Anatomia da Cabeça e do Pescoço – Exames Nervos Cranianos
Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, 2015/2016
Regente:
Prof Doutor Duarte Marques2015-2016
Anatomia Cabeça e Pescoço – Exames Nervos Cranianos
Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, 2015/2016
Regente:
Prof Doutor Duarte MarquesExames Nervos Cranianos
I - Olfactivo
Falha em reconhecer os cheiros nos dois lados
pode ser provocado por rinite, tabaco e idade
avançada. Falha unilateral indica lesão
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Prof Doutor Duarte MarquesII - Óptico
Importante neste exame o campo de visão do
examinador estar correcto pois é utilizada como
basal. O campo de visão normal é 60º para
dentro do olho, 100º para fora do olho, 75 para
baixo e 60º para cima.
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Regente:
Prof Doutor Duarte MarquesII - Óptico
Resposta directa na pupila direita sem
resposta consensual na esquerda indica
problemas com a ligação motora do nervo
oculomotor esquerdo
II - Óptico
Dano no nervo óptico direito:
Reflexo directo no olho direito perdido
Reflexo consensual no olho esquerdo perdido
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Prof Doutor Duarte MarquesEscotoma
Pode estar em qualquer lugar e ter qualquer forma.
Causas mais comuns – esclerose multípla, uso de substancias
tóxicas. Raramente são bilaterais.
Fundoscopia
Com o fundoscópio observar a retina e humor aquoso.
Pode indicar hipertensão craniana em paciente com enxaquecas e
com o disco óptico inchado provocada por hidrocefalia, tumor
cerebral ou hipertensão craniana benigna. Vemos o disco óptico
alterado no glaucoma.
Na diabetes também, é importante por causa da retinopatia
diabética
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Regente:
Prof Doutor Duarte MarquesFundoscopia
III- Oculomotor, IV - Troclear, VI - Aducente
Ptosis – queda da pálpebra
Nistagmus - movimento ocular involuntário
Movimento em H
Reflexo de convergência- quando os olhos convergem a pupila
contrai
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Prof Doutor Duarte MarquesV - Trigémio
Testar as três zonas do nervo: oftálmica,
maxilar, mandibular. Picar para não activar os
nervos da dor (terminação livres) e temperatura
Não estimular muito lateralmente na zona
mandibular por causa do ramo auricular do C2
e C3
Testar os músculos de mastigação para ver
atrofia. O teste do martelo no mento pode
provocar um grande movimento
V - Trigémio
Paralisia dos Músculos da Mastigação:
Diminuição do temporal, que resulta numa concavidade
por cima do osso zigomático (malar)
Clenching com diminuição do tónus dos masséteres
Abrir e fechar com contra-resistência evidencia um desvio
da mandíbula para o lado paralisado, demonstrando
fraqueza dos masséteres, temporais e pterigoideus.
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Prof Doutor Duarte MarquesVII - Facial
Pedir ao paciente para:
Enrugar a testa
Sorrir
E encher as bochechas
Rodar os olhos
Testar a resistências destes movimentos
VII - Facial
Fenómeno de Bell
Ao fechar os olhos estes rodam
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Regente:
Prof Doutor Duarte MarquesVIII - Vestibulo coclear
Teste de Rinne – se a condução óssea for melhor que a
aérea temos perda auditiva condutiva.
Teste de webber
O diapasão é colocado junto ao osso Frontal:
O Som ouve-se melhor no ouvido afectado pois a
lesão não o deixa ouvir o barulho ambiente.
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Regente:
Prof Doutor Duarte MarquesTeste de rinner\webber juntos
Teste de rinner normal nos dois mas webber a lateralizar para o
esquerdo para um dos ouvidos:
Lesão neurosensorial no ouvido oposto
Rinner anormal no esquerdo e webber lateraliza para a esquerda:
Perda condutiva
Se lateralizar para o direito:
Perda neurosensorial e condutiva
IX - Glossofaríngeo/ X - Vago
Verificar
A existência do reflexo de vómito
Verificar se o palato mole se eleva igualmente
Avaliar o posicionamento da úvula e do véu palatino
•
Pedir ao paciente para dizer Ah e Eh.
•
A úvula é puxada para o lado saudável, enquanto a ponta aponta para o lado afectado.
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