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O efeito de exercícios do refomer e step chair do método pilates na propriocepção do tornozelo

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO

O EFEITO DE EXERCÍCIOS DO REFOMER E STEP

CHAIR DO MÉTODO PILATES NA PROPRIOCEPÇÃO

DO TORNOZELO

DISSERTAÇÃO DE 2º CICLO (MESTRADO) EM CIÊNCIAS DO DESPORTO COM ESPECIALIZAÇÃO EM AVALIAÇÃO E PRESCRIÇÃO DE ATIVIDADE FÍSICA

INGRID QUARTAROLO VARGAS

Orientador: Prof. Doutor Ronaldo Eugénio Calçada Dias Gabriel

     

(2)

O EFEITO DE EXERCÍCIOS DO REFOMER E STEP

CHAIR DO MÉTODO PILATES NA

PROPRIOCEPÇÃO DO TORNOZELO

INGRID QUARTAROLO VARGAS

Orientador: Prof. Doutor Ronaldo Eugénio Calçada Dias Gabriel

UTAD Vila Real – 2013

(3)

Dissertação apresentada com vista à obtenção do grau de Mestre em Educação Física e Desporto, na área da Especialização Avaliação e Prescrição na Atividade Física, nos termos do Decreto-lei nº 216/92 de 13 de Outubro.

(4)

Meus sinceros agradecimentos e reconhecimentos a todos que contribuíram para a realização deste trabalho de forma direta e indiretamente nomeadamente:

Ao meu marido Luiz Yasunaga Junior, além da paciência, compreensão, revisões inúmeras, me ajudou a seguir em frente para a conclusão deste trabalho;

Aos meus amados Pais, Avós, minhas irmãs, tias, sobrinha e cunhado muito obrigada pelo apoio de sempre e por serem exemplos para minha vida, sem o amor de todos nada seria possível;

Ao Professor Doutor Ronaldo Gabriel, por ter aceite ser orientador deste trabalho, pelas sugestões, conselhos, disponibilidade e apoio. Pela aprendizagem profissional que me proporcionou sem a qual não seria possível a realização deste trabalho, pelas ideias que partilhamos, manifesto o meu mais sincero agradecimento;

À amiga e professora Dra. Lais Cristina Almeida, por ter compartilhado intensamente os dias juntas no mestrado, pela disponibilidade e o principal por me ajudar a vencer o medo de escrever;

À amiga e parceira profissional da empresa FISIOLIFE, Maria José por acreditar na nossa parceria e ser um exemplo como companheira de vida e trabalho, meus agradecimentos profundos;

À Sra. Beatriz Mendes, ao Sr. Cesar Filipe Andrade Moreira da empresa QUARK MEDICAL, e ao Sr. Hugo Gamboa da empresa PLUX por acreditarem neste trabalho e não medirem esforços para a obtenção do aparelho de eletromiografia monitor plux, sem este o referido trabalho não seria possível, muitíssimo obrigada;

À toda minha querida equipe do Pilates Contemporâneo por fazerem do convívio profissional um eterno aprendizado prazeroso, à dedicação de todos em especial a meu sócio Dr. Leonardo dos Santos Silva que colaborou diretamente neste trabalho, muito obrigada;

(5)

lhes foram propostas;

Aos meus amigos, agradeço a amizade e apoio demonstrados, assim como o encorajamento que me proporcionaram;

A todos aqueles, que de uma forma direta ou indireta, participaram e apoiaram, quer sejam pessoas ou instituições, sem as quais, a concretização deste trabalho estaria fortemente condicionada e limitada, aqui presto o meu agradecimento.

(6)

 

AGRADECIMENTOS ... IV ÍNDICE GERAL ... VI ÍNDICE DE TABELAS ... X ÍNDICE DE FIGURAS ... XII ÍNDICE DE ABREVIATURAS ... II RESUMO ... III ABSTRACT ... IV 1.INTRODUÇÃO ... 1 2.REVISÃO DE LITERATURA ... 5 2.1.PROPRIOCEPÇÃO ... 6

2.1.1.TIPOS E FUNÇÕES DOS PROPRIOCEPTORES ... 6

2.1.1.1.MECANORRECEPTORES ... 6

2.1.1.2.RECEPTORES MUSCULARES ... 7

2.1.1.3.EXTEROCEPTORES ... 8

2.1.2.VIAS PROPRIOCEPTIVAS ... 8

2.2.ÁREAS CHAVE DA PROPRIOCEPÇÃO ... 9

2.2.1.EQUILÍBRIO E PROPRIOCEPÇÃO DO TORNOZELO ... 9

2.3.EXERCÍCIOS PROPRIOCEPTIVOS ... 13

2.4.O MÉTODO PILATES ... 15

2.4.1.INDICAÇÕES DO MÉTODO PILATES ... 17

3.OBJETIVOS, HIPÓTESES E PERTINÊNCIA ... 19

3.1.OBJETIVOS GERAIS ... 20

3.2.OBJETIVO ESPECÍFICO ... 20

3.3.PROBLEMA ... 20

(7)

4.MATERIAIS E MÉTODOS ... 22 4.1.TIPO DE ESTUDO ... 23 4.2.AMOSTRA ... 23 4.3.INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO ... 23 4.4.DEFINIÇÃO DE VARIÁVEIS ... 24 4.4.1.VARIÁVEIS INDEPENDENTES ... 24 4.4.2.VARIÁVEIS DEPENDENTES ... 24 4.5.PROCEDIMENTOS ... 24 4.6.ANÁLISE ESTATÍSTICA ... 28

5.APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS ... 30

5.1.APRESENTAÇÕES DOS RESULTADOS DA ELETROMIOGRAFIA ... 31

5.1.1.ANÁLISES DESCRITIVAS DOS EXERCÍCIOS REALIZADOS NA STEP CHAIR ... 31

5.1.2.ANÁLISES DESCRITIVAS DOS EXERCÍCIOS REALIZADOS NO REFORMER ... 32

5.1.3.ANÁLISE DESCRITIVA DA MAIOR ATIVAÇÃO MÉDIA DO MÚSCULO TA E ... 33

5.1.4.ANÁLISE DESCRITIVA DA MAIOR ATIVAÇÃO MUSCULAR MÉDIA DO MÚSCULO TA D ... 33

5.1.5.ANÁLISE DESCRITIVA DA MAIOR ATIVAÇÃO MUSCULAR MÉDIA DO MÚSCULO FL E ... 34

5.1.6.ANÁLISE DESCRITIVA DA MAIOR ATIVAÇÃO MUSCULAR MÉDIA DO MÚSCULO FL D ... 35

5.1.7.ANÁLISE DESCRITIVA DA MAIOR ATIVAÇÃO MUSCULAR MÉDIA DOS MÚSCULOS TA E, TA D, FL E, FL D, COM E SEM O USO DO DISCO PROPRIOCEPTIVO ... 35

(8)

REALIZADOS COM OS OLHOS ABERTOS E FECHADOS ... 36

5.2.APRESENTAÇÕES DAS ANOVAS DO PROTOCOLO SEBT ... 37

5.2.1.RESULTADOS DAS DIREÇÕES PARA MEMBRO INFERIOR DIREITO ... 37 5.2.1.1.DISTÂNCIA ANTERIOR ... 37 5.2.1.2.DISTÂNCIA ANTERO-LATERAL ... 38 5.2.1.3.DISTÂNCIA LATERAL ... 40 5.2.1.4.DISTÂNCIA PÓSTERO-LATERAL ... 41 5.2.1.5.DISTÂNCIA POSTERIOR ... 42 5.2.1.6.DISTÂNCIA POSTERO-MEDIAL ... 44 5.2.1.7.DISTÂNCIA MEDIAL ... 46 5.2.1.8.DISTÂNCIA ANTERO-MEDIAL ... 47

5.2.2.RESULTADOS DAS DIREÇÕES PARA MEMBRO INFERIOR ESQUERDO ... 49 5.2.2.1.DISTÂNCIA ANTERIOR ... 49 5.2.2.2.DISTÂNCIA ANTERO-LATERAL ... 50 5.2.2.3.DISTÂNCIA LATERAL ... 52 5.2.2.4.DISTÂNCIA PÓSTERO-LATERAL ... 53 5.2.2.5.DISTÂNCIA POSTERIOR ... 55 5.2.2.6.DISTÂNCIA PÓSTERO-MEDIAL ... 56 5.2.2.7.DISTÂNCIA MEDIAL ... 58 5.2.2.8.DISTÂNCIA ANTERO-MEDIAL ... 59

