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Boletim do

Banco Central

do Brasil

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Boletim do Banco Central do Brasil

Publicação mensal do Banco Central do Brasil/Departamento Econômico.

Os textos e os correspondentes quadros estatísticos são de responsabilidade dos seguintes componentes do

Departamento Econômico (Depec) (e-mail: [email protected]):

Economia no mês e Economia internacional - Consultoria de Estudos Econômicos e Conjuntura (Copec)

(e-mail: [email protected]);

Atividade econômica - Consultoria de Conjuntura Econômica (Coace) (e-mail: [email protected]);

Moeda e crédito e Mercados financeiro e de capitais - Divisão Monetária e Bancária (Dimob)

(e-mail: [email protected]);

Finanças públicas - Divisão de Finanças Públicas (Difin) (e-mail: [email protected]);

Setor externo da economia brasileira - Divisão de Balanço de Pagamentos (Dibap) (e-mail: [email protected]).

Informações sobre o Boletim: telefone (61) 414-1009

fax (61) 414-2036

telex (61) 1299 (BCBR BR)

Pedidos de assinatura: preencher a ficha que se encontra na última página, anexar cheque nominal ao Banco Central do Brasil no valor de R$258,00 (nacional) e US$801,11 (internacional) e remeter ambos para o Controle Geral de Assinaturas. A assinatura anual inclui 12 edições mensais do Boletim e uma edição do Relatório Anual. O Suplemento Estatístico teve sua última edição impressa em março de 1998. Após esse mês permanece disponível apenas via Internet.

É permitida a reprodução das matérias, desde que mencionada a fonte: Boletim do Banco Central do Brasil, Volume 38, nº 7.

Controle Geral de Assinaturas

Banco Central do Brasil Demap/Disud/Subip

SBS - Quadra 3 - Bloco B - Edifício-Sede - 2° Subsolo Caixa Postal 8670 70074-900 - Brasília (DF) Telefone (61) 414-3165 Fax (61) 414-1359 Exemplar avulso: R$19,05 Tiragem: 1.200 exemplares Convenções Estatísticas ... dados desconhecidos.

-dados nulos ou indicação de que a rubrica assinalada é inexistente.

0 ou 0,0menor que a metade do último algarismo, à direita, assinalado. * dados preliminares.

O hífen (-) entre anos (1970-75) indica o total de anos, inclusive o primeiro e o último.

A barra (/) utilizada entre anos (1970/75) indica a média anual dos anos assinalados, inclusive o primeiro e o último, ou ainda, se especificado no texto, ano-safra, ou ano-convênio.

Eventuais divergências entre dados e totais ou variações percentuais são provenientes de arredondamentos. Não são citadas as fontes dos quadros e gráficos de autoria exclusiva do Banco Central do Brasil.

Outras publicações do Banco Central do Brasil

Cadastro de Documentos

(4)

Sumário

A economia em maio ... 5

I.

Atividade econômica ... 6

II.

Moeda e crédito ... 1 4

III.

Finanças públicas ... 1 8

IV.

Setor externo da economia brasileira ... 2 0

V.

Economia internacional... 2 4

VI.

Principais medidas de política econômica ... 2 9

Resoluções do Conselho Monetário Nacional

Circulares do Banco Central do Brasil

Quadros estatísticos ... 3 1

(5)

A ECONOMIA EM MAIO

A atividade econômica mostrou sinais de arrefecimento do ritmo de

retomada em maio, movimento expresso pelo comportamento dos

indicadores da produção industrial e das expectativas de consumidores

e empresários. Observou-se, porém, desempenho mais favorável da

balança comercial, resultado de exportações de US$4,4 bilhões e

importações de US$4 bilhões. No acumulado do ano, o superávit

comercial atingiu US$1,9 bilhão.

Registrou-se, ainda, piora na percepção do risco-país, evidenciada na

cotação dos papéis da dívida externa brasileira. No mercado financeiro

doméstico a instabilidade esteve associada à demora na aprovação da

prorrogação da vigência da Contribuição Provisória sobre

Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos

de Natureza Financeira (CPMF) e à contabilização do valor dos títulos

e valores mobiliários a preço de mercado, que resultou na perda de

valor patrimonial de vários fundos e em rentabilidade negativa.

O expressivo recuo na variação dos preços monitorados,

complementado por igual tendência dos preços livres, possibilitou

menor variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor

Ampliado (IPCA). O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna

(IGP-DI) foi pressionado pelo aumento dos preços agrícolas, em parte

reflexo da depreciação do real e da elevação nas cotações

internacionais de alguns produtos de exportação.

O Comitê de Política Monetária (Copom) considerou que os riscos

para 2002 – piora no risco-país, recente depreciação cambial e

proximidade das projeções de inflação ao teto da banda neste ano –

recomendavam aguardar a confirmação da trajetória de queda da

(6)

I - ATIVIDADE ECONÔMICA

A indústria brasileira voltou a reduzir o ritmo de produção em maio.

Em relação ao mês anterior, registrou-se queda de 5,1%, de acordo

com os índices do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

(IBGE), dessazonalizados pelo Departamento Econômico do Banco

Central (Depec). Comparativamente ao mesmo mês do ano passado,

o recuo totalizou 0,9%. A produção acumulada no ano, em comparação

com o mesmo período de 2001, declinou 0,3%, refletindo a retração

de 1,7% na indústria de transformação, contrabalançada, em parte,

pelo acréscimo de 11,5% na extrativa mineral. O indicador acumulado

nos últimos doze meses apresentou contração de 1,2%, em maio, ante

0,7% no mês anterior.

A redução da produção industrial em maio, ante abril, atingiu dezesseis

dos vinte ramos industriais pesquisados e as quatro categorias de uso,

considerada a série dos índices dessazonalizados. A produção de bens

de consumo duráveis registrou a queda mais acentuada, 12,9%,

seguindo-se bens de capital, 9,7%, e bens de consumo semi e

não-duráveis, 8%. O melhor desempenho relativo registrou-se na produção

de bens intermediários, redução de 2,1%. Os índices de todas as

categorias, exceto de bens intermediários, registraram em maio o

Produção industrial

Índices com ajuste sazona

l

120 125 130 135 140

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

2000 2001 2002

Índice: 1992 = 100

(7)

18,8% e 4,1%. Sob o enfoque das categorias de uso, a de bens

intermediários foi a única que apresentou crescimento neste tipo de

comparação, com expansão de 0,5%. As produções de duráveis e semi

e não-duráveis declinaram 9,7% e 1,9%, respectivamente. A redução

de 5,9% na fabricação de bens de capital refletiu declínio generalizado

nos diversos segmentos, exceto equipamentos agrícolas que, embora

apresentando desaceleração, apresentou expansão de 11,3% em

relação a maio de 2001.

Os indicadores do comportamento dos investimentos apontaram para

desaceleração em maio. Nesse sentido, a produção de insumos da

construção civil, a fabricação de máquinas e equipamentos e o

quantum importado de bens de capital recuaram 6,7%, 9,7% e 5,4%,

respectivamente, em relação a abril, nas séries ajustadas sazonalmente

pelo Depec. Dentre os segmentos de bens de capital produzidos

internamente, os maiores recuos foram registrados nos equipamentos

agrícolas, nos industriais não-seriados e nos de construção.

No tocante aos financiamentos do Banco Nacional de

Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a expansão

acumulada de janeiro a maio atingiu 26,6% em relação ao mesmo

período de 2001. Os desembolsos para o setor de infra-estrutura vêm

crescendo mais do que os destinados à indústria devido à expansão

dos financiamentos ao subsetor de energia elétrica. Enquanto para

infra-estrutura os desembolsos aumentaram 162% neste período, para

o setor industrial houve recuo de 10%. Mesmo assim, a participação

da indústria no total dos financiamentos continuou a superar a do

setor de infra-estrutura, 48% e 30%, respectivamente.

De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola

(LSPA) do IBGE realizado em maio, a produção nacional de cereais,

de leguminosas e oleaginosas poderá alcançar 98,8 milhões de

(8)

No que se refere ao consumo, as informações da Federação do

Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio SP), ajustadas

sazonalmente pelo Depec, indicaram que o faturamento real do

comércio varejista na Região Metropolitana de São Paulo subiu 4,5%

em maio, na comparação com o mês anterior, e 6,4% ante o de maio

de 2001, período em que já haviam sido anunciadas as metas de

racionamento de energia elétrica. Com esse desempenho, a queda

acumulada no faturamento real neste ano reduziu-se para 2,9%,

comparativamente à de igual período de 2001.

O resultado de maio foi influenciado pela recuperação de 9,8% nas

vendas de bens de consumo não-duráveis ante as de abril,

particularmente pelo desempenho dos supermercados, cujo

faturamento real cresceu 10,8%, recuperando grande parte da queda

observada no mês anterior, porém não retornando ao nível atingido

em março, por ocasião das festividades da Páscoa. Experimentaram

expansão em maio os segmentos de materiais de construção, 3,6%, e

bens semi-duráveis, 2,4%, basicamente vestuário, uma vez que as

vendas de tecidos e calçados recuaram. Registrou-se diminuição no

faturamento das concessionárias de veículos, 11,4%, e de bens

duráveis, 0,8%.

