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PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA. >>> PAEBES 2016 Programa de Avaliação da Educação. revista do. Básica do Espírito Santo. Básica do Espírito Santo

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(1)

PROFESSOR

revista do

LÍNGUA PORTUGUESA

o programa

O Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo

resultados

Os resultados alcançados em 2016

>>> PAEBES 2016

Programa de Avaliação da Educação

Básica do Espírito Santo

(2)
(3)

ISSN 2237-8324

PROFESSOR

revista do

>>> PAEBES 2016

Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo

(4)

FICHA CATALOGRÁFICA

ESPÍRITO SANTO. Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo.

PAEBES – 2016 / Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Educação, CAEd. v. 1 (jan./dez. 2016), Juiz de Fora, 2016 – Anual.

Conteúdo: Revista do Professor - Língua Portuguesa. ISSN 2237-8324

(5)

Paulo César Hartung Gomes

Governador do Estado do Espírito Santo

César Roberto Colnaghi

Vice-Governador do Estado do Espírito Santo

Haroldo Corrêa Rocha

Secretário de Estado da Educação

Eduardo Malini

Subsecretário de Estado de Administração e Finanças

SUBGERÊNCIA DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL Fabíola Mota Sodré (Subgerente)

Claudia Lopes de Vargas Denise Moraes e Silva Rafael Benetti Costa

SUBGERÊNCIA DE ESTATÍSTICA EDUCACIONAL Denise Pereira da Silva (Subgerente)

(6)

Reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora

Marcus Vinicius David

Coordenação Geral do CAEd

Lina Kátia Mesquita de Oliveira

Coordenação da Unidade de Pesquisa

Tufi Machado Soares

Coordenação de Análises e Publicações

Wagner Silveira Rezende

Coordenação de Design da Comunicação

Rômulo Oliveira de Farias

Coordenação de Gestão da Informação

Roberta Palácios Carvalho da Cunha e Melo

Coordenação de Instrumentos de Avaliação

Renato Carnaúba Macedo

Coordenação de Medidas Educacionais

Wellington Silva

Coordenação de Monitoramento e Indicadores

Leonardo Augusto Campos

Coordenação de Operações de Avaliação

Rafael de Oliveira

Coordenação de Processamento de Documentos

(7)

sumário

resultados

19

Os resultados alcançados em 2016

23

Roteiros de leitura e análise

de resultados

padrões e níveis

38

Padrões e níveis de desempenho

39

5º ano do Ensino Fundamental

59

9º ano do Ensino Fundamental

78

3ª série do Ensino Médio

sugestões pedagógicas

98

Sugestões para a prática pedagógica

7 apresentação

o programa

(8)
(9)

apresentação

P

rofessor, esta revista é para você. Pensada e

feita para possibilitar seu uso no cotidiano pe-dagógico. Nela, você encontra orientações acer-ca dos resultados da sua escola no PAEBES 2016. Com esses resultados, você obtém um diagnósti-co do desempenho de seus estudantes nos testes de proficiência. A partir disso, potencialidades e fragilidades podem ser identificadas no processo de ensino e aprendizagem, permitindo uma ampla reflexão sobre as práticas pedagógicas.

Inicialmente, apresentamos o PAEBES e as in-formações que o constituem: os dados fornecidos pela avaliação, bem como os dados da realidade escolar, os quais compõem esse grande cenário que é o Programa de Avaliação da Educação Bási-ca do Espírito Santo.

A partir de uma análise do panorama do sistema de avaliação, desde sua criação, no ano de 1990, até seu penúltimo ciclo de aplicação, em 2015, apresentamos os dados do programa, dando ênfa-se aos ganhos experimentados pela rede estadual, pelas redes municipais e E.P.P. no que diz respeito aos resultados.

Em seguida, oferecemos a você um roteiro que pode ajudá-lo a ler e a compreender as informa-ções produzidas pelo PAEBES, de modo que você possa utilizá-las para sistematizar estratégias para a melhora do desempenho dos estudantes. Esse roteiro propõe algumas atividades, cujo objetivo é

fornecer ferramentas que permitam a interpretação pedagógica dos resultados.

Além dos resultados obtidos nos testes realiza-dos pelos estudantes, você tem acesso a algumas informações sobre o contexto da sua escola, como o Índice Socioeconômico (ISE), e indicadores de qualidade, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).

Por fim, apresentamos sugestões para a prática pedagógica, com o objetivo de auxiliá-lo na utili-zação dos resultados da avaliação, para que ações pedagógicas sejam planejadas e executadas em sua escola. Trata-se de uma sugestão de ação. Seu intuito não é outro senão incentivá-lo a tratar os dados da avaliação como parte do projeto políti-co-pedagógico da escola.

Nosso compromisso é oferecer a você uma vi-são geral da avaliação externa e dos resultados ob-tidos por sua escola no PAEBES. Esses resultados devem ser amplamente debatidos, com o envolvi-mento de toda a comunidade escolar. Esperamos que este material atinja esse propósito.

(10)

O Programa de Avaliação da Educação Básica

do Espírito Santo – PAEBES

o programa

C

onheça um pouco da história do PAEBES, das principais mudanças

ocor-ridas ao longo do tempo e dos ganhos experimentados pelas redes de ensino no que diz respeito aos seus resultados. Uma história feita não só de números, gráfi cos e dados, mas, principalmente, enredada pela vida escolar e pelo dia a dia de milhares de crianças e jovens capixabas.

Em 2008, o estado do Espírito Santo, com o intuito de assegurar aos estudantes o acesso a uma educação de qualidade, criou o Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo, o PAEBES. Seu objetivo primordial era, a partir dos instrumentos de avaliação, produzir um diagnóstico das redes de ensino, permitindo a identifi cação de problemas e virtudes, de modo a subsidiar ações e políticas públicas que pudessem enfrentar os primeiros e potencializar as últimas. Inicialmente, foram aplicados testes padronizados das disciplinas de língua portuguesa e matemática aos alunos da 1ª série do ensino médio da rede estadual de ensino.

No ano seguinte, foram incorporados à avaliação os alunos do 5º e 9º anos do ensino fundamental. Os alunos das redes municipais de ensino também passaram a integrar o diagnóstico.

Os alunos da 3ª série do ensino médio passaram a participar da avaliação em 2010. Nesse ano, não houve avaliação das redes municipais e as escolas particulares interessadas puderam se juntar ao Programa.

Em 2011, pela primeira vez, a avaliação englobou, ao mesmo tempo, os alunos da rede estadual, das redes municipais e das escolas particulares participantes (EPP). A 1ª série do ensino médio deixou de ser avaliada, quando ciências da natureza (biologia, física e química) se tornaram objeto de diagnóstico bianual para a 3ª série do ensino médio.

Subsequentemente, foi também avaliada a 2ª série do ensino médio, somente da rede estadual, em língua portuguesa e matemática. As ciências humanas (história e geografi a) passaram a ser avaliadas bianualmente no 9º ano do ensino fundamental e na 3ª série do ensino médio, em todas as redes.

Em 2013, a 2ª série do Ensino Médio deixou de ser avaliada. Especifi camente para o 9º ano do ensino fundamental, as ciências começaram a ser avaliadas de forma bianual.

2008

2009

2010

2013

2011

2012

2012

2014

2015

Uma nova mudança ocorreu em 2014, quando os alunos do 5º ano do ensino fundamental passaram a ser avaliados, também, em produção de texto.

Em 2015, o PAEBES atingiu o seu maior percentual de participação de estudantes desde a sua implementação e seguiu o desenho com ênfase nas terminalidades de etapa das redes estadual e municipais e das EPP: 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio. A avaliação de ciências da natureza foi a aplicada, além das avaliações de língua portuguesa e matemática.

Gráfi co 1

Evolução da Participação de Estudantes no PAEBES

Fonte: CAEd/UFJF.

Gráfico 1: Evolução da Participação de Estudantes no PAEBES*

86,2% 78,8% 85,0% 86,1% 83,7% 84,6% 88,7% 60,0% 70,0% 80,0% 90,0% 100,0% 2009 2010 2011 2012** 2013 2014 2015

* Não há dados de participação para o ano de 2008

** A avaliação da 2ª EM em 2012 não entrou no cálculo da participação por ser uma experiência única e apenas da rede estadual

Em 2016, foram avaliados novamente os alunos das redes estadual, municipais e das escolas particulares participantes. Os anos de esco-laridade e disciplinas avaliados foram o 5º ano do ensino fundamental, em língua portuguesa, matemática e produção de texto, e o 9º ano do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio, em língua portuguesa, matemática e ciências humanas.