5.3. APRESENTAÇÃO DAS DIFERENÇAS OBTIDAS ENTRE A MEDIDA INICIAL E FINAL EM TODAS AS DISTÂNCIAS DO STAR EXCURSION BALANCE TEST ... 61

5.3.1. MEMBRO INFERIOR DIREITO ... 61

5.3.2. MEMBRO INFERIOR ESQUERDO ... 61

6.DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ... 63

(9)

7.CONCLUSÕES ... 68

8.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 72

9.ANEXOS ... 79

ANEXO I – TERMO DE CONSENTIMENTO PÓS-ESCLARECIMENTO ... 80

(10)

Tabela 1 – Ativação muscular média dos exercícios realizados na Step Chair 31

Tabela 2 – Ativação muscular média dos exercícios realizados no Reformer .. 32

Tabela 3 – Ativação muscular média do músculo TA E ... 33

Tabela 4 – Ativação muscular média do músculo TA D ... 34

Tabela 5 – Ativação muscular média do músculo FL E ... 34

Tabela 6 – Ativação muscular média do músculo FL D ... 35

Tabela 7 - Ativação muscular média dos músculos TA E, TA D, FL E, FL D, com e sem o uso do disco proprioceptivo ... 36

Tabela 8 - Ativação muscular média dos músculos TA E, TA D, FL E, FL D, dos exercícios realizados com os olhos abertos e fechados ... 36

Tabela 9 - Análise descritiva da comparação da distância anterior do SEBT entre o grupo controle e intervenção do MMIID ... 37

Tabela 10 - Análise descritiva da comparação da distância anterolateral do SEBT entre o grupo controle e intervenção do MMIID ... 39

Tabela 11 - Análise descritiva da comparação da distância lateral do SEBT entre o grupo controle e intervenção do MMIID ... 40

Tabela 12 - Análise descritiva da comparação da distância póstero-lateral do SEBT entre o grupo controle e intervenção do MMIID ... 42

Tabela 13 - Análise descritiva da comparação da distância posterior do SEBT entre o grupo controle e intervenção do MMIID ... 43

Tabela 14 - Análise descritiva da comparação da distância póstero-medial do SEBT entre o grupo controle e intervenção do MMIID ... 45

Tabela 15 - Análise descritiva da comparação da distância medial do SEBT entre o grupo controle e intervenção do MMIID ... 46

Tabela 16 - Análise descritiva da comparação da distância antero-medial do SEBT entre o grupo controle e intervenção do MMIID ... 48

Tabela 17 - Análise descritiva da comparação da distância anterior do SEBT entre o grupo controle e intervenção do MMIIE ... 49

Tabela 18 - Análise descritiva da comparação da distância antero-lateral do SEBT entre o grupo controle e intervenção do MMIIE ... 51

(11)

Tabela 20 - Análise descritiva da comparação da distância póstero-lateral do

SEBT entre o grupo controle e intervenção do MMIIE ... 54

Tabela 21 - Análise descritiva da comparação da distância posterior do SEBT

entre o grupo controle e intervenção do MMIIE ... 55

Tabela 22 - Análise descritiva da comparação da distância póstero-medial do

SEBT entre o grupo controle e intervenção do MMIIE ... 57

Tabela 23 - Análise descritiva da comparação da distância medial do SEBT

entre o grupo controle e intervenção do MMIIE ... 58

Tabela 24 - Análise descritiva da comparação da distância antero-medial do

(12)

 

Figura 1 – Diversos tipos de terminações nervosas ... 7

Figura 2 – Sistema Sensório Motor ... 9

Figura 3 – Esquema Sensório Motor ... 10

Figura 4 – Esquema de Estabilidade ... 11

Figura 5 – Representação de um Pêndulo Invertido ... 12

Figura 6 – Estabilidade Funcional ... 13

Figura 7 – Influências sensoriais no controle da postura ... 14

Figura 8 – Joseph H. Pilates realizando exercícios de equilíbrio no Reformer 16 Figura 9 – Composição da amostra ... 24

Figura 10 – Star Excursion Balance Teste (SEBT) ... 26

Figura 11 – Saltos no Reformer Uni podal com disco proprioceptivo ... 27

Figura 12 – Exercício com a caixa na Step Chair ... 27

Figura 13 - Comparação entre coletas e grupos da distância anterior do MMIID ... 38

Figura 14 - Comparação entre coletas e grupos da distância anterio-lateral do MMIID ... 39

Figura 15 - Comparação entre coletas e grupos da distância lateral do MMIID ... 41

Figura 16 - Comparação entre coletas e grupos da distância póstero-lateral do MMIID ... 42

Figura 17 - Comparação entre coletas e grupos da distância posterior do MMIID ... 44

Figura 18 - Comparação entre coletas e grupos da distância póstero-medial do MMIID ... 45

Figura 19 - Comparação entre coletas e grupos da distância medial do MMIID ... 47

Figura 20 - Comparação entre coletas e grupos da distância antero-medial do MMIID ... 48

Figura 21 - Comparação entre coletas e grupos da distância anterior do MMIIE ... 50

(13)

Figura 23 - Comparação entre coletas e grupos da distância lateral do MMIIE

... 53

Figura 24 - Comparação entre coletas e grupos da distância póstero-lateral do

MMIIE ... 54

Figura 25 - Comparação entre coletas e grupos da distância posterior do

MMIIE ... 56

Figura 26 - Comparação entre coletas e grupos da distância póstero-medial do

MMIIE ... 57

Figura 27 - Comparação entre coletas e grupos da distância medial do MMIIE

... 59

Figura 28 - Comparação entre coletas e grupos da distância antero-medial do

MMIIE ... 60

Figura 29 - Ganhos obtidos entre a medida inicial e final do membro inferior

direito em todas as distâncias do Star Excursion Balance teste ... 61

Figura 30 - Ganhos obtidos entre a medida inicial e final do membro inferior

(14)

SNC Sistema Nervoso Central

OTG Órgão Tendinoso de Golgi

T.A. Tibial Anterior

F.L. Fibular Longo

EMG Eletromiografia

SEBT Star Excursion Balance Test

G1 Grupo 1

G2 Grupo 2

MMII Membros Inferiores

MMIID Membro Inferior D MMIIE Membro Inferior E T.A D. Tibial Anterior Direito T.A E Tibial Anterior Esquerdo

F.L D Fibular Longo Direito

(15)

Objetivos: O objetivo deste estudo é verificar a atuação dos exercícios de

Pilates no Reformer e Step Chair na melhoria da propriocepção do tornozelo.

Metodologia: Amostra foi composta por 70 indivíduos, saudáveis, destros, de

ambos os sexos, entre 20 a 45 anos de idade dos quais 10 foram selecionados para a realização da eletromiografia, dos músculos tibial anterior e fibular longo, durante os exercícios de Jumping do Reformer e de propriocepção da

Step Chair do método Pilates. O eletromiografo BioPlux Research, oito canais

12 bits e frequência de 1000Hz, bluetooth, fabricado por Plux (Lisboa- Portugal), foi utilizado para monitorização da atividade eletromiográfica.

Após a análise da eletromiografia os 60 indivíduos restantes, foram divididos em dois grupos, o controle e intervenção, sendo este submetido ao treinamento dos exercícios do Reformer e da Step Chair por vinte e quatro atendimentos. Para testar a propriocepção do tornozelo e equilíbrio dinâmico foi utilizado o Star Excursion Balance Test onde ambos grupos foram avaliados no primeiro, oitavo, décimo sexto e vigéssimo quarto atendimento.

Resultados: Observamos na eletromiografia os resultados da maior ativação

muscular média do fibular longo esquerdo com p=0,003 e fibular longo direito com p=0,029 nos exercícios realizados no Reformer, sendo a contração do fibular longo melhor ativada no Reformer quando comparados aos exercícios realizados na Step Chair. No Star Excursion Balance Test houve aumento em todas as direções propostas pelo teste porém verificamos um aumento maior nas distâncias póstero-laterais MMID 10,39cm, posterior MMIE 10.41cm, póstero-medial MMIE 10,91cm do grupo intervenção quando comparados ao grupo controle.

Conclusão: Os exercícios realizados no Reformer e na Step Chair propostos

por este estudo apresentam uma ativação muscular dos músculos tibial anterior e fibular longo. Porém o músculo F.L apresenta uma ativação muscular relevante nos exercícios realizados em superfície instável e estável com olhos abertos e fechados no aparelho Reformer. O treinamento dos exercícios na

Step Chair e no Reformer melhoraram o equilíbrio postural dinâmico

consequentemente a propriocepção do tornozelo em indivíduos saudáveis. A utilização dos exercícios proprioceptivos propostos por esta pesquisa pode ser uma escolha clínica na prevenção e tratamento da instabilidade crônica ou funcional do tornozelo, assim como melhora o equilíbrio dinâmico do corpo.