Faturamento Real do Comércio Varejista na RMSP

Índices com ajuste sazona

l

140 150 160 170 180 190

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

2000 2001 2002

Índice: 1992 = 100

(9)

Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos

Automotores (Fenabrave) confirmaram o desempenho nas vendas do

setor em maio. O número de veículos vendidos pelas concessionárias

foi 11,1% menor do que o de abril e 19% inferior àquele de igual

período de 2001. O índice do total vendido, ajustado sazonalmente

pelo Depec, registrou recuo de 14% ante o mês anterior e de 17,8%

ante maio de 2001.

De acordo com o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da

Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o número de consultas

para compras a prazo em maio declinou 3,4% ante o de abril,

contribuindo para que a variação negativa acumulada em doze meses

totalizasse 3,2%. Para compras à vista também se verificou recuo de

3,4% ante o mês anterior, com a variação acumulada em 12 meses

situando-se em 3,8%, conforme dados dessazonalizados pelo Depec.

A quantidade de cheques compensados em maio foi 4,9% inferior à

de abril.

A taxa líquida de inadimplência no comércio paulista atingiu 8,8% em

maio, ante 9,4% em abril e 8,1% em maio de 2001. O número de novos

registros de carnês em atraso diminuiu 4,2%, na comparação com abril,

e a quantidade de registros cancelados aumentou 0,9%. A proporção

média de cheques devolvidos por insuficiência de fundos, relativamente

ao total de cheques compensados no país manteve-se estável em 5,3%.

Após seis meses consecutivos de crescimento o Índice das Intenções

do Consumidor (IIC), elaborado pela Fecomercio SP, recuou 0,9%

em maio, situando-se 3,1% inferior ao de maio de 2001. Tanto o

componente que avalia as intenções futuras de consumir bens em geral

(IIF) quanto o que mede as intenções atuais de consumir (IIA)

registraram diminuições mensais de 0,9%. Todavia, o IIA, que havia

sofrido forte ajuste am abril, continuou sua trajetória de queda,

(10)

situando-se 8% abaixo do relativo a maio de 2001. O IIF contraiu

0,6%, nesta base de comparação.

No mercado de trabalho, o índice de emprego formal expandiu 0,2%

em maio, superando em 3,1% o de maio de 2001 e acumulando

aumento de 2,9% nos cinco primeiros meses deste ano,

comparativamente a igual período do ano anterior, conforme

estatísticas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A taxa média de desemprego aberto medida pelo IBGE nas seis

principais regiões metropolitanas do país atingiu 7,7% em maio, ante

7,57% em abril e 6,86% em maio de 2001. Registrou-se aumento de

0,5% no número de pessoas ocupadas e de 2,6% no de pessoas

desocupadas, o que contribuiu para o aumento de 0,7% na População

Economicamente Ativa (PEA).

Na comparação com o mês anterior, o nível de ocupação em maio

aumentou 1,7% no comércio, 1,5% na construção civil, e 0,6% em

serviços, e contraiu 0,3% na indústria de transformação. Por posição

na ocupação, subiu 1,5% o número de ocupados sem carteira assinada

e 0,6% o de ocupados em conta própria, enquanto para os ocupados

com carteira assinada observou-se estabilidade e para empregadores

diminuição de 1,3%.

O nível de ocupação cresceu 2,8% ante o de maio de 2001,

assinalando-se o aumento de 4,2% no setor de serviços e a queda de

3,8% na construção civil. Por posição na ocupação, houve expansão

de 5,1% no número de ocupados sem carteira assinada, de 3,3% no

de ocupados com carteira e de 1,8% no de empregadores. O número

de ocupados por conta própria recuou 0,9%.

Taxa de desemprego

9

(11)

O rendimento médio real das pessoas ocupadas elevou-se 0,7% em

abril, ante março, porém se situou 4,3% abaixo daquele de igual mês

de 2001, conforme dados do IBGE dessazonalizados pelo Depec.

Dentre os setores, na comparação com o mês anterior, observou-se

elevação no rendimento médio real dos trabalhadores na construção

civil, na indústria de transformação e no setor de serviços, e queda no

comércio. Por posição na ocupação, houve aumento no rendimento

médio real dos ocupados por conta própria, daqueles sem carteira

assinada e de empregadores, e diminuição no rendimento dos ocupados

com carteira assinada.

Ante os resultados de abril de 2001, dentre os setores, apenas os

ocupados em outras atividades experimentaram elevação em seus

rendimentos, de 1%, enquanto os empregados no comércio, na

construção civil, em serviços e na indústria de transformação

perceberam quedas de 15,5%, 5,2%, 3,6% e 0,8%, respectivamente.

Quanto às categorias de ocupação, a de ocupados sem carteira registrou

expansão de 0,9% no rendimento médio real, verificando-se

diminuições de 11,6% na dos empregadores, de 5% na dos ocupados

com carteira assinada e de 3,4% na dos trabalhadores em conta própria.

Rendimentos reais médios

Índices com ajuste sazonal

105 110 115 120 125 130 Fev 1999

Abr Jun Ago Out Dez Fev 2000

Abr Jun Ago Out Dez Fev 2001

Abr Jun Ago Out Dez Fev 2002

Abr

Média últimos 12 meses Mensal

Índice: 1993 = 100

(12)

observada no período de fevereiro a abril, complementado pelo

esgotamento dos reajustes em preços monitorados como energia

elétrica residencial e gás de bujão, pertencentes ao grupo Habitação,

e gasolina, álcool e óleo diesel, do grupo Transportes. O grupo Saúde

contribuiu também para o recuo da taxa em maio em razão da menor

variação de medicamentos e serviços de saúde. Como decorrência

desse conjunto de fatores favoráveis à desaceleração, os preços dos

produtos alimentícios registraram variação negativa de 0,59%, mais

intensa que a de abril, quando atingiu 0,32%. No segmento dos

produtos não-alimentícios verificou-se alta de 0,38%, ante 1,12% no

mês anterior.

Ainda considerando o IPCA, mas pela ótica dos segmentos de preços

monitorados e preços livres, assinale-se que o menor crescimento de

maio foi decorrência do expressivo recuo na variação dos preços

monitorados, de 2,07% em abril, para 0,43%. A desaceleração desses

preços foi complementada por igual tendência dos preços livres,

embora com menor intensidade, nos quais se verificou que a alta nos

preços dos produtos não-comercializáveis recuou de 0,42% para

0,15%, ao mesmo tempo em que a dos preços dos produtos

comercializáveis passou de 0,11% para 0,08%. O núcleo do IPCA,

calculado pelo método das médias aparadas simétricas, variou 0,51%

em maio, ante 0,56% em abril, o que resultou para o período de doze

meses, encerrado em maio, crescimento acumulado de 7,58%. No

mesmo período, o IPCA pleno registrou alta de 7,77%.

IPCA

0 1 2 3 4 5 6 % mensal

(13)

acumulado em doze meses encerrados em maio, o IGP-DI aumentou

em 9,4%.

No âmbito dos preços por atacado, o crescimento observado no

patamar de variação, de abril para maio, derivou principalmente da

reversão nos preços agrícolas, que passaram de variação negativa de

0,71% para alta de 0,85%. Esse desempenho esteve associado,

principalmente, à evolução dos preços de cereais como milho, trigo e

arroz em casca, além de produtos de exportação como soja, cujos

preços refletem o efeito combinado da depreciação do real e da alta

nas cotações internacionais. Os aumentos nesses produtos

contribuíram com 0,43 p.p. para o crescimento do IGP-DI.

A variação nos preços industriais elevou-se de 1,3% em abril para

1,42% em maio, em decorrência do reajuste em insumos relevantes,

tais como ferro-gusa para fundição, chapas de aço comum e tubos de

aço com costura na cadeia produtiva metal-mecânica, celulose,

papelão, caixa de papelão corrugado e produtos alimentares.

Ressalte-se, também, no gênero Química, a absorção do aumento dos

combustíveis, destacando-se que a alta de preços do óleo diesel, óleos

combustíveis e querosene contribuiu, no mês, com 0,34 p.p. para a

variação do índice geral.

Quanto aos preços ao consumidor, cuja alta recuou de 0,71%, em

abril, para 0,28%, em maio, a desaceleração foi conseqüência do efeito

ainda favorável da variação negativa dos preços agrícolas no atacado

ocorrida no período de fevereiro a abril sobre o grupo Alimentação,

da absorção em fase decrescente dos reajustes da energia elétrica,

taxa de água e esgoto e gás de bujão, pertencentes ao grupo Habitação,

e do esgotamento do reajuste dos combustíveis no grupo Transportes.

