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Mauro Meister - CPAJ

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Academic year: 2021

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 Uma cosmovisão é um compromisso, uma orientação

fundamental do coração, que pode ser expresso como uma narrativa ou como um conjunto de

pressuposições (suposições que podem ser verdadeiras, parcialmente verdadeiras ou

inteiramente falsas) que nós sustentamos (consciente ou subconscientemente, consistente ou

inconsistentemente) sobre a constituição básica da realidade, e que provê o fundamento sobre o qual nós vivemos, nos movemos e existimos.

(3)

• Podemos exemplificar as principais

características de uma cosmovisão através de 3 figuras:

• A figura das lentes sobrepostas;

• A figura do fundamento de uma casa; • A figura de um Iceberg.

(4)

• Uma cosmovisão é formada por camadas de pressuposições que se sobrepõem (como lentes sobrepostas), formando a matriz geral por meio da qual conhecemos o mundo e agimos nele.

(5)

• Motivações, • Crenças básicas, • Certezas básicas, • Compromissos de fé, • Valores, • Idéias básicas.

(6)

Idéias Certezas Motivações Crenças Valores Crenças Valores Motivações Certezas Idéias

(7)

Uma cosmovisão funciona como o

fundamento que sustenta todo o nosso

edifício de conhecimentos e experiências, fornecendo a base para o nosso agir.

• Assim como as fundações de uma casa ficam

ocultas a maior parte do tempo dos olhos das pessoas, assim também são os pressupostos tácitos que formam nossa cosmovisão.

(8)
(9)

Pressupostos tácitos: crenças, valores,

(10)
(11)

A figura do Iceberg também nos fornece algumas boas sugestões a respeito das características de uma cosmovisão.

(12)

V i d a I n c o n s c Coração Dimensão Psíquica -Percepções internalizadas ao longo da vida:

• crenças, valores, certezas,

traumas, sentimentos e motivações profundos, etc.

Vida Consciente

Palavras, atitudes e cultura (profissão de fé,

moralidade, ciência, artes, política, etc.)

Dimensão Religiosa Central ou Espiritual •Senso de Rebelião (inato)

ou

(13)

 Estes pressupostos, na maior parte do

tempo, agem em nós de maneira tácita;

 Estes pressupostos se constituem, basicamente, de: motivações, compromissos de fé, valores, crenças, certezas e idéias básicas.

 O pressuposto mais profundo é a tendência

religiosa do nosso coração para a rebelião ou devoção a Deus.

(14)

Se não tivermos as lentes corretas, veremos a

realidade de maneira deformada.

 Se não tivermos as bases corretas, teremos

os fundamentos abalados.

 Se não tivermos o coração ‘ajustado’ teremos

problemas de toda a sorte.

 Cada pessoa tem uma cosmovisão.

 O homem moderno é confrontado com um

universo de cosmovisões e todas reivindicam ser verdadeiras.

(15)

Darwin na sala de aula artigo de Marcos Nobre

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67477  Marcos Nobre é professor do Instituto de

Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP).

(16)

 “Mas o fato é que a ciência só conseguiu

conquistar de fato sua autonomia porque se instalou no currículo escolar. Tendo como

matriz a Europa das últimas décadas do século 19, espalhou-se gradualmente a prática da obrigatoriedade e da

universalização do ensino até a adolescência. E, não menos importante, esse movimento foi concomitante à implantação progressiva das democracias de massa.”

(17)

“A discussão pública sobre a origem da vida pode e

deve comportar todo tipo de posição, sem dúvida. O essencial é que seja preservada e fomentada a

tolerância e, se possível, que se alcance uma melhoria da qualidade do próprio debate.

 Mas isso não deve ser confundido com o ensino,

regulado pelo mesmo Estado que recebe da

sociedade o mandato democrático de garantir a

autonomia das instituições modernas. Não deve ser confundido com a introdução no currículo escolar de teses criacionistas de qualquer tipo.”

(18)
(19)

Considerando o conceito de Cosmovisão acima, a primeira proposta de uma cosmovisão

aplicada à educação é que esta seja

(20)

16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e útilpara o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 2 Tm 3.16-17 a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.

(21)

 Pressuposto: uma revelação exterior

 Função:

 Ensino (“ensinável”) - epistemologia

Repreensão (queda) – estado moral

Correção (desvio) – pensamento desviado

Educação na justiça (padrão) – existe um padrão

 Finalidade - homem de Deus

 Perfeito e perfeitamente habilitado – (caráter)

(22)
(23)

 Busca de um pensamento autônomo

(altamente relativo)

 A “ignorância” da história da educação cristã

e seus pressupostos

 O domínio do pensamento dialético marxista

na educação brasileira (naturalismo materialista)

 Falta de uma epistemologia bíblica aplicada a

(24)
(25)

 “É a finalidade da existência de uma

organização. É aquilo que dá direção e

significado a essa existência. A missão da

organização está ligada diretamente aos seus objetivos institucionais, aos motivos pelos

quais foi criada, a medida que representa a sua razão se ser.”

