Cap´ıtulo
2
Teoria da Probabilidade
A teoria da probabilidade omo uma dis iplina mate-máti apodeedeveserdeselvolvidaaapartirdeaxiomas exatamentedamesmamaneiraqueageometriaea álge-bra. GrundbegriederWahrs heinli hkeitesre hnung -FundamentosdaTeoriadaProbabilidade,Andrey Ni-kolaevi hKolmogorov(1903-1987),1933.
2.1 Introdução
Faz-sene essárioteremmentequeaprobabilidadeéummodelomatemári o pararepresentarosfenmenosaleatório. SegundoCampello,A probabilidade representa a aleatoriedade que existe em todos os fenmenos. É o on eito fundamental para a estatísti a; é a estrutura matemáti a fundamental para o estudo da estatísti a. É a maneira amis realista e práti a de se estudar os fenmenosfísi ose elaborare implemntarprojetosde engenharia [1℄.
Neste apítulo,é apresentado os prin ípios bási os matamáti os para uma ompreensãoaprofundadadateria,osprin ípiosbási osquepermitemumaboa ompreensãodos on eitosesuasapli ações. Comofa ilitador,osfundamentos apresentadossãoexempli adosatravésdeexemplossimples,tais omomoeda, dadosesistemas de omuni ação.
2.2 Elementos Bási os
Aestruturamatemáti aéestabele idapelousodeumatrípla
(Ω, A, P )
,em que:• Ω
éum onjuntoquetem omoelementos osresultadosdoexperimento;• P
éumamedida(funçãoreal)quetem omoargumentososelementosdeA
.2.2.1 Experimento Aleatório
Um experimento aleatório é um experimento no qual o resultadovaria de formaimprevisívelquandooexperimentoérepetido sobasmesmas ondições. Um experimento aleatório é espe i ado pela implementação de um pro edi-mentoexperimentaleum onjuntodeumaoumaismedidasdeobservações.
Exemplo2.2
•
E1
: Sele ione umaboladeumaurna ontendo bolasnumeradasde1
a50
. Anoteo númerodabola.•
E2
:Lan eumamoedatrêsvezes. Anoteonúmerode aras.•
E3
: Transmitaumblo odeinformaçãoatravésdeum analruidoso,repetidamente, atéqueumblo olivredeerros hegue aore eptor. Conteonúmerodetransmissões requeridas.•
E4
:Es olhaumnúmerorealaoa asoentrezeroeum.⋄
2.2.2 Espaço Amostral
Comoemexperimentosaleatóriososresultadossãoimprevisíveis,é ne essá-riodeterminaro onjunto depossíveisresultados.
Deni-seresultadooupontoamostraousimplesmenteamostradeum expe-rimento aleatório omo umresultadoque não pode serde ompostoem outros resultados,emoutraspalavras,oespaçoamostral,denotadopor
Ω
,éo onjunto detodospossíveisresultadosdeumexperimento. . Quandorealizamosum ex-perimento aleatórioum,esomente um,resultadoo orre. Assim,os resultados sãomutuamente ex lusivos nosentidodequeeles não podem o orrer simulta-neamente. Oespaço amostralΩ
deum experimentoaleatórioédenido omo o onjuntode todosos resultadospossíveis. Denotaremosum resultadodeum experimentoporω
. Assim,ω
éumelementodeΩ
.Exemplo2.3Porexemplo,seumexperimento onsistenolançamentodeduas moedas,os possíveisresultadossão arae oroa. Resultadosmuitoinverossímeis, omoamoeda airem pé,ouserlevadaporumapassarinho,et ,nãosãolevadosem onta.Oespaçoamostralseria então:
Ω = {ω
1
, ω
2
} = {
CARA,
COROA}.
Outroexemplo,seriaolançamentodeumaumadado. Oespaçoamostralseria,neste aso:
Ω = {ω
1
, ω
2
, ω
3
, ω
4
, ω
5
, ω
6
} = {1, 2, 3, 4, 5, 6},
que orrespondeàsseisfa esdodado.
⋄
Exemplo2.4Espaçosamostraisrela ionados omosexperimentosE
1
,E2
,E3
eE4
.•
E1
:Ω
1
= {1, 2, 3, . . . , 50}
.•
E2
:Ω
2
= {1, 2, 3, 4}
.•
E3
:Ω
3
= {1, 2, 3, . . .}
.•
E4
:Ω
4
= {x ∈ R : 0 ≤ x ≤ 1} = [0, 1]
.⋄
Umespaçoamostralpodesernito,innitamente ontávelouinnitamente in ontável. Chama-seΩ
deespaçoamostraldis retoseΩ
for ontávele hama-seΩ
deespaçoamostral ontínuo,seΩ
nãofor ontável. Nosexemplos,Ω
1
,Ω
2
eΩ
3
sãodis retoseΩ
4
é ontínuo.2.2.3 Álgebra de Eventos
A álgebradeeventos, denotada por
A
, é um onjunto ujos elementos são sub onjuntos doespaçoamostral. Esseselementos são hamadoseventos. Por exemplo,no asodolançamentodeumdado,pode-seestarinteressadonãoem adaumdos6(seis)possíveisresultados,massim,por exemplo,emsaberseo resultadofoiumnúmeroparouumnúmeroímpar. Dessaforma,seoresultado for2
,4
ou6
, pode-sedizerque o orreu oevento umnúmero par. O evento um número par é um elemento de outro onjunto, hamado de álgebra de eventos,assim, éoeventoumnúmeropar,porsuavez,éum onjunto, ujos elementossãoelementosdoespaçoamostral. Logo,oevento umnúmeropar éumsub onjuntodoespaçoamostral,denotadopor{ω
2
, ω
4
, ω
6
}
esigni aque se oresultado doexperimento (lançamento de um dado) for onúmero2
ouo número4
ouonúmero6
,entãoteráo orridooeventoumnúmeropar.Exemplo 2.5 Seseestáinteressado no evento número
1
, esteeventoserá denotado por{ω
1
}
,quetambémseráummembrodaalgebradeeventos. Emnotaçãomatemáti a:• {ω
1
} ∈ Ω
,istoé,{ω
1
}
éumelementodoespaçoamostral(eportantoumresultadodo experimento);• {ω
1
} ∈ A
,istoé,{ω
1
}
éumelementodaálgebradeeventos;• {ω
1
} ∈ Ω
,istoé,{ω
1
}
éumsub onjuntodoespaçoamostral.⋄
Exemplo2.6Exemplosdeeventosrela ionados omosexperimentosE1
,E2
,E3
eE4
.•
E1
:Umnúmeroparésele ionado -A
1
= {2, 4, 6, . . . , 50}
.•
E2
:Onúmerode araséigualao-A
2
= ∅
.•
E3
:Onúmeroquedeztransmissõessãorequeridas -A
3
= {1, 2, 3, . . . , 10}
.•
E4
:onúmerosele ionadoénãonegativo-A
4
= Ω
4
.⋄
Uma visualização grá a desses on eitos pode ser obtida pelo hamado diagramadeVenn1
AFigura2.1ilustradiversassituações.
