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Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – Auto Estrela (Guarda)

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INSTITUTO POLITÉCNICO DA GUARDA

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

DANIELA ALEXANDRA GONÇALVES DA SILVA

RELATÓRIO PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE LICENCIADO

EM GESTÃO

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INSTITUTO POLITÉCNICO DA GUARDA

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

RELATÓRIO PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE LICENCIADO EM GESTÃO

Daniela Alexandra Gonçalves da Silva Nº 8598

Maio de 2011

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Relatório de Estágio – Daniela Silva iii

Ficha de Identificação

Discente: Daniela Alexandra Gonçalves da Silva Número de discente: 1008598

Curso: Licenciatura em Gestão

Estabelecimento de Ensino: Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda

Local de Estágio: Auto Estrela

Estrada Nacional 18-1 km 2,2 Vale de Estrela 6301-909 Guarda

Orientador na Instituição de Ensino: Dr.ª Ermelinda Oliveira

Orientador no Local de Estágio: Dr. Marina Isabel Guerra Pedro Mendo Início do Estágio: 06 de Maio de 2010

Conclusão do Estágio: 06 de Agosto de 2010 Duração: 400 Horas

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Relatório de Estágio – Daniela Silva iv

Agradecimentos

Queria desde já agradecer a todas as pessoas que conheci durante o curso e durante o período de estágio, pois desde sempre me apoiaram e incentivaram a evoluir.

Agradeço em Especial à Sr.ª Elisa Lemos, que sempre esteve disponível para me ajudar em tudo durante o estágio, agradeço também à Dr.ª Marina Pedro pela constante acompanhamento e orientação na instituição.

Quero também deixar os meus agradecimentos à Dr.ª Ermelinda Oliveira por ter aceitado ser minha orientadora de estágio, pela disponibilidade e atenção que demonstrou.

E um agradecimento para a minha família, que sempre me deu todo o apoio e motivação necessária, pois sem eles não teria sido possível todo este percurso.

A todos os meus amigos que me acompanharam durante todo o percurso da vida de estudante, o meu obrigado.

Por fim, queria agradecer a uma pessoa muito especial, o meu namorado que foi uma pessoa essencial neste percurso, estando sempre presente nos momentos mais difíceis e dando-me sempre força para continuar.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva v

Plano de Estágio

Objectivos

Proporcionar aprendizagem, direccionada para o exercício da actividade profissional.

Facilitar a inserção profissional do futuro licenciado no mercado de trabalho.

Incentivar o estagiário a expor de forma prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso.

Conseguir com que o estagiário adquira habilidades e competências orientadas para o desempenho de tarefas e funções mais práticas, reforçando desta forma a formação académica.

Desenvolver a capacidade reflexiva e criativa do estagiário, colocando-o em ccolocando-ontactcolocando-o ccolocando-om colocando-o mundcolocando-o dcolocando-o trabalhcolocando-o e estimulandcolocando-o-colocando-o a prcolocando-opcolocando-or soluções para problemas concretos.

Conhecer e integrar o ambiente e a equipa de trabalho. Iniciar um relacionamento com a empresa.

Aprofundar conhecimentos. Adquirir experiencia.

Enfrentar novas realidades e desafios. Trabalhar com novas equipas.

Actividades Planeadas e Efectivamente Desenvolvidas

Apoio na Organização e Arquivo de Correspondência.

Acompanhamento do processo de Pedido de Financiamento dos Clientes da Empresa com a Financeira.

Arquivo de Processos de Financiamento. Contactos Telefónicos efectuados para clientes. Marcação e Agendamento de Reuniões com Clientes.

Organização, Arquivo de Apólices de Seguro e Envio de Correspondência.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva vi

Resumo

No âmbito do curso de Gestão da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda, é necessária a realização do estágio curricular e por conseguinte a elaboração de um Relatório de Estágio.

O presente relatório de estágio pretende dar a conhecer, a instituição de acolhimento, bem como o local e as actividades desenvolvidas ao longo do estágio. Durante o período de estágio, tive a oportunidade de realizar tarefas diversificadas, que irão ser descritas neste relatório.

O estágio curricular foi realizado na empresa Auto Estrela, pertencente ao grupo Plataforma SGPS e decorreu no período compreendido entre 06 de Maio a 06 de Agosto de 2010.

Pode-se concluir que o estágio realizado na Auto Estrela, foi bastante enriquecedor, uma vez que me permitiu colocar em prática o que foi transmitido durante o curso e, simultaneamente, propiciou-me um primeiro contacto com o mundo de trabalho.

Palavras-chave: Financiamentos; Contabilidade; Clientes; Seguros e Gestão.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva vii

Índice Geral

Ficha de Identificação ... iii

Agradecimentos ... iv

Plano de Estágio ... v

Resumo ... vi

Índice Geral ... vii

Índice de Quadros ... ix

Índice de Figuras ... x

Glossário ... xi

Introdução ... 1

1. Apresentação e caracterização do grupo Plataforma SGPS ... 3

1.1 Enquadramento ... 3

1.2 Breve historial do grupo Plataforma SGPS/Gonçalves & Gonçalves ... 3

1.3 Organograma da Empresa ... 7

1.3.1 Descrição de funções e responsabilidades... 8

1.3.2 Enquadramento das competências ... 10

1.4 Politica de qualidade ... 13

1.5 Caracterização da Auto Estrela ... 14

1.5.1 Missão ... 15 1.5.2 Visão ... 15 1.5.3 Valores ... 15 1.5.4 Áreas de negócio ... 16 1.5.4.1 Vendas de peças ... 16 1.5.4.2 Serviço pós venda ... 16

1.5.4.3 Intermediação de produtos financeiros... 16

1.6 Caracterização do local de estágio – Plataforma Finance ... 17

1.6.1 Organograma da Plataforma Finance ... 17

2 Financiamentos e Seguros ... 20

2.1 Financiamentos ... 20

2.1.1 Tipos de financiamentos ... 21

2.1.2 Celebração de Contratos ... 24

2.1.3 Tipos de clientes e documentos necessários ... 27

2.1.3.1 Tipos de clientes ... 27

2.1.3.2 Documentos necessários ... 27

2.1.4 Dados a preencher nas propostas de financiamentos ... 29

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Relatório de Estágio – Daniela Silva viii

2.1.4.2 Clientes – Particulares ... 30

2.1.5 Preparação de contratos de financiamento para assinar ... 32

1.2 Seguros ... 35

1.2.1 Breve história sobre os seguros em Portugal ... 35

1.2.2 Enquadramento e funções nas seguradoras... 36

1.2.3 Seguro de Responsabilidade civil versus Seguro de danos próprios ... 40

1.2.4 Seguros utilizados na Plataforma Finance ... 41

3 Actividades desenvolvidas durante o Estágio ... 44

3.1 Enquadramento ... 44

3.1.1 Actividades desenvolvidas na área dos Financiamentos ... 44

3.1.2 Actividades desenvolvidas na área dos Seguros ... 47

Conclusão ... 50

Bibliografia ... 51

Referências electrónicas ... 51

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Relatório de Estágio – Daniela Silva ix

Índice de Quadros

Quadro 1 – Estrutura do Capital Social em 1986. ... 4

Quadro 2- Estrutura do Capital Social em 1992. ... 4

Quadro 3- Estrutura do Capital Social em 1998. ... 5

Quadro 4-Diferenças entre Crédito / Leasing / ALD ... 23

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Relatório de Estágio – Daniela Silva x