O núcleo do IPC, igualmente obtido pelo método das médias aparadas

simétricas, aumentou 0,36% em maio, ante 0,46% em abril,

(14)

II - MOEDA E CRÉDITO

O M1, considerada a média dos saldos dos dias úteis, alcançou R$73,7

bilhões em maio, com elevação de 0,8% em relação ao mês anterior e

de 11,3% em doze meses. O comportamento do mês foi determinado

pelo crescimento de 0,3% no papel-moeda em poder do público, que

totalizou R$27,2 bilhões, e de 1,2% nos depósitos à vista, que

totalizaram R$46,5 bilhões. No conceito mais amplo (M4), o saldo dos

meios de pagamento somou R$766,9 bilhões no final de maio,

equivalentes a 61,3% do PIB, apresentando crescimentos de 0,4%, em

relação ao do final do mês anterior, e de 11,3%, nos últimos doze meses.

A média dos saldos diários da base monetária atingiu R$49,3 bilhões em

maio, com aumentos de 1,4%, em relação ao saldo de abril, e de 12,9%,

em doze meses. Em relação aos componentes desse agregado, os saldos

do papel-moeda emitido e das reservas bancárias cresceram 0,4% e 3,2%

no mês, respectivamente, alcançando R$32,6 bilhões e R$16,7 bilhões.

No final de maio, o saldo da base monetária atingiu R$51,5 bilhões,

apresentando expansão de 10,2% em relação ao de abril e de 24,3%

em doze meses. Com relação às fontes de emissão primária de moeda,

a conta única do Tesouro Nacional (TN) foi o principal fator

condicionante da base monetária no mês, apresentando contração de

R$6,3 bilhões. Isto pode ser em parte explicado pela reprogramação

de gastos do governo, decorrente da tramitação, ainda no Congresso,

do projeto de lei que prorroga a cobrança da CPMF. O conjunto de

operações realizadas com o sistema financeiro foi expansionista em

R$2,5 bilhões, dos quais R$2,2 bilhões referem-se às operações de

redesconto e R$377 milhões foram resultantes do ajuste mensal nas

operações com derivativos. As operações com títulos públicos federais

foram expansionistas em R$8,5 bilhões, resultado de resgates líquidos

no mercado primário de R$8,1 bilhões em títulos de emissão do Banco

Central do Brasil e de R$2 bilhões de títulos do TN e de operações

(15)

O saldo total das operações de crédito do sistema financeiro apresentou

crescimento de 1,3% em maio, atingindo R$343,4 bilhões e

correspondendo a 27,2% do PIB. Desse total, R$333,4 bilhões foram

direcionados ao setor privado e R$10 bilhões ao setor público, com

aumentos de 1,3% e 1,5% no mês, respectivamente.

O estoque das operações de crédito ao setor privado com recursos

direcionados alcançou R$121,3 bilhões em maio, 1,7% superior ao

do mês anterior. Destaca-se a elevação de 3,4% nos saldos dos

financiamentos diretos concedidos pelo BNDES. Também

apresentaram variação positiva no mês os empréstimos destinados

aos setores rural e habitacional, com crescimentos de 0,7% e 0,6%,

respectivamente. O crescimento dos empréstimos do BNDES pode

ser atribuído à maior demanda por recursos para investimentos de

médio e longo prazos, especialmente dos setores de eletricidade e

gás e de micro, pequenas e médias empresas. O saldo das operações

de arrendamento mercantil foi equivalente ao volume do mês anterior,

totalizando R$10,3 bilhões.

O saldo dos empréstimos concedidos com recursos livres totalizou

R$201,8 bilhões em maio, com incremento de 1,2% no mês,

representando 58,8% do total de créditos. Os empréstimos destinados

a pessoas físicas aumentaram 1,6% em relação a abril, enquanto

aqueles destinados a pessoas jurídicas com recursos domésticos e

aqueles lastreados em recursos externos apresentaram queda de 0,8%

e crescimento de 4,4%, respectivamente. Em maio, o aumento no saldo

de empréstimos para pessoas físicas ocorreu nas modalidades de

crédito pessoal e de cartão de crédito e pode ser explicado pelas vendas

do comércio impulsionadas pelo “Dia das Mães” e pela realização da

“Copa do Mundo”, a qual aumentou a demanda por aparelhos

eletro-eletrônicos. Já no saldo das operações com pessoas jurídicas,

verificou-se elevação de 0,9%, basicamente devido ao crescimento

(16)

risco normal (AA a C) somaram R$300,3 bilhões em maio,

correspondendo a 87,4% do total, ligeiramente inferior ao patamar

observado no mês anterior. Os créditos classificados como de nível

de risco 1 (D a G) totalizaram R$28,7 bilhões, 8,4% do total, enquanto

R$14,4 bilhões, 4,2%, foram classificados como de nível de risco 2

(H). O total de provisões do sistema financeiro cresceu 0,1% no mês,

atingindo R$26 bilhões, correspondendo a 7,6% do total de crédito,

ante 7,7% observado no mês anterior.

A inadimplência das operações de crédito contratadas com recursos

livres manteve-se em 4,9% nas operações com pessoas jurídicas e

apresentou ligeiro aumento nas operações com pessoas físicas,

situando-se em 15,2%. Nas operações com pessoas jurídicas e com

pessoas físicas, o percentual de inadimplência elevou-se apenas para

os atrasos situados acima de 90 dias, de 2,8% para 2,9%, e de 7,9%

para 8%, respectivamente.

Mercados financeiro e de capitais

Em maio, verificou-se piora na percepção do risco-país na

comunidade financeira internacional, refletindo-se na cotação de

papéis da dívida externa brasileira, acentuando a trajetória iniciada

em abril. A elevação do risco-país foi motivada, em parte, pelo

estreitamento da liquidez internacional, que reduziu o fluxo de

capital externo para países emergentes, dificultando a rolagem da

dívida externa desses países. A demora do Congresso na aprovação

da prorrogação da vigência da CPMF foi outro fator que trouxe

instabilidade ao mercado financeiro, pois a perda de arrecadação

decorrente da suspensão da cobrança desta contribuição poderia

comprometer o cumprimento das metas fiscais acordadas com o

Fundo Monetário Internacional.

(17)

No mercado futuro, as taxas de juros dos contratos de prazos menores

mantiveram-se estáveis e em patamar abaixo da meta Selic, enquanto

os contratos futuros com vencimento em março/2003 apresentaram

juros crescentes na primeira quinzena, porém recuando e

acomodando-se em nível inferior a 20% na acomodando-segunda quinzena, após a decisão do

Copom de manter a meta Selic em 18,5% a.a.

O saldo das aplicações financeiras foi influenciado pela edição da

Instrução CVM 365, de 29 de maio de 2002, que dispõe sobre os

critérios para registro e avaliação contábil de títulos e valores

mobiliários e de instrumentos financeiros derivativos pelos fundos

de investimento financeiro, fundos de aplicação em quotas de fundos

de investimento e fundos de investimento no exterior. A aplicação

dessa medida no final do mês resultou na perda do valor patrimonial

dos fundos que não contabilizavam o valor dos títulos pelo preço de

mercado, resultando em rentabilidade negativa para os cotistas. Os

depósitos a prazo e de poupança apresentaram captação líquida no

mês, com os saldos no final de maio totalizando R$118,4 bilhões e

R$119,6 bilhões, respectivamente, apresentando crescimentos de 1,7%

e 0,4% no mês. Em relação ao mesmo mês de 2001, os crescimentos

situaram-se em 23,5% e 6,3%. O patrimônio dos fundos de

Taxa de juros

14 16 18 20 22 24 26 Mai 1999

Jul Set Nov Jan 2000

Mar Mai Jul Set Nov Jan 2001

Mar Mai Jul Set Nov Jan 2002

Mar Mai % a.a.

(18)

III - FINANÇAS PÚBLICAS

O governo federal editou, em 14 de maio de 2002, os Decretos 4.230

e 4.231, reduzindo a execução da despesa em R$5,3 bilhões. Tal

medida objetivou compensar perdas decorrentes do atraso na

aprovação da CPMF e da elevação da estimativa do déficit da

Previdência Social. Em 24 de maio de 2002, foi editado também o

Decreto 4.249, reajustando os benefícios da Previdência Social em

9,2%, com efeito a partir de 1 de junho de 2002.

A arrecadação do Tesouro Nacional (TN) somou R$19,5 bilhões em

maio, com queda de 9% em relação à observada no mês anterior e

crescimento de 6% sobre maio de 2001. Este crescimento decorreu

do pagamento, pelos Fundos de Pensão, de IRPJ conforme a MP 2.222/

2001 e da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio

Econômico (Cide-Combustíveis) iniciada em 2002.

As despesas alcançaram R$11,1 bilhões em maio, com altas de 8% e

14%, respectivamente, em relação às do mês anterior e de igual mês

de 2001. O aumento sobre o ano anterior deveu-se aos incrementos

de 11% nas despesas com pessoal e de 17% nas despesas com custeio

e capital. O primeiro foi motivado pela concessão de reajuste de 3,5%

ao funcionalismo e pelo realinhamento salarial e reestruturação de

algumas carreiras específicas. O segundo, pela maior liberação para

a área de saúde, em atendimento à Emenda Constitucional 29/2000, e

pelo aumento de repasse de recursos do Fundo de Amparo ao

Trabalhador (FAT) para custeio do seguro-desemprego. As

transferências a estados e municípios somaram R$5,3 bilhões,

apresentando alta de 25% em relação às do mês anterior e de 24% em

relação às de maio de 2001.

