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POLÍTICA EXTERNA E DIREITOS HUMANOS: BRASIL

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Academic year: 2021

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POLÍTICA EXTERNA E DIREITOS HUMANOS: BRASIL

Aluna: Gabriella Ribeiro de Castro Orientadora: Claudia Fuentes

Introdução

Desde  que  o  Brasil  reconhece  a  Angola  em  1975  a  política  do  Itamaraty  se   caracteriza   como   isolada   da   política   interna   do   Brasil.   Apernas   a   partir   do   governo   Lula   em   2002   que   essa   política   começa   a   caminhar   junto.   Pode-­‐se   identificar   tais   medidas   com   a   análise   dos   votos   do   Brasil   no   conselho   de   segurança  quando  esteve  presente  nos  anos  de  19  à  201.  

Os   temas   patrocinados   pelo   Brasil   no   Conselho   de   direitos   humanos   também  podem  servir  de  enorme  exemplificação  acerca  da  politica  internacional   do   Brasil   nos   direitos   humanos,   podendo-­‐se   perceber   houve   um   caminhou   em   conjunto  à  política  interna  a  partir  de  2002.  

O   objetivo   desse   material   é   fazer   uma   análise   da   política   internacional   brasileira,   passando   rapidamente   da   transição   democrática   até   o   governo   Lula,   para  em  seguida  analisar    mais  profundamente  de  2002  até  2015  e  averiguar  de   forma  mais  contundente  como  o  Brasil  se  utilizou  da  sua  política  internacional   para   se   posicionar   como   um   global   player.   Tal   fato   ocasionou   em   diversas   situações   contradições,   como   foi   no   caso   da   Síria   e   do   Irã.   Mas   por   outro   lado,   devido  ao  anseio  por  um  assento  permanente  no  conselho  de  segurança  passou  a   realizar   cooperação   técnica   na   área   da   saúde   com,   principalmente   países   da   África  para  exportar  tecnologia  nessa  área,  tal  fato  pode  ser  demonstrado  com  os   9  patrocínios  nessa  área  no  Conselho  de  Direitos  Humanos  das  Nações  Unidas.  

Na  América  do  Sul  pode-­‐se  perceber  as  intenções  do  Brasil  de  se  tornar  um   ator  de  peso,  mas  as  suas  relações  com  os  países  da  região  são  desde  o  começo   da   integração   estritamente   comerciais,   sem   um   objetivo   claro   de     integração   cultural  ou  cooperação  técnica.  

Politica  externa  Brasileira  da  entrada  na  democracia  até  o  Governo  Lula   O Brasil foi o primeiro país à reconhecer a Angola em 1975, mostrando que mesmo durante a ditadura militar o Itamaraty se posicionaria a partir de então aquém da política interna brasileira.

No livro “A política externa brasileira: a busca por autonomia, de Sarney à Lula” do Tullo Vigevani e G. Cepaluni, pode-se perceber que mesmo com a mudança do regime político de um governo ditatorial para um governo democrático, não houve grande mudanças na política externa brasileira. Pode-se apenas perceber que passou- se de uma política de autonomia pela distância durante a guerra fria para uma autonomia pela participação após esta.

Durante o governo Collor ocorreu uma agenda da política externa mais comprometida com temas antes esquecidos, como os direitos humanos, meio ambiente, tecnologia e propriedade intelectual. Durante o seu mandato também houve

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a demonstração de uma maior integração com a a América Latina como um todo, quando em 1991 foi assinado o tratado de Assunção.

Após o Impeachment do Collor, quem assumiu a política externa do Brasil foram os ministros da política exterior, Fernando Henrique Cardoso e em seguida o Celso Amorim. A partir de então a política externa brasileira foi reposicionada para ser autônoma à política interna. O principal objetivo dos ministros foi de colocar o Brasil como um lobal player, tendo para isso a tentativa de deter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Durante o mandato do Fernando Henrique Cardoso, acreditou-se que os temas de direitos humanos fossem ser mais aclamados no cenário internacional pelo Brasil.

O que acabou por ocorrer foi o oposto. Mesmo o Brasil detendo maior estabilidade econômica, com a inflação controlada e recebendo maiores investimentos diretos, o Brasil detinha uma imagem internacional de enorme desigualdade e desrespeito aos direitos humanos, para com as minorias étnicas, o racismo, alta mortalidade infaltil, tráfico de drogas, violência urbana, etc.