Índice de Figuras

Figura 1 – Organograma do Grupo Gonçalves & Gonçalves... 7

Figura 2 – Estrutura de decisão ... 10

Figura 3- Estrutura Financeira... 11

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Relatório de Estágio – Daniela Silva xi

Glossário

V0’s – Veículos de ocasião ALD – Aluguer de longa duração P.V.P – Preço de venda ao público NIB – Número de identificação bancária TCO – Trabalhadores por conta de outrem ENI – Empresários em nome individual

IRS – Imposto sobre o rendimento de pessoas singulares IRC – Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas IES – Informação Empresarial Simplificada

FIN – Ficha de Informação Normalizada ADC – Autorização de débito em conta CRA – Centro de Reparação Automóvel

DAAA – Declaração amigável de acidente automóvel IDS – Sistema de regularização de sinistros

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 1

Introdução

Este estágio, presente no último ano da Licenciatura de Gestão no Instituto Politécnico da Guarda, é um complemento de aprendizagem subjacente ao que é ensinado no percurso escolar, sendo assim parte essencial no trajecto académico. O estágio torna-se assim uma ferramenta fundamental no acesso ao mundo do trabalho, o qual é, até então, desconhecido.

Através do estágio ultrapassam-se algumas dificuldades que estão associadas a qualquer processo de inicialização de actividades no contexto profissional. De facto, o estágio permite adquirir novas competências e conhecimentos essenciais para a entrada no mundo do trabalho. O estágio curricular foi realizado numa empresa do ramo automóvel, com sede na cidade da Guarda, denominada Auto Estrela.

Ao longo dos três meses de Estágio, tive a oportunidade de estar sempre no seu departamento de Financiamentos e Seguros, o qual se denomina Plataforma Finance. Consequentemente, o presente relatório pretende descrever de forma pormenorizada as actividades desenvolvidas durante o estágio.

Em termos de estrutura, este trabalho está dividido em 3 capítulos, diferenciados mas interligados entre si. No Capitulo 1, apresenta-se, numa primeira fase, o grupo Plataforma SGPS/Gonçalves & Gonçalves, relativamente à estrutura organizacional e política de qualidade. Numa segunda fase, será apresentada a Auto Estrela e o Departamento de financiamentos e seguros, onde decorreu o estágio. No Capítulo 2, é feito um resumo sobre financiamentos e seguros. No Capítulo 3 descrevem-se as actividades realizadas durante o período de estágio, quer a nível de financiamentos, quer a nível de seguros.

Por fim, uma breve reflexão sobre o estágio curricular realizado e a experiência obtida durante os três meses de estágio.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 2

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 3

1.

Apresentação e caracterização do grupo Plataforma SGPS

1.1 Enquadramento

Este primeiro capítulo visa dar a conhecer o grupo Plataforma SGPS e a Auto Estrela, apresentando assim uma breve descrição das suas histórias e evoluções, bem como dos objectivos e das actividades desenvolvidas.

1.2 Breve historial do grupo Plataforma SGPS/Gonçalves & Gonçalves

A Auto Estrela está inserida num grupo de empresas denominado Plataforma SGPS. Este grupo gere uma carteira de negócios bastante diversificada, com base em estratégias bem definidas. Cada negócio do grupo é gerido pela sua própria equipa com o objectivo de criar valor e reputação.

O1 ponto de partida foi o ano de 1977, com a fundação da empresa Gonçalves & Gonçalves, por José Gonçalves e José Gonçalves de Almeida, com sede na Praça do Município da Guarda, no Nº 1 R/C, com o capital de €250 000. Esta empresa, tinha como objecto social o comércio de electrodomésticos, e viria, mais tarde, a tornar-se a base do grupo.

A Gonçalves & Gonçalves, ao longo dos anos foi fazendo vários aumentos de capital, sendo que em 30 de Dezembro de 1986 verificou-se a entrada de dois novos sócios para a sociedade, ficando assim representado o capital da empresa da seguinte forma:

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 4

Sócios Valor Percentagem

José Gonçalves €60 000 000 40 % José Gonçalves de Almeida €60 000 000 40 % José Júlio Santos €15 000 000 10 % José Matos Silva Costa €15 000 000 10 %

Quadro 1 – Estrutura do Capital Social em 1986.

Fonte: Gonçalves & Gonçalves – Departamento Comercial

Com o passar dos anos foram surgindo novas oportunidades de negócio, e já durante os anos 90, o grupo faz a sua entrada no mercado do comércio automóvel, com um concessionário da marca Toyota. Pela mesma altura, ocorre a entrada no mercado da distribuição de combustíveis, com a aquisição de uma concessionária na Auto Estrada da Beira Interior. Nos anos seguintes, os aumentos de capital foram sucessivos, até que no ano de 1992, o sócio José Gonçalves cedeu metade da sua quota ao seu filho Rui Jorge Almeida Gonçalves, que acabou de entrar para a sociedade, ficando o capital social de €500 000 000 representado da seguinte maneira:

Sócios Valor Percentagem

José Gonçalves €100 000 000 20 % Rui Jorge Almeida Gonçalves €100 000 000 20 % José Gonçalves de Almeida €200 000 000 40 % José Júlio Santos €50 000 000 10 % José Matos Silva Costa €50 000 000 10 %

Quadro 2-Estrutura do Capital Social em 1992.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 5 No ano de 1998, o sócio José Gonçalves de Almeida cedeu metade da sua quota à própria empresa, tendo também renunciado à gerência. O sócio José Gonçalves também cedeu a quota que tinha até esta data (€150 000 000) ao seu filho Nuno Miguel Almeida Gonçalves que acaba de entrar para a sociedade. A empresa Gonçalves & Gonçalves cedeu a quota própria aos sócios José Gonçalves, José Júlio Santos e José Matos Silva Costa, repartindo-se então o capital social da empresa a partir desta data:

Sócios Valor Percentagem

José Gonçalves €100 500 000 13 %

Rui Jorge Almeida Gonçalves €150 000 000 20 % José Almeida Gonçalves €150 000 000 20 % José Matos Silva Costa €99 750 000 13 %

José Júlio Santos €99 750 000 13 %

Nuno Miguel Almeida Gonçalves €150 000 000 20 %

Quadro 3- Estrutura do Capital Social em 1998. Fonte: Gonçalves & Gonçalves – Departamento Comercial

Em 06 de Setembro de 1999, por deliberação em Assembleia Geral, foi nomeado como gerente, o sócio Nuno Miguel Almeida Gonçalves. Em 20 de Outubro de 2000, foi aumentado o capital social para €1 002 410 000 por incorporação de reservas de reavaliação.

A entrada no ramo automóvel, foi bem sucedida e assim o concessionário Toyota passou a representar todo o distrito da Guarda e uma grande parte do Distrito de Castelo Branco. Como consequência da experiencia acumulada e do desempenho atingido, o grupo conseguiu também a representação da marca Peugeot para o Distrito da Guarda e de Castelo Branco. Em finais de 2005, o Grupo passa a deter também um outro concessionário, o Auto d’ Itália, que representa a marca Fiat.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 6 A empresa Gonçalves & Gonçalves torna-se então um dos grandes dinamizadores da economia da região da Guarda. Através de seu crescimento por via do investimento sistemático em novos projectos, tendo-se transformado num verdadeiro grupo empresarial com vocação para os serviços.

O Grupo passa a ser denominado Plataforma SGPS, quando a Caixa Capital adquiriu o capital da sociedade. A Plataforma SGPS surge para fazer face às maiores exigências que um grupo com esta dimensão acarreta, tendo como objectivo social gerir a participação que detêm nas empresas participadas através da supervisão, controlo e coordenação de todas as actividades.