Comrespeitoaoprimeirodiagrama,espaçoamostral
Ω
1
,omesmoédenido por todosos pontosperten entes aoretângulo. Ospontosqueestão dentrodo ír ulo denemo onjuntoA
, queéportanto representadoporum ír ulo,ver Figura2.1. Ospontosforado ír uloperten emao onjunto omplementodeA
,denotadoporA
C
. Éevidentequeumelementodoespaçoamostralsópode perten eraumdosdois onjuntos,
A
,A
C
,istoé,
A ∩ A
C
= ∅
. 1
JohnVennnas euem4deagostode1834,emHull,naInglaterraemorreuem4deabril de1923,emCabridge,tambémInglaterra.
Ω
1
A
Ω
2
A
A ∩ B
B
Figura2.1: Exemplosdeespaçoamostraleeventos (DiagramadeVenn).
Comrespeitoaosegundodiagrama,espaçoamostral
Ω
2
,seoeventoA
sig-ni aindivíduoéhipertenso eB
éoeventoindivíduoédiabéti o,aálgebra deeventosneste asoseria:1. nenhumindivíduo,
∅
; 2. todosindivíduo,Ω
; 3. todososhipertensos,A
; 4. todosdiabéti os,B
; 5. todososnãohipertensos,A
C
; 6. todososnãodiabéti os,B
C
;7. todososhipertensosoudiabéti os,
A ∪ B
; 8. todososhipertensosediabéti os,A ∩ B
; 9. todososnãohipertensosoudiabéti os,A
C
∪ B
; 10. todososhipertensosounão diabéti os,A ∪ B
C
; 11. todososnãohipertensosediabéti os,A
C
∩ B
; 12. todososhipertensosenão diabéti os,A ∩ B
C
; 13. todososnãohipertensosounãodiabéti os,A
C
∪ B
C
; 14. todososnãohipertensosenãodiabéti os,A
C
∩ B
C
;15. todososhipertensosenãodiabéti osoutodosnãohipertensosediabéti os,
(A ∩ B
C
) ∪ (A
C
∩ B)
;16. todososnãohipertensosenãodiabéti osoutodoshipertensosediabéti os,
(A
C
∩ B
C
) ∪ (A ∩ B)
;O onjunto15 daálgebraéoresultadode umaoperação hamadade dife-rençasimétri aentre
A
eB
denotadoporA △ B
.2.2.4 Medida de Probabilidade
Para adaelemento
A
daálgebra,istoé,para adaevento,existeumnúmeroP (A)
, hamado aprobabilidade deA
, que énão negativo. Istoé,P (A) ≥ 0
. Ou seja, Probabilidades são números asso iados a eventos que indi am quão provável é a o orrên ia de um evento quando um experimento é realizado. Este númeromedeograude ertezadao orrên iadoeventoA
.Exemplo2.7Se
P (A) = 0
,entãooeventoA
o orre omumde ertezazero,istoé,napráti a onsidera-sequeelenãoo orre. SeP (A) = 1
,istosigni aqueoeventoA
o orre omgrau de ertezaum,querdizer,napráti a onsidera-sequeeleo orre.⋄
Axiomas de ProbabilidadeSeja
E
umexperimento aleatório omespaçoamostralΩ
. Umalei de pro-babilidade para o experimentoE
é uma regra que asso ia a ada eventoA
(Álgebradeevento)umnúmeroP (A)
, hamadodeprobabilidadedeA
, satisfa-zeros seguintesaxiomas:Axioma 2.1 Todofenmenoaleatórioérepresentadoporumatripla
(Ω, A, P )
, em queΩ
éa espaço amostral,A
éumaálgebrade eventodos sub onjuntosdeΩ
eP
éumamedida.Axioma 2.2
∀A ∈ A
,∃P (A) ≥ 0
.Axioma 2.3
P (Ω) = 1
.Axioma 2.4 Se
A
eB
são disjuntos, isto é,seA ∩ B = ∅
, entãoP (A ∪ B) =
P (A) + P (B)
.Con lui-se também, do axioma, que a aditividade é válida para qualquer númerode eventos. Assimse
A
1
, A
2
, A
3
, . . . , A
n
sãoeventos taisque adaum delesédisjuntos(mutuamenteex ludentes)parapardetodosos outros(∀i 6=
j, A
i
∩ A
j
= ∅
),então:P (A
1
∪ A
2
∪ A
3
∪ . . . A
n
) = P (A
1
) + P (A
2
) + P (A
3
) . . . P (A
n
).
Defatoestarelaçãoégeneralizadaeé onsideradaválidamesmoquandon → ∞
. Assim,oaxiomateriaaforma:∀A
i
, A
j
∈ A,
tal que∀i 6= j, A
i
∩ A
j
= ∅
=⇒ P
∞
[
k=0
A
k
!
=
∞
X
k=0
P (A
k
) .
Demonstração:Usandoamétododeindução,suponhaqueoresultadoéválidopara
n ≥ 2
. De fato é verdadeiro paran = 2
, seA
eB
são disjuntos, isto é, seA ∩ B = ∅
, entãoP (A ∪ B) = P (A) + P (B)
.Logo,paran
eventos,P
n
[
k=0
A
k
!
=
n
X
k=0
P (A
k
) .
(2.1)Para
n + 1
,tem-seP
n+1
[
k=0
A
k
!
= P
(
n
[
k=0
A
k
)
[
A
n+1
!
= P
n
[
k=0
A
k
!
+ P (A
n+1
) ,
(2.2) pois,S
n
k=0
A
k
eA
n+1
sãomutualmenteex ludentes. Usandoapropriedadeda distributivi-dade:(
n
[
k=0
A
k
)
\
A
n+1
=
(
n
[
k=0
A
k
\
A
n+1
)
=
n
[
k=0
∅ = ∅.
Logo,dasequações2.1e 2.3,tem-se:
P
n+1
[
k=0
A
k
!
=
n
X
k=0
P (A
k
) + P (A
n+1
)
=
n+1
X
k=0
P (A
k
) .
