Redes GMPLS Baseadas em Comprimento de Onda e Códigos Ópticos
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(2) Redes GMPLS baseadas em comprimento de onda e códigos ópticos. (BANERJEE et al., 2001). Dessa forma, neste trabalho é analisado o desempenho de uma rede totalmente óptica GMPLS, empregando como labels comprimentos de onda e códigos ópticos ortogonais, OOC (Optical Orthogonal Code). O restante deste artigo está organizado da seguinte forma: na Seção II, é ilustrada a arquitetura que vem sendo proposta por alguns autores. Na Seção III, comenta-se a implementação dos labels. Na Seção IV, é apresentada a metodologia empregada para análise do desempenho da rede. Na Seção V, são ilustrados e discutidos os resultados obtidos e, finalmente, na Seção VI, são comentadas as principais conclusões.. 2 Arquitetura e Funcionamento da Rede A Figura 1 ilustra a dinâmica de funcionamento deste tipo de rede (BLUMENTHAL et al., 2000; WEN; ZHANG; CHEN, 2002). Na Figura 1(a), observa-se que os pacotes IP gerados por uma fonte (Roteador A) são roteados de forma convencional até o roteador óptico de ingresso (OXC) no núcleo da rede. Neste roteador adiciona-se um label aos pacotes, os demais roteadores da rede farão o roteamento e o encaminhamento desses pacotes, por meio do processamento e troca óptica dos labels formando um caminho virtual LSP (Label Switched Path) entre o roteador de ingresso e o roteador de egresso. No roteador egresso (Roteador B), ocorre a remoção do label. A Figura 1(b) descreve os elementos da camada física da rede óptica e a hierarquia de roteamento e encaminhamento: os pacotes IP gerados são inicialmente encapsulados com o seu label pela camada de adaptação GMPLS. Esta camada de adaptação também converte o pacote e o label encapsulado para o comprimento de onda especificado pela tabela de roteamento local, então uma camada. óptica de multiplexação irá efetuar a multiplexação do sinal para a transmissão na fibra óptica. Muitas técnicas de multiplexação podem ser empregadas sozinhas, ou em conjunto, nesta etapa, como: WDM, compressão de pacotes por multiplexação óptica no domínio do tempo OTDM (Optical Time Division Multiplexing) e multiplexação óptica por divisão de código OCDM (Optical Code Division Multiplexing). No núcleo da rede, os CrossConnects WDM (OXC), realizarão as funções de roteamento e encaminhamento. A arquitetura desses OXCs é dividida em componentes de controle e componentes encaminhamento. Nos componentes de controle, algoritmos de roteamento estabelecem novos labels e comprimentos de onda para a formação de tabelas de roteamento. As tabelas de roteamento são geradas pelo mapeamento do endereçamento IP em labels e comprimentos de onda que são distribuídas na rede por meio de protocolos de roteamento, como OSPF (Open Short Path First), ou por protocolos separados como LDP (Label-Distributed Protocol). Os componentes de encaminhamento são responsáveis pela troca do label original para o novo label, que designa uma nova interface de saída do OXC e a conversão física dos pacotes e do label para um novo comprimento de onda. O processo reverso de multiplexação óptica, adaptação e roteamento eletrônico é realizado no roteador de egresso. A incorporação de um label no sinal transmitido pode ocorrer de quatro formas (BLUMENTHAL et al., 2000; KITAYAMA; MURATA, 2003; WEN; ZHANG; CHEN, 2002): - Slot de tempo; - Comprimento de onda; - Subportadora de RF (RádioFrequência); - Multiplexação óptica por divisão de código (OCDM); Para obter uma boa performance da rede óptica, os labels devem apresentar as seguintes características:. (a) 46. DURAND, F. R.; MOSCHIM, E. / UNOPAR Cient., Ciênc. Exatas Tecnol., Londrina, v. 4, p. 45-52, nov. 2005.
