Estimativas de vazões máximas
• Usos:
– Dimensionamento de estruturas de drenagem
– Dimensionamento de vertedores
– Dimensionamento de proteções contra cheias
– Análises de risco de inundação
– Dimensionamento de ensecadeiras
– Dimensionamento de pontes
Estimativas de vazões mínimas
• Usos:
– Disponibilidade hídrica em períodos críticos
– Legislação de qualidade de água
Cheias
União da Vitória PR Rio Iguaçu
Prejuízos causados por cheias
Fonte: Reinaldo Haas - UFSC Cheia de 1983
Vazões máximas
Verão de 2007 – Zona Sul de Porto Alegre Automóveis arrastados pela correnteza
Risco, probabilidade, tempo de
retorno
• Projetos de estruturas hidráulicas sempre são elaborados admitindo probabilidades de falha.
• Por exemplo, as pontes de uma estrada são projetadas com uma altura tal que a probabilidade de ocorrência de uma cheia que atinja a ponte seja de apenas 1% num ano
qualquer.
• Isto ocorre porque é muito caro dimensionar as pontes para a maior vazão possível, por isso admite-se uma
probabilidade, ou risco, de que a estrutura falhe.
• Isto significa que podem ocorrer vazões maiores do que a vazão adotada no dimensionamento.
Risco, probabilidade, tempo de
retorno
• A probabilidade admitida pode ser maior ou menor,
dependendo do tipo de estrutura. A probabilidade
admitida para a falha de uma estrutura hidráulica é
menor se a falha desta estrutura provocar grandes
prejuízos econômicos ou mortes de pessoas.
Estrutura TR (anos)
Bueiros de estradas pouco movimentadas 5 a 10 Bueiros de estradas muito movimentadas 50 a 100
Pontes 50 a 100
Diques de proteção de cidades 50 a 200
Drenagem pluvial 2 a 10
Grandes barragens (vertedor) 10.000
Probabilidade e tempo de retorno
• No caso da análise de vazões máximas, são úteis os
conceitos de probabilidade de excedência e de tempo de
retorno de uma dada vazão. A probabilidade anual de
excedência de uma determinada vazão é a probabilidade que esta vazão venha a ser igualada ou superada num ano qualquer. O tempo de retorno desta vazão é o intervalo médio de tempo, em anos, que decorre entre duas
ocorrências subseqüentes de uma vazão maior ou igual. O tempo de retorno é o inverso da probabilidade de
excedência como expresso na seguinte equação:
P
TR
1
Probabilidade e tempo de retorno
• onde TR é o tempo de retorno em anos e P é a
probabilidade de ocorrer um evento igual ou superior em um ano qualquer. No caso de vazões mínimas, P refere-se à probabilidade de ocorrer um evento com vazão igual ou inferior.
• A equação acima indica que a probabilidade de ocorrência de uma cheia de 10 anos de tempo de retorno, ou mais,
num ano qualquer é de 0,1 (ou 10%).
P
TR
1
• A vazão máxima de 10 anos de tempo de
retorno (TR = 10 anos) é excedida em
média 1 vez a cada dez anos. Isto não
significa que 2 cheias de TR = 10 anos não
possam ocorrem em 2 anos seguidos.
Também não significa que não possam
ocorrer 20 anos seguidos sem vazões iguais
ou maiores do que a cheia de TR=10 anos.
Tempo de retorno
• Inverso da probabilidade de falha num ano
qualquer: TR = 1/P
• TR típicos 2, 5, 10, 25, 50, 100 anos
• A vazão máxima de 10 anos de tempo de retorno é
excedida em média 1 vez a cada dez anos.
• Isto não significa que 2 cheias de TR = 10 anos
não possam ocorrem em 2 anos seguidos.
Tempos de retorno admitidos
para algumas estruturas
Estrutura TR (anos)
Bueiros de estradas pouco movimentadas 5 a 10
Bueiros de estradas muito movimentadas 50 a 100
Pontes 50 a 100
Diques de proteção de cidades 50 a 200
Drenagem pluvial 2 a 10
Grandes barragens (vertedor) 10 mil
Tempos de retorno para
microdrenagem DAEE CETESB
Ocupação da área TR (anos)
Residencial 2
Comercial 5
Áreas com edifícios de serviço público 5 Artérias de trafego 5 a 10
Estimativa de probabilidades
• Probabilidades empíricas podem ser estimadas a
partir da observação das variáveis aleatórias. Por
exemplo, a probabilidade de que uma moeda caia
com a face “cara” virada para cima é de 50%. Esta
probabilidade pode ser estimada empiricamente
lançando a moeda 100 vezes e contando quantas
vezes cada uma das faces fica voltada para cima.