Palavras-chaves: Pilates, Propriocepção, Tibial Anterior e Fibular

(16)

Objectives: The objective of this study is to verify the performance of exercises

in Pilates Reformer and Step Chair improves proprioception in the ankle.

Methodology: The sample was composed by 70 individuals, healthy,

right-handed, male and female, between 20-45 years of age, which 10 were selected for the realization of electromyography to the tibialis anterior and peroneus longus during exercises Jumping on Reformer and proprioception on Step Chair, of the Pilates method. The EMG BIOPLUX Research, eight-channel 12-bit and frequency of 1000Hz, bluetooth, manufactured by Plux (Lisbon-Portugal), was used to monitor the electromyographic activity.

After the electromyography analysis, the 60 remaining subjects, were divided into two groups, control and intervention, which is subjected to the training exercises on Reformer and Step Chair for twenty-four sessions. To test the ankle proprioception and dynamic balance was used Star Excursion Balance Test where both groups were evaluated on the first, eighth, sixteenth, and Twenty-fourth treatment.

Results: We observed in electromyography results mean greater muscle

activation of the peroneus longus left with p = 0.003 and peroneus longus law with p = 0.029 in the exercises performed on the Reformer, and the contraction of the peroneus longus best Reformer in activated when compared to exercises performed on stair chair. In the Star Excursion Balance Test increased in all directions proposed by the test but we found a greater increase in posterior lateral distances inferior right limb 10.39 cm, 10.41cm posterior, posterior-medials, inferior left limb 10.91 cm in the intervention group compared to the control group.

Conclusion: The exercises performed on the Reformer and Step Chair

proposed by this study show a muscular activation of the tibialis anterior and peroneus longus. But the muscle peroneus longus features a muscular activation in relevant exercises performed on unstable and stable surface with eyes open and closed in the Reformer unit. The training exercises on Refomer and Step Chair, improved dynamic postural balance consequently ankle proprioception in healthy subjects. The use of the proprioceptive exercises proposed by this search may be a choice in clinical prevention and treatment of chronic or functional instability of the ankle, as well as improved dynamic balance of the body.

Keywords: Pilates, Proprioception, Tibial and Fibular Previous Longo,

(17)

1.INTRODUÇÃO

1

INT

RODUÇÃ

O

O EFEITO DE EXERCÍCIOS DO REFOMER E STEP CHAIR DO MÉTODO PILATES NA PROPRIOCEPÇÃO DO TORNOZELO

(18)

 

1.INTRODUÇÃO

A propriocepção foi primeiramente definida como o senso de posição, postura e movimento. [1]

Os principais mecanismos neuromusculares propostos para explicar o controle da estabilidade articular são a propriocepção, o reflexo ligamento muscular e o ajuste dinâmico da rigidez através da co-contração muscular. [1] [2] [3]

O processo proprioceptivo é um pré-requisito para o equilíbrio e a propriocepção do movimento. O processo estratégico, de propriocepção do movimento e atividade postural tem sido observado em pessoas que sofrem de diferentes síndromes dolorosas musculoesqueléticas. [1]

A propriocepção envolve processamento de informações sobre o grau de modificação mecânica das estruturas articulares captadas pelos mecanorreceptores, essas modificações são enviadas ao Sistema Nervoso Central (SNC), onde são processadas, auxiliando na detecção do movimento e no conhecimento da posição da articulação no espaço. [4]

A informação proprioceptiva é captada pelos receptores musculares, que são os fusos musculares, Órgão Tendinoso de Golgi (OTG), e também os receptores presentes na cápsula, ligamento e meniscos. [5]

A estabilidade postural é definida como a habilidade do corpo para manter o equilíbrio entre o centro de gravidade e a base de suporte, essa estabilidade postural pode ser afetada pelo desequilíbrio das vias periféricas como a dor, termorrecepção, propriocepção e alteração cognitiva. [6]

O equilíbrio é a capacidade de manter de forma eficiente a postura vertical ou movimento com mínimo stress físico e gasto energético, esta habilidade depende de fatores como as informações sensoriais do sistema vestibular, visão, audição, propriocepção, sistema nervoso central, controle e coordenação do corpo e equilíbrio; a falha em algum desse sistema pode causar instabilidade, dificuldade para manter a postura em pé afetando o equilíbrio. [7]

(19)

 

A informação proprioceptiva é um pré - requisito para o equilíbrio e a coordenação dos movimentos. [8]

A fadiga dos músculos de membro inferior, como os flexores e extensores do quadril, dorso-flexores e flexores plantar do tornozelo, podem afetar a estabilidade e controle postural. [5]

Os exercícios proprioceptivos para membros inferiores potencializam a ação de contração dos músculos tibial anterior (T.A) e fibular longo (F.L). [9] O déficit proprioceptivo reduz os reflexo dos músculos T.A e F.L, afetando o equilíbrio, alterando no controle da postura, causando instabilidade funcional do tornozelo. [10]

O déficit sensoriomotor, propriocepção, diminuição do controle do músculo F.L e diminuição do equilíbrio estão relacionados à instabilidade funcional do tornozelo. [11]

O método Pilates foi desenvolvido por Joseph H. Pilates no início de 1920 foram desenvolvidos exercícios no solo com a proposta de condicionamento físico e em aparelhos para facilitar a movimentação e tratamentos de feridos durante a I Guerra Mundial, os aparelhos desenvolvidos como o Reformer, Cadilac, Step Chair, Ladder Barril usam como resistências molas. [12] Um método com muitos exercícios e com aspectos filosóficos, como concentração, centro de força, equilíbrio, respiração, movimento fluído, ritmo e contrologia, sendo este último fundamental para o desenvolvimento da coordenação motora; exercícios que desenvolvem o corpo e a mente. [13]

O método Pilates tem sido uma opção para o tratamento de diversas patologias, por ser um método extremamente proprioceptivo. [14] Segundo estudos, relata ser o método Pilates, um bom recurso para a melhoria da flexibilidade, ativação do músculo transverso abdominal, e o equilíbrio dinâmico em indivíduos saudáveis. [15] [16]

O equipamento mais utilizado do Método Pilates é o Reformer, por apresentar diversos ajustes, resistências, e possibilitar os exercícios pliométricos. [17]

Exercícios que promovam um melhor controle postural, treino de equilíbrio e propriocepção estão sendo utilizados em programas de tratamentos

(20)

 

para a instabilidade do tornozelo. [18] O método Pilates tem sido usado em diversos programas de reabilitação por desenvolver uma melhoria no equilíbrio, propriocepção, flexibilidade, coordenação motora, e melhoria da imagem corporal. [19, 20]

Portanto o objetivo deste estudo é verificar a atuação dos exercícios de Pilates no Reformer e Step Chair na melhora propriocepção do tornozelo.

(21)

2.REVISÃO DE LITERATURA

2

REVI O D E L IT ER A T U R A

O EFEITO DE EXERCÍCIOS DO REFOMER E STEP CHAIR DO MÉTODO PILATES NA PROPRIOCEPÇÃO DO TORNOZELO

(22)

 

2.REVISÃO DE LITERATURA

2.1.PROPRIOCEPÇÃO

A propriocepção foi primeiramente estudada em 1906, pelo fisiologista Sherrington; que classificou os proprioceptores sendo as terminações nervosas aferentes que são ativadas e transmitidas por um estimulo mecânico realizado pelo músculo. Esses proprioceptores seriam responsáveis pela sensibilidade muscular, equilíbrio postural, estabilidade articular. [21] [1] [6]

Conceitos mais modernos descrevem a propriocepção como ativação das vias aferentes que auxiliam no controle de posicionamento dos membros, senso de movimento. Proprioceptores são mediados pelos receptores periféricos que incluem as terminações nervosas livres, mecanorreceptores, corpúsculos de Pacini, Ruffini e OTG, todos localizados nas articulações, cápsula articular, ligamentos e músculos. [22]

2.1.1.TIPOS E FUNÇÕES DOS PROPRIOCEPTORES

2.1.1.1.MECANORRECEPTORES

Existem quatro tipos de mecanorreceptores identificados nas cápsulas articulares que são ativados de acordo com a necessidade de transmissão de informação pelas vias aferentes e possuem diferentes funções e características: [23] [24] [6]

• Tipo 1 Ruffini- São localizados na superfície da cápsula articular, possui a característica de reação aos estímulos estáticos e dinâmicos e de adaptação lenta e transmite informação durante os alongamentos particularmente nos limites de rotação.

