Introdução
• O estudo de fluxo de potência permite:
– Calcular a tensões (amplitude e ângulo) em todas as barras,
permitindo a verificação dos níveis de tensão;
– cálculo da corrente e potência que flui pelas linhas, permitindo
verificar os limites de carregamento;
– cálculo das perdas, em termos de potência e energia
permitindo definir a necessidade de novos estudos , visando
um ponto de operação de melhor desempenho técnico-
econômico;
– permite verificar condições de desequilíbrio de corrente ou
tensão;
•
Equações do modelo de linha longa
: Impedância característica da linha
: Constante de propagação da linha
•
Circuito equivalente da linha
•
Modelagem da rede
Z’Ve
Vs
Is
Ie
Modelagem da rede
• Modelo de linha curta
e
• Modelo de linha média nominal
e
• Modelo de linha longa equivalente
e
Exemplo
• Uma linha de 13,8 kV, cabo CAA 336,4 MCM –
Oriole,
com
impedância
série
dada
por
z=0,205315+j0,386072 ohms/km e admitância em
derivação dada por y=j4,330*10-6 mhos/km.
Pede-se determinar o fator de correção para impedância
série e para a admitância em derivação a ser
aplicado ao circuito nominal para convertê-lo no
circuito equivalente. Calcular para comprimentos
desde 0 até 200 km com passo de 10 km
Modelagem dos transformadores
Circuito Equivalente
�
��Q
P
�
���
��
�1/
�
�
��
�Caso do transformador com tap fora da posição nominal
�
��
�
�
�Modelagem dos transformadores
•
Modelagem da carga
• Na modelagem da carga, assume-se que a carga varia em função do
nível de tensão aplicado:
e Q
• Existem vários modelos para representar a carga:
– Cargas de potência constante com a tensão. Ex: Motores que devem fornecer
uma potência mecânica constante no eixo.
– Cargas de corrente constante com a tensão. Ex: Fornos a arco e lâmpadas de
descarga, fluorescentes, vapor de mercúrio e vapor de sódio.
– Cargas de impedância constante com a tensão. Ex: capacitores equipamentos
de aquecimento resistivo (chuveiros, torneiras elétricas).
– Cargas constituídas pela composição dos modelos anteriores.
Representação da carga no sistema
• Carga concentrada: nas redes de média tensão, consumidores
primários e transformadores de distribuição são exemplos
típicos de cargas concentradas.
• Carga uniformemente distribuída: Redes secundárias podem
ser modeladas com cargas distribuídas.
Representação da carga no sistema
• Carga concentrada: a queda de tensão e as
perdas na linha podem ser calculadas como:
• Cargas distribuídas: a queda de tensão e as
perdas na linha podem ser calculadas como:
•
Representação da carga no sistema
• Cargas representadas por sua demanda máxima
A demanda máxima pode ser estimada a partir do consumo de energia e a partir de
uma estimativa do fator de carga em função do consumo ou do tipo de atividade
desenvolvida. No entanto, este método não dá informações sobre a diversidade das
cargas visando obter a demanda máxima da rede.
• Cargas representadas por curvas de carga típicas:
Neste método, determinam-se curvas de carga típicas para cada tipo de consumidor
em p.u, tomando como base a demanda média do consumidor. A curva pode ser
aplicada a consumidores da mesma classe, multiplicando apenas pela demanda média
correspondente.
Em alguns estudos, além da demanda são disponibilizados dados de dispersão média
das curvas levantadas
Cálculo da queda de tensão em trechos de
rede
• Rede trifásica simétrica com carga equilibrada.
Equivalente monofásico
Z1=(Zp-Zm)lVe
Vs
Is
Ie
�
�����
Cálculo da queda de tensão em trechos de
rede
• : Capacitância entre fase e terra
• : Capacitancia entre fases
• Para o caso de linha simétrica:
• Desconsiderando o desfasamento angular, considerando o
modelo de linha curta e assumindo o termo desprezível, a
queda de tensão é aproximada por:
Processo iterativo para o cálculo da queda de
tensão
• Passo 1: Inicializa-se a tensão de saída para a primeira
iteração, iter=0;
• Passo 2: Calcula-se a corrente no caso de potência
constante ou impedância constante;
• Passo 3: Calcula-se a queda de tensão;
• Passo 4: Recalcula-se a tensão na carga;
• Passo 5: Incrementa-se o contador de iterações, iter=iter+1
e repetem-se os passos anteriores, a partir do segundo
passo, até que em duas iterações sucessivas, o desvio no
valor da tensão na saída seja não menor que a tolerância.
