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Ação de Consignação em Pagamento

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Academic year: 2021

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Ação de Consignação em

Pagamento

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Legitimidade ativa na Repetição do

Indébito

Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser consignada judicialmente pelo sujeito passivo, nos casos:

I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou ao cumprimento de obrigação acessória;

II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem fundamento legal;

III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador.

§ 1º A consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe pagar. § 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa efetuado e a importância consignada é convertida em renda; julgada improcedente a consignação no todo ou em parte, cobra-se o crédito acrescido de juros de mora, sem prejuízo das penalidades cabíveis.

(3)

Sobre o direito de pagar

É o meio pelo qual o sujeito passivo tem condição de exercer o

direito de pagar o tributo e, com isso, obter a extinção do crédito

(4)

É causa de Extinção do Crédito Tributário

“... O depósito em consignação é modo de extinção da obrigação,

com força de pagamento, e a correspondente ação consignatória

tem por finalidade ver atendido o direito – material – do devedor

de liberar-se da obrigação e de obter quitação. Trata-se de ação

eminentemente declaratória: declara-se que o depósito oferecido

liberou o autor da respectiva obrigação.” (STJ, AgRg no Ag

(5)

Legitimidade ativa da ação

Tem legitimidade ativa para a ação o sujeito passivo da obrigação tributária (contribuinte ou responsável tributário).

O Novo CPC, nos artigos 539 a 549 trata da Consignação e os regramentos do CPC são usados subsidiariamente ao CNT

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Não é ação hábil para discussão do

crédito

“AÇÃO CONSIGNATÓRIA. DIREITO A PARCELAMENTO. OFERECIMENTO DE MONTANTE INFERIOR AO EXIGIDO. DESCABIMENTO. O objetivo da consignação em pagamento é liberar o credor, não assumindo eficácia constitutiva do próprio título que fundamente o pagamento parcelado. O cabimento da ação consignatória, em matéria tributária, é restrito às hipóteses previstas no art. 164 do CTN, não se prestando tal via processual à discussão do montante do tributo devido.”

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A Recusa do Recebimento

Art. 164, I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou ao cumprimento de obrigação acessória;

(8)

“CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO DE TRIBUTO. ART. 164 DO CTN. POSSIBILIDADE... 2. O acórdão a quo julgou procedente ação de consignação em pagamento objetivando efetuar em separado o

pagamento da Taxa de Coleta de Resíduos, cobrada na mesma guia do IPTU, tendo em vista que este tributo foi depositado

judicialmente, em ação declaratória de inconstitucionalidade. 3. É correta a propositura da ação consignatória em pagamento para fins de o contribuinte se liberar de dívida fiscal cujo pagamento seja recusado ou dificultado pelos órgãos arrecadadores – arts. 156, VIII, e 164 do CTN. 4. Tem-se por legítima a consignação em pagamento de tributo que o Fisco se recusa a receber sem que esteja acompanhado de obrigação acessória.” (STJ, 1ª T., AgRg no Ag 767.295/MG, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, set/06)

(9)

“CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO DE TRIBUTO. PRECEDENTES. 1. É correta a propositura da ação consignatória em pagamento para fins de o contribuinte se liberar de dívida fiscal cujo pagamento seja recusado ou dificultado pelos órgãos arrecadadores – arts. 156, VIII, e 164, do CTN. 2. Tem-se por legítima a consignação em pagamento de tributo que o Fisco se recusa a receber sem que esteja acompanhado de obrigação acessória. (...).” (STJ, 1ª T., REsp 496.747/SC, Min. José Delgado, abr/03)

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Subordinação

Art. 164, II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem fundamento legal;

“... embora, a contrario sensu, o item pareça permitir que a autoridade possa fazer exigências com fundamento legal (no sentido de condicionar o recebimento do tributo), é preciso lembrar que o inciso anterior veda a recusa fundada na exigência de cumprimento de obrigação acessória (que, supõe-se, tenha fundamento legal). Sobrarão, portanto, poucos motivos (legais) para que a autoridade recuse o pagamento, já que eles estarão limitados às formalidades legais inerentes ao pagamento (p. ex., local em que a obrigação deva ser satisfeita, cumprimento de eventual requisito legal para pagamento em cheque, modo de pagamento por selo etc.).” (AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. Saraiva, 15ª ed., 2009, p. 394)

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Dúvida quanto à cobrança

Art. 164, III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador.

