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Álgebra Moderna (Hygino H. Domingues e Gelson Iezzi)

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(1)

Livro: ´

Algebra Moderna - Editora Atual

(Higino H. Domingues e Gelson Iezzi)

[email protected] Atualizado dia 10/06/2017

Solucion´ario da 4aedi¸c˜ao do livro de ´Algebra Moderna dos autores Higino H. Domingues e Gelson Iezzi. Um dos melhores livros de ´algebra moderna em portuguˆes. At´e porque existem poucos t´ıtulos semelhantes em nossa l´ıngua, j´a que a produ¸c˜ao de livros did´aticos (principalmente para n´ıvel de gradua¸c˜ao e p´os), ´e um mercado pouco lucrativo.

Para quem desejar; uma c´opia do livro do Higino pode ser baix-ada em https://pt.scribd.com/doc/74399512/Algebra-Moderna-Domingues-Iezzi.

A expectativa ´e que seja respondido um cap´ıtulo do livro por mˆes. Contudo, pode haver atrasos, uma vez que dig-itar todo o texto consome mais tempo do que resolver os exerc´ıcios. De todo, modo n˜ao deixe de acompanhar este documento no link a seguir para obter todas as atualiza¸c˜oes. www.number.890m.com

(2)

1.1 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 13 `A 16 . . . 3

1.2 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 25 `A 28 . . . 20

2 Introdu¸c˜ao a Aritm´etica dos N´umeros Inteiros 34 2.1 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 33 . . . 34 2.2 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 38 `A 39 . . . 39 2.3 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 44 `A 45 . . . 51 2.4 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 48 `A 49 . . . 57 2.5 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 52 . . . 64 2.6 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 61 `A 62 . . . 71

3 Rela¸c˜oes, Opera¸c˜oes, Aplica¸c˜oes 85 3.1 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 70 `A 71 . . . 85 3.2 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 75 `A 76 . . . 92 3.3 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 77 . . . 99 3.4 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 79 . . . 103 3.5 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 81 `A 82 . . . 111 3.6 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 84 . . . 123 3.7 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 87 . . . 130 3.8 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 88 . . . 137 4 Grupos e Subgrupos 145 4.1 EXERC´ICIOS DA P´AGINA 155 `A 160 . . . 145 5 Agradecimentos 183

(3)

1

No¸

oes Sobre Conjuntos e Demonstra¸

oes

1.1 EXERC´ICIOS DA P ´AGINA 13 `A 16

1. Considere os seguintes subconjuntos de R (aqui considerado como conjunto universo): A = {x ∈ R|x2 < 4},

B = {x ∈ R|x2− x ≥ 2}, C = {1/2, 1/31/4, ...} e D = {x ∈ R| − 2 < x < −1}.

Classifique cada rela¸c˜ao seguinte como verdadeira ou falsa e justifique.

a) Ac ⊂B b) A∩B = D c) C⊂Bc d) B∪A⊃C e) C∩D6= Ø Solu¸c˜ao de a:

Observe que exceto pelo conjunto C, todos os conjuntos est˜ao sendo caracterizados por meio de uma inequa¸c˜ao.

B = {x ∈ R | x inequa¸c˜ao}

Normalmente a resolu¸c˜ao de problemas que envolvem opera¸c˜oes entre conjuntos, em que os conjuntos s˜ao caracterizados por uma inequa¸c˜ao, depende da passagem do conjunto de sua nota¸c˜ao entre chaves para a sua representa¸c˜ao como intervalo. Veja:

Para expressar o conjunto A como intervalo primeiro resolvemos a inequa¸c˜ao que carac-teriza o conjunto. x2< 4 x < 2 ou x > −2 Logo A ´e o intervalo (−2, 2). -2 2 Conjunto A

(4)

-2 2

Conjunto Ac Ac = {x ∈ R | x > 2 ou x < −2}.

Vamos agora determinar o conjunto B em termos de intervalo.

Assim como feito anteriormente primeiro resolvemos a inequa¸c˜ao que caracteriza o con-junto.

x2− x ≥ 2 ⇒ x ≥ 2 ou x ≤ −1

Logo B ´e a uni˜ao dos intervalos (−∞, −1] ∪ [2, ∞).

-1 2

Conjunto B

Comparando agora o intervalo que representa o conjunto Ac e o intervalo que representa o conjunto B, verificamos que Ac ⊂ B.

-2 2

Conjunto Ac sobre o conjunto B

Portanto a afirma¸c˜ao ´e VERDADEIRA. Solu¸c˜ao de b:

Como j´a foi demonstrado os conjuntos A e B podem ser representado por intervalos. B = [2, ∞) ∪ (−∞, −1]

A = (-2, 2)

(5)

A ∩ B = (−2, −1]

Note que −1 ∈ A ∩ B, contudo −1 /∈ D. Assim, a afirmativa ´e FALSA. Solu¸c˜ao de c:

Se B = [2, ∞) ∪ (−∞, −1] ent˜ao Bc = (−1, 2).

Note que o maior termo de C ´e maior que zero e todos os seus termos s˜ao n˜ao nulos, ou seja est˜ao entre 0 e 1. Como (0, 1) ∈ Bc ent˜ao a afirmativa ´e VERDADEIRA.

Solu¸c˜ao de d:

B∪A = R. Assim a afirmativa ´e VERDADEIRA. Solu¸c˜ao de e:

Todos os elementos de D s˜ao negativos, ao passo que todo elemento de C s˜ao positivos. Assim, n˜ao existe interse¸c˜ao entre eles, isto ´e C∩D = Ø.

Assim, a afirmativa ´e FALSA.

2. Construa um exemplo envolvendo dois conjuntos, B e C, para os quais se verifiquem as seguintes rela¸c˜oes: Ø ∈ C, B ∈ C, B ⊂ C.

Solu¸c˜ao:

C = {Ø, 1, {1}, {1, 2} } e B = {1}.