• Tipo 2 Pacini- São localizados na camada mais profunda e gordura da cápsula articular, possui a característica de reação aos movimentos dinâmicos e rápida adaptação e transmite a informação de pressão.

(23)

 

• Tipo 3 Órgão Tendinoso de Golgi- São localizados nos ligamentos articulares, possui a característica de reação aos movimentos dinâmicos e rápida adaptação e transmite a informação em tensão muscular ativa.

• Tipo 4 Terminações Nervosas Livres- São localizados na gordura e cápsula fibrosa, possui a característica de ser ativado em alto limiar conceptivo e transmitem a informação de dor e inflamação. As terminações nervosas estão apresentadas na figura 1.

Figura 1 – Diversos tipos de terminações nervosas

Adaptado de Guyton e Hall (2006)

2.1.1.2.RECEPTORES MUSCULARES

Existem dois tipos de receptores musculares que transmitem a informação proprioceptiva: Os fusos musculares, que são localizados paralelos as fibras musculares, e são responsáveis em detectar a mudança do comprimento da fibra muscular, esta informação ajusta o movimento consciente do movimento do quadril; e o OTG que são receptores localizados no tendão

(24)

 

do músculo e entre as faixas musculares e são responsáveis sensibilidade da contração muscular. [25] [26]

2.1.1.3.EXTEROCEPTORES

Os exteroceptores estão localizados na pele, e são responsáveis pela informação proprioceptiva de deslocamento da pele durante o arco de movimento. [25]

2.1.2.VIAS PROPRIOCEPTIVAS

Mecanorreceptores são órgãos sensórios que reagem à pressão articular, posicionamento e velocidade, que estão presentes nos ligamentos e cápsulas articulares. Quando estimulados esses mecanorreceptores enviam informações aferentes que são transmitidas através da coluna dorsal da medula espinhal. Imediatamente o arco reflexo monossimpático atinge o corno anterior e posterior da medula, que promovem o controle rápido dos músculos próximos as articulações. As vias secundárias são os locais onde as informações aferentes são transmitidas através ao longo do trato-dorsolateral e espinocerebelares para áreas supra espinhais que são responsáveis pelos

ajustes articulares automáticos que seguem através do trato

espinocerebelares. As informações aferentes seguem da medula através do trato-espinocerebelar para o cerebelo, onde se dá a integração somatosenssorial e propriocepção o que controla o movimento inconsciente neuromuscular das articulações. As informações também passam pelo córtex pré-motor do cérebro que resulta no controle consciente dos movimentos articulares. A função dos mecano - receptores reflexos são de controlar o sistema sensório motor, este sistema está representado na figura 2. [24]

(25)

 

Figura 2 – Sistema Sensório Motor

Adaptado de Guyton e Hall (2006)

2.2.ÁREAS CHAVE DA PROPRIOCEPÇÃO

Os receptores articulares contribuem significantemente para o ajuste postural, estabilidade articular e controle motor. As áreas chaves para o Input proprioceptivo e manutenção da postura são a sola do pé, a articulação sacro-ilíaca, e a coluna cervical. As informações aferentes localizadas na sola do pé são responsáveis por manter o equilíbrio postural e a consciência corporal na postura ortostática. A articulação do tornozelo também é importante para a

manutenção do ajuste postural e estímulo proprioceptivo, os

mecanorreceptores localizados na sola do pé afetam diretamente os músculos que estabilizam o tornozelo. [27]

2.2.1.EQUILÍBRIO E PROPRIOCEPÇÃO DO TORNOZELO

O equilíbrio é a capacidade de manter de forma eficiente a postura vertical ou movimento com mínimo stress físico e gasto energético, esta habilidade depende de fatores como as informações sensoriais do sistema vestibular, visão, audição, propriocepção, sistema nervoso central, controle e

(26)

 

coordenação do corpo e equilíbrio; a falha em algum desse sistema pode causar instabilidade, dificuldade para manter a postura em pé. [7] [28]

O processo proprioceptivo é um pré-requisito para o equilíbrio e o controle do movimento. O processo estratégico, de propriocepção do movimento e atividade postural tem sido observado em pessoas que sofrem de diferentes síndromes dolorosas musculoesqueléticas. [1]

O sistema sensoriomotor explicado por Janda [6], diz que as articulações, sistema nervoso e músculos são funcionalmente integrados, os sistema motor e o sensório que anatomicamente são separados devem funcionar como um sistema único para a correção dos desequilíbrios musculares. Este sistema é global regula a função do corpo através de suas correlações e funciona da seguinte forma: a informação sensória é conectada através de um estímulo motor, que transmite as informações através das vias aferentes ao SNC, que processa a informação e por vias eferentes emite um estimulo motor ao músculo que ajusta o senso de posição articular, este sistema está representado da figura 3. [6]

Figura 3 – Esquema Sensório Motor

Adaptado de Page (2010)

O sistema de estabilidade da coluna relatado por Panjabi [29] é muito parecido com o sistema descrito por Janda [6]. Panjabi [29], diz que o sistema articular, sistema muscular e sistema SNC, são conectados e interdependentes, uma disfunção, lesão, em qualquer desses sistemas podem causar uma adaptação compensatória e adaptação patológica, modelo este representado na figura 4.[29]

(27)

 

Figura 4 – Esquema de Estabilidade

Adaptado de Panjabi (1992)

A propriocepção é uma importante fonte de informação sensorial interna que dá ao indivíduo a informação e noção sobre as posições e movimentos do corpo, auxiliando no controle motor e estabilidade musculotendínea. [5] Um déficit proprioceptivo pode criar uma disfunção no sistema sensoriomotor, causando um atraso na resposta muscular e no reflexo de estabilidade articular. [30] [26]

A estabilidade postural mais conhecida como equilíbrio é a capacidade que o corpo tem de manter o centro de gravidade dentro a base de suporte e dentro dos limites da estabilidade, essa é a estratégia do tornozelo, também conhecida com o “pêndulo invertido” demonstrado na figura 5, quando o centro de gravidade está alinhado com a base de suporte o corpo mantendo o equilíbrio, a instabilidade do corpo acontece quando esses eixos perdem o alinhamento.

O tornozelo é a primeira articulação que é ativada quando o corpo sofre um desequilíbrio, sendo este responsável por restaurar o alinhamento entre o centro de gravidade e a base de suporte. Além da estratégia do tornozelo, também é usado o quadril, e o movimento de subida para manter o equilíbrio. [28] [6] [31]

(28)

 

Figura 5 – Representação de um Pêndulo Invertido

Adaptado de Duarte (2000)

Quando o tornozelo é ativado os músculos responsáveis pela estabilidade desta articulação são recrutados para manter o equilíbrio. A fadiga muscular dos membros inferiores, como os flexores e extensores do quadril, dorso-flexores e flexores plantar do tornozelo, podem afetar a estabilidade e controle postural. [5] O déficit proprioceptivo causa uma diminuição do reflexo dos músculos T.A e F.L, causando uma diminuição do equilíbrio, alteração no controle da postura e instabilidade funcional do tornozelo. [10] [30]

A estabilidade dinâmica do tornozelo depende da capacidade de resposta rápida de reação destes músculos para a proteção articular. Estudos mostram que um atraso no tempo de ativação muscular, lesões repetidas podem afetar a estabilidade funcional do tornozelo, demonstrado na figura 6. [30] O déficit sensoriomotor, proprioceptivo a diminuição do controle do músculo F.L e equilíbrio estão relacionado à instabilidade do tornozelo. [32] A instabilidade crônica e funcional do tornozelo, entorses repetitivos, lesões ligamentares mal tratadas causam um déficit sensório motor e proprioceptivo tendo como consequência uma alteração do controle motor dos músculos T.A e F.L.[23]

(29)

 

Figura 6 – Estabilidade Funcional

Adaptado de Lephart (1997)

O déficit proprioceptivo, fadiga muscular e o desequilíbrio muscular comprometem o fuso muscular que é o receptor mais comprometido na estabilidade do tornozelo. Um treinamento proprioceptivo é fundamental na melhora do equilíbrio, propriocepção e estabilidade do tornozelo, treinos estes, usados nos tratamentos das lesões do tornozelo e prevenção. [22] Exercícios que promovam um melhor controle postural, treino de equilíbrio e propriocepção estão sendo utilizados em programas de tratamentos para a instabilidade do tornozelo. [33]

