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Curso online de Segurança do Trabalho

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Academic year: 2022

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(1)

C u r s o o n l i n e d e

Segurança do Trabalho

Não é necessário se cadastrar ou fazer provas.

Você estuda e se certifica por isso.

Bom aprendizado!

Todos os direitos reservados

(2)

Conteúdo

Conteúdo Programático

C A R G A H O R Á R I A N O C E R T I F I C A D O : 5 0 H O R A S

1 . I m p a c t o d o s A c i d e n t e s e D o e n ç a s

2 . G e s t ã o d e S a ú d e e S e g u r a n ç a d o T r a b a l h o 3 . M a p a d e r i s c o s

4 . E q u i p a m e n t o s d e P r o t e ç ã o C o l e t i v a ( E P C ) 5 . E q u i p a m e n t o s d e P r o t e ç ã o I n d i v i d u a l ( E P I ) 6 . A d e q u a n d o o T r a b a l h o a o H o m e m

7 . R e s u m o d a s N o r m a s R e g u l a m e n t a d o r a s

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Impacto dos Acidentes e Doenças

A r e d u ç ã o d o n ú m e r o d e a c i d e n t e s e d o e n ç a s

d e c o r r e n t e s d o t r a b a l h o s i g n i f i c a m a i o r c o m p e t i t i v i d a d e , r e d u ç ã o d e c u s t o s e m e l h o r i a d a s c o n d i ç õ e s e d o s l o c a i s d e

t r a b a l h o

C a p í t u l o 1

Sob todos os aspectos em que possam ser analisados, os acidentes e doenças decorrentes do trabalho apresentam fatores extremamente negativos para a empresa, para o trabalhador acidentado e para a sociedade.

Anualmente, as altas taxas de acidentes e doenças registradas pelas estatísticas oficiais expõem os elevados custos e prejuízos humanos, sociais e econômicos que custam muito para o País, considerando apenas os dados do trabalho formal.

O somatório das perdas, muitas delas irreparáveis, é avaliado e determinado levando- se em consideração os danos causados à integridade física e mental do trabalhador, os prejuízos da empresa e os demais custos resultantes para a sociedade.

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O que é acidente de trabalho

Acidente de trabalho é uma ocorrência decorrente do exercício do trabalho, que acontece de maneira inesperada ou não, que interfere ou interrompe a atividade de trabalho, causando lesões, morte, perda ou redução da capacidade de trabalho.

Consideram-se também um acidente do trabalho as doenças ocupacionais, peculiares a determinadas atividades e as doenças do trabalho, adquiridas ou desencadeadas em função de condições específicas em que o trabalho é executado.

A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador, sendo também seu dever prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular. Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho. Nos casos de negligência quanto às normas de segurança e saúde do trabalho indicadas para a proteção individual e coletiva, a previdência social proporá ação regressiva contra os responsáveis. O pagamento pela Previdência Social das prestações decorrentes do acidente do trabalho não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de terceiros.

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O Brasil registrou cerca de 4,2 milhões de acidentes de trabalho de 2012 até 2018, sendo que 15.768 resultaram em mortes, segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho.

Em 2017, um total de 895.770 acidentes foram registrados no Brasil. Cortes, laceração, ferida contusa e punctura (furo ou picada) responderam por cerca de 92 mil casos.

Ainda contabilizam nos dados 78.499 fraturas e 67.371 contusões/esmagamentos. Segundo estimativas do Observatório, cerca de 28,7 bilhões de reais foram gastos de 2012 até agora com benefícios acidentários, que incluem auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, pensão por mote e auxílio-acidente. Foram quase 334 milhões de dias de trabalho perdidos por causa dos acidentes de trabalho.

B r a s i l r e g i s t r o u m a i s d e 4 m i l h õ e s d e

a c i d e n t e s d e t r a b a l h o e n t r e 2 0 1 2 e 2 0 1 8

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Arte: Acidente de trabalho

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P r i n c i p a i s d a n o s c a u s a d o s a o t r a b a l h a d o r

1. Sofrimento físico e mental;

2. Cirurgias e remédios;

3. Próteses e assistência médica;

4. Fisioterapia e assistência psicológica;

5. Dependência de terceiros para acompanhamento e locomoção;

6. Diminuição do poder aquisitivo;

7. Desamparo à família;

8. Estigmatização do acidentado;

9. Desemprego;

10. Marginalização;

11. Depressão e traumas.

(8)

A c i d e n t e s d e t r a b a l h o m a i s c o m u n s

Segundo o Ministério da Previdência Social, alguns acidentes são mais comum e atingem um maior número de trabalhadores.

Entre os acidentes mais comuns estão:

1. Quedas;

2. Choques contra objetos;

3. Choques elétricos;

4. Golpes provocados por ferramentas;

5. Fraturas;

6. Contusão e esmagamento;

7. Lesões por Esforços Repetitivos- LER;

8. DORT (Distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho);

9. Estresse;

10.Ansiedade.

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R e d u ç ã o d e a c i d e n t e s e m m i c r o e p e q u e n a s e m p r e s a s

As micro e pequenas empresas necessitam ser estudadas e orientadas, levando-se em conta suas principais características:

Estão presentes na maioria dos setores da economia;

Concentram a maioria dos trabalhadores formais e informais, especializados ou não;

Têm maior capacidade de fixação da mão-de-obra local;

Possuem tratamento jurídico diferenciado;

Não pertencem a grandes grupos econômicos e financeiros;

São resistentes à burocracia e ao cumprimento de normas ou regras;

São fortemente impactadas por acidentes, danos patrimoniais ou outros tipos de prejuízos;

São flexíveis, ágeis e adaptam-se rapidamente às mudanças e exigências do mercado;

São avaliadas no preço, qualidade e reputação de seus produtos e serviços, e de forma ética pela proximidade com a comunidade;

Assumem ações e posições no mercado que as grandes empresas não conseguem assumir;

A comunicação é direta e a dinâmica interna é mais informal;

O próprio dono é o responsável pela gestão de segurança no trabalho;

Existe estreita relação pessoal do proprietário com os empregados, clientes e fornecedores;

Necessitam do envolvimento, cooperação e participação de todos para identificar, eliminar ou neutralizar os riscos do local de trabalho.

