DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA
ELÉTRICA
-1PROGRAMA
DE
POS-GRADUAÇÃO
EM
ENGENHARIA
ELÉTRICA
ESTUDO DE
SEGURANÇA
E
FUNCIONALIDADE
DE EQUIPAMENTOS
DE
ULTRA-SONOGRAF
IA
DIAGNÔSTICA
z
' ø
WALTER
GASTON
BRAHDSTETTER
JUNIOR
FLORIANÓPQLIS
*ESTUDODE $EGURANÇA
E
FUNCIONALIDADE
DE EQUIPAMENTOS
DE
ULTRA-SONOGRAF
IA
DIAGNÕSTICA
Dissertaçao
apresentada
ao
programa de pós-graduação
em
engenharia
elétrica
da
Universidade Federal
de
Santa
r
Catarina
para
a
obtenção do
grau
de mestre
em
engenharia.
FLORIANÓPOLIS
ESTUDO DE
SEGURANÇA
E
FUNCIONALIDADE
DE
EQUIPAMENTOS
DE
ULTRA-SONOGRAFIA DIAGNÔSTICA
Essa
dissertação foi julgadaadequada
para
a obtenção do
títulode
Mestre,
especialidade
em
Engenharia
El =e
aprovada
em
sua forma
finalpelo
Programa
de
Pó
-'r
ção
em
Engenharia
Elétricaä
Pro
R
'da,
Dr.Orie tador
/ZE
Banca
Examinadora:
Prof;
Adr
aldo
Raizer
-×PG
Coordenador
da
ós-Graduação
eca
u
/
I
/
I/
Prof.
,"enao
ciaO`e
, Dr. (Presidente)Prof.
Fernando
Mendes
de Azevedo,
Dr.Ã
.;,M/l/az
Prof.
Raimes
Moraes,
Dr.Q,
Prof-. Elianede Albuque
que
Moura
AGRADECIMENTOS
Em
primeiro lugar, agradeço aDeus
porme
permitir superarcom
sucessomais
um
obstáculoda
vida, o qual contribuiu significativamenteem
minha formação
pessoale profissional. J
A
minha
noiva, Carolina, pelo incentivo e dedicação nosmomentos
mais
difíceis e por sua inestimável companhia.
Agradeço
aosmeus
pais, Walter e Célia, emeus
irmãos,Marcelo
eLuciana, pelo apoio e suporte afetivo, especialmente durante o período
em
que
estive distante.Aos
amigos
que, diretaou
indiretamente,me
auxiliaramno
trabalho de pesquisa através de valiosas discussões, especialmente osamigos
Cláudio Guimarães, Ciro Montero, Erlon de Rocco,Marcos
Lucatelli, Joel Maciel e EdileusaBems.
Ao
meu
orientador, Prof. Renato Garcia, pela oportunidade concedida e prestimosa orientação.Aos
amigos
Wayne
Beskow,
Carlos Esperança, Jean Claudi eAna
Cláudia
Rubi
Castro, pelo convívio e troca de experiências.Ao
amigo Mário
Roberto Fettucia, por sua valiosa colaboração.Ao
Prof.Eduardo
Tavares Costa,da
UNICAMP,
por sua co-orientação.Ao
amigo
Jairo Monteiro, daCOPPE,
pela troca de valiosas informações.A
todos osmédicos
e profissionaisda
área de saúde envolvidosna
realização
da
pesquisa decampo,
especialmente à Dra. Eliane deAlbuquerque Moura.
LISTA
DE
ABREVIATURAS
C
zA
1.A
su|v|ÁR|o
X
LISTA
DE
FIGURAS
xiiD
LISTA
E
TABELAS
xivRES
U
MO
xv
ABSTRACT
xvi apitulo 1INTROD
UÇAO
_2
UST
^1.1
J
IFICATIVA
E
IMPORTANCIA
DO TEMA
31.2
OBJETIVOS
6 1.2.1 Gerais 6 1.2.2 Específicos 7 1.3DELIMITAÇAO
DO
ASSUNTO
7 1.4METODOLOGIA
8 Capítulo2
\2.
F
UNDAMENTAÇÃO
TEÓRICA
DO
ULTRA-SOM
11
2.1
PROPRIEDADES
FÍSICAS
DO
ULTRA-SOM
112.1.1 Velocidade de Propagação do Ultra-som no Meio 12
2.1.2 Mecanismos de Atenuação do Ultra-som no Meio 13
2.1.3 Coeficiente de Reflexão 16
2.2
MATERIAIS PIEZOELÉTRICOS
192.2.1 Materiais Utilizados na Fabricação de Transdutores 22
C
IM
2.2.1.4 Coeficientes 2.3EXCITAÇÃO
ELÉTRICA
2.3.1 Excitação Contínua 2.3.2 Excitação Pulsada 2.4TRANSDUTORES
2.4.1 Transdutores Mecânicos 2 4 2 Transdutores Eletrônicos 2 4 2 1 Lineares 2 4 2 2 Faslcos 2 5REsoLUçÃo
2 5 1 Resoluçao Axial 2 5 2 Resolução Lateral apltulo3
3.MODOS
DE
OPERAÇAO
3.1EQUIPAMENTOS DE
IMAGEM
3.1.1Modo
A
3.1.1.1 Aplicações 3.1.2Modo B
3.1.2.1 Scanners Manuais .3.1.2.2 Scanners de Tempo Real
3.1.2.3 Aplicações
3.1.3
Modo
M
3.2
EQUIPAMENTOS DOPPLER
3.2.1 Equipamentos Doppler de Onda Contínua
3.2.1.1 Saída Audível
3.2.1.2 Aplicações .
3.2.1.3 Medidores de Fluxo Bidirecionais
3.2.1.4 Aplicações -
3.2.2 Equipamentos Doppler de Onda Pulsada
3.2.3 Equipamentos Doppler com Codificação Colorida de Fluxo
Capítulo
4
~
~
4
F
UNCIONALIDADE
EM
ULTRA
SONOGRAFIA DIAGNÔST
ICA
4 1
AQUISIÇÃO
DO
EQUIPAMENTO
4 1 1 Analise de Custo do Ciclo de Vida
4 1 2 Contratos de Manutenção
4 2
ANALISE
DE
DESEMPENHO
_
P .
I
4 2 1 Avaliaçao de recisao de
magem
4 2 1 1 Determinação da Linha de Base
4 2 1 2 Ensaio de Uniformidade de Imagem
4 2 1 3 Ensai o de Resol uça "o de
C
ampo Pr o x' imo4 2 1 4 Ensaio de Resolução Axial
5
E
R
“L
4 2 1 nsaio de esoluçao ateral
P -
4 2 1 6 Ensaio de rofundidade de Penetraçao
4 2 1 7 Ensaio de Precisão de Distancia
4 2 2 Medição de Potencia Acustica
4.2.2.1 Métodos de Medição
`
4.2.2.2 Estimativa de Intensidade Localizada
4.3
CARACTERÍSTICAS FUNCIONAIS
4.3.1 Exames Vasculares, de Partes Pequenas e Intravasculares
4.3.2 Exames Gerais, Abdominais, Obstétricos e Ginecológicos .
4 3 3
E
C
d`ol ' ` . . xames ar 1 ogicos4.3.4 Utilização dos Transdutores
4.3.4.1 Convexos
4.3.4.2 Lineares
4.3.4.3 Setoriais 4.3.4.4 Endocavitários
Capítulo 5
5.