2.3.EXERCÍCIOS PROPRIOCEPTIVOS

Os exercícios proprioceptivos são praticados de forma regular para desenvolver a resposta automática do sistema sensoriomotor, sendo utilizados em programas de prevenção e tratamentos deste sistema, melhorando o senso de posição articular e equilíbrio dinâmico. [26] Alguns elementos devem ser focados no treinamento do déficit sensórios motor, como a propriocepção, o equilíbrio dinâmico, controle neuromuscular reativo e padrões motores funcionais. Para o treino proprioceptivo podem ser relacionados exercícios que estimule as vias conscientes como a cognição e as vias inconscientes que promova um ajuste rápido do posicionamento articular para iniciar a atividade muscular reflexa para tal devem ser exercícios de equilíbrio em superfícies instáveis e funcionais. O treino de equilíbrio dinâmico é melhor feito em cadeia cinética fechada para estimular os número maior de mecanorreceptores e co-contração dos músculos antagonistas. [25]

O estímulo visual e vestibular afetam diretamente o equilíbrio. As informações que são transmitidas pela visão ao SNC que atinge o cerebelo

(30)

 

responsável por manter o controle do corpo. Estudos realizado por Sturnieks [27], mostram que há um aumento de 30% do equilíbrio na postura ortostática quando é realizado exercícios com olhos fechados. O sistema vestibular é mais afetado quando há uma perturbação no equilíbrio dinâmico. [27]

A manutenção do equilíbrio corporal no meio ambiente é determinada pôs sistemas centrais e estruturas periféricas responsáveis pela execução motora, cujo funcionamento depende da integração das informações provenientes das estruturas sensoriais dos sistemas proprioceptivo, sensorial e visual. Estes receptores atuam de forma complexa, integrada, redundante e de maneira diferenciada para cada perturbação sobre o corpo processada nos núcleos vestibulares do tranco encefálico, sob a coordenação do cerebelo, esquema mostrado na figura 7. [34] [35]

Figura 7 – Influências sensoriais no controle da postura

Adaptado de Ekman (2000)

Para o treino da resposta muscular automática são utilizados os treinos com exercícios pliométricos. Estes exercícios são definidos como aqueles que ativam o ciclo excêntrico-concêntrico do músculo esquelético, provocando sua potenciação mecânica, elástica e reflexa, este ciclo refere-se às atividades concêntricas precedidas da ação excêntrica, cujo propósito é aumentar a força explosiva do músculo pelo armazenamento da energia elástica na fase do pré-alongamento e sua reutilização durante a contração concêntrica, além da ativação do reflexo miotático. Esse tipo de exercício é importante por aumentar a resposta muscular, a coordenação do movimento, estimular um maior

(31)

 

número de proprioceptores facilitando o aumento do recrutamento muscular numa quantidade de tempo mínima. [36]

Os exercícios pliométricos melhoram o desempenho da força, contribui para a melhora do salto vertical, aceleração, força de membros inferiores, proteção articular e propriocepção. Este treinamento é usado para quem deseja ganhar agilidade, está melhorando a capacidade de manter o controle do corpo com mudanças rápidas de movimento. Treinamento de agilidade é usado o ganho do equilíbrio, para o reforço da programação motora através do condicionamento neuromuscular, adaptação neural do fuso muscular, dos órgãos tendinosos de Golgi e da propriocepção articular. [31]

O treinamento inadequado da pliometria pode gera uma fadiga muscular, causando a diminuição do reflexo músculo tendíneo, diminuindo a estabilidade articular e a propriocepção. [37]

Os exercícios proprioceptivos devem ser exercícios de controle e equilíbrio, velocidade e pliometria, controle cognitivo com a presença de estímulos visual, de forma que aumente os inputs neuromusculares. [25]

2.4.O MÉTODO PILATES

O método Pilates foi desenvolvido por Joseph H. Pilates no início de 1920 foram desenvolvidos exercícios no solo com a proposta de condicionamento físico e em aparelhos para facilitar a movimentação e tratamentos de feridos durante a I guerra mundial, os aparelhos desenvolvidos como Reformer, Cadilac, Step Chair, Ladder Barril usam como resistências molas. [12] As molas foram retiradas dos colchões e penduradas nos leitos dando resistências diferentes aos exercícios com a finalidade de facilitar ou dificultar os movimentos. A utilização das molas teve como finalidade ajudar os pacientes acamados a recuperar o tônus muscular rapidamente. [13]

Joseph H. Pilates, na figura 8, fundamentou seu método em princípios que buscam o equilíbrio entre o corpo a mente e o espírito. Um método com muitos exercícios e com aspectos filosóficos, como concentração, centro de força, equilíbrio, respiração, movimento fluído, ritmo e contrologia, sendo este último fundamental para o desenvolvimento da coordenação motora. [38] [39]

(32)

 

Figura 8 – Joseph H. Pilates realizando exercícios de equilíbrio no Reformer

Adaptado de fonte própria

A prática do método Pilates é reconhecida quando executada com seus princípios explicados a seguir:

• Concentração- a prática do Pilates utilizando a concentração ajuda a desenvolver o foco, realizando os movimentos conscientizando com cada estrutura do corpo que está sendo movimentado, o foco auxilia no desenvolvimento da consciência e imagem corporal. [38] [40] [12] [41]

• Centro de força ou Powerhouse - é uma região que compreende de um ombro a outro e de uma crista ilíaca a outra formando uma área como uma caixa, sendo esta caixa tridimensional, ou seja, anterior, lateral e posterior; Joseph Pilates acreditava que todos os movimentos deveriam originar-se do centro de força, de forma que fosse mantida, uma melhor estabilidade da coluna, prevenindo as disfunções lombo-pélvicas. A prática dos exercícios ativando o Powerhouse facilita a ativação do transverso abdominal e obliquo interno, sendo o transverso abdominal um importante músculo estabilizador da coluna lombar, fazendo assim uma região importante para o tratamento e a prevenção de dores lombar aguda ou crônica. [42] [19] [43] [38] [40]

(33)

 

• Movimento Fluído- é o ritmo dos movimentos executados durante a prática do Pilates, este ritmo deve ser próximo ao fisiológico, nem rápido e nem devagar de forma harmônica, natural. [12] [38] [16]

• Respiração- o método Pilates tem uma respiração bem específica, de forma que devemos inspirar e expirar profundamente e completamente sendo o momento da força máxima do exercício no tempo expiratório. [44] [45]

• Contrologia- como o método era chamado pelo seu inventor, esta representa em seu aspecto filosófico o perfeito equilíbrio, entre o corpo a mente e o espírito, equilíbrio este alcançado com a pratica do exercício de forma revigore a mente e eleve o espírito. [38]

• Repetição- este princípio representa muito bem umas das premissas do método, que o importante não é a quantidade de movimento, mas sim a qualidade que é realizado, sendo assim proposto no máximo de 10 repetições de cada exercícios. [40] [38]

• Equilíbrio e simetria ou Alinhamento- este princípio é importante para desenvolver o corpo de uma forma uniforme, equilibrada e foca os exercícios de forma que ative a musculatura recrutada durante o movimento de forma correta. [38]

2.4.1.INDICAÇÕES DO MÉTODO PILATES

O método Pilates tem sido uma opção para o tratamento de diversas patologias, por ser um método extremamente proprioceptivo. [14] Segundo os estudos, relata ser o método Pilates, um bom recurso para a melhora do equilíbrio dinâmico e adultos saudáveis. [17] Além de melhorar valências físicas como a flexibilidade, equilíbrio, coordenação motora e propriocepção promove a ativação muscular do transverso abdominal, em indivíduos adultos e saudáveis. [16, 19] [46]

(34)

 

A utilização clínica do método tem sido freqüente e efetiva, estudos recentes mostrou o método eficaz no ganho da função motora e na postura sentada, ortostática e marcha em crianças portadoras de paralisia cerebral em fase escolar. [45] Outro estudo relato o uso do método em pós operatório imediato de paciente que realizaram a cirurgia bariátrica, apresentando um

ganho de massa magra maior prevenindo os desequilíbrios

musculoesqueléticos e melhorando a imagem corporal. [40] [41]

Além das valências acima descritas verificamos a melhora do equilíbrio dinâmico na postura em pé em adultos jovens e a melhora da qualidade de vida, funcionalidade e equilíbrio estático em idosos, sendo um tratamento adequando para evitar as quedas que são comuns nesta faixa etária. [39] [47] [17]

O equipamento mais utilizado do Método Pilates é o Reformer, por apresentar diversos ajustes, resistências, e possibilitar os exercícios pliométricos. [21]

Exercícios que promovam um melhor controle postural, treino de equilíbrio e propriocepção estão sendo utilizados em programas de tratamentos para a instabilidade do tornozelo. Sendo assim o método em questão ser uma boa opção melhora no equilíbrio, propriocepção, flexibilidade e coordenação motora. [15]

(35)

3.OBJETIVOS, HIPÓTESES E PERTINÊNCIA      

3

OBJET IVO S, H IPÓ T SES E PER T IN ÊN C IA

O EFEITO DE EXERCÍCIOS DO REFOMER E STEP CHAIR DO MÉTODO PILATES NA PROPRIOCEPÇÃO DO TORNOZELO

(36)

3.OBJETIVOS, HIPÓTESES E PERTINÊNCIA

3.1.OBJETIVOS GERAIS

Considerando a introdução apresentada no capítulo 1 e a revisão bibliográfica do capitulo 2 foram delineados objetivos gerais e específicos a atingir com o estudo sendo o objetivo deste estudo verificar à atuação dos exercícios de Pilates no Reformer e Step Chair na melhora propriocepção do tornozelo.