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P r e j u í z o s à e m p r e s a

As micro e pequenas empresas são fortemente atingidas pelas consequências dos acidentes e doenças, apesar de nem sempre os seus dirigentes perceberem este fato.

O custo total de um acidente é dado pela soma de duas parcelas:

uma refere-se ao custo direto (ou custo segurado), a exemplo do recolhimento mensal feito à Previdência Social, para pagamento do seguro contra acidentes do trabalho, visando a garantir uma das modalidades de benefícios estabelecidos na legislação previdenciária.

A outra parcela refere-se ao custo indireto (custo não segurado).

Estudos informam que a relação entre os custos segurados e os não segurados é de 1 para 4, ou seja, para cada real gasto com os custos segurados, são gastos 4 com os custos não segurados.

Os custos não segurados impactam a empresa principalmente nos seguintes itens:

1. Salário dos quinze primeiros dias após o acidente;

2. Transporte e assistência médica de urgência;

3. Paralisação de setor, máquinas e equipamentos;

4. Interrupção da produção;

5. Prejuízos ao conceito e à imagem da empresa;

6. Danificação de produtos, matéria-prima e outros insumos;

7. Embargo ou interdição fiscal;

8. Investigação de causas e correção da situação;

9. Pagamento de horas-extras;

10. Atrasos no cronograma de produção e entrega;

11. Cobertura de licenças médicas;

12. Multas e encargos contratuais;

13. Perícia trabalhista, civil ou criminal;

14. Indenizações e honorários legais; e

15. Elevação de preços dos produtos e serviços.

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C u s t o s r e s u l t a n t e s p a r a a s o c i e d a d e

As estatísticas informam que os acidentes atingem, principalmente, pessoas na faixa etária dos 20 aos 30 anos, justamente quando estão em plena condição física. Muitas vezes, esses jovens trabalhadores, que sustentam suas famílias com seu trabalho, desfalcam as empresas e oneram a sociedade, pois passam a necessitar de:

Socorro e medicação de urgência;

Intervenções cirúrgicas;

Mais leitos nos hospitais;

Maior apoio da família e da comunidade; e

Benefícios previdenciários.

Isso, consequentemente, prejudica o desenvolvimento do País, provocando:

Redução da população economicamente ativa;

Aumento da taxação securitária; e

Aumento de impostos e taxas.

É importante ressaltar que, apesar de todos os cálculos, o valor da vida humana não pode ser matematizado, sendo o mais importante no estudo o conjunto de benefícios que a micro ou pequena empresa consegue com a adoção de boas práticas de Saúde e Segurança no Trabalho, pois, além de prevenir acidentes e doenças, está vacinada contra os imprevistos acidentários, reduz os custos, otimiza conceito e imagem junto à clientela e potencializa a sua competitividade.

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Os locais de trabalho, pela própria natureza da atividade desenvolvida e pelas características de organização, relações interpessoais, manipulação ou exposição a agentes físicos, químicos, biológicos, situações de deficiência ergonômica ou riscos de acidentes, podem comprometer a saúde e a segurança do trabalhador em curto, médio e longo prazo, provocando lesões imediatas, doenças ou a morte, além de prejuízos de ordem legal e patrimonial para a empresa.

É importante salientar que a presença de produtos ou agentes nocivos nos locais de trabalho não quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a saúde. Isso vai depender da combinação ou inter-relação de diversos fatores, como a concentração e a forma do contaminante no ambiente de trabalho, o nível de toxicidade e o tempo de exposição da pessoa. Entretanto, na visão da prevenção, não existem micro ou pequenos riscos, o que existem são micro ou pequenas empresas. Desta forma, em qualquer tipo de atividade laboral, torna-se imprescindível a necessidade de investigar o ambiente de trabalho para conhecer os riscos a que estão expostos os trabalhadores.

A i m p o r t â n c i a d e c o n h e c e r o s r i s c o s

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Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho

C a p í t u l o 2

A incorporação das boas práticas de gestão de saúde e segurança no trabalho no âmbito das micro e pequenas empresas contribui para a proteção contra os riscos presentes no ambiente de trabalho, prevenindo e reduzindo acidentes e doenças e diminuindo consideravelmente os custos.

Além de diminuir os custos e prejuízos, torna a empresa mais competitiva, auxiliando na sensibilização de todos para o desenvolvimento de uma consciência coletiva de respeito à integridade física dos trabalhadores e melhoria contínua dos ambientes de trabalho.

No caso das micro e pequenas empresas, a participação do próprio empreendedor e dos trabalhadores na identificação dos riscos assume um papel de extrema importância para o êxito do programa de gestão.

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A n á l i s e p r e l i m i n a r d a s c o n d i ç õ e s d e t r a b a l h o

A análise preliminar das condições de trabalho permite a elaboração de estratégias que vão subsidiar as etapas de implantação do programa de gestão de saúde e segurança no trabalho, e é estabelecida com quatro indagações bem simples:

O trabalhador está exposto à fonte de perigo?

O trabalhador está em contato com a fonte de perigo?

Qual o tempo e a frequência do contato entre o trabalhador e a fonte de perigo?

Qual a distância entre o trabalhador e a fonte de perigo?

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Limpeza e organização dos locais de trabalho.

Sistema de exaustão colocado em um ambiente de trabalho onde há poluição.

Isolamento ou afastamento de máquina muito ruidosa.

Colocação de aterramento elétrico nas máquinas e equipamentos.

Proteção nas escadas através de corrimão, rodapé e pastilha antiderrapante.

Instalação de avisos, alarmes e sensores nas máquinas, nos equipamentos e elevadores.

Iluminação adequada.

D i c a s d e p r á t i c a s d e p r e v e n ç ã o d e a c i d e n t e s :

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A v a l i a ç ã o d e r i s c o s

É o processo de estimar a magnitude dos riscos existentes no ambiente e decidir se um risco é ou não tolerável.