O Grupo Plataforma SGPS tem como principais objectivos:

Promover e implementar canais de comunicação entre as empresas e os departamentos;

Facilidade de recolha e tratamento da informação; Venda cruzada de produtos e serviços;

Centralizar o trabalho administrativo; Maior facilidade de gestão.

Actualmente o grupo integra 14 empresas de variados sectores, todos na área dos serviços, como já foi dito anteriormente, sendo um dos maiores grupos do distrito da Guarda.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 7 1.3 Organograma da Empresa

Em termos de organizações, a gerência é exercida por uma Direcção Geral, sendo administrada de forma directa pelos diversos departamentos. Esta empresa optou desde sempre por uma organização funcional, com o objectivo de criar uma maior motivação nos órgãos que lhe estão associados, possibilitando a estes um desempenho das suas tarefas com perfeita autonomia de decisão (fig. 1).

Figura 1 – Organograma do Grupo Gonçalves & Gonçalves Fonte: Gonçalves & Gonçalves – Departamento Comercial

Como na empresa existem relações e tomada de decisões, é ainda necessário hierarquizar essas relações e decisões, podendo assim atingir os seus objectivos, fixando para cada um dos seus membros o seu papel, atribuições e limites, logo as estruturas são um meio de servir as políticas e de atingir os objectivos, sendo esta uma das estruturas

Director Geral Departamento Comercial Logistica Montagem Compras Venda Departamento Pós-Venda Administração Financeira Contabilidade

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 8 mais antigas e simples. Esta estrutura tem como vantagens, a facilidade de comunicação entre os órgãos, rapidez de tomada de decisões e definição clara de responsabilidades, tendo como desvantagens, a dependência dos trabalhadores em relação ao chefe e dificuldade de colaboração entre serviços

1.3.1 Descrição de funções e responsabilidades Direcção Geral

No topo do organigrama da Gonçalves & Gonçalves, Lda., encontra-se o Director Geral, que é o órgão de direcção, tendo como função a definição dos objectivos gerais a longo prazo, a elaboração das políticas para uma boa condução, desenvolvimento, inovação, segurança e rentabilidade dos capitais com o fim de uma maximização do lucro global e ainda a tomada de decisões estratégicas, ou seja, no global deverá definir as metas a atingir.

Departamento Comercial

Podemos destacar no segundo nível hierárquico a função comercial, pois é um dos pontos mais importantes, visto que quando uma empresa produz bens, presta serviços ou compra mercadorias, a sua intenção é sem dúvida a realização da respectiva venda, o que exige a existência de consumidores. A empresa para cumprir devidamente aquela função, necessita conhecer a estrutura e as características do mercado.

Também se torna indispensável, que esteja sempre atenta aos concorrentes, recorrendo a publicidade, a orçamentos, a descontos, a sistemas de facturação e cobrança, a catálogos, a serviços de assistência, etc., o que lhe vai permitir corresponder aos potenciais clientes, sem no entanto, fazer gastos exagerados que possam afectar a rendibilidade da empresa.

Para que esta função cumpra os seus objectivos é necessário que não se verifique que:

o Os produtos passem rapidamente de “moda”, tornando-se obsoletos; o As dívidas incobráveis, ou de cobrança duvidosa sejam numerosas; o O número de clientes seja reduzido;

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 9 o Os clientes reclamem por falta de entregas, ou devido à má qualidade dos

produtos.

Nesta função comercial, ainda se encontra um ponto crucial para a empresa, a função logística, que inclui a montagem e compras. Na função de compras, a Gonçalves & Gonçalves Lda. deverá ter em atenção as compras que realiza, adquirindo produtos ou serviços de boa qualidade e a preços competitivos, além disso deve procurar a manutenção de “stock” de segurança, para poder cumprir os prazos de entrega e para poder fazer face às oscilações de preços de mercado.

Função Administrativa

A função administrativa comporta a função financeira, que é de elevada importância, uma vez que sem esta função e sem a sua intervenção nada se consegue. Os recursos financeiros são necessários para os pagamentos ao pessoal, aquisição de equipamentos, compras de imóveis, matérias-primas, melhoramentos, reservas, etc.

Nesta função encontramos tarefas que respeitam ao crescimento da empresa, à gestão corrente de tesouraria, ao controlo da gestão entre outras coisas. É indispensável uma eficiente gestão financeira, para a obtenção de capitais e sua observação sobre a sua situação financeira.

A função financeira só é razoável se:

o Não necessita de efectuar vendas a preços muito baixos a clientes que paguem a pronto, para poder cumprir os compromissos financeiros assumidos;

o Pode adquirir matérias-primas aos fornecedores indiscriminadamente, não necessitando de recorrer aos que dão maior prazo de pagamento, embora não ofereçam os melhores preços;

o Realiza investimentos sem se preocupar com o financiamento bancário; o Não tem um grande nº de encargos financeiros.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 10 1.3.2 Enquadramento das competências

Direcção Geral

É o mais importante departamento da empresa, sendo este composto pelos sócios da sociedade e tendo como responsabilidade a gestão e coordenação dos meios humanos e financeiros da empresa.

Aqui são tomadas decisões muito importantes e cruciais para a empresa, tais como a aquisição de alguns bens de activo imobilizado, assim como muitas outras decisões inerentes à gestão da empresa.

Figura 2 –Estrutura de decisão

Fonte: Gonçalves & Gonçalves - Departamento Comercial

Comercial

Representa o sector responsável por todo o tipo de vendas e montagens e por toda a coordenação e trabalho relacionado com os concursos públicos.

Podemos então distinguir no sector comercial dois tipos de vendas:

- A venda comercial que está relacionada com o fornecimento dos concursos públicos, montagem de cafés e outras vendas que impliquem um planeamento prévio.

- A venda ao balcão, que está relacionada com a transacção de artigos domésticos. Direcção Geral Maiores Conclusões Maiores Decisores

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 11 Financeira

O sector financeiro é o sector responsável pelo bom controlo financeiro da empresa. Por aqui passa todo o expediente bancário, que por sua vez é introduzido num programa de gestão bancária, para que se possa elaborar um planeamento a médio/curto prazo das necessidades financeiras da empresa. É também neste sector que é feita a actualização das contas correntes dos fornecedores e clientes, à medida que são efectuados os pagamentos e recebimentos.

Não podemos deixar de recordar o facto de a empresa ser fornecedora de obras públicas e as especificidades quer a nível de recebimentos, quer a nível de IVA daí resultantes. Por isso é de salientar que os valores envolvidos nestes negócios chegam a atingir valores bastante significativos, devendo então merecer assim uma especial atenção pela parte do sector financeiro.

Figura 3- Estrutura Financeira

Fonte: Gonçalves & Gonçalves – Departamento Comercial

Contabilidade

Este sector é responsável pelo controlo de todos os documentos emitidos pela empresa a terceiros e recebidos pela mesma. Aqui todos os documentos de fornecedores e clientes

Documentos de clientes Expediente Bancos Sector Financeiro Controlo Financeiro Documentos de fornecedores

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 12 são processados contabilisticamente, para que posteriormente se possa proceder ao apuramento do IVA e de mais obrigações fiscais.

A contabilidade é um dos sectores com maior importância na empresa, uma vez que, muitas decisões tomadas pela empresa têm por base os dados fornecidos pela contabilidade.

