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Academic year: 2021

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(1)

Avaliação da aprendizagem:

para além da constatação

Júlio Furtado www.juliofurtado.com.br

www.juliofurtado.com.br

(2)

E assim tudo começou...

E assim tudo começou...

Será herança de uma Guerra Santa?!

E assim tudo começou...

No momento das provas, os estudantes não poderão solicitar nada que necessitem nem aos seus colegas nem àquele que toma conta da prova;

não deverão sentar-se em carteiras conjugadas, porém se isso ocorrer, dever-se á prestar muita atenção nos dois estudantes que estiverem sentados juntos, pois que caso as respostas às questões dos dois sejam iguais, não se saberá quem respondeu e quem copiou;

o tempo da prova deverá ser estabelecido

previamente e não se deverá permitir acréscimos

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E assim tudo começou...

“Digam aos seus alunos que suas provas são para valer!”

“Utilize os erros de alguns alunos para mostrar aos outros o que não devem fazer.”

“Lembrem que tudo é passível de cair na prova”

Iohannis Amós Comenius In Didática Magna.

CONCEPÇÕES DE AVALIAÇÃO

Avaliação como Medida :

◦ É a concepção mais antiga de Avaliação

◦ Concebe a aprendizagem de forma objetiva e reprodutiva.

◦ Exclui tudo que não é “objetivamente mensurável”

◦ Os resultados pouco ou nada influenciam a prática do professor.

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CONCEPÇÕES DE AVALIAÇÃO

Avaliação como Congruência :

◦ Congruência entre desempenho e objetivos.

◦ Estabelece uma relação de concordância ou afastamento entre os objetivos pretendidos e as performances apresentadas.

◦ É coerente com a Pedagogia por objetivos (Benjamim Bloom).

◦ Estabelece a “Recuperação” para os alunos que estão muito “afastados” dos objetivos.

CONCEPÇÕES DE AVALIAÇÃO

Avaliação como fonte de informação .

◦ Avaliar serve para produzir informação para gestão do processo ensino-aprendizagem.

◦ Tem como objetivos:

Ajudar os alunos a terem melhores desempenhos.

Ajudar os professores a terem melhores desempenhos.

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Avaliação como fonte de informação

Avaliação de dados dos instrumentos durante um vôo.

Avaliação médica de um paciente ao longo de um tratamento.

Avaliação das reações de uma pessoa durante uma paquera.

Avaliar para saber se continua ou muda de atitude, respaldados pela importância do resultado que se precisa obter. Avaliação a

partir de um compromisso.

Avaliação e Mediação da Aprendizagem

A Avaliação é uma valiosa estratégia de mediação da aprendizagem. Nesse sentido, ela deve:

encorajar o aluno a reorganizar o seu saber;

colocar aluno e professor em movimento;

favorecer a construção de sentido.

Segundo Hoffman, o maior desafio é a tomada de consciência por parte do professor com relação a sua prática. É promover a transição da ação coercitiva para a ação educativa.

(6)

Conceito de Avaliação da Aprendizagem

Processo de investigação contínua que ajuda a garantir o alcance dos objetivos traçados,

possibilitando intervenções também contínuas na aprendizagem do aluno.

Processo de investigação contínua que ajuda a garantir o alcance dos objetivos traçados,

possibilitando intervenções também contínuas na aprendizagem do aluno.

Avaliação da Aprendizagem

Constatação Reflexão Decisão/Ação

(7)

Constatar X Avaliar Constatar X Avaliar

Constatação

Classificação (cabe ameaça)

Seleção dos “melhores”

Não há compromisso com o sucesso

Situação estanque (é uma fotografia)

Avaliação

Acompanhamento (não cabe ameaça)

Reorientação permanente da aprendizagem

Compromisso com o sucesso

Processo (é um filme)

A Constatação é Excludente A Avaliação é Inclusiva.

A Constatação é Excludente A Avaliação é Inclusiva.

A Constatação é excludente, na medida em que:

◦ apenas detecta resultados

◦ serve para classificar

◦ não serve de retro-alimentação para o trabalho docente

◦ É dissociada da relação ensino-aprendizagem

◦ está a serviço do fracasso e não do sucesso

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A Avaliação é inclusiva, porque:

◦ os resultados provocam mudança na ação docente (nota dinâmica)

◦ serve para diagnosticar

◦ retro-alimenta o trabalho docente

◦ é parte da relação ensino-aprendizagem;

◦ está a serviço do sucesso e não do fracasso.

Efeitos perversos da Constatação Efeitos perversos da Constatação

Baixa auto-estima

“Desconstrução” do referencial interno

Reprovações e evasões

Ideologia do conformismo

Reforço da lógica social excludente

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Funções da Avaliação

Diagnosticar:

Detecta

Identifica

Adéqua

Democratiza Formar:

Alerta

Cuida

Previne

Garante a formação Classificar:

Classifica

Exclui

Define

Avalia a formação

Principal papel da escola

Principal papel dos processos de

seleção

Então...