SEGURANÇA
EM
ULTRA-SONOGRAFIA DIAGNÓSTICA
5.1
EFEITOS
B1oLÓG1cos
f~
5.1.1 Elevação de Temperatura
5.2
PRQTEÇÃO
RADIOLÓGICA
1015.2.1 Definição das Variáveis
5.2.2 Indicadores Biofísicos 5.2.2.1 Índices Térmicos 5.2.2.2 Índice Mecânico 5.3
PROCEDIMENTOS
DE
SEGURANÇA
5.3.1 Gerais 5.3.1.1 Instalação 5.3.1.2 Ambiente5.3.1.3 Manuseio dos Transdutores .
101 105 107 109 110 110 110 111 112
5.3.2 Segurança
em
Aplicações Doppler Pulsado5.3.3 Segurança
em
Ultra-sonografia Transvaginal 5.3.4 Segurançaem
Aplicações Doppler ColoridoCapítulo 6
M
6.A
PESQUISA
DE CAMPÔ
113 115 117119
6.1METODOLOGIA
6.1.1 Formação Profissional e Especialidade 6.1.2 Exames Realizados e Transdutores Utilizados
6.1.3 Experiência Profissional 6.1.4 Operaçao do Equipamento
6.1.5 Grau de Conhecimento e Potencialidade de Utilização
6.1.6 Problemas mais Freqüentes
6.2
RESULTADOS
Capítulo 7
~
7.CONCLUSOES
E
DISCUSSOES
7.1
MECANISMOS
TÉRMICOS
E
CAVITACIONAIS
7.2
INDICADORES
BIOFÍSICOS
7.3NORMALIZAÇAO
TECNICA
7.4PESQUISA
DE
CAMPO
120 120 120 121 121 121 121 12212 7
127 129 131 1327.5
ENSAIOS FUNCIONAIS
'133 7.6
SUGESTÕES
PARA TRABALHOS
FUTUROS
134ANEXOS
136
ANEXO
A
-QUESTIONÁRIO
APLICADO
NA
PESQUISA
DE CAMPO
137
ANEXO
B
-ALGUNS
MODELOS
DE
EQUIPAMENTOS
DE
ULTRA-SOM
140
ANEXO
C
-EXEMPLO
DE
CONFIGURAÇÃO
DE
TRANSDUTORES
142
ANEXO
O
-VARIAÇÃO
DE
PARÂMETROS
ACÚSTICOS
EM
USD
144
GLOSSÁRIO
146
ABNT:
AIUM:
AIUMBC:
ATM:
CCV:
CEP:
CIRS
:ECG:
ECRI:
ECURS
:EEM:
FDA:
GE:
GPEB
: GH\I:HU:
IEC
INI:IRM:
ISPPA ÍSPTAIAssociação Brasileira de
Normas
Técnicas.American
Institute of Ultrasound in Medicine.American
Institute of Ultrasound inMedicine
BioefiectsCommitee
Atmosfera.
H
Custo
do
Ciclo de Vida.Comprimento
Espacial de Pulso.Computerized
Imaging
Reference Systems. Eletrocardiograma. _Emergency
Care
Research Institute.European
Comittee for Ultrasound Radiation Safety.\
1
Equipamento
Eletromedico.Federal
Drug
&
Administration. General Electric.Grupo
de Pesquisasem
Engenharia Biomédica. Ginecológico.Hospital Universitário.
/
Intemational Electrotechnical Commission. Índice Mecânico.
Imagens
por Ressonância Magnética Nuclear.Intensidade de pico espacial de pulso média. Intensidade de pico espacial de
média
temporal.ITM:
ÍndiceTérmico
de tecidos Macios. ITO: ÍndiceTénnico
de tecidos Ósseos. ITT: ÍndiceTérmico
Transcraniano.kV:
Kilovolt.MHZ:
Megahertz.u
NEMA:
National Electrical Manufacters Association.OB:
V
Obstétrico.
ODS:
Output Display Standard.OMS:
OrganizaciónMundial
de la Salud.PRP:
Período de Repetição de Pulsos.PV:
Periférico-vascular. RA: Resolução Axial.RLAT: Resolução Lateral.
TC:
Tomografia
Computadorizada.TGC:
Time Gain
Compensation.TRP:
Taxa
de Repetição de Pulsos.TVG:
Transvaginal.UFSC:
Universidade Federal de Santa Catarina.USD:
Ultra-sonografia diagnóstica.UTI
Unidade
de Terapia Intensiva. .LISTA
DE
FIGURAS
,Figura 1-1 - Representação esquemática da estruturação do trabalho
9
Figura 2-1 - Comprimentos de onda para as freqüências de 3
MHz
e 6MHz
(OMS,1996) 12 Figura 2-2 - Representação do fenômeno da dispersão (Peura, 1986)
14
Figura 2-3 - Dependência da atenuação ultra-sôníca com a freqüência (Peura, 1986)
15
Figura 2-4 - Reflexão e refração do ultra-som (Peura, 1986)
18
Figura 2-5 - Método de designação de eixos cristalográficos (Geddes
&
Baker, 1989) 19
Figura 2-6 - Estrutura simplificada do cristal de quartzo (Neubert, 1963)
24
Figura 2-7 - Curva de ressonância de
um
transdutor de freqüência centralfo (Christensen, 1988) 30
Figura 2-8 - Principais componentes do transdutor (Peura, 1986)
34
Figura 2-9 - Circuito equivalente para
um
transdutor piezoelétrico carregado(Seara, 1980) 34
Figura 2-10 - Circuito equivalente do transdutor na condiçao de ressonância (Seara,
1980) 35
Figura 2-11 - Configuração do campo ultra-sônico (Peura, 1986)
36
Figura 2-12 - Exemplo de transdutor mecânico (Christensen, 1988) 37
Figura 2-13 - Excitação seqüencial de
um
transdutor linear - 38Figura 2-14 - Possíveis variações do feixe ultra-sônico de transdutoresfásicos (Peura,
1986) 39
Figura 2-15 - Resolução axial insufieiente para produzir ecos distintos (Kremkau, 1993) 40
Figura 2-16 - Resolução axial adequada para a produção de ecos distintos (Kremkau, 1993)
41 Figura 2-17 - Representação da resolução lateral de
um
transdutorfocalizado (Kremkau, 1993)í43
Figura 3-1 - Representação da informação no modo
A
(
F
rizzell, 1993) 46Figura 3-2 - Imagem gerada no modo
B
a partir da varredura setorial dotransdutor (
F
rizzell, 1993)_48
Figura 3-3 - Diagnóstico da estenose mitral através do modo
M
(Geddes&
Baker, 1989) 51 Figura 3-4 - Representação do ângulo Doppler (Kremkau, 1993)
53
Figura 3-5 - Ilustração do efeito Doppler (OMS, 1996)
54
Figura 3-6 - Diagrama de blocos de
um
equipamento Doppler de onda contínua(Kremkau, 1993)
_55
Figura 3-7 - Transdutor do equipamento Doppler de onda contínua (Geddes, 1989)56 Figura 3-8 - Representação da variação Doppler bidirecional (Christensen,
Figura 3-9 - Diagrama de blocos de
um
equipamento Doppler de onda ,pulsada(Kremkau, 1993) 60
Figura 3-10 - Análise espectral da regurgitação da válvula tricúspide (ATL
internet)
L
62 Figura 4-I - Ciclo cronológica básico da tecnologia 68Figura 4-2- Instrumento multiparâmetro de avaliação de desempenho, phantom (CIRS, 1997) 73