Exemplo A
• Um alimentador primário com 5 km de
extensão, suprido por tensão nominal de 13,8
kV, completamente transposto, constituído
por cabo CAA 336,4 MCM, com impedância de
sequencia direta z=0,2053+j0,3753 ohms/km,
supre uma carga de 6 MVA com fator de
potência 0,92 indutivo. Pede-se a tensão na
barra da carga sabendo-se que a tensão no
inicio da linha é a nominal.
Exemplo B
• Um alimentador primário, tensão nominal de 13,8 kV,
supre uma carga de 500 kVA com fator de potência
0,9 indutivo. Pede-se determinar a tensão no final do
alimentador quando seu comprimento varia de 10 até
200 km, com passo de 10 km, utilizando os modelos
de linha curta e linha media e representação da carga
por potência, corrente e impedância constante com a
tensão. A impedância série e a admitância em
derivação valem: z=0,203758+j0,400125 ohms/km, e
y=0,00+j0,000004236 Siemens/km, respectivamente.
REPRESENTAÇÃO TRIFÁSICA DA LINHA
Z
AAZ
BBZ
CCZ
N´NZ
A´N’Z
B´N’Z
C´N’ VAN VBN VCN VA’N VB’N VC’N ZBC ZAB ZAC ZAN ZBN ZCN N N’ IA IB IC INN’Fluxo de potência em redes radiais
• Antes de realizar a análise de fluxo de potência, a
topologia da rede elétrica deve ser definida. Para
isto cada barra da rede deve ser identificada
univocamente através de um número ou código.
Logo após, todos os trechos ou interligações são
identificados por suas barras extremas.
• Uma vez fixada a topologia devem ser fornecidos
os dados das barras e dos trechos da rede.
Fluxo de potência em redes radiais
• As barras das redes de distribuição podem ser
classificadas em:
– Barras de tensão controlada: Barras nas quais o valor da
tensão é mantido constante. A barra da subestação regula a
tensão através de um regulador de tensão.
– Barras de carga: Aquelas barras que suprem uma carga. Pode
ser a demanda de um consumidor primário ou de um
transformador de distribuição que supre uma rede secundária.
Também são incluídas as barras com bancos de capacitores
– Barras de passagem: Destinadas a estabelecer interconexão
entre trechos da rede.
Fluxo de potência em redes radiais
• Ordenação da rede
400 220 180 200 160 120 270 150 230 190 440 100 360 240 290 140 130 350 210 280 330 300 170 320 260 250 340 310Algoritmo de ordenação da rede
• Passo 1: Fixa-se como barra de teste a barra da subestação, ITESTE=400
• Passo 2: Pesquisa-se no vetor de barras de envio e receptoras a
existência de ITESTE. Caso não seja encontrada, conclui-se a existência
de erro. Observa-se que a barra ITESTE está conectada à barra 160.
Transfere-se a barra 160 para a primeira posição da tabela,
identificando-se que é a filha da barra zero, número da ordem da barra
da subestação.
• Passo 3: Atribui-se ao primeiro trecho, o número sequencial seguinte
aos já utilizados. Fixa-se ITESTE=160 e pesquisa-se na tabela, as barras
filhas (receptoras), as quais são transferidas para a tabela de barras
ordenadas, identificando-se a barra emissora (pai) através de seu
número interno ordenado.
Fluxo de potência em redes radiais trifásicas
simétricas equilibradas (Algoritmo de varredura)
• Levantam-se os dados da barra da SE referentes a sua tensão e código de identificação;
• Levantam-se os dados das barras compreendendo: código da barra, demanda da carga em termos da potência complexa e sua modelagem, dados dos bancos de capacitores, potência e tensão nominal, se existirem;
• Dados dos trechos da rede referentes a seu comprimento, tipo de condutor utilizado com sua seção, existência no trecho de chave de proteção ou comando, com seu estado, NA ou NF, dados do regulador de tensão, tensão nominal, ajustes de tensão, se existir;
• Ordena-se a rede;
• Calcula-se para a última barra da rede ordenada, a corrente no trecho. A seguir acumula-se a corrente desse trecho no trecho anterior;
• Repete-se o procedimento com as demais barras até se alcançar a primeira barra da rede; • Calcula-se a tensão da primeira barra da rede, cujo pai é a barra da subestação.
• Repete-se o procedimento para as demais barras, determinando-se sua tensão, pela diferencia entre a tensão de sua barra anterior (barra pai) e a queda de tensão no trecho.