(11)

O Programa de Avaliação da Educação Básica

do Espírito Santo – PAEBES

o programa

C

onheça um pouco da história do PAEBES, das principais mudanças

ocor-ridas ao longo do tempo e dos ganhos experimentados pelas redes de ensino no que diz respeito aos seus resultados. Uma história feita não só de números, gráfi cos e dados, mas, principalmente, enredada pela vida escolar e pelo dia a dia de milhares de crianças e jovens capixabas.

Em 2008, o estado do Espírito Santo, com o intuito de assegurar aos estudantes o acesso a uma educação de qualidade, criou o Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo, o PAEBES. Seu objetivo primordial era, a partir dos instrumentos de avaliação, produzir um diagnóstico das redes de ensino, permitindo a identifi cação de problemas e virtudes, de modo a subsidiar ações e políticas públicas que pudessem enfrentar os primeiros e potencializar as últimas. Inicialmente, foram aplicados testes padronizados das disciplinas de língua portuguesa e matemática aos alunos da 1ª série do ensino médio da rede estadual de ensino.

No ano seguinte, foram incorporados à avaliação os alunos do 5º e 9º anos do ensino fundamental. Os alunos das redes municipais de ensino também passaram a integrar o diagnóstico.

Os alunos da 3ª série do ensino médio passaram a participar da avaliação em 2010. Nesse ano, não houve avaliação das redes municipais e as escolas particulares interessadas puderam se juntar ao Programa.

Em 2011, pela primeira vez, a avaliação englobou, ao mesmo tempo, os alunos da rede estadual, das redes municipais e das escolas particulares participantes (EPP). A 1ª série do ensino médio deixou de ser avaliada, quando ciências da natureza (biologia, física e química) se tornaram objeto de diagnóstico bianual para a 3ª série do ensino médio.

Subsequentemente, foi também avaliada a 2ª série do ensino médio, somente da rede estadual, em língua portuguesa e matemática. As ciências humanas (história e geografi a) passaram a ser avaliadas bianualmente no 9º ano do ensino fundamental e na 3ª série do ensino médio, em todas as redes.

Em 2013, a 2ª série do Ensino Médio deixou de ser avaliada. Especifi camente para o 9º ano do ensino fundamental, as ciências começaram a ser avaliadas de forma bianual.

2008

2009

2010

2013

2011

2012

2012

2014

2015

Uma nova mudança ocorreu em 2014, quando os alunos do 5º ano do ensino fundamental passaram a ser avaliados, também, em produção de texto.

Em 2015, o PAEBES atingiu o seu maior percentual de participação de estudantes desde a sua implementação e seguiu o desenho com ênfase nas terminalidades de etapa das redes estadual e municipais e das EPP: 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio. A avaliação de ciências da natureza foi a aplicada, além das avaliações de língua portuguesa e matemática.

Gráfi co 1

Evolução da Participação de Estudantes no PAEBES

Fonte: CAEd/UFJF.

Gráfico 1: Evolução da Participação de Estudantes no PAEBES*

86,2% 78,8% 85,0% 86,1% 83,7% 84,6% 88,7% 60,0% 70,0% 80,0% 90,0% 100,0% 2009 2010 2011 2012** 2013 2014 2015

* Não há dados de participação para o ano de 2008

** A avaliação da 2ª EM em 2012 não entrou no cálculo da participação por ser uma experiência única e apenas da rede estadual

Em 2016, foram avaliados novamente os alunos das redes estadual, municipais e das escolas particulares participantes. Os anos de esco-laridade e disciplinas avaliados foram o 5º ano do ensino fundamental, em língua portuguesa, matemática e produção de texto, e o 9º ano do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio, em língua portuguesa, matemática e ciências humanas.

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E o que mostram os resultados do PAEBES, em relação ao desempenho estudantil? Vamos observar, nas Tabelas 1 a 4, como se comportam os resultados quando analisamos o padrão de desempenho médio do Programa, até 2015. É importante salientarmos que a mudança de um padrão de desempenho para outro representa um salto cognitivo relevan-te, visto que sugere a aquisição de uma gama signifi cativa de habilidades e competências pelos estudantes. Os quatro padrões de desempenho do PAEBES são abaixo do básico, básico, profi ciente e avançado.

Na Tabela 1, observamos que, em 2009, os alunos do 5º e 9º anos do ensino funda-mental da rede pública de ensino estavam, em média, no padrão básico em língua portu-guesa. Os alunos do 5º ano conseguiram, em 2014, saltar para o padrão profi ciente, o que indica a aquisição das principais habilidades e competências necessárias para esse ano de escolaridade, e, em 2015, mantiveram-se nesse padrão. Já os alunos das escolas particu-lares participantes, desde 2010, quando começaram a ser avaliados, alcançaram o padrão profi ciente, no 5º ano.

Com relação ao 9º ano, os estudantes da rede pública mantiveram-se no padrão básico desde a implementação da avaliação, enquanto as EPP demonstram uma desigualdade no que concerne à localização: enquanto as escolas rurais se mantiveram no padrão básico, as urbanas foram alocadas no padrão profi ciente, à exceção do ano de 2014, em que tam-bém se enquadraram no padrão básico.

Observando a 3ª série do ensino médio, chama a atenção, no ano de 2014, o fato de as redes municipais se encontrarem, em média, no padrão abaixo do básico, sendo o único caso de alocação média nesse padrão em língua portuguesa desde a implementação do programa. Em 2015, as redes municipais voltaram ao padrão básico. Nas EPP, o descom-passo entre as escolas rurais e urbanas permaneceram na 3ª série: enquanto as primeiras se mantiveram, em média, no padrão básico, desde 2012, as últimas permaneceram no padrão profi ciente no mesmo período.

Os Resultados Alcançados na Série Histórica

Tabela 1: Padrão de Desempenho Médio em Língua Portuguesa por Rede

Língua Portuguesa 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

Rede estadual

5ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Proficiente Proficiente

9ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Básico Básico

3ªEM Básico Básico Básico Básico Básico Básico

Redes

municipais

5ºEF Básico Básico Básico Básico Proficiente Proficiente

9ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Básico

3ªEM Básico Básico Abaixo do Básico Básico

EPP

5ºEF Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente

9ºEF - Geral Proficiente Proficiente

9ºEF - Rural Básico Básico Básico Básico

9ºEF - Urbana Proficiente Proficiente Básico Proficiente

3ªEM - Geral Proficiente Proficiente

3ªEM - Rural Básico Básico Básico Básico

3ªEM - Urbana Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente

Fonte: CAEd/UFJF.

Na Tabela 2, podemos observar o comportamento da rede com relação ao desempe-nho em matemática. Assim como em língua portuguesa, o 5º e 9º anos do ensino funda-mental da rede pública encontravam-se, em média, no padrão de desempenho básico, em 2009. Contudo, em matemática não houve mudança de padrão ao longo do tempo em nenhum dos anos de escolaridade. Os resultados das EPP em matemática são bastante similares aos alcançados em língua portuguesa: no 5º ano, as escolas se mantiveram no padrão profi ciente desde 2010. No 9º ano do ensino fundamental e na 3ª série do ensino médio, as escolas com localização urbana foram alocadas, em média, no padrão profi cien-te, à exceção do 9º ano em 2014, em que as escolas foram alocadas no padrão básico, enquanto as escolas de localização rural se mantiveram, em média, no padrão básico.

Já o ensino médio apresentou diferenças mais signifi cativas em relação à avaliação de língua portuguesa. Em matemática, tanto a rede estadual quanto as redes municipais, em seu primeiro ano de avaliação, se encontraram no padrão de desempenho abaixo do bási-co. A rede estadual, em 2010, conseguiu avançar para o padrão básico, enquanto as redes municipais só conseguiram dar esse passo na avaliação de 2015.

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Tabela 1: Padrão de Desempenho Médio em Língua Portuguesa por Rede

Língua Portuguesa 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

Rede estadual

5ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Proficiente Proficiente

9ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Básico Básico

3ªEM Básico Básico Básico Básico Básico Básico

Redes

municipais

5ºEF Básico Básico Básico Básico Proficiente Proficiente

9ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Básico

3ªEM Básico Básico Abaixo do Básico Básico

EPP

5ºEF Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente

9ºEF - Geral Proficiente Proficiente

9ºEF - Rural Básico Básico Básico Básico

9ºEF - Urbana Proficiente Proficiente Básico Proficiente

3ªEM - Geral Proficiente Proficiente

3ªEM - Rural Básico Básico Básico Básico

3ªEM - Urbana Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente

Fonte: CAEd/UFJF.

