Perspetiva da Aprendizagem
A Perspetiva da Aprendizagem preocupa-se em descobrir as leis objetivas que influenciam o comportamento observável.
Os teóricos defendem que o desenvolvimento resulta da aprendizagem, uma mudança de longa duração no comportamento baseada na experiência ou adaptação ao meio ambiente.
A caraterística central é considerar que as influências ambientais controlam o comportamento
O desenvolvimento seria algo contínuo e não em etapas.
Perspetiva da Aprendizagem
Behaviorismo/Comportamentalismo
Teoria mecanicista, que descreve o comportamento observado como uma resposta previsível face à experiência
Para o Behaviorismo o meio ambiente é o fator mais influente
O ser humano, independentemente da idade, aprende acerca do mundo como os outros animais – ou seja, reagindo aos aspetos do ambiente que acham
agradáveis, dolorosos ou perigosos
2 tipos de aprendizagem: condicionamento clássico e o operante
Perspetiva da Aprendizagem
Behaviorismo/Comportamentalismo
Quem estabeleceu de forma definitiva a Psicologia como o estudo do comportamento foi John B. Watson (1878-1958)
“A Psicologia (…) é um ramo puramente objectivo e experimental da ciência natural. A sua meta teórica é a predição e o controle
da conduta…Parece ter chegado o momento em que a Psicologia descarta toda a referência à consciência, não necessitando enganar-se ao crer que o seu objecto de observação são os estudos mentais”
“A Psicologia tal como a vê um behaviorista” Psychological Review, 1913
Perspetiva da Aprendizagem
Behaviorismo/Comportamentalismo
Watson adotou uma posição radicalmente ambientalista na controvérsia Natureza-Ambiente
Não negava a existência de certos padrões inatos de conduta, mas afirmava
que eram muito escassos e em qualquer caso pouco importantes relativamente à experiência.
Toda a resposta se deve a algum estimulo e a todo o estimulo se segue a
resposta; assim, existe um determinismo de causa e efeito comportamental.
Perspetiva da Aprendizagem
Behaviorismo/Comportamentalismo
Escreveu: “Dai-me uma dezena de crianças sãs, bem formadas…para que as
eduque e eu comprometo-me a eleger uma delas ao acaso e educá-la para que se converta num especialista de qualquer tipo – médica, advogada, etc…e
inclusivamente mendiga, ladra -, prescindindo do seu talento, inclinações, tendências, aptidões, vocações e raça dos seus antepassados”.
Inspirou-se no Condicionamento Clássico de Pavlov para as suas pesquisas sobre desenvolvimento – Pequeno Albert
Perspetiva da Aprendizagem
Behaviorismo/Comportamentalismo
Exemplo de condicionamento clássico: Ávido por registar os primeiros momentos de sua filha em imagens, a sorrir, a gatinhar, seu pai começou a fotografá-la.
Sempre que o flash da máquina disparava a filha piscava os olhos. Um dia, aos 11
meses de idade, a criança viu o pai levar a camara até ao olho e começou a piscar os olhos antes do flash.
Tinha aprendido a associar a camara à luz intensa do flash, de forma a que naquele momento a visão da camara bastou para ativar o reflexo de piscar.
Perspetiva da Aprendizagem
O condicionamento clássico permite que os bebés prevejam um evento antes de ele acontecer,
estabelecendo associações entre estímulos
Perspetiva da Aprendizagem
Os princípios do condicionamento clássico foram desenvolvidos por Ivan Pavlov (1849-1936)
Estímulo anteriormente neutro adquire a capacidade de estimular a resposta após ter sido associado a outro que normalmente a desencadeia
Experiência de condicionamento clássico:
Um cão segrega saliva se se lhe põe comida na boca.
Se antes de se apresentar a comida ou simultaneamente fizermos soar um som Se repetirmos esta operação varias vezes chegará um momento em que um simples ruído será capaz de provocar salivação.
Perspetiva da Aprendizagem
Fases:
Comida (EI)
Campainha(EN)
No condicionamento Comida (EI)
+ Campainha (EN)
Depois do condicionamento Campainha (EC)
Salivação (RI) Sem resposta
Salivação (RI)
Salivação (RC)
Perspetiva da Aprendizagem
O cão foi condicionado, ou seja, aprendeu a emitir respostas antecipatórias à chegada da comida.
Estímulos visuais ou auditivos converteram-se em sinais de comida
Pavlov pensou que estes sinais preparativos deviam desempenhar uma função importante na adaptação do animal ao meio ambiente.
A adaptação exige a aquisição por condicionamento de outras respostas aos estímulos variáveis e novos do ambiente.
Perspetiva da Aprendizagem
Quanto mais complexo o organismo maior a capacidade de aquisição de respostas condicionadas – Por exemplo, o homem.
Os trabalhos deste autor abriram portas a uma nova área de investigação na Psicologia – A Psicologia da Aprendizagem
Watson aplicou estas teorias de respostas condicionadas a um bébé de 11 meses
“O pequeno Albert”, que ensinou a temer objetos brancos peludos.