Figura 4-3 - Vista
em
corte dos alvos de campo próximo deum
phantoml
77
Figura 4-4 - Possível configuração dos filamentos necessários à avaliação da RA
(CIRS, 1997)
_¿_
78Figura 4-5 - Possível configuração dos filamentos necessários à avaliação da
R¿AT(C1RS, 1997)
__
79Figura 4-6 - Exemplo de arranjo de filamentos para os testes de precisão de distância
81 Figura 4-7 - Representação esquemático dos dois tipos de hidrofone: membrana
( a ) e
sonda(b)í_
83Figura 4-8 - Hidrofones comerciais: tipo membrana( a
); tipo sonda (b) 84
Figura 4-9 - Alguns tipos de transdutores eletrônicos convexos
89
Figura 4-10 - Exemplos de transdutores eletrônicos convexos
90
Figura 4-11 - Exemplo de transdutores setoriais 91
Figura 4-12 - Sondas endocavitárias: (a) transvaginal;
(b) transretal 91 Figura 5-1 - Representação conceitual da proteção radiológica
103
Figura 6-I - Representação percentual das especialidades identificadas na pesquisa
122
Figura 6-2 - Representação percentual da utilização dos transdutores identificados na pesquisa
lí
123
Figura 6-3 - Representação percentual do tempo de experiência profissional 123
Figura 6-4 - Representação percentual do grau de conhecimento sobre o equipamento na pesquisa__ 124
Figura 6-5 - Representação percentual dos problemas mais freqüentes
LISTA
DE
TABELAS
Tabela 2-1 - Valores típicos de alguns parâmetros de
USD
(Kremkau, 1993) 16Tabela 2-2 - Propriedades ultra-sônicas de alguns materiais (Peura, 1986) 17
Tabela 2-3 - Propriedades do PZT-5H (Goldberg
&
Smith, 1995). 23
Tabela 2-4 - Espessura do cristal para várias freqüências de operação (Kremkau, 1993) 29
Tabela 2-5 - Dependência da resolução axial com outros parâmetros (Kremkau, 1993) 41
Tabela 2-6 - Profimdidade de imagem e resolução axial para pulsos de dois ciclos (Kremkau,
1993)_42
Tabela 4-1 - Freqüências de operação e respectivas distâncias de zona morta (Goodsitt et
al., 1997)___ 78
Tabela 5-1 - Temperatura média de alguns mamiƒeros (Barnett et
al., 1994) 95
Tabela 5-2 - Reações reversíveis associadas à elevação da temperatura (Barnett et
al., 1994) 96
l
XV
Estudo de Segurança e
Funcionalidade
de
Equipamentos
de
Ultra-sonografia
Diagnóstica
RESUMO
Este trabalho
tem
por objetivo realizarum
estudo qualitativo sobre a segurança dosexames de
ultra-sonografia diagnóstica(USD),
levantando questõescomo
efeitos biológicos, proteção radiológica, controle de qualidade de
imagem
e~ ~ ~
procedimentos de segurança.
A
sistematizaçao dessas informaçoes, aliada às discussoes dos capítulos introdutórios, os quaisfomecem
uma
visão geral sobre o ultra-som diagnóstico, visa à implementação de experiências práticasno que
se refere ao controle de qualidade deimagem
emedição
de potência acústica. Esses procedimentos representamuma
importante ferramentana
consolidaçãoda
engenharia clínica aplicada/à ultra-sonografia, trazendo benefícios inquestionáveis aos usuários e
operadores
da
tecnologia
em
questão. A'través deuma
pesquisa decampo,
realizadaem
oito clínicasde
ldiagnóstico por imagens]
na
cidade de Florianópolis, objetivou-se,também,
ressaltar a/
importância
do
treinamento técnico ao operadordo
equipamento, oque
maximizaria a eficiência dos exames,uma
vezque
os recursos disponíveis seriam utilizadosem
sua plenitude.A
conseqüência direta seriauma
reduçao substancial nostempos de
exposição, implicando
em
maior Isegurança ao paciente.|Namesma
pesquisa, procurou-se,
também,
identificar os principais problemas associados aosexames
deUSD.
Palavras-chave: ultra-som diagnóstico; segurança; efeitos biológicos; cavitação; elevação de temperatura; funcionalidade; procedimentos de segurança; controle de qualidade de
imagem.
N
Study
ofSafety
and
Functionality
ofDiagnostic
Ultrasound
Equipments
ABSTRACT
This
work
isconcemed
with safety of diagnostic ultrasoundexaminations. Radiologic protection, biological effects, safety procedures,
and image
quality control are discussed.
The
systematization of these .data and it's discussion inchapters 2
and
3 provide a general overview about diagnostic ultrasound, intending tohelp the
development
of practical procedures regarding to theimage
quality controlprograms and
acousticpower
measurements.Such
procedures are important tools toconsolidate clinical engineering in diagnostic ultrasound
management.
As
a result, inquestionable benefits for the users and operators of this technology canbe
obtained.A
survey in 8 private clinics in Florianópolisaimed
toemphasize
the importance of technical training for the operators of diagnostic ultrasound equipments in order tomaximize
the effectiveness of examinations, since the available technological resourceswould
be
better used.As
a result, substantial reductions in exposition times canbe
achieved,
which
means more
safety to the patients.The
survey also identified themain
problems
related to diagnostic ultrasound practice.Key
words:
diagnostic ultrasound; safety; biological effects; acoustic cavitation;1.
|NTRoDuçÃo
'
Há
muitotempo
já se sabe sobre anao homogeneidade
dos tecidosque
constituem o corpo
humano
eque
os pulsos sonoros de alta freqüência enviados a essasestruturas são refletidos e refratados.