Pessoal

No que concerne à contratação de pessoal, a Gonçalves & Gonçalves Lda. segue um procedimento informal de entrevista com a direcção e, após a aprovação desta prossegue-se à recolha dos dados pessoais por parte da contabilidade. Após todas estas formalidades procede-se à formalização do contrato de trabalho. O seguinte passo é a introdução dos dados num programa de gestão financeira, para que possam ser posteriormente emitidos os respectivos recibos de vencimento e mapas para a segurança social.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 13 1.4 Politica de qualidade

Sendo a qualidade um dos primordiais objectivos do Grupo Plataforma SGPS, esta pretende continuamente dotar-se de capacidades para melhor dar resposta às expectativas dos clientes, e se possível supera-las, pretendendo assim um nível de satisfação e uma qualidade total.

Uma outra perspectiva é a pretensão de ir de encontro às exigências dos clientes e simultaneamente, aumentar a competitividade, e consequentemente a rentabilidade, a fim de iniciar um contínuo processo de melhoria.

A Plataforma SGPS apostou então na implementação de um sistema de qualidade, com vista a uma constante melhoria dos seus produtos e serviços, levando assim, a que os clientes se habituem a exigir qualidade em todos os serviços, de forma a tornar o processo de qualidade cada vez mais adequado às suas exigências. Foi nesse sentido que a empresa decidiu implementar a certificação e as normas de qualidade, ajudando assim a melhorar o seu prestígio, e reforçando a credibilidade junto dos actuais e possíveis novos clientes.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 14 1.5 Caracterização da Auto Estrela

A Auto Estrela – Comercio de veículos, Lda. localiza-se na Estrada Nacional 18-1 Km 2,2, em Vale de Estrela, Concelho e Distrito da Guarda, sendo uma das 14 empresas pertencentes ao Grupo Plataforma SGPS. Esta empresa adopta como actividade principal, o comércio, manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos, assim como de suas peças e acessórios.

A Auto Estrela constituiu-se em 30/04/1999, adoptando a forma de sociedade por quotas, e tendo como sócios:

Manuel Antunes Garcia; José Sanches Belo;

Teresa Maria Rocha Vieira;

A Auto Estrela é a empresa de “ Veículos de Ocasião” – VO`s, que em parceria com as suas sócias, que representam as marcas Peugeot, Toyota, SAAB, Skoda, Fiat, Opel e Isuzu, na Guarda e Castelo Branco, está encarregue de receber os veículos usados das mesmas, em regime de consignação e os vender ao preço do mercado ou não.

Tendo por filosofia de trabalho, treinar e aculturar os profissionais intervenientes no negócio; desenvolver os conhecimentos do mercado de VO`s; oferecer as ferramentas suficientes e necessárias para a equipa; criar uma administração dinâmica e empreendedora, são utilizados todos os meios informatizados e disponibilizada a informação a todos os níveis da empresa.

Em 2010 os efectivos da Auto Estrela constituíam um total de 8 funcionários, (6 Homens e 2 Mulheres)

2 Pintores de Automóveis; 2 Mecânicos de Automóveis; 1 Bate Chapas;

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 15 1 Técnico Administrativo;

2 Escriturárias;

O maior objectivo desta instituição é “Ser a empresa especialista no mercado de automóveis usados na região de actuação das suas sócias.”

1.5.1 Missão

A Auto Estrela tem como missão a prestação de serviços especializados na venda e manutenção de automóveis, assim como proporcionar aos clientes uma relação de proximidade e confiança.

1.5.2 Visão

A Auto Estrela ambiciona um desenvolvimento e crescimento sustentado, fortemente competitivo e que proporcione uma crescente satisfação aos seus clientes. A Auto Estrela pretende ser a maior e mais prestigiada empresa no mercado de automóveis usados.

1.5.3 Valores

O Grupo Plataforma SGPS é um dos principais grupos económicos do distrito da Guarda, cuja actuação é sustentada em valores como a ética, o rigor, a transparência e a orientação para o cliente. A relação do Grupo para com os clientes baseia-se na confiança, na credibilidade junto dos clientes, com vista à obtenção da sua fidelização, sendo por isso os clientes uma prioridade para a Instituição.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 16 1.5.4 Áreas de negócio

1.5.4.1 Vendas de peças

O processo de venda de peças visa aprovisionamento, comercialização e armazenamento de peças para a manutenção de viaturas das várias marcas.

1.5.4.2 Serviço pós venda

Os trabalhos de oficina são efectuados sob marcação, nas oficinas com aparelhos de diagnóstico, elevadores e todo o equipamento necessário para um bom desempenho dos mecânicos e satisfação dos clientes. Os serviços para os quais não existe equipamento apropriado na Guarda são subcontratados a uma empresa que pertence ao grupo onde a Auto Estrela está inserida.

1.5.4.3 Intermediação de produtos financeiros

A intermediação de produtos financeiros existe como complemento ao serviço principal da empresa, a venda de veículos. Esta Área de negócio, visa retirar burocracia ao cliente final, isto é, a empresa assume a responsabilidade de tratar de toda a documentação inerente ao processo, poupando esse trabalho ao cliente. Para coordenar este processo, existe um responsável administrativo e financeiro, que assegura a intermediação destes produtos sob supervisão do director geral.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 17 1.6 Caracterização do local de estágio – Plataforma Finance

A Plataforma Finance, apesar de estar instalada no edifício da Auto Estrela, e de estar mais ligada a esta empresa, tem como objectivo principal tratar de todos os financiamentos e de todos os seguros do grupo Plataforma SGPS (Sociedade de Gestão de Participação Social).

Este departamento tem como objectivo principal apoiar todos os clientes da Plataforma SGPS, no sentido de lhe proporcionar maior comodidade e acompanhamento em todo o processo de financiamento, maioritariamente de veículos, bem como, nos restantes seguros.

1.6.1 Organograma da Plataforma Finance

A figura 4 representa a estrutura interna da Plataforma Finance, uma organização estrutural e simples, com grande sentido comercial.

Figura 4 – Organograma da Plataforma Finance. Fonte: Elaboração Própria.

Gerente (Dr. Nuno Gonçalves) Gestora de Negócios (Dr.ª Marina Pedro) Assistente Administrativa ( Elisa Lemos)

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 18 A Plataforma Finance, tem neste momento duas efectivas, uma gestora de negócios e uma assistente administrativa, que têm as seguintes funções:

A Gestora de Negócios tem a seu cargo todo o processo de financiamento, estando permanentemente em contacto com os clientes, com as financeiras e com os vendedores automóveis. A gestora de negócios tem que organizar e gerir os objectivos traçados pela gerência e coordenar toda a equipa.

A Assistente Administrativa presta assistência à gestora de negócios nos processos de financiamentos, como sendo preencher as propostas de financiamentos e organizar e preparar o contrato de financiamento. A assistente administrativa tem a seu cargo tudo o que diz respeito ao seguro automóvel, recebe os clientes, faz simulações de seguros, emite as apólices e organiza a documentação.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 19

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 20

2

Financiamentos e Seguros

2.1 Financiamentos

A venda de um veículo acompanha-se na maioria dos casos de um programa de financiamento. A Plataforma Finance trabalha com várias Instituições Financeiras, dentro das quais se destacam três delas:

 Banque PSA Finance;  Santander Consumer;  Banco Mais;

Dependendo da marca que o cliente compra, é dada prioridade a determinada instituição de crédito, devido a acordos das mesmas com as respectivas marcas. Neste sentido trabalha-se preferencialmente com o Banque PSA Finance se o automóvel for de marca, Peugeot, relativamente ao Santander Consumer, é dada preferência às marcas Opel, Skoda, Toyota, Isuzu, no Banco Mais è dada preferência à marca Chevrolet, não impossibilitando contudo que qualquer uma das Instituições Financeiras possa trabalhar com outras marcas.