• Possivelmente o número de vezes será próximo de
50.
• O mesmo para um dado de seis faces, por
exemplo.
Chuvas totais anuais
• O total de chuva que cai ao longo de um ano pode ser considerado uma
variável aleatória com distribuição
aproximadamente normal. Esta suposição permite explorar melhor amostras relativamente pequenas, com apenas 20 anos, por
exemplo. 2 2 1 exp 2 1 x x x x x x f
Chuvas totais anuais
• Para o caso mais
simples, em que a
média da população é
zero e o desvio padrão
igual a 1, a expressão
acima fica
simplifcada:
2 exp 2 1 z2 z fz • Uma variável aleatória x com média x e desvio padrão x pode ser transformada em uma variável aleatória z, com média zero e desvio padrão igual a 1 pela transformação abaixo:
• Esta transformação pode ser utilizada para estimar a probabilidade associada a um determinado evento
hidrológico em que a variável segue uma distribuição normal.
x
x
x
z
Tabela
Z Probabilidade 0.0 0.5000 0.1 0.4602 0.2 0.4207 0.3 0.3821 0.4 0.3446 0.5 0.3085 0.6 0.2743 0.7 0.2420 0.8 0.2119 0.9 0.1841 1.0 0.1587 1.1 0.1357 1.2 0.1151 1.3 0.0968 1.4 0.0808 1.5 0.0668 1.6 0.0548 1.7 0.0446 1.8 0.0359 1.9 0.0287 2.0 0.0228 2.1 0.0179 2.2 0.0139 2.3 0.0107 2.4 0.0082 2.5 0.0062 2.6 0.0047 2.7 0.0035 2.8 0.0026 2.9 0.0019 3.0 0.0013Eventos extremos
• Vazões máximas
• Vazões mínimas
Características das cheias
Qpico
Cheias em rios diferentes
Rio Paraguai Amolar 1 pico anual Rio Uruguai Uruguaiana Vários picosAlgumas situações em que se deseja
estimar as vazões máximas
• Dimensionamento de canais.
• Dimensionamento de proteções contra
cheias (diques).
• Dimensionamento de pontes.
• Dimensionamento de vertedores (neste caso
o volume é muito importante).
Séries temporais
Série contínua Série de máximos Série de mínimos Série de médias
Vazões máximas
• Selecionando apenas as vazões máximas de cada ano em um
determinado local, é obtida a série de vazões máximas deste local e é possível realizar análises estatísticas relacionando vazão com
probabilidade. As séries de vazões disponíveis na maior parte dos
locais (postos fluviométricos) são relativamente curtas, não superando algumas dezenas de anos.
• Analisando as vazões do rio Cuiabá no período de 1984 a 1992, por exemplo, podemos selecionar de cada ano apenas o valor da maior vazão, e analisar apenas as vazões máximas. Reorganizando as vazões máximas para uma ordem decrescente, podemos atribuir uma
probabilidade de excedência empírica a cada uma das vazões máximas da série, utilizando a fórmula de Weibull:
• onde N é o tamanho da amostra (número de anos); e m é a ordem da vazão (para a maior vazão m=1 e para a menor vazão m=N).