No
entanto, a técnica ultra-sônica de geração deimagens
só foi impulsionada a partirdo
inícioda
década de 70,quando novas
tecnologias de aquisição,
armazenamento
e apresentação dos ecos refletidos pelas diversas estruturas intemastomaram-se
disponíveis,onde
as 'imagens estáticas gradativamentederam
lugar às dinâmicas.Nessa
linha cronológica, a ultra-sonografia evoluiu desde omodo
A
(unidimensional estático), passando pelomodo
M
(unidimensional dinâmico), atéo
modo
B
(bidimensional estático/dinâmico), obtido atravésda
varreduramecânica ou
eletrônicado
transdutorem
várias direções.Inicialmente as primeiras aplicações de imagens dinâmicas
foram na
avaliação das estruturas cardíacas, as quais se
movimentam
paradesempenhar
suas funções.Os modos
A
eM
eram
capazes de demonstrar osmovimentos
das válvulas e cavidades cardíacas, as relações entre omovimento
e pressão,bem
como
outros parâmetros que permitiam o diagnóstico de disfunções cardíacas até então desconhecidas.Em
alguns casoscomo,
por exemplo, patologias valvulares, omodo
M
é ainda o mais utilizado para diagnóstico, já que através de sua utilização é possívelquantificar a velocidade de abertura e fechamento das válvulas cardíacas
além
de possibilitar o relacionamento entremovimentos
valvulares eECG
(Mottley, 1995).Posteriormente,
com
a tecnologia bidimensional, o ultra-som diagnóstico encontrouuma
ampla
utilizaçãoem
exames
abdominais, obstétricos, ginecológicos, oftalmológicos e urológicos,onde
variáveiscomo
dimensão
emovimento
em
tempo
real possibilitaram o diagnóstico preciso de alguns
fenômenos
patológicos anteriormente desconhecidos.Além
da imagem,
outra tecnologia ultra-sônica bastante utilizadana
. . . . - A - l z z -
medicina, mais precisamente
na hemodinamica
, e a tecnica Doppler. Atualmente, acomposição
das tecnologias Doppler e deimagem
possibilitam amelhor
caracterizaçãode parâmetros biológicos anatômicos e funcionais, fornecendo diagnósticos
cada
vez mais confiáveis.1.1
JUSTIFICATIVA E
IMPORTÂNCIA
DO
TEMA
O
ultra-som diagnóstico(USD),
quevem
sendo utilizado desde o finalda
~década de 50,
tem
encontradouma
ampla
aceitaçao por parteda comunidade médica no
que
se refere aosexames
rotineiros de pacientes. Por utilizar radiação não-ionizantez (ondas sonoras), ao contrário de outrosmétodos de
produção de imagens, taiscomo
a tomografia computadorizada (TC) e os Raios-X, essemétodo tem
setomado
uma
opção
bastante atrativa
em
várias situações de diagnóstico médico.Além
disso, osexames
por ultra-som são tipicamente mais rápidos e baratosque
aqueles realizados pelosdemais
métodos
deimagem
já citados.A
tecnologia de geração deimagens
atravésdo
ultra-somvem
encontrando a cada dia novas aplicações.Desde
a análise defluxo
sangüíneo,imagem
transretal de próstata, sonografia de
mama
e ecocardiografia, até a sonografia muscular, ocular e transvaginal,além do
clássico diagnóstico obstétrico.O
diagnóstico por ultra-1
Campo
da fisiologia que estuda a circulaçao sangüínea. ._
2
/
som
tem
se caracterizadocomo
um
procedimento seguro, haja vista não existirem ocorrências registradas de efeitos biológicos adversosem
pacientesou
operadores de equipamentos causados pela exposição a intensidades típicas nas quais esses operam.Apesar
de existir a possibilidade real deque
esses efeitos sejam identificadosem
um
futuro próximo, os dados atuais
mostram que
os benefícios aos pacientes, devido ao uso prudentedo
ultra-som diagnóstico,superam
os riscos potenciais, fazendo do ultra-somuma
poderosa ferramentano
cotidianoda
prática médica.Os
sistemas deimagem
por ultra-som apresentam várias vantagenseconômicas
sobre outras modalidades deimagem:
são tipicamente muito mais baratosdo que
outras modalidades e nãorequerem
preparações especiaisnem
condiçõesespecíficas tais
como
blindagem, para raios-X,ou
uniformidade decampo
magnético, paraimagens
por ressonância magnética (IRM).A
maioria dos equipamentos de ultra- sonografiapode
ser transportada facilmente deum
lugar a outro e, por isso,podem
ser compartilhados por vários ultra-sonografistas e salas deexame
ou
atémesmo
serem
levados aos próprios quartos dos pacientes
em
casos mais críticos (Mottley, 1995).Os
gastos diretos provenientesda
utilização de equipamentos deimagem
por ultra-som são mínimos. Geralmente a maioria dos gastos são
com
o gelde
acoplamento, utilizado entre a pele e o transdutor e
com
os registros deimagem
em
vídeo
ou
filme.Os
transdutores são reutilizáveis e de fácil operação,porém
frágeis,merecendo
cuidados especiais de manuseio.O
baixo custo associado' faz dos sistemasde
imagem
por ultra-somuma
das modalidades deimagem
mais baratas e,quando
indicada, a preferida dentre outros
métodos
(Mottley, 1995).Como
um
indicadordo
interesse por partedo mercado
na tecnologia(Mottley, 1995),
um
dos jornais de maior credibilidade nos Estados Unidos, publicouuma
matéria relatandoque
os investimentos naquele paísem
unidades deIRM,
naquele período,eram
deaproximadamente 520
milhões de dólares, enquantoque
omontante
investido
em
unidades deTC
era de cerca de800
milhoes e os investimentosem
sistemas deimagem
por ultra-som ultrapassavam a respeitável cifra de 1 bilhão.A
mesma
publicação relatava ainda que omercado
de tais sistemas estava crescendo auma
taxa
de
15%
ao ano (Mottley, 1995). Essesnúmeros
astronômicos justificam a preocupaçaocom
a disseminaçao dessa tecnologiano
tocante à segurança dos pacientes e operadores, jáque
os equipamentos -deimagem
por ultra-somcustam
em
média de
15a
20
vezesmenos
que
os outros sistemas deimagem
citados anteriormente e, por isso,representam
uma
poderosa fatiado
mercado
de diagnóstico por imagens.A
normalização técnica de equipamentos eletromédicos(EEM),
incentivadano
Brasil pelo Ministério daSaúde
através de sua Secretaria deNormas
Técnicas e a
ABNT, com
a definiçao dasnormas
técnicas brasileiras para esses equipamentos, obriga o país à implementação de estruturas quepermitam
a avaliaçãoda
tecnologia existente
no
setor de saúde. Para que essa tarefa seja possibilitada, deve-se conhecer profundamente o equipamento eletromédicoem
análise paraque sejam
determinadas suas características de funcionalidade e segurança através
de
ensaios adequados.A
sistematizaçao dessas informações é de grande valia para oGrupo
de Pesquisasem
EngenhariaBiomédica (GPEB),
Hospital Universitário(HU)
eo
próprio Estado de Santa Catarina,onde
as propostas resultantes desse estudo deverão serimplementadas
visando a fiscalização dos serviçosque envolvem
EEM, bem
como
amelhoria nos serviços de saúde
onde
a tecnologiaem
questão seja utilizada.Estado de Santa Catarina e o
GPEB,
encontra-seem
fase de implantaçãoem
trêshospitais
da
rede pública estadual,um
projeto de gerenciamento deequipamentos
eletromédicos
que
tem
por objetivo a fiscalização e controle das atividadesde
manutenção
relativas a esses equipamentos, visando a melhoria da qualidade econfiabilidade dos serviços médicos prestados,
bem
como
a redução dos custos associados.As
inovações tecnológicasna
fabricação e projeto de transdutores, os constantes avanços nas técnicas de processamento digital deimagens
e o rápidoavanço
da
eletrônica contribuem para que a tecnologia deimagens
por ultra-som se consolidecomo
uma
importante aliadano
diagnóstico das mais diversas patologias,aumentando,
assim, a expectativa de vida
doser
humano. Nesse
universo se enquadra a pesquisa desenvolvida peloGPEB,
quetem
a função de colaborar para que essa tecnologia seja explorada de maneira racional, fazendocom
que os riscos potenciaisda
utilização dessemétodo
deimagens
sejam constantemente monitorados e, assim,minimizados ou
atémesmo
eliminados.1.2
OBJETIVOS
1.2.1
Gerais
O
objetivo principal foi a realizaçao deum
estudo sobre os tipos ecaracterísticas técnicas dos equipamentos de ultra-som utilizados para diagnóstico
através de
imagens
médicas, detenninando as características funcionais e de segurançaque
permitam
definiruma
análise de conformidadeem
relação àsnormas
técnicas.conhecimentos necessários à aplicação prática
em
seusprogramas
de Engenharia Clínica.1.2.2 Específicos
Este trabalho
tem
por objetivo realizarum
estudo qualitativo sobre a segurança dosexames
de ultra-sonografia diagnóstica(USD),
levantando questõescomo
efeitos biológicos, proteção radiológica, controle de qualidade de
imagem
e procedimentos de segurança.A
sistematização dessas informações, aliada às discussões dos capítulos introdutórios, os quaisfomecem
uma
visão geral sobre o ultra-som diagnóstico,visam
a implementação de experiências práticasno que
se refere ao controle de qualidade deimagem
emedição
de potência acústica. Esses procedimentos representamuma
importante ferramentana
consolidaçãoda
engenharia clínica aplicada à ultra-sonografia, trazendo benefícios inquestionáveis aos usuários e operadoresda
tecnologia
em
questão.Através de
uma
pesquisa decampo,
realizadaem
oito clínicas de diagnóstico por imagensna
cidade de Florianópolis, objetivou-se,também,
ressaltar a importânciado
treinamento técnico ao operadordo
equipamento, oque
maximizaria a eficiência dos exames,uma
vez que os recursos disponíveis seriam utilizadosem
sua plenitude.A
conseqüência direta seriauma
redução substancial nostempos
de exposição, implicandoem
maior segurança ao paciente. Procurou-setambém
identificaros principais problemas associados aos
exames
deUSD.