Na Tabela 2, podemos observar o comportamento da rede com relação ao desempe-nho em matemática. Assim como em língua portuguesa, o 5º e 9º anos do ensino funda-mental da rede pública encontravam-se, em média, no padrão de desempenho básico, em 2009. Contudo, em matemática não houve mudança de padrão ao longo do tempo em nenhum dos anos de escolaridade. Os resultados das EPP em matemática são bastante similares aos alcançados em língua portuguesa: no 5º ano, as escolas se mantiveram no padrão profi ciente desde 2010. No 9º ano do ensino fundamental e na 3ª série do ensino médio, as escolas com localização urbana foram alocadas, em média, no padrão profi cien-te, à exceção do 9º ano em 2014, em que as escolas foram alocadas no padrão básico, enquanto as escolas de localização rural se mantiveram, em média, no padrão básico.

Já o ensino médio apresentou diferenças mais signifi cativas em relação à avaliação de língua portuguesa. Em matemática, tanto a rede estadual quanto as redes municipais, em seu primeiro ano de avaliação, se encontraram no padrão de desempenho abaixo do bási-co. A rede estadual, em 2010, conseguiu avançar para o padrão básico, enquanto as redes municipais só conseguiram dar esse passo na avaliação de 2015.

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Tabela 2: Padrão de Desempenho Médio em Matemática por Rede

Matemática 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

Rede

estadual

5ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Básico Básico

9ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Básico Básico

3ªEM Abaixo do

Básico Básico Básico Básico Básico Básico

Redes

municipais

5ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Básico

9ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Básico

3ªEM Abaixo do Básico Abaixo do Básico Abaixo do Básico Básico EPP

5ºEF Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente

9ºEF - Geral Proficiente Proficiente

9ºEF - Rural Básico Básico Básico Básico

9ºEF - Urbana Proficiente Proficiente Básico Proficiente

3ªEM - Geral Proficiente Proficiente

3ªEM - Rural Básico Básico Básico Básico

3ªEM - Urbana Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente

Fonte: CAEd/UFJF.

A Tabela 3 traz os dados relativos às ciências da natureza, avaliadas bianualmente. Os resultados ciências do 9º ano do ensino fundamental mostram que, enquanto os alunos da rede estadual e das EPP se mantiveram no padrão Básico desde a primeira avaliação, em 2013, os estudantes das redes municipais se encontravam no padrão abaixo do básico em 2013, e somente em 2015, alcançaram o padrão básico.

Na 3ª série do ensino médio, com avaliação iniciada em 2011, vemos uma evolução dos alunos da rede estadual, que, naquele ano, encontravam-se no padrão abaixo do básico e, nas avaliações seguintes, passaram ao padrão básico. As EPP, por sua vez, encontravam-se, em média, no padrão básico em 2011. Em 2013, as escolas particulares participantes com localização urbana alcançaram o padrão profi ciente em física e química, porém retornaram ao padrão básico nessas disciplinas em 2015, padrão esse em que também se encontravam as escolas particulares participantes com localização rural.

Tabela 3: Padrão de Desempenho Médio em Ciências da Natureza por Rede

CiênciasdaNatureza 2011 2013 2015

Rede estadual

Ciências - 9ºEF Básico Básico

Biologia - 3ªEM Abaixo do Básico Básico Básico

Física - 3ªEM Abaixo do Básico Básico Básico

Química - 3ªEM Abaixo do Básico Básico Básico

Redes municipais Ciências - 9ºEF Abaixo do Básico Básico

EPP

Ciências - 9ºEF Básico Básico

Biologia - 3ªEM - Geral Básico

Biologia - 3ªEM - Rural Básico

Biologia - 3ªEM - Urbana Básico Básico

Física - 3ªEM - Geral Básico

Física - 3ªEM - Rural Básico

Física - 3ªEM - Urbana Proficiente Básico

Química - 3ªEM - Geral Básico

Química - 3ªEM - Rural Básico

Química - 3ªEM - Urbana Proficiente Básico

Fonte: CAEd/UFJF.

A Tabela 4 traz os dados de ciências humanas, também avaliadas bianualmente. No 9º ano do ensino fundamental, enquanto as redes públicas e as EPP de localização rural se mantiveram no padrão básico, as EPP urbanas se encontravam no padrão profi ciente desde a primeira avaliação, em 2012.

Já na 3ª série do ensino médio, a situação é parecida, mas algumas informações cha-mam atenção: os alunos das redes municipais, em 2012, alocaram-se no padrão abaixo do básico em história, somente atingindo o padrão básico em 2014. Os alunos das EPP urbanas, por sua vez, estavam no padrão básico, tanto em geografi a, quanto em história, e consegui-ram, em 2014, alcançar o padrão profi ciente nas duas disciplinas.

(15)

Tabela 2: Padrão de Desempenho Médio em Matemática por Rede

Matemática 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

Rede

estadual

5ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Básico Básico

9ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Básico Básico

3ªEM Abaixo do

Básico Básico Básico Básico Básico Básico

Redes

municipais

5ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Básico

9ºEF Básico Básico Básico Básico Básico Básico

3ªEM Abaixo do Básico Abaixo do Básico Abaixo do Básico Básico EPP

5ºEF Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente

9ºEF - Geral Proficiente Proficiente

9ºEF - Rural Básico Básico Básico Básico

9ºEF - Urbana Proficiente Proficiente Básico Proficiente

3ªEM - Geral Proficiente Proficiente

3ªEM - Rural Básico Básico Básico Básico

3ªEM - Urbana Proficiente Proficiente Proficiente Proficiente

Fonte: CAEd/UFJF.

A Tabela 3 traz os dados relativos às ciências da natureza, avaliadas bianualmente. Os resultados ciências do 9º ano do ensino fundamental mostram que, enquanto os alunos da rede estadual e das EPP se mantiveram no padrão Básico desde a primeira avaliação, em 2013, os estudantes das redes municipais se encontravam no padrão abaixo do básico em 2013, e somente em 2015, alcançaram o padrão básico.

Na 3ª série do ensino médio, com avaliação iniciada em 2011, vemos uma evolução dos alunos da rede estadual, que, naquele ano, encontravam-se no padrão abaixo do básico e, nas avaliações seguintes, passaram ao padrão básico. As EPP, por sua vez, encontravam-se, em média, no padrão básico em 2011. Em 2013, as escolas particulares participantes com localização urbana alcançaram o padrão profi ciente em física e química, porém retornaram ao padrão básico nessas disciplinas em 2015, padrão esse em que também se encontravam as escolas particulares participantes com localização rural.

Tabela 3: Padrão de Desempenho Médio em Ciências da Natureza por Rede

CiênciasdaNatureza 2011 2013 2015

Rede estadual

Ciências - 9ºEF Básico Básico

Biologia - 3ªEM Abaixo do Básico Básico Básico

Física - 3ªEM Abaixo do Básico Básico Básico

Química - 3ªEM Abaixo do Básico Básico Básico

Redes municipais Ciências - 9ºEF Abaixo do Básico Básico

EPP

Ciências - 9ºEF Básico Básico

Biologia - 3ªEM - Geral Básico

Biologia - 3ªEM - Rural Básico

Biologia - 3ªEM - Urbana Básico Básico

Física - 3ªEM - Geral Básico

Física - 3ªEM - Rural Básico

Física - 3ªEM - Urbana Proficiente Básico

Química - 3ªEM - Geral Básico

Química - 3ªEM - Rural Básico

Química - 3ªEM - Urbana Proficiente Básico

Fonte: CAEd/UFJF.

A Tabela 4 traz os dados de ciências humanas, também avaliadas bianualmente. No 9º ano do ensino fundamental, enquanto as redes públicas e as EPP de localização rural se mantiveram no padrão básico, as EPP urbanas se encontravam no padrão profi ciente desde a primeira avaliação, em 2012.

Já na 3ª série do ensino médio, a situação é parecida, mas algumas informações cha-mam atenção: os alunos das redes municipais, em 2012, alocaram-se no padrão abaixo do básico em história, somente atingindo o padrão básico em 2014. Os alunos das EPP urbanas, por sua vez, estavam no padrão básico, tanto em geografi a, quanto em história, e consegui-ram, em 2014, alcançar o padrão profi ciente nas duas disciplinas.

