A vigilância da influenza é composta pela vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e pela vigilância universal de SRAG1.
A vigilância sentinela tem como objetivo principal identificar os vírus respiratórios circulantes, além de permitir o monitoramento da demanda de atendimento por essa doença. Já a vigilância universalde SRAG monitora os casos hospitalizados e óbitos com o objetivo de identificar o comportamento da influenza grave.
1. Situação epidemiológica
1.1 Síndrome Gripal
Até a Semana Epidemiológica (SE) 31 (01/01 a 05/08/2017), as unidades sentinelas do Recife atenderam 14.883 casos de SG, tendo 86 amostras positivas para o vírus influenza (53 para AH3 Sazonal e 33 para influenza B). Outros agentes encontrados foram: Vírus Sincicial Respiratório (n=13) e Adenovírus (n=1) (Figura 1).
No mesmo período, em 2016, foram atendidos 13.580 casos de SG, representando um aumento de 9,6% das ocorrências ambulatoriais em 2017, com a identificação de 37 amostras positivas para influenza (27 para A H1N1, 2 para influenza A inconclusivo para H1N1 e 8 para influenza B). Outros vírus foram identificados como: o Metapneumovírus (n=9), Adenovírus (n=3), Vírus Sincicial Respiratório (n=17), Parainfluenza 1 (n=2), Parainfluenza 3 (n=2).
1 No Recife, a rede sentinela é formada pelas seguintes unidades:
Síndrome Gripal (SG): Policlínica Amaury Coutinho, Policlínica Arnaldo Marques e Hospital Pediátrico Cravo Gama
Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Unidades de Terapia Intensiva – UTI: Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) e Real Hospital Português (RHP)
Ano 2017 N° 13 SE 31 Período de referência: 01/01 a 05/08/2017 Data de Emissão: 17/08/2017
UNIDADE DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Figura 1. Número de atendimentos por SG em unidades sentinelas e casos com amostras positivas para vírus respiratórios, por semana epidemiológica. Recife, 2017 (até SE 31)*
Fonte: Sesau Recife/Devs/Uvepi/Sivep Gripe
*Dados provisórios sujeitos à alteração, base de dados de 07/08/2017
1.2 Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)
Até a SE 31 de 2017, foram notificados 434 casos de SRAG. Deste total houve 52 amostras positivas para o vírus influenza, sendo influenza A H3 Sazonal (n=35) e influenza B (n=17). Houve positividade também para Vírus Sincicial Respiratório (n=1) e para
Micobacterium Tuberculosis (n=1), 317 foram classificadas como SRAG não especificada, nas
quais não foram identificados o agente etiológico e 63 continuam em investigação (Figura 2). No mesmo período, em 2016, foram notificados 460 casos de SRAG, o que representa uma redução de 5,6% comparado ao ano de 2017, com a identificação de 28 amostras positivas para influenza (21 para A H1N1, 3 para influenza A inconclusivo para H1N1 e 4 para influenza B). Outros vírus foram identificados: Vírus Sincicial Respiratório (n=11), Metapneumovírus (n=8), Parainfluenza 1 (n=1), Parainfluenza 2 (n=1), Parainfluenza 3 (n=1). Um foi positivo para Micobacterium Tuberculosis e 409 não especificadas.
2 3 3 5 4 2 4 3 6 4 6 2 1 1 2 2 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 1 2 1 2 4 3 2 3 2 1 1 1 1 1 1 1 1 2 1 2 3 1 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10111213141516171819202122232425262728293031 N º a ten d im en to s p o r SG N º d e a m o stra s p o sitiv as
Figura 2. Número de casos de SRAG segundo classificação final, por semana epidemiológica. Recife, 2017 (até SE 31)*
Fonte: Sesau Recife/Devs/Uvepi/Sinan Influeza Web
*Dados provisórios sujeitos à alteração, base de dados de 07/08/2017
Considerando todas as amostras positivas de vírus respiratórios para SG e SRAG, observou- se que em 2016 houve um predomínio da circulação de Influenza A H1N1 e em 2017 está ocorrendo um predomínio da identificação de Influenza AH3 sazonal (Figura 3).
Figura 3. Proporção de amostras positivas segundo tipo de vírus respiratórios. Recife, 2016 e 2017 (até SE 31)*
Fonte: Sesau Recife/Devs/Uvepi/Sinan Influeza Web
*Dados provisórios sujeitos à alteração, base de dados de 07/08/2017
3 4 3 1 1 4 4 3 1 8 1 2 1 1 1 1 1 1 3 5 1 1 1 1 1 0 5 10 15 20 25 30 35 40 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 N º d e in tern açõ es p o r SRAG N º d e a m o stra s p o sitiv as Semana Epidemiológica
Flu A H3 Sazonal Flu B Vírus Sincicial Respiratório Outros agentes etiológicos Nº de internações por SRAG
1.3 Análise dos Casos Positivos em 2017
Considerando a soma dos casos positivos de SRAG e SG, o município conta, até a SE 31 de 2017, com um total de 138 casos com amostras positivas para o vírus influenza (sendo 88 para Influenza A H3 Sazonal e 50 para Influenza B).