1 N m P
Ano calendário x Ano Hidrológico
Máxima 1988 Máxima 1987
Ano Hidrológico
Ano hidrológico Ano calendário
Grande parte do centro do Brasil: Ano hidrológico outubro a setembro Sul: Ano hidrológico de maio a abril
Usando noções intuitivas de probabilidade
Ano Qmáx 1990 1445 1991 1747 1992 1287 1993 1887 1994 1490 1995 3089 1996 1737 1997 2234 1998 1454 1999 1517 Ano Qmáx ordem 1995 3089 1 1997 2234 2 1993 1887 3 1991 1747 4 1996 1737 5 1999 1517 6 1994 1490 7 1998 1454 8 1990 1445 9 1992 1287 10Ano Qmáx ordem Probabilidade 1995 3089 1 0.10 1997 2234 2 0.20 1993 1887 3 0.30 1991 1747 4 0.40 1996 1737 5 0.50 1999 1517 6 0.60 1994 1490 7 0.70 1998 1454 8 0.80 1990 1445 9 0.90 1992 1287 10 1.00
Usando noções intuitivas de probabilidade
Probabilidade de uma vazão ser excedida
Ordem decrescente de Qmáx P = m / N m = ordem N = número de anos Incoerente
1
N
m
P
Ano Qmáx ordem Probabilidade Tempo de retorno 1995 3089 1 0.09 11.0 1997 2234 2 0.18 5.5 1993 1887 3 0.27 3.7 1991 1747 4 0.36 2.8 1996 1737 5 0.45 2.2 1999 1517 6 0.55 1.8 1994 1490 7 0.64 1.6 1998 1454 8 0.73 1.4 1990 1445 9 0.82 1.2 1992 1287 10 0.91 1.1
Usando noções intuitivas de probabilidade
Probabilidade de uma vazão ser excedida m = ordem N = número de anos
1
N
m
P
Exemplo
• As vazões máximas
anuais do rio Cuiabá
no período de 1984 a
1991 são dadas na
tabela ao lado. Calcule
a vazão máxima de 5
anos de retorno.
Ano Q máx 1984 1796.8 1985 1492.0 1986 1565.0 1987 1812.0 1988 2218.0 1989 2190.0 1990 1445.0 1991 1747.0Vazões máximas do rio Cuiabá
em Cuiabá
Ano Q máx 1984 1796.8 1985 1492.0 1986 1565.0 1987 1812.0 1988 2218.0 1989 2190.0 1990 1445.0 1991 1747.0Ordem decrescente
Probabilidade empírica
Ano Vazão (m3/s) Ordem Probabilidade TR (anos) 1988 2218.0 1 0.11 9.0 1989 2190.0 2 0.22 4.5 1987 1812.0 3 0.33 3.0 1984 1796.8 4 0.44 2.3 1991 1747.0 5 0.56 1.8 1986 1565.0 6 0.67 1.5 1985 1492.0 7 0.78 1.3 1990 1445.0 8 0.89 1.1 1 N m P TR = 5 Q entre 2190 e 2218 m3/s
Problemas com a probabilidade empírica
• Se uma cheia de TR = 100 anos ocorrer em um dos
10 anos da série, será atribuído um tempo de
retorno de 11 anos a esta cheia.
Série de vazões máximas do rio Cuiabá em Cuiabá
1990 a 1999
Série de vazões máximas do rio Cuiabá em Cuiabá
1990 a 1999 1981 a 1990
Comparação
• Como estimar vazões com TR alto, usando
séries de relativamente poucos anos?
– Supor que os dados correspondem a uma
distribuição de freqüência conhecida.
• Calcular a média
• Calcular desvio padrão
• Obter os valores de K da tabela para
probabilidades de 90, 50, 20, 10, 4, 2 e 1%, que
correspondem aos TR 1,1; 2; 5; 10; 25; 50 e 100
anos.
• Calcular a vazão para cada TR por
Usando a distribuição normal
passo a passo
QS
Q
K
S
Q
Q
Q
Exemplo Cuiabá
K
P(y>0)
TR
Q
0,000
50 %
2
1789
0,842
20 %
5
2237
1,282
10 %
10
2471
2,054
2 %
50
2882
2,326
1 %
100
3026
K
S
Q
Q
Q
532
S
Q
1789
Q
Ajuste da Distribuição Normal aos dados do
rio Cuiabá de 1990 a 1999
Ajuste da Distribuição Normal aos dados do
rio Cuiabá de 1967 a 1999
Ajuste da Distribuição Normal aos dados do
rio Guaporé de 1940 a 1995
Problema
Problema
Outras distribuições de
probabilidade
• Log Normal
• Gumbel
Log Normal
• Admite que os logaritmos das vazões
máximas anuais seguem uma distribuição
normal.
• Calcular os logaritmos das vazões máximas anuais • Calcular a média
• Calcular desvio padrão S
• Obter os valores de K da tabela para probabilidades de 90, 50, 20, 10, 4, 2 e 1%, que correspondem aos TR 1,1; 2; 5; 10; 25; 50 e 100 anos.
• Calcular o valor de x (logaritmo da vazão) para cada TR por
• Calcular as vazões usando Q = 10x para cada TR
Usando a distribuição Log - normal
passo a passo
K S x x xAjuste da distribuição Log Normal aos dados
do rio Guaporé
Log Pearson Tipo 3
• Utiliza, além da média e do desvio padrão, um
terceiro parâmetro estimado a partir dos dados,
que é o coeficiente de assimetria.
