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Aula3-Defeitos pontuais e lineares

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Academic year: 2021

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Defeitos cristalinos: pontuais e lineares

Materiais Metálicos

Prof. Sydney F. Santos

(2)

Poliscristais e Monocristais

 Materiais monocristalinos

 Exemplo:

(3)
(4)

Defeitos em Estruturas Cristalinas

Estruturas reais – presença de defeitos

Tipos de defeitos

 Defeitos pontuais

 Defeitos em linha

 Defeitos planares

(5)

Defeitos pontuais

Defeitos pontuais- Vacância, átomos intersticiais e

(6)

Defeitos pontuais

 Vacâncias – existem em equilíbrio termodinâmico

(7)

Vacâncias

 nEf – energia de formação do

defeito.

 Aumento da entropia – calculado

pela relação

 W – número de modos de

(8)

Vacâncias

 Em equilíbrio, dF/dn = 0

 Se N é muito maior que n, temos:

 O efeito das vacâncias na vibração da rede leva a criação de um termo entrópico independente da temperatura

(9)

Vacâncias

Mobilidade das vacâncias

Formação e aniquilação de vacâncias

 Fontes – superfícies, contornos de grãos e discordâncias.

Auto-difusão em metais puros – mecanismo via

vacâncias

 ESD – energia de auto-difusão; Ef - energia de formação da vacância; Em – energia de movimentação da vacância.

(10)
(11)

Discordâncias

A existência de defeitos lineares (as discordâncias)

foi primeiramente proposto teoricamente.

Teoria das discordâncias – desenvolvimento teórico –

(12)

Discordâncias

 Linhas de descontinuidade existentes nos sólidos cristalinos.

 Possibilitam a deformação plástica dos metais sem destruição da estrutura cristalina.

 A quantidade de discordâncias no sólido é representada por metros de discordância por volume (em m3) do sólido

→ densidade de discordâncias.

 Usualmente a densidade de discordâncias é da ordem de 1010 a

1012 m-2 nos materiais*

 *Segundo R. Smallman e R. Bishop. Modern Physical Metallurgy and Materials Engineering. 6th Ed., Butterworth & Reinemann, 1999.

(13)

Discordâncias – conceitos gerais

(14)

Características das Discordâncias

 Vetor de Burgers (b)

 Expressa a magnitude e a direção da distorção da rede associada com a discordância.

 Direção da linha de discordância

A relação entre b e a direção da linha de discordância

definem o campo de tensão associado a discordância e mesmo o arranjo atômico detalhado da

descontinuidade.

 O vetor de Burgers é

constante em qualquer ponto da linha de discordância.

(15)

Tipos de Discordâncias

Nos primeiros desenvolvimentos sobre a teoria

das discordâncias, foi assumido que a linha de

discordância era reta.

Assumiu-se também a existência de orientações

especiais entre a linha de discordância e o vetor

de Burgers (b).

As duas considerações acima deram origem a

dois tipos de discordâncias: em cunha e em

hélice.

(16)

Discordância em cunha (edge dislocation)

Modelo introduzido por Taylor (1934)

 Vetor de Burgers é perpendicular a linha de discordância.

 Passagem da discordância provoca movimento relativo do volume do sólido acima da linha de discordância em

(17)

Discordância em cunha (edge dislocation)

Modelo desenvolvido inicialmente para um cristal

cúbico simples.

Pode-se entender o movimento da discordância

como uma aresta (semi-plano extra) cortando os

planos atômicos paralelos adjacentes.

Campo de tensões ao redor da discordância.

 Na região onde se encontra o plano extra, o cristal está comprimido.

 Abaixo do plano extra, o cristal está tensionado.

 Simbologia: Т 

Existem relações matemáticas entre o vetor de

Burgers e a tensão de cisalhamento no cristal, que

serão vistas mais a frente.

(18)

Discordância em cunha (edge dislocation)

Circuito de Burgers

O valor de b é governado pela estrutura

cristalina pois, durante o escorregamento dos

planos, a estrutura cristalina deve ser igual,

antes e após a passagem da discordância.

(19)

Discordância em cunha (edge dislocation)

Para preservar a estrutura cristalina com a passagem

da discordância, o vetor de Burgers deve ser igual a

um vetor da rede.

Como existe uma dependência da energia da

discordância com o quadrado do vetor de Burgers, o

vetor de Burgers é geralmente o menor valor de rede

disponível.