3.2.OBJETIVO ESPECÍFICO

Verificar o efeito dos exercícios do Reformer e Step Chair do Método Pilates na propriocepção do tornozelo.

Verificar a ativação do músculo T.A e F.L nos exercícios do Reformer e da cadeira do método Pilates.

3.3.PROBLEMA

Podem os exercícios do Método Pilates no Reformer e na Step Chair melhorar a propriocepção do tornozelo?

3.4.HIPÓTESE

Hipótese 1-Os exercícios do Método Pilates no Reformer e na Step

Chair podem melhorar a propriocepção do tornozelo.

Hipótese 2- Os exercícios vão ativar o músculo F.L., logo melhorando o tempo de reação muscular, reflexo e proteção articular.

Hipótese 3- Os exercícios vão ativar o músculo T.A, logo melhorando o tempo de reação muscular, reflexo e proteção articular

Hipótese 4- Existe ativação relevante do músculo F.L nos exercícios realizados com olhos abertos de fechados.

Hipótese 5- Existe ativação relevante do músculo T.A nos exercícios realizados com olhos abertos de fechados.

(37)

Hipótese 6- Existe diferença na ativação do músculo T.A nos exercícios realizados em superfície estável e instável?

Hipótese 7- Existe diferença na ativação do músculo F.L nos exercícios realizados em superfície estável e instável?

Hipótese 8- Os exercícios na Step Chair e Reformer melhoram o equilíbrio dinâmico do corpo.

Hipótese 9- Os exercícios no Reformer e na Step Chair com olhos fechados melhoram o input proprioceptivo.

Hipótese 10- Os exercícios feitos no Reformer e na Step Chair em superfície instável promovem o treinamento proprioceptivo.

3.5.PERTINÊNCIA

A propriocepção esta relacionada com o centro de controle, e o pocisionamento do corpo no espaço e consequentemente com a estabilidade funcional do tornozelo. [8]

O déficit proprioceptivo está relacionado ao declínio do desempenho funcional, a boa função muscular e resposta adequada do fuso muscular são as principais estruturas responsáveis pela propriocepção, sendo esta essencial para a proteção articular em condições dinâmicas. [1]

Portanto o déficit proprioceptivo poderia estar relacionado com a instabilidade funcional do tornozelo, causando as entorses de repetições, podendo gerar uma limitação funcional da articulação. Há a necessidade de desenvolver um programa de exercícios proprioceptivos que melhorem o senso de controle postural, a sensopercepção, e o controle motor podendo ser utilizado clinicamente em tratamento e prevenção do tornozelo. [48]

O Método Pilates apresenta diversos exercícios que desenvolvem a propriocepção do tornozelo, porém não há estudos que comprovem a eficácia dos mesmos.

Assim se faz necessárias evidências científicas às quais possam se basear a pratica clínica.

(38)

4.MATERIAIS E MÉTODOS      

4

MA T ER IA IS E M ÉT O D O S

O EFEITO DE EXERCÍCIOS DO REFOMER E STEP CHAIR DO MÉTODO PILATES NA PROPRIOCEPÇÃO DO TORNOZELO

(39)

4.MATERIAIS E MÉTODOS

4.1.TIPO DE ESTUDO

O presente projeto possui um desenho experimental, longitudinal pré e pós teste. A partir das análises descritivas, da eletromigrafia, foi selecionado para cada músculo separadamente, o exercício da cadeira e o exercício do

Reformer que apresentaram maiores valores de média. Para cada par

selecionado, foi utilizado um teste T para verificar se houve diferença estatisticamente significativa. O nível de significância foi estabelecido em α=0,05.

O estudo será realizado no Studio de Pilates Contemporâneo na cidade de Vila Velha, no estado do Espírito Santo, Brasil.

4.2.AMOSTRA

Para a realização desta pesquisa a amostra foi de conveniência selecionada aleatoriamente. De acordo com o cálculo amostral, serão necessários 70 sujeitos neste estudo. Os critérios de inclusão foram de indivíduos de ambos os sexos entre 20 a 45 anos de idade, sem lesões em membros inferiores e alterações do sistema vestibular, ou alguma deficiência visual.

De acordo com a literatura todos os aspectos éticos foram respeitados segundo Resolução n.º196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Os sujeitos foram solicitados a ler a assinar o termo de consentimento livre e esclarecimento da pesquisa (Anexo 1), os que aceitaram o termo foram incluídos no estudo.

4.3.INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO

O eletromiografo BioPlux Research, oito canais para pesquisa,

bluetooth, 12 bits, 1000Hz de frequência, fabricado pela empresa Plux (Lisboa-

(40)

4.4.DEFINIÇÃO DE VARIÁVEIS

4.4.1.VARIÁVEIS INDEPENDENTES

No nosso estudo, tivemos como variáveis independentes, um grupo realizou os exercícios especificos nos aparelhos do Reformer e Step Chair do método Pilates trabalhando o equilíbrio dinâmico e a propriocepção do tornozelo; e outro grupo controle que não sofreu nenhuma intervenção.

4.4.2.VARIÁVEIS DEPENDENTES

Temos como as variáveis dependentes, os valores das distâncias mensuradas no SEBT.

4.5.PROCEDIMENTOS

Inicialmente foram selecionados 10 indivíduos aleatoriamente, para a análise da ativação dos músculos T.A e F.L nos exercícios do Reformer e da

Step Chair do método Pilates, através da análise eletromiográfica (EMG). [49]

A região onde foram colocados os eletrodos foi devidamente higienizada com algodão embebido de álcool a 70%. Quatro eletrodos foram colocados, em ambos os membros, dois eletrodos no 1/3 proximal dos músculos T.A e dois eletrodos no 1/3 proximal do músculo F.L. [50] Após os procedimentos da coleta da eletromiografia, os eletrodos utilizados foram descartados. A calibração da ativação muscular média de cada músculo foi realizada com a

N=  70    indivíduos   N=  10   Grupo  de   verificação  EMG   N=  30   G1=Grupo   Intervenção   N=  30   G2=  Grupo   Controle  

Figura 9 – Composição da amostra

(41)

solicitação de três contrações isométricas, e tirada uma média dessas contrações.

Para a calibração do T.A indivíduo permaneceu deitado com os eletrodos devidamente posicionados foram solicitada três contrações resistidas, tendo o avaliador mantendo a planti-flexão, solicitando para o sujeito em avaliação, realizar a dorso-flexão. Três momentos desta contração foram gravados. Para o teste do F.L, o indivíduo manteve-se deitado, o avaliador mantendo a plante-flexão com inversão, foi solicitado ao sujeito fazer um movimento de dorso-flexão com eversão, também foram gravados três momentos do teste. [51]

A análise eletromiográfica foi verificada durante os exercícios de Jumping no

Reformer, com saltos bi podais, uni podais, salto bi podal com apoio no disco

proprioceptivo e olhos aberto e fechados, saltos uni podal com disco com olhos abertos e fechado, totalizando 6 exercícios. Na Step Chair, os exercícios foram realizados a partir da posição de pé com um membro inferior apoiado em uma caixa longa e outro membro apoiado no pedal da Step Chair realizando os seguintes movimentos: flexão e extensão do joelho do membro que esta no pedal; flexão e extensão do membro apoiado na caixa longa; alternar a flexão e extensão do membro do pedal da Step Chair e do membro da caixa. Este exercício foi executado tanto de olhos abertos quanto fechados e com e sem apoio do membro apoiado na caixa longa em um disco proprioceptivo.