(3) Redes GMPLS baseadas em comprimento de onda e códigos ópticos. (b) Figura 1. (a) Rede óptica GMPLS (b) Esquema de encaminhamento empregando labels. não consumir recursos da rede destinados à transmissão de dados; a troca de labels deve ser realizada de maneira simples e, no domínio óptico, finalmente, os labels devem ser imunes ao acúmulo de distorções provenientes de dispersão, jitter e interferência de outros labels. De forma geral, esses métodos de obtenção de labels apresentam algumas vantagens e desvantagens. O método que vem sendo largamente empregado é o da subportadora (BLUMENTHAL et al., 2000), pois esse método, por um lado, não ocupa largura de banda destinada ao tráfego de dados e, por outro, apresenta transparência, pois a taxa de transmissão do label e a modulação independem da taxa de transmissão de dados. Novos progressos, porém, na multiplexação óptica por divisão de código (OCDM) (KITAYAMA; WADA; SOTOBAYASHI, 2000) estão abrindo uma nova perspectiva para a utilização de códigos ópticos como labels. O principal progresso foi a eliminação de operações lógicas no processamento dos códigos ópticos, requerendo, desse modo, somente correlação óptica. Assim, os roteadores ópticos podem ser implementados empregando somente dispositivos passivos (KITAYAMA; WADA; SOTOBAYASHI, 2000), eliminando algumas dificuldades que existem no processamento de pacotes no domínio óptico, como tempo de sincronização, resolução de contenção, falta de armazenamento óptico, etc.. (YAO; MUKHERJEE, 2000).. 3 Arquitetura de Roteamento Empregando OCDM 3.1 Princípio da Multiplexação optica por Divisão de Código (OCDM) A tecnologia OCDM possui analogia com a tecnologia de spread spectrum de múltiplo acesso por divisão de código, CDMA (Code Division Multiplexing Access) empregada em comunicações sem fio. Em contraste, porém, com as técnicas baseadas no espalhamento em. freqüência adotadas em CDMA, na tecnologia OCDM emprega-se o espalhamento no tempo (KITAYAMA; WADA; SOTOBAYASHI, 2000). Em geral, os esquemas de codificação OCDM são classificados em coerentes e não coerentes, dependendo do grau de coerência da fonte de luz empregada. No entanto, a principal diferença entre esses sistemas é que nos sistemas não coerentes empregam-se códigos ópticos unipolares, obtidos por modulação em intensidade; já nos sistemas coerentes, empregam-se códigos ópticos bipolares, obtidos por modulação por mudança de fase. Assim, os códigos unipolares apresentam uma pseudoortogonalidade e possuem uma relação sinal/ruído de interferência menor, SIR (signal-to-interference noise ratio), que os códigos bipolares empregados em sistemas coerentes. Essa característica fornece um ganho muito alto de processamento aos sistemas coerentes, porém, as dificuldades de implementação dos sistemas coerentes os tornam ainda inviáveis. A seleção do tipo de código empregado consiste de uns dos elementos-chave do OCDM, pois os códigos devem apresentar baixa correlação cruzada para aumentar a isolação entre os canais. Diversas formas de códigos vêm sendo estudadas e empregadas, como códigos ópticos ortogonais OOC (Optical Orthogonal Codes), códigos primos, seqüência M, entre outros (ZHANG; JI; CHEN, 1999). Os códigos OOC são largamente empregados em função de seus valores de auto-correlação e correlação cruzada (ZHANG; JI; CHEN, 1999). Nesse tipo de codificação, os bits transmitidos são modulados por OOC no domínio do tempo: para cada bit “1”, que é transmitido, um código OOC é enviado e, quando o bit “0” é transmitido, nenhum código é enviado ou envia-se a forma complementar do código OOC. Neste trabalho, os códigos OOC são empregados para formar em conjunto com os comprimentos de onda os labels ópticos que serão roteados e encaminhados na rede. O crosstalk entre os labels OOC, neste caso, é fornecido principalmente pela interferência de acesso. DURAND, F. R.; MOSCHIM, E. / UNOPAR Cient., Ciênc. Exatas Tecnol., Londrina, v. 4, p. 45-52, nov. 2005. 47.