O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) acusou déficit de R$1,1

bilhão em maio. A arrecadação líquida somou R$5,5 bilhões, com

(19)

respectivamente, com superávits de R$1,9 bilhão e R$1,3 bilhão,

enquanto as empresas estatais dos três níveis de governo apuraram

déficit primário de R$200 milhões. Os juros apropriados alcançaram

R$8,8 bilhões, gerando déficit nominal de R$5,8 bilhões.

De janeiro a maio, o superávit primário alcançou R$23,5 bilhões,

4,6% do PIB, ante R$27 bilhões obtidos no mesmo período de 2001,

5,7% do PIB. Os juros atingiram R$39,3 bilhões, 7,6% do PIB, e o

déficit nominal, R$15,8 bilhões, 3,1% do PIB. No mesmo período de

2001, os resultados foram, respectivamente, R$31,9 bilhões, 6,8%

do PIB, e R$4,9 bilhões, 1,1% do PIB. No acumulado dos últimos

doze meses encerrados em maio, o superávit primário alcançou R$40,2

bilhões, 3,3% do PIB, e os juros apropriados, R$93,8 bilhões, 7,4%

do PIB, gerando déficit nominal de R$53,6 bilhões, 4,4% do PIB.

Incorporando-se no cálculo das necessidades de financiamento do

setor público o impacto da depreciação cambial sobre o saldo da dívida

mobiliária interna referenciada à taxa de câmbio, apurou-se déficit

nominal de R$17,5 bilhões em maio. Nesse conceito, o déficit nominal

acumulado em doze meses atingiu R$63,1 bilhões, 5,1% do PIB.

A dívida líquida do setor público (DLSP) alcançou R$708 bilhões

em maio, 56% do PIB, ante R$685 bilhões em abril, constituída por

R$568 bilhões de dívida interna e de R$140 bilhões de dívida externa.

O acréscimo de 3,5% em relação ao mês anterior deveu-se à

depreciação cambial de 6,8%, que impactou as dívidas externa e a

interna indexada ao dólar.

A dívida mobiliária federal fora do Banco Central alcançou R$639

bilhões em maio, 50,6% do PIB. O aumento verificado de R$6,1

bilhões em relação ao saldo do mês anterior deveu-se basicamente

aos resgates líquidos de R$12,1 bilhões ocorridos nos mercados

(20)

IV - SETOR EXTERNO DA ECONOMIA BRASILEIRA

O balanço de pagamentos registrou déficit de US$426 milhões em

maio. O déficit em transações correntes atingiu US$1,8 bilhão,

resultado 15,9% inferior ao observado em igual período de 2001,

decorrente do desempenho mais favorável da balança comercial e de

menores remessas a título de rendas e serviços. Em proporção do

PIB, o déficit acumulado em transações correntes nos últimos doze

meses declinou pelo nono mês consecutivo, passando de 3,79% em

abril para 3,7% em maio. Embora o ingresso de investimentos

estrangeiros diretos líquidos no país não fossem suficientes para

financiar o déficit em transações correntes registrado em maio,

considerado o acumulado do ano, superou em US$1 bilhão a saída

líquida de recursos verificada na conta de transações correntes.

O resultado da balança comercial em maio refletiu exportações de

US$4,4 bilhões e importações de US$4 bilhões. No acumulado do

ano, o superávit comercial atingiu US$1,9 bilhão, ante déficit de

US$353 milhões em igual período de 2001, decorrente de declínios

de 12,2% nas exportações e de 21,4% nas importações.

Investimento direto e déficit de transações correntes

Acumulados em 12 meses 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Jan 1999

Mar Mai Jul Set Nov Jan 2000

Mar Mai Jul Set Nov Jan 2001

Mar Mai Jul Set Nov Jan 2002

Mar Mai Investimento direto Déficit transações correntes

US$ bilhões

Balança comercial

US$ milhões

(21)

Em maio, o valor total das exportações recuou 17,2% em relação ao

do mesmo mês de 2001. As exportações declinaram em todas as classes

de produtos. As vendas de produtos básicos decresceram 23,4%,

seguidas por produtos manufaturados e por produtos

semimanufaturados, que apresentaram retrações de 14,8% e 14,3%,

respectivamente. Pelo critério de valores médios diários,

registrou-se queda de 19,7% nas exportações de produtos básicos, de 10,7%

nas de produtos manufaturados e de 10,3% nas de produtos

semimanufaturados.

Os produtos manufaturados com maior decréscimo de vendas foram

aviões e suco de laranja, com retrações nas receitas de 52,2% e 29,9%,

respectivamente, na comparação anual. Em relação aos itens com

crescimento nas vendas, assinalem-se açúcar refinado e aparelhos

transmissores ou receptores, com elevações de 46,2% e 15,9%,

respectivamente. Quanto aos produtos semimanufaturados,

destacaram-se as quedas de 50,6% e 48,4%, respectivamente, nas

exportações de semimanufaturados de ferro ou aço e de celulose,

enquanto as de óleo de soja em bruto e de alumínio em bruto

apresentaram expansões de 54,2% e 31,9%, respectivamente.

Finalmente, em produtos básicos, as principais quedas foram

observadas nas vendas de soja em grão, 47,8%, de farelo de soja,

45,8%, de carne de frango, 33,9%, e de minério de ferro, 30%. Entre

os produtos com desempenho favorável, vale mencionar os acréscimos

de 88% nas vendas de óleos brutos de petróleo e de 60,8% nas de

fumo em folhas.

Em todas as classes de produtos foram registradas quedas no índice

de quantum de exportação, especialmente em produtos básicos e

manufaturados, cujos declínios atingiram 19,6% e 11,3%,

respectivamente, na comparação anual, segundo a Fundação Centro

de Estudos de Comércio Exterior (Funcex). Em relação aos índices

(22)

de preços, a retração mais acentuada foi observada na classe de

produtos semimanufaturados, de 10,3%, no mesmo tipo de

comparação.

Em relação aos mercados de destino, cresceram as exportações para

México, 25,5%, e Rússia, 49%, entre os países com maior participação

na pauta de exportação brasileira. Quanto aos mercados com menores

participações, destacaram-se os embarques para Emirados Árabes

Unidos, Cingapura, Nigéria e Canadá, com expansões de 189,5%,

99,4%, 71,5%, e 43,7%, respectivamente, na comparação com os de

maio de 2001. As exportações para a Argentina e para a União

Européia apresentaram decréscimos acentuados, de 62,6% e 23,9%,

respectivamente. Para os Estados Unidos, houve declínio de 1,8%,

na comparação anual.

As importações registraram queda de 22,1% em relação às de maio

de 2001, resultado que refletiu forte retração em todas as categorias

de uso, com exceção de combustíveis e lubrificantes, que apresentaram

elevação de 15,2%. Em relação às demais categorias de uso,

destacaram-se as diminuições de 26,3% em gastos com

matérias-primas e bens intermediários, especialmente naftas, de 27,5% nas

compras de bens de capital e de 24,5% nas de bens de consumo.

Ressalte-se que, nas importações de bens de consumo duráveis,

registrou-se declínio de 41,1% nas compras de automóveis de

passageiros. Deve-se destacar que, pelo critério de valores médios

diários, essas quedas foram menos acentuadas, sendo de 23% em

matérias-primas e produtos intermediários, de 24% em bens de capital

e de 20,1% em bens de consumo. No caso de combustíveis e

lubrificantes, houve expansão de 20,7%.

O déficit na conta de serviços e rendas atingiu US$2,4 bilhões em

maio, 4,9% inferior ao apurado em mesmo mês de 2001. Esse resultado

refletiu decréscimo de 30,9% nas despesas líquidas com serviços e

(23)

empréstimos intercompanhias líquidos. Do total de recursos

internalizados sob a forma de participação no capital, US$883

milhões corresponderam a investimentos em moeda e US$437

milhões a conversões de dívidas, que, somados, representaram

expansão de 19% na comparação com maio de 2001. Sob a forma

de empréstimos intercompanhias, houve desembolsos de US$361

milhões e amortizações de US$202 milhões.

Quanto à distribuição dos investimentos estrangeiros diretos por setor,

referentes a participações no capital de empresas no país, em maio,

59,8% dos recursos destinaram-se ao setor de serviços, especialmente

às atividades de intermediação financeira. Para o setor industrial foram

direcionados 38,4% dos aportes, principalmente para a indústria de

produtos químicos. Em relação à distribuição por países, 26,5% dos

ingressos de investimentos estrangeiros diretos para participação no

capital de empresas no país foram originários da França, 18,2% dos

Estados Unidos e 14,7% dos Países Baixos.

