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Perspetiva da Aprendizagem

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Academic year: 2021

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Perspetiva da Aprendizagem

A Perspetiva da Aprendizagem preocupa-se em descobrir as leis objetivas que influenciam o comportamento observável.

Os teóricos defendem que o desenvolvimento resulta da aprendizagem, uma mudança de longa duração no comportamento baseada na experiência ou adaptação ao meio ambiente.

A caraterística central é considerar que as influências ambientais controlam o comportamento

O desenvolvimento seria algo contínuo e não em etapas.

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Perspetiva da Aprendizagem

Behaviorismo/Comportamentalismo

Teoria mecanicista, que descreve o comportamento observado como uma resposta previsível face à experiência

Para o Behaviorismo o meio ambiente é o fator mais influente

O ser humano, independentemente da idade, aprende acerca do mundo como os outros animais – ou seja, reagindo aos aspetos do ambiente que acham

agradáveis, dolorosos ou perigosos

2 tipos de aprendizagem: condicionamento clássico e o operante

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Perspetiva da Aprendizagem

Behaviorismo/Comportamentalismo

Quem estabeleceu de forma definitiva a Psicologia como o estudo do comportamento foi John B. Watson (1878-1958)

“A Psicologia (…) é um ramo puramente objectivo e experimental da ciência natural. A sua meta teórica é a predição e o controle

da conduta…Parece ter chegado o momento em que a Psicologia descarta toda a referência à consciência, não necessitando enganar-se ao crer que o seu objecto de observação são os estudos mentais”

“A Psicologia tal como a vê um behaviorista” Psychological Review, 1913

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Perspetiva da Aprendizagem

Behaviorismo/Comportamentalismo

Watson adotou uma posição radicalmente ambientalista na controvérsia Natureza-Ambiente

Não negava a existência de certos padrões inatos de conduta, mas afirmava

que eram muito escassos e em qualquer caso pouco importantes relativamente à experiência.

Toda a resposta se deve a algum estimulo e a todo o estimulo se segue a

resposta; assim, existe um determinismo de causa e efeito comportamental.

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Perspetiva da Aprendizagem

Behaviorismo/Comportamentalismo

Escreveu: “Dai-me uma dezena de crianças sãs, bem formadas…para que as

eduque e eu comprometo-me a eleger uma delas ao acaso e educá-la para que se converta num especialista de qualquer tipo – médica, advogada, etc…e

inclusivamente mendiga, ladra -, prescindindo do seu talento, inclinações, tendências, aptidões, vocações e raça dos seus antepassados”.

Inspirou-se no Condicionamento Clássico de Pavlov para as suas pesquisas sobre desenvolvimento – Pequeno Albert

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Perspetiva da Aprendizagem

Behaviorismo/Comportamentalismo

Exemplo de condicionamento clássico: Ávido por registar os primeiros momentos de sua filha em imagens, a sorrir, a gatinhar, seu pai começou a fotografá-la.

Sempre que o flash da máquina disparava a filha piscava os olhos. Um dia, aos 11

meses de idade, a criança viu o pai levar a camara até ao olho e começou a piscar os olhos antes do flash.

Tinha aprendido a associar a camara à luz intensa do flash, de forma a que naquele momento a visão da camara bastou para ativar o reflexo de piscar.

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Perspetiva da Aprendizagem

O condicionamento clássico permite que os bebés prevejam um evento antes de ele acontecer,

estabelecendo associações entre estímulos

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Perspetiva da Aprendizagem

Os princípios do condicionamento clássico foram desenvolvidos por Ivan Pavlov (1849-1936)

Estímulo anteriormente neutro adquire a capacidade de estimular a resposta após ter sido associado a outro que normalmente a desencadeia

Experiência de condicionamento clássico:

Um cão segrega saliva se se lhe põe comida na boca.

Se antes de se apresentar a comida ou simultaneamente fizermos soar um som Se repetirmos esta operação varias vezes chegará um momento em que um simples ruído será capaz de provocar salivação.

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Perspetiva da Aprendizagem

Fases:

Comida (EI)

Campainha(EN)

No condicionamento Comida (EI)

+ Campainha (EN)

Depois do condicionamento Campainha (EC)

Salivação (RI) Sem resposta

Salivação (RI)

Salivação (RC)

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Perspetiva da Aprendizagem

O cão foi condicionado, ou seja, aprendeu a emitir respostas antecipatórias à chegada da comida.

Estímulos visuais ou auditivos converteram-se em sinais de comida

Pavlov pensou que estes sinais preparativos deviam desempenhar uma função importante na adaptação do animal ao meio ambiente.

A adaptação exige a aquisição por condicionamento de outras respostas aos estímulos variáveis e novos do ambiente.

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Perspetiva da Aprendizagem

Quanto mais complexo o organismo maior a capacidade de aquisição de respostas condicionadas – Por exemplo, o homem.

Os trabalhos deste autor abriram portas a uma nova área de investigação na Psicologia – A Psicologia da Aprendizagem

Watson aplicou estas teorias de respostas condicionadas a um bébé de 11 meses

“O pequeno Albert”, que ensinou a temer objetos brancos peludos.