(2.3)•
Resultado ImediatosdosAxiomas
Comousodededuçãológi a,apartirdosaxiomas,os seguintes resultados sãoobtidos:
Corolário 2.1
∀A ∈ A
,P (A
C
) = 1 − P (A)
.Demonstração:Umavezqueoevento
A
eseu omplementosãomutuamenteex ludentes,ou seja,∀A ∈ A
,A∩A
C
= ∅
eportanto,peloAxioma2.4,
P (A∪A
C
) = P (A)+P (A
C
)
.Contudo,
A ∪ A
C
= Ω
. Pelo Axioma2.3,
P (Ω) = 1
,logoP (A ∪ A
C
) = P (Ω) = 1 = P (A) + P (A
C
)
. Portanto,
P (A
C
) = 1 − P (A)
.
•
Corolário 2.2
∀A ∈ A
,P (A) ≤ 1
, ouseja, aprobabilidade dequalquer evento ésempreumnúmeromenor ouiguala1
.Demonstração:Sabe-seque,
∀A ∈ A
,A∩A
C
= ∅
eportanto,peloAxioma2.4,
P (A∪A
C
) =
P (A)+P (A
C
)
.Contudo,
A∪A
C
= Ω
.PeloAxioma2.3,
P (Ω) = 1
,logoP (A∪A
C
) = P (Ω) =
1 = P (A) + P (A
C
)
. Pelo Axioma2.2,
∀A ∈ A
, eistoin luirA
C
,
∃P (A) ≥ 0
. PortantoP (A
C
) ≥ 0
eentão
P (A) ≤ 1
.•
Corolário 2.3
P (∅) = 0
, isto é, a probabilidade do onjunto vazio (evento impossível)ézero.Demonstração: Segundo a mesmalinhadera io ínio da demonstraçãodo Corolário 2.2, tem-se:
A = Ω
,logoA
C
= ∅
,assim
Ω ∩ ∅ = ∅
eΩ ∪ ∅ = Ω = Ω
. Portanto,P (Ω) = 1 =
P (∅) + P (Ω) = P (∅) + 1
epor onseguinteP (∅) = 0
.•
Corolário 2.4
∀A ⊂ B
,P (A) ≤ P (A)
, istoé, se um onjuntoestá ontido no outro(quer dizer,a o orrên ia do primeiroimpli ana o orrên ia do segundo),Ω
1
B
A
A ∩ B
Ω
2
A
B
A ∩ B
A ∩ B
C
A
C
∩
B
(a) (b)Figura2.2: (a)Doiseventos
A
eB
noespaçoamostralΩ
,tais queA ⊂ B
;(b) ProbabilidadedeA ∪ B
.Demonstração:Se
∀A ⊂ B
entãopode-sees rever:B = A ∪ (A
C
∩ B)
eé laroqueosdois onjuntosdestauniãodestauniãosãodisjuntos,istoé,
A ∩ (A
C
∩ B) = ∅
,verFigura2.2(a). Logo,peloAxioma2.4,
P (B) = P (A) + P (A
C
∩ B)
PeloAxioma2.2,P (A
C
∩ B) ≥
eentãoP (B) ≥ P (A)
.•
Corolário 2.5P (A ∪ B) = P (A) + P (B) − P (A ∩ B)
.Demonstração:Parti ionandoauniãodoseventos
A
eB
,verFigura2.2(b),pode-se es re-ver:A ∪ B = (A ∩ B
C
) ∪ (A ∩ B) ∪ (A
C
∩ B)
. Narelaçãoquesequer demonstrarapare e expli itamente
P (A)
eP (B)
;háque sebus arentão parti ipação daunião nasquaisessas probabilidades apare emdeformaexplí ita. Essaspartiçõessão:A ∪ B = A ∪ (A
C
∩ B)
e
A ∪ B = (A ∩ B
C
) ∪ B
. Então,pode-sees rever:
P (A ∪ B) = P (A
C
∩ B) + P (A ∩ B) + P (A ∩ B
C
);
P (A ∪ B) = P (A) + P (A
C
∩ B);
P (A ∪ B) = P (B) + P (A ∩ B
C
).
Daprimeiraigualdade,obtém-se:P (A
C
∩ B) + P (A ∩ B
C
) = P (A ∪ B) − P (A ∩ B);
esomando-seasduasúltimas:2P (A ∪ B) = P (A) + P (B) + P (A
C
∩ B) + P (A ∩ B
C
);
ouseja,2P (A ∪ B) = P (A) + P (B) + P (A ∪ B) − P (A ∩ B);
∴
P (A ∪ B) = P (A) + P (B) − P (A ∩ B).
•
Corolário 2.6
∀A, B ∈ Ω
,P (A ∪ B) ≤ P (A) + P (B)
.Demonstração: Esteresultadosegue-seimediatamente doresultadodoCorolário2.5edo
2.3 Espaços amostrais dis retos
Suponhaque o espaçoamostral
Ω
sejanito, isto éΩ = {ω
1
, ω
2
, . . . , ω
n
}
. Logo, todos os eventos elementaresω
são mutuamente ex lusivos. Assim, a probabilidade de qualquer eventoB = {ω
′
1
; ω
′
2
, . . . , ω
′
k
}
é dada porP (B) =
P ({ω
′
1
, ω
′
2
, . . . , ω
′
k
}) = P ({ω
′
1
}) + P ({ω
′
2
}) + . . . + P ({ω
′
k
})
.Seos resultadosdoespaçoamostral
Ω
sãoigualmente prováveis,daforma:P ({ω
1
}) = P ({ω
2
}) = . . . = P ({ω
n
}) =
1
n
.
entãoaprobabilidadedeumeventoéigualaonúmeroderesultadosdoevento divididopelo númerototalderesultadosdoespaçoamostral,daforma:
P (B) = P ({ω
′
1
}) + P ({ω
′
2
}) + . . . + P ({ω
′
k
}) =
k
n
Exemplo 2.8Umaurna ontém
10
bolasidênti as numeradasde0
à9
. Umexperimento aleatórioérealizado atravésda seleçãodeumabolada urnae, em seguida, doregistro do númerodabolasorteada. Cal uleaprobabilidadedosseguinteseventos:•
a.A =
númerodebolassele ionadaéímpar;•
b.B =
númerodebolassele ionadaémúltiplode3
;•
.C =
númerodebolassele ionadaémenorque5
;•
d.A ∪ B
;•
e.A ∪ B ∪ C
. Solução:Tem-se:•
a.A = {1, 3, 5, 7, 9} ⇒ P (A) = 5/10 = 0, 5
;•
b.B = {3, 6, 9} ⇒ P (B) = 3/10 = 0, 3
;•
.C = {0, 1, 2, 3, 4} ⇒ P (A) = 5/10 = 0, 5
;•
d.A ∪ B = {1, 3, 5, 6, 7, 9}
;•
e.A ∪ B ∪ C = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9}
.⋄
2.4 Espaços amostrais ontínuos
Espaçosamostrais ontínuosos eventos deinteresse onsistemdeintervalos da retareal oude regiões retangulares noplano e de omplementos, uniões e interseçõesdesses eventos. Por esta razão, leis de probabilidade
2
em experi-mentos om espaçosamostrais ontínuos espe i am uma regrapara asso iar númerosaintervalosdaretarealeregiõesretangularesnoplano.