Formas de avaliar os riscos

Para investigar os locais de trabalho na busca de eliminar ou neutralizar os riscos ambientais, existem duas modalidades básicas de avaliação. A avaliação qualitativa, conhecida como preliminar, e a avaliação quantitativa, para medir, comparar e estabelecer medidas de eliminação, neutralização ou controle dos riscos.

A mais simples forma de avaliação ambiental é a qualitativa. Na avaliação qualitativa, utiliza-se apenas a sensibilidade do avaliador para identificar o risco existente no local de trabalho.

Exemplo:

Ocorrendo o vazamento em um botijão de gás de cozinha, o sentido do olfato imediatamente nos auxilia na identificação do risco. Na avaliação quantitativa, são necessários o uso de um método científico e a utilização de instrumentos e equipamentos destinados à quantificação do risco.

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Etapas da análise preliminar

Diagnóstico inicial para conhecer as características da empresa, dos trabalhadores e dos ambientes de trabalho;

Mapeamento de riscos, dos processos de produção e atividades relacionadas, para conhecimento de suas principais etapas;

Avaliação dos riscos para identificar as fontes de perigo e estimar os riscos a elas associados;

Identificação de requisitos legais e outros para verificar a situação da empresa em relação ao cumprimento da legislação;

Controle operacional, medição e monitoramento, para estabelecer o ciclo básico de gerenciamento de saúde e segurança no trabalho, constituído pelos seguintes passos: reconhecimento, antecipação, avaliação, prevenção e controle;

Implementação dos programas de gestão, para atingir os objetivos e metas estabelecidos na etapa anterior, as pessoas responsáveis, os recursos envolvidos e os prazos; e

Tratamento de desvios, incidentes, acidentes, doenças, ações emergenciais, corretivas e preventivas ou mitigadoras.

Vamos abordar mais sobre o mapeamento de riscos, a seguir.

(18)

Mapa de riscos

C a p í t u l o 3

O mapa de riscos é a representação gráfica dos riscos de acidentes nos diversos locais de trabalho, inerentes ou não ao processo produtivo, de fácil visualização e afixada em locais acessíveis no ambiente de trabalho, para informação e orientação de todos que ali atuam e de outros que eventualmente transitem pelo local, quanto às principais áreas de risco.

No mapa de riscos, círculos de cores e tamanhos diferentes mostram os locais e os fatores que podem gerar situações de perigo pela presença de agentes físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos.

O mapa de riscos é elaborado pela CIPA, segundo a NR-5, item 5-16, alínea "o" (por determinação da Portaria nº 25 de 29/12/94) ouvidos os trabalhadores de todos os setores do estabelecimento e com a colaboração do SESMT, quando houver.

É considerada indispensável, portanto, a participação das pessoas expostas ao risco no dia-a-dia. O mapeamento ajuda a criar uma atitude mais cautelosa por parte dos trabalhadores diante dos perigos identificados e graficamente sinalizados. Desse modo, contribui para a eliminação ou controle dos riscos detectados.

As informações mapeadas são de grande interesse com vista à manutenção e ao aumento da competitividade, prejudicada pela descontinuidade da produção interrompida por acidentes. Também permite a identificação de pontos vulneráveis na sua planta.

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Os riscos estão presentes nos locais de trabalho e em todas as demais atividades humanas, comprometendo a segurança das pessoas e a produtividade da empresa. Esses riscos podem afetar o trabalhador a curto, médio e longo prazos, provocando acidentes com lesões imediatas e/ou doenças chamadas profissionais ou do trabalho, que se equiparam a acidentes de trabalho. Para fazer o mapa de riscos, consideram-se os riscos ambientais provenientes de:

Riscos Físicos: ruídos, vibrações, radiações ionizantes e não ionizantes, pressões anormais, temperaturas extremas, iluminação deficiente, umidade, etc.

Riscos Químicos: poeiras, fumos névoas, vapores, gases, produtos químicos em geral, neblina, etc.

.

T i p o s d e r i s c o

Riscos Biológicos: vírus, bactérias, protozoários, fungos, bacilos, parasitas, insetos, cobras, aranhas, etc.

Riscos Ergonômicos: trabalho físico pesado, posturas incorretas, treinamento inadequado/inexistente, trabalhos em turnos, trabalho noturno, atenção e responsabilidade, monotonia, ritmo excessivo, etc.

Riscos de Acidentes: arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem proteção, ferramentas inadequadas ou defeituosas, iluminação inadequada, eletricidade, probabilidade de incêndio ou explosão, armazenamento inadequado, animais peçonhentos, outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes.

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Grupo I – Verde

Riscos Físicos Grupo II – Vermelho

Riscos Químicos Grupo III – Marrom

Riscos Biológicos Grupo IV – Amarelo

Riscos Ergonômicos Grupo V – Azul

Riscos de Acidentes

Ruídos Poeiras Vírus Esforço físico Arranjo físico inadequado

Vibrações Fumos Bactérias Levantamento e transporte

manual de peso Máquinas e equipamentos sem proteção

Radiações ionizantes Neblinas Protozoários Exigência de postura inadequada Ferramentas inadequadas ou defeituosas

Radiações não-ionizantes Gases Fungos Controle rígido de produtividade Iluminação inadequada

Frio Vapores Parasitas Imposição de ritmos excessivos Eletricidade

Calor Substâncias, compostos ou

produtos químicos em geral Bacilos Trabalhos em turnos diurnos e

noturnos Probabilidade de incêndio ou explosão

Pressões anormais - - Jornada de trabalho prolongada Armazenamento inadequado

Umidade - - Monotonia e repetitividade Animais peçonhentos

- - - Outras situações causadoras de

estresse físico e/ou psíquico

Outras situações de risco que poderão contribuir para a

ocorrência de acidentes

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O b j e t i v o s d o m a p a d e r i s c o

Informar e conscientizar os colaboradores dos riscos presentes no dia a dia para determinar as medidas de prevenção e segurança do trabalho. Ele serve como um instrumento preliminar dos riscos, informação para os empregadores e visitantes e planejamento para as ações preventivas.

