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Permeabilidade
A permeabilidade de uma rocha é definida como a sua habilidade em conduzir fluidos.
A permeabilidade está, portanto, diretamente relacionada com a
porosidade, o que indica que:
• rochas não porosas não possuem permeabilidade;
• depende fatores como tamanho, forma e variedade de tamanhos dos grãos de uma rocha;
• depende do grau de consolidação e de cimentação da rocha;
• O tipo de argila e de material cimentante entre grãos de areia interfere no seu grau. Algumas argilas (bentonitas) intumescem quando em contato com a água, bloqueando os espaços porosos.
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Permeabilidade
O Engenheiro Henry Darcy, em 1856, desenvolveu uma equação de escoamento de fluidos que, desde então, tornou-se uma das ferramentas matemáticas padrão da Engenharia de Petróleo:
𝑢 = 𝑞 𝐴𝐶 = − 𝑘 𝜇 𝑑𝑝 𝑑𝑙 Onde: • u = velocidade do fluido (cm/s); • q= vazão volumétrica (cm3/s);
• Ac= área transversal da rocha (cm2) • k = permeabilidade da rocha porosa (Darcy0,986923m2) • = viscosidade do fluido (cP) • l = comprimento da amostra de rocha (cm) (atm/cm) Lei de Darcy
Permeabilidade
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Permeabilidade
1Darcy é a permeabilidade de uma rocha, na qual um gradiente de pressão de 1 atm/cm promove a vazão de 1 cm3/s de um fluido de
viscosidade de 1 centipoise, através de 1 cm2 de área aberta ao
fluxo.
Para validade da lei de Darcy, o escoamento deve ser laminar, com velocidade constante, em um meio poroso homogêneo e isotrópico. Limitações:
• materiais granulares grossos (por exemplo, pedregulhos), que devido ao grande diâmetro dos poros, podem não apresentar regime laminar. • argilas, que devido ao diâmetro diminuto dos filetes, o surgimento de
forças capilares e tensões superficiais torna o fluido praticamente imóvel.
Permeabilidade
Ordem de grandeza:
1 Darcy: é um valor relativamente elevado
A maior parte das rochas reservatório possuem permeabilidade menor que 1 Darcy.
A unidade milidarcy (mD) é amplamente utilizada nas indústrias de petróleo e gás.
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Permeabilidade
Permeabilidade absoluta: calculada com a rocha saturada com um único fluido (ou fase) tais como óleo, gás ou água;
Permeabilidade efetiva: calculada quando existe a presença de mais de um fluido, sendo ko, kg e kw as permeabilidades de óleo, gás e água, respectivamente
Permeabilidade
A interface entre os fluidos de reservatório durante seu movimento através dos canais porosos das rochas e, consequentemente, a soma da permeabilidade efetiva de todas as fases sempre será inferior à permeabilidade absoluta;
Na presença de mais de um fluido na rocha, a razão entre a permeabilidade efetiva de qualquer uma das fases e a permeabilidade absoluta da rocha é chamada de permeabilidade
relativa (kr) daquela fase, sendo:
kro = ko/k; krw = kw/k; e, krg= kg/k
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Permeabilidade
Permeabilidade primária: resultante do processo de deposição e litificação das rochas sedimentares.
Permeabilidade secundária: resultante da alteração da matriz da rocha por processos como compactação, cimentação, fraturas e dissolução.
Processos como compactação e cimentação reduzem a permeabilidade, ao passo que a formação de fraturas e dissolução tendem a aumentá-la.
Permeabilidade
Classificação da permeabilidade
Em algumas rochas reservatório, principalmente as rochas de carbonatos, a permeabilidade secundária é que fornece os principais canais para escoamento dos fluidos
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Permeabilidade
Classificação da permeabilidade
Permeabilidade
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Permeabilidade
A permeabilidade de rochas reservatório de petróleo pode ser qualificada da seguinte maneira:
Pobre: k < 1 mD Razoável: 1 < k < 10 mD Moderada: 10 < k < 50 mD Boa: 50 < k < 250 mD Muito boa: k > 250 mD Permeabilidade de rochas
Em alguns campos de petróleo, como ao Leste do Texas, a permeabilidade das rochas pode atingir valores da ordem de 4.600mD
Permeabilidade
Reservatórios impermeáveis: k < 1 mD
Permeabilidade de rochas
Há 50 anos, rochas com k < 50 mD eram consideradas impermeáveis;
Técnicas utilizadas para aumentar a permeabilidade permitem a exploração de reservatórios antes considerados não econômicos: estimulação hidráulica para produção de fraturas; acidificação.
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Permeabilidade
(1) Tamanho e forma dos grãos de areia Fatores que afetam a permeabilidade
Rochas formadas por grãos longos e planos, distribuídos com a maior dimensão na horizontal apresentarão elevada permeabilidade horizontal (kH) e permeabilidade vertical média a elevada (kV)
Permeabilidade
(1) Tamanho e forma dos grãos de areia Fatores que afetam a permeabilidade
Rochas formadas por grãos grandes e arredondados, a permeabilidade será relativamente elevada e da mesma magnitude em ambas direções.
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Permeabilidade
(1) Tamanho e forma dos grãos de areia Fatores que afetam a permeabilidade
Rochas formadas por grãos pequenos e de forma irregular apresentam menor permeabilidade, especialmente na direção vertical. A maioria dos reservatórios de petróleo se encontra nessa categoria.