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Tabela 4: Padrão de Desempenho Médio em Ciências Humanas por Rede

CiênciasHumanas 2012 2014

Rede estadual

Geografia - 9ºEF Básico Básico

História - 9ºEF Básico Básico

Geografia - 3ªEM Básico Básico

História - 3ªEM Básico Básico

Redesmunicipais

Geografia - 9ºEF Básico Básico

História - 9ºEF Básico Básico

Geografia - 3ªEM Básico Básico

História - 3ªEM Abaixo do Básico Básico

EPP

Geografia - 9ºEF - Rural Básico Básico

Geografia - 9ºEF - Urbana Proficiente Proficiente

História - 9ºEF - Rural Básico Básico

História - 9ºEF - Urbana Proficiente Proficiente

Geografia - 3ªEM - Rural Básico Básico

Geografia - 3ªEM - Urbana Básico Proficiente

História - 3ªEM - Rural Básico Básico

História - 3ªEM - Urbana Básico Proficiente

Fonte: CAEd/UFJF.

Olhar para os padrões de desempenho médios, como percebemos, permite-nos ob-servar as diferenças mais marcantes entre as redes de ensino, bem como a evolução do desempenho em cada disciplina de forma global, o que possibilita comparação entre elas. É importante analisarmos quais são os alunos que apresentam as maiores difi culdades e quais são as áreas do conhecimento que demandam maiores esforços e aquelas que já atestam evolução signifi cativa.

Esse é um exercício que cabe a todos os profi ssionais envolvidos com a educação no estado do Espírito Santo. Os resultados da avaliação podem ser o ponto de partida para uma série de refl exões acerca das políticas públicas educacionais e das ações, pedagógicas e de gestão, no interior de cada escola, pois os resultados do PAEBES são, na verdade um dos muitos aspectos que envolvem a realidade educacional das redes de ensino. Debruçar-se sobre eles e analisá-los é uma ação essencial para que os mesmos cumpram um importante papel na garantia do direito de toda criança aprender!

Os dados contextuais do Espírito Santo mostram informações que dão pistas sobre al-gumas características. Essas características ajudam a delinear um diagnóstico que leve em consideração não apenas os dados de desempenho, mas também questões como as mu-danças ocorridas no sistema de ensino nos últimos anos e o perfi l dos atores educacionais inseridos nesse universo.

Olhando, por exemplo, para a escolaridade dos professores, a maior parte deles declarou possuir pós-graduação nível de especialização, como atesta o Gráfi co 2. Apenas 0,9% dos professores declarou possuir apenas o ensino médio, enquanto o total de docentes que declararam ter doutorado não chegou a 0,5%.

Gráfi co 2: Escolaridade dos Professores – PAEBES 2015 Gráfico 2: Escolaridade dos Professores – PAEBES 2015

Fonte: CAEd/UFJF. 0,9% 5,8% 16,7% 5,7% 65,4% 5,1% 0,4% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% 70,0% Ensino Médio

- Magistério. Superior -Ensino Pedagogia ou Normal Superior. Ensino Superior -Licenciatura. Ensino Superior -Outros. Especialização (mínimo de 360 horas). Mestrado. Doutorado ou posterior. Fonte: CAEd/UFJF.

Os professores também foram perguntados sobre sua experiência pregressa com o ma-gistério. O percentual de professores que declarou possuir mais de 21 anos de experiência em sala de aula, como ilustra o Gráfi co 3, foi de 21,5%. Um percentual próximo a esse foi verifi cado para professores menos experientes: 18% afi rmaram ter experiência entre um e cinco anos.

Gráfi co 3: Tempo de Experiência como Professor – PAEBES 2015 Gráfico 3: Tempo de Experiência como Professor – PAEBES 2015

Fonte: CAEd/UFJF.. 2,4% 18,0% 21,3% 20,0% 16,7% 21,5% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% Há menos de 1 ano. Entre 1 e 5 anos. Entre 6 e 10 anos. Entre 11 e 15 anos. Entre 16 e 20 anos. Há mais de 21 anos. Fonte: CAEd/UFJF..

14

PAEBES 2016

(17)

Tabela 4: Padrão de Desempenho Médio em Ciências Humanas por Rede

CiênciasHumanas 2012 2014

Rede estadual

Geografia - 9ºEF Básico Básico

História - 9ºEF Básico Básico

Geografia - 3ªEM Básico Básico

História - 3ªEM Básico Básico

Redesmunicipais

Geografia - 9ºEF Básico Básico

História - 9ºEF Básico Básico

Geografia - 3ªEM Básico Básico

História - 3ªEM Abaixo do Básico Básico

EPP

Geografia - 9ºEF - Rural Básico Básico

Geografia - 9ºEF - Urbana Proficiente Proficiente

História - 9ºEF - Rural Básico Básico

História - 9ºEF - Urbana Proficiente Proficiente

Geografia - 3ªEM - Rural Básico Básico

Geografia - 3ªEM - Urbana Básico Proficiente

História - 3ªEM - Rural Básico Básico

História - 3ªEM - Urbana Básico Proficiente

Fonte: CAEd/UFJF.

Olhar para os padrões de desempenho médios, como percebemos, permite-nos ob-servar as diferenças mais marcantes entre as redes de ensino, bem como a evolução do desempenho em cada disciplina de forma global, o que possibilita comparação entre elas. É importante analisarmos quais são os alunos que apresentam as maiores difi culdades e quais são as áreas do conhecimento que demandam maiores esforços e aquelas que já atestam evolução signifi cativa.

Esse é um exercício que cabe a todos os profi ssionais envolvidos com a educação no estado do Espírito Santo. Os resultados da avaliação podem ser o ponto de partida para uma série de refl exões acerca das políticas públicas educacionais e das ações, pedagógicas e de gestão, no interior de cada escola, pois os resultados do PAEBES são, na verdade um dos muitos aspectos que envolvem a realidade educacional das redes de ensino. Debruçar-se sobre eles e analisá-los é uma ação essencial para que os mesmos cumpram um importante papel na garantia do direito de toda criança aprender!

Os dados contextuais do Espírito Santo mostram informações que dão pistas sobre al-gumas características. Essas características ajudam a delinear um diagnóstico que leve em consideração não apenas os dados de desempenho, mas também questões como as mu-danças ocorridas no sistema de ensino nos últimos anos e o perfi l dos atores educacionais inseridos nesse universo.

Olhando, por exemplo, para a escolaridade dos professores, a maior parte deles declarou possuir pós-graduação nível de especialização, como atesta o Gráfi co 2. Apenas 0,9% dos professores declarou possuir apenas o ensino médio, enquanto o total de docentes que declararam ter doutorado não chegou a 0,5%.

Gráfi co 2: Escolaridade dos Professores – PAEBES 2015 Gráfico 2: Escolaridade dos Professores – PAEBES 2015

Fonte: CAEd/UFJF. 0,9% 5,8% 16,7% 5,7% 65,4% 5,1% 0,4% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% 70,0% Ensino Médio

- Magistério. Superior -Ensino Pedagogia ou Normal Superior. Ensino Superior -Licenciatura. Ensino Superior -Outros. Especialização (mínimo de 360 horas). Mestrado. Doutorado ou posterior. Fonte: CAEd/UFJF.

Os professores também foram perguntados sobre sua experiência pregressa com o ma-gistério. O percentual de professores que declarou possuir mais de 21 anos de experiência em sala de aula, como ilustra o Gráfi co 3, foi de 21,5%. Um percentual próximo a esse foi verifi cado para professores menos experientes: 18% afi rmaram ter experiência entre um e cinco anos.

Gráfi co 3: Tempo de Experiência como Professor – PAEBES 2015 Gráfico 3: Tempo de Experiência como Professor – PAEBES 2015

Fonte: CAEd/UFJF.. 2,4% 18,0% 21,3% 20,0% 16,7% 21,5% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% Há menos de 1 ano. Entre 1 e 5 anos. Entre 6 e 10 anos. Entre 11 e 15 anos. Entre 16 e 20 anos. Há mais de 21 anos. Fonte: CAEd/UFJF..

(18)

Sobre o futuro que preveem para seus alunos, os professores demonstraram, como se vê no Gráfi co 4, ter elevadas expectativas quanto à conclusão do ensino fundamental e do ensino médio. Mais de 60% dos professores afi rmaram que mais de 75% dos seus alunos com-pletariam essas duas etapas de ensino. No entanto, quando a pergunta foi feita em relação ao ingresso no ensino superior e ao acesso de boas oportunidades no mercado de trabalho, a ex-pectativa dos professores em relação a eventuais resultados positivos obtidos por seus alunos diminuiu. Concretamente, pouco mais de 30% dos professores acreditavam que mais de 75% dos seus alunos ingressariam no ensino superior e teriam boas oportunidades no mercado de trabalho.