Solicitamos uma repetição de cada exercício, para análise da eletromiografia e verificação da atividade elétrica destes músculos em estudo durante esses exercícios. Os sinais captados da Eletromiografia foram coletados através de software Monitor BioPlux pesquisa 8 canais, e os dados tratados em Mat Lab versão 6.5.

Os participantes preencheram uma ficha (Anexo 2), com nome, idade, peso, altura, perguntas sobre lesões em membros inferiores, doença do sistema vestibular, e as médias dos valores coletados do Star Excursion Balance Teste ( SEBT). [48]

Para a avaliação do equilíbrio dinâmico e propriocepção, utilizamos o (SEBT). Colamos no chão fitas adesivas de 1 metro a partir do centro

(42)

afastadas uma da outra por 45 graus, cada fita com marcações dívidas de cinco e cinco centímetros e identificadas por direção anterior, antero-lateral, antero-medial, lateral, medial, postero-lateral, postero-medial e posterior, mostrados na figura 10.

  Figura 10 – Star Excursion Balance Teste (SEBT)

Adaptado de fonte própria

O membro avaliado foi posicionado no centro e com a outra perna no sentido horário o indivíduo tocou com o pé o mais distante possível sem causar o desequilíbrio, em todas as direções. Registramos as distâncias alcançadas repetimos o teste por três vezes e tiramos uma média dos resultados obtidos, caso o indivíduo desequilibre e ou coloque o pé no chão o teste foi repetido. [48, 52]

Após a avaliação do SEBT, os 60 indivíduos restantes foram divididos aleatoriamente sendo grupo 1 (G1), grupo intervenção, compostos por 30 indivíduos que realizaram o seguinte protocolo de exercícios:

O Jumping no Reformer, com saltos bi podais, unipodais, salto bipodal com apoio no disco proprioceptivo com olhos abertos e fechados e saltos uni podais com disco com olhos abertos e fechados. Neste aparelho foram realizados 6 exercícios com 10 repetições cada demonstrados na figura 11.

(43)

  Figura 11 – Saltos no Reformer Uni podal com disco proprioceptivo

Adaptado de fonte própria

Na Step Chair, os exercícios foram realizados a partir da posição de pé com um membro inferior apoiado em uma caixa longa e outro membro apoiado no pedal da Step Chair realizando os seguintes movimentos: flexão e extensão do joelho do membro que esta no pedal; flexão e extensão do membro apoiado na caixa longa; alternar a flexão/extensão do membro do pedal da Step Chair e do membro da caixa. Este exercício será executado tanto de olhos abertos quanto fechados e com e sem apoio do membro apoiado na caixa longa em um disco proprioceptivo Neste aparelho foram realizados 5 exercícios com 10 repetições cada, demonstrados na figura 12.

  Figura 12 – Exercício com a caixa na Step Chair

(44)

Grupo 2(G2), o grupo controle e não sofreu nenhum tipo de intervenção. Todos os grupos foram reavaliados com o teste SEBT durante quatro momentos, a primeira avalição, após o oitavo, décimo sexto e vigésimo quarto atendimento, totalizando de 24 atendimentos, cada atendimento com duração de 40 minutos, duas vezes na semana, com intervalo de 2 dias de um atendimento para outro.

4.6.ANÁLISE ESTATÍSTICA

Os dados foram analisados por meio de teste estatístico descritivo e inferencial. Para a análise inferencial será utilizado anova mista. Todo o tratamento estatístico foi realizado com auxílio do pacote estatístico SPSS versão 16.0.

Para análise estatística da eletromiografia, a partir das análises descritivas, foi selecionado para cada músculo separadamente, o exercício da cadeira e o exercício do Reformer que apresentaram maiores valores de média. Para cada par selecionado, foi utilizado um teste T para verificar se houve diferença estatisticamente significativa. O nível de significância foi estabelecido em α=0,05.

Para comparar o efeito do disco, os exercícios foram divididos em 2 grandes grupos: Com disco x Sem disco e foram realizados testes T para cada músculo para verificar se houve diferença significativa no uso do disco. O nível de significância foi estabelecido em α=0,05, e para comparar o efeito da visão, os exercícios foram divididos em 2 grandes grupos: Olhos abertos x Olhos fechados e foram realizados testes T para cada músculo para verificar se houve diferença significativa no uso do disco. O nível de significância foi estabelecido em α=0,05.

Para a análise estatística dos resultados do SEBT, foi realizado uma anova para medidas repetidas com correção do alfa para 16 contrastes – 12 para coletas e 4 para a interação – alfa = 0,0031.

(45)
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5.APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS  

5

A PR ESEN T A Ç Ã O D O S R ESU L T A D O S

O EFEITO DE EXERCÍCIOS DO REFOMER E STEP CHAIR DO MÉTODO PILATES NA PROPRIOCEPÇÃO DO TORNOZELO

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5.APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

5.1.APRESENTAÇÕES DOS RESULTADOS DA ELETROMIOGRAFIA

5.1.1.ANÁLISES DESCRITIVAS DOS EXERCÍCIOS REALIZADOS NA STEP CHAIR

Os resultado apresentados a seguir demonstram uma ativação muscular média dos músculos em estudo, TA D, TA E, FL D e FL E; sendo a atividade eletromiográfica maior nos músculos do membro inferior que realizam os movimento.

Os valores nas tabelas representam médias (desvio-padrão) dos 10 indivíduos avaliados.

Tabela 1 – Ativação muscular média dos exercícios realizados na Step Chair

Ativação Muscular Média (%)

TA E TA D FL E FL D Flex Joelho D na caixa 1,87 (1,49) 6,15 (2,72) 1,49 (0,85) 5,10 (3,63)

Flex Joelho D na caixa com disco e olhos abertos 1,98 (1,02) 6,61 (2,26) 1,54 (0,53) 5,34 (4,83) Flex Joelho D na caixa com disco e olhos

fechados 2,38 (1,55) 5,78 (2,08) 2,14 (1,58) 4,77 (3,24)

Flex Joelho D na caixa e E no pedal 3,86 (1,72) 6,57 (3,21) 2,84 (0,89) 4,90 (3,61)

Flex Joelho D no pedal 2,46 (0,91) 5,21 (3,34) 2,35 (0,91) 3,08 (0,91)

Flex Joelho E na caixa 5,38 (2,73) 2,29 (1,56) 3,37 (1,03) 2,14 (1,01)

Flex Joelho E na caixa com disco e olhos abertos 5,77 (2,98) 2,84 (1,72) 3,76 (1,10) 1,97 (0,64) Flex Joelho E na caixa com disco e olhos

fechados 6,47 (2,54) 2,71 (2,15) 3,65 (1,14) 1,98 (0,62)

Flex Joelho E na caixa e D no pedal 5,08 (2,64) 4,00 (2,21) 3,78 (1,41) 2,54 (0,66)

Flex Joelho E no pedal 3,96 (1,36) 2,15 (1,16) 2,89 (0,99) 2,09 (0,86)

(48)

5.1.2.ANÁLISES DESCRITIVAS DOS EXERCÍCIOS REALIZADOS NO REFORMER

Os resultados apresentados na tabela a seguir demonstram uma ativação muscular média maior dos músculos FL D e FL E comparando-os aos músculos TA D e TA E, nos exercícios dos saltos bipodais. Nos saltos uni podais D, a ativação muscular média foi maior nos músculos FL D e TA D e nos saltos uni podais E, a ativação muscular media foi maior nos músculos FL E e TA E. Os valores nas tabelas representam média (desvio-padrão) dos 10 indivíduos avaliados.