Permeabilidade
(1) Tamanho e forma dos grãos de areia Fatores que afetam a permeabilidade
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Permeabilidade
(1) Tamanho e forma dos grãos de areia Fatores que afetam a permeabilidade
Reservatórios com permeabilidade direcional são chamados anisotrópicos;
A anisotropia afeta fortemente as características de escoamento de fluidos nas rochas
A diferença entre as permeabilidades medidas em paralelo ou verticalmente em relação ao leito é uma consequência da origem dos sedimentos, pois os grãos acomodam suas faces mais longas e planas em uma posição horizontal;
Permeabilidade
(2) Laminação
Fatores que afetam a permeabilidade
Minerais tais como a muscovita e laminações de xisto atuam como barreiras à permeabilidade vertical, sendo que a razão kH/kV varia na faixa de 1,5 a 3, podendo exceder 10 para algumas rochas reservatório. ht tp://m ine ral m ine rs.c o m /ht m l/m us m ins .st m ht tp://m ic ro sc o pi ao fi ci na .b lo gsp o t.c o m .br /2 012_ 03_ 01 _ar chi ve .ht m l
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Permeabilidade
(2) Laminação
Fatores que afetam a permeabilidade
Nas rochas laminadas, a permeabilidade vertical pode exceder a horizontal em casos de fraturas, juntas verticais ou canais de solução verticais;
As juntas atuam como barreiras à permeabilidade horizontal somente se estiverem preenchidas com argila ou outro mineral;
Permeabilidade
(2) Laminação
Fatores que afetam a permeabilidade
A importância dos minerais argilosos como um determinante da permeabilidade é frequentemente relacionada não somente à sua abundância mas também à sua mineralogia e composição dos fluidos dos poros.
Os minerais de argila que cobrem a superfície dos grãos podem expandir ou ser expulsos devido a mudanças na química dos fluidos dos poros ou à invasão de lama filtrada, provocando uma redução na permeabilidade.
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Permeabilidade
(3) Cimentação
Fatores que afetam a permeabilidade
A permeabilidade e a porosidade das rochas sedimentares se tornam reduzidas devido ao processo de cimentação.
A extensão da cimentação e a localização do material cimentante dentro do espaço poroso também têm influência.
Permeabilidade
(4) Fratura e dissolução
Fatores que afetam a permeabilidade
Em rochas sedimentares de arenito, as fraturas não são um fator determinante no que se refere à permeabilidade, exceto quando os leitos são intercalados com xistos, calcários ou dolomitas;
Em rochas de carbonatos, a dissolução de minerais ocorre pela percolação de águas ácidas de superfície e de subsuperfície conforme elas passam pelos poros primários, fissuras e fraturas, aumentando a permeabilidade da rocha reservatório;
As permeabilidades horizontal e vertical normalmente são iguais, em muitas rochas reservatório.
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Permeabilidade
(1) Efeito de Klinkenberg
Fatores que afetam a determinação da permeabilidade
À medida que a pressão média do gás aumenta, este tende a ter o comportamento semelhante ao de um líquido e a permeabilidade calculada diminui até um limite em que o gás se comporta como um líquido e a permeabilidade medida é igual à absoluta.
Fenômeno de escorregamento do gás nas paredes do meio poroso, resultando em medidas de vazão maiores do que as que seriam obtidas para líquidos, resultando em maiores valores de permeabilidade.
Permeabilidade
(1) Efeito de Klinkenberg
Fatores que afetam a determinação da permeabilidade
Para corrigir o fenômeno do escorregamento, Klinkenberg propôs a seguinte equação:
𝑘𝑔 = 𝑘𝑙 1 + 𝑏 𝑝 Onde:
• kg = permeabilidade aparente determinada em testes com gases; • kl = permeabilidade absoluta da rocha;
• p = pressão média de escoamento do gás, medida em atmosferas; • b = fator de Klinkenberg, uma constante para um gás específico em
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Permeabilidade
(1) Efeito de Klinkenberg
A Figura ilustra a influência do tipo de gás utilizado sobre o comportamento da permeabilidade observado no experimento:
Permeabilidade
(1) Efeito de Klinkenberg
Para um mesmo gás e amostras de diferentes permeabilidades, o fator b decresce com o aumento da permeabilidade:
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Permeabilidade
(2) Efeito da reação fluido-rocha
Ocorre normalmente quando o meio poroso contém argila hidratável e a permeabilidade é medida com água de maior salinidade que a água de formação.
Na tabela seguinte é possível observar a variação da permeabilidade com a salinidade da água:
• kar é a permeabilidade do ar;
• kw é a permeabilidade à água doce (Sw = 100%)
• ki é a permeabilidade à agua salgada de salinidade i.
Permeabilidade
(2) Efeito da reação fluido-rocha
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Permeabilidade
(2) Efeito da sobrecarga
A remoção da amostra da formação, com consequente alívio da sobrecarga, acarreta em alterações da rocha e da permeabilidade. A figura seguinte ilustra a variação de permeabilidade com a
variação da sobrecarga para diferentes amostras, onde kSC é a permeabilidade a uma dada pressão de sobrecarga e kS=0 é a permeabilidade à pressão de sobrecarga nula.
Permeabilidade
(2) Efeito da sobrecarga