O vetor de Burgers é convenientemente especificado

pelas suas coordenadas direcionais ao longo dos eixos

principais do cristal.

(20)

Discordância em cunha (edge dislocation)

(21)

Discordância em cunha (edge dislocation)

Magnitude de b para estrutura CCC

Magnitude de b para a estrutura HCP

(22)

Discordância em hélice (screw dislocation)

Introduzido por Burgers

(1939).

Vetor de Burgers paralelo

a linha de discordância.

 Escorregamento ao longo do plano ABCD na direção Ox1.

 PQ é a linha de discordância.

 PQ é paralelo a Ox1.

 Escorregamento completo ao longo do plano APQD.

(23)

Discordância em hélice (screw dislocation)

 A figura representa a estrutura atômica de uma

discordância em hélice numa estrutura cúbica simples.

 Não há semi-plano extra de átomos cortando plenos adjacentes.

(24)

Discordância mista (mixed dislocation)

 Uma das condições principais para a existência de

discordâncias puramente em cunha e em hélice é que as linhas de discordância sejam linhas retas.

 Geralmente, são encontradas discordâncias mistas nos sólidos cristalinos.

(25)

Mecanismo de Escorregamento

(slip mechanisms)

(26)

Mecanismo de Escorregamento

(slip mechanisms)

Força exercida pela discordância é dada pela

Equação

de Peach-Koehler

F =

.b

 Onde  é a tensão de cisalhamento no plano de deslizamento e b o vetor de Burgers e F é dado em unidade de força por unidade de comprimento da discordância.

Considerando que a discordância percorre um cristal

de comprimento lateral L (comprimento da linha de

discordância), temos que a força na face superior do

cristal será:

(27)

Mecanismo de Escorregamento

(slip mechanisms)

Então,quando as duas metades do cristal deslizarem

uma sobre a outra de uma quantidade relativa b

temos que o trabalho (W) realizado pela tensão

aplicada (força x distância) será:

W = (

.L

2

).b

=

.L

2

.b

Por outro lado, o trabalho exercido para mover a

discordância será igual a força sobre a discordância x

distância percorrida.

(28)

Mecanismo de Escorregamento

(slip mechanisms)

 Como, em geral, as discordâncias não são puramente do tipo cunha ou do tipo hélice, o escorregamento de uma discordância em um cristal ocorre como mostrado abaixo:

(29)

Sistemas de deslizamento

Planos atômicos e deslizamento

 Direções preferencias para o deslizamento  coincidem com vales do plano cristalino

(30)

Sistemas de deslizamento -CFC

 Deformação plástica 

deslizamento em planos de baixos índices (preferencialmente planos compactos) e em direções

normalmente compactas.

 Cristal CFC  deslizamento em 4 planos (111) com 3 direções [110] resultando em 12 sistemas de deslizamento.

(31)
(32)

Sistemas de deslizamento -CCC

 Cristal CCC  deslizamento em 6 planos (110) com 02 direções compactas [111] resultando em 12 sistemas de deslizamento.

(33)

Sistemas de deslizamento - CCC

 Existem outros possíveis sistemas de deslizamento (variantes) em alguns metais CCC.

 Exemplo: Ti – beta. Deslizamento pode ocorrer nos planos [112] ou

(34)

Sistemas de deslizamento

 HC  deslizamento no plano basal (0001) nas 03 direções [11-20], resultando em 03 sistemas de deslizamento.

(35)

Sistemas de deslizamento

 Variantes do sistema HC  deslizamento no plano prismático (10-10) e em planos piramidais (10-11) ou (11-21).

(36)
(37)

Mecanismo de escalagem

É a mudança de plano de escorregamento sofrido

por uma discordância em movimento.

 Obs: Jog – pequeno segmento de discordância num plano de

(38)
(39)

Fontes de discordâncias

(40)

Fontes de discordâncias

(41)

Fontes de discordâncias

(42)

Fontes de discordâncias

(43)

Fontes de discordâncias

(44)
(45)

Bibliografia

R.E. Smallman, R.J. Bishop. Modern Physical

Metallurgy and Engineering Materials: Science,

Processing and Applications. 6

th

Edition,

Butterworth Heinemann, 1999.

R.E. Reed-Hill. Physical metallurgy principles.

2

nd

Ed., Litton Education Publishing, 1973.

M.A. Meyer, K.K. Chawla. Mechanical behavior

of materials.Cambridge University Press, 2009.

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