3A. Descubra conjuntos A, B e C, tais que B 6= C e A ∪ B = A ∪ C. Solu¸c˜ao de a:

Se A = B = {1} e C = Ø (o que cumpre a condi¸c˜ao de C 6= B), ent˜ao: {1} ∪ {1} = {1} ∪ Ø

{1} = {1}

Outra solu¸c˜ao seria A = {1, 2, 3, 4}, B = {4, 5} e C ={3, 4, 5}

(6)

Solu¸c˜ao de b:

Neste caso se A = Ø, C = {2} e B = {1} ent˜ao: A ∩ B = A ∩ C

Ø ∩ {1} = Ø ∩{2} Ø = Ø

Outra solu¸c˜ao seria A = {1, 2, 3, 4, 5}, B = {4, 5, 6, 7} e C ={4, 5, 6, 7, 8}

4. Se A, B e C s˜ao conjuntos tais que A ∪ B = A ∪ C e A ∩ B = A ∩ C, prove que B = C.

Solu¸c˜ao:

A prova da igualdade entre conjuntos na maioria das vezes consiste em:

1◦ Passo: Tomar um elemento gen´erico do lado direito da igualdade e mostrar que ele pertence tamb´em ao lado esquerdo;

2◦ Passo: Tomar um elemento gen´erico do lado esquerdo da igualdade e mostrar que ele pertence tamb´em ao lado direito;

3◦ Passo: Evocar a propriedade anti-sim´etrica.

A conclus˜ao do primeiro passo implica na inclus˜ao do conjunto a direita da igualdade no conjunto a esquerda. Enquanto a conclus˜ao do segundo passo implica na inclus˜ao do conjunto a esquerda da igualdade no conjunto a direita.

O terceiro passo usa as duas implica¸c˜oes dos passos anteriores para garantir a igualdade. (1◦ Passo) Se b ∈ B ent˜ao b ∈ A ∪ B. Como por hip´otese A ∪ B = A ∪ C ent˜ao b ∈ A ou b ∈ C ou b pertence a ambos.

Se b ∈ A, ent˜ao b ∈ A ∩ B. Como por hip´otese A ∩ B = A ∩ C ent˜ao b ∈ C. Assim, todo elemento de B ´e tamb´em elemento de C.

Se b ∈ C ou a ambos (A e C) a mesma conclus˜ao ´e imediata.

(2◦ Passo) Se c ∈ C ent˜ao c ∈ A ∪ C. Como por hip´otese A ∪ C = A ∪ B ent˜ao c ∈ A ou c ∈ B ou c pertence a ambos.

Se c ∈ A, ent˜ao c ∈ A ∩ C. Como por hip´otese A ∪ C = A ∪ B ent˜ao c ∈ B. Assim, todo elemento de C ´e tamb´em elemento de B.

(7)

(3◦ Passo) Como todo elemento de B pertence a C (passo 1) e vice-versa (passo 2) ent˜ao pela propriedade anti-sim´etrica fica provado que B = C.

5. Sejam A e B conjuntos tais que A ∪ B = A ∩ B. Prove que A = B. Solu¸c˜ao por absurdo:

Na quest˜ao anterior foi mostrada uma t´ecnica para a demonstra¸c˜ao de igualdade entre conjuntos. Nessa quest˜ao vamos usar a prova por absurdo.

Suponha por absurdo que A 6= B. Ent˜ao existe um a ∈ A e n˜ao pertencente a B, ou um b ∈ B e n˜ao pertencente a A.

Se a ∈ A e n˜ao pertence a B ent˜ao a ∈ A ∪ B. Como por hip´otese A ∪ B = A ∩ B ent˜ao a ∈ B o que resulta em absurdo.

Racioc´ınio an´alogo se desenvolve para b ∈ B.

6. Se A e B s˜ao conjuntos arbitr´arios, demonstre as seguintes propriedades conhecidas como leis de absor¸c˜ao.

a) A ∩ (A ∪ B) = A b) A ∪ (A ∩ B) = A Solu¸c˜ao de a:

Se x ∈ A ∩ (A ∪ B) ent˜ao x ∈ A. Ou seja, todo elemento de A ∩ (A ∪ B) pertence a A.

Se a ∈ A ent˜ao tamb´em pertence a (A ∪ B) e portanto A ∩ (A ∪ B). Assim, todo elemento de A pertence a A ∩ (A ∪ B).

Como todo elemento de A est´a contido em A ∩ (A ∪ B) e vice versa pela propriedade anti-sim´etrica fica provado a igualdade.

Solu¸c˜ao de b:

Se x ∈ A ∪ (A ∩ B) ent˜ao x ∈ A. Ou seja, todo elemento de A ∪ (A ∩ B) tamb´em pertence a A.

Se a ∈ A ent˜ao a ∈ A ∪ (A ∩ B). O que implica no fato de que todo elemento de A pertence a A ∪ (A ∩ B).

(8)

anti-sim´etrica fica provado a igualdade.

7. Dado um conjunto A, chama-se conjunto das partes de A e indica-se por P(A) o conjunto de todos os subconjuntos de A. Por exemplo, se A = {1, 2}, ent˜ao P(A) = {Ø, {1}, {2}, {1, 2}}

a) Determine P(A) quando A = {Ø, 1, {1}}.

b) Prove que se um conjunto A tˆem n elementos ent˜ao P(A) tˆem 2n elementos. c) Se o n´umero de subconjuntos bin´arios (formados de dois elementos) de um conjunto dado ´e 15, quantos subconjuntos tˆem esse conjunto?

Solu¸c˜ao de a:

P(A) = {Ø, {Ø}, {1}, {{1}}, {Ø, 1}, {Ø, {1}}, {1, {1}}, {Ø, 1, {1}} Solu¸c˜ao de b:

Como ensina a an´alise combinat´oria o n´umero de subconjuntos de A com um elemento ´e n1, o n´umero de subconjuntos com dois elementos ´e n

2, e etc.

Usando os n´umeros n0 e nn para contar o conjunto vazio e o pr´oprio A, ent˜ao o total de subconjuntos de A ´e n0 + n1 + n2 + · · · + nn. Mas essa soma, segundo o teorema das linhas1, ´e igual a 2n. Provando a afirma¸c˜ao.

Solu¸c˜ao de c:

O n´umero de subconjuntos bin´arios de um conjunto qualquer ´e igual ao n´umero binomial n

2. Se esse n´umero ´e igual a 15 ent˜ao: n 2  = 15 n! 2!(n − 2)! = 15 n! 2(n − 2)! = 15 n(n − 1)(n − 2)! 2(n − 2)! = 15

1A soma dos n´umeros binomiais de uma mesma linha ´e uma potencia de base 2 cujo expoente ´e a

(9)

n(n − 1)

2 = 15

n(n − 1) = 30 ⇒ n = −5 ou n = 6

Como n ´e o n´umero de elementos do conjunto n˜ao pode ser negativo. Com isso con-clu´ımos que o conjunto em quest˜ao tˆem 6 elementos e portanto, 26= 64 subconjuntos.