A presença do mapa de riscos é fundamental para evitar acidentes de trabalho. Afinal, o mesmo serve de indicador do nível dos riscos, auxiliando na prevenção e conscientização de todos. O gráfico deve ser colocado em local visível e de fácil acesso aos colaboradores. Assim, é possível visualizar de maneira simples e compreender os riscos existentes nas atividades profissionais.

A adoção do mapa de riscos traz inúmeros benefícios tanto para empregado quanto para empregador. A partir da elaboração e implementação, é possível compreender a importância da conscientização quanto ao uso adequado dos EPIs e EPCs.

Também aumentar a produtividade, competitividade e lucratividade através da melhoria do clima organizacional. Todas essas medidas facilitam a gestão de saúde e segurança no trabalho com a promoção da proteção dos colaboradores.

Proteger a vida dos trabalhadores com as medidas de segurança, informar e proporcionar uma boa qualidade vida durante a jornada de trabalho. Além disso, a implantação das medidas, vai impactar de outras maneiras no seu negócio como, a redução dos gastos com acidentes e doenças, substituição de trabalhadores ou danos patrimoniais. E o principal que é proteger a saúde e integridade física do trabalhador.

(22)

1. Conhecer o processo de trabalho do local avaliado

2. Identificar os agentes de riscos existentes no local avaliado

3. Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia referente a proteção individual e coletiva, organização do trabalho. Além da higienização e conforto no ambiente.

4. Identificar os indicadores de saúde, como queixas, doenças profissionais, acidentes de trabalho ocorrido e etc.

5. Elaborar o Mapa de Riscos, sobre uma planta ou desenho do local de trabalho, indicando através do círculo.

E t a p a d e e l a b o r a ç ã o d o M a p a d e R i s c o s

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EXEMPLO

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mapa de riscos não possui uma validade. Caso tenha alguma alteração no ambiente de trabalho, ele deve ser refeito. Porém, apenas se o local tiver mudanças, como por exemplo, novas máquinas, saídas, entradas ou qualquer mudança na planta do local ou acréscimo de atividade na jornada de trabalho.

Se o estabelecimento não tem mapa de riscos, fique atento! De acordo com as NR 1, descumprir as normas regulamentadoras irá gerar multa para empresa. Portanto, de acordo com a NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, a elaboração do mapa de riscos é obrigatória e não cumprir esta norma poderá gerar multa para a empresa, além de prejudicar a segurança e saúde no trabalho.

V a l i d a d e d o m a p a d e r i s c o

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Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)

C a p í t u l o 4

Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) é o equipamento de proteção que é utilizado de forma coletiva, destinado a proteger a saúde e a integridade física dos profissionais que trabalham em ambientes que apresentam riscos.

Existem diversos tipos de EPC e eles variam de acordo com o tipo de trabalho que é exercido. Como exemplos temos a sinalização em máquinas, sinalização nos corredores de risco, proteção de partes das máquinas que podem se mover, escadas com corrimão e capelas químicas.

Entre os principais objetivos do uso dos EPC, estão:

1. Evitar acidentes que envolvam tanto os trabalhadores, como também outras pessoas que venham a estar presentes naquele local de trabalho;

2. Minimizar perdas e aumentar a produtividade da empresa através de uma melhora nas condições de trabalho;

3. Neutralizar ou ao menos reduzir os riscos que anteriormente eram comuns em um determinado local de trabalho.

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Qual lei ou Norma Regulamentadora trata sobre o uso do EPC?

As Normas Regulamentadoras 4 e 9 do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) fazem referência ao uso do equipamento de proteção coletiva. Segundo a NR 4, está sob a responsabilidade do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) aplicar o seu conhecimento em saúde e segurança do trabalho (SST) para reduzir ou, se possível, eliminar os riscos existentes em todos os ambientes de uma determinada empresa.

Caso os meios de neutralização e eliminação estejam esgotados, também cabe ao SESMT determinar quando é necessário utilizar e qual é o EPC adequado para aquela função.

Já a NR 9, por sua vez, discorre sobre o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). De acordo com essa norma, durante o processo de identificação dos riscos, é necessário que sejam descritas todas as medidas de controle já existentes, incluindo, por exemplo, o uso do EPC e do EPI (Equipamento de Proteção Individual).

Ainda de acordo com a norma, no item 9.3.5.2, a utilização do EPC e de outras medidas de segurança coletiva, devem ser vistas como prioritárias pelas empresas, enquanto o uso do EPI, este deve ser adotado apenas em último caso.

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Primeiramente, o uso do equipamento de proteção coletiva possui um papel fundamental para que ocorra uma diminuição no número de acidentes de trabalho e de doenças ocupacionais registradas no país. Com a queda no número de acidentes de trabalho e dos casos de doenças ocupacionais, as empresas passam a ganhar vantagens através do aumento da produtividade em resultado de uma acentuada diminuição de funcionários afastados. Além disso, o equipamento de proteção coletiva possui a vantagem de não precisar ser trocado com frequência, exigindo apenas o investimento inicial para adquiri- lo e sua manutenção periódica.

Segundo uma série de debates levantados nos últimos anos pelo Centro de Excelência em EPC (CE-EPC), o uso contínuo do equipamento de proteção coletiva pode auxiliar na melhora do desempenho profissional.

De acordo com a instituição, ao utilizarem o EPC, os trabalhadores se sentem mais seguros dentro do ambiente de trabalho, o que também contribui para aumentar a motivação e, consequentemente, a produtividade desses profissionais.

Portanto, fica evidente a importância do EPC quanto a Saúde e Segurança do Trabalho (SST) no Brasil, sendo essa uma das formas mais eficazes de se prevenir os acidentes e as chamadas doenças ocupacionais.

Qual a importância do uso do EPC na Saúde e Segurança do Trabalho (SST)?

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Sistemas de ventilação e exaustão;

Proteção de circuitos e equipamentos elétricos;

Proteção contra ruídos (isolantes acústicos) e vibrações;

Sensores de presença;

Barreiras contra luminosidade intensa e descargas atmosféricas.