Exemplo2.9Considereoseguinteexemplo:Tomeumnúmero
x
aoa asoentrezeroeum. Oespaço amostralΩ
para esse experimento éo intervalo[0; 1]
, que nãoé ontável,mas énito.
⋄
2
Aprobabilidadedeumresultado airemumsubintervalode
Ω
éigualao omprimento dosubintervalo,ouseja,P (A = {[a; b]}) = (b − a)
,0 ≤ a ≤ b ≤ 1
,emqueP (A = {[a; b]})
é aprobabilidadedoevento orresponderaointervalo[a; b]
.Exemplo2.10Considereoseguinteexemplo:Tomeumnúmero
x
aoa asoentrezeroeum. QualéaprobabilidadedoeventoA =
oresultadoestápelomenos0, 3
dedistân iado entro dointervalounitário? Solução:P (A) = P ({[0; 0, 2]}) + P ({[0, 8; 1, 0]}) = 0, 2 + 0, 2 = 0, 4
,verFigura2.3.
⋄
0
1
0, 2
0, 8
0, 5
0, 3
0, 3
Figura2.3: IlustraçãodoexperimentoTomeumnúmero
x
aoa asoentrezero eum.2.5 Probabilidade Condi ional
O interesse aqui é o de se estudar omo a o orrên ia de um evento pode inuen iaraprobabilidadedeo orrên iadeoutroevento.
Uma questão fundamental é a seguinte: Admita-se que se onhe e a pro-babilidade
P (A)
deo orrên ia do eventoA
. Sabe-se também que oeventoB
o orreu. SeráqueesteúltimodadovaialteraraprobabilidadedeA
? Em prin i-pio,sehouveralgumnexo ausaldeB
paraA
,arespostaaestaúltimaquestão ésim.Denição 2.1 Sejaaprobabilidade ondi ional
P (A|B)
, doeventoA
dadoque oeventoB
tenhao orrido. Logo,P (A|B) =
P (A ∩ B)
P (B)
,
seP (B) > 0.
(2.4)O onhe imentodao orrên iadoevento
B
impli aqueoresultadodo expe-rimentoestáno onjuntoB
. Portanto,para al ularP (A|B)
,pode-se onsiderar queoexperimentopossuiumespaçoamostralreduzido,B
. OeventoA
o orrerá neste espaçoamostralreduzidose,esomentese,oresultadoestiveremA ∩ B
. Esteresultadopodeserestendidoparao asodemaisdedoiseventos. An-tes de sefazer esta extensão, é será apresentadoalguns aspe tosda noção de probabilidade ondi ional.Considerações sobrea Noção de Probabilidade Condi ional Sabe-se que,
∀B ∈ A
,A
éuma álgebra deevento,0 ≤ P (B) ≤ 1
eportanto, peladenição deprobabilidade ondi ionaldadapela equação2.4,que:P (A|B) ≥ P (A ∩ B),
ouseja,aprobabilidade ondi ionaldo evento
A
dadoqueoeventoB
o orreu ésemprepelo menostãograndequantoaprobabilidade onjunta deA
eB
.Podem o orrertrêssituaçõesquantoàrelaçãoentre probabilidadenão on-di ionaiseprobabilidades ondi ionais.
i. Eventos MutuamenteEx lusivos: Suponha-seque
A
eB
são mutua-mente ex lusivos equeP (B) > 0
. Sabe-seentãoqueao orrên ia deum impli a nanão o orrên iadooutro. Ouseja,A ∩ B = ∅
eentãoP (A|B) =
P (A ∩ B)
P (B)
=
0
P (B)
= 0,
seP (B) > 0.
É evidenteque,nesse aso,
P (A|B) ≤ P (A).
ii. OEventoCondi ionanteContémoOutroEvento: Suponha-seque
A ⊂ B
equeP (B) > 0
. Diz-seentãoqueoeventoA
impli anoeventoB. Tem-seportantoA ∩ B = A
eentão,P (A|B) =
P (A ∩ B)
P (B)
=
P (A)
P (B)
,
seP (B) > 0,
ouseja,
P (A) = P (B)P (A|B)
,e omoP (A|B) ≤ 1
,segue-seque:P (A|B) ≥ P (A)
.
iii. OEventoCondi ionanteEstáContidonoOutroEvento: Suponha-seagoraque
B ⊂ A
equeP (B) > 0
. Diz-seentãoqueoeventoB
impli a noeventoA
. Tem-seportantoA ∩ B = B
eentão,P (A|B) =
P (A ∩ B)
P (B)
=
P (B)
P (B)
= 1,
seP (B) > 0,
eéevidente quenesse aso:
P (A|B) ≥ P (A)
.
Exemplo2.11Umbolaésele ionadaapartir deumaurnaque ontémduasbolaspretas, numeradas(1e2) eduas bolasbran as,tambémnumeradas(3e4). Onúmeroea orda bolasãoequiprováveis, al ule
P (A|B)
eeP (A|C)
,talque:•
(a)bolapretasele ionada-A = {(1, preta); (2, preta)}
;•
(b)bolaparsele ionada-B = {(2, preta); (4, branca)}
;•
( )númerodabola> 2
-C = {(3, branca); (4, branca)}
.Solução:Umavezque
P (A ∩ B) = P ({2, preta})
eP (A ∩ C) = P (∅) = 0
,tem-se:•
(i)P (A|B) =
P (A ∩ B)
P (B)
=
0, 25
0, 5
;
•
(ii)P (A|C) =
P (A ∩ C)
P (C)
=
0
0, 5
= 0
.⋄
Exemplo2.12Umaurna ontémduasbolaspretasetrêsbolasbran as.Duasbolassão sele- ionadasaoa aso,semreposição,easequên iadasbolaséanotada.En ontreaprobabilidade deasbolassele ionadasserempretas. Solução: Considereoseventos•
(i)aprimeirabolaépreta -A
1
;•
(ii)asegundabolaépreta-A
2
.Deseja-sequeduasbolassele ionadassejampretas,ouseja,
P (A
2
∩ A
1
)
,assim:P (A
2
∩ A
1
) = P (A
2
|A
1
)P (A
1
),
ontudo,P (A
1
) = 2/5
eP (A
2
|A
1
) = 1/4
,logo,P (A
2
∩ A
1
) =
1
4
×
2
5
=
1
10
.