Cada financeira tem uma pessoa para dar formação e auxiliar em qualquer processo de financiamento, que regularmente e presencialmente se desloca às instalações da Plataforma Finance.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 21 2.1.1 Tipos de financiamentos

A Plataforma Finance trabalha com três tipos de financiamentos, o Crédito, o Leasing e o Aluguer de Longa Duração (ALD), que serão descritos de seguida:

Crédito

Não há um prazo mínimo;

Viaturas novas e até 12 meses de matrícula – prazo máximo de financiamento: 72 meses;

Viaturas semi-novas (12 a 36 meses) – prazo máximo de financiamento: 48 meses;

Viaturas usadas (> 36 meses) – prazo máximo de financiamento: 48 meses; O prazo de financiamento mais a idade da viatura não deve ultrapassar os 8

anos;

A propriedade do veículo, assim como a factura são feitas em nome do cliente; É disponível para todos os clientes;

Não exige seguro para danos próprios;

A entrada inicial não deve ser inferior a 20%;

Não existe reserva de propriedade, ou hipoteca voluntária; Contrato mútuo;

Leasing

Não existe prazo mínimo; Prazo máximo: 72 meses;

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 22 Valor residual – 1ª renda 10%

Co-propriedade do bem;

A viatura é facturada em nome da entidade locadora; Disponível para todos os clientes;

A entrada inicial não deve ser inferior a 5%;

Exige seguro de danos próprios para entradas inferiores a 30%;

Aluguer de Longa Duração (ALD) Prazo mínimo: 12 meses; Prazo máximo: 60 meses; Não existe valor residual;

A propriedade do bem é de quem faz o contrato; A viatura é facturada em nome da empresa; Disponível para todos os clientes;

Entrada inicial não deve ser inferior a 20%;

Exige seguro de danos próprios para entradas inferiores a 30%; Caução no final do contrato;

(35)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 23 Depois de enunciados os vários tipos de financiamentos, no quadro seguinte são apresentados um resumo que contêm as principais características de cada tipo de financiamento.

Características Crédito Leasing ALD

Tipo de Clientes Todos Todos Todos

Entrada inicial: Particulares

Não deve ser inferior a 20% do capital financiado

Não deve ser inferior a 5% do capital financiado

Não deve ser inferior a 20% do capital financiado Propriedade do Bem Cliente. Reserva a favor da Financeira Locador Empresa de Aluguer Imobilizado Celebração do contrato Celebração do contrato Após período de aluguer Amortização Prazo Momento da Compra Celebração de Contrato Após a Compra Amortização Valor Sobre o Valor do Bem Sobre o Valor do Bem Sobre o valor Registado Imposto sobre os juros do contrato

Sim Não Não

Imposto de abertura do contrato

Sim Não Não

Obrigatoriedade de seguro de danos próprios

Não Sim Sim

Prazo Mínimo do contrato

Não existe prazo mínimo

Não existe prazo mínimo 12 meses Prazo máximo do contrato 8 Anos (prazo do contrato + idade do veículo) 72 meses 60 meses

Valor residual Não existe 10% na 1ª renda Não existe

Quadro 4-Diferenças entre Crédito / Leasing / ALD Fonte: Elaboração Própria

(36)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 24 2.1.2 Celebração de Contratos

Para a celebração de um contrato de financiamento deve-se ter em consideração os seguintes pontos:

A. Análise de risco

Quem concede o crédito deve ser capaz de, para além de fazer cumprir as normas de risco impostas pela companhia onde se insere, também saber analisar o contexto socioeconómico do proponente.

B. Limites por idades

Não se podem celebrar contratos com menores de 18 anos, (excepto se emancipados) nem com pessoas que no final do contrato superem os 72 anos.

Para pessoas com idade superior a 65 anos, devem intervir fiadores, assim como a jovens que não trabalhem, ou apresentem rendimentos baixos.

C. Cidadãos Estrangeiros

Os estrangeiros residentes em Portugal, ainda que detenham de autorização de residência com validade superior ao prazo da operação e emprego confirmado, terão que apresentar avalista português, com efectiva estabilidade e solvabilidade.

Para estrangeiros residentes em Portugal há alguns anos, que possuam evidente solvabilidade, e cujo prazo de autorização de residência não seja inferior ao prazo da operação, pode exceptuar-se o avalista.

(37)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 25 D. Empresas

Antiguidade da empresa.

Ao que se destina o bem, e se está enquadrado na actividade desta. Capacidade dos avalistas (sócios).

Análise das peças contabilísticas. Sector de actividade.

E. Bens Patrimoniais

Só será solicitado justificativo de propriedade, em responsabilidade superior a €27500.

F. Avalistas

A intervenção de avalistas pode ser necessária:

Por falta de solvabilidade – aval de cobertura; Por falta de estabilidade – aval de estabilidade;

G. Seguros

Seguros de garantia de crédito (vida), doença, ou perda total automóvel. Seguros automóveis.

No financiamento automóvel, em crédito, pode ser exigido o seguro de vida em viaturas usadas. Nas viaturas novas, o seguro de vida é solicitado sempre que a operação contenha um único titular, ou que por motivos de risco seja solicitado. No ALD e Leasing, não são exigidos seguros deste tipo.

(38)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 26 Nos seguros automóveis, em operações de ALD e Leasing, será sempre exigido o seguro de responsabilidade civil máxima. Em operações com menos de 30% de entrada, será também exigida a cobertura de danos próprios com franquia não superior a 8%.

H. Garantias

Será solicitada fiança a particulares e empresas, e no caso de existirem, aval pessoal dos avalistas e/ou sócios da empresa titular do contrato, estas são prestadas no próprio contrato de financiamento e em título de aval cambial (letra).

I. Contratos

Depois de aprovado, o contrato deve ser emitido para poder ser assinado pelo respectivo cliente, não sendo necessários documentos no acto de emissão do mesmo.

Data emissão (Dia do mês) Pagamento da 1ª prestação/renda (Dia do mês) Crédito/Leasing 1 a 15 15 16 a 30/31 30 ALD 1 a 15 1 16 a 30/31 15

Quadro 5 - Data de emissão do contrato. Fonte: Auto Estrela

(39)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 27 J. Pagamentos

Após a entrega de todos os documentos necessários à formalização e do contrato completo com as assinaturas, o pagamento será efectuado por transferência bancária para uma instituição bancária sediada em território nacional.

K. Devolução

Os contratos têm que ser devolvidos no prazo máximo de 15 dias após a sua emissão, uma vez que depois dessa data, os contratos caducam em termos de datas financeiras.