(4) Redes GMPLS baseadas em comprimento de onda e códigos ópticos. múltiplo MAI (Multiple-Access Interference); em algumas configurações de roteadores (WEN; ZHANG; CHEN, 2002), porém, empregam-se dispositivos para efetuar a sua supressão. Neste trabalho serão empregados códigos com peso 5 e 10 e comprimento 800 e 1500, respectivamente. Para esta configuração de códigos já se demonstrou a existência de roteadores que suportam 12 códigos por comprimento de onda com uma taxa de erro de conversão de código aceitável de 10-9 (WEN; ZHANG; CHEN, 2002).. 3.2 Estrutura do roteador A estrutura básica do roteador óptico é ilustrada na Figura 2. Este tipo de roteador caracteriza-se por processar os label no domínio óptico, em que a leitura e troca de labels são feitas de forma ultra-rápida. Na Figura 3, detalha-se como ocorre o processo de leitura e troca dos labels. A informação que chega ao roteador vem rotulada pelo comprimento de onda e pelo código OOC. O código OOC será decodificado pelo filtro óptico que fará a correlação e o encaminhamento para a interface de saída onde deve ser comutados a informação e o label. Esta estrutura genérica pode ser mais bem detalhada em (KITAYAMA; MURATA, 2003) e (KITAYAMA; WADA; SOTOBAYASHI, 2000). 4 Método de Análise Nesta etapa de trabalho, a análise de desempenho das redes ópticas emprega o modelo analítico proposto em (BARRY; HUMBLET, 1996) para AON (All Optical Network) e estendido para o caso de redes empregando. roteamento por labels OOC e comprimento de onda (WEN; ZHANG; CHEN, 2002). Este modelo foi escolhido em função da sua simplicidade e precisão nos resultados quando comparado com outros métodos analíticos descritos por Birmam (1996), Kovaèeviæ e Acampora (1996) e Subramaniam, Azizoðlu e Somani (1996). Posteriormente serão empregadas técnicas numéricas para a análise de performance dessas redes. Foi considerada uma rede com L comprimentos de onda e C códigos por comprimento de onda; desta forma existem em cada link L x C canais e assume-se que cada canal possua um tráfego uniforme ρ. Analisa-se, basicamente, o estabelecimento de três tipos de LSP: – LSP sem conversão de comprimento de onda: Neste tipo de LSP os roteadores empregam somente a conversão de códigos ópticos e a restrição encontrada é a manutenção do mesmo comprimento de onda entre todos LSRs. Neste caso, a probabilidade de bloqueio é dada por (WEN; ZHANG; CHEN, 2002):. (. Pb = ∏ 1 − (1 − ρ C ) L. l =1. H. ). (1). onde H é o número de enlaces percorridos pela LSP. – LSP com conversão de comprimento de onda: Neste tipo de LSP, os roteadores empregam somente a conversão de comprimento de onda e a restrição encontrada é a manutenção dos mesmos códigos ópticos entre todos LSRs. Neste caso a probabilidade de bloqueio é dada por (WEN; ZHANG; CHEN, 2002):. Figura 2. Comutador Óptico.. Figura 3. Núcleo do Comutador (Ri). 48. DURAND, F. R.; MOSCHIM, E. / UNOPAR Cient., Ciênc. Exatas Tecnol., Londrina, v. 4, p. 45-52, nov. 2005.