Mais exemplos de EPC

(29)

Imagem: Sistema de exaustão eólico para telhados

(30)

A empresas que não cumprem o previsto pelas normas regulamentadoras podem ser multadas e penalizadas no mínimo por descumprirem com a hierarquia obrigatória das medidas de proteção, estabelecida pela NR 9. Em caso de acidentes, elas ainda podem ser responsabilizadas por nexo de causalidade. Para evitar que isso aconteça, os funcionários de empresas que não disponibilizam o EPC podem denunciá-las em âmbito externo ao Ministério do Trabalho ou ao sindicato competente a sua categoria. Internamente, as denúncias podem ser feitas na CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e no SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho).

O que acontece com empresas que não usam ECP

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Equipamentos de Proteção Individual (EPI)

C a p í t u l o 5

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são quaisquer meios ou dispositivos destinados a ser utilizados por uma pessoa contra possíveis riscos ameaçadores da sua saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada atividade. Um equipamento de proteção individual pode ser constituído por vários meios ou dispositivos associados de forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários riscos simultâneos.

O uso deste tipo de equipamento só deverá ser contemplado quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade. A imagem ao lado ilustra alguns equipamentos de proteção individual muito utilizados em atividades que apresentam riscos à saúde do trabalhador.

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O uso de EPI está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e prevê a obrigatoriedade da empresa em fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado aos riscos e em perfeito estado de conservação e funcionamento.

Caso não sejam fornecidos os equipamentos aos funcionários e ocorrendo acidentes de trabalho, a empresa é responsabilizada perante a legislação. A NR6 também prevê obrigações dos empregados a responsabilidade pelo seu uso, guarda e conservação.

Obrigatoriedade

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Responsabilidades dos Fabricantes e Importadores

O Certificado de Registro de Fabricante (CRF) e o de Registro de Importador (CRI) são ainda expedidos pelo MTE?

Não. Desde a publicação da Portaria MTE/SIT no 25, de 15 de outubro de 2001, o MTE deixou de expedir o CRF e o CRI.

O MTE disponibiliza em seu site informações sobre endereço e telefone de contato de fabricantes ou importadores de EPI?

Não. O MTE apenas informa a razão social da empresa fabricante ou importadora do EPI consultado pelo usuário.

Os relatórios impressos no sistema de consulta de Certificado de Aprovação de Equipamentos de Proteção Individual substituem o referido Certificado expedido pelo MTE?

Não. Os relatórios impressos no sistema de consulta de Certificado de Aprovação (CA) de Equipamentos de Proteção Individual, disponível no site do MTE, não substituem, para quaisquer fins, o referido Certificado expedido por este ministério.

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Da competência do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

A fiscalização sob o controle de qualidade do produto, sendo este nacional ou importado, está sob responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), órgão este regional e federal, que fornece o Certificado de Aprovação (CA) ao produto. O Certificado de Aprovação representa um “selo” de conformidade do produto no âmbito do SINMETRO (Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), órgão este constituído por entidades públicas e privadas que desempenham atividades relacionadas à metrologia, normalização, qualidade industrial e certificação de conformidade. Através desse certificado o fabricante pode comercializar o EPI, possuindo validade de 5 (cinco) anos para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que não tenham sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO e do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do SINMETRO, quando for o caso.

Tendo ainda como obrigações, o fabricante deverá solicitar suas renovações (CA) e, em caso de alterações no produto, originar um novo CA. Além disso, deve fornecer as informações referentes aos processos de limpeza e higienização de seus EPI, constando no EPI o número do lote de fabricação, entre outras.

Além do fornecimento do CA ao fabricante como “pré-requisito”

para a comercialização, o MTE tem a responsabilidade de sempre examinar a documentação de renovação, tanto do CA, quanto do cadastramento do fabricante ou fornecedor, fiscalizar a qualidade do EPI com a autoridade em recolhimento de amostras para análises, atuar e até mesmo suspender o cadastramento da empresa (e/ou cancelar o CA do produto), proibindo assim sua venda.

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Componentes do EPI:

Capacetes

1. Capacete

capacete para proteção contra impactos de objetos sobre o crânio;

capacete para proteção contra choques elétricos;

capacete para proteção do crânio e face contra agentes térmicos.

2. Capuz ou Balaclava

capuz para proteção do crânio e pescoço contra riscos de origem térmica;

capuz para proteção do crânio, face e pescoço contra agentes químicos;

capuz para proteção do crânio e pescoço contra agentes abrasivos e escoriantes;

capuz para proteção da cabeça e pescoço contra umidade proveniente de operações com uso de água.

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Componentes do EPI:

Proteção de olhos e face

1. Óculos

Para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes; luminosidade intensa;

radiação ultravioleta; radiação infravermelha e impactos de partículas volantes.

2. Protetor facial

Para proteção da face contra impactos de partículas volantes; radiação infravermelha;

luminosidade intensa; riscos de origem térmica e radiação ultravioleta.

3. Máscara de Solda

Para proteção dos olhos e face contra impactos de partículas volantes; radiação ultravioleta, radiação infravermelha e luminosidade intensa.

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Componentes do EPI:

Proteção auditiva 1. Protetor auditivo

Tipos de Protetores Auriculares:

Tipo concha: Formado por um arco plástico ligado a duas conchas plásticas revestidas internamente por espuma, que ficam sobre as orelhas. Possuem as almofadas externas para ajuste confortável da concha ao rosto do usuário.

De inserção pré-moldados: São aqueles cujo formato é definido. Por exemplo: três flanges.

De inserção moldáveis: Feitos em espuma moldável, também conhecidos por “cenourinha”. Adaptam-se ao canal auditivo do usuário, independentemente do tamanho ou formato do canal.

Para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora (superiores ao estabelecido na NR 15).