Intenções da política externa brasileira durante o governo Lula e Dilma

Durante o governo Lula pode-se ser identificado uma verdadeira ruptura da politica externa brasileira, buscando uma maior inserção internacional a partir de cooperações multilaterais com os países do sul global. A atuação do Brasil no período foi pautada na visão de que todos os países têm problemas internos, não podendo por isso serem hierarquizados em grau de superioridade de desenvolvimento. A consequência dessa forma de enxergar o mundo leva a não seleção de quais países são melhores ou piores para se realizar a cooperação. Acredita-se que todos podem ser benéficos na cooperação.

Quando o presidente Lula assumiu o cargo, provocou esperança entre os críticos da globalização neoliberal, pessoas que aspiravam a um mundo de justiça, igualdade, solidariedade e de apoio para os mais necessitados. Lula apareceu como o porta-voz dos países do Sul, capaz de propor um novo caminho para o desenvolvimento.

(Amorim, 2009)

Desde seu primeiro discurso, o Lula demonstrou a sua intenção de ser uma potência regional. Definindo para isso uma política mais reforçada para com o Mercosul em assuntos de cunho econômico e comercial. Seguindo uma política de anti-imperialismo americana, mostrou interesse para com o Sul Global, realizando maior número de relações e acordos com países que viriam a ser identificados como BRICS ( Brasil, África do Sul, Índia, China e Rússia)

A lógica por trás dessa política era que um país forte economicamente será um Brasil forte politicamente, ao qual não se poderá recusar um lugar de membro permanente no conselho de segurança das Nações unidas, onde ele representará a América Latina entre os países do Sul global e os países em desenvolvimento, buscando obter um maior equilíbrio social e uma melhor representatividade do mundo.

Essa política extremamente anti-americana e sempre a favor dos países em desenvolvimento, acaba por colocar o Brasil em situações internacionais extremamentes contraditórias e intoleráveis em termos dos direitos humanos. Como foi o caso com o Irã, onde acolhe em território brasileiro o Ahmadinejad. E o caso Sírio, onde se torna condicente com as atrocidades que o governo do Kadhafi realiza com o seu próprio povo ao se dizer a favor de seu governo.

Quando a Dilma Roussef assume, ela se mostra mais sensível ao caso dos direitos humano. A presidente passou a tomar mais ação no Conselho de Direitos

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hHumanos da ONU, mas continuou a votar juntamente com os BRICS no caso da Síria e do Irã. Além disso, seguiu as diretrizes e se uniu com os partidos de esquerda da América Latina que ascendiam durante o período, como foi o caso do Chavismo, Boliviarismo e o Kirchnerismo.

Forma que o Brasil se comportou no conselho de direitos Humanos desde a sua criação

O regime internacional de proteção dos direitos humanos foi estabelecido pela Carta da ONU e pela Declaração Universal de 1948. Os trabalhos da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, criada em 1946, foram fundamentais para a elaboração dos documentos internacionais e para a aceitação crescente do monitoramento internacional na área. A Comissão de Direitos Humanos teve, no entanto, sua legitimidade minada pelas críticas à abordagem seletiva e politizada que caracterizava sua atuação. As resoluções sobre países adotadas pelo órgão eram frequentemente inspiradas antes na singularização do país violador por motivações políticas do que na necessidade de monitoramento efetivo da situação dos direitos humanos. Como outras instâncias multilaterais, a Comissão não era infensa às disputas de poder. Em 2005 com o intuito de avançar a aguardada reforma das Nações Unidas. Da Cúpula, que reuniu mais de 170 chefes de Estado e de Governo, resultou, entre outras medidas, a substituição da Comissão pelo Conselho de Direitos Humanos (CDH), hoje o principal órgão de promoção dos direitos humanos do Sistema ONU.