Os investimentos estrangeiros em carteira no país apresentaram

remessa líquida de US$1,1 bilhão em maio, ante US$152 milhões no

mesmo período de 2001. Títulos de renda fixa negociados no exterior

sob a forma de bônus foram os principais responsáveis pelo

desempenho no mês. Em maio de 2001, foram registrados ingressos

líquidos de US$1,5 bilhão ante saídas líquidas de US$497 milhões

em maio do presente ano. Quanto a notes e commercial papers, houve

retração de US$1,6 bilhão nas amortizações líquidas. Em relação a

investimentos em ações negociadas no exterior (Anexo V - ADR),

foi observada redução de US$189 milhões nos ingressos líquidos.

As reservas internacionais somaram US$32,9 bilhões em maio, com

redução de US$119 milhões relativamente a abril, refletindo operações

do Banco Central do Brasil com o setor externo da economia, com

(24)

V - ECONOMIA INTERNACIONAL

Em maio, a produção de petróleo dos países membros da Organização

dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aumentou para 24,8

milhões de barris/dia (mbd), ante 24,1 mbd de abril. Porém,

descontando-se a produção do Iraque, o excedente sobre o limite de

cotas também aumentou, para 1,4 mbd, ante 1,2 mbd do mês anterior,

basicamente em razão do aumento da produção da Venezuela. O preço

médio do barril da cesta de petróleo da Opep totalizou US$24,76.

A estimativa final de crescimento do PIB dos Estados Unidos para o

primeiro trimestre de 2002, em taxa anualizada, foi revista de 5,6%

para 6,1%. No quarto trimestre de 2001, o crescimento atingiu 1,7%.

As maiores contribuições no primeiro trimestre vieram dos

investimentos privados em estoques, dos gastos pessoais de consumo,

dos gastos do governo, da construção civil residencial e das

exportações. As importações, porém, também aumentaram e houve

decréscimos na construção civil não residencial.

Preço internacional do petróleo

1/

10 15 20 25 30 35 Jan 1999

Mar Mai Jul Set Nov Jan 2000

Mar Mai Jul Set Nov Jan 2001

Mar Mai Jul Set Nov Jan 2002

Mar Mai

Brent WTI

Fonte: Bloomberg 1/ Cotação no fim do período.

US$/barril

8

10 125

EUA - PIB real

Com ajuste sazonal

(25)

A produção industrial americana aumentou pelo quinto mês

consecutivo, em 0,3%, tendo acumulado alta de aproximadamente

2% desde a última queda, em dezembro de 2001. Em doze meses

registrou-se taxa negativa de 1,6%, ante 2% em abril, 3% em março e

3,8% em fevereiro. A utilização da capacidade instalada, que também

apresentou aumentos consecutivos de janeiro a abril, permaneceu

estável em maio, em 75,5%. A taxa de desemprego, após dois meses

consecutivos de alta, recuou de 6% para 5,8%. Houve aumento de

vagas no setor de serviços e quedas na manufatura.

Os preços ao consumidor, dessazonalizados, permaneceram estáveis

em maio, após alta de 0,5% em abril. O núcleo do índice, que exclui

energia e alimentação, apresentou alta de 0,2%, ante 0,3% no mês

anterior. O item energia contraiu 0,7%, após ter aumentado 4,5% e

3,8% em abril e março, respectivamente. Em doze meses e sem ajuste

sazonal, o índice cheio acumula alta de 1,2% e o seu núcleo de 2,5%.

Os preços dos produtos alimentícios aumentaram 1,9%, mas o da

energia declinou 12,3%. Já o índice de preços do produtor industrial,

com ajuste sazonal, para produtos acabados, declinou 0,4% no mês,

ante 0,2% em abril.

Com relação à balança comercial, as exportações atingiram US$57

bilhões e as importações, US$97 bilhões, em abril. O déficit

acumulado nos quatro primeiros meses do ano, US$146 bilhões, foi

2,6% menor que o de igual período de 2001. O superávit acumulado

em serviços, no mesmo período, US$16 bilhões, foi 25% menor na

comparação com 2001.

Em reunião de 7 de maio, o Comitê Federal do Mercado Aberto

(FOMC) decidiu manter a taxa de juros básica da economia em 1,75%

ao ano, apesar do forte crescimento apresentado pelo PIB no 1°

trimestre, por considerar que o fortalecimento da demanda final para

(26)

desemprego permaneceu estável em maio, em 8,3%, ante 8% em maio

de 2001. As maiores taxas foram observadas na Espanha, 11,4% e na

Finlândia, 9,3%, e as menores em Luxemburgo, 2,3% e na Áustria,

4,1%.

A variação acumulada em doze meses do índice harmonizado de

preços ao consumidor recuou para 2% em maio, ante 2,4% em abril e

3,3% em maio de 2001. Os itens educação e hotéis e restaurantes

continuam liderando as pressões, com variações de 4% e 4,7%

respectivamente. O item alimentação aumentou 2,4% e energia e

comunicações apresentaram variações negativas de 2,9% e 0,9%. As

maiores taxas continuam sendo observadas na Irlanda, 5%, Holanda

e Grécia, 3,8%, e as menores na Alemanha, 1%, Luxemburgo, 1,3% e

Bélgica, 1,4%. O índice de preços do produtor industrial, também em

doze meses, apresentou variação negativa de 0,9% em maio, ante 0,8%

em março e abril. Os itens energia e bens intermediários continuam

sendo os que mais contribuíram para estes resultados, com variações

negativas de 4,9% e 1,1%, respectivamente.

As primeiras estimativas para o comércio exterior da área do euro

apontam superávit de €3,1 bilhões em abril, ante déficit de €400

milhões em igual mês de 2001. Para os primeiros quatro meses do

ano, a região acumulou superávit de €22,7 bilhões, ante déficit de

€2,3 bilhões em igual período do ano anterior. Em relação aos

países-membros, a Alemanha liderou os superávits acumulados no 1°

trimestre, €31,8 bilhões, seguindo-se Irlanda, €9,5 bilhões. A Espanha

acumulou o maior déficit, €7,6 bilhões.

No Japão, a produção industrial apresentou crescimento de 3,9% em

maio, quarto aumento consecutivo, após queda em janeiro de 2002 e

em praticamente todos os meses do ano passado. Assim, a queda em

doze meses, com ajuste sazonal, que em fevereiro alcançara 11,5%,

situou-se em 2,3% em maio. O nível dos estoques, apesar de ter

(27)

A balança comercial apresentou superávit de US$4,9 bilhões em maio,

ante US$6,4 bilhões em abril e US$657 milhões em maio de 2001. O

superávit acumulado de janeiro a maio, de US$28,2 bilhões, foi 38,3%

maior que o de igual período de 2001. O Yen valorizou-se 3,6% em

maio e 5,6% nos últimos três meses em relação ao dólar americano,

após ter sofrido desvalorizações mensais durante cinco meses

consecutivos. Assim, a desvalorização em doze meses, de 13,1% em

fevereiro, caiu para 3,6% em maio.

Na Argentina, persistem as negociações para um acordo com o Fundo

Monetário Internacional (FMI), tendo sido atendida a exigência de

eliminação da Lei de Subversão Econômica. O FMI prorrogou o

vencimento de uma dívida de US$130 milhões após o governo quitar,

com recursos das reservas externas, US$970 milhões relativos a

vencimentos de outros empréstimos obtidos junto ao próprio FMI e

ao Banco Mundial.

Em maio, a arrecadação fiscal somou P$4,8 bilhões, 2,9% superior à de

maio de 2001 e 67,3% à de abril de 2002. Porém, no acumulado de janeiro

a maio, a arrecadação apresentou queda de 11,9% em relação à de igual

período do ano anterior e o resultado fiscal acumulou déficit de P$1,25

bilhão, ante superávit de P$249 milhões em igual período de 2001.

A divulgação dos dados revisados do PIB do 1° trimestre revelou queda,

com ajuste sazonal, de 6% em relação ao trimestre anterior. Sem ajuste

sazonal, a queda alcançou 16,3% em relação a igual período de 2001. A

produção de bens reduziu-se 20,1%, determinada principalmente pelas

quedas na indústria manufatureira, de 22,8% e construção civil, de 41,5%.

Nos doze meses encerrados em maio, a produção industrial apresentou,

na série dessazonalizada, retração de 13%, ante 14,6% no mês anterior,

e a atividade na construção civil, contração de 35,9%, ante 40,3% em

(28)

VI - PRINCIPAIS MEDIDAS DE POLÍTICA ECONÔMICA

Resoluções do Conselho Monetário Nacional

2.963, de 28.5.2002 – Dispõe sobre alterações nas condições

aplicáveis às operações renegociadas ao amparo das Resoluções 2.238,

de 1996, 2.471, de 1998 e 2.666, de 1999.

2.964, de 28.5.2002 – Dispõe sobre prazos e encargos financeiros no

âmbito do Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção

Agropecuária (Recoop).