• Também pode ser expressa na forma:
• Valores de K tabelados para diferentes valores do
coeficiente de assimetria.
K
S
x
Coeficiente de assimetria - G
3 3 i 2 i iS
2
N
1
N
x
x
N
G
1
N
x
x
S
N
x
x
Exemplo de tabela de K
Probabilidade G 0,5 0,2 0,1 0,04 0,02 0,01 1,4 -0,225 0,705 1,337 2,128 2,706 3,271 1,0 -0,164 0,758 1,340 2,043 2,542 3,022 0,6 -0,099 0,800 1,328 1,939 2,359 2,755 0,2 -0,033 0,830 1,301 1,818 2,159 2,472 0,0 0,000 0,842 1,282 1,751 2,054 2,326 -0,2 0,033 0,850 1,258 1,680 1,945 2,178 -0,6 0,099 0,857 1,200 1,528 1,720 1,880 -1,0 0,164 0,852 1,128 1,366 1,492 1,588 -1,4 0,225 0,832 1,041 1,198 1,270 1,318• Calcular os logaritmos das vazões máximas anuais • Calcular a média, o desvio padrão e o coeficiente de
assimetria G
• Obter os valores de K da tabela para o G calculado e para as probabilidades de 90, 50, 20, 10, 4, 2 e 1%, que
correspondem aos TR 1,1; 2; 5; 10; 25; 50 e 100 anos. • Calcular o valor de x (logaritmo da vazão) para cada TR
por
• Calcular as vazões usando Q = 10x para cada TR
Usando a distribuição Log Pearson 3
passo a passo
K S x
Exemplo rio Guaporé
• Média de log Q
i= 2,8315
• Desvio padrão de log Q
i= 0,2057
• Coeficiente de assimetria = -0,1744
• No EXCEL coeficiente de assimetria pode
ser calculado por DISTORÇÃO(valores)
• G = -0,1744
• Tabela tem valores para G = 0,0 ou G = -0,2
• Opção 1: interpolar
• Opção 2: usar 0,2
G 0,5 0,2 Probabilidade0,1 0,04 0,02 0,01 1,4 -0,225 0,705 1,337 2,128 2,706 3,271 1,0 -0,164 0,758 1,340 2,043 2,542 3,022 0,6 -0,099 0,800 1,328 1,939 2,359 2,755 0,2 -0,033 0,830 1,301 1,818 2,159 2,472 0,0 0,000 0,842 1,282 1,751 2,054 2,326 -0,2 0,033 0,850 1,258 1,680 1,945 2,178 -0,6 0,099 0,857 1,200 1,528 1,720 1,880 -1,0 0,164 0,852 1,128 1,366 1,492 1,588 -1,4 0,225 0,832 1,041 1,198 1,270 1,318Log Pearson rio Guaporé
K (G=0,2) P TR Q (G=0,2) Q (G interpolado) 0,033 0,5 2689
685
0,850 0,2 51014
1013
1,258 0,1 101231
1236
1,680 0,04 251503
1522
1,945 0,02 501704
1737
2,178 0,01 1001903
1953
Gumbel
x
x
0
,
45
S
S
7797
,
0
1
b
onde
e
1
P
e b
Usando Gumbel passo a passo
Q b P TR 100 . . . 200 . . . 3000 . . .• Calcular a média
• Calcular desvio padrão
• Criar uma tabela Q, b, P
• Preencher com valores de Q
• Calcular b
• Calcular P
x
x
0
,
45
S
S
7797
,
0
1
b
b ee
1
P
Comparação de resultados
TR Normal Log Normal Log Pearson 3 Gumbel
2 754 678 685 696 5 1050 1010 1013 1007 10 1204 1245 1236 1212 25 1369 1554 1522 1472 50 1475 1794 1737 1665 100 1571 2041 1953 1856
Considerações finais
• Vazões máximas não seguem distribuição
normal.
• Distribuição assimétrica.
• Estimativa de vazões máximas com
• Log Normal • Gumbel
Comentários sobre as distribuições
• Não há uma distribuição perfeita.
• Log Pearson 3 é recomendada oficialmente
nos EUA, mas não é adequada quando N é
pequeno.
• Gumbel tem a vantagem de não necessitar
tabelas.