2.1.3 Tipos de clientes e documentos necessários 2.1.3.1 Tipos de clientes

Num processo de financiamento existem três tipos de clientes:

a) Particulares – Trabalhadores por conta de outrem (TCO) b) Particulares – Empresários em nome individual (ENI) c) Empresas

2.1.3.2 Documentos necessários

A. Para os trabalhadores por conta de outrem:

 Bilhete de identidade e cartão de contribuinte, ou, cartão do cidadão; passaporte; autorização de residência

 Comprovativo bancário em nome do cliente (contas solidárias) Comprovativo de NIB

Informação bancária sobre o cliente  Comprovativo de morada em nome do cliente

(40)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 28  Contactos telefónicos (fixo/móvel – obrigatório) dos intervenientes  Contacto telefónico da entidade empregadora

 Localidade da entidade empregadora

 Recibos de vencimento dos últimos 3 meses (atenção, devem indicar sempre a designação completa da entidade empregadora)

B. Para os empresários em nome individual:

 Bilhete de identidade e cartão de contribuinte, ou, cartão do cidadão;  Comprovativo bancário em nome do cliente (contas solidárias)

Comprovativo de NIB

Informação bancária sobre o cliente  Comprovativo de morada em nome do cliente

 Contactos telefónicos (fixo/móvel – obrigatório) dos intervenientes  Declaração de inicio de actividade (inicio de actividade no ano)  Declaração de IRS completa ou código de validação

 Nota de liquidação de IRS

C. No caso de existir cônjuge, quer para um trabalhador por conta de outrem, quer para um empresário em nome individual, são necessários os seguintes documentos do respectivo cônjuge:

 Bilhete de identidade e contribuinte, ou, cartão do cidadão  Contacto telefónico

 Comprovativo de rendimentos

D. No caso ser necessário um fiador, ou casal fiador, são necessários os seguintes documentos:

 Bilhete de identidade e contribuinte, ou, cartão do cidadão  Comprovativo de NIB

 Contacto telefónico  Comprovativo de morada  Comprovativo de rendimentos  IRS

(41)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 29 E. Para as empresas:

I. Documentos da empresa:  Comprovativo bancário

 Comprovativo de morada (não aceites os apartados)  Contactos telefónicos (fixo e móvel)

 Certidão comercial actualizada ou código da internet  Declaração de IRC mais IES, ou, código de validação  Último balancete disponível

 Extractos bancários de contas com movimento, com antiguidade inferior a 5 meses

II. Documentos dos sócios:

 Bilhete de identidade e cartão de contribuinte, ou, cartão do cidadão  Comprovativo de morada

 Contactos telefónicos (fixo e móvel)

2.1.4 Dados a preencher nas propostas de financiamentos

O preenchimento das propostas de financiamento deve ser cuidadoso e todos os dados devem ser conferidos antes de esta ser enviada para a financeira, para não haver o risco de disponibilizarmos uma informação errada. Existem dois modelos de propostas de financiamento, um modelo para as empresas e outro para clientes particulares

2.1.4.1 Cliente – Empresa

Para o preenchimento da proposta de financiamento de uma empresa são necessários os seguintes dados:

Identificação: Denominação Sede

(42)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 30 Código Postal

Número de contribuinte

Conservatória do registo comercial Número de matrícula

Data da constituição Telefone e Fax Nome de Contacto

Sócios, Capital detido e o respectivo número de contribuinte.

As empresas devem ser sempre acompanhadas pelo menos por um fiador/avalista, sendo para isso necessário o preenchimento de uma proposta de cliente particular onde se deve mencionar que o mesmo é fiador da empresa.

2.1.4.2 Clientes – Particulares

Para o preenchimento da proposta de financiamento de um cliente particular, são necessários os seguintes dados:

a) Dados Pessoais: Nome Data de nascimento Morada/Residência Estado civil Localidade Código postal Nº filhos dependentes

Nº de bilhete de identidade/Cartão do cidadão Nacionalidade

Nº de contribuinte

b) Dados Económicos e Profissionais: Entidade empregadora

Actividade na empresa Antiguidade na empresa

(43)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 31 Tipo de contrato Localidade da empresa Telefone da empresa Profissão Vencimento Outras receitas c) Habitação: Tipo de habitação

Encargos mensais com a mesma

d) Cônjuge:

Preencher caso o cliente seja casado

e) Dados da Viatura

Marca Modelo

Ano de Matricula Chassis

Estado do Veículo (novo, usado, viatura de demonstração)

f) Dados Financeiros

Tipo de Financiamento (crédito, leasing ou Ald) Tabela

Prazo P.V.P

Desembolso inicial Mensalidade

(44)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 32 Valor residual (caso se trate de Ald ou Leasing)

g) Número de Identificação Bancária (NIB)

O NIB deve conter 21 números, sendo que os mesmos correspondem a:

 Os primeiros quatro quadrados correspondem ao Banco;

 Os segundos quatro quadrados correspondem ao Balcão do Banco;  Os onze quadrados seguintes correspondem ao número da conta;  Os últimos dois quadrados correspondem ao Check Digit

É sempre necessário colocar o número de balcão, para que não se corra o risco das prestações não serem bem cobradas.

É sempre necessário que o NIB seja correctamente preenchido e legível.

2.1.5 Preparação de contratos de financiamento para assinar

A preparação de contratos para assinar não é igual para os três tipos de crédito, existem pequenas diferenças.

 Crédito

I. Particulares:

1. Contrato (assinaturas de cliente, cônjuge e fiadores igual ao Bilhete de Identidade ou Cartão do Cidadão).

Regra 1- O cliente deve assinar o contrato no acto de entrega do mesmo. Deste modo, o vendedor assegura que o mesmo foi assinado pela pessoa

(45)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 33 que estabeleceu o negócio, e não impede que o cliente leve o contrato para casa e, leia todas as cláusulas mais tranquilamente.

Regra 2- O vendedor, deve receber do cliente, a documentação em “original”, assim, numa breve observação, poderá identificar a fotografia, a validade, exigir assinaturas de acordo com a identificação, etc.

2. FIN (Rubricada e assinada na última folha pelo titular do contrato/casal e garantes (Se aplicável) igual ao Bilhete de Identidade ou Cartão do Cidadão).

3. Proposta (assinatura do cliente igual ao Bilhete de identidade ou Cartão do Cidadão).

4. Factura em nome do Cliente (assinatura do cliente igual ao bilhete de identidade, ou Cartão do Cidadão).

5. Livrança e termo de autorização de preenchimento (assinatura do cliente, cônjuge e fiadores, igual ao Bilhete de identidade, ou Cartão do Cidadão).

Nota 1: A livrança deverá ser avalizada no verso da mesma pelos avalistas, com a menção efectuada pelo seu punho de “Bom por aval ao subscritor” e assina conforme o documento de identificação.

Nota 2: O termo de autorização de preenchimento deve ser sempre preenchido, sob pena de invalidar o aval.

6. Modelo Único/Cliente - sujeito activo a comprar (valor de reserva = valor total a liquidar nas prestações) (assinatura do cliente igual ao Bilhete de Identidade, ou Cartão do Cidadão).

7. Original Modelo Único/Cliente - sujeito passivo a vender mais declaração de entrega (se condição de aprovação) (assinatura do cliente igual ao Bilhete de identidade, ou Cartão do Cidadão).

8. ADC – Autorização de Débito em Conta (assinaturas de cliente e cônjuge de acordo com a ficha bancária) 2 Vias.

9. Serviço de protecção integrada, caso seja pretendida a adesão ao serviço (assinatura do cliente igual ao Bilhete de Identidade, ou Cartão do Cidadão).

(46)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 34 II. Empresa

1. Contrato (carimbo e assinaturas com poderes para o acto, reconhecidos notarialmente; fiadores/avalistas assinam igual ao Bilhete de Identidade, ou Cartão do Cidadão).

Nota: Se a data do reconhecimento ultrapassar os 60 dias será cobrada uma multa.

Regra: O vendedor, deve receber dos fiadores, a documentação em “original”, assim numa breve observação, poderá identificar a fotografia, a validade, exigir assinaturas de acordo com a identificação, etc.