“Avaliação é uma ferramenta a serviço

do ensinar e do aprender e desta forma, caracteriza-se

como subsidiária do processo de produção

de resultados satisfatórios.”

Luckesi

“A aprendizagem deve ser assistida

por avaliação.”

Hadji

(10)

Avaliar X dar notas

(ou conceitos)

Avaliar X dar notas

(ou conceitos)

Avaliar ≠ registrar resultados. Uma não impede a outra.

A questão não está na forma de registro.

Está em como encaramos e manipulamos os registros.

A questão da Média. Para quê serve?

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Numa verdadeira Avaliação:

Existe envolvimentodo professor.

O que sei sobre meu aluno?

O que sinto por ele?

O quanto me sinto responsável por sua aprendizagem?

Existe compromisso do professor.

Eu reconheço o aluno como alguém digno de respeito e interesse, logo, digno de aprender?

Existe compreensão do processo.

Eu compreendo a forma de aprender do meu aluno ou tento enquadrá-lo na forma de aprender que acredito?

Princípios de uma real Avaliação Princípios de uma real Avaliação

1.

Deve provocar Ação Docente

• Deve sempre estar ligada a uma ação concreta de melhoria da aprendizagem Avalia-se, principalmente para tomar

providências e não para somente verificar como as coisas estão.

(12)

Princípios de uma real Avaliação Princípios de uma real Avaliação

2. Deve estar sempre a serviço do sucesso

• Deve se basear no planejamento de ações futuras, na busca de possibilidades de superação.

o

Avalia-se numa perspectiva de superação e não de punição. Avaliação é instrumento de conquista e não de derrota.

Princípios de uma real Avaliação Princípios de uma real Avaliação

3. Estar comprometida com a Ética

Deve ensejar o compromisso com a aprendizagem de todos e com o desenvolvimento da cidadania do aluno. Sem promoção de aprendizagem, isso é impossível.

Avalia-se para garantir que todos estão

aprendendo e não apenas “os melhores”.

(13)

As quatro categorias da prática avaliativa

As quatro categorias da prática avaliativa

Segundo Vasconcellos, existem 4 categorias na prática avaliativa, que são:

1. O Conteúdo – o que o aluno aprendeu?

2. A Forma– de que maneira vou avaliar?

3. As Relações há coerência entre ensino e avaliação?

4. A Intencionalidade – avaliar para quê?

A importância da auto-avaliação

A auto-avaliação favorece o desenvolvimento da consciência (área livre).

“A verdadeira Avaliação deve contribuir para que todo estudante assuma poder sobre si mesmo, tenha consciência do que já é capaz e em que deve melhorar.” Charles Hadji

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Conhecido por mim Desconhecido por mim

Conhecido pelos outros

Desconhecido pelos outros

Mancha Cega Arena

Fachada Desconhecido (Área Livre)

(Área Oculta)

Recebe mais feedback

Até o momento, nesse bimestre, você já deve saber:

De que maneiras o homem altera a paisagem natural. ( ) Já sei

( ) Tenho que estudar mais.

( ) Não tenho a mínima idéia..

Quais são as quatro esferas que compõem a superfície terrestre e de que é formada cada uma delas.

( ) Já sei

( ) Tenho que estudar mais.

( ) Não tenho a mínima idéia..

Desenhar uma rosa-dos-ventos com os pontos cardeais e colaterais, usando siglas

( ) Já sei

( ) Tenho que estudar mais.

( ) Não tenho a mínima idéia..

Localizar os pontos cardeais a partir do ponto em que nasce o sol.

( ) Já sei

( ) Tenho que estudar mais.

( ) Não tenho a mínima idéia..

Usar a bússola. ( ) Já sei

( ) Tenho que estudar mais.

GUIA DE ESTUDOS - GEOGRAFIA – 6º ano

Aqui estão as principais coisas que você já deve saber até agora nesse bimestre. Pense bem sobre cada uma e assinale a opção que se refere a sua situação. Depois disso, faça um plano para melhorar nos itens que forem necessários.

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ASPECTO QUESTÕES-GUIA JUSTIFICATIVA DA

NOTA NOTA

DEDICAÇÃO Busquei formas mais eficazes de ensinar o conteúdo ? Planejei cada aula, visando seu melhor aproveitamento?

Chequei se a turma estava realmente compreendendo o que ensinava ?

( ) 0 ( ) 1 ( ) 2

ASSIDUIDADE

Ministrei todas as aulas previstas ? Ministrei todo o conteúdo previsto no bimestre ? Corrigi em tempo hábil trabalhos, testes e provas ? Cumpri os prazos estabelecidos pela escola ?

