência da Operação Zelotes, o Carf ficou quase todo o ano de 2015 sem realizar julgamentos e teve grande mudança na sua composição. As reuniões foram retomadas em dezembro, com uma semana de sessões. Em janeiro, por mais duas semanas, foram realizados julgamentos todos os dias.

19. Contribuinte vence disputa no Carf sobre insumo

Fonte: Valor Por Beatriz Olivon

A Sadia (atual BRF) obteve decisão favorável no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) em disputa sobre o conceito de insumos para créditos de PIS e Cofins. No julgamento, a maioria dos conselheiros da 3ª Turma da Câmara Superior acompanhou posicionamento anterior do órgão, que foi reformulado após a deflagração da Operação Zelotes.

A discussão sobre o que pode ou não ser considerado insumo é relevante para as empresas, pois os créditos gerados podem reduzir significativamente o valor a ser recolhido de PIS e Cofins. Os tributos incidem diretamente sobre o faturamento das empresas.

Há muitas ações no Judiciário que discutem o conceito de insumo. Enquanto os contribuintes defendem uma interpretação mais ampla, a Fazenda Nacional restringe o termo ao custo com matérias-primas consumidas na produção.

Foram analisadas ontem duas autuações fiscais contra a Sadia - uma delas referente ao intervalo entre janeiro e março de 2007 e a outra, de abril a junho do mesmo ano. Os valores, incluindo juros de mora e multa de ofício, eram de cerca de R$ 40 milhões e R$ 70 milhões.

A fiscalização considerou inadequada a classificação como insumos de materiais de limpeza, embalagens utilizadas para transporte, combustíveis, lubrificantes, fretes entre estabelecimentos da própria empresa, despesas de energia elétrica e lavagem de uniformes, entre outros.

O tema não é novo na Câmara Superior do Carf, mas esta foi a primeira vez que foi julgado após a reformulação do órgão. Com a deflagração da Operação Zelotes, em 2015, o Conselho suspendeu os julgamentos e, em decorrência de mudanças em seu regimento, houve grande alteração na composição de conselheiros.

Mas apesar das mudanças foi mantido o entendimento anterior do órgão. A maioria dos julgadores considerou que, para o creditamento, o insumo deve ser necessário ao processo produtivo e, consequentemente, à obtenção do produto final.

Nesse sentido, o advogado da Sadia, Fábio Calcini, do Brasil Salomão & Matthes Advocacia, destacou que a decisão permite que a empresa considere como insumos a indumentária dos funcionários (como luvas e máscaras), pallets (suporte para movimentar cargas), embalagens e material de limpeza, entre outros. Ficou de fora da decisão apenas o serviço de lavagem de uniformes.

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20 O advogado da Sadia destacou que, apesar de o relator dos processos ter aplicado inicialmente critério mais restritivo para insumos, semelhante ao da legislação de IPI, o voto não foi acompanhando pela maioria. "Havia grande preocupação com uma eventual mudança de posicionamento do Carf. Felizmente foi mantido", afirmou.

De acordo com Marco Antônio Behrndt, sócio da área tributária do Machado Meyer, no julgamento foram definidos alguns conceitos que serão aplicados caso a caso. Um dos pontos importantes foi a manutenção do crédito extemporâneo - aproveitado pelo contribuinte no momento da identificação da despesa sem retificação e não quando ela foi gerada, mas ainda dentro do limite de cinco anos.

Para o advogado, o julgamento é importante pela nova composição da câmara mas também por ser o primeiro após o início do julgamento do tema em recurso repetitivo no STJ. "O julgado crava o entendimento da Câmara Superior. Se alterasse não sei qual seria o reflexo no STJ", afirmou. De acordo com o advogado, a tese no tribunal vem sendo construída com base no posicionamento do Carf. Além do STJ, o Supremo Tribunal Federal ainda julgará o assunto em recurso com repercussão geral.

20. Governo federal regulamenta dispensa de autenticação de Livros Contábeis

Fonte: Siga o Fisco

A tão esperada dispensa de autenticação dos Livros Contábeis, veio com a publicação do Decreto Nº 8.683 no Diário Oficial da União desta sexta-feira (26/02).