Ao contrário da Comissão, o Conselho de Direitos Humanos é órgão subsidiário da Assembleia Geral da ONU, em patamar semelhante ao do Conselho de Segurança e do Conselho Econômico e Social (Ecosoc). O CDH conta com número inferior de membros em relação à Comissão: 47 contra 53. Seus membros se reúnem com maior regularidade: no mínimo 10 semanas por ano. Além disso, os países candidatos ao CDH devem assumir formalmente compromissos voluntários – medidas a serem adotadas ao longo de seu mandado para o progresso da realização dos direitos humanos em seus territórios. Essa nova configuração atendeu à demanda de dar ao tema um tratamento equivalente ao que é dispensado a questões relativas à paz e à segurança internacionais e à promoção do desenvolvimento no âmbito da ONU.

(Bodinier, 2014).

“O Brasil foi eleito para a primeira composição do CDH com a maior votação entre os países da América Latina e Caribe, manteve postura mediadora e construtiva.

Esse papel foi, desde o início, reconhecido pelas demais delegações. Em 2008, o Brasil foi reconduzido ao órgão, novamente com votação expressiva.

As preocupações da diplomacia brasileira com a proteção dos direitos humanos evidentemente não se esgotam no processo de construção institucional do CDH. O Brasil tem trabalhado para a evolução conceitual dos direitos humanos e para romper a clivagem temática que divide países em desenvolvimento – como defensores dos direitos econômicos, sociais e culturais – e países desenvolvidos – como promotores dos direitos civis e políticos. Um exemplo é o projeto de resolução que afirma a incompatibilidade entre a democracia e o racismo.”(Assano, 2009)

Fizemos uma tabela através do site da Conectas para sabermos como foi o posicionamento do Brasil dentro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas:

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VOTOS  BRASIL  CDH  

código   ano   voto   Brasil  patrocinou   Brasil  Co-­‐patrocinou  

A/HRC/RES/28/1 2015   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/28/3 2015   a  favor   sim   não  

A/HRC/RES/28/5 2015   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/28/7 2015   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/28/8 2015   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/28/14 2015   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/28/17 2015   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/28/20 2015   abstenção   não   não  

A/HRC/RES/28/21 2015   abstenção   não   não  

A/HRC/RES/28/22 2015   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/28/24 2015   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/28/25 2015   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/28/26 2015   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/28/27 2015   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/27/2 2014   a  favor   não   sim  

A/HRC/RES/27/9 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/27/10 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/27/16 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/27/17 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/27/21 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/27/30 2014   a  favor   sim   não  

A/HRC/RES/27/32 2014   a  favor   sim   não  

A/HRC/RES/26/2 2014   a  favor   não   sim  

A/HRC/RES/26/6 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/26/11 2014   abstenção   não   não  

A/HRC/RES/26/16 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/26/23 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/26/25 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/26/26 2014   a  favor   não   sim  

A/HRC/RES/26/30 2014   abstenção   não   não  

A/HRC/RES/25/1 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/25/4 2014   a  favor   não   sim  

A/HRC/RES/25/9 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/25/15 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/25/16 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/25/22 2014   a  favor   não   sim  

A/HRC/RES/25/23 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/25/24 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/25/25 2014   a  favor   não   não  

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A/HRC/RES/25/27 2014   a  favor   não   sim  

A/HRC/RES/25/28 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/25/29 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/25/30 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/25/31 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/25/38 2014   a  favor   não   sim  

A/HRC/RES/S-21/1 2014   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/24/4 2013   a  favor   não   sim  

A/HRC/RES/24/13 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/24/14 2013   a  favor   não   sim  

A/HRC/RES/24/22 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/24/24 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/24/26 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/24/35 2013   a  favor   não   sim  

A/HRC/RES/23/1 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/23/11 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/23/12 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/23/14 2013   a  favor   sim   não  

A/HRC/RES/23/15 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/23/16 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/23/26 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/1 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/2 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/12 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/17 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/23 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/24 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/25 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/26 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/27 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/28 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/29 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/30 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/33 2013   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/22/34 2013   a  favor   sim   não  

A/HRC/DEC/22/117 2013   a  favor   não   sim  

A/HRC/RES/16/3 2011   abstenção   não   não  

A/HRC/DEC/16/117 2011   a  favor   não   não  

A/HRC/DEC/16/118 2011   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/S-16/1 2011   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/13/16 2010   abstenção   não   não  