Estimativas de vazões mínimas
• Usos:
– Disponibilidade hídrica em períodos críticos
– Legislação de qualidade de água
Vazões mínimas
• A análise de vazões mínimas é semelhante à
análise de vazões máximas, exceto pelo fato que
no caso das vazões mínimas o interesse é pela
probabilidade de ocorrência de vazões iguais ou
menores do que um determinado limite.
• No caso da análise utilizando probabilidades
empíricas, esta diferença implica em que os
valores de vazão devem ser organizados em ordem
crescente, ao contrário da ordem decrescente
ano data vazão 1970 4/jun 118.7 1971 24/nov 221.8 1972 3/jun 184 1973 23/ago 250.6 1974 24/ago 143 1975 5/set 198 1976 18/mai 194 1977 14/set 106.3 1978 15/mai 77.5 1979 30/abr 108 1980 5/mai 202 1981 17/set 128.6 1982 23/mai 111.4 1983 3/set 269 1984 19/set 158.2 1985 31/dez 77.5 1986 8/jan 77.5 1987 12/out 166 1988 13/dez 70 1989 27/dez 219.6 1990 17/mar 221.8 1991 24/set 111.4 1992 24/fev 204.2 1993 3/mai 196 1994 27/dez 172 1995 19/set 130.4 1996 31/ago 121.6 1997 13/mai 198 1998 1/ago 320.6 1999 2/dez 101.2 2000 26/jan 118.2 2001 24/ago 213
ano data vazão 1988 13/dez 70.0 1978 15/mai 77.5 1985 31/dez 77.5 1986 8/jan 77.5 1999 2/dez 101.2 1977 14/set 106.3 1979 30/abr 108.0 1982 23/mai 111.4 1991 24/set 111.4 2000 26/jan 118.2 1970 4/jun 118.7 1996 31/ago 121.6 1981 17/set 128.6 1995 19/set 130.4 1974 24/ago 143.0 1984 19/set 158.2 1987 12/out 166.0 1994 27/dez 172.0 1972 3/jun 184.0 1976 18/mai 194.0 1993 3/mai 196.0 1975 5/set 198.0 1997 13/mai 198.0 1980 5/mai 202.0 1992 24/fev 204.2 2001 24/ago 213.0 1989 27/dez 219.6 1971 24/nov 221.8 1990 17/mar 221.8 1973 23/ago 250.6 1983 3/set 269.0 ordem 1 2 3 … N = 32
1
N
i
p
Probabilidade TR vazão 0.030 33.00 70 0.061 16.50 77.5 0.091 11.00 77.5 0.121 8.25 77.5 0.152 6.60 101.2 0.182 5.50 106.3 0.212 4.71 108 0.242 4.13 111.4 0.273 3.67 111.4 0.303 3.30 118.2 0.333 3.00 118.7 0.364 2.75 121.6 0.394 2.54 128.6 0.424 2.36 130.4 0.455 2.20 143 0.485 2.06 158.2 0.515 1.94 166 0.545 1.83 172 0.576 1.74 184 0.606 1.65 194 0.636 1.57 196 0.667 1.50 198 0.697 1.43 198 0.727 1.38 202 0.758 1.32 204.2 0.788 1.27 213 0.818 1.22 219.6 0.848 1.18 221.8 0.879 1.14 221.8 0.909 1.10 250.6 0.939 1.06 269 0.970 1.03 320.6
Ajuste de distribuição de frequencias
• Semelhante ao caso das vazões máximas
• Normalmente as vazões mínimas que
interessam tem a duração de vários dias
• Q
7,10é a vazão mínima de 7 dias de duração
com TR de 10 anos.
Vazões mínimas
• ver apostila
• distribuição normal
• distribuição weibull
Vazões mínimas
• RESOLUÇÃO CONAMA Nº 020, de 18 de junho de 1986
• O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 7º, inciso IX, do Decreto 88.351, de 1º de junho de 1983, e o que estabelece a RESOLUÇÃO CONAMA Nº 003, de 5 de junho de 1984;
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• Art. 13 - Os limites de DBO, estabelecidos para as Classes 2 e 3, poderão ser elevados, caso o estudo da capacidade de autodepuração do corpo receptor demonstre que os teores mínimos de OD, previstos, não serão desobedecidos em nenhum ponto do mesmo, nas condições críticas de vazão (Qcrit. " Q7,10 , onde Q7.10, é a média das mínimas de 7 (sete) dias consecutivos em 10 (dez) anos de recorrência de cada seção do corpo receptor).