2. Proposta (carimbo e assinatura com poderes para o acto).

3. Factura em nome do cliente. (assinatura cliente igual ao Bilhete de Identidade, ou Cartão do Cidadão)

4. Livrança (carimbo e assinaturas com poderes para o acto; fiadores/avalistas assinam igual ao Bilhete de identidade, ou Cartão do Cidadão)

5. Modelo Único/Cliente – sujeito activo a comprar/carimbo e assinatura reconhecida com poderes para o acto. (valor da reserva = valor total a liquidar a prestações)

6. Original Modelo Único/Cliente – Sujeito passivo a vender/carimbo e assinatura reconhecida com poderes para o acto, mais declaração de entrega. (se condição)

7. ADC- Autorização de Débito em Conta. (carimbo e assinatura reconhecida com poderes para o acto) 2 Vias.

8. Serviço de protecção integrada, caso seja pretendida a adesão ao serviço (assinatura do cliente igual ao Bilhete de Identidade, ou Cartão do Cidadão).

Para o Leasing e para o ALD é idêntico, só difere no seguinte ponto: Factura é em nome da financeira;

(47)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 35

1.2 Seguros

1.2.1 Breve história sobre os seguros em Portugal

Em2 1293 em Portugal o Rei D. Diniz estabeleceu a primeira forma de seguro, dedicada exclusivamente aos riscos marítimos, sendo celebrado um acordo entre os mercadores e tendo como objectivo o pagamento de certas quantias "Prémio" sobre as embarcações, este cálculo era feito de acordo com o porte da embarcação e o seu tráfego. Estes montantes serviam para fazer face aos "Sinistros", por perdas de navios e mercadorias.

Em Portugal por CARTA RÉGIA de 15 de Outubro de 1529 é criado o cargo de escrivão de seguros, este cargo só podia ser desempenhado por quem soubesse ler e escrever, o que era raro na época. O escrivão detém o monopólio dos registos de todos os contratos de seguro e respectivas apólices. Cabia-lhe também a escrituração de todas as dúvidas e diferenças (possíveis litígios); constituía a primeira acção fiscalizadora, sendo também na altura a primeira instituição com funções de arbitragem.

Em 1552, é fundada a " Casa de Seguros de Lisboa" a qual passou por imensas vicissitudes e sabe-se, no entanto que pouco antes de 1755 data do terramoto de Lisboa, a mesma atingiu uma enorme decadência, chegando ao ponto de ser apenas uma simples repartição de registo. Em 1758, é oficializado o restabelecimento da "Casa dos Seguros".

Em 1791 foi criada a primeira Companhia de Seguros Portuguesa "PERMANENTE DE SEGUROS EM LISBOA", fundada com um capital inicial de 60 contos de réis.

(48)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 36

1.2.2 Enquadramento e funções nas seguradoras

Numa seguradora são várias as funções que cada efectivo tem que fazer, vão ser indicadas cada uma dessas funções e respectivas responsabilidades.

O Gerente

O gerente desempenha funções de controlo, dentro e fora da delegação, desempenhando ainda as funções de gestor comercial. Dentro da delegação, todas as actividades são controladas por ele, directa ou indirectamente, uma vez que diariamente quando se faz o fecho da caixa, os estratos resultantes desse fecho têm de ser rubricados pelo caixa e pelo gerente, o que obriga a uma análise precisa de todos os movimentos, para que nenhum deles fuja do controlo das normas da companhia.

 O Caixa

As funções do caixa baseiam-se essencialmente no recebimento de prémios de seguro e pagamento de estornos3 e indemnizações4.

Quando se processam os pagamentos de prémios, estes ficam registados em suporte informático, assim como todas as operações de caixa. Depois de registado o pagamento imprime-se a carta verde5 no caso de se tratar de um seguro automóvel, E um documento comprovativo de pagamento.

 Regulador de Sinistros

O regulador de sinistros é responsável por uma das áreas dos seguros sensível e complexa, visto que muitas vezes o consenso entre entidades seguradoras ou entre

3

Reembolso do prémio ao tomador de seguro por pagamento indevido, anulação, ou, redução de capitais e coberturas.

4 É o valor em dinheiro necessário para a reparação ou compensação do dano.

5

Documento típico do seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel, também designado de certificado internacional de seguro, o qual comprova a existência daquele seguro e permite a circulação do respectivo veículo em todos os países aderentes à convenção internacional de seguros.

(49)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 37 tomadores de seguros é difícil de se alcançar. Esta área torna-se ainda mais complicada quando todas as tarefas ligadas aos sinistros estão directa ou indirectamente dependentes do regulador de sinistros.

O regulador de sinistros é responsável pelas:

Indemnizações – quando a seguradora é responsável pela indemnização e depois das averiguações, acções jurídicas e peritagens, a atribuição da mesma é da responsabilidade do regulador de sinistros, é ele que dá ordem de reconstituição da situação que existia antes de ter ocorrido o sinistro. Quando a reparação do sinistro não for possível através da reparação, ou esta seja bastante dispendiosa, é proposta uma indemnização em dinheiro. Se esta for aceite pelo lesado, é o regulador de sinistros que dá ordem de pagamento da indemnização ao caixa.

Os prejuízos são avaliados desde a data do acontecimento do sinistro até à data em que a situação volta ao normal. Cabe então à seguradora compensar o lesado dos prejuízos de não usufruir do bem ou da indemnização, sendo muitas vezes, no caso de sinistros automóveis atribuída uma viatura de substituição, ou até mesmo o pagamento de despesas de transporte.

Marcação de peritagens – Uma peritagem serve para avaliar a dimensão dos estragos nos bens seguros, na sequência de um sinistro, assim como o volume dos prejuízos. Esta avaliação é feita por um perito que se desloca às oficinas onde se encontra o veículo acidentado, depois de feita a avaliação é comunicada á seguradora o resultado, para posteriormente esta proceder à indemnização devida.

Outras tarefas – O regulador de sinistros tem também que desempenhar funções de atendimento, no caso de pessoas que solicitam os seus conhecimentos na área dos sinistros, para esclarecer dúvidas, ou mais frequentemente, no caso de sinistrados6 que optem por não preencher a Declaração amigável de acidente automóvel (DAAA) no momento do sinistro, preferindo preenche-la na presença de alguém da companhia de seguros, por pensarem que ao assinar a mesma se estão a dar como culpados, ou simplesmente porque não sabem preencher a declaração.

(50)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 38 Esta declaração é indispensável para a aplicação da indemnização directa ao segurado (IDS)7 a partir da qual as seguradoras dos intervenientes no sinistro, recorrendo á tabela prática de responsabilidades8, vão estabelecer as devidas responsabilidades.

Gestor de produção – o gestor de produção tem a seu cargo a aceitação de propostas de seguro, e o seu preenchimento; cessações de contratos ou alterações dos mesmos; tratamento de folhas de férias.

Para além destas funções, desempenha um papel relevante no atendimento, pois muitos dos potenciais clientes passam por ele e, obtêm dele as informações necessárias para subscrever ou não um seguro.

No preenchimento e aceitação de propostas de seguro automóvel, o gestor de produção deve certificar-se que o veículo a segurar possui o certificado de aprovação na inspecção periódica obrigatória. Se tudo estiver certo e o cliente aceitar as condições, o gestor de produção entrega-lhe uma proposta que deve ser assinada pelo cliente. Uma vez que se trata de um seguro automóvel, é necessário emitir um certificado provisório9. Posteriormente procede-se á criação da proposta, inserindo os dados da mesma em suporte informático.