1.3
DEL|M_|TAÇÃo
Do AssuNTo
funcionalidade associados à operação de equipamentos de
USD,
não
sendomotivo
de~
estudo os equipamentos destinados a procedimentos terapêuticos.
Nao
se pretendetambém
discutir a técnica ultra-sonográfica propriamente dita,que
está intimamenterelacionada à
formação
profissionaldo
ultra-sonografista.1.4
METODOLOGIA
A
metodologia científicaempregada no
desenvolvimento deste estudobuscou
a sistematizaçao cronológica de informaçoes pertinentes ao tema, visandocaracterizar
0
estudo de maneira lógica,bem
como
propiciarum
amadurecimento
intelectual acerca
do
assunto demodo
que
conclusoes consistentespudessem
ser extraídas.A
primeira etapa consistiuna
exploraçãoda
bibliografia básica sobre ultra-som,onde
o correto entendimento de aspectos físicos taiscomo
velocidade de~ ~ -
1 -
propagaçao, atenuaçao, reflexão e refraçao entre outros, possibi itaram a assimilaçao
direta de conceitos fundamentais de acústica, os quais representam a base teórica
do
ultra-som.
Em
seguida buscou-se a caracterização de efeitos biológicos adversos decorrentesda
utilizaçãoda
USD
atravésda
leitura de vários artigos e publicaçõesdo
gênero, contribuindo
na
definição sobre o caráterda abordagem
relativa à segurança. Paralelamente a essa atividade, a análise das características funcionais dos equipamentos, através demanuais
de operação e catálogos de fabricantes, permitiu o levantamento de procedimentos de segurança visando minimizar os riscos potenciaisintrínsecos dessa tecnologia.
Consultas a
normas
técnicas intemacionais e a publicações específicasde
ultra-sonografia, (IEC,
ECRI,
WFUMB, AIUM
eAIUMBC),
permitiram a extraçãode
informações valiosas acerca dos parâmetros acústicos de
maior
relevância quanto à segurançabem como
métodos
para gerencia-los.Ainda no
tocante à segurança,uma
pesquisa decampo,
realizadaem
oitoclínicas de diagnóstico por imagens
na
cidade de Florianópolis objetivou destacar osprincipais _prob1emas operacionaisenfrentados pelos ultra-sonografistas na realização dos exames. Informações sobre testes funcionais e de qualidade de
imagem
também
foram
sistematizadascom
o
intuito defomecer
subsídios àimplementação
de trabalhosfuturos.
A
Figura 1-1 ilustra a representação esquemáticada
estruturaçãodo
trabalho.iizâzizâzâistâii 1êf›'â<zz-â*z‹i‹ ›f sz «A øêz na sw mz 1-.tzztêfi1 . Q;§;mz;z;z›;â;:z‹â\›i;i1ifêzâzzêzsznâriaz%§;zz=z‹‹=zz\umatz:zzzzzzzzwtzzzzzzzzzzzzzzzmwMi = ' = i _ 1 .. t t 1% ., ‹~ us was.. ~.=›= â-`2ä?“'4`2š. em ,. ¿.>z_d'°›f[ä|[ra-z3Qm.,«z=. " "“ - .» . §;t. * Y Mú» r* « ~' ‹z ._ ,.«* .¿=. _ V L; , - j;â§§¿Í.v¿»°* ›-, â va _ 1 " .N 'l 3 ~ “ “ gqwga » - i â-..~.¿.‹¿-.,§`[ j*-~ .. ,._ * *M .‹w.‹zzzz‹zt ¡.‹a‹ ¢ ~ t -' -zza:*=z. »«-=.‹ -.zw ..,..à.zzo~~ _ t» '_ ,, ç ~,_., ., _- .»<-.-- ,;, ,..¿i›'.z W' ,, 1'7
o
z .*›::.z~ W Ê”Figura 1-1 - Representação esquemática da estruturação do trabalho
Como
frutodo
trabalho de pesquisa desenvolvido, foi geradauma
publicação científica apresentada
no
XII Congresso Chileno de Engenharia Elétrica,realizado
no
período de 3 a 8 denovembro
de- 1997na
cidade deTemuco,
Chile.Além
da análise bibliográfica, o intercâmbio de informaçõescom
outroscentros de pesquisa correlatos
(Unicamp
deCampinas
eCoppe
do Rio
de Janeiro)possibilitou,
além da
divulgaçãodo
trabalho aqui desenvolvido, a integração científica entre aUFSC
e esses centros.2.