( ) 0 ( ) 1 ( ) 2

ORGANIZAÇÃO Mantive meus diários de classe em dia e bem apresentados com lançamento de freqüência e de conteúdos ?

Ministrei aulas planejadas, organizadas em início, meio e fim ?

( ) 0 ( ) 1 ( ) 2

RELACIONAMENTO

Procurei a melhor forma de me relacionar com cada turma ? Observei alunos que precisam de ajuda individual e me aproximei deles

com o intuito de ajudá-los ?

Coloquei limites nos alunos com atitudes não cabíveis em sala de aula ?

( ) 0 ( ) 1 ( ) 2

EFETIVIDADE

Percebi interesse dos alunos pelas minhas aulas ? O resultado da avaliação bimestral foi satisfatório ? Facilitei a aprendizagem dos meus alunos ? Os alunos dominam o conteúdo que lhes apresentei ?

( ) 0 ( ) 1 ( ) 2

NOTA FINAL

UMA PAUSA PARA ME AUTO-AVALIAR...

FICHA DE AUTO-AVALIAÇÃO DO ______ BIMESTRE PROFESSOR: ______________________________________________

Levando em consideração os aspectos avaliados atribua-se uma nota de 0 a 2 (inteira) para cada item com relação a sua atuação nesse bimestre, justificando-a:

Prática Avaliativa e Prática Educativa

É possível essa dicotomia?

◦ Não! Se tomarmos como base um real processo de Avaliação, não podemos separar os momentos de ensinar e de avaliar. A prática avaliativa só faz sentido se fizer parte da

prática educativa.

É hora de ensinar.

Agora é hora de Avaliar

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“Diga-me como você

(17)

Projeto de vida

Projeto de Mundo

Projeto Pedagógico

Prática Avaliativa e Modelo Social Prática Avaliativa e Modelo Social

A lógica seletiva da suposta Avaliação que é praticada na escola é respaldada pela lógica seletiva da sociedade em que vivemos.

O professor precisa se comprometer com a mudança dessa lógica social para conseguir mudar a sua prática avaliativa.

Afinal, que sociedade queremos?

A questão não é subjetiva. É legal!

(18)

A Constituição da República Federativa do Brasil diz que Sociedade devemos querer:

A Constituição da República Federativa do Brasil diz que Sociedade devemos querer:

Livre e independente

Justa, com prevalência dos direitos humanos

Solidária e pacífica

Desenvolvida e sem pobreza ou marginalização

Que promove o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade ou qualquer outra forma de discriminação

Cooperadora com outros povos (Art. 3º e 4º da CRFB)

Preceitos legais da Avaliação Preceitos legais da Avaliação

LDBEN – 9394/96 -Preponderância dos aspectos qualitativos sobre os aspectos quantitativos da avaliação.

O que são aspectos qualitativos?

Interesse, participação, disciplina, pontualidade?

Os aspectos qualitativos, segundo a Lei, refere-se à

aprendizagem. A Lei, na verdade, propõe um repensar sobre a atribuição de notas e médias.

(19)

As principais resistências...

Eu sempre fui avaliado assim e cheguei até aqui.

A criança precisa ser preparada pro mundo real que é

competitivo!

As principais resistências...

Os pais querem os filhos prontos para a competitividade.

Eles valorizam a nota, a constatação!

Como vou manter meus alunos interessados nas aulas, se eles não temerem a avaliação?

(20)

As principais resistências...

Avaliar dessa forma é camuflar os resultados ruins. É forçar a barra para

se aprovar todo mundo!

Aprofundando a reflexão...

A Constatação é coerente com os princípios de uma Educação Tradicional, que se fortaleceu na emergência de consolidação de uma sociedade burguesa.

Se fazemos parte de um país que busca uma sociedade justa e livre, como diz nossa

Constituição, é emergente que iniciemos a prática

(21)

Atitudes recomendáveis

Estabeleça um processo em que os alunos se comparem a eles mesmos.

Ressalte o quanto o aluno já aprendeu, ao invés do que ele deixou de aprender.

Desenvolva o hábito de facilitar a auto avaliação dos alunos, através de guias de estudo.

Desafie o aluno a continuar progredindo.

Avalie sempre dentro do contexto do aluno.

Ofereça novas oportunidades de avaliação.

Estabeleça atividades em que o aluno possa se dizer preparado para ser avaliado.

Não utilize Médias. Propicie avanços na aprendizagem.

Trace um gráfico de avaliação de cada aluno (Excel).

“Viver é afinar o instrumento

De dentro para fora De fora para dentro

A toda hora

A todo momento”.

Walter Franco

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www.juliofurtado.com.br

E-mail: [email protected]

Obrigado pela atenção!

Lançamento em DVD

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