(5) Redes GMPLS baseadas em comprimento de onda e códigos ópticos. (. Pb = 1 − 1 − ρ C × L. ). H. (2). número de labels de comprimentos de onda e labels OOC. Considerou-se uma rede com 100 nós. Neste estudo, foi mantido o número de labels igual a 32 por. – LSP com conversão de código e comprimento de onda: Neste tipo de LSP, os roteadores empregam tanto a conversão de códigos como a conversão de comprimento de onda. Entretanto, o custo dos conversores de comprimento de onda é maior do que dos conversores de códigos ópticos; desta forma deve-se efetuar um balanço entre custo e performance para a utilização de conversores de comprimento de onda. Neste caso a probabilidade de bloqueio é dada por (WEN; ZHANG; CHEN, 2002):. Pb = 1 − ∏ (1 − P{S K = 0}) L. (3). l =1. onde. (. P {S K = 0} = 1 − (1 − ρ C ). ). l L. (4). sendo l o número de sub-segmentos na LSP.. Figura 4. Probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs em função carga do link.. 5 Resultados A análise de resultados tem início com o cálculo da probabilidade de bloqueio do estabelecimento de LSPs, considerando somente a conversão de labels formados por códigos ópticos e será respeitada a restrição da continuidade de comprimento de onda. A Figura 4. ilustra a probabilidade de bloqueio em função da carga do link para uma rede com 100 nós e 48 comprimentos de onda. Por meio da Figura 4, observa-se que o aumento do número de labels OOC aumenta a capacidade de utilização da rede. Por exemplo, para a probabilidade de bloqueio de 10-20, o aumento de labels OOC de 4 para 12 reflete um possível aumento da carga do link de 0,26 para 0,65. Assim, o aumento do número de labels OOC representa uma alternativa para a expansão da capacidade da rede. Para melhor ilustrar este conceito, a Figura 5 mostra a probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs em função do número de labels OOC para uma rede com 100 nós e com uma carga de link de 0,3. Observando a Fig.5, verifica-se que a probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs decresce rapidamente a partir da utilização de 3 labels OOC. Este comportamento pode ser mais bem analisado realizando uma comparação com uma rede de 100 nós e carga de link igual a 0,3 que possui capacidade de conversão de comprimento de onda em todos os nós. Se esta rede empregar 16 labels de comprimento de onda, obtém-se uma probabilidade de bloqueio de 10-6. Esta mesma probabilidade de bloqueio poderia ser obtida utilizando 16 labels de comprimento de onda e 4 labels OOC sem utilizar nenhum conversor de comprimento de onda na rede. Verifica-se, pois, que a configuração do número de labels de comprimentos de onda e labels OOC constitui um elemento de projeto que deve ser considerado neste tipo de rede. Desta forma, na Figura 6, ilustra-se o estudo da probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs em função do. Figura 5. Probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs em função número de labels OOC.. Figura 6. Probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs em função carga do link.. DURAND, F. R.; MOSCHIM, E. / UNOPAR Cient., Ciênc. Exatas Tecnol., Londrina, v. 4, p. 45-52, nov. 2005. 49.
(6) Redes GMPLS baseadas em comprimento de onda e códigos ópticos. link (número de labels de comprimento de onda × número de labels OOC = 32). Esta manutenção no número total de labels foi realizada para mostrar o desempenho da rede com um número limitado de recursos de roteamento. Por meio da Figura 6, observase que os labels OOC causam um impacto na diminuição da probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs muito maior que os labels de comprimento de onda. Este comportamento pode ser ilustrado observando que, para uma carga de link de 0,3, empregando 32 labels de comprimento de onda e 1 label OOC, a probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs é aproximadamente 1. Por outro lado, se para a mesma carga de link, forem empregados 4 labels de comprimento de onda e 8 labels OOC, a probabilidade de bloqueio chegará a 10-7. Assim, o emprego de labels OOC pode ser utilizado