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Componentes do EPI:

Proteção respiratória

1. Respirador purificador de ar não motorizado:

Semifacial filtrante (PFF) para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radio nuclídeos;

1/4 facial, semifacial ou facial inteira com filtros para proteção contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos;

peça um quarto facial, semifacial ou facial inteira com filtros químicos e ou combinados para proteção das vias respiratórias contra gases e vapores e ou material particulado.

2. Respirador purificador de ar motorizado:

Sem vedação facial tipo touca de proteção respiratória, capuz ou capacete para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos e ou contra gases e vapores;

Com vedação facial tipo peça semifacial ou facial inteira para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos e ou contra gases e vapores.

(39)

Componentes do EPI:

Proteção respiratória

3. Respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido:

sem vedação facial de fluxo contínuo tipo capuz ou capacete para proteção das vias respiratórias em operações de jateamento e em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;

com vedação facial de fluxo contínuo tipo peça semifacial ou facial inteira para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;

4. Respirador de adução de ar tipo máscara autônoma

de circuito aberto de demanda com pressão positiva para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio menor ou igual que 12,5% (atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS));

de circuito fechado de demanda com pressão positiva para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio menor ou igual que 12,5% (atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde(IPVS)).

(40)

Componentes do EPI:

Proteção respiratória

5. Respirador de fuga

Respirador de fuga tipo bocal para proteção das vias respiratórias contra gases e vapores e ou material particulado em condições de escape de atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS).

(41)

Componentes do EPI:

Proteção do tronco

1. Vestimentas

vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem térmica;

vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem mecânica;

vestimentas para proteção do tronco contra agentes químicos;

vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem radioativa;

vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem meteorológica;

vestimentas para proteção do tronco contra umidade proveniente de operações com uso de água.

2. Colete à prova de balas de uso permitido para vigilantes que trabalhem portando arma de fogo, para proteção do tronco contra riscos de origem mecânica.

(42)

Componentes do EPI:

Proteção dos membros superiores

1. Luvas

luvas para proteção das mãos contra agentes abrasivos e escoriantes;

luvas para proteção das mãos contra agentes cortantes e perfurantes;

luvas para proteção das mãos contra choques elétricos;

luvas para proteção das mãos contra agentes térmicos;

luvas para proteção das mãos contra agentes biológicos;

luvas para proteção das mãos contra agentes químicos;

luvas para proteção das mãos contra vibrações;

luvas para proteção contra umidade proveniente de operações com uso de água;

luvas para proteção das mãos contra radiações ionizantes.

(43)

Componentes do EPI:

Proteção dos membros superiores

2. Creme protetor

creme protetor de segurança para proteção dos membros superiores contra agentes químicos.

3. Manga

manga para proteção do braço e do antebraço contra choques elétricos;

manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes abrasivos e escoriantes;

manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes cortantes e perfurantes;

manga para proteção do braço e do antebraço contra umidade proveniente de operações com uso de água;

manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes térmicos;

manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes químicos.

(44)

Componentes do EPI:

Proteção dos membros superiores

4. Braçadeira

braçadeira para proteção do antebraço contra agentes cortantes;

braçadeira para proteção do antebraço contra agentes escoriantes.

5. Dedeira

dedeira para proteção dos dedos contra agentes abrasivos e escoriantes.

(45)

Componentes do EPI:

Proteção dos membros inferiores

1. Calçado

calçado para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos;

calçado para proteção dos pés contra agentes provenientes de energia elétrica;

calçado para proteção dos pés contra agentes térmicos;

calçado para proteção dos pés contra agentes abrasivos e escoriantes;

calçado para proteção dos pés contra agentes cortantes e perfurantes;

calçado para proteção dos pés e pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água;

calçado para proteção dos pés e pernas contra agentes químicos.

2. Meia

meia para proteção dos pés contra baixas temperaturas.

(46)

Componentes do EPI:

Proteção dos membros inferiores

3. Perneira

perneira para proteção da perna contra agentes abrasivos e escoriantes;

perneira para proteção da perna contra agentes térmicos;

perneira para proteção da perna contra agentes químicos;

perneira para proteção da perna contra agentes cortantes e perfurantes;

perneira para proteção da perna contra umidade proveniente de operações com uso de água.

4. Calça

calça para proteção das pernas contra agentes abrasivos e escoriantes;

calça para proteção das pernas contra agentes químicos;

calça para proteção das pernas contra agentes térmicos;

calça para proteção das pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água.

(47)

Componentes do EPI:

Proteção do corpo inteiro

1. Macacão

macacão para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra agentes térmicos; agentes químicos; ou contra umidade proveniente de operações com uso de água.

2. Vestimenta de corpo inteiro

vestimenta para proteção de todo o corpo contra riscos de origem química; umidade proveniente de operações com água; ou contra choques elétricos.

(48)

Adequando o Trabalho ao Homem

C a p í t u l o 6

Ao longo da história, os seres humanos não sofreram tantas modificações, enquanto as máquinas, os equipamentos e as rotinas de trabalho estão em permanente transformação com a substituição do trabalho manual por máquinas, computadores e robôs, significando que o desenvolvimento tecnológico já ultrapassou a capacidade humana de adaptação tanto física quanto mental.

A preocupação em estudar o homem, seu trabalho, suas capacidades e necessidades, além das ferramentas, dos equipamentos e o meio ambiente deu origem à Ergonomia, palavra de origem grega que significa ERGON = trabalho e NOMOS = regras/normas, significando as leis que regem o trabalho. A Ergonomia surgiu com o homem primitivo, na medida em que este utilizava utensílios de barro para retirar e acumular água, cozinhar alimentos e até mesmo quando usava os ossos de grandes animais e lascas de pedras para o corte e a defesa física.

(49)

E r g o n o m i a

Desde o seu nascimento, a Ergonomia preocupa-se com a qualidade de vida total do indivíduo, preservando sua saúde física e mental, e promovendo segurança, conforto e eficiência.

Esta ciência parte do princípio de que todo ser humano é único, ou seja, não se pode separar o corpo físico do corpo psíquico, pois eles estão a todo o momento interagindo. Na percepção ergonômica, todo e qualquer trabalho possui dois componentes: o físico e o mental, que necessitam de equilíbrio para proporcionar bem-estar e saúde aos trabalhadores. As pessoas possuem estaturas e constituição física diferentes.