Gráfi co 4: Expectativa dos Professores em Relação ao Futuro dos Alunos – PAEBES 2015

Gráfico 4: Expectativa dos Professores em Relação ao Futuro dos Alunos – PAEBES 2015

Fonte: CAEd/UFJF. 2,3%4,3% 13,6% 63,6% 16,2% 2,4% 8,2% 26,4% 61,2% 1,8% 19,3% 32,8%30,9% 14,8% 2,2% 16,4% 30,7%31,3% 19,8% 1,8% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% 70,0% At é 25% . De 26% a 50% . De 51% a 75% . M ai s d e 75% . Nã o se a pl ica At é 25% . De 26% a 50% . De 51% a 75% . M ai s d e 75% . Nã o se a pl ica At é 25% . De 26% a 50% . De 51% a 75% . M ai s d e 75% . Nã o se a pl ica At é 25% . De 26% a 50% . De 51% a 75% . M ai s d e 75% . Nã o se a pl ica Concluirá o Ensino

Fundamental. Concluíra o Ensino Médio Ingressará no EnsinoSuperior Terá boas oportunidadesde trabalho

Fonte: CAEd/UFJF.

Assim como os professores, a maior parte dos diretores, como vemos no Gráfi co 5, declarou possuir especialização em nível de pós-graduação. Apenas 0,45% deles afi rmou possuir o título de magistério no nível de ensino médio. No outro extremo, os doutores compuseram apenas 0,27% do total de diretores.

Os dados contextuais, como pudemos observar, mostram-nos algumas característi-cas que nos auxiliam a compreender a realidade capixaba. As expectativas depositadas pelos professores sobre seus alunos deve ser observada de perto, uma vez que altas expectativas podem ser correlatas a melhores desempenhos. Por fi m, o nível de es-colaridade e tempo de experiência de professores e gestores ajudam a compreender melhor o perfi l desses atores educacionais fundamentais para a melhoria da qualidade da educação dos estudantes do Espírito Santo.

Gráfi co 5: Escolaridade dos Diretores (9EF) – PAEBES 2015 Gráfico 5: Escolaridade dos Diretores (9EF) – PAEBES 2015

Fonte: CAEd/UFJF. 0,45% 5,00% 9,46% 4,55% 76,18% 4,10% 0,27%

Ensino Médio - Magistério. Ensino Superior - Pedagogia ou Normal Superior. Ensino Superior - Licenciatura. Ensino Superior - Outros. Especialização (mínimo de 360 horas). Mestrado. Doutorado ou posterior.

Fonte: CAEd/UFJF.

Diferentemente do que ocorreu com os professores, a distribuição dos diretores em anos de experiência revelou-se mais concentrada em alguns intervalos, como mostra o Gráfi co 6. Apenas 2,32% dos diretores afi rmaram possuir mais de 21 anos na gestão escolar. Os grupos com menor experiência concentraram os maiores percentuais. Destacamos que 84,1% dos diretores afi rmaram ter menos de 10 anos de experiência.

Gráfi co 6: Tempo de Experiência como Diretor de Escola (9EF) – PAEBES 2015 Gráfico 6: Tempo de Experiência como Diretora de Escola (9EF) – PAEBES 2015

Fonte: CAEd/UFJF. 14,81% 47,46% 21,94% 8,92% 4,55% 2,32% Há menos de 1 ano. Entre 1 e 5 anos. Entre 6 e 10 anos. Entre 11 e 15 anos. Entre 16 e 20 anos. Há mais de 21 anos. Fonte: CAEd/UFJF.

(19)

Sobre o futuro que preveem para seus alunos, os professores demonstraram, como se vê no Gráfi co 4, ter elevadas expectativas quanto à conclusão do ensino fundamental e do ensino médio. Mais de 60% dos professores afi rmaram que mais de 75% dos seus alunos com-pletariam essas duas etapas de ensino. No entanto, quando a pergunta foi feita em relação ao ingresso no ensino superior e ao acesso de boas oportunidades no mercado de trabalho, a ex-pectativa dos professores em relação a eventuais resultados positivos obtidos por seus alunos diminuiu. Concretamente, pouco mais de 30% dos professores acreditavam que mais de 75% dos seus alunos ingressariam no ensino superior e teriam boas oportunidades no mercado de trabalho.

Gráfi co 4: Expectativa dos Professores em Relação ao Futuro dos Alunos – PAEBES 2015

Gráfico 4: Expectativa dos Professores em Relação ao Futuro dos Alunos – PAEBES 2015

Fonte: CAEd/UFJF. 2,3%4,3% 13,6% 63,6% 16,2% 2,4% 8,2% 26,4% 61,2% 1,8% 19,3% 32,8%30,9% 14,8% 2,2% 16,4% 30,7%31,3% 19,8% 1,8% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% 70,0% At é 25% . De 26% a 50% . De 51% a 75% . M ai s d e 75% . Nã o se a pl ica At é 25% . De 26% a 50% . De 51% a 75% . M ai s d e 75% . Nã o se a pl ica At é 25% . De 26% a 50% . De 51% a 75% . M ai s d e 75% . Nã o se a pl ica At é 25% . De 26% a 50% . De 51% a 75% . M ai s d e 75% . Nã o se a pl ica Concluirá o Ensino

Fundamental. Concluíra o Ensino Médio Ingressará no EnsinoSuperior Terá boas oportunidadesde trabalho

Fonte: CAEd/UFJF.

Assim como os professores, a maior parte dos diretores, como vemos no Gráfi co 5, declarou possuir especialização em nível de pós-graduação. Apenas 0,45% deles afi rmou possuir o título de magistério no nível de ensino médio. No outro extremo, os doutores compuseram apenas 0,27% do total de diretores.

Os dados contextuais, como pudemos observar, mostram-nos algumas característi-cas que nos auxiliam a compreender a realidade capixaba. As expectativas depositadas pelos professores sobre seus alunos deve ser observada de perto, uma vez que altas expectativas podem ser correlatas a melhores desempenhos. Por fi m, o nível de es-colaridade e tempo de experiência de professores e gestores ajudam a compreender melhor o perfi l desses atores educacionais fundamentais para a melhoria da qualidade

Gráfi co 5: Escolaridade dos Diretores (9EF) – PAEBES 2015 Gráfico 5: Escolaridade dos Diretores (9EF) – PAEBES 2015

Fonte: CAEd/UFJF. 0,45% 5,00% 9,46% 4,55% 76,18% 4,10% 0,27%

Ensino Médio - Magistério. Ensino Superior - Pedagogia ou Normal Superior. Ensino Superior - Licenciatura. Ensino Superior - Outros. Especialização (mínimo de 360 horas). Mestrado. Doutorado ou posterior.

Fonte: CAEd/UFJF.

Diferentemente do que ocorreu com os professores, a distribuição dos diretores em anos de experiência revelou-se mais concentrada em alguns intervalos, como mostra o Gráfi co 6. Apenas 2,32% dos diretores afi rmaram possuir mais de 21 anos na gestão escolar. Os grupos com menor experiência concentraram os maiores percentuais. Destacamos que 84,1% dos diretores afi rmaram ter menos de 10 anos de experiência.

Gráfi co 6: Tempo de Experiência como Diretor de Escola (9EF) – PAEBES 2015 Gráfico 6: Tempo de Experiência como Diretora de Escola (9EF) – PAEBES 2015

Fonte: CAEd/UFJF. 14,81% 47,46% 21,94% 8,92% 4,55% 2,32% Há menos de 1 ano. Entre 1 e 5 anos. Entre 6 e 10 anos. Entre 11 e 15 anos. Entre 16 e 20 anos. Há mais de 21 anos. Fonte: CAEd/UFJF.

(20)

Destacamos, ainda, que os dados da avaliação são mais amplos do que os expostos neste breve resumo sobre o PAEBES. De todo modo, a partir deles, tendo em vista as melhorias ou as difi culdades diagnosticadas, é possível levantar hipóteses sobre os motivos pelos quais elas foram obti-das. Eles podem ser inúmeros e oriundos de diferentes fontes.

Este é um exercício que cabe a todos os profi ssionais envolvidos com a educação no estado do Espírito Santo. Os resultados da avaliação podem ser o ponto de partida para uma série de refl exões acerca das políticas públicas educacionais e das ações, pedagógicas e de gestão, no interior de cada escola, pois os resultados do PAEBES são, na verdade um dos muitos aspectos que envolvem a realidade educacional da rede estadual de ensino. Debruçar-se sobre eles e analisá-los é uma ação essencial para que os mesmos cumpram um importante papel na garantia do direito de toda criança aprender!