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Dúvida quanto à cobrança (ISS x ICMS)

PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. DÚVIDAS SOBRE O TRIBUTO: ISSQN OU ICMS E SOBRE O ENTE TRIBUTANTE: ESTADO OU MUNICÍPIO. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. POSSIBILIDADE. 1. "Não obstante o entendimento doutrinário no sentido de admitir a ação de consignação em pagamento, com base no art. 164, III, do CTN, apenas quando houver dúvida subjetiva em relação a entes tributantes que possuam a mesma natureza (Estado contra Estado e Município contra Município) (...), a doutrina majoritária tem admitido a utilização da ação mencionada quando plausível a incerteza subjetiva, mesmo que se trate de impostos cobrados por entes de natureza diversa." (REsp 931.566/MG, 1ª T., Min. Denise Arruda, Dje de 07/05/2009). 2. Recurso especial a que se nega provimento. (STJ, REsp 1160256 – Min TEORI ALBINO ZAVASCKI - PRIMEIRA TURMA. DJe 12/08/2011)

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ISS local do serviço x ISS sede do

prestador

“Entendemos ser possível... o ajuizamento de ação consignatória, com o objetivo de que o Judiciário fixe a competência tributária relativa ao ISS sobre os serviços prestados à consulente. Esta iniciativa garantiria que a interpretação dada pela consulente à questão da sujeição ativa do imposto – se do Município do Rio de Janeiro ou do Município em que localizado o prestador – não seja posteriormente desconsiderada por um dos entes tributantes, evitando-se eventuais cobranças em duplicidade...” (FERRAZ, Diogo; FILIPPO, Luciano Gomes. Legalidade/Constitucionalidade do Cadastro de Empresas Prestadoras de Outros Municípios – Cepom/RJ. RDDT 156, set/08, p. 134)

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A Consignação não admite discussão

sobre o valor devido

Art. 164, § 1º A consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe pagar.

Em matéria tributária, a ação não server para discutir o valor do montante devido, uma vez que não consta nas hipóteses do art. 164, CTN

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“O § 1º restringe o cabimento da ação, cujo objeto é pagar e não discutir a legalidade ou a constitucionalidade da exigência. A dúvida objetiva, real e atual, sobre ser devido ou não o tributo não cabe na augusta via da ação consignatória fiscal. O caso seria de ação declaratória.” (COÊLHO, Sacha Calmon Navarro.Liminares e Depósitos Antes do Lançamento por Homologação – Decadência e Prescrição, 2ª ed., Dialética, 2002, p. 36)

(16)

A Consignação não admite discussão

sobre o valor devido

“AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. IPTU. DISSENSO SOBRE O VALOR DO TRIBUTO E NÃO SOBRE A RECUSA OU SEU MOTIVO. VIA JUDICIAL ELEITA INADEQUADA. ART. 164 DO CTN. INTERPRETAÇÃO. [..] 3. No caso presente não se constata a negativa de recebimento dos valores por parte do Fisco nem a imposição de obrigações administrativas ilegais, ou a exigência de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador por mais de uma pessoa de direito público. Trata-se apenas de pretensão de discutir o próprio valor do tributo questionado, socorrendo-se, para tanto, da ação consignatória. 4. Inocorrentes as hipóteses taxativamente previstas no art. 164, incisos I, II e III, do CTN, que dão supedâneo à propositura da ação consignatória, há de se reconhecer a inadequação da via eleita. 5...” (STJ, 1ª T., Resp 685.589/RS/ Min. José Delgado, fev/05)

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Procedência e Improcedência

§ 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa

efetuado e a importância consignada é convertida em renda;

julgada improcedente a consignação no todo ou em parte, cobra-se

o crédito acrescido de juros de mora, sem prejuízo das penalidades

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Depósito do valor

O Depósito acaba por ser um requisito na propositura da ação. Art. 542, CPC. Na petição inicial, o autor requererá:

I - o depósito da quantia ou da coisa devida, a ser efetivado no prazo de 5 (cinco) dias contados do deferimento, ressalvada a hipótese do art. 539, § 3o;

(...)

Parágrafo único. Não realizado o depósito no prazo do inciso I, o

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Cabe tutela?

O depósito tem a função de suspender a exigibilidade (151, II, CTN), tornando desnecessária e descabido o pedido e Tutela, a menos que a ação seja combinada com pedidos de outras naturezas

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A contestação

Art. 544. Na contestação, o réu poderá alegar que:

I - não houve recusa ou mora em receber a quantia ou a coisa devida;

II - foi justa a recusa;

III - o depósito não se efetuou no prazo ou no lugar do pagamento; IV - o depósito não é integral.

Parágrafo único. No caso do inciso IV, a alegação somente será admissível se o réu indicar o montante que entende devido.

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Pedidos

- Pedido de Procedência da Ação para extinção do crédito tributário - Pedido de Conversão em renda da Fazenda competente

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Contatos

Professor Rubens Kindlmann

@kindlmann

Referências

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