A/HRC/RES/12/21 2009   abstenção   não   não  

A/HRC/RES/10/22 2009   abstenção   não   não  

A/HRC/DEC/10/117 2009   contra   não   não  

A/HRC/DEC/12/119 2009   a  favor   não   não  

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A/HRC/RES/S-12/1 2009   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/S-11/1 2009   a  favor   não   sim  

A/HRC/RES/S-10/1 2009   a  favor   sim   não  

A/HRC/RES/S-9/1 2009   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/7/5 2008   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/7/19 2008   abstenção   não   não  

A/HRC/RES/S-6/1 2008   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/6/22 2007   abstenção   não   não  

A/HRC/DEC/3/103 2007   a  favor   não   não  

A/HRC/DEC/4/103 2007   a  favor   não   não  

A/HRC/DEC/1/106 2006   a  favor   não   não  

A/HRC/DEC/1/107 2006   a  favor   não   não  

A/HRC/DEC/2/109 2006   a  favor   não   não  

A/HRC/DEC/2/115 2006   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/S-3/1 2006   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/S-2/1 2006   a  favor   não   não  

A/HRC/RES/S-1/1 2006   a  favor   não   não  

Total             101  

Percebemos que o Brasil tem patrocinado no CDH principalmente os temas sobre saúde, racismo, crianças, internet, esporte e cooperação técnica. Assumindo um papel de extrema liderança em temas sobre governança na internet e intervenção humanitária. Realizando na prática diversas cooperações técnicas na área da saúde e do cultivo agrícola, por meio da EMBRAPA, com diversos países da África, principalmente de língua portuguesa. Muitos dos patrocínios e co-patrocínios do Brasil acompanham os países dos BRICS, enquanto que deixou de lado, na maior parte das vezes, os países da América Latina.

Conclusão

Apesar do Brasil ter desempenhado papel relevante no cenário internacional em fóruns que desrespeito aos direitos humano, ainda existem muitos temas contraditórios que o Brasil precisa trabalhar se quiser se tornar um líder global nesses temas. Para se posicionar como um global player ao lado dos Brics contra os países desenvolvidos o Brasil tem adotado diversas posturas questionáveis que são extremamente paradoxais com a ideia que quer passar de um grande líder do Sul global com possibilidades de mudar as discrepâncias sociais, as injustiças e as desigualdades.

O Brasil ao se posicionar junto dos BRICS contra as potencias mundiais que dominam os fóruns internacionais muitas vezes se coloca em posição contrária aos direitos humanos, perdendo assim a posição de representante desse tema.

Na América Latina o Brasil terá que fazer o exemplo de respeito aos direitos humanos se realmente quiser se posicionar como um global player na região. Outros países como Chile e Argentina estão muito a frente do Brasil nesse sentido e nos fóruns internacionais se posicionam de forma mais incisiva em defesa dos direitos humanos. Esse fato acaba por levar muitas vezes aos países não votarem de forma igualitária e consequentemente não se unirem como um bloco nesses fóruns. Se os países tivessem a capacidade de se unir de forma mais homogenia teriam muito mais

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força para angariar ajuda para solucionarem problemas sociais e ambientais que são relativos à América Latina.

Para o Brasil realmente ter um papel como ator global, terá que rever os seus posicionamentos na América Latina e nos fóruns internacionais.

Bibliografia

AMORIM, C. O Brasil e os Direitos Humanos: em busca de uma agenda positiva. Política Externa, v.18, n 12 set/out/nov 2009.

BODINIER, G. A política externa do Brasil 2003-2013: depois da esperança suscitada e do papel de destaque exercido, o país se encontra em certo isolamento Política Externa, v.18, n 12 abr/mai/jun 2014.

VIGEVANI, Tullo; CEPALUNI, Gabriel. A política externa de Lula da Silva: a estratégia da autonomia pela diversificação. Contexto int., Rio de Janeiro , v. 29, n.

2,p.273-335, Dec. 2007.

LINDERT, Thijs; TROOST, Lars. Shifting Power and Human Rights Diplomacy: Brazil. Amnesty International Netherlands, 2014.

ASSANO, Camila; NADER, Lúcia; VIEIRA, Oscar. O Brasil no conselho de Direitos Humanos da ONU: A necessária superação da ambiguidades. Política Externa, v.18, n. 2 set/out/nov 2009.

Referências

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