Albert foi exposto a um ruido intenso quando estava prestes a acariciar um rato branco peludo. Assustado com o ruido começou a chorar. Após várias repetidas associações do rato ao ruido intenso, Albert começou a choramingar sempre que via o rato. Mais tarde com outras experiências generalizou o medo a outros

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Perspetiva da Aprendizagem

Condicionamento Operante (Skinner)

Exemplo – Criança que está tranquilamente deitado no berço. Quando ele sorri, a mãe aproxima-se e brinca com ele. O pai faz a mesma coisa. À medida que esta situação se repete, a criança aprende que algo que ele faz (sorrir), pode produzir algo que gosta (atenção e carinho dos pais).

Assim, a criança sorri quando quer atrair a atenção dos pais. Um comportamento acidental tornou-se uma resposta condicionada.

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Perspetiva da Aprendizagem

Condicionamento Operante Skinner (1904-1990)

Psicólogo norte-americano que formulou os princípios do condicionamento operante.

Este tipo de condicionamento é uma aprendizagem na qual o sujeito é levado a repetir um comportamento que foi reforçado, ou a extinguir um comportamento que foi punido

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Perspetiva da Aprendizagem

Reforço consequência do comportamento que aumenta a probabilidade de que o comportamento se repita (por exemplo, sorriso)

Reforço Positivo dar uma recompensa (um doce, pegar ao colo)

Reforço Negativo Tirar alguma coisa de que o individuo não gosta (evento aversivo) como ruido intenso.

Punição – Consequência do comportamento que diminui a probabilidade de repetição.

Introdução de acontecimento aversivo – dar palmada Remoção de acontecimento positivo – ver televisão

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Perspetiva da Aprendizagem

Alguns pesquisadores têm utilizado o condicionamento operante para estudar a memória dos bebés

(Carolyn Rovee-Collier e col.)

Condicionaram bebés a mexer a perna para ativar um móbil ligado

a um dos calcanhares com uma fita.

Bebés de 2 a 6 meses de idade ao voltarem a ver o móbil dias ou semanas depois,

repetem o movimento da perna,

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Perspetiva da Aprendizagem

Teoria da Aprendizagem Social Albert Bandura (1925-)

Ao contrário da Perspetiva de Aprendizagem Tradicional que considera as pessoas reativas, nesta Teoria a pessoa contribui ativamente para a Aprendizagem.

A caraterística central é considerar que os comportamentos são aprendidos por observação e imitação de modelos

Considera o sujeito como elemento ativo, pois a criança também age sobre o

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Perspetiva da Aprendizagem

Embora considerem a experimentação laboratorial, acreditam que as teorias baseadas na pesquisa com animais não podem explicar o comportamento humano

Porque as pessoas aprendem num contexto social e a aprendizagem humana é mais complexa do que simples condicionamento.

É também chamada Teoria Socio-Cognitiva, porque os teóricos reconhecem a importância das respostas cognitivas e não somente as respostas automáticas ao reforço e á punição (ponte entre teoria da aprendizagem clássica e a perspetiva cognitiva)

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Perspetiva da Aprendizagem

Aprendizagem por observação e imitação de modelos:

As pessoas adquirem novas capacidades através da aprendizagem por observação ou vicariante, ou seja, observando e “olhando os outros”.

As pessoas demonstram a sua aprendizagem através da imitação de um modelo, mesmo quando este já não está presente.

A imitação de modelos é o elemento mais importante quando se aprende uma língua, quando se aprende comportamentos morais de conduta, ou se lida com a agressividade.

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Perspetiva da Aprendizagem

As crianças promovem a sua própria aprendizagem social, escolhendo modelos para imitar.

A escolha é influenciada pelas caraterísticas do modelo, pela criança e pelo ambiente.

A criança pode escolher um pai em vez de outro, ou outro adulto

- professor, personalidade da tv, figura do desporto ou irmão mais velho

“ American History x”

Há tendência para escolher pessoas de estatutos elevados ou personalidades

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Perspetiva da Aprendizagem

O comportamento especifico que as crianças imitam depende do que percebem que é valorizado.

Fatores cognitivos como a capacidade de prestar atenção e organizar mentalmente as informações dos sentidos, afetam a forma como as pessoas incorporam o comportamento observado ao seu próprio comportamento.

Por exemplo, aluna de dança imita os passos da sua professora de dança, e modela a forma de dançar pela observação de uma aluna mais avançada, mas mesmo assim, desenvolve um estilo próprio de dançar, reunindo suas observações e formando um padrão novo.

Através dos símbolos mentais, as crianças adquirem a capacidade de formar

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Perspetiva Humanista

Esta perspetiva desenvolveu-se entre 1950 e 1960, em reação ao que alguns psicólogos identificaram como crenças negativas sobre a natureza humana, presente nas teorias psicanalítica e behaviorismo

Psicólogos humanistas como Carl Rogers e Abraam Maslow, não aceitaram a ideia de que as pessoas são “prisioneiras” dos seus instintos, do seu inconsciente ou de forças ambientais – Controvérsia entre Natureza e Ambiente.

A característica central desta perspetiva é enfatizar a capacidade que as pessoas têm de tomar conta da sua vida e promover o seu próprio desenvolvimento – independentemente da sua idade ou das suas circunstâncias.

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Perspetiva Humanista

Estes psicólogos dão particular importância a fatores internos na personalidade, sentimentos, valores e esperanças.

Procuram ajudar as pessoas a promover o seu próprio desenvolvimento através das capacidades de escolha, criatividade e auto-realização.

Maslow (1908-1970)

Desenvolveu uma hierarquia de necessidades,

uma ordem de classificação das necessidades que motivam

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Hierarquia das Necessidades de Maslow

Referências

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