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Destacamos, ainda, que os dados da avaliação são mais amplos do que os expostos neste breve resumo sobre o PAEBES. De todo modo, a partir deles, tendo em vista as melhorias ou as difi culdades diagnosticadas, é possível levantar hipóteses sobre os motivos pelos quais elas foram obti-das. Eles podem ser inúmeros e oriundos de diferentes fontes.

Este é um exercício que cabe a todos os profi ssionais envolvidos com a educação no estado do Espírito Santo. Os resultados da avaliação podem ser o ponto de partida para uma série de refl exões acerca das políticas públicas educacionais e das ações, pedagógicas e de gestão, no interior de cada escola, pois os resultados do PAEBES são, na verdade um dos muitos aspectos que envolvem a realidade educacional da rede estadual de ensino. Debruçar-se sobre eles e analisá-los é uma ação essencial para que os mesmos cumpram um importante papel na garantia do direito de toda criança aprender!

Os resultados alcançados em 2016

resultados

P

rofessor, os resultados alcançados pela sua esco-la na avaliação de Língua Portuguesa do PAEBES 2016 estão disponíveis em www.paebes.caedufjf.net. É importante que você leia, analise e compreenda as informações.

Entretanto, você não deve parar por aqui. É im-prescindível que toda a escola seja envolvida na discussão desses dados. Acreditamos que a escola capaz de fazer a diferença é, também, aquela que consegue garantir a aprendizagem dos seus estu-dantes, interpretando, analisando e utilizando as informações da avaliação educacional – externa e interna –, com vistas à melhoria permanente dos re-sultados.

Nesta seção, você encontra um roteiro de leitu-ra e interpretação das informações disponíveis. Nos Resultados por escola, são apresentados os dados de proficiência média, a distribuição dos estudantes pelos padrões de desempenho e a participação. Nos Resultados por aluno, estão dispostos os percen-tuais de acerto em relação às habilidades avaliadas nos testes. Cada tipo de resultado conta com roteiro específico.

Além disso, são apresentadas informações acer-ca do contexto de sua escola, como o Índice So-cioeconômico (ISE), e indicadores de qualidade, no caso, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).

O que é o IDEB?

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) é um indicador que reúne dois elementos importantes para a qua-lidade da educação: o fluxo escolar e o desempenho nas ava-liações em larga escala. O indicador é calculado com base nos dados sobre aprovação, obtidos através do Censo Escolar, e nos dados de desempenho, obtidos através dos testes padronizados do Saeb. Dessa forma, o IDEB apresenta resultados sintéticos, permitindo traçar metas de qualidade para os sistemas educa-cionais, específicos para cada escola.

(22)

O que é Índice

Socioeconômico dos

Estudantes (ISE)?

Os resultados são impactados por diversos fatores. Dentre eles, o mais co-nhecido é o nível socioeconômico. Os recursos culturais, sociais e econômi-cos da família exercem influência sobre os resultados escolares dos estudantes. Eles também indicam, em maior ou me-nor medida, o investimento feito pelas famílias na educação dos filhos. Dada a importância dessa dimensão, criamos através das respostas aos questionários que acompanham o teste cognitivo na avaliação uma medida que contempla as informações sobre esses recursos. Essa medida é denominada Índice So-cioeconômico dos estudantes, ou, sim-plesmente: ISE.

(23)

» > Ter um banheiro

» > Ter de um a

vinte livros

» > Ter coleta de lixo

» > Ir quase nunca

ou nunca à show

» > Ir quase nunca

ou nunca ao parque

» > Ter pai com

os anos iniciais do fundamental completo

» > Ter um

micro-ondas

» > Ter mãe com

os anos iniciais do fundamental completo » > Ir quase nunca ou nunca à praia » > Ter um dicionário » > Ir quase nunca ou nunca ao cinema » > Ter um automóvel » > Ter um videogame » > Ter calçamento » > Ir quase nunca ou nunca ao museu » > Ir quase nunca ou nunca ao teatro » > Ter acesso à internet

» > Não ter pessoa

que receba bolsa família » > Ter um computador » > Ter um ar-condicionado » > Passear na

cidade nas férias

» > Ter de vinte um a cem livros » > Ter um smartphone » > Ter um quarto próprio

» > Ter pai com

os anos finais do fundamental completo

» > Ter mãe com

os anos finais do fundamental completo » > Ir quase sempre ao parque » > Ir quase sempre à praia » > Ir quase sempre ao cinema » > Ir quase sempre à show

» > Ter mãe com

ensino médio completo

» > Ter pai com

ensino médio completo

» > Ter dois ou mais

smartphones

» > Viajar nas férias

» > Ter dois

ares-condicionados » > Ter dois computadores » > Ir quase sempre ou sempre ao teatro » > Ir quase sempre ou sempre ao museu

» >Ter dois ou mais

videogames

» > Ter dois ou mais

automóveis

» > Ir sempre ao

cinema

» > Ter dois ou mais

dicionários » > Ir sempre à praia » > Ter dois ou mais micro-ondas » > Ir sempre à show

» > Ter mãe com

ensino superior completo

» > Ter pai com

ensino superior completo

» > Ir sempre ao

parque

» > Ter dois ou mais

banheiros

» > Ter mais de cem

livros

Nível

Os níveis de ISE calculados para o PAEBES são:

Nível

Nível 1

+

Nível 2

+

Nível 3

+

Nível 4

+

Nível 5

+

Nível

Nível

Nível

Nível

1

2

3

4

5

6

O ISE é criado pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), levan-do em conta a escolaridade levan-dos pais levan-dos estudantes, os bens de consumo e bens culturais presentes no domicílio, o acesso a ser-viços públicos e a atividades culturais, características dos domicí-lios etc. A TRI permite gerar o índice, mas os valores criados são pouco “interpretáveis” – o resultado é sempre uma escala com média 0 e desvio-padrão 1. Por essa razão, padronizamos o ISE em uma escala de 0 a 10 – onde 0 não indica ausência de nível socioeconômico, mas sim o menor valor gerado, enquanto 10 in-dica o maior valor – e criamos grandes grupos aos quais designa-mos como Níveis do ISE. Em cada um desses Níveis podedesigna-mos di-zer que a probabilidade de encontrar determinado “bem” é maior que 50%. O quadro abaixo elenca esses “bens” por Nível do ISE.

(24)

E como esses os Níveis do ISE se relacionam com os Quartis do ISM

(ISM x ISE)?

Como dissemos acima, para as escolas, o que te-mos é a composição, ou seja a Relação entre Níveis do ISE e Quartis do ISM. Assim, podemos dizer que há muito mais alunos com ISE do Nível 4, Nível 5 e Nível 6 no quartil mais alto do ISM (Q4), do que no quartil mais baixo (Q1). Já os alunos com ISE do Nível

1, Nível 2 e Nível 3 estão mais no quartil mais bai-xo (Q1) do que no quartil mais alto (Q4). Os quartis medianos (Q2 e Q3) apresentam uma composição intermediária. Essa relação é esperada, visto que o ISM de cada escola é a agregação, pela média, dos ISEs de seus respectivos alunos.

ISM ISE Total N1 N2 N3 N4 N5 N6

Q4 0,5% 5,0% 26,2% 44,0% 20,9% 3,5% 100%

Q3 1,7% 13,2% 37,2% 36,0% 10,6% 1,3% 100%

Q2 6,1% 25,8% 38,8% 23,3% 5,5% 0,6% 100%

Q1 14,9% 40,7% 32,0% 10,4% 1,9% 0,1% 100%

Tabela 1: A Relação entre ISE e ISM.

O que é Índice Socioeconômico Médio das Escolas (ISM)?

No âmbito da escola, o que temos é a compo-sição, ou seja, o nível socioeconômico médio. A depender do nível socioeconômico do público que recebe, uma escola pode estar em pior ou melhor posição para atingir bons resultados. Para represen-tar a composição de cada escola calculamos o Índi-ce Socioeconômico Médio das Escolas (ISM) através da média aritmética simples dos ISE’s dos estudantes que compõem cada uma delas. Essa média também gera valores pouco “interpretáveis”, por essa razão, padronizamos aqui também o índice em uma escala de 0 a 10 – onde, o 0 indica o menor valor do ISM

encontrado e 10 o maior valor – e dividimos a esca-la em níveis, ou, mais precisamente, em Quartis do ISM. O primeiro quartil (Q1) sempre se refere às es-colas no primeiro quartil, ou seja, os 25% de eses-colas com o mais baixo nível no ISM, que traduz a condi-ção socioeconômica média. O segundo quartil (Q2) refere-se aos 25% de escolas seguintes. O terceiro quartil (Q3) diz respeito ao grupo de escolas com ISM entre os 50% e 75% mais altos. Por fim, o quartil mais alto (Q4), ou seja, os 25% de escolas com o mais alto nível no ISM.