⋄
2.5.1 Teorema (Probabilidade total)Sejam
A
1
, A
2
, . . .
eventosmutuamenteex lusivosnoespaçoamostralΩ
. Tais eventossãodenominadosumapartiçãodoespaçoamostralΩ
,verFigura2.4.Ω
A
1
A
2
A
3
A
4
A
5
A
j
A
i
· · ·
· · ·
Figura2.4: Espaçoamostral
Ω
,subdivididoememinnitoseventosmutuamente ex ludentes,asaber,A
1
, A
2
, A
3
, . . . .
Qualquer
i
-ésimo eventoB ∈ Ω
pode serrepresentado omo aunião den
eventosmutuamenteex lusivosdaforma:B = B ∩ Ω
= B ∩ (A
1
∪ A
2
∪ A
3
∪ . . . ∪ A
n
)
= (B ∩ A
1
) ∪ (B ∩ A
2
) ∪ (B ∩ A
3
) ∪ . . . ∪ (B ∩ A
n
)
PelageneralizaçãodoAxioma2.4,P (B) = P (B ∩ A
1
) + P (B ∩ A
2
) + P (B ∩ A
3
) + . . . + P (B ∩ A
n
)
= P (B|A
1
)P (A
1
) + P (B|A
2
)P (A
2
) + · · · + P (B|A
n
)P (A
n
)
=
n
X
i=1
2.5.2 Teorema de Bayes
Sejam
A
1
, A
2
, . . .
partiçãodeumespaçoamostralΩ
. SuponhaqueoeventoB
o orra,qualéaprobabilidadedeoeventoA
j
o orrer? Peladeni aodeprobabilidade ondi ionaltem-se:P (A
j
|A) =
P (B ∩ A
j
)
P (B)
=
P
n
P (B|A
j
)P (A
j
)
i=1
P (B|A
i
)P (A
i
)
Exemplo2.13SistemadeComuni açãoBinário
Sejaumsistemade omuni açãobináriasimétri omodelado omilustradonaFigura?? .
CanalBinário Pertubado Símbolo de Entrada Símbolo de Saída
A
B
A
B
0
0
1
1
ε
ε
(1 − ε)
(1 − ε)
Figura2.5: Canal Bináriode omuni ação.
Tantoosímbolodeentradado anal,
A
, omoodesaída,B
,podemassumirdoisvalores possíveis:0
e1
.Constrói-seo analnaesperançadequequandoumsímbolo0
fortransmitido, osímbolo0
sejaore ebido;omesmodevea onte er omosímbolo1
.Aspertubaçõesno anal, entretanto podem onverterumsímbolotransmitido0
numsímbolore ebido1
,eumsímbolo transmitido1
numsímbolore ebido0
.Estasreversõesdesímboloo orrem omprobabilidadeε
parao analsimétri o(seessaspertubaçõesfossemdiferentes,ε
1
eε
2
respe tivamente,o analserianãosimétri o,verListadeExer í ios,Exer í io). Logo,parai = 0, 1
, onsidere:• A
i
-Eventoaentradavalei
;• A
i
-Eventoade isãodore eptorfori
; sabe-sequeP (A
0
= 0) = 1 − p
eP (A
1
= 1) = p
.a. Cal ulepasprobabilidade
P (A
i
∩ B
j
)
,parai, j = 0, 1
.Solução: Sabe-se:P (A
0
∩ B
0
) = P (B
0
|A
0
)P (A
0
) = (1 − ε)(1 − p)
;
P (A
0
∩ B
1
) = P (B
1
|A
0
)P (A
0
) = ε(1 − p)
;P (A
1
∩ B
0
) = P (B
0
|A
1
)P (A
1
) = ε · p
;P (A
1
∩ B
1
) = P (B
1
|A
1
)P (A
1
) = (1 − ε)p
.b. Cal uleagoraqualentradaémaisprováveldetero orridodadoqueore eptorde idiu por
1
omosuasaída. Assumaque,apriori,queaentradaéequiprovável,p = 1/2
. Solução:Deseja-se al ularasprobabilidadesP (A
0
|B
1
)
eP (A
1
|B
1
)
,dessaforma, de-nirqualentradaémaisprovável asoore eptorde ida omo1nasaída. Assim,dena o eventoB
1
omoade isãodo re eptorfoi1,logo, doteorema daProbabilidade Total:P (B
1
) = P (B
1
|A
0
)P (A
0
) + P (B
1
|A
1
)P (A
1
)
= ε ·
1
2
+ (1 − ε) ·
1
2
=
1
2
.
P (A
0
|B
1
) =
P (B
1
|A
0
)P (A
0
)
P (B
1
)
=
ε/2
1/2
= ε
;P (A
1
|B
1
) =
P (B
1
|A
1
)P (A
1
)
P (B
1
)
=
(1−ε)·1/2
1/2
= 1 − ε
.⋄
2.6 Eventos independentesParaumaabordagemasituaçõesmais omplexas,eportantomaisrealistas, é onveniente onsiderar-senãoapenasumsimplesexperimento,masdenir-se umexperimento omosendo ompostoprováriossub-experimentos.
Considere ini ialmente um experimento ombinado que ontém dois sub-experimentos
E
1
eE
2
. Diz-se que os experimentosE
1
eE
2
são experimentos estatisti amente independentes se e somente seP (A ∩ B) = P (A)P (B)
para qualquerpardeeventosA
eB
taisqueA ∈ E
1
eB ∈ E
2
,ouseja,seesomente setodoevento quediga respeitosomente aE
1
éindependente de todoevento quedigarespeitoapenasaE
2
. Logo,istosigni aque:• P (A|B) =
P(A∩B)
P(B)
=
P(A)P (B)
P(B)
= P (A)
,paraP (B) 6= 0
.• P (B|Q) =
P(B∩A)
P(A)
=
P(B)P (A)
P
(A)
= P (A)
,paraP (B) 6= 0
.Exemplo 2.14 Considereo experimento onjunto que éaobservação deoito posições su- essivas deumpulsonumlink de omuni ações. Admite-seque em adamados possíveis
8
posiçõesdo pulsopodehaverumpulsopositivo,ouumpulsonegativo,ou nenhumpulso. Suponha-setambémqueosexperimentosindividuaisquedeterminamotipodepulsoem ada posiçãopossívelsãoindependentes. Logo,pode-sedenir:• {x
i
= +1}
omosendooeventoqueoi
-ésimopulsoépositivo;• {x
i
= −1}
omosendooeventoqueoi
-ésimopulsoénegativo;• {x
i
= 0}
omosendooeventoqueoi
-ésimopulsoénulo. Assim,suponhatambém:• P (x
i
= +1) = p
;• P (x
i
= −1) = q
;• P (x
i
= 0) = 1 − p − q
;para
i = 1, 2, 3, . . . , 8
. Segue-sedadeniçãodeexperimentosindependentesquea probabili-dadedequetodosospulsossejampositivosédadapor:P ({x
1
= + 1} ∩ {x
2
= +1} ∩ · · · ∩ {x
8
= +1}) =
= P ({x
1
= +1})P ({x
2
= +1}) · · · P ({x
8
= +1}) = p
8
.