FUNDAMENTAÇÃO
TEÓR|cA
Do
ULTRA-som
A
palavra sonografia é originadado
latin sonus (som) edo
grego graphein (escrever).A
sonografia,ou
mais especificamente a ultra-sonografia, é a nomenclatura técnica atribuída ao processo defonnação
deimagens
atravésda
manipulação de ondas sonoras. `
u
Antes de partirmos para os pontos centrais
da
pesquisa,vamos
introduzir alguns conceitos importantes sobre o ultra-som,uma
vezque
o entendimento acerca dos princípios físicos básicos associados à manipulação desse tipo de energia possibilita aobtenção de melhores resultados
no
.tocante à assimilaçãoda
análise sobre 'ascaracterísticas funcionais e de segurança dos equipamentos de
USD,
o que constituio
motivo
deste trabalho. Este capítulo aborda,além
das propriedades físicasdo
ultra-som, osmodos
de excitação elétrica, aspectos construtivos dos transdutores,bem como
os materiais piezoelétricos utilizadosna
fabricação destes.2.1
PROPRIEDADES
FÍSICAS
DO
ULTRA-SOM
'
O
som
pode
ser definidocomo
sendoum
conjunto de vibraçõesmecânicas
da
matéria situadasna
faixa audíveldo
espectro de freqüênciasdo
ouvidohumano
(20Hz
a20
kHz).Nesse
contexto, osom
é ainda classificadoem
duas outrasimportantes categorias, que são: o infra-som (freqüências abaixo
do
espectro audível) e o ultra-som (freqüênciasacima do
espectro audível).Do
ponto de vista físico são categorias arbitrárias, jáque
o som, independentementeda
freqüência, obedece aosmesmos
princípios físicos (Alloca, 1988).O
ultra-som é, portanto,uma
forma
deA
seguir, são discutidos alguns parâmetrosque
caracterizam a propagaçãodo
ultra-som. 2.1.1Velocidade
de Propagação do
Ultra-som
no Meio
As
ondas ultra-sônicas apresentam características semelhantes àsondas
de pressão e
fluxono
que se refere a sua propagação.Uma
diferença de pressão entre dois pontosda
matéria, seja ela ar, tecidohumano
ou
metal, causa o deslocamentode
átomos,
que
semovem
auma
certa velocidade.Devido
à existência deuma
forçaelástica entre os
átomos que
constituem omeio
físico, estesnão
semovem
por longas distâncias, sendo a energia deum
átomo
transferida aos outros, propagando-se atravésda
matéria auma
velocidade própria cs (Aston, 1990).À
medida que
a energia ultra- sônica se propaga atravésdo
meio, as partículasque
constituem essemeio sofrem
oscilações (Geddes
&
Baker, 1989).A
distância entre os pontos demáxima
(oumínima)
amplitude é conhecidocomo
comprimento
deonda
À
(Figura 2-1),que
se relacionacom
a velocidade de propagação cs e a freqüênciaf
das oscilações atravésda Equação
2-1.gs
=
f
-Â
Equação 2-1 0,5mm
Hi-*I
._I E _.`_¡.-_\ Ii-` .I _ `_ . ` \ ¡ \\\ \ ¬\~,-. -¶.I\. I 1,1. I 3MHz
z' , ¬. z' .-'JH..rfà':é'¿.-'/'.-'z' 1 .' .›z¡f'z'..'z' JJH 1' 1' J -"~' _ ..-/Z
T I.- ra-§ _ ...f J/ _-I' .-2. _* Ê'-=_-ã ._ _ ._ -"‹-f _ _-" -`_._.`.~' _ _.- ¬-Í_Í- \__ __. '\._ ' ,J \ _ í _ .¡_ \`.'_-- :Z "u_ _. ""\-___'-P' "-__.. -" ` _ - ~ . -If â»= - _. ,_ _ 0,25mm
Ç I‹_-›I -, ââ \ ~`¡^ "| ¬M
N
xWH
'ill' ' 6MH
Í) )' fÍ I fljfüljƒl ;Jz~/1 J/ Z ,.¡f"_ É: 3 :ga Ri ,, .¬__-'-_ ___. \ _ __ _ .a \._ _ _/ ze-á-:_. . CI ' '_\i
I .__='í'-_ \-_ \__- ~ __ __ .- - _1__-F, . .-" I ' .IC-; .J \._ í ._ _., ã- ___"--'Ê ::_-_- -:__. \ _: __/ .`_ _ ___, z-_ .›_' ×"z_ _:'l- -.__ _,./Figura 2-I - Comprimentos de onda para as freqüências de 3
MHz
e 6MHz
(OMS, 1996)A
velocidade de propagação é determinada pela densidade e rigidezdo
\
rigidez caracteriza a resistência
do
material à compressão.A
velocidade de propagaçãodo
ultra-som é diretamente proporcional à rigidez e inversamente proporcional à densidadedo
meio.No
entanto, geralmente omeio
mais denso étambém
omais
rígido,mas
pelo fato de que as diferenças de rigidez entre os materiais geralmente são fatores dominantesem
relação às diferenças de densidade, osmeios
de maior densidade apresentam velocidades de propagação ultra-sônicamaior
quemeios
menos
densos (Kfernl<au, 1993).Em
um
meio
isotrópico3, a velocidade de propagação c, é dependentetanto
do
meio
como
de sua temperatura, sendo determinada pelo atraso entreo
movimento
de partículas adjacentes. Esse atrasodepende da
elasticidade e da densidadedo
meio
e, portanto, parauma
dada
densidade, a velocidade de propagação serámaior
em
tecidos de baixa elasticidade (alta rigidez)como,
por exemplo, os tecidos ósseos (Geddes&
Baker, 1989).2.1.2
Mecanismos
de
Atenuação
do'U/tra-som
no
Meio~
À
medida
que aonda
ultra-sônica atravessa o tecido biológico suaintensidade sofre
um
decaimento exponencialque
é causado por três fatores principais:0 Dispersão: é o redirecionamento
da
onda
ultra-sônica incidente. Ocorrequando
aonda
sonora atingeuma
superfície refletorade
dimensões
menores
que ocomprimento
deonda do
feixe ultra-sônico (Peura, 1986)ou
quando
atingeuma
superfíciecom
irregularidades de dimensões semelhantes aodo comprimento
deonda (Kremkau,
1993).3 Meio que
A
Figura 2-2 ilustra ofenômeno da
dispersão.onda
incidenteš
dispersão Rayleigh Figura 2-2 - Representação do fenômeno da dispersão (Peura, 1986)0 Divergência
do
feixe: ocorre principalmenteem
transdutores desprovidos de focalização acústica .0 Absorção: é a conversão
da
energia acústicaem
calor. Caracteriza0
grau de dificuldade de transferência de energia entre as partículas
do
meio
(Geddes&
Baker, 1989), sendo dependenteda
freqüência e decaracterísticas intrínsecas ao meio.
A
absorção é, normalmente, o fator dominanteda
atenuação nos tecidos macios(Kremkau,
1993).O
coeficiente de atenuação ot é amedida
utilizada para descrever a habilidade deuma
substância uniforme de atenuar o ultra-som (Geddes&
Baker, 1989), sendo descrita pelaEquação
2-2.b Equação 2-2
oc
=
dzf
onde a
eb
são coeficientes quedependem
do
meio
ef
é a freqüênciaem
MHz
(Peura,,__ \
1986).
nos líquidos.
Nos
tecidos macios éaproximadamente
linearcom
a freqüência dentrode
uma
faixa limitada (Geddes&
Baker, 1989).A
Figura 2-3 mostra o efeito da freqüência sobre a atenuaçãoda
intensidade ultra-sônica.1,0 ' f -_ , _ sangue
10MHz
0,8Ax/Ao
0,6 O 4 sangue 5MHz
~ 0'2ulma
sangue 1MHz
0,0MHZ
__
osso 1MHz
O l 2 3 4 5 distânciax
(cm)Figura 2-3 - Dependência da atenuação ultra-sônica com a freqüência (Peura, l986)›
A
profundidade de penetração é determinada pela freqüência utilizada, jáque
o coeficiente de atenuaçãodepende da
freqüência de operação,conforme
aEquação
2-2.
Em
exames onde
se requer maior profundidade, freqüênciasda
ordem
de
2MHz
são utilizadas, ao passo que para abordagens mais superficiais, a utilização defreqüências
na
faixa de 5 a 10MHz
propiciauma
melhor
resolução daimagem4.