Portanto, a capacidade de suportar sobrecarga física e mental também varia de indivíduo para indivíduo. Estas características tão distintas devem ser levadas em consideração no planejamento das tarefas e das condições de trabalho. É razoável concluir que uma máquina, um equipamento, painel, plataforma, cadeira, mesa ou ferramenta de trabalho com desenho inadequado e sem permitir ajustes de adequação para o usuário podem provocar dores lombares, lesões nos músculos, tendões e articulações.

Por outro lado, a forma como o trabalho é organizado e as relações de trabalho têm significativos papéis na determinação da saúde mental dos trabalhadores. Os objetivos práticos da Ergonomia são a segurança e o bem-estar dos trabalhadores no seu relacionamento com os sistemas produtivos.

(50)

1 . E m p é

As tarefas que exigem que o trabalhador fique constantemente em pé provocam uma sobrecarga nas pernas. Estas podem ficar inchadas, pois os músculos não se movimentam o suficiente para bombear a quantidade adequada de sangue de volta para o coração. Em consequência, aparecem o cansaço e a redução da capacidade de concentração.

É impossível trabalhar em pé comodamente por muito tempo quando a altura em que as tarefas são realizadas é inadequada ou quando os controles das máquinas e equipamentos não estão ao alcance. É necessário que exista bastante espaço para os pés, para que o trabalhador possa mudar de posição e distribuir alternativamente o peso.

Roupas ou uniformes apertados dificultam os movimentos durante o trabalho, por isso devem ser evitados. A altura em que a tarefa é realizada é um fator importante, pois, se esta for incorreta, o organismo se cansará mais facilmente. A altura deve ser ideal para que o trabalho possa ser realizado sem que o trabalhador precise curvar as costas e de modo que os ombros permaneçam relaxados em posição natural.

Posições de Trabalho

(51)

2 . S e n t a d o

Durante tarefas que não exigem muita força muscular e que podem ser executadas em áreas limitadas, o trabalhador deve estar sentado. Toda a área deve estar ao alcance do trabalhador, sem que ele necessite esticar ou torcer o corpo.

Uma boa postura para quem trabalha sentado é estar próximo da mesa de trabalho, com as costas eretas. A mesa e a cadeira devem ser desenhadas de forma que a superfície de trabalho esteja no mesmo nível dos cotovelos e que a pessoa fique com as costas eretas e os ombros relaxados.

Ficar sentado o dia todo não faz bem para a saúde e é por isso que deverá haver variações e alternâncias nas tarefas desenvolvidas para prevenção do sedentarismo. Para o trabalho de precisão deverá haver apoio ajustável para os cotovelos, antebraços ou mãos.

Posições de Trabalho

(52)

C o n d i ç õ e s v i s u a i s :

É essencial que se veja claramente aquilo com que se está trabalhando. A maioria dos objetos deve ficar a 50 centímetros de distância dos olhos.

No caso de objetos muito pequenos, estes devem ser colocados sobre uma superfície mais elevada, sendo algumas vezes necessário fazer uso de uma lente de aumento.

1. Para reduzir o desconforto decorrente do trabalho sentado junto a máquinas ou terminais de computador, recomenda-se: as condições da tela ou lente devem ser ajustadas cuidadosamente, de forma a compatibilizá-las com a visão individual;

2. a posição da tela e a distância entre esta e os olhos devem ser ajustáveis individualmente;

3. a iluminação deve ser adequada ao tipo de trabalho que está sendo realizado para evitar ofuscamento ou reflexos. Certas atividades exigem uma iluminação complementar ou especial;

4. as jornadas de trabalho deverão contar pausas para repouso visual; e

5. o assento da cadeira de trabalho deverá ter uma altura ajustável, para que cada pessoa possa trabalhar na posição mais confortável possível.

(53)

3 . L e v a n t a m e n t o d e c a r g a s

O levantamento e o transporte manual de cargas pesadas devem ser evitados, devendo ser realizados por equipamentos mecânicos. Se isto não for possível, várias pessoas devem trabalhar juntas, sendo importante que todas utilizem os métodos corretos de levantamento.

O levantamento de peso deve ser realizado com o auxílio das pernas e não das costas. A postura correta deve ser com os ombros para trás, as costas arqueadas e os joelhos dobrados.

O peso deve ser mantido o mais próximo possível do corpo. Para levantar a carga, manter as costas retas e, aos poucos, esticar as pernas, observando:

a carga próxima ao corpo;

os pés separados e o peso do corpo corretamente distribuído;

a carga apoiada nas duas mãos;

os joelhos dobrados;

o pescoço e as costas alinhados;

as costas retas e as pernas em movimento de esticar.

Posições de Trabalho

(54)

P o s i ç ã o c o r r e t a a o s e s e n t a r n a f r e n t e d o c o m p u t a d o r o u n o t e b o o k e a o l e v a n t a r c a r g a s .

(55)

O r g a n i z a ç ã o e c o n t e ú d o d o t r a b a l h o

C o n d i ç õ e s d e t r a b a l h o a d e q u a d a s c o n t r i b u e m p a r a a s e g u r a n ç a e a s a ú d e d o s t r a b a l h a d o r e s e p a r a m e l h o r a r a p r o d u ç ã o e a c o m p e t i t i v i d a d e d a e m p r e s a .

Para a Ergonomia, existem algumas decisões administrativas que auxiliam na melhoria da organização e do conteúdo do trabalho:

aumentar o grau de liberdade para a realização da tarefa, reduzindo a fragmentação e a repetição;

permitir maior controle do trabalhador sobre o seu trabalho;

levar em conta que a capacidade produtiva de uma pessoa pode variar, e que essa capacidade é diferente entre um indivíduo e outro;

estabelecer pausas, quando e onde cabíveis, durante a jornada de trabalho para relaxar, distensionar e permitir a livre movimentação, sem aumento do ritmo ou da carga de trabalho;

enriquecer o conteúdo do trabalho, nas tarefas e locais de atividade, para que a criatividade e a realização profissionais

sejam objetivos comuns das empresas e dos trabalhadores;

o mobiliário dos locais de trabalho deve permitir posturas confortáveis, ser adequado às características físicas do trabalhador e à natureza das tarefas, e permitir liberdade de movimentos; e

ferramentas e instrumentos de trabalho devem ser adequados à tarefa e ao seu operador.