Segue-seaindaqueaprobabilidadedequeosquatroprimeirospulsossejampositivos,queos próximosdoissejamnegativos,equeosdoisúltimossejamnulos,édadapor:
P ({x
1
= +1} ∩ {x
2
= +1} ∩ {x
3
= +1} ∩ {x
4
= +1} ∩ {x
5
= −1}
∩ {x
6
= −1} ∩ {x
7
= 0} ∩ {x
8
= 0})
= P ({x
1
= +1})P ({x
2
= +1})P ({x
3
= +1})P ({x
4
= +1})P ({x
5
= −1})
P ({x
6
= −1})P ({x
7
= 0})P ({x
8
= 0})
= p
4
q
2
(1 − p − q)
2
.
Esteexemploilustraqueéa apa idadede al ularaprobabilidade deeventos onjuntos a partir dasprobabilidades doseventosindividuaisque tornaútil o on eitodeexperimentos
Lista de Exer í io - Teoria da Probabilidade
Questõesreferentes aoCapítulo2.
Exer í io2.1 Paraosseguintesexperimentos,determineoespaçoamostral
Ω
edê um exemplode eventoque ontenha mais de umelementodeΩ
.a. Lançamentode umdado; b. Lançamentode doisdados; . Lançamentode duas moedas.
Exer í io2.2 Suponha que o onjunto universal seja formado pelos inteiros positivos de
1
a10
. SejaA = {2, 3, 4}
,B = {3, 4, 5}
eC = {5, 6, 7}
. Enumere oselementosdos seguintes onjuntos:a.
A ∩ B
; b.A ∪ B
; .A ∩ B
; d.A ∩ (B ∩ C)
; e.A ∩ (B ∪ C)
. PS:Sabe-sequeA
C
= A
.Exer í io2.3 Considere um experimentode sorteio de duas artas aleatoria-mente apartir de uma aixaque ontém quatro artas,numeradasde
1
a4
.a. En ontre o espaço amostral
S
1
do experimento se houver reposição da primeira arta antesda segundaser retirada.b. En ontreoespaçoamostral
S
2
doexperimentoseaprimeira artanãofor resposta.Exer í io2.4 Umdado ujas fa es sãoequiprováveis élançado. Cal ule: a. A probabilidadede sair um número
4
oumaior;b. A probabilidadede sair um númeropar;
. A probabilidadede sair um quadrado de uminteiro.
Exer í io2.5 Umexperimento onsiste nolançamento dedois dados. a. En ontreoespaçoamostral
Ω
.b. En ontreoevento
A =
asoma dos pontosdos dados éiguala7
. . En ontreoeventoB =
asoma dos pontosémaior doque10
.d. En ontreoevento
C =
asoma dos pontosémaior doque12
.Exer í io 2.6 Determine adapossíveleventodoespaçoamostral
S = {a, b, c, d}
.Exer í io 2.7 Um dado honestoélançado duas vezes. Determine a probabili-dadede se obter:
a. Doisnúmerospares.
b. Oprimeiropare osegundonúmeroímpar. . Umnúmeropar eooutroímpar.
d. Somapar.
e. Somados númerosmenor que
7
.f. Diferença entreosnúmerosmaior que
4
. g. Osegundonúmeromaiorqueoprimeiro.Exer í io 2.8 Jogando-se
3
dados, al ularaprobabilidade dequeasomados pontosobtidos seja superior a14
.Exer í io 2.9 Sejaoexperimentodelançarumamoedarepetidamentee ontar onúmerodelançamentosne essáriosatéaobtençãodaprimeiraCARA. Dene-se oseventos
A = {k : k
impar};
B = {k : 4 ≤ k ≤ 7};
C = {k : 1 ≤ k ≤ 10};
emque
k
éonúmerodelançamentosne essáriosatéqueaprimeiraCARAseja obtida. Determine oseventos:a.
A
¯
; b.B
¯
; .C
¯
; d.(A ∪ B))
; e.(B ∪ C)
; f.(A ∩ B)
; h.(B ∩ C)
; i.( ¯
A ∩ B)
.Exer í io2.10 Oespaço amostral de um experimento éa reta real, expressa por
Ω = {v : −∞ < v < ∞}
. 1. ConsidereoseventosA
1
= {v : 0 ≤ v ≤ 1/2};
A
2
= {v : 1/2 ≤ v ≤ 3/4};
A
i
= {v : 1 − 1/2
i−1
≤ v ≤ 1 + 1/2
i
}.
Determine oseventos a.S
∞
i=1
A
i
;
b.T
∞
i=1
A
i
.
2. ConsidereoseventosB
1
= {v : v ≤ 1/2};
B
2
= {v : v ≤ 1/4};
B
i
= {v : v ≤ 1/2
i
}.
Determine oseventos a.S
∞
i=1
B
i
;
b.T
∞
i=1
B
i
.
Exer í io2.11 Veriqueapropriedadedistributiva
(A ∩ (B ∪ C) = (A ∩ B) ∪
(A ∩ C))
dos onjuntosA
,B
eC
, usando diagramas de Venn.Exer í io2.12 Oseguintegrupodepessoasestánumasala:
5
homensmaiores de21
anos;4
homens om menosde21
anos de idade;6
mulheres maiores de21
anos e3
mulheres menores de21
anos. Uma pessoa é es olhida ao a aso. Denem-seosseguinteseventos:A = {
apessoaé maiorde21
anos}
;B = {
apessoa émenor de21
anos}
;C = {
apessoaé homem}
;D = {
apessoa é mulher}
. Cal ule:a.