como estratégia de expansão da capacidade de redes ópticas WDM que estejam migrando para a arquitetura GMPLS. A forma mais convencional de aumentar a performance das redes WDM, porém, é a distribuição de conversores de comprimento de onda ao longo da rede (SUBRAMANIAM, 1996). Mostra-se na Figura 7. a probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs em função da carga do link para uma rede de 100 nós, 8 comprimentos de onda e 4 códigos ópticos por link. Foram analisadas as redes com fatores de conversão de comprimento de onda de 0,3, 0,6 e 1. O fator de conversão é dado por:. Fator de Conversão =. K −1 H −1. (5). em que K representa o número de nós com capacidade de conversão de comprimento de onda e H é o número total de nós da rede. O fator de conversão representa a capacidade dos nós da rede de efetuarem a conversão comprimento de onda e se considera que os conversores estejam uniformemente distribuídos pela rede (SUBRAMANIAM; AZIZOÐLU; SOMANI, 1996). O resultado obtido na Figura 7 ilustra que o emprego de conversores de comprimento de onda melhora o desempenho das redes ópticas como também já foi ilustrado por Barry e Humblet (1996) e Subramaniam, Azizoðlu e Somani (1996). Para melhor analisar o impacto dos conversores de comprimento de onda em redes GMPLS, que empregam labels de comprimento de onda e labels OOC, ilustra-se na Fig. 8. a probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs, em função do fator de conversão de comprimento de onda, considerando uma rede com 100 nós e 8 comprimentos de onda. A Figura 8 mostra que o aumento do fator de conversão diminui a probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs. Porém, também se observa que o aumento de labels OOC tem um grande impacto na diminuição da probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs. Isto pode ser ilustrado, por exemplo, considerando um fator de conversão igual a 0,6. Neste caso, a probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs diminui de 10-11 para 10-17 quando se aumenta o número de labels OOC de 8 para 12. Por meio da Figura 8, também é possível observar que mesmo que a rede possua capacidade de 50. efetuar a conversão de comprimentos de onda em todos os nós, o aumento do número de labels OOC possui um impacto maior na diminuição da probabilidade de bloqueio. Por exemplo, a probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs para uma rede com 4 labels OOC e capacidade de conversão de comprimento de onda em todos os nós da rede é de 10-5; por outro lado, uma rede com 8 labels OOC, sem capacidade de conversão de comprimento de onda em nenhum nó da rede, apresentará uma probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs de 10-8. Portanto, a utilização de labels OOC em conjunto com conversores de códigos ópticos pode representar uma alternativa para expansão da rede. O emprego de conversores de comprimento de onda constitui um elemento de alto custo nas redes ópticas, tendo em vista que seu custo é superior aos conversores de códigos ópticos.. Figura 7. Probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs em função carga do link para valores distintos de fator de conversão.. Figura 8. Probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs em função do fator de conversão para valores distintos de labels OOC.. DURAND, F. R.; MOSCHIM, E. / UNOPAR Cient., Ciênc. Exatas Tecnol., Londrina, v. 4, p. 45-52, nov. 2005.
(7) Redes GMPLS baseadas em comprimento de onda e códigos ópticos. 