Resumidamente,
quantomenor
ocomprimento
de onda, maior é a freqüência emelhor
éa resolução, o
que
se traduzem
uma
imagem
mais clara eem
mais detalhesna
telado
equipamento
(OMS,
1996).Em
contrapartida, quanto maior a freqüência,maior
é aatenuação e, portanto, a escolha da freqüência deve satisfazer
um
compromisso
entre~
resoluçao e profundidade.
A
Tabela 2-1 mostra alguns parâmetros típicosem
USD,
supondo
uma
4
velocidade de propagação
no
tecidohumano
de1540 m/s
euma
atenuaçãomédia
de 0,5dB/cm/MHz.
.Tabela 2-1 - Valores típicos de alguns parâmetros de
USD
(Kremkau, 1993)Freqüência Comprimento de onda
À
Coeficiente de atenuação Profundidade de imagem HMHZ) (mm) oi (dB/cm) (cm) 2,0 0,77 1,0 30 3,5 0,44 1,8 17 5,0 0,31 “ 2,5 12 7,5 0,21 3,8 0 10,0 0,15 5,0 ô 2.1.3 Coeficientede
Reflexão
O
princípio fundamental de operação deum
equipamento de
imagem
ultra-sônico é o
da
reflexão das ondas incidentes,comumente
conhecidoscomo
ecos.Os
tecidos biológicos se distinguem uns dos outros por apresentarem características diferentes quanto a suas propriedades acústicas de reflexão.
Um
parâmetro bastante importantena
análise dessas características é a impedância acústica Z,uma
propriedade físicado meio
atravessado pelaonda
ultra-sônica, definidacomo
sendo o produtoda
densidade (p) pela velocidade
do
som
no meio
(cs) (Aston, 1990),conforme Equação
2-3.
Na
condição de incidência perpendicular, caso a impedância acústica dos doismeios
sejam iguais,
não
existe reflexão e a intensidade transmitida é igual à intensidade incidente(Kremkau,
1993).Equação 2-3
Z
=
p
- C'Quando
o
feixe ultra-sônico que atravessaum
meio
de impedância acústica Z¡ encontraum
segundo
meio
de impedância acústica Zz, ocorre ofenômeno da
reflexão.A
quantidade de energia refletida (eco) depende das impedâncias acústicas dos
meios
em
Capítulo
2
- Fundamentação Teórica do Ultra-Som17
acústicas dos dois meios, maior é o coeficiente de reflexão (Geddes
&
Baker, 1989).A
taxada
amplitudedo
eco refletido,quando
este deixa a superfície refletorado
pulso incidente, échamada
de coeficiente de reflexão de amplitude,dado
pela expressão aseguir:
R
_
(Zz-
Zl) Equação 2-4(Z,
+
Z,)A
Tabela 2-2 ilustra alguns parâmetros físicos de alguns materiais., Tabela 2-2 - Propriedades ultra-sônicas de alguns materiais (Peura, 1986)
Velocidade de Densidade Impedância Coeficiente de Coeficiente de
propagação
(m/S)
(g/mL) Acústica absorção absorção (dep.
Ar Alumínio Agua Gordura Chumbo Musculo Osso Polretrlen 330 6300 1520 1460 1470 4 1540 1630 2700 410 2000 0,0012 2,7 1,00 138 81 (59/más) (ds/cm) de fi o,ooo4 1,2 f2 17 0,018 1 1,5 0,002 fz 5 5
37-74
15 Material - 0,92 1,4 0,6 1 000 7,7 30 nd nd ' - 1,07 1,7 1, -2,5 f - 0 , - 1, , , ` 10 f ' ` ' 0,92 “ 1,8 nd nd ' 650 0,40 0,26 40 f ~ ` 1530 1,06 1,6 0,11”
~
o Pulmao ° 6 SangueO
coeficiente de intensidade de reflexão é definidocomo
o quadrado de R, representando a relação entre a intensidade daonda
refletida pelaonda
incidente. Essas equações são válidas paraum
feixe ultra-sônico perpendicular à superfície refletora.Em
situações clínicas isso ésempre
verdadeiro, jáque
desvios angulares depoucos
grausfomecem
reflexões oblíquas incapazes de atingir o transdutor (Alloca,1984).
A
porção de energia que não é refletida e continua sendo transmitida dentrodo
segundo
meio, échamada
de energia refratada, de intensidade (I - R2).O
ângulode
S@n(9¢)
=
(CS1/CS2) - S@I1(9i) E'1“açã° 2'5onde
cs; é a velocidadedo
som
no meio
1 e csz é a velocidadedo
som
no
meio
2(Alloca, 1984).
O
ângulo de transmissão 9, ésempre maior que o
ângulo de incidência 6,~quando
a velocidade de propagaçaono meio
2 émaior que
ado meio
1,onde
asvariações são
aproximadamente
proporcionais. Por exemplo, caso hajaum
aumento
de10%
na
velocidade de propagaçaodo
ultrasom
no meio
2com
relaçao aomeio
1,o
ângulo de transmissão
também
éaumentado
deaproximadamente
10%
(Kremkau,
1993).
A
Figura 2-4 ilustra osfenômenos da
reflexão e refraçãona
interface entre doismeios
de características acústicas diferentes.Gr
onda
incidente/
_-_“__`onda
refletidameio
1 'meio
2 Interface ,‹/"
onda
transmitida ¬:-'GtFigura 2-4 - Reflexão e refração do ultra-som (Peura, 1986)
5 Informação não
2.2
MATERIAIS PIEZOELÉTRICOS
~
A
técnica de geraçao deimagens
por ultra-som mais eficiente utilizao
efeito piezoelétrico (piezo=
pressão). Esse efeito,que
foi descobertoem
1880
por Pierre e Jacques Curie, é a propriedade que algumas substâncias cristalinas apresentamde desenvolver potenciais elétricos ao longo de eixos cristalográficos
em
resposta aum
movimento
de carga resultante deuma
deformaçãomecânica
(Geddes&
Baker, 1989).Uma
condição necessária para a presençado
efeito piezoelétrico é a ausênciade
um
centro
de
simetria de distribuição de carga.Das
32
classes de cristais conhecidas, 21não
apresentam esse centro de simetria, sendo
que
dessas 21 restantes, apenasuma
nao
apresenta o
fenômeno
piezoelétrico.Apesar
de já se ter observado a propriedade piezoelétricaem
cerca de 1000 substâncias cristalinas, informações quantitativas só estão disponíveis para apenas 100 destas,onde
a magnitudedo
efeitotem
valor prático apenasem
10 substâncias (Geddes&
Baker, 1989).A
Figura 2-5 mostra ométodo
de
designação de eixos cristalográficos
em
alguns cristais mais conhecidos.Z_
X
X
`Y
«- 'Y /" VZ
X
/
%;..z
sulfato de l1tio quartzo _:,.-.ffZ
""Y
sal rochelle _X /
v/
fosfatode
amônia
hidrogenadoFigura 2-5 - Método de designação de eixos cristalográficos (Geddes
&
Baker, 1989)Õ›
/f
É
\¬ \_'_` `~.~._ `*~.. '*. '-4 \Além
dos cristais naturais, certas cerâmicascomo
o titanato de báriovoltagem
elevada aos eletrodosem
contatocom
o material, ocorreuma
reorientaçãoda
estrutura cristalina
que
persistemesmo
depoisda
remoção da voltagem de
polarização,onde
esse processo é realizado mediante temperatura elevada.Além
de produzirum
material
com uma
alta constante piezoelétrica, essa técnicaremove
a orientação geométricado
eixo cristalográfico etoma
possível a fundição de cristais piezoelétricosem
diversos formatos(Geddes
&
Baker, 1989).Um
grupo de materiais artificiaisque
podem
ser induzidos a apresentarfortes propriedades piezoelétricas são os conhecidos
como
ferroelétrico policristalinopolarizado. Esses materiais
têm
suas unidades celulares organizadasem
regiõesou
domínios
com
momentos
dipolares aleatórios.A
polarizaçãodo
material ferroelétrico é executada pelo seu aquecimentoacima
de seu ponto Curieó, seguido deum
resfriamentolento
na
presença deum
fortecampo
elétrico, tipicamente20 kV/cm,
aplicadona
direção
em
que
o efeito piezoelétrico é desejado. Esse processo tende a alinhar as cargas individuais ao longoda
direçãodo
campo
polarizador, de maneira análoga à magnetização de materiais ferromagnéticos pela aplicação deum
campo
magnético
(Wells, 1969).