8. Para indicar o n´umero de elementos de um conjunto finito X, adotemos a nota¸c˜ao n(X). Mostre ent˜ao que se, A e B s˜ao conjuntos finitos, verifica-se a importante rela¸c˜ao: n(A∪B) = n(A) + n(B) − n(A∩B)

Solu¸c˜ao:

De fato se indicarmos por A’ e B’ respectivamente as partes de A e B formadas pelos elementos que n˜ao est˜ao em A ∩ B ent˜ao n(A ∪ B) = n(A’) + n(A ∩ B) + n(B’). Mas n(A’) = n(A) − n(A ∩ B) e n(B’) = n(B) − n(A ∩ B). Substituindo estas duas ´ultimas igualdades na anterior, obtemos a igualdade proposta.

9. Numa pesquisa a respeito da assinatura das revistas A e B, foram entrevistadas 500 pessoas. Verificou-se que 20 delas assinavam a revista A, 14 a revista B e 4 as duas revistas. Quantas das pessoas entrevistadas n˜ao assinavam nenhuma das revistas?

Solu¸c˜ao:

O diagrama seguinte ilustra a situa¸c˜ao.

20 4 14

A B

O n´umero de asisinates das revistas (independente de qual revista seja ou de quantas), ´e igual a 30, pois

(10)

n(A ∪ B) = 20 + 14 − 4 = 30

Subtraindo este resultado do total de entrevistados (500 − 30), chega-se a resposta final que ´e o total de 470 pessoas.

10. Se A, B e C s˜ao conjuntos finitos, mostre que:

n(A ∪ B ∪ C) = n(A) + n(B) + n(C) − n(A ∩ B) − n(A ∩ C) − n(B ∩ C) + n(A ∩ B ∩ C)

Solu¸c˜ao:

Observe a figura seguinte.

A B A ∩ B C∩B∩A C∩B C∩A C

Nela temos trˆes conjuntos A, B e C que se interceptam mutuamente. Primeiro fazemos a soma dos elementos de cada regi˜ao.

n(A ∪ B ∪ C) = n(A) + n(B) + n(C)

Em seguida subtra´ımos as regi˜oes que s˜ao intercess˜oes.

n(A ∪ B ∪ C) = n(A) + n(B) + n(C) − n(C∩A) − n(C∩B) − n(A∩B)

Nesse processo o n´umero de elementos da regi˜ao (C ∩ B ∩ A) foi subtra´ıda do c´alculo. Assim efetua-se a corre¸c˜ao.

n(A ∪ B ∪ C) = n(A) + n(B) + n(C) − n(C∩A) − n(C∩B) − n(A∩B) + n(C∩B∩A) Reorganizando os elementos e levando em conta que n(A∩C) = n(C∩A), e que assim ocorre para as demais regi˜oes, chega se a conclus˜ao que:

(11)

Obs: Este exerc´ıcio tamb´em pode ser resolvido de modo an´alogo ao utilizado na quest˜ao 8. Contudo, ser´a um processo mais trabalhoso.

11. Define-se a diferen¸ca entre dois conjuntos, A e B da seguinte maneira: A − B = {x|x ∈ A e x /∈ B}.

Ache a diferen¸ca A − B nos seguintes casos: a) A = Q e B = R b) A = R e B = Q c) A ={x ∈ R|2 < x < 5} e B = {x ∈ R|x ≥ 2} d) A =  n n + 1 n = 1, 2, 3, ...  e B =  2n 2n + 1 n = 1, 2, 3, ...  e) A = {x ∈ R|1 < x < 3} e B = {x ∈ R|x2− 3x − 4 > 0} Solu¸c˜ao:

(a) Como Q ⊂ R ent˜ao n˜ao existe nenhum elemento de Q que n˜ao esteja em R. Assim A − B = ∅.

(b) R = Q ∪ I e como Q e I s˜ao conjunto disjuntos ent˜ao A − B = I (c) Observe as retas a seguir:

2 2

5

A primeira reta representa o conjunto A, enquanto a segunda o conjunto B. Pelo desenho podemos notar que A ⊂ B, assim A − B = Ø.

(d) Sabemos que A = { 1/2; 2/3; 3/4; 4/5; 5/6; 6/7... } e B = { 2/3; 4/5; 6/7;... }. Observe que os elementos que est˜ao em A e que n˜ao est˜ao em B s˜ao as fra¸c˜oes cujo numerador s˜ao impares. A − B = { 1/2; 3/4; 5/6; ... } Ou em outras palavras: A − B =  2n − 1 2n n = 1, 2, ... 

(12)

(e) Primeiro vamos resolver a inequa¸c˜ao que caracteriza o conjunto B.

x2− 3x − 4 > 0

⇒ (x − 4)(x + 1) > 0

⇒ (x − 4) > 0 ou (x + 1) > 0

⇒ x > 4 ou x < −1 Assim, a inequa¸c˜ao ocorre quando x > 4 e x < −1. Com base na solu¸c˜ao considere as seguintes retas.

1 3

4 -1

A reta mais acima representa o conjunto A, enquanto a segunda o conjunto B. Pelo esquema ´e f´acil ver que todos os elemento de A n˜ao pertencem a B. Sendo assim A − B = A.

12. Sejam A e B conjuntos finitos tais que n(A∪B) = 40, n(A∩B) = 10 e n(A−B) = 26. Determine n(B−A).

Solu¸c˜ao:

Observe o diagrama

A B

A∩B

Nele tiramos que:

(13)

⇒ 26 = n(A) − 10 ⇒ n(A) = 36 (1) Tamb´em vemos que:

n(A ∪ B) = n(A) + n(B) − n(A ∩ B) ⇒ 40 = n(A) + n(B) − 10

⇒ n(A) + n(B) = 50 (2) E por ultimo

n(B − A) = n(B) − n(A ∩ B) ⇒ n(B − A) = n(B) − 10 (3)

Com (2) e (1) conclu´ımos que n(B) = 14. Usando esse resultado em (3):

n(B − A) = 14 − 10 = 4 Assim, n(B − A) = 4

13. Denomina-se diferen¸ca sim´etrica entre dois conjuntos A e B e denota-se por A∆B o seguinte conjunto: A∆B = (A−B)∪(B−A). Isso posto:

a) Ache a diferen¸ca sim´etrica entre os pares de conjuntos do exerc´ıcio 11. b) Mostre que qualquer que seja o conjunto A, valem A∆Ø = A e A∆A = Ø; c) Mostre que, para quaisquer conjuntos A e B, vale A∆B = B∆A.

Solu¸c˜ao de a:

a) Como visto no exerc´ıcio 11 (A − B) = Ø.