5 Conclusões Neste trabalho apresenta-se uma análise de redes ópticas GMPLS (Generalized Multiprotocol Label Switching), que empregam labels de comprimento de onda e códigos ópticos OOC (Optical Orthogonal Code) para a comutação e roteamento no domínio óptico. Nesta análise foram apresentadas as vantagens do emprego de labels compostos por códigos ópticos bem como a arquitetura de rede utilizada. Como resultados obtidos observou-se que o emprego de labels OOC juntamente com conversores de códigos ópticos tem um maior impacto na diminuição da probabilidade de bloqueio de estabelecimento de LSPs (Label Switched Path) quando comparado com o emprego de conversores de comprimento de onda. Nesta etapa de trabalho, considerou-se LSPs formados por meio de caminhos ópticos virtuais baseados em comprimento de onda e códigos ópticos, que equivalem à rede comutada por meio de circuitos ópticos. As próximas investigações se concentrarão na análise de redes com arquitetura GMPLS que utilizam labels baseados em comprimento de onda e códigos ópticos para comutação na forma de pacotes e rajadas.. Referências BANERJEE, A. et al. Generalized Multiprotocol Label Switching: An Overview of Routing and Management Enhancements. IEEE Communications Magazine, p. 144-150, Jan. 2001. BARRY, R.; HUMBLET, P., Model of Blocking Probability in All-Optical Network with and without Wavelength Charges. IEEE Journal on Selected Areas in Communication, v. 14, p. 858, 1996. BIRMAN, A. Computing Approximate Blocking Probabilities for a Class of All-Optical Networks. IEEE Journal on Selected Areas in Communication, v. 14, n. 5, p. 852-857, Jun. 1996. BLUMENTHAL, D. et al. All-Optical Label Swapping. Networks and Technologies. Journal of Lightwave Technology, v. 18, n. 12, p. 2058-2075, Dec. 2000. LIU, K. et al. Performance and Testbed Study of Topology Reconfiguration in IP over Optical Networks. IEEE Transactions on Communications, v. 50, n. 10, Oct. 2002. MURTHY, C. S. Ram; GURUSAMY, M. WDM Optical Networks: Concepts, Design, and Algorithms. [New Jersey]: Prentice Hall, Upper Saddle River, 2002. Cap. 1. KITAYAMA, K.; MURATA, M. Versatile Optical CodeBased MPLS for Circuit, Burst, and Packet Switchings, Journal of Lightwave Technology, v. 21, n. 11, p. 27532764, Nov. 2003. KITAYAMA, K., WADA, N.; SOTOBAYASHI, H. Architectural Considerations for Photonic IP Router Based upon Optical Code Relation. Journal of Lightwave Technology, v. 18, n. 12, p. 1834-1844, Dec. 2000. KOVAÈEVIÆ, M.; ACAMPORA, A. Electronic Wavelength Translation in All-Optical Clear-Channel Networks. IEEE Journal on Selected Areas in Communication, v. 14, n. 5, p. 1161-1169, Jun. 1996. YAO, S.; MUKHERJEE, B. Advance in photonic packet switching: An Overview. IEEE Communications Magazine, p. 84-93, Fev. 2000. SUBRAMANIAM, S.; AZIZOÐLU, M.; SOMANI, A. AllOptical Networks with Sparse Wavelength Conversion. IEEE/ACM Transactions on Networking, v. 4, n. 4, p. 544-557, Aug. 1996. WEN,Y. G.; ZHANG, Y.; CHEN, L. K. On Architeture and Limitation of Optical Multiprotocol Label Switching (MPLS) Networks Using Optical-Orthogonal-Code (OOC)/Wavelength Label. Optical Fiber Technology, v. 8, p. 43-70, 2002. ZHANG, X.; JI, Y.; CHEN, X., Code Routing Technique in Optical Network. Beijing, China: APCC/OECC, Oct. 1999.. DURAND, F. R.; MOSCHIM, E. / UNOPAR Cient., Ciênc. Exatas Tecnol., Londrina, v. 4, p. 45-52, nov. 2005. 51.
(8) Redes GMPLS baseadas em comprimento de onda e códigos ópticos. Este artigo consiste de uma versão estendida dos seguintes trabalhos apresentados em congressos: F. Durand e E. Moschim, “Análise de redes ópticas GMPLS empregando labels de comprimento de onda e códigos ópticos”, MOMAG (11º SBMO - Simpósio Brasileiro de Microondas e Optoeletrônica e a 6º CBMag - Congresso Brasileiro de Eletromagnetismo), São Paulo, 16 e 19 de agosto de 2004. (Anais em CD ROM). F. Durand e E. Moschim, “Análise de redes WDM/OCDM”, 21º Simpósio Brasileiro de Telecomunicações, Belém, 6 a 9 de setembro de 2004. (Anais em CD ROM).. Fábio Renan Durand* Doutorando em Engenharia Elétrica (UNICAMP). Mestre em Engenharia Elétrica (USP/São Carlos). Docente na Universidade Norte do Paraná (UNOPAR). e-mail: <[email protected]>. Edson Moschim Doutor em Eletrônica pela Université Paris Sud (SUPELEC), França. Docente na Faculdade de Engenharia Elétrica, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). e-mail: <[email protected]> * Endereço para correspondência: Rua Tiete, 1206, Vila Nova, CEP 86025-230 Londrina, Paraná, Brasil.. 52. DURAND, F. R.; MOSCHIM, E. / UNOPAR Cient., Ciênc. Exatas Tecnol., Londrina, v. 4, p. 45-52, nov. 2005.
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