Albert foi exposto a um ruido intenso quando estava prestes a acariciar um rato branco peludo. Assustado com o ruido começou a chorar. Após várias repetidas associações do rato ao ruido intenso, Albert começou a choramingar sempre que via o rato. Mais tarde com outras experiências generalizou o medo a outros
Perspetiva da Aprendizagem
Condicionamento Operante (Skinner)
Exemplo – Criança que está tranquilamente deitado no berço. Quando ele sorri, a mãe aproxima-se e brinca com ele. O pai faz a mesma coisa. À medida que esta situação se repete, a criança aprende que algo que ele faz (sorrir), pode produzir algo que gosta (atenção e carinho dos pais).
Assim, a criança sorri quando quer atrair a atenção dos pais. Um comportamento acidental tornou-se uma resposta condicionada.
Perspetiva da Aprendizagem
Condicionamento Operante Skinner (1904-1990)
Psicólogo norte-americano que formulou os princípios do condicionamento operante.
Este tipo de condicionamento é uma aprendizagem na qual o sujeito é levado a repetir um comportamento que foi reforçado, ou a extinguir um comportamento que foi punido
Perspetiva da Aprendizagem
Reforço – consequência do comportamento que aumenta a probabilidade de que o comportamento se repita (por exemplo, sorriso)
Reforço Positivo – dar uma recompensa (um doce, pegar ao colo)
Reforço Negativo – Tirar alguma coisa de que o individuo não gosta (evento aversivo) como ruido intenso.
Punição – Consequência do comportamento que diminui a probabilidade de repetição.
Introdução de acontecimento aversivo – dar palmada Remoção de acontecimento positivo – ver televisão
Perspetiva da Aprendizagem
Alguns pesquisadores têm utilizado o condicionamento operante para estudar a memória dos bebés
(Carolyn Rovee-Collier e col.)
Condicionaram bebés a mexer a perna para ativar um móbil ligado
a um dos calcanhares com uma fita.
Bebés de 2 a 6 meses de idade ao voltarem a ver o móbil dias ou semanas depois,
repetem o movimento da perna,
Perspetiva da Aprendizagem
Teoria da Aprendizagem Social Albert Bandura (1925-)
Ao contrário da Perspetiva de Aprendizagem Tradicional que considera as pessoas reativas, nesta Teoria a pessoa contribui ativamente para a Aprendizagem.
A caraterística central é considerar que os comportamentos são aprendidos por observação e imitação de modelos
Considera o sujeito como elemento ativo, pois a criança também age sobre o
Perspetiva da Aprendizagem
Embora considerem a experimentação laboratorial, acreditam que as teorias baseadas na pesquisa com animais não podem explicar o comportamento humano
Porque as pessoas aprendem num contexto social e a aprendizagem humana é mais complexa do que simples condicionamento.
É também chamada Teoria Socio-Cognitiva, porque os teóricos reconhecem a importância das respostas cognitivas e não somente as respostas automáticas ao reforço e á punição (ponte entre teoria da aprendizagem clássica e a perspetiva cognitiva)
Perspetiva da Aprendizagem
Aprendizagem por observação e imitação de modelos:
As pessoas adquirem novas capacidades através da aprendizagem por observação ou vicariante, ou seja, observando e “olhando os outros”.
As pessoas demonstram a sua aprendizagem através da imitação de um modelo, mesmo quando este já não está presente.
A imitação de modelos é o elemento mais importante quando se aprende uma língua, quando se aprende comportamentos morais de conduta, ou se lida com a agressividade.
Perspetiva da Aprendizagem
As crianças promovem a sua própria aprendizagem social, escolhendo modelos para imitar.
A escolha é influenciada pelas caraterísticas do modelo, pela criança e pelo ambiente.
A criança pode escolher um pai em vez de outro, ou outro adulto
- professor, personalidade da tv, figura do desporto ou irmão mais velho
“ American History x”
Há tendência para escolher pessoas de estatutos elevados ou personalidades
Perspetiva da Aprendizagem
O comportamento especifico que as crianças imitam depende do que percebem que é valorizado.
Fatores cognitivos como a capacidade de prestar atenção e organizar mentalmente as informações dos sentidos, afetam a forma como as pessoas incorporam o comportamento observado ao seu próprio comportamento.
Por exemplo, aluna de dança imita os passos da sua professora de dança, e modela a forma de dançar pela observação de uma aluna mais avançada, mas mesmo assim, desenvolve um estilo próprio de dançar, reunindo suas observações e formando um padrão novo.
Através dos símbolos mentais, as crianças adquirem a capacidade de formar
Perspetiva Humanista
Esta perspetiva desenvolveu-se entre 1950 e 1960, em reação ao que alguns psicólogos identificaram como crenças negativas sobre a natureza humana, presente nas teorias psicanalítica e behaviorismo
Psicólogos humanistas como Carl Rogers e Abraam Maslow, não aceitaram a ideia de que as pessoas são “prisioneiras” dos seus instintos, do seu inconsciente ou de forças ambientais – Controvérsia entre Natureza e Ambiente.
A característica central desta perspetiva é enfatizar a capacidade que as pessoas têm de tomar conta da sua vida e promover o seu próprio desenvolvimento – independentemente da sua idade ou das suas circunstâncias.
Perspetiva Humanista
Estes psicólogos dão particular importância a fatores internos na personalidade, sentimentos, valores e esperanças.
Procuram ajudar as pessoas a promover o seu próprio desenvolvimento através das capacidades de escolha, criatividade e auto-realização.
Maslow (1908-1970)
Desenvolveu uma hierarquia de necessidades,
uma ordem de classificação das necessidades que motivam