2.965, de 28.5.2002 – Dispõe sobre alterações nas condições

operacionais da linha de crédito destinada ao financiamento de

estocagem de café das safras 2000/2001 e 2001/2002, ao amparo de

recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

2.966, de 28.5.2002 – Estabelece as condições gerais de alienação

das ações de propriedade da União, de emissão do Banco do Estado

do Ceará S.A. (BEC).

Circulares do Banco Central

3.123, de 29.5.2002 – Dispõe sobre o prazo para a implementação

dos procedimentos estabelecidos nas Circulares 3.068, de 2001, e

3.082, de 2002.

3.124, de 29.5.2002 – Altera regras de transição previstas na Circular

3.108, de 10 de abril de 2002, que aprova o Regulamento do Sistema

Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

(29)

QUADROS ESTATÍSTICOS

I.

Atividade econômica

1.

Contas nacionais

2.

Produto Interno Bruto (PIB)

3.

Indicadores de conjuntura econômica

4.

Indicadores de conjuntura econômica - séries dessazonalizadas

5.

Indicadores de produção industrial

6.

Indústria automobilística

7.

Produção da lavoura (principais culturas)

8.

Índice do nível de emprego formal - Brasil

9.

Taxa de desemprego aberto

10. Rendimento médio real das pessoas ocupadas

11. Índices de preços

II.

Moeda e crédito

1.

Fatores condicionantes da base monetária

2.

Base monetária e meios de pagamento (M1)

3.

Coeficientes de comportamento monetário

4.

Base monetária ampliada - saldos em final de período

5.

Base monetária ampliada - média dos saldos diários

6.

Meios de pagamento (M4) - saldos

7.

Meios de pagamento (M4) - participação percentual

8.

Base monetária e meios de pagamento (M4)

9.

Velocidade-renda da moeda

10. Crédito interno líquido do Banco Central do Brasil

11. Banco Central do Brasil - balancete ajustado

12. Autoridade Monetária

13. Bancos criadores de moeda

14. Consolidado monetário

15. Outras instituições bancárias

16. Consolidado bancário

17. Instituições financeiras não-bancárias

18. Total de operações de crédito do sistema financeiro

19. Total de operações de crédito do sistema financeiro privado

20. Total de operações de crédito do sistema financeiro público

21. Operações de crédito do sistema financeiro

22. Operações de crédito do sistema financeiro privado

23. Operações de crédito do sistema financeiro público

24. Operações de crédito do sistema financeiro - provisões

25. Operações de crédito do sistema financeiro privado - provisões

26. Operações de crédito do sistema financeiro público - provisões

III. Mercados financeiro e de capitais

1.

Taxas de juros

2.

Velocidade de circulação dos principais ativos financeiros

3.

Fundos de investimento - direcionamento da carteira - R$ milhões

4.

Fundos de investimento - direcionamento da carteira - participação percentual

5.

Fundos mútuos de investimento

6.

Depósitos a prazo e caderneta de poupança

7.

Rendimentos nominais das principais aplicações financeiras

(30)

12. Impacto monetário das operações com títulos públicos federais

13. Dívida pública interna estadual e municipal - títulos emitidos

14. Dívida líquida do setor público - saldos em R$ milhões

15. Dívida líquida do setor público - saldos em US$ milhões

16. Necessidades de financiamento do setor público

- fluxo acumulado no ano em % PIB

17. Necessidades de financiamento do setor público

- fluxos em 12 meses em R$ milhões

18. Necessidades de financiamento do setor público

- fluxos em 12 meses a preços do último mês considerado em R$ milhões

19. Necessidades de financiamento do setor público

- Com desvalorização cambial sobre estoque da dívida mobiliária interna

- fluxo acumulado no ano em % PIB

20. Necessidades de financiamento do setor público

- Com desvalorização cambial sobre estoque da dívida mobiliária interna

- fluxos em 12 meses em R$ milhões

21. Necessidades de financiamento do setor público

- Com desvalorização cambial sobre estoque da dívida mobiliária interna

- fluxos em 12 meses a preços do último mês considerado em R$ milhões

22. Necessidades de financiamento do setor público - empresas estatais

- fluxos em 12 meses em R$ milhões

23. Necessidades de financiamento do setor público - empresas estatais

- fluxos em 12 meses a preços do último mês considerado em R$ milhões

24. Contas públicas - usos e fontes

- fluxos em 12 meses em R$ milhões

25. Contas públicas - usos e fontes

- fluxos em 12 meses a preços do último mês considerado em R$ milhões

26. Dívida líquida do setor público harmonizada

27. Variação da dívida fiscal líquida harmonizada

- fluxos últimos 12 meses

V.

Balanço de pagamentos

1.

Balanço de pagamentos

2.

Balança comercial - FOB

3.

Exportações - FOB

4.

Importações - FOB

5.

Intercâmbio comercial - FOB

6.

Serviços

7.

Rendas

8.

Transferências unilaterais correntes

9.

Investimentos diretos

10. Investimentos brasileiros em carteira

11. Investimentos estrangeiros em carteira

12. Carteira de ativos de investidores estrangeiros

13. Outros investimentos brasileiros

14. Outros investimentos estrangeiros

15. Reservas internacionais do Banco Central do Brasil

16. Demonstrativo da variação das reservas internacionais

17. Composição das reservas internacionais líquidas ajustadas

18. Câmbio contratado

19. Dívida externa total

20. Dívida externa registrada - distribuição por modalidade de taxas de juros

21. Dívida externa registrada - distribuição por moeda

22. Dívida externa registrada de médio e longo prazos

23. Dívida externa registrada - distribuição por natureza de devedor e tipo de credor

24. Dívida externa total por devedor

(31)
(32)

I.1 - Contas nacionais

Discriminação 1996 1997 1998 1999 2000 2001

PIB a preços de mercado (R$ mil) 778 886 727 870 743 034 914 187 877 963 868 538 1 086 699 881 1 184 768 830

Taxa de variação real do PIB (%) 2,7 3,3 0,1 0,8 4,4 1,5

Deflator implícito do PIB (%) 17,4 8,3 4,9 4,6 8,0 7,4

Taxa de variação nominal do PIB (%) 20,5 11,8 5,0 5,4 12,7 9,0

Renda líquida enviada para o exterior (R$ mil)1/ 12 227 761 17 110 452 21 241 283 34 114 140 34 426 857 46 432 642 * Renda nacional bruta (R$ mil) 766 658 966 853 306 812 892 946 594 929 754 398 1 052 273 024 1 138 336 188 3/ Transferências unilaterais líquidas (R$ mil)2/ 2 598 250 2 010 399 1 693 824 3 075 372 2 790 558 4 120 262 * Renda disponível bruta (R$ mil)2/ 769 257 216 855 317 211 894 640 418 932 829 770 1 055 063 582 1 142 456 450 3/ Déficit do balanço de pagamentos em conta corrente (R$ mil) 24 509 968 36 070 000 39 453 839 45 847 542 49 165 699 54 591 680 * Despesas de consumo e formação bruta de capital (R$ mil) 793 767 184 891 387 211 934 094 257 978 677 312 1 104 229 281 1 197 048 130 Consumo (R$ mil) 630 813 704 704 199 967 741 038 299 783 276 525 868 060 532 948 560 806 Formação bruta de capital (R$ mil) 162 953 480 187 187 244 193 055 958 195 400 787 236 168 749 248 487 324 Poupança bruta (R$ mil) 138 443 512 149 671 449 153 569 432 149 490 884 187 010 972 193 895 644

PIB (em bilhões de US$)3/ 775,5 807,8 787,9 531,1 594,2 503,9

Fonte: Bacen e IBGE

1/ Inclui a remuneração dos empregados não-residentes.

2/ Inclui as transferências de capital por impossibilidade de identificação até o momento. 3/ Estimativa do Banco Central do Brasil.