Como R = Q ∪ I e Q e I s˜ao conjuntos disjuntos ent˜ao se existe um r ∈ R tal que r ∈ Q ent˜ao I Sendo assim:

(14)

Portanto, A∆B = (A − B) ∪ (B − A) A∆B = Ø ∪ I A∆B = I b) A − B = I e B − A = Ø, portanto A∆B = (A − B) ∪ (B − A) A∆B = I ∪ Ø A∆B = I c) Observe as retas a seguir:

B A

2 5

Por elas fica evidente que n˜ao existe nenhum ponto do conjunto A que ao mesmo tempo n˜ao esteja contido na reta B. Sendo assim:

A − B = Ø

Contudo, o conjunto de pontos b ∈ B sendo b ≥ 5 est˜ao contidos em B, mas n˜ao em A. Sendo assim: B − A = {x|x ≥ 5} Concluindo que A∆B = (A − B)∪(B − A) A∆B = Ø ∪ {x|x ≥ 5} A∆B = {x| ≥ 5} d) A = {1/2, 2/3, 3/4,...} e B = {2/3, 4/5, ...}. Sendo assim: A – B = {1/2, 3/4, 5/6}

(15)

E B – A = Ø. Logo:

A∆B = {1/2, 3/4, 5/6,...} ∪ Ø A∆B = {1/2, 3/4, 5/6,...} e) Observe as retas a seguir:

B 1 3 A –1 3 A – B = A e B – A = B sendo assim: A∆B = (A–B)∪(B–A) A∆B = A∪B A∆B = (−∞, -1)∪(1,3)∪(4,∞) Solu¸c˜ao de b: Por defini¸c˜ao:

A∆B = (A–Ø)∪(Ø–A)

Dado a ∈ A ent˜ao a /∈ Ø, pois se assim fosse Ø n˜ao seria vazio. Logo todos os elementos de A n˜ao est˜ao em B. Em outras palavras, A–Ø = A

Tamb´em por defini¸c˜ao Ø ⊂A. Sendo assim: (B–A) = Ø. Portanto, A∆B = A ∪ Ø = A.

Analogamente se prova que A∆A = Ø. Solu¸c˜ao de c:

Por defini¸c˜ao A∆B= BδA

(16)

Como na opera¸c˜ao de uni˜ao vale a comutatividade fica provada a afirma¸c˜ao.

14. Sejam A e B subconjuntos de um conjunto U. Prove as seguintes propriedades: a) Se A∩B = Ø e A∪B = U, ent˜ao B = Ac e A = Bc

b) Se A∩B = Ø, ent˜ao B⊂Ac e A⊂Bc. c) B⊂A se, e somente se, Ac⊂Bc. Solu¸c˜ao de a:

Como A∪B = U e A∩B = Ø ent˜ao A e B s˜ao disjuntos. Sendo assim U – A = B e portanto, Ac = B. Analogamente se prova que Bc = A.

Solu¸c˜ao de b:

Como A e B s˜ao subconjuntos de U ent˜ao vamos supor a existˆencia de um conjunto X (vazio ou n˜ao), de modo que X contenha todos os elementos de U que n˜ao est˜ao contidos em A ou B.

Em outras palavras U = A∪B∪X. Chamando de B’ a uni˜ao do conjunto X com o conjunto B ent˜ao, U = A∪B’.

Como por hip´otese A∩B = Ø, e X n˜ao possui nenhum elemento de A, ent˜ao B’∩A = Ø. Esse resultado implica que U – A = B’. Como tamb´em U – A = Acent˜ao B’ = Ac.

Assim tomando um b ∈ B ent˜ao b ∈ B’ (pois B’ = X ∪ B), e como B’ = Ac ent˜ao, b ∈ Ac. Assim todo elemento de B pertence a Ac que implica em B ⊂ Ac

Analogamente se prova que A⊂Bc. Solu¸c˜ao de c:

(⇒) Para facilitar a compreens˜ao da resposta que ser´a dada veja o seguinte diagrama.

B A

X U

Como B⊂A ent˜ao Ac = U – A = X. J´a Bc = (A – B)∪X. Essas afirma¸c˜oes podem ser visualizadas na imagem acima.

(17)

Como Bc= (A – B)∪X ent˜ao X⊂Bc e como Ac = X ent˜ao Ac⊂Bc. C.Q.D2. (⇐) Se U = A∪B∪X ent˜ao Bc= X∪A e Ac = X∪B.

Como por hip´otese Ac ⊂ Bc ent˜ao X∪A ⊂ X∪B que s´o pode ocorrer quando A⊂B. C.Q.D.

15. Prove as seguinte propriedades, evolvendo o conceito de diferen¸ca de conjuntos: a) (A−B)∩(A−C) = A−(B∪C)

b) (A−C)∩(B−C) = (A∩B)−C

c) (A∪B)−B = A se, e somente se, A∩B = ∅ Solu¸c˜ao de b:

• Seja x ∈ (A – C)∩(B – C) vamos mostrar que x ∈ (A∩B) – C.

Se x ∈ (A – C)∩(B – C), ent˜ao x ∈ (A − C) e x ∈ (B − C). Sendo assim pode se afirmar que x ∈ A, x ∈ B e n˜ao pertence a C. Da´ı se conclui que x ∈ A∩B que implica em x ∈ (A∩B) – C.

Isso prova que (A – C)∩(B – C)⊂(A∩B) – C. (1)

• Para provar a inclus˜ao contr´aria agora tomemos x ∈ (A∩B) – C e vamos demostrar que x ∈ (A – C)∩(B – C).

Se x ∈ (A∩B) – C ent˜ao x ∈ (A∩B) e x /∈ C o que implica em x ∈ A e x ∈ B. Sendo assim, x ∈ (A – C) e x ∈ (B – C), ou seja, x ∈ (A – B)∩(A – C).

Isso prova que (A∩B) – C⊂(A – C)∩(B – C). (2)

De (1) e (2) e pela propriedade anti-sim´etrica dos conjuntos fica provado que: (A∩B) – C = (A – C)∩(B – C)

Para mais detalhes de como provar a igualdade entre conjuntos veja o exerc´ıcio 4 desta apostila.