Tabela 2 – Ativação muscular média dos exercícios realizados no Reformer

Ativação Muscular Média (%)

TA E TA D FL E FL D Salto Bipodal 4,99 (4,83) 4,17 (1,61) 9,56 (4,93) 13,04 (9,08)

Salto Bipodal com disco e olhos abertos 4,73 (3,56) 5,02 (1,71) 6,59 (3,03) 8,06 (2,58)

Salto Bipodal com disco e olhos

fechados 4,09 (3,22) 4,33 (1,41) 7,49 (4,58) 11,22 (9,54)

Salto Unipodal D 5,70 (10,63) 4,22 (1,43) 6,69 (10,25) 11,91 (5,59)

Salto Unipodal D com disco e olhos

abertos 4,32 (6,58) 4,53 (1,60) 2,42 (1,74) 10,66 (5,83)

Salto Unipodal D com disco e olhos

fechados 3,39 (3,94) 4,27 (1,39) 4,47 (1,90) 9,82 (5,81)

Salto Unipodal E 4,97 (4,98) 3,58 (4,47) 9,53 (3,85) 2,50 (1,36)

Salto Unipodal E com disco e olhos

abertos 4,75 (4,10) 2,76 (2,34) 8,72 (3,04) 2,62 (1,53)

Salto Unipodal E com disco e olhos

fechados 5,07 (5,54) 1,57 (1,22) 10,09 (5,71) 2,36 (1,41)

(49)

5.1.3.ANÁLISE DESCRITIVA DA MAIOR ATIVAÇÃO MÉDIA DO MÚSCULO TA E

Os dados do nosso estudo indicam uma maior ativação muscular média do músculo TA E nos exercícios realizados na Step Chair comparando- os com os exercícios do Reformer, porem esta ativação muscular media não apresentou relevância estatística. As tabelas abaixo ilustram os pares de exercícios que apresentaram os maiores valores de média, em cada situação, bem como o valor p da comparação realizada.

Tabela 3 – Ativação muscular média do músculo TA E

Tibial Anterior Esquerdo

Step Chair Reformer Valor p Ativação Muscular

Média (%)

Média (DP)

Flex Joelho E na caixa com disco e olhos fechados 6,47 (2,54) Salto Unipodal D 5,70 (10,63) 0,826

5.1.4.ANÁLISE DESCRITIVA DA MAIOR ATIVAÇÃO MUSCULAR MÉDIA DO MÚSCULO TA D

Os dados do nosso estudo indicam uma maior ativação muscular média do músculo TA D nos exercícios realizados na Step Chair comparando- os com os exercícios do Reformer, porem esta ativação muscular media não apresentou relevância estatística. As tabelas abaixo ilustram os pares de exercícios que apresentaram os maiores valores de média, em cada situação, bem como o valor p da comparação realizada.

(50)

Tabela  4  –  Ativação  muscular  média  do  músculo  TA  D  

5.1.5.ANÁLISE DESCRITIVA DA MAIOR ATIVAÇÃO MUSCULAR MÉDIA DO MÚSCULO FL E

Os dados do nosso estudo indicam uma maior ativação muscular média do músculo FL E nos exercícios realizados no Reformer comparando- os com os exercícios realizados na, Step Chair e com relevância estatística α=0,003.

Tabela 5 – Ativação muscular média do músculo FL E

Fibular Longo Esquerdo

Cadeira Reformer Valor

p Ativação Muscular Média (%) Média (DP) Flex Joelho E na caixa e D no pedal 3,78 (1,41)

Salto Unipodal E com disco e olhos fechados

10,09 (5,71)

0,003

Tibial Anterior Direito

Cadeira Reformer Valor p Ativação Muscular Média

(%)

Média (DP)

Flex Joelho D na caixa com disco e olhos abertos

6,61 (2,26)

Salto Bipodal com disco e olhos abertos

5,02 (1,71)

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5.1.6.ANÁLISE DESCRITIVA DA MAIOR ATIVAÇÃO MUSCULAR MÉDIA DO MÚSCULO FL D

Os dados do nosso estudo indicam uma maior ativação muscular média do músculo FL D nos exercícios realizados no Reformer comparando- os com os exercícios realizados na, Step Chair e com relevância estatística α=0,029.

Tabela 6 – Ativação muscular média do músculo FL D

Fibular Longo Direito

Cadeira Reformer Valor p Ativação Muscular Média

(%)

Média (DP)

Flex Joelho D na caixa com disco e olhos abertos

5,34 (4,83)

Salto Bipodal

13,04 (9,08)

0,029

5.1.7.ANÁLISE DESCRITIVA DA MAIOR ATIVAÇÃO MUSCULAR MÉDIA DOS MÚSCULOS TA E, TA D, FL E, FL D, COM E SEM O USO DO DISCO PROPRIOCEPTIVO

Os resultados do nosso estudo indicam uma maior ativação muscular média dos músculos TA E e TA D sem o uso dos disco proprioceptivos e uma maior ativação muscular média dos músculos FL E e FL D com o uso do disco proprioceptivo, apesar de não ter apresentado um resultado com relevância estatística.

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Tabela 7 - Ativação muscular média dos músculos TA E, TA D, FL E, FL D, com e sem o uso do disco

proprioceptivo

Ativação Muscular Média - Média (DP) Com Disco Sem Disco Valor p Tibial Anterior Esquerdo 4,30 (3,91) 4,25 (0,47) 0,942

Tibial Anterior Direito 4,04 (2,28) 4,26 (2,90) 0,563 Fibular Longo Esquerdo 5,09 (4,08) 4,72 (4,88) 0,577 Fibular Longo Direito 5,88 (5,60) 5,26 (5,56) 0,443

5.1.8.ANÁLISE DESCRITIVA DA MAIOR ATIVAÇÃO MUSCULAR MÉDIA DOS MÚSCULOS TA E, TA D, FL E, FL D, DOS EXERCÍCIOS REALIZADOS COM OS OLHOS ABERTOS E FECHADOS

Os resultados do nosso estudo indicam uma maior ativação muscular média do TA E realizando exercícios com os olhos fechados, uma maior ativação muscular média TA D realizando exercícios com os olhos aberto, e uma maior ativação muscular média dos músculos FL E e FLD realizando exercícios com os olhos fechados, porem nenhum resultado apresentou relevância estatística.

Tabela 8 - Ativação muscular média dos músculos TA E, TA D, FL E, FL D, dos exercícios realizados com

os olhos abertos e fechados

Ativação Muscular Média - Média (DP)

Olhos Abertos Olhos Fechados Valor p Tibial Anterior Esquerdo 4,27 (4,34) 4,28 (3,74) 0,986

Tibial Anterior Direito 4,29 (2,71) 3,73 (2,18) 0,147 Fibular Longo Esquerdo 4,68 (4,40) 5,57 (4,65) 0,230 Fibular Longo Direito 5,43 (5,29) 6,03 (6,33) 0,548

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5.2.APRESENTAÇÕES DAS ANOVAS DO PROTOCOLO SEBT

5.2.1.RESULTADOS DAS DIREÇÕES PARA MEMBRO INFERIOR DIREITO

5.2.1.1.DISTÂNCIA ANTERIOR

Na distância anterior do SEBT, foram observadas diferenças significativa na interação coletas do grupo intervenção x grupo do grupo controle (p=0,003). Os contrastes realizados no efeito Coletas demonstraram que, no grupo controle, não houve diferença significativa entre nenhuma coleta (p>0,0031). No grupo intervenção, foram observadas diferenças entre as coletas 1 e 4 (p=0,002) e entre as coletas 2 e 4 (p<0,000). Os contrastes da interação entre os momentos de coletas 1,2,3 4 Coletas x Grupo demonstraram diferenças significativas entre os grupos na coleta 3 (p=0,003) e na coleta 4 (p=0,001). A tabela 9 demonstra os valores de média e desvio-padrão de cada coleta, nos 2 grupos do estudo.

Tabela 9 - Análise descritiva da comparação da distância anterior do SEBT entre o grupo controle e

intervenção do MMIID

Anterior Membro Inferior Direito Controle Anterior Membro Inferior Direito Intervenção

Mínimo Máximo Média

Desvio-Padrão Mínimo Máximo Média

Desvio-Padrão Coleta 1 52,50 85,00 65,33 7,39 Coleta 1 51,67 85,00 67,94* 10,24 Coleta 2 52,50 82,50 65,83 7,55 Coleta 2 60,00 86,67 69,33* 8,47 Coleta 3 50,00 82,50 65,17† 7,65 Coleta 3 60,00 90,00 71,64† 8,51 Coleta 4 52,50 82,50 66,08† 7,73 Coleta 4 58,33 90,00 73,65*† 9,62

*  diferenças  encontradas  nos  contrastes  do  efeito  principal  coletas  (p<0,0031)  

diferenças encontradas nos contrastes da interação coletas x grupo (p<0,0031)

O Gráfico da figura 13 mostra a comparação dos resultados do grupo intervenção e grupo controle nas coletas 1,2,3 e 4.

Imagem

Figura 8 – Joseph H. Pilates realizando exercícios de equilíbrio no Reformer  Adaptado de fonte própria
Figura 10 – Star Excursion Balance Teste (SEBT)  Adaptado de fonte própria
Tabela 9 - Análise descritiva da comparação da distância anterior do SEBT entre o grupo controle e  intervenção do MMIID
Figura 13 - Comparação entre coletas e grupos da distância anterior do MMIID
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Referências

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