(33)

I.2 - Produto Interno Bruto (PIB)

Ano PIB a preços Deflator Taxas reais de variação (%) Índice do População PIB per capita

correntes implícito PIB real (1000 hab.)

em R$ (%) Agrope- Indústria Serviços PIB 2001=100 Preços cons- Taxa real Índice real

cuária tantes de de varia- 2001=100

2001 (R$) ção (%) 1986 1 274 149,2 - 8,0 11,7 8,1 7,5 74,3 134 653 6 535,41 5,4 95,1 1987 4 038 206,2 15,0 1,0 3,1 3,5 76,9 137 268 6 637,21 1,6 96,6 1988 29 376 628,0 0,8 - 2,6 2,3 - 0,1 76,9 139 819 6 512,21 - 1,9 94,8 1989 425 595 1 304,4 2,8 2,9 3,5 3,2 79,3 142 307 6 600,54 1,4 96,0 1990 11 548 795 2 737,0 - 3,7 - 8,2 - 0,8 - 4,3 75,8 147 594 6 087,26 - 7,8 88,6 1991 60 285 999 416,7 1,4 0,3 2,0 1,0 76,6 149 926 6 054,30 - 0,5 88,1 1992 640 958 768 969,0 4,9 - 4,2 1,5 - 0,5 76,2 152 227 5 930,38 - 2,0 86,3 1993 14 097 114 182 1 996,2 - 0,1 7,0 3,2 4,9 79,9 154 513 6 130,37 3,4 89,2 1994 349 204 679 000 2 240,2 5,5 6,7 4,7 5,9 84,6 156 775 6 395,55 4,3 93,1 1995 646 191 517 000 77,5 4,1 1,9 1,3 4,2 88,2 159 016 6 571,74 2,8 95,6 1996 778 886 727 000 17,4 3,1 3,3 2,3 2,7 90,5 161 247 6 653,12 1,2 96,8 1997 870 743 034 000 8,3 - 0,8 4,7 2,6 3,3 93,5 163 471 6 777,29 1,9 98,6 1998 914 187 877 000 4,9 1,3 - 1,0 0,9 0,1 93,6 165 688 6 695,43 - 1,2 97,4 1999 963 868 538 000 4,6 8,0 - 2,5 2,2 0,8 94,4 167 910 6 660,47 - 0,5 96,9 2000 1 086 699 881 000 8,0 3,0 4,9 3,7 4,4 98,5 170 143 6 859,79 3,0 99,8 2001 1 184 768 830 000 7,4 5,1 - 0,6 2,5 1,5 100,0 172 386 6 872,77 0,2 100,0 Fonte: IBGE

(34)

I.3 - Indicadores de conjuntura econômica

Média 1992=100

Período Produção industrial Indicador Utilização da capacidade Vendas industriais Horas trabalhadas

do Nível instalada na indústria reais na produção na

Total Indústria Extrativa de Ativi- de transformação1/ indústria de

de mineral dade transformação

transformação (INA)

(SP) (SP) (CNI)2/ (SP) (CNI)2/ (SP) (CNI)2/

1992 100,00 100,00 100,00 100,00 70,69 72,29 100,00 100,00 100,00 100,00 1993 107,51 108,07 100,63 108,56 74,69 75,23 108,72 106,65 100,51 98,19 1994 115,68 116,53 105,38 118,01 77,44 77,13 124,26 116,25 99,39 98,24 1995 117,80 118,54 108,85 120,02 78,78 78,05 141,64 127,37 98,67 98,01 1996 119,84 119,87 119,46 118,45 78,44 78,19 150,65 134,92 89,35 89,17 1997 124,50 124,20 128,10 124,12 79,21 78,71 168,60 146,69 86,10 86,12 1998 121,97 120,15 144,04 121,07 78,84 78,24 168,84 144,38 79,79 79,77 1999 121,18 118,22 157,14 115,98 78,03 78,23 168,33 146,00 70,44 72,75 2000 129,23 125,38 175,89 123,56 81,63 80,70 191,42 161,71 73,74 75,71 2001 131,11 126,92 182,08 126,71 80,76 80,32 217,49 180,69 74,45 77,15 2001 Jan 123,66 118,26 189,25 112,69 80,60 80,35 190,95 160,11 72,98 74,35 Fev 119,35 114,90 173,39 111,94 81,40 80,43 189,44 156,75 71,80 73,38 Mar 135,40 131,58 181,78 128,75 82,30 81,88 227,62 185,61 77,74 80,06 Abr 127,25 123,21 176,27 119,91 82,08 81,06 212,12 173,79 74,03 76,37 Mai 138,04 134,98 175,20 136,29 83,10 81,81 236,63 195,56 78,30 81,24 Jun 131,65 127,72 179,48 131,02 81,30 80,48 224,81 186,59 75,19 78,09 Jul 137,35 133,31 186,46 135,23 81,10 80,22 226,49 191,02 75,43 79,05 Ago 141,34 137,80 184,40 143,50 80,90 80,39 233,52 193,25 77,09 80,45 Set 132,18 128,13 181,21 134,28 79,70 79,93 222,10 185,98 72,94 75,70 Out 137,19 134,36 171,54 134,57 80,20 80,39 231,18 194,04 75,96 79,58 Nov 133,22 128,87 185,97 127,34 80,00 79,93 221,66 183,54 73,13 76,46 Dez 116,73 109,88 199,98 105,02 76,40 76,92 193,41 162,00 68,84 71,08 2002 Jan 122,13 115,48 202,73 110,73 79,00 78,62 198,37 163,20 71,98 74,78 Fev 117,77 112,46 182,15 110,36 79,90 78,98 193,23 157,04 70,51 73,08 Mar 130,33 124,14 205,51 118,60 81,60 80,69 209,44 175,28 74,07 77,64 Abr 134,90 129,53 200,17 124,00 82,20 81,40 220,98 182,29 75,90 80,51 Mai 136,82 130,96 208,08 130,37 81,70 81,27 216,79 181,26 75,18 80,34 (continua)

(35)

I.3 - Indicadores de conjuntura econômica

(continuação) Média 1992=100

Período Carga Expedição Faturamento Consultas Emprego industrial Salário Massa salarial Produtividade

própria de de real do ao SPC e industrial industrial na indústria

energia papelão comércio Telecheque real3/ real3/ de

transforma-elétrica ondulado varejista ção4/

(SP) (RMSP) (SP) (SP) (CNI)2/ (SP) (SP) (CNI)2/ (SP) 1992 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 1993 104,53 120,44 112,66 101,72 96,29 96,72 111,31 107,33 102,87 109,93 1994 108,90 132,47 138,48 103,97 93,96 95,43 121,42 114,15 107,54 118,43 1995 113,36 138,46 160,68 123,05 92,57 94,38 132,02 122,30 118,15 121,13 1996 116,58 150,83 156,19 152,75 84,52 87,40 139,25 117,81 115,54 134,35 1997 124,15 162,55 152,91 200,15 81,15 83,82 146,86 119,29 116,92 144,04 1998 126,67 165,26 158,28 220,47 76,92 78,83 153,64 118,26 111,18 150,51 1999 125,37 171,43 157,34 207,37 72,24 74,20 151,18 109,86 100,85 162,30 2000 135,83 179,59 173,75 223,57 72,94 74,78 155,22 113,98 103,66 165,43 2001 121,10 178,89 164,13 230,26 73,37 75,60 164,72 121,24 106,95 164,42 2001 Jan 138,12 181,19 163,29 213,98 73,50 75,29 163,88 121,22 106,73 159,13 Fev 137,33 164,42 156,85 200,96 73,75 75,59 163,07 121,05 105,85 156,66 Mar 145,55 188,72 171,94 230,79 73,80 75,65 163,43 121,39 106,86 164,43 Abr 141,01 181,49 165,21 206,34 73,90 75,89 166,22 123,64 108,55 161,40 Mai 130,91 183,48 163,62 245,26 74,04 76,35 168,57 125,00 109,45 166,22 Jun 107,08 172,92 150,26 233,18 73,88 76,33 164,12 121,45 107,43 163,61 Jul 104,43 175,33 151,88 236,23 73,64 76,16 164,57 121,38 107,80 168,73 Ago 107,94 181,08 152,85 240,43 73,28 75,69 163,73 120,16 106,49 171,36 Set 108,07 170,93 151,04 214,45 72,99 75,57 159,53 116,62 104,49 169,34 Out 111,56 192,41 162,64 221,53 72,92 75,28 160,81 117,42 104,71 168,91 Nov 110,69 188,24 164,12 229,59 72,56 74,90 167,30 121,58 107,51 168,62 Dez 110,49 166,46 215,81 290,35 72,23 74,53 171,41 124,01 107,57 154,65 2002 Jan 115,50 177,11 154,39 218,55 72,17 74,58 171,66 124,08 105,82 154,49 Fev 121,34 163,63 145,52 203,51 72,02 74,63 171,39 123,62 104,81 153,96 Mar 127,93 187,63 169,40 216,99 72,02 75,05 173,78 125,34 106,21 159,95 Abr 131,75 195,08 157,28 226,48 72,08 75,59 176,55 127,45 107,69 160,95 Mai 125,57 189,93 173,92 248,39 72,01 75,95 176,99 127,65 108,39 163,07

(36)

I.4 - Indicadores de conjuntura econômica

Séries dessazonalizadas

Média 1992=100

Período Produção industrial Indicador Utilização da capacidade Vendas industriais Horas trabalhadas

do Nível instalada na indústria reais na produção na

Total Indústria Extrativa de Ativi- de transformação1/ indústria de

de mineral dade transformação

transformação (INA)