16. Encontre um exemplo para mostrar que pode ocorrer a desigualdade seguinte: A∪(B−C) 6= (A∪B)−(A∪C)

2A sigla C.Q.D significa Como se Queria Demonstrar. Ocorrendo no final de v´arias demonstra¸oes

(18)

Solu¸c˜ao:

Se A = {1, 2, 3, 4}, B = {6} e C = {5, 6, 7} ent˜ao:

A∪(B – C) = {1, 2, 3, 4} ∪ ({6} – {5, 6, 7}) = {1, 2, 3, 4} ∪ ∅ A∪(B – C) = {1, 2, 3, 4} (1)

Considerando agora o 2o membro (A∪B) − (A∪C)

= {1, 2, 3, 4}∪{6} − {1, 2, 3, 4}∪{5, 6, 7} = {1, 2, 3, 4, 6} − {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7} = Ø (2)

(19)

Quer saber quando sair´a a pr´oxima atualiza¸c˜ao desse documento? Nesse caso vocˆe pode:

 verificar diretamente no blog (www.number.890m.com);

 ou seguir a p´agina do site no Facebook (https : //www.facebook.com/theNumberType).

E se alguma passagem ficou obscura ou se algum erro foi cometido por favor escreva para [email protected] para que possa ser feito a devida corre¸c˜ao.

www.number.890m.com

(20)

1.2 EXERC´ICIOS DA P ´AGINA 25 `A 28

Come¸co essa parte com uma das minhas cita¸c˜oes preferidas.

“A l´ogica de Arist´oteles ´e ´otima para criar brigas e contendas, mas totalmente incapaz de produzir algo de ´util para a humanidade”.

(Francis Bacon).

AVISO!!

Muitas quest˜oes desta se¸c˜ao admitem mais de uma resposta. Assim, n˜ao conclua de imediato que sua resposta est´a errada apenas porque est´a diferente da resposta do livro, do seu amigo ou do professor.

Agora, aproveitando que vocˆe est´a lendo essa parte, quero pedir que caso algum erro de digita¸c˜ao, ou l´ogica na resolu¸c˜ao dos exerc´ıcios seja identificado, por favor, escreva para [email protected] para que possam ser corrigidos.

17. Qual ´e o valor l´ogico das seguintes proposi¸c˜oes?

a) 2 + 5 = 1 ou 3 > 1. b) 2 ´e primo e 2 ´e par. c) Se 1 > 2, ent˜ao 1 = 2.

d) Todo numero primo ´e um numero real.

e) Qualquer que seja o numero real x, vale x2 > x. f) Existe um numero real x tal que x3 = −2.

g) Para que um triangulo seja retˆangulo, ´e necess´ario e suficiente que o quadrado de um de seus lados seja igual a soma dos quadrados dos outros dois.

h) Se f ´e uma fun¸c˜ao real de vari´avel real, ent˜ao f ´e uma fun¸c˜ao par ou uma fun¸c˜ao ´ımpar.

i) Se x ´e um numero inteiro e x3 ´e impar, ent˜ao x ´e impar.

j) Duas matrizes quadradas de mesma ordem s˜ao iguais se, e somente se, seus determinantes s˜ao iguais.

(21)

Solu¸c˜ao: a) F ou V = V. b) V e V = V. c) Se F ent˜ao F = V. d) Verdadeiro. e) Falso, pois 0.5 ∈ R e 0.52 < 0.5. f) Verdadeiro. Se x = √3−2 ent˜ ao, x3 = −2.

g) Verdadeiro. Partindo da lei dos cossenos (valida para qualquer triangulo), e tomando um triangulo de lados a, b e c tal que:

a2 = b2+ c2− 2cos(θ)

para que o quadrado de a seja igual a soma dos quadrados de b e c ent˜ao ´e necess´ario que cos(θ) = 0. O que s´o ocorre para θ = π

2 + kπ, com k ∈ Z

. No entanto, para k > 0 ter´ıamos um triangulo com angulo interno maior que 180◦ (o que n˜ao pode ocorrer, pois a soma dos ˆangulos internos de qualquer triangulo deve ser igual a 180◦), sendo assim a ´unica solu¸c˜ao vi´avel ´e θ = π

2. E como θ ´e o angulo entre b e c. Ent˜ao o triangulo possui um angulo reto e portanto ´e retˆangulo.

h) Falso. Como exemplo temos a fun¸c˜ao f (x) = 2x + 1 que n˜ao ´e nem par nem impar. i) Verdadeiro.

j) Falso. Basta por exemplo considerar as matrizes A =  2 1 2 0  e B =  0 2 1 2  .

18. Considere que numa universidade se tenha a seguinte situa¸c˜ao: h´a pesquisadores que n˜ao s˜ao professores e professores que n˜ao s˜ao pesquisadores, mas alguns pesquisadores s˜ao professores. Isso posto, quais das seguintes afirma¸c˜oes relativas a essa universidade s˜ao verdadeiras?

a) Existem professores que s˜ao pesquisadores.

b) Se P indica o conjunto dos professores e Q o conjunto dos pesquisadores, ent˜ao P ∩ Q 6= {}.

(22)

d) O conjunto dos professores n˜ao est´a contido no conjunto dos pesquisadores. e) Existem pesquisadores que n˜ao s˜ao professores.

f) O conjunto dos pesquisadores est´a contido no conjunto dos professores.

Solu¸c˜ao:

O diagrama a seguir ilustra a situa¸c˜ao descrita.

Professor Pesquisador

a) V; b) V; c) F; d) V; e) V; f) F.

19. Escreva na forma “se...ent˜ao...”:

a) Qualquer lado de um triangulo ´e menor que a soma dos outros dois lados. b) Todo numero primo diferente de 2 ´e impar.

c) Para um numero real x tal que −2 < x < 2, vale x2< 4.

d) Duas retas quaisquer, paralelas ente si e n˜ao paralelas ao eixo das ordenadas, tˆem o mesmo coeficiente angular.

e) Sempre que uma fun¸c˜ao real de vari´avel real ´e diferenci´avel num ponto, ela ´e continua nesse ponto.

f) Um determinante ´e nulo quando uma de suas filas ´e formada de zeros.

Solu¸c˜ao:

a) Se ∆ ´e um triangulo, ent˜ao qualquer lado de ∆ ´e menor que a soma dos outros dois.

(23)

c) Se x ´e um numero real tal que −2 < x < 2, ent˜ao x2 < 4.

d) Se duas retas s˜ao paralelas entre si e se n˜ao s˜ao paralelas ao eixo das ordenadas, ent˜ao essas retas tˆem o mesmo coeficiente angular.

e) Se uma fun¸c˜ao real de vari´avel real ´e diferenci´avel num ponto, ent˜ao ela ´e continua nesse ponto.

f) Se uma das filas de um determinante ´e formada de zeros, ent˜ao esse determi-nante ´e nulo.

(24)

20. Sejam p, q e r proposi¸c˜oes, as duas primeiras verdadeiras e a terceira falsa. Indique o valor l´ogico de:

a) p e (∼ q): b) (∼ r) ou (∼ p): c) se (p e r), ent˜ao q: d) p se, e somente se, r.