No que respeita as alterações de contrato, as do ramo automóvel são frequentemente as mais alteradas, fruto de mudanças de proprietários, de coberturas10, de formas de pagamento. Estas constantes alterações exigem do seguro uma grande flexibilidade de contrato no valor do premio, assim como uma nova aceitação por parte da entidade seguradora. O titular do seguro tem ainda que apresentar o certificado de aprovação do veículo na inspecção periódica obrigatória.

7 Sistema de regularização de sinistros no âmbito dos seguros de responsabilidade civil automóvel e

danos próprios, que se caracteriza pelo facto da seguradora, do condutor (total ou parcial) inocente pela ocorrência de sinistros pagar directa e previamente ao seu segurado a indemnização a que tenha direito, procedendo posteriormente ao acerto de contas e recuperação do montante entretanto pago junto da seguradora do condutor responsável pelo acidente.

8

Quadro explicativo da situação do sinistro, com indicação da quota de responsabilidade que caberá a cada interveniente e, consequentemente á respectiva seguradora em caso de sinistro.

9 Documento emitido pela seguradora, ou pelo mediador de seguros que comprova até à emissão da

apólice e entrega ao respectivo tomador, a existência do seguro.

10

Conjunto de situações ou acontecimentos previstos no contrato cuja verificação dará lugar á prestação da seguradora.

(51)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 39 Finalmente a cessação de um contrato de seguro, como o próprio nome indica, serve para pôr termo a um contrato. Normalmente a cessação de um contrato ocorre por iniciativa da seguradora, ou do segurado. Quando ocorre por iniciativa da seguradora é normalmente por falta de pagamento, por sinistro ou perda total, quando ocorre por iniciativa do segurado, as razões são normalmente a venda do veiculo, morte ou discordância em relação ao montante do prémio.

 Mediação de seguros

A mediação de seguros baseia-se em qualquer actividade que consista em apresentar ou propor um contrato de seguro ou praticar outro acto preparatório da sua celebração, em celebrar o contrato de seguro, ou em apoiar a gestão e execução desse contrato, em especial em caso de sinistro.

O Mediador de Seguros é uma entidade, individual ou colectiva, que se dedica à mediação de seguros, em exclusivo para uma seguradora ou para várias, mediante remuneração, é também um profissional independente que presta um serviço gratuito aos seus clientes.

O Mediador de Seguros esclarece e ajuda os seus clientes na escolha dos melhores produtos para os seus seguros e ajuda-o na resolução dos sinistros que lhe ocorram. Por norma quando o cliente tem um sinistro entrega o assunto ao seu Mediador de Seguros para que este o resolva, sem custos adicionais por esse serviço prestado. Este faz os contactos com a Seguradora para marcação da Peritagem, esclarece as responsabilidades do sinistro com as Seguradoras intervenientes e trata do veículo de substituição, quando isso é possível.

O Mediador de Seguros é o defensor do cliente, que conhece a técnica dos Seguros, e o seu funcionamento e sabe interpretar as cláusulas das garantias das apólices. É remunerado pelas Seguradoras em função da actividade que desenvolve, porque pelo seu trabalho autónomo poupa muitos custos às Seguradoras em pessoal, instalações, telefones, computadores, deslocações, cobrança de recibos, etc.

(52)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 40 O Mediador de Seguros zela pelos interesses do cliente, sem prejudicar a Seguradora, dentro daquilo a que o seu cliente tem direito.

O Mediador de Seguros vai estudando e conhecendo outras alternativas de garantias e preços a apresentar aos seus clientes e está sempre pronto a analisar as suas reclamações.

Mesmo que eventualmente o cliente consiga melhores preços fora do Mediador Profissional, vai perder essa vantagem quando ocorrer um sinistro pelas perdas de tempo, deslocações, telefonemas prolongados para as Seguradoras, incómodos e outros custos, para resolver os sinistros, sem o apoio de um Mediador Profissional.

1.2.3 Seguro de Responsabilidade civil versus Seguro de danos

próprios

Existem dois tipos de seguro automóvel, o seguro de responsabilidade civil, e o chamado seguro de danos próprios (ou contra todos os riscos), que abrange os prejuízos sofridos pelo veículo seguro ainda que o condutor seja responsável pelo acidente.

Este seguro pode incluir várias coberturas, nomeadamente: Choque, Raio e Explosão, Colisão e Capotamento, Quebra Isolada de Vidros, Furto e Roubo, Actos de Vandalismo, Incêndio, Fenómenos da Natureza e Privação de Uso de acordo com as opções disponibilizadas pelas seguradoras.

O valor do seguro de danos próprios foi actualizado em 01 de Março de 1998,e a partir dessa data, o valor seguro dos veículos para efeitos de indemnização em caso de perda total, deverá ser alterado automaticamente pele própria empresa de seguros, de acordo com a tabela criada para o efeito, a qual inclui necessariamente como referência o valor de aquisição em novo e a idade da viatura.

Quando se compra ou transfere um seguro automóvel, a primeira escolha que o cliente deverá fazer é decidir se pretende apenas um seguro de responsabilidade civil, que é

(53)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 41 obrigatório ou subscrever um seguro de danos próprios. O cliente deve ter essencialmente em conta, o valor comercial do automóvel. Eventualmente se nos referirmos a um carro usado, a subscrição de um seguro de danos próprios poderá não compensar.

Além das coberturas já citadas anteriormente, que geralmente integram os seguros de danos próprios, o cliente poderá ainda optar por algumas opções extra: protecção contra fenómenos da Natureza (uma opção que poderá ser importante para quem viva em zonas dadas a inundações); riscos sociais e políticos; actos de vandalismo; assistência em viagem; veículo de substituição; e protecção jurídica.

As escolhas dos clientes, além das suas preferências relativamente ao tipo de seguro e as coberturas do veículo, dependerão essencialmente das possibilidades económicas de cada um, já que, quantas mais coberturas adicionais subscrever, maior será o prémio final.

A franquia é outra das opções importantes que deverá ser analisada. A grande maioria das seguradoras trabalha com uma franquia percentual (que pode ir de 2% a 20%), embora existam também algumas com franquia fixa (geralmente de 250 euros a 750 euros). Quanto maior a franquia, menor o valor do prémio. A franquia corresponde ao valor que será pago pelo segurado em caso de sinistro. Ou seja, supondo um automóvel com um valor comercial de cerca de 27.700 euros. Se aplicar uma franquia de 2% esta terá um valor de 554 euros. O que significa que, qualquer reparação até esse valor é paga pelo segurado. Já se tiver um prejuízo de 1000 euros, a seguradora pagará a diferença, ou seja, 446 euros.

1.2.4 Seguros utilizados na Plataforma Finance

A Plataforma Finance, trabalha com várias seguradoras, e por isso tem para oferecer aos seus clientes uma vasta quantidade de seguros das mais diversas áreas, tais como, seguros de saúde, de habitação, de vida, automóvel e com variados preços. A maioria dos seguros efectuados, são do ramo automóvel, existindo também já uma grande parte

(54)

Relatório de Estágio – Daniela Silva 42 dos clientes que adquire seguros para a habitação. No seguro automóvel, a escolha do cliente é feita consoante o tipo de carro que este pretende segurar, se for um automóvel novo, o escolhido será um seguro contra todos os riscos, já nos casos de automóveis usados, a escolha recai sobre as possibilidades económicas de cada cliente.

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Relatório de Estágio – Daniela Silva 43

Referências

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