Os menores de 4 anos concentraram 42,7% dos casos positivos. Para síndrome gripal, observam-se casos em todas as faixas etárias, enquanto para SRAG os casos se concentraram, em sua maioria, entre os menores de 5 anos e maiores de 60 anos (Tabela 1).
Tabela 1. Número e proporção de casos de influenza por faixaetária. Recife, 2017*
Faixa etária SG SRAG
Total N % < 6 meses 2 7 9 6,5 6 meses a 4 anos 32 18 50 36,2 5-9 a 12 1 13 9,4 10-19 a 14 0 14 10,1 20-39 a 15 7 22 15,9 40-59 a 4 3 7 5,1 60 + 7 16 23 16,7 Total 86 52 138 100,0
Fonte: Sesau Recife/Devs/Uvepi/Sinan Influeza Web e Sivep Gripe *Dados provisórios sujeitos à alteração, base de dados de 07/08/2017
Tabela 2. Casos confirmados de SRAG segundo bairro e distrito sanitário de residência. Recife, 2017*
Distrito / Bairro N %
DS I 3 5,8
Cabanga 1 1,9
Coelhos 1 1,9
Ilha Joana Bezerra 1 1,9
DS II 3 5,8 Campo Grande 2 3,8 Encruzilhada 1 1,9 DS III 7 13,5 Casa Amarela 2 3,8 Espinheiro 1 1,9 Parnamirim 1 1,9 Poço da Panela 1 1,9 Tamarineira 2 3,8 DS IV 8 15,4 Caxangá 1 1,9 Cordeiro 2 3,8 Ilha da Retiro 1 1,9 Iputinga 3 5,8 Varzea 1 1,9 DS V 10 19,2 Afogados 2 3,8 Areias 1 1,9 Barro 1 1,9
Jardim São Paulo 1 1,9
Mangueira 1 1,9 Mustardinha 1 1,9 San Martim 2 3,8 Torrões 1 1,9 DS VI 17 32,7 Boa Viagem 11 21,2 Brasília Teimosa 1 1,9 Imbiribeira 2 3,8 IPSEP 1 1,9 Pina 2 3,8 DS VIII 4 7,7 Ibura 3 5,8 Jordão 1 1,9 Total 52 100,0
Até o momento, 11 casos de SRAG evoluíram para o óbito, sendo dois confirmados laboratorialmente para Influenza A H3 Sazonal, um para outros vírus respiratórios (vírus Sincicial Respiratório) e um para Micobacterium Tuberculosis. Um dos óbitos se encontra em investigação. Os demais foram descartados para vírus respiratórios. Todos os óbitos apresentavam algum tipo de fator de risco, como idade superior a 60 anos ou menor que 5 anos, cardiopatia, diabetes, imunodepressão, obesidade e HIV.
Para o mesmo período de 2016, ocorreram 26 óbitos por SRAG, sendo 5 confirmados para Influenza A H1N1, um para Micobacterium Tuberculosis e os demais descartados para outros vírus respiratórios.
Quadro 1. Descrição do óbito notificado por SRAG. Recife, 2017* (até a SE 31)
N. Iniciais Sexo Idade Data do
óbito
Bairro de
DS Situação Critério
Residência
1 J.D.S M 22 a 26/02/2017 Ibura VIII Srag por outros agentes etiológicos Laboratorial
2 I.T.S F 35 a 14/04/2017 Ibura VIII Srag Não Especificada Clínico
3 O.A.P M 86 a 18/04/2017 Iputinga IV Srag Não Especificada Laboratorial
4 C.M.S.S. F 61 a 19/04/2017 Afogados V Srag por Influenza A H3 Sazonal Laboratorial
5 J.M.V.W F 74 a 29/04/2017 Boa Viagem VI Srag Não Especificada Laboratorial
6 M.M.A F 95 a 30/04/2017 Ibura VIII Srag por Influenza A H3 Sazonal Laboratorial
7 A.F.P.O. F 3 m 03/05/2017 Mustardinha V Srag Não Especificada Clínico
8 B.S.M. M 1 m 02/06/2017 Várzea IV Srag Não Especificada Clínico
9 K.M.S. F 56 a 10/06/2017 Casa Amarela VII Srag por outros vírus respiratórios Laboratorial
10 S.V.A F 84 a 24/06/2017 Graças III Srag Não Especificada Laboratorial
11 K.J.M.G. M 11 m 28/07/2017 Brejo de Guabiraba VII Em investigação -
Fonte: Sesau Recife/Devs/Uvepi/Sinan Influeza Web e Sivep Gripe *Dados provisórios sujeitos à alteração, base de dados de 07/08/2017
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Secretaria de Saúde do Recife
Diretoria Executiva de Vigilância à Saúde Unidade de Vigilância Epidemiológica
Divisão de Doenças Transmissíveis