Solu¸c˜ao:

a) V e F = F. b) V ou F = V.

c) Se (V e F), ent˜ao V ⇒ se F, ent˜ao V = V. d) V se, e somente se, F = F.

21. Negue as seguintes proposi¸c˜oes:

a) Se x ∈ R e x > 2, ent˜ao x2≥ 4.

b) Nenhum triˆangulo retˆangulo ´e equil´atero.

c) Qualquer que seja o numero real x, existe um numero inteiro n tal que n > x. d) Existe um numero complexo z tal que z5= −2.

e) Todo retˆangulo ´e um paralelogramo.

f) Se dois planos s˜ao paralelos, ent˜ao toda reta de um deles ´e paralela ao outro plano.

(25)

a) Existe x, x > 2, tal que x2< 4.

b) Existe um triˆangulo retˆangulo equil´atero.

c) Existe um numero real x tal que, qualquer que seja o inteiro n, verifica-se n ≤ x.

d) Qualquer que seja o numero complexo z, vale z56= −2. e) Existem retˆangulos que n˜ao s˜ao paralelogramos.

f) Existem planos paralelos tais que um deles cont´em uma reta que n˜ao ´e paralela ao outro.

22. Quantifique as fun¸c˜oes proposicionais que seguem de modo a torna-las verdadeiras (para todas o universo e conjunto dos n´umeros reais):

a) x2− 5x + 6 = 0 b) x2− 16 = (x − 4)(x + 4) c) sen2(x) + cos2(x) = 1 d) sen2(x) − sen(x) = 0 e) x2− 3x + 3 > 1 f) x2 > 2x3 Solu¸c˜ao:

a) Note que x2 − 5x + 6 = 0 ⇒ x1 = 3 e x2 = 2. Assim, podemos usar o quantificador existe.

A forma geral para esse quantificador ´e:

“Existe um objeto x, elemento do conjunto A, que goza das seguintes propriedades”.

(26)

Veja como ficaria a resposta neste caso:

Existe um x, pertencente a R, tal que x2− 5x + 6 = 0.

b) Observe que se (x − 4)(x + 4) ´e a fatora¸c˜ao de x2− 16. Ou seja para qualquer valor de x teremos a igualdade x2− 16 = (x − 4)(x = 4). Assim podemos usar o quantificador para todo.

A forma geral para esse quantificador ´e:

“Para todo x ∈ A, afirma¸c˜oes sobre x.” Veja como ficaria a resposta:

Para todo x ∈ R, x2− 16 = (x − 4)(x + 4).

c) De fato a identidade pitag´orica ´e verdadeira para qualquer valor de x sendo assim uma resposta poss´ıvel seria:

Para todo x ∈ R, sen2(x) + cos2(x) = 1. d) Fazendo sen(x) = y ent˜ao:

sen2(x) − sen(x) = 0 ⇒ y2 − y = 0. Cuja solu¸c˜ao ocorre apenas para y = 0 ou y = 1. Sendo assim sen(x) = 0 ou sen(x) = 1. O que implica em x = 90 ou x = 1.57. Com isso uma resposta poss´ıvel seria:

Existe um x, pertencente a R, tal que sen2(x) − sen(x) = 0.

e) Resolvendo a inequa¸c˜ao chegamos a conclus˜ao de que a inequa¸c˜ao ´e verdadeira para x > 2 e x < 1. Ent˜ao uma solu¸c˜ao aceit´avel seria:

Existe um x, pertencente a R, tal que x2− 3x + 3 > 1. f) A solu¸c˜ao dessa inequa¸c˜ao ocorre apenas para x < 1, assim: Existe um x, pertencente a R, tal que x2> 2x3.

23. Se uma fun¸c˜ao proposicional envolve n vari´aveis, ent˜ao ´e preciso quantifica-la n vezes a fim de que ela se torne uma proposi¸c˜ao. Quanto a isso, ´e importante observar

(27)

que os quantificadores existencial e universal nem sempre comutam entre si, como se pode verificar pelas proposi¸c˜oes que se seguem, a primeira verdadeira e a segunda falsa (em ambas o dom´ınio da vari´avel ´e R). “Qualquer que seja x, existe y tal que x + y = 1” e “Existe x tal que, qualquer que seja y, x + y = 1”.

Isso posto, quantifique as seguintes fun¸c˜oes proposicionais de modo a torna-las ver-dadeiras (em todas, o universo das duas vari´aveis ´e o conjunto dos n´umeros reais):

a) y > x

b) (x + y)2= x2+ 2xy + y2 c) x2 = y

d) sen(x + y) = sen(x) + sen(y) e) x2+ y2 ≥ 0

Solu¸c˜ao:

a) Para todo y, existe um x, tal que y > x.

b) Para todo x e para todo y ocorre que (x + y)2 = x2+ 2xy + y2. c) Existe um x e existe um y, tal que x2= y.

d) Existe um x e existe um y, sen(x + y) = sen(x) + sen(y). e) Para todo x e para todo y ocorre que x2+ y2 ≥ 0.

24. Determine o valor l´ogico das proposi¸c˜oes seguintes, nas quais x e y s˜ao vari´aveis em {1, 2, 3}:

a) Existe x tal que, qualquer que seja y, x < y2+ 1. b) Para todo x existe y tal que x2+ y2 = 4.

c) Existem x e y tais que x2+ y2= x3.

(28)

a) Verdadeira. Por exemplo, tomando y = x = 1 a condi¸c˜ao ´e satisfeita. x < y2+

1 < 1 + 12

A mesma veracidade se verifica para y = 2 ou y = 3.

b) Falsa. Tomando x = 3, por exemplo, chegar´ıamos a y2= −5 /∈ {1, 2, 3} c) Verdadeira. Usando x = y = 2 teremos: 22+ 22 = 23.

25. Em quais das condi¸c˜oes seguintes ´e correto afirmar que a primeira proposi¸c˜ao (fun¸c˜ao proposicional na vari´avel real x) acarreta a segunda?

a) Se 2 = 0, ent˜ao 4 ´e um numero primo. b) Se x2+ x − 2 = 0, ent˜ao x = −2.

c) Se x ´e um numero real, ent˜ao x ´e um numero complexo. d) Se x2− 4 < 0, ent˜ao x < 2.

e) Se tg(x) > 1, ent˜ao x > π/4.