(SP) (SP) (CNI)2/ (SP) (CNI)2/ (SP) (CNI)2/

1992 100,00 100,00 100,00 100,00 70,74 72,29 100,00 100,00 100,00 100,00 1993 107,63 108,19 100,58 108,67 74,74 75,23 109,03 106,85 100,74 98,42 1994 115,86 116,72 105,37 118,46 77,48 77,10 124,40 116,44 99,73 98,57 1995 118,26 119,03 108,88 120,53 78,80 78,06 142,13 127,99 98,91 98,36 1996 119,39 119,40 119,44 117,97 78,44 78,18 150,22 134,67 89,19 89,09 1997 124,49 124,15 128,01 123,86 79,20 78,71 168,49 146,97 86,23 86,34 1998 121,98 120,18 143,88 121,11 78,84 78,25 168,99 144,84 79,91 79,99 1999 121,20 118,21 157,02 115,83 78,04 78,24 168,43 146,23 70,58 72,96 2000 129,22 125,39 175,72 123,55 81,66 80,72 191,53 162,10 73,77 75,85 2001 131,32 127,12 182,03 126,79 80,77 80,32 217,58 181,00 74,61 77,37 2001 Jan 135,08 131,24 181,99 130,39 82,70 81,73 205,10 173,22 76,15 77,94 Fev 135,20 131,13 186,19 129,89 82,79 81,70 211,26 176,52 75,75 78,42 Mar 135,74 132,00 179,14 132,29 81,77 81,36 220,96 181,34 76,50 78,79 Abr 132,61 128,71 181,79 128,69 81,58 81,08 220,78 182,11 74,96 77,96 Mai 131,71 128,12 178,18 128,72 81,79 80,98 225,11 187,01 75,50 78,29 Jun 130,09 125,70 184,68 126,07 80,44 80,28 225,46 186,46 74,70 77,51 Jul 129,42 124,99 185,96 122,97 80,13 79,96 222,58 186,84 73,71 76,59 Ago 129,71 125,38 183,62 126,66 79,85 79,70 217,48 181,69 74,02 76,66 Set 129,27 124,89 183,32 126,94 79,31 79,57 218,05 183,87 73,28 76,13 Out 127,08 123,44 169,35 122,83 79,57 79,60 215,27 181,21 73,88 76,80 Nov 129,19 124,81 183,68 123,45 79,81 79,29 216,52 178,30 73,21 76,30 Dez 130,72 125,07 186,47 122,54 79,54 78,62 212,41 173,48 73,71 77,10 2002 Jan 132,71 127,57 195,01 128,66 81,01 79,95 213,24 177,78 74,87 78,46 Fev 132,99 127,94 195,58 127,44 81,15 80,19 215,01 176,60 74,20 77,97 Mar 132,48 125,96 202,82 123,88 81,10 80,19 206,58 173,81 73,28 77,16 Abr 138,45 133,35 206,61 129,19 81,71 81,45 224,42 186,71 75,92 80,97 Mai 131,40 124,78 212,44 124,02 80,47 80,48 207,28 173,38 72,73 77,68 (continua)

(37)

I.4 - Indicadores de conjuntura econômica

Séries dessazonalizadas

(continuação) Média 1992=100

Período Carga Expedição Faturamento Consultas Emprego industrial Salário Massa salarial Produtividade

própria de de real do ao SPC e industrial industrial na indústria

energia papelão comércio Telecheque real3/ real3/ de

transforma-elétrica ondulado varejista ção4/

(SP) (RMSP) (SP) (SP) (CNI)2/ (SP) (SP) (CNI)2/ (SP) 1992 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 1993 104,79 120,58 112,55 102,03 96,28 96,71 111,42 107,40 102,88 109,92 1994 109,24 132,74 137,91 103,96 93,94 95,40 121,44 114,10 107,46 118,34 1995 113,73 138,35 161,40 122,89 92,53 94,37 131,99 122,18 118,14 121,24 1996 116,50 150,04 156,53 151,95 84,48 87,38 139,18 117,66 115,52 134,29 1997 124,51 162,06 153,79 199,57 81,11 83,80 146,75 119,09 116,90 144,06 1998 127,02 165,05 158,61 221,45 76,89 78,81 153,51 118,07 111,17 150,57 1999 125,72 171,06 157,21 207,93 72,22 74,19 151,07 109,69 100,85 162,33 2000 136,04 179,10 173,89 223,86 72,92 74,77 155,11 113,81 103,65 165,53 2001 121,13 178,78 164,70 231,34 73,36 75,60 164,58 121,05 106,96 164,56 2001 Jan 138,41 186,12 175,16 236,91 73,73 75,73 162,62 120,74 107,48 168,36 Fev 135,03 181,29 176,97 240,10 73,95 76,18 163,40 121,57 107,82 167,39 Mar 137,61 184,09 171,68 240,52 73,88 76,09 163,02 121,26 107,88 167,40 Abr 136,65 182,59 172,97 229,89 73,83 76,01 164,89 122,56 108,67 164,86 Mai 128,79 178,79 161,39 234,17 73,77 76,05 165,82 122,81 108,12 164,78 Jun 109,02 175,50 160,33 229,64 73,64 75,94 164,89 121,41 107,30 161,75 Jul 107,38 175,91 155,73 233,49 73,43 75,78 165,13 121,46 107,53 164,35 Ago 110,18 173,74 156,99 228,49 73,16 75,39 164,45 120,43 106,47 164,68 Set 111,06 171,44 157,55 227,56 72,93 75,25 163,34 118,81 105,70 163,59 Out 112,00 179,16 162,06 215,89 72,86 75,05 164,10 119,52 105,30 161,42 Nov 112,60 179,68 163,97 226,99 72,58 74,76 166,16 120,69 105,77 164,43 Dez 114,84 177,04 161,63 232,38 72,52 74,92 167,15 121,36 105,47 161,71 2002 Jan 115,76 182,23 165,47 239,75 72,38 75,03 170,28 123,49 106,57 163,25 Fev 118,93 180,83 163,49 240,63 72,18 75,22 171,54 123,98 106,63 164,08 Mar 121,29 183,17 168,35 232,94 72,07 75,50 173,51 125,30 107,24 162,79 Abr 125,58 193,67 164,32 244,79 71,96 75,74 174,97 126,20 107,74 164,43 Mai 123,24 185,42 171,71 238,45 71,71 75,67 174,04 125,39 107,06 162,08

(38)

I.5 - Indicadores de produção industrial

Variação anual (%) Discriminação 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 20021/ Total 1,8 1,7 3,9 - 2,0 - 0,7 6,6 1,5 - 0,3 Extrativa mineral 3,3 9,8 7,2 12,4 9,1 11,9 3,5 11,5 Indústria de transformação 1,7 1,1 3,6 - 3,3 - 1,6 6,1 1,2 - 1,7 Por gêneros Minerais não-metálicos 4,1 6,3 7,4 - 0,4 - 3,1 1,8 - 2,1 - 3,1 Metalúrgica - 1,8 1,6 6,0 - 3,8 - 1,1 7,6 0,7 - 3,3 Mecânica - 4,5 - 12,8 7,2 - 4,0 - 7,2 18,0 5,3 2,0

Material elétrico e de comunicações 14,6 4,7 - 1,8 - 9,8 - 11,4 12,1 6,7 - 12,9

Material de transporte 4,1 - 0,3 10,7 - 14,2 - 5,1 18,8 5,3 - 5,5 Madeira - 3,4 2,1 3,9 - 6,2 7,0 3,1 - 0,3 - 2,6 Mobiliário 6,2 13,7 - 1,5 - 8,2 - 2,2 7,7 - 1,1 3,7 Papel e papelão 0,4 2,9 2,9 0,3 6,3 4,1 0,1 0,5 Borracha - 0,3 - 0,5 4,1 - 7,6 4,6 11,8 - 4,5 - 3,6 Couros e peles - 16,7 - 1,9 - 1,7 - 13,6 - 3,6 - 7,8 - 9,4 - 9,2 Química - 0,5 5,0 5,1 4,0 0,9 1,7 - 0,7 0,4 Farmacêutica 18,1 - 8,6 11,4 4,0 - 0,4 - 2,0 - 1,0 13,9

Perfumaria, sabões e velas 5,3 4,1 5,2 3,2 7,2 2,6 - 1,2 - 5,0

Produtos de matérias plásticas 9,7 11,3 3,6 - 2,4 - 6,3 - 2,6 - 5,0 - 3,4

Têxtil - 5,8 - 5,8 - 6,5 - 6,8 2,1 6,0 - 5,7 - 4,2

Vestuário, calçados e artefatos de tecidos - 6,9 - 2,5 - 6,7 - 4,6 - 3,3 6,7 - 6,5 - 1,0

Produtos alimentares 7,7 5,3 1,0 1,3 3,1 - 2,1 5,1 2,7

Bebidas 17,2 - 3,3 - 0,3 - 2,2 0,0 4,0 0,2 - 5,0

Fumo - 5,1 12,5 22,2 - 22,7 - 7,1 - 7,8 - 4,7 31,3

Por categorias de uso

Bens de capital 0,3 - 14,1 4,8 - 1,6 - 9,1 13,1 12,7 - 1,0 Bens intermediários 0,2 2,9 4,6 - 0,7 1,9 6,8 - 0,2 - 0,3 Bens de consumo 6,2 5,3 1,2 - 5,4 - 2,8 3,5 1,3 - 0,4 Durável 14,5 11,2 3,5 - 19,6 - 9,3 20,8 - 0,6 - 5,3 Semidurável e não-durável 4,2 3,7 0,5 - 1,1 - 1,2 - 0,4 1,8 1,1 Fonte: IBGE

Referências

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