q
Com
exceçãodo
quartzo, os cristais piezoelétricos naturais sãocada
vezmenos
utilizadosna
atualidade principalmente por causa de sua redução de performancequando
em
presença de alta umidade.Os
elementos piezoelétricos cerâmicos sãomuito
menos
higroscópicos7 e estão disponíveisem
uma
ampla
variedade de formatos, tais6
Temperatura na qual o cristal sofre
uma
despolarização, perdendo suas propriedades piezoelétricas.7 Grande
afinidade por vapor de água, sendo capaz de retirá-lo de uma atmosfera ou eliminá-lo de
uma
como
bastões, cilindros e discos.'i
Um
cristal piezoelétrico necessita deuma
torçãomecânica
muitopequena
para
que
seja obtidoum
potencial fracional razoável, sendo por isso consideradocomo
um
eficiente transdutor isométrico.A
rigidez desses elementos éextremamente
alta,~ permitindo, assim, apenas pequenas deformaçoes. `
Os
cristais piezoelétricos são dispositivos \de impedância elevada e, porisso, só
podem
fomecer
correntes muito baixas.Com
aconexão
deuma
carga resistiva, ocorreuma
redução acentuada tanto de sua voltagem quanto de sua constantede
tempo.O
prejuízo mais sério é que, por causa de sua baixa resistência intema, avoltagem nao
ode
ser mantidauando
em
resen ada
a lica ão deuma
for a constante e or isso osP
cristais piezoelétricos são apropriados apenas para a
medição
e geraçãode
forças mecânicas alternadas. Estespodem
desenvolveruma
certa voltagemem
resposta a altemâncias mecânicasem
freqüências que vão de poucos Hertz a vários Megahertz,onde
o limite superior é determinado pela espessurado
sistemaem
movimento. Por
causa de sua alta rigidez e
pequena
massa, esses cristais sãoamplamente
utilizadosem
sistemas de conversão de força
em
sinais elétricos eem
dispositivos de geraçãode
deslocamentos mecânicos mediante a aplicação de
uma
voltagem específica.Ambas
as modalidades são utilizadasem
várias aplicações de medidas ultra-sônicas,bem
como
em
sistemas de imagens.Na
primeira, as voltagens relativamente grandes produzidas,fazem
dos elementos piezoelétricos dispositivos ideais para a conversão de eventosI
fisiológicos
em
sinais elétricos. Pelo fato de que os elementos piezoelétricospodem
ser utilizados para a geração de ondas contínuas e ultra-som pulsado, eles são idealmente apropriados para a aplicaçãoem
tecidos vivos. Baixos níveis de energia são utilizados para técnicas deimagem,
enquanto que altos níveis de energia são utilizados paraterapia por calor
(Geddes
&
Baker, 1989).2.2.1 Materiais Utilizados
na
Fabricaçao
de
Transdutores
Os
avanços significativos nas técnicas deimagem
por ultra-som são resultantesda
inovaçao tecnológica de materiais e processos de fabricaçaode
transdutores.
A
seguir, são descritos alguns materiais utilizadosna
fabricação de transdutores de ultra-som.2.2.1.1
PZT
Os
materiais ferroelétricosexibem
fortemente o efeito piezoelétrico e sao ideais para o ultra-som médico. Durante muitos anos, o zirconato-titanato dechumbo
(PZT),
um
material cerâmico ferroelétrico,tem
sidoamplamente
utilizadona
fabricação de transdutores de ultra-som por causa de sua elevada conversão eletromecânica e de suas baixas perdas intrínsecas.As
propriedadesdo
PZT
podem
ser -alteradas pela modificação das proporções de zircônio e titânio e pela introdução depequenas
quantidades de outras substâncias, tais
como
o lântano (Goldberg&
Smith, 1995).O
PZT
apresentauma
elevada constante dielétricaquando comparada
a vários outros materiais piezoelétricos.A
cerâmica émecanicamente
forte epode
sermoldada
em
vários formatos e tamanhos. Outra característica importante dessecomposto
é a de poder operarem
temperaturas- superiores a 100°C
e ser estável sobre longos períodos de tempo.A
Tabela 2-3 ilustra algumas propriedadesdo
PZT-SH.
Algumas
desvantagensdo
PZT
são sua alta impedância acústica(Z=30
MRayls8),8
quando comparado
com
a o tecidohumano
(Z=l,5 MRayls), e a presençade
modos
1aterais9, sendo que
uma
ou
maiscamadas
de acoplamento acústicopodem
compensar
a diferença de impedância transdutor-tecido.O
efeito dosmodos
lateraispode
ser diminuído pela escolha de elementos de dimensoes apropriadasou
pela subdivisao dos elementos.Tabela 2-3 - Propriedades do PZT-SH (Goldberg
&
Smith, 1995)Parâmetro Símbolo Valor '
Unidade rg N,,.<`› `Q Densidade 7500 kg/m3 Velocidade do som 3970 mls Impedância acústica 29,75 Mrayls
Constante dielétrica relativa 1475
Coeficiente de acoplamento eletromecânico 0,698 Tangente de perda mecânica tan õm 0,015 Tangente de perda elétrica tan 8, 0,02
Outros materiais piezoelétricos são utilizados
em
várias aplicaçõescomo,
por exemplo,
compostos
dePZT
intercaladosem
uma
matriz de epóxilo (Smith,1992
apud
Bronzino, 1995).Os modos
laterais são reduzidos nesse tipo decomposto
por causade
sua estruturanão homogênea.
Atravésda combinação
dePZT
com
o epóxiem
proporções e distribuições espaciais diferentes, as propriedadesdo composto
podem
serdirecionadas a diferentes aplicaçoes.
2.2.1.2
PVDF
O
difluorido de Polivinideno(PVDF)
éum
polímero ferroelétricoque
tem
sido utilizadoamplamente
em
transdutores para freqüências elevadas (Shear&
Foster,1989
apud
Bronzino, 1995).Além
disso, o co-polímero dePVDF
com
9
Irradiação ultra-sônica
em
direções diferentes da principal.1° Grupamento de