Solu¸c˜ao:

a) Verdadeira.

b) Falsa. As ra´ızes de x2+ x − 2 = 0 ocorrem apenas para x = 2 ou x = −1. Logo x n˜ao pode ser igual a −2.

c) Correto. Todo conjunto R est´a contido em C.

d) Correto. Resolvendo a inequa¸c˜ao em quest˜ao chegamos a −2 < x < 2. O que prova a condi¸c˜ao de x < 2.

(29)

e) Correto. A solu¸c˜ao para a equa¸c˜ao ´e π

2+kπ > x > π

4+kπ com k ∈ {0, 1, ...}. O que prova a condi¸c˜ao de x > π

4.

26. Para quais das bicondicionais seguintes seria correto dizer que a primeira proposi¸c˜ao (fun¸c˜ao proposicional na vari´avel real x) acarreta a segunda?

a) 2x − 5 ≥ 5 se, e somente se, x > 5.

b) Se x2+ 3x + 2 < 0 se, e somente se, −2 < x < −1. c) sen(x) = sen(2x) se, e somente se, x = 0.

d) Uma matriz quadrada A ´e invers´ıvel se, e somente se, det(A) 6= 0.

e) As retas y = 2x e y = mx + n s˜ao perpendiculares se, e somente sem 2m + 1 = 0.

Solu¸c˜ao:

a) Incorreto. Resolvendo 2x − 5 ≥ 5 chegamos a x ≥ 5.

b) Correto. A solu¸c˜ao de x2+ 3x + 2 < 0 de fato ocorre para −2 < x < −1. c) Correto. sen(x) = sen(2x) ⇒ x = 2kπ com k ∈ {0, 1, ...}. Assim, a primeira proposi¸c˜ao acarreta na segunda quando fazemos k = 0.

d) Correto. A demonstra¸c˜ao desta proposi¸c˜ao ´e simples mas, razoavelmente longa. Como o problema n˜ao pede demonstra¸c˜ao deixo a cargo do leitor que tenha interesse.

e) Correto. Recorrendo ao c´alculo diferencial se a reta y = mx + n ´e perpendic-ular a y = 2x ent˜ao m = − 1

f0(2x), o que implica em m = − 1

2. Dessa ultima equa¸c˜ao tiramos que 2m − 1 = 0. Assim, a primeira proposi¸c˜ao acarreta na segunda.

(30)

a) Se dois n´umeros inteiros s˜ao impares, ent˜ao a soma deles ´e um numero par. b) Se uma fun¸c˜ao real de vari´avel real ´e continua num ponto, ent˜ao ela ´e difer-enci´avel nesse ponto.

c) Se uma matriz quadrada ´e invers´ıvel, ent˜ao seu determinante ´e diferente de zero.

d) Se o grau de um polinˆomio real ´e 2, ent˜ao esse polinˆomio tem duas e apenas duas ra´ızes complexas.

e) Se dois planos s˜ao perpendiculares, ent˜ao toda reta de um deles ´e perpendic-ular ao a outro.

Solu¸c˜ao:

a) (Reciproca ): Se a soma de dois n´umeros inteiros ´e par, ent˜ao esses n´umeros s˜ao impares.

(Contrapositiva ): Se a soma de dois n´umeros inteiros ´e impar, ent˜ao um deles ´e par.

b) (Reciproca ): Se uma fun¸c˜ao real de vari´avel real ´e diferenci´avel num ponto, ent˜ao ela ´e cont´ınua nesse ponto.

(Contrapositiva ): Se uma fun¸c˜ao real de vari´avel real n˜ao ´e diferenci´avel num ponto, ent˜ao ela n˜ao cont´ınua nesse ponto.

c) (Reciproca ): Se o determinante de uma matriz ´e diferente de zero, ent˜ao a matriz correspondente ´e invers´ıvel.

(Contrapositiva ): Se o determinante de uma matriz ´e igual a zero, ent˜ao essa matriz n˜ao ´e invers´ıvel.

d) (Reciproca ): Se um polinˆomio real tem duas e apenas duas ra´ızes complexas, ent˜ao esse polinˆomio tem grau 2.

(Contrapositiva ): Se o numero de ra´ızes complexas de um polinˆomio real ´e diferente de 2, ent˜ao o grau desse polinˆomio ´e diferente de 2.

e) (Reciproca ): Se todas as retas de um plano s˜ao perpendiculares a um outro plano, ent˜ao os dois planos s˜ao perpendiculares entre si.

(Contrapositiva ): Se num plano h´a uma reta que n˜ao ´e perpendicular a um segundo plano, ent˜ao os dois planos n˜ao s˜ao perpendiculares.

(31)

28. Classifique como verdadeiras ou falsas as reciprocas e as contra positivas das proposi¸c˜oes do exerc´ıcio 27.

Solu¸c˜ao: Letra A: F e V. Letra B: V e F. Letra C: V e V. Letra D: V e V. Letra E: V e F.

29. Enuncie a contrapositiva da propriedade transitiva da reta “maior que” em R, ou sejam da propriedade: “Se a > b e b > c, ent˜ao a > c”.

Solu¸c˜ao:

Se a ≤ c, ent˜ao a ≤ b ou b ≤ c

30. Enuncie a contrapositiva da seguinte proposi¸c˜ao: “Sejam A, B e C pontos distintos de um plano. Se esses pontos n˜ao s˜ao colineares, ent˜ao AB < BC + AC”.

Solu¸c˜ao:

Sejam A, B e C pontos distintos de um plano. Se esses pontos s˜ao colineares, ent˜ao AB ≥ BC + AC.

31. Ache um contra exemplo para cada uma das seguintes afirma¸c˜oes:

a) Para todo x ∈ R, x2− 1 > 60. b) Para todo x ∈ R, x3− 4x2 < 20. c) Para todo x ∈ R, cosx > cos(x + 1).

d) Para todo x ∈ R∗+, vale log10(x) > log10(x)2.

(32)

a) Para x = 1 temos 12− 1 > 60 ⇒ 0 > 60.

b) Para x = 10 temos 103− 4(10)2 < 20 ⇒ 600 < 20. c) Para x = 0 temos cos(0) > cos(0 + 1) ⇒ 0 > cos(1). d) Para x = 1, vale log10(1) > log10(1)2 ⇒ 0 > 0.

32. Justifique a propriedade seguinte de duas maneiras, a primeira atrav´es de sua con-trapositiva e a segunda por redu¸c˜ao ao absurdo: “Se m ´e um inteiro tal que m3+ 2 ´e impar, ent˜ao m ´e impar”.