Gráfico 1: Quartis do Índice Socioeconômico Médio das Escolas.

0% 25% 50% 75% 100% 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Q u ar ti s d o I SM

Índice Socioeconômico Médio das Escolas

Q4

Q3

Q2

(25)

Roteiros de leitura e

análise de resultados

Com o intuito de ajudá-lo no processo de leitu-ra e análise dos resultados, sugerimos dois roteiros com orientações, passo a passo, de como deve ser feita a leitura e a interpretação dos resultados do PAEBES 2016, em cada etapa de escolaridade ava-liada. Para isso, você deve reproduzir as atividades para cada uma das etapas.

Para aprofundar as reflexões acerca dos resul-tados da avaliação em larga escala, é importante, ainda, consultar o Glossário da Avaliação em Lar-ga Escala, disponível em www.paebes.caedufjf.net, bem como os padrões e níveis de desempenho es-tudantil, os quais descrevem, pedagogicamente, o significado das médias alcançadas pelos estudan-tes da rede estadual, redes municipais e E.P.P. do Espírito Santo que participaram do PAEBES 2016. Essas descrições estão disponíveis na seção Pa-drões e níveis de desempenho desta revista e ilus-tradas com itens representativos de cada nível.

(26)

Proficiência alcançada pela escola nas três últimas edições do

PAEBES em Língua Portuguesa.

Essa é a primeira informação sobre o desem-penho dos estudantes de sua escola: a média de proficiência1 alcançada pela escola nas três últimas

edições do PAEBES, na disciplina Língua Portugue-sa, em cada etapa avaliada. A observação da mé-dia nos ajuda a verificar a melhoria da qualidade da educação ofertada, a partir da evolução do desem-penho da escola ao longo do tempo.

1 A média de proficiência da escola é o valor da média aritmética das proficiências alcançadas pelos estudantes da escola, no teste.

O termo proficiência refere-se ao conhecimento ou à aptidão que os alunos demonstram ter em relação a um determinado conteúdo de uma disciplina

avaliada pelos testes cognitivos.

Este primeiro roteiro orienta a leitura e interpretação dos resultados gerais da sua escola: proficiência, distribuição percentual dos estudantes pelos padrões de desempenho e participação.

(27)

Observe, na página de resultados, as proficiências alcançadas pelos estudantes nas três últimas edições do PAEBES, em uma determinada etapa, e preencha o quadro a seguir.

EDIÇÃO PROFICIÊNCIA ANÁLISE

2014 Qual é o comportamento da média de proficiência

da sua escola, ao longo dos anos? ( ) Está aumentando ( ) Está estável ( ) Está diminuindo OBS.: 2015 2016

Com seus colegas professores e com a equipe pedagógica, levante algumas hipóteses sobre a evolução dos resultados da sua escola ao longo do tempo. Registre o que vocês discutiram. Isso pode ajudá-los na apropriação das informações fornecidas pelos resultados do PAEBES.

Repita o processo para todas as etapas avaliadas.

ATIVIDADE 1

Distribuição percentual dos estudantes pelos padrões de

desempenho nas três últimas edições do PAEBES.

Depois de observar a proficiência da escola, vamos verificar como os estudantes estão distri-buídos pelos padrões de desempenho. De acordo com a proficiência alcançada no teste, o estudan-te demonstra um deestudan-terminado perfil ou padrão de desempenho, ou seja, quanto maior a proficiência do estudante, mais elevado é o seu padrão de de-sempenho.

Entretanto, em uma turma ou em uma escola, os estudantes apresentam diferentes padrões de desempenho. Sendo assim, a escola deve trabalhar

para que haja menos estudantes nos padrões mais baixos, aumentando o percentual de estudantes nos padrões mais elevados, pois almejamos uma educação que seja de qualidade e para todos. Por isso, essa análise é tão importante, professor. Ela lhe dará informações fundamentais para o seu planejamento, para a construção permanente do projeto político-pedagógico e para a definição de metas, estratégias e metodologias adequadas às necessidades dos seus alunos.

(28)

Observe o gráfico da página de resultados e preencha o quadro abaixo com o percentual de estudantes que se encontra em cada um dos padrões de desempenho. Em seguida, acrescente o número absoluto de estudantes, na edição de 2016, em cada padrão2.

EDIÇÃO ABAIXO DO BÁSICO BÁSICO PROFICIENTE AVANÇADO

2014 2015

2016 % de alunos Nº alunos % de alunos Nº alunos % de alunos Nº alunos % de alunos Nº alunos

C

Os percentuais de estudantes nos padrões mais baixos têm diminuído, aumentado ou

man-tiveram-se estáveis ao longo do tempo?

C

Qual é o padrão em que se encontra o maior número de estudantes?

C

Observando o percentual de estudantes em cada padrão de desempenho, é possível dizer

que os estudantes da sua escola apresentaram: ( ) Melhora gradativa

( ) Estabilidade no desempenho ( ) Queda no desempenho

C

Junto com seus colegas e equipe pedagógica, levante possíveis hipóteses para esses resul-tados.

C

Que estratégias podem ser utilizadas para aqueles estudantes que estão nos padrões mais baixos?

Esse exercício é importante para que as ações sejam bem direcionadas e possam ajudar os estudantes a desenvolverem as competências necessárias, a fim de que tenham seu direito de aprendizagem garantido.

2 Para encontrar o número absoluto de alunos, em cada padrão, pode ser feito um cálculo utilizando regra de três, considerando o total de alunos que realizou o teste.

Exemplo: Alunos avaliados: 80; percentual de alunos no Básico: 20%; total de alunos nesse padrão: 16.

ATIVIDADE 2

(29)

Dados de participação nas avaliações do PAEBES nas três últimas

edições.

Depois de observar o desempenho alcançado pelos estudantes da sua escola, é hora de verificar como foi a participação no teste. O indicador de participação revela o nível de adesão à avaliação e é uma informação muito importante para que os resultados alcançados possam ser generalizados.

Ou seja, quanto maior for a participação dos estu-dantes nos testes, mais consistente é o resultado de desempenho alcançado. Consideramos como percentual mínimo para a generalização dos resul-tados da escola uma participação acima de 75%.

Na página de resultados, localize o percentual de participação dos estudantes da sua escola, para a etapa de escolaridade que você está analisando.

EDIÇÃO PARTICIPAÇÃO ANÁLISE

2014

Ao longo do tempo a participação ( ) cresceu;

( ) ficou estável; ( ) diminuiu.

Levante hipóteses para o atual índice de participação da escola, em relação aos anos anteriores.

Caso a participação em 2016 não tenha

correspondido às expectativas, o que pode ser feito para aumentá-la no próximo ciclo do PAEBES? Um ponto importante nessa atividade é comparar a participação dos estudantes no dia da aplicação do teste e a sua frequência às aulas.

2015

2016

Depois que você já identificou e refletiu um pouco sobre os resultados alcançados por sua escola, é hora de transportá-los para a escala de proficiência e interpretá-los, pedagogica-mente.

(30)

Escala de Proficiência de Língua Portuguesa

* As habilidades relativas a essas competências não são avaliadas nesta etapa de escolaridade.

A gradação das cores indica a complexidade da tarefa.