P (B ∪ D)
; b.P (A ∩ C)
.Exer í io2.13 Seja
P (A) = 0, 9
,P (B) = 0, 8
. MostrequeP (A ∩ B) ≥ 0, 7
.Exer í io2.14 Dadoque
P (A) = 0, 9
,P (B) = 0, 8
eP (A∩B) = 0, 75
, al ule: a.P (A ∪ B)
;b.
P (A ∩ B)
; .P (A ∩ B)
.(a)
a
s
1
s
2
s
3
b
(b)a
b
s
1
s
2
s
3
( )a
s
1
b
s
2
s
3
(d)a
b
s
1
s
2
s
3
Figura2.6: Cir uitosde omutaçãorelativos.
Exer í io 2.15 Considereos ir uitos de omutação ilustrados naFigura2.6. Sejam
A
1
,A
2
eA
3
os eventos em que as havess
1
,s
2
es
3
estão fe hadas, respe tivamente. SejaA
ab
, o eventono qual existe um aminho fe hado entre osterminaisa
eb
. ExpresseA
ab
em funçãodeA
1
,A
2
eA
3
para ada umdos ir uitos ilustrados.Exer í io 2.16 Demonstreque
P (A[B[C) = P (A) + P (B) + P (C) − P (A ∩ B) − P (A ∩ C) − P (B ∩ C) + P (A ∩ B ∩ C).
Exer í io 2.17 Considere
A
eB
doiseventos. Sabe-sequeP [A ∪ B] = P [A] +
P [B] − P [A ∩ B]
. SejamC
eD
doisoutroseventosdadosporC = A − (A ∩ B)
eD = B − (A ∩ B)
. Prove queP [C ∪ D] = P [A] + P [B] − 2P [A ∩ B]
.Exer í io 2.18 Dados três eventos
A
,B
eC
, prove queP [A ∪ B ∪ C] =
P [A] + P [B] + P [C] − P [A ∩ B] − P [A ∩ C] − P [B ∩ C] + P [A ∩ B ∩ C]
,sabendo que, dados doiseventosM
eN
,P [M ∪ N ] = P [M ] + P [N ] − P [M ∩ N ]
.1
. SejamoseventosA
,B
eC
ilustradosna Figura2.7eassimdenidos:A = {y > 0, 5};
B = {x < 0, 5};
C = {x < 0, 5
ey < 0, 5} ∪ {x > 0, 5
ey > 0, 5}.
A
B
C
C
x
y
0,
5
1,
0
0,
5
1,
0
x
y
0,
5
1,
0
0,
5
1,
0
x
y
0,
5
1,
0
0,
5
1,
0
Figura2.7: Eventosrelativosàquestão2.19.
Figura2: Eventos relativos àquestão17. Responda:
a. Oseventos
A
,B
eC
são independentes parapar? b. OseventosA
,B
eC
são independentes ?Exer í io2.20 Um número
X
é sele ionado, ao a aso, no intervalo[−1, 1]
. Considere oseventos:A = {X < 0};
B = {|X − 0, 5| < 1};
C = {x > 0, 75}.
Determine: a.P (B)
; b.P (A ∩ C)
; .P (A ∩ B)
; d.P (A ∪ B)
; e.P (A ∪ C)
; f.P (A ∪ B ∪ C)
.Exer í io2.21 Oespaço amostral S de um experimento aleatório édado por
S = {a, b, c, d}
om probabilidadesP (a) = 0, 2
;P (b) = 0, 3
;P (c) = 0, 4
eP (d) = 0, 1
. SejaA
,oevento{a, b}
eB
,oevento{b, c, d}
, al uleasseguintes probabilidades:a.
P (A)
;b.
P (B)
;.
P (A)
;d.
P (A ∪ B)
;e.
P (A ∩ B)
.Exer í io 2.22 Um baralho de
52
artas é subdividido em4
naipes: opas, espadas, ourose paus.a. Retirando-se uma arta ao a aso, qual aprobabilidade de queela sejade ourosoude opas?
b. Retirando-se duas artasao a aso om reposição da primeira arta,qual aprobabilidade de ser aprimeirade ourose asegundade opas?
. Re al ular a probabilidade anterior se não houver reposição da primeira arta.
d. Havendoreposição,qual aprobabilidade desair aprimeira artade ouros ouentão asegundade opas?
Exer í io 2.23 Admite-sequedentre
6
parafusos,2
sejam menoresdoqueum omprimentoespe i ado. Sedoisdosparafusosforemes olhidosaoa aso,qual será a probabilidade de que dois parafusos mais urtos sejam extraídos? SejaA
i
, o evento oi
-ésimo parafuso es olhido é urto,i = 1, 2
. Cal ule tambémP (A
2
)
.Exer í io 2.24 Sejam
A
eB
dois eventosasso iados a em experimento. Su-ponha queP (A) = 0, 4
enquantoP (A ∪ B) = 0,
. SejaP (B) = p
, logo:a. Paraquevalor de
p
,A
eB
serãomutuamente ex lusivos?b. Paraquevalor de
p
,A
eB
serãoindependentes?Exer í io 2.25 Umafábri a possui
3
máquinasB
1
,B
2
eB
3
para produzir re-sistores de 1kΩ
. Foi observado que80
% dos resistoresproduzidos porB
1
estão dentrodatoler.an ia de50Ω
do valor nominal. AmáquinaB
2
produz90
%dos seus resistores dentro da toler.an ia permitida, enquanto o per entual da má-quina B3 é de60
% . A ada hora, as máquinasB
1
,B
2
eB
3
produzem3000
,4000
e3000
resistores, respe tivamente. Todos os resistores s.ao misturados aleatoriamenteem uma aixae empa otados parao arregamento. Qual a pro-babilidade de um resistor queesta dentro da faixa de tolerân ia permitida ser empa otado? Qual a probabilidade de que um resistor a eitável foi produzido pela máquinaB
3
?Exer í io2.26 Considere que vo ê possui duas moedas, uma vi iada e uma honesta, mas não se sabe quem é quem. A probabilidade de se obter ara (K) omolançamento damoeda
1
vale3/4
, enquantoque omamoeda2
vale1/2
. Suponha quevo êes olheumamoeda aoa asoealança. SejaC
i
, oeventoem queamoedai
élançada. Sejam KeC, ospossíveisresultadosdo lançamento. DadoqueoresultadodolançamentoéK,qualaprobabilidadedequevo êtenha pegoamoedavi iada,P (C
1
|K)
? DadoqueoresultadoéC,qualaprobabilidade de quevo êtenha pego amoeda vi iada,P (C
1
|C)
?Exer í io2.27 Emumsistemaqueutilizamodulaçãopor odi açãodepulso (PCM),umapalavraPCM onsisteemumasequên iade dígitosbinários(bits) de
1
s e0
s.a. Suponha que o omprimento da palavra PCM vale
n
. Quantas palavras distintas existemnosistema?b. Se ada palavra PCM, de omprimento
n = 3
, tivera mesma probabili-dadede o orrên ia,qual aprobabilidade de o orrer umapalavra om dois bits 1 ? Resolva este problema de duas maneiras. Primeiro, onsidere todas as palavras no espaço amostral. Segundo, suponha que ada bit é equiprovável.Exer í io2.28 Em um sistema que utiliza modulação de amplitude de pulso (PAM), uma palavra PAM onsiste de um sequên ia de pulsos, em que ada pulsopode assumirumdado númerode níveisde amplitude. Suponha que ada palavra PAM possui omprimento
n
e que ada pulso pode assumirm
níveis diferentes.a. Quantas palavrasPAM distintasexistemno sistema ?