De acordo com o texto do Decreto, a autenticação de livros contábeis das empresas poderá ser feita por meio do Sistema Público de Escrituração Digital - Sped de que trata o Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007, mediante a apresentação de escrituração contábil digital.

A autenticação dos livros contábeis digitais será comprovada pelo recibo de entrega emitido pelo Sped.

São considerados autenticados os livros contábeis transmitidos pelas empresas ao Sistema Público de Escrituração Digital - Sped, de que trata o Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007, até a data de publicação deste Decreto, ainda que não analisados pela Junta Comercial, mediante a apresentação da escrituração contábil digital. Esta regra não se aplica aos livros contábeis digitais das empresas transmitidos ao Sped quando tiver havido indeferimento ou solicitação de providências pelas Juntas Comerciais até a data de publicação deste Decreto.

Com a medida a autenticação dos livros será feita eletronicamente, garantida a fidedignidade da informação.

Com a implantação dessa nova sistemática espera-se a desburocratização e agilidade no processo, segurança na transmissão e economia de tempo e recurso nas juntas comerciais.

A medida foi elaborada pelo Programa Bem Mais Simples Brasil.

Este programa visa eliminar formalidades e exigências desnecessárias, gerando economia de tempo e dinheiro.

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21 21. Senador defende aprovação de projeto que pretende reduzir a defasagem

na tabela do Imposto de Renda

Fonte: Agência Senado

O senador Reguffe (sem partido-DF) voltou a defender a aprovação de projeto que busca reduzir a defasagem na tabela do Imposto de Renda. O projeto estabelece correção anual da tabela pela inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais 1%. Essa porcentagem excedente seria para diminuir gradualmente a defasagem.

O senador lembrou que, até agora, o governo não tomou nenhuma providência para corrigir os limites de isenção da tabela do imposto em 2016. Para ele, o fato de o governo não reajustar a tabela significa uma estratégia para aumentar impostos sem que o contribuinte perceba.

– Isso é uma forma matreira do governo de aumentar a carga tributária de uma forma bem disfarçada, sem precisar aumentar imposto. Vai levando com a barriga, não reajusta os limites de isenção da tabela do Imposto de Renda e faz a população e o contribuinte pagar mais impostos do que já está pagando. Isso não é correto – afirmou o senador.

O senador lembrou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2015, foi de 10,67%. Além disso, nos últimos 20 anos, a defasagem na correção da tabela é de 72,2%. Se não houvesse essa defasagem, segundo Reguffe, só pagaria imposto quem ganha acima R$ 3.250,38. Hoje, só são isentos os que ganham até R$ 1903,98.

ESTADUAL

22. São Paulo regulamenta declaração de ICMS do comércio eletrônico

Fonte: Valor Por Laura Ignacio

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) regulamentou a declaração fiscal criada para os optantes do Simples informarem sobre o ICMS recolhido nas vendas interestaduais destinadas a consumidores finais - como as realizadas por meio do comércio eletrônico. Porém, como o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou as micro e pequenas das novas regras, especialistas afirmam que só o imposto recolhido até a concessão da liminar deverá ser declarado. Prorrogado, o primeiro prazo de entrega vence no dia 21 de março.

São Paulo concentra hoje 44,3% das compras on-line, segundo a consultoria Conversion, especializada em e-commerce. "A maioria das lojas virtuais também está concentrada em São Paulo e no Rio de Janeiro. Por isso, são os Estados que tendem a perder mais [com a repartição do ICMS]", afirma Diego Ivo, presidente da empresa.

A consultoria calcula que as disputas entre Estados pelo ICMS das lojas virtuais envolvem hoje cerca de R$ 4,5 bilhões. E estima que esse valor chegará a R$ 11 bilhões em 2019, considerando a expectativa de crescimento do e-commerce, de 20% a 25% ao ano. Em 2015, o segmento registrou vendas de R$ 55,8 bilhões. Até 2019, esse montante deve subir para R$ 149 bilhões.

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