Abaixo do Básico Básico Proficiente Avançado COMPETÊNCIAS DESCRITORES 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500

5EF 9EF 3EM

Identifica letras * * *

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Reconhece convenções gráficas * * *

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Manifesta consciência fonológica * * *

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Lê palavras * * *

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Localiza informação D0 e D1 D1 D1

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Identifica tema D6 D6 D6

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Realiza inferência D3, D4, D5, D16 e D17 D3, D4, D5, D16, D17, D18, D19 e D22 D3, D4, D5, D16, D17, D18, D19 e D22

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Identifica gênero, função e destinatário

de um texto D12 e D23 D12 e D23 D12 e D23

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Estabelece relações lógico-discursivas D02, D11 e D15 D02, D09, D11 e D15 D02, D09, D11 e D15

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Identifica elementos de um texto

narrativo D10 D10 D10

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Estabelece relações entre textos D20 D20 D20

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Distingue posicionamentos D14 D14, D7, D8 e D21 D14, D7, D8, D21 e D24

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Identifica marcas linguísticas D13 D13 D13

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PADRÕES DE DESEMPENHO - 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL '

PADRÕES DE DESEMPENHO - 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL PADRÕES DE DESEMPENHO - 3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO

DOMÍNIOS Apropriação do sistema da escrita Estratégias de leitura Processamento do texto

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COMPETÊNCIAS DESCRITORES 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500

5EF 9EF 3EM

Identifica letras * * *

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Reconhece convenções gráficas * * *

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Manifesta consciência fonológica * * *

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Lê palavras * * *

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Localiza informação D0 e D1 D1 D1

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Identifica tema D6 D6 D6

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Realiza inferência D3, D4, D5, D16 e D17 D3, D4, D5, D16, D17, D18, D19 e D22 D3, D4, D5, D16, D17, D18, D19 e D22

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Identifica gênero, função e destinatário

de um texto D12 e D23 D12 e D23 D12 e D23

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Estabelece relações lógico-discursivas D02, D11 e D15 D02, D09, D11 e D15 D02, D09, D11 e D15

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Identifica elementos de um texto

narrativo D10 D10 D10

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Estabelece relações entre textos D20 D20 D20

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Distingue posicionamentos D14 D14, D7, D8 e D21 D14, D7, D8, D21 e D24

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Identifica marcas linguísticas D13 D13 D13

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PADRÕES DE DESEMPENHO - 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL '

PADRÕES DE DESEMPENHO - 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL PADRÕES DE DESEMPENHO - 3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO

DOMÍNIOS Apropriação do sistema da escrita Estratégias de leitura Processamento do texto

Como o desempenho é apresentado em ordem crescente e cumulativa, os estudantes posicionados em um nível mais alto da escala demonstram ter desenvolvido não só as habilidades do nível em que se encontram, mas também, provavelmente, aquelas habilidades dos níveis anteriores. A gradação de cores – que vai do amarelo claro ao vermelho

– também nos indica o grau de complexidade e o nível de desenvolvimento dessas habilidades. Pedagogicamente falando, cada nível da escala corresponde a diferentes características de aprendizagem: quanto maior o nível (posição) na escala, maior a probabilidade de desenvolvimento e consolidação da aprendizagem.

A escala de proficiência é uma espécie de régua na qual os resultados alcançados nas avaliações em larga escala são apresentados. Os valores obtidos nos testes são ordenados e categorizados em intervalos ou faixas que indicam o grau de desenvolvimento das habilidades para os estudantes que alcançaram determinado nível de desempenho.

(32)

Trace uma linha correspondente à proficiência da sua escola sobre a escala, no ponto em que está localizada a média de 2016. Depois de traçar essa linha, responda:

C

Em qual padrão de desempenho se encontra a média da sua escola nesse ano?

C

De acordo com as médias dos anos anteriores, a escola manteve-se no mesmo padrão ou

houve mudança? Caso tenha ocorrido mudança, ela avançou nos padrões ou retrocedeu?

C

Observe as competências relacionadas à esquerda da escala de proficiência. De acordo

com a média da sua escola, registre sobre o desenvolvimento de cada uma das competên-cias avaliadas – é importante observar o que já foi consolidado, o que ainda não foi e o que está em processo de desenvolvimento. Para isso, observe a explicação sobre as caracterís-ticas da escala de proficiência, em destaque.

Você encontra a escala de proficiência interativa no endereço www.paebes.caedufjf.net.

Nela você pode fazer vários exercícios com diferentes resultados e verificar os padrões de desempenho, de acordo com cada resultado.

ATIVIDADE 4

Outra interpretação pedagógica dos resultados é identificar as habilidades desenvolvidas, ou não, pelos grupos de estudantes, de acordo com o padrão de desempenho em que se encontram. Para isso, volte à Atividade 2 e copie o número de alunos encontrados. Em seguida, vá à seção Pa-drões e Níveis de Desempenho e registre, em cada padrão, as habilidades desenvolvidas por cada grupo de estudantes.

ABAIXO DO BÁSICO BÁSICO PROFICIENTE AVANÇADO

Nº de estudantes Habilidades desenvolvidas

C

Quais são as diferenças significativas no desenvolvimento das habilidades entre os estudantes desta etapa de escolaridade? Para responder a essa pergunta, você precisa comparar o que os estudantes de padrões mais avançados desenvolveram em relação aos estudantes aloca-dos nos padrões mais baixos. Registre e discuta com seus colegas sobre suas constatações.

(33)

ALGUMAS DICAS SOBRE O USO DOS RESULTADOS

Comparar os resultados da sua escola ao longo dos anos, para a mesma

etapa de escolaridade. Interpretar os resultados como dados

longitudinais.

Comparar os resultados das diferentes disciplinas.

Tomar a média de proficiência de maneira isolada, sem analisá-la com a ajuda da escala. Comparar os resultados das diferentes

etapas de escolaridade, com a mesma escala de proficiência, para uma mesma disciplina avaliada.

Analisar os resultados a partir da leitura da escala de proficiência, observando o significado pedagógico da média, tendo em vista o

desenvolvimento de habilidades e competências.

O QUE FAZER

COM OS DADOS

O QUE NÃO FAZER

COM OS DADOS

(34)

Identificar, em cada disciplina e etapa, os alunos que têm apresentado maiores dificuldades de aprendizagem.

Reconhecer que a cada padrão correspondem níveis diferentes de aprendizagem e usar essa informação para o planejamento pedagógico.

Acompanhar, ao longo do tempo, se a escola tem tido resultados semelhantes para cada etapa e disciplina.

Entender que, quando os estudantes melhoram sua proficiência, eles necessariamente avançam nos padrões de desempenho.

Entender que os alunos que se encontram no padrão mais baixo não são capazes de aprender. Entender que os alunos que se

encontram em um padrão de desempenho em uma disciplina se encontram no mesmo padrão em outra.

Entender que os alunos que se encontram no padrão mais avançado não necessitam de atenção por parte do professor e da escola. Entender que os padrões de desempenho são os mesmos para todas as etapas e disciplinas avaliadas.

(35)

Acompanhar a participação dos estudantes nos testes, de modo a buscar a maior participação possível.

Entender que a participação nos testes mensura a garantia do aluno de ser avaliado, decorrência de seu direito de aprender.

Acreditar que, uma vez que a participação já esteja elevada, não é preciso realizar nenhuma ação para que o percentual aumente ainda mais.

(36)

DADOS CONTEXTUAIS

Compreender que as condições

socioeconômicas dos estudantes afetam seu desempenho escolar.

Planejar ações pedagógicas e de gestão na escola com base nos resultados.

Reconhecer que as escolas desempenham importante papel na aprendizagem dos estudantes, a despeito de suas origens sociais.

Monitorar os resultados da escola ao longo do tempo a partir do alcance de metas.

Atribuir a dificuldade na melhoria dos resultados apenas à ação de professores e diretores.

Comparar os resultados com os de outras escolas, sem observar dados de contexto.

Atribuir apenas às condições socioeconômicas o resultado da aprendizagem dos alunos.

METAS

ISE

(37)

Este é o segundo roteiro que completa as orientações para leitura e interpretação dos resultados da sua escola. Além dos esultados gerais vistos até agora, você tem acesso também aos resultados de cada turma da escola no endereço eletrônico www.paebes.caedufjf.net.

2

Percentual de acerto nas habilidades avaliadas pelo PAEBES 2016.

Para cada turma, são apresentados os percentuais de acerto por habilidade, com base na Teoria Clássica dos Testes (TCT). É importante conhecer e refletir sobre esses dados.

Depois de conhecer e refletir sobre a proficiência, o padrão de desempenho e a participação da sua escola, é hora de analisar as habilidades avaliadas no PAEBES 2016 e verificar quais apre-sentaram maiores dificuldades para os alunos. Analise o desempenho de cada turma: há grandes diferenças de desempenho entre elas?

C

Identifique, em cada turma, as habilidades que tiveram menos de 50% de acerto e registre nos quadros das páginas seguintes.

C

Relacione a habilidade descrita e escreva, na frente de cada turma, o percentual de acerto referente a ela3.

C

No portal da avaliação, observe quantos itens cada estudante acertou em relação a cada

descritor/habilidade. Observe em quais habilidades o estudante não obteve nenhum acerto.

3 Caso seja necessário, reproduza os quadros e faça a atividade contemplando todos as habilidades que tiveram menos de 50% de acerto.

ATIVIDADE

Referências

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