(56)

Resumo das Normas Regulamentadoras

C a p í t u l o 7

Uma Norma Regulamentadora (NR) objetiva explicitar as determinações contidas nos artigos 154 a 201 da CLT, para que sirvam de balizamento, de parâmetro técnico às pessoas ou empresas que devem atender aos ditames legais e que, também, devem observar o pactuado nas Convenções e nos Acordos Coletivos de Trabalho de cada categoria e nas Convenções Coletivas sobre Prevenção de Acidentes.

Considerando-se a inter-relação existente entre as normas regulamentadoras, o propósito é o de indicar efetivamente essa ocorrência, demonstrando, na prática prevencionista, que muito pouco adianta atender a uma sem levar em consideração o que na maioria dos casos dispõe a outra. As normas regulamentadoras poderão ser obtidas, na íntegra, no endereço (internet) www.mte.gov.br.

(57)

NR 1 - Disposições Gerais

As empresas privadas e públicas que possuam empregado regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) deverão cumprir as normas regulamentadoras relativas à segurança e à medicina do trabalho.

NR 2 - Inspeção Prévia

Todo estabelecimento novo deverá solicitar aprovação de suas instalações ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, que emitirá o CAI-Certificado de Aprovação de Instalações.

NR 3 - Embargo ou Interdição

A Delegacia Regional do Trabalho poderá interditar e/ou embargar o estabelecimento, as máquinas, o setor de serviços, se eles demonstrarem grave e iminente risco para o trabalhador.

NR 4 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT

Será implantado na empresa conforme a gradação do risco da atividade principal e o número total de empregados do estabelecimento.

NR 5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA

Todas as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, instituições beneficentes, cooperativas, os clubes, desde que possuam empregados regidos pela CLT, dependendo do grau de risco da empresa e do número mínimo de 20 empregados, são obrigados a constituir e manter a CIPA.

NR 6 - Equipamentos de Proteção Individual - EPIs

As empresas são obrigadas a fornecer gratuitamente aos seus empregados equipamentos de proteção individual - EPI, destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador.

(58)

NR 7 - Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional - PCMSO

Trata dos exames médicos obrigatórios (admissional, periódico, por mudança de função ou demissional) e do programa de acompanhamento da saúde dos empregados.

NR 8 - Edificações

Define os parâmetros para as edificações, observando-se a proteção contra a chuva, insolação excessiva ou falta de insolação. Devem-se observar as legislações pertinentes dos níveis federal, estadual e municipal.

NR 9 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA

Objetiva a preservação da saúde e a integridade do trabalhador, através da antecipação, da avaliação e do controle dos riscos ambientais existentes, ou que venham a existir no ambiente de trabalho.

NR 10 - Instalações e Serviços de Eletricidade

Trata das condições mínimas para garantir a segurança daqueles que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo projetos, operação, reforma e ampliação, incluindo terceiros e usuários.

NR 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais

Destina-se à prevenção de acidentes na operação de elevadores, guindastes, transportadores industriais e máquinas transportadoras.

(59)

NR 12 - Máquinas e Equipamentos

Determina as instalações e áreas de trabalho; distâncias mínimas entre as máquinas e os equipamentos;

dispositivos de acionamento, partida e parada das máquinas e equipamentos.

NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão

Estabelece competências nas atividades referentes ao projeto de construção, acompanhamento de operação e manutenção, inspeção e supervisão de caldeiras e vasos de pressão.

NR 14 - Fornos

Define os parâmetros para a instalação de fornos; cuidados com gases, chamas, líquidos. Devem-se observar as legislações pertinentes nos níveis federal, estadual e municipal.

NR 15 - Atividades e Operações Insalubres

Considera atividade insalubre aquela que ocorre além dos limites de tolerância - LT. O limite de tolerância assegura que a intensidade, a natureza e o tempo de exposição ao agente não causarão dano à saúde do trabalhador durante a sua vida laboral.

NR 16 - Atividade e Operações Perigosas

Considera atividade perigosa aquela que ocorre além dos limites de tolerância - LT. As atividades perigosas são ligadas a explosivos, inflamáveis e energia elétrica.

NR 17- Ergonomia

Estabelece os parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas do homem.

(60)

NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção - PCMAT

Estabelece o elenco de providências a serem executadas, em função do cronograma de uma obra, levando-se em conta os riscos de acidentes e doenças do trabalho, e as suas respectivas medidas de segurança.

NR 19 - Explosivos

Estabelece os parâmetros para o depósito, o manuseio e o armazenamento de explosivos.

NR 20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis

Define os parâmetros para o armazenamento de combustíveis e inflamáveis.

NR 21 - Trabalho a Céu Aberto

Define o tipo de proteção aos trabalhadores que trabalham sem abrigo contra intempéries, insolação e condições sanitárias.

NR 22 - Trabalhos Subterrâneos

Destina-se aos trabalhos em minerações subterrâneas ou a céu aberto, garimpos, beneficiamento de minerais e pesquisa mineral.

NR 23 - Proteção Contra Incêndios

Estabelece a proteção contra incêndio; saídas para retirada de pessoal em serviço e/ou público; pessoal treinado e equipamentos.

As empresas devem observar também as normas do Corpo de Bombeiros sobre o assunto.

NR 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais do Trabalho

Todo estabelecimento deve atender às determinações desta norma, no tocante à otimização das condições, e às instalações sanitárias e de conforto.

NR 25 - Resíduos Industriais

Objetiva a eliminação dos resíduos gasoso, sólido, líquido de alta toxidade, periculosidade, risco biológico e radioativo.

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