(26)

 A reflexão para o estabelecimento de uma

missão escolar que reflita o padrão bíblico de pensar.

 A ‘missão bíblica’ como pressuposto da

‘missão escolar’.

 No que a minha visão bíblica traz implicações

sobre a visão escolar, e, consequentemente, sobre a ação de ensino?

(27)

 “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra,

dominai.”

 O conhecimento e a instrução como forma de

domínio debaixo da instrução de Deus.

 A proposta do ‘sujeito autônomo’ para não ser

dominado próximo e nem por um sistema

corrupto promove o ‘sujeito autônomo’ de Deus – uma inconsistência com o pensamento bíblico.

 Ouvir a Deus: revelação nas Escrituras, na

(28)

 Sintetizando, a missão da escola cristã parte

de uma visão de mundo bíblica,

comprometida com a verdade conforme

revelada por Deus e aplica-se à vida escolar em todos os seus aspectos. É fundamental que os envolvidos em todas as etapas do processo de gestão e ensino na escola

estejam aptos a dar vida à missão escolar, avaliando e aplicando os princípios

(29)

O desconhecimento ou falta de envolvimento tendem

a fazer com que os princípios fundamentais, os

objetivos e propósitos da escola sejam, ao longo do tempo, esquecidos, transformando-a naquilo para o qual não foi projetada. Porém, não só gestores e

professores devem conhecer e vivenciar a missão da escola. Essa missão precisa tornar-se parte da

cumplicidade entre escola e família e ter reflexo na vida dos alunos. Não só o treinamento para fazê-la clara, mas a avaliação contínua da missão e sua

aplicação no ambiente escolar são fundamentais para que a instituição reflita os valores fundamentais e

(30)

Definição de currículo e visão de mundo

Na educação mais tradicional, o currículo assume função

simplista da divisão de conteúdos em disciplinas, tópicos e sub-tópicos.

O currículo é um projeto educacional formal com vistas a

um alvo definido, em que os professores são técnicos que aplicam este programa com eficiência.

O currículo é uma direção geral que pode ser alterada,

dependendo tanto dos professores quanto dos alunos.

O currículo é tudo o que o aprendiz experimenta na

escola, tanto formal quanto informalmente, construindo assim o seu conhecimento e o significado das coisas.

(31)

 É possível pensar nisto?

Os currículos do ensino fundamental e médio

devem ter uma base nacional comum, a ser

complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte

diversificada, exigida pelas características

regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.

(32)

 Função: orientação e conteúdo mínimo.  Base nacional comum

 Complementação exigida pelas:

Características regionais e locais da sociedade Cultura

Economia Clientela

(33)

 “Confessionais, assim entendidas as que são

instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas que

atendem a orientação confessional e

ideologia específicas e ao disposto no inciso anterior”.

(34)

Partimos do pressuposto epistemológico de que o

conhecimento é dependente da revelação de Deus na criação, na Palavra e na providência, a saber, da

fidelidade de Deus em sustentar a criação.

 Historicamente tem-se declarado que a Bíblia é

conflitante com o conhecimento acadêmico. Alguns tentam resolver o conflito limitando o escopo de

abrangência do ensino bíblico ao que é espiritual e não científico.

Esta solução esquizofrênica faz com que a Bíblia seja

irrelevante para a investigação científica, eliminando a possibilidade de uma academia fundamentada em princípios cristãos.

(35)

 Tratam das problemáticas sociais em relação

à ética, saúde, meio ambiente, pluralidade cultural, orientação sexual, trabalho e

consumo.

 O currículo escolar cristão deve promover de

maneira enfática esta avaliação a fim de que o aluno desenvolva, ao longo do processo

pedagógico, uma visão cristã a respeito desta realidade.

(36)

(1) a filosofia educacional da escola;

 (2) a filosofia da escola para cada área de conteúdo;  (3) o conteúdo por fase;

(4) escopo (profundidade e abrangência) e seqüência (ordem); (5) mapa de curso;

(6) descrição de curso (declaração filosófica / objetivos do curso /

tempo de atividade de instrução / recursos de textos / atividades paradidáticas);

(7) expectativas específicas como resultado do ensino – esboço do

curso (objetivos para os alunos / resultados / materiais / integração bíblica / avaliação / unidades de tempo / atividades de extensão);

 (8) planejamento semanal/diário das aulas;  (9) instrução em sala de aula;

(10) avaliação da aprendizagem;  (11) avaliação da instrução/currículo.