b. Se adapalavraPAM, ompostapor
4
pulsos,tiveramesmaprobabilidade de o orrên iae adapulsopuderassumirumde trêsníveis,{0, 1, 2}
,qual aprobabilidade deuma palavraPAM o orrer omexatamente2
pulsos de nível2
?Exer í io2.29 Umaurna ontém in obolas numeradasde
1
a5
.a. Suponhaquesele ionamosduasbolassu essivamentesemreposição. Quan-tosparesde bolasdistintassãopossíveisdeseobter? Qualaprobabilidade de queaprimeirabolatenha um númeromaior doque asegunda?
b. Suponhaagoraquetrêsbolas são sorteadas om reposição. Qual a proba-bilidade de quetodas astrêsbolassejam diferentes?
Exer í io2.30 Duas moedas
M
1
eM
2
vi iadas são tais que a probabilidade de se obter ara ao jogar amoedaM
1
ép
1
e a probabilidade de se obter ara ao jogar a moedaM
2
ép
2
. Es olhe-se uma das duas moedas e essa moeda é jogada. Determine:a. Aprobabilidade deoresultadoser ara.
b. Aprobabilidadequeamoeda
M
2
tenhasidousada,sabendoqueoresultado foi ara.Exer í io 2.31 Um fabri ante de omputadores usa ir uitos integrados pro-venientes de trêsfontes:
F
1
,F
2
eF
3
, omprobabilidades de serem defeituosos0, 001
;0, 005
e0, 01
, respe tivamente. Se um ir uitointegradofoi en ontrado defeituoso, en ontreaprobabilidade de queele sejaproveniente da fonteF
3
.Exer í io 2.32 Umaurna ontém
7
bolas gravadas omasletrasA,A,A,C, C, R e R. Extraindo-se as bolas uma por uma, al ular a probabilidade de se obterapalavra CARCARÁ.Exer í io 2.33 Considere o experimento de lançamento de dois dados. Após olançamento, vo ê éinformado de queasoma obtidanãoé maiordo que
3
.a. Cal ule aprobabilidade de queas duas fa es sejam as mesmas, onside-rando queainformação dada nãoé onhe ida.
b. Cal uleaprobabilidadedo mesmoevento om ainformaçãodada.
Exer í io 2.34 Umlotede
100
hipssemi ondutores ontém20
quesão defei-tuosos. Dois hipssão es olhidosaleatoriamente no lote,sem que haja reposi-ção.a. Qualaprobabilidadede oprimeiro hip sele ionado serdefeituoso ? b. Qual a probabilidade de o segundo hip sele ionado ser defeituoso dado
queoprimeirofoi defeituoso?
. Qualaprobabilidadede queambosos hips sejamdefeituosos ?
Exer í io 2.35 Duas artas são sele ionadas aleatoriamente de um baralho. Cal uleaprobabilidade de queambasas artassejam ases.
Exer í io 2.36 Dois números são es olhidos aleatoriamente sem reposição a partirdosnúmerosde
1
a10
. Cal uleaprobabilidadedequeosegundonúmero es olhido seja5
.Exer í io 2.37 Seja o modelo de probabilidade de um anal de transmissão binário, não-simétri o, émostradona Figura2.8.
Considere
X
a entrada eY
a saída eP (X = 0) = P (X = 1) = 1/2
. As probabilidades ondi ionais estãodadas pelos valores envolvendo osparâmetrosε
1
eε
2
.a. Determineaprobabilidade de asaída ser
0
.a. Determineaprobabilidade de aentradatersido 0,dado queasaída é
1
. a. Determineaprobabilidade de aentradatersido 1,dado queasaída é0
.A
B
X = 0
Y = 0
X = 1
y = 1
ε
2
ε
1
(1 − ε
1
)
(1 − ε
2
)
Figura2.8: Eventosrelativosàquestão2.37.
A
B
X = 0
Y = 0
X = 1
y = 1
0, 2
0, 1
(0, 9)
(0, 8)
Figura2.9: Eventosrelativosàquestão2.38.
Exer í io2.38 Seja o modelo de probabilidade de um anal de transmissão binárioilustrado naFigura2.9:
Considere
X
aentradaeY
asaídaeP (X = 0) = 0, 4
eP (X = 1) = 0, 6
. a. Determine aprobabilidadede o orrererrona transmissão;b. Dadoquefoire ebido1nasaídado anal,qualaprobabilidadede tersido transmitido1?
Exer í io2.39 Um blo o de
100
bits é transmitido por um anal de omuni- ação binário om probabilidade de erro de bitp = 10
−
3
. A he aprobabilidade de oblo o ontertrêsoumais erros.
Exer í io2.40 Umsistema que onsiste de
n
omponentes éditoser um sis-tema em série se ele fun iona quando os n omponentes fun ionam. Assuma que os omponentes falham independentemente e que a probabilidade de falha doi
-ésimo omponente valep
i
,i = 1, 2, . . . , n
. Cal ule a probabilidade de o sistema fun ionar.Exer í io2.41 Umaurna ontém
3
bolasbran ase4
bolaspretas. Extraindo-sesimultaneamente3
bolas da urna, al ularaprobabilidade de quea. Todassejam bran as;
b. Pelo menos duassejam bran as; . Pelo menos umasejapreta.
Exer í io 2.42 Resolver oproblema anteriorsupondo que asextraçõessejam feitas onse utivamenteealeatoriamente, sendo ada bolaretiradaresposta an-tes daretiradada bolaseguinte(extrações omreposição).
Exer í io 2.43 Umainstalação industrial dispõede umsistema de segurança defeituoso: oalarme dispara omprobabilidade