(37)

(1) o uso de analogias, metáforas e alegorias bíblicas

relacionadas ao conteúdo de uma disciplina – se queremos desenvolver uma cosmovisão bíblica,

precisamos começar por respeitar as Escrituras e fazer uma leitura consciente de seu conteúdo, usando todas as regras acadêmicas de interpretação bíblica, a qual é também uma ciência;

 (2) enfatizar os elementos externos sem a devida

preocupação de que isto seja realmente proveitoso na formação da visão de mundo dos alunos, como

contratar somente professores cristãos sem que os mesmos sejam testados nas suas habilidades

(38)

(3) a negação e exclusão imediata de tudo que é não

bíblico, como, por exemplo, não estudar a evolução darwinista porque contradiz nossos pressupostos bíblicos;

(4) embora o ensino do caráter seja fundamental para

a escola cristã, ensinar traços de caráter por si só não é integração bíblica;

 (5) evangelização não é integração bíblica;

(6) também a personificação – por exemplo, ter a vida

de Jesus como modelo – não é integração;

 (7) escolher uma série de princípios e desenvolvê-los

(39)

 MacCullough define integração como o ato de

“lecionar as matérias da escola cristã de tal modo que os alunos desenvolvam uma

cosmovisão bíblica que servirá de base para pensar e agir” e isto pressupõe:

que compreendemos o conceito de cosmovisão; em

segundo lugar, que compreendemos que a integração da cosmovisão ocorre dentro do aluno e conduz a

ações; e, em terceiro lugar, que existe uma forma, um método ou abordagem ao ensino que é essencial para promover esse processo nos alunos.

(40)

“Chamo o modelo que desenvolverei a seguir de modelo do cerne

integrativo. Nele, parte-se de um todo, o cerne integrativo – um conjunto de pressupostos (crenças) acerca do mundo e da vida. Em seguida, passa-se para os novos conhecimentos, habilidades, atitudes (relacionados a diversas matérias) e volta-se, então, para o todo mais amplo. A cosmovisão é expandida, realçada,

apreciada, enriquecida e esclarecida ao ser comparada com outras visões contrastantes. Em geral, esse modelo permite que, dentro dos limites da aprendizagem humana, se chegue a uma visão da vida e da aprendizagem como um todo unificado.

A cosmovisão influencia o conhecimento interiorizado e esse conhecimento influencia a cosmovisão. As “regras” que o

indivíduo usa para discernir a verdade são consolidadas. Esse

modelo responde a pergunta: “O que devo fazer quando existe um conflito claro entre as diferentes fontes de conhecimento?”

(41)

1. O conceito de uma cosmovisão cristã não é apenas um conceito teórico-acadêmico sem implicações práticas, mas o alicerce para o desenvolvimento da prática coerente de educação cristã.

2. O conceito precisa ser desenvolvido e aplicado em vários níveis no processo do

desenvolvimento escolar.

Começa pela conscientização dos educadores

cristãos, que devem resolver o conflito resultante da formação humanista que regularmente se recebe no Brasil e é amplamente aplicada na educação pública.

(42)

3. A cosmovisão bíblica deve ser geradora da missão:

Consciência e consistência

4. A missão da escola cristã deve ser um reflexo da aplicação da forma como Deus nos ensina a ver o mundo focado na realidade local,

propondo de maneira sábia o modelo pelo qual vamos trabalhar a vida escolar (professores,

alunos, pais, sociedade) a fim de que se

desenvolvam o conhecimento, os valores e o caráter que glorificam ao Criador.

(43)

5. Para que a missão se desenvolva é necessário que a instituição tenha um projeto curricular integrado que, em cada passo, reflita a

missão.

 A começar da filosofia até a avaliação cíclica

do próprio currículo, todos os passos no

processo educacional devem ser carregados da perspectiva bíblica sobre o que se está

desenvolvendo.

(44)

 O grande alvo educacional cristão é que, a partir de uma

cosmovisão bíblica integral e íntegra, caminhemos rumo ao alvo de que “o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra” (2Tm 3.17), utilizando-nos de toda a Escritura que é “útil para o ensino, para a

repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3.16).

(45)

 No caminho, devemos estar atentos para continuar

“anulando... sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2Co 10.4-5).

 Somos, assim, chamados para ajudar nossos alunos pelo

ensino da verdade que leva à liberdade, desenvolvendo o conhecimento positivo a respeito do Criador e da Criação e derrubando o falso ensino que se levanta contra o

Referências

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