Solu¸c˜ao por contrapositiva:

A contra positiva da proposi¸c˜ao ´e: “Se m ´e um inteiro tal que m3+ 2 ´e par, ent˜ao m ´e par”. O que de fato ´e verdade pois o produto entre n´umeros pares ´e par e a soma de pares tamb´em. Assim, como a contrapositiva da proposi¸c˜ao ´e verdadeira ent˜ao a proposi¸c˜ao tamb´em ´e.

Solu¸c˜ao por absurdo:

Suponha por absurdo que m ´e par. Nesse caso m = 2k com k ∈ Z. Sendo assim: m3+ 2 = (2k)3+ 2

= 8k3+ 2 = 2(4k3+ 1)

Como todo numero divis´ıvel por dois ´e par ent˜ao m3+ 2 = 2(4k3+ 1 ´e par. O que ´e um absurdo, pois por hip´otese m3+ 2 ´e impar. Logo m tamb´em deve ser impar.

33. Prove, por meio de um contra exemplo, que n2 + n + 41 (em que n ´e um inteiro estritamente positivo) nem sempre ´e um n´umero primo.

Solu¸c˜ao:

Essa f´ormula ´e conhecida como formula de Euler e s´o ´e valida para n = 1, ..., 39 at´e o momento. Assim poder´ıamos dar como contra exemplo n = 40. Onde ter´ıamos 402+ 40 + 41 = 1681 que ´e divis´ıvel por 41.

(33)

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(34)

2

Introdu¸

ao a Aritm´

etica dos N´

umeros Inteiros

2.1 EXERC´ICIOS DA P ´AGINA 33

1. Demonstre por indu¸c˜ao:

a) 1 + 2 + · · · + n = n(n + 1) 2 (n ≥ 1) b) 1 + 3 + 5 + · · · + (2n − 1) = n2 (n ≥ 1) c) 13+ 23+ · · · + n3 = (1 + 2 + ... + n)2 (n ≥ 1) d) 1 · 2 + 2 · 3 + · · · + n · (n + 1) = n(n + 1)(n + 2) 3 (n ≥ 1) e) n2> n + 1 (n ≥ 2) Solu¸c˜ao de a:

i) Observe que a proposi¸c˜ao ´e verdadeira para n = 1, pois 1 = 1(1 + 1)

2 = 1

ii) Admitindo que a proposi¸c˜ao seja verdadeira para um k ∈ A ent˜ao: 1 + · · · + k = k(k + 1)

2 Somando (k + 1) em ambos os termos

1 + · · · + k + (k + 1) = k(k + 1)

2 + (k + 1) chegamos ´a:

1 + · · · + k + (k + 1) = (k + 1)(k + 2) 2

O que mostra que a proposi¸c˜ao tamb´em seria v´alida para k + 1.

Assim, pelo princ´ıpio de indu¸c˜ao a proposi¸c˜ao ´e valida para todo n ∈ N maiores que 1. Solu¸c˜ao de b:

(35)

Prova de i:

A proposi¸c˜ao ´e verdadeira para 1 pois, 1 = 12. Prova de ii:

Se a proposi¸c˜ao ´e verdadeira para k ent˜ao:

1 + 3 + 5 + · · · + (2k − 1) = k2

Note que os valores a direita crescem de 2 em 2 (1, 3, 5,...). Assim o pr´oximo termo da sequencia depois de 2k − 1 seria 2k + 1.

1 + 3 + 5 + · · · + (2k − 1) + (2k + 1) = k2+ (2k + 1)

1 + 3 + 5 + · · · + (2k − 1) + (2k + 1) = (k + 1)2

Ou seja, se a proposi¸c˜ao ´e valida para k ent˜ao ela ´e v´alida para k + 1. Sendo assim, pelo princ´ıpio de indu¸c˜ao a proposi¸c˜ao ´e verdadeira para todo n ≥ 1.

Solu¸c˜ao de c: prova de i:

A proposi¸c˜ao ´e v´alida para 1, pois 13 = 12. Prova de ii:

Se a proposi¸c˜ao ´e v´alida para k ent˜ao

13+ 23+ · · · + k3 = (1 + 2 + ... + k)2 Somando (k + 1)3 em ambos os membros ent˜ao

13+ 23+ · · · + k3+ (k + 1)3 = (1 + 2 + ... + k)2+ (k + 1)3

Como visto na letra a do exerc´ıcio 1 + 2 + ... + k = k(k + 1)

2 . Assim, podemos fazer a seguinte substitui¸c˜ao

(1 + 2 + ... + k)2+ (k + 1)3 = k(k + 1) 2

2

(36)

(1 + 2 + ... + k)2+ (k + 1)3= (k + 1) 2(k + 2)2 22 (1 + 2 + ... + k)2+ (k + 1)3 = (k + 1)(k + 2) 2 2 (1 + 2 + ... + k)2+ (k + 1)3= (1 + 2 + ... + (k + 1))2

Com isso mostramos que se a proposi¸c˜ao ´e v´alida para k ent˜ao ela tamb´em ´e v´alida para k + 1. Assim, pelo princ´ıpio de indu¸c˜ao a proposi¸c˜ao ´e v´alida para todo n ≥ 1.

Solu¸c˜ao de d: Prova de i:

A proposi¸c˜ao ´e v´alida para 1.

1 · 2 = 1(1 + 1)(1 + 2) 3 6 = 6 Prova de ii:

Tomando a proposi¸c˜ao como verdadeira para k ent˜ao:

1 · 2 + 2 · 3 + · · · + k · (k + 1) = k(k + 1)(k + 2) 3

Somando a ambos os membros (k + 1)(k + 2)

1 · 2 + 2 · 3 + · · · + k · (k + 1) + (k + 1) · (k + 2) = k(k + 1)(k + 2)

3 + (k + 1)(k + 2) 1 · 2 + 2 · 3 + · · · + (k + 1) · (k + 2) = (k + 1)(k + 2)(k + 3)

3

Com isso mostramos que se a proposi¸c˜ao ´e v´alida para k ent˜ao ela tamb´em ´e v´alida para k + 1. Assim, pelo princ´ıpio de indu¸c˜ao a proposi¸c˜ao ´e v´alida para todo n ≥ 1.

Solu¸c˜ao de d: Prova de i:

(37)

A proposi¸c˜ao ´e verdadeira para 2.

22 > 2 + 1

4 > 3 Prova de ii:

Se a proposi¸c˜ao ´e verdadeira para k ent˜ao:

k2 > k + 1 Somando 1 em ambos os membros ent˜ao:

k2+ 1 > k + 2 Como (k + 1)2> k2+ 1 ent˜ao

(k + 1)2 > k2+ 1 > k + 2 O que resulta em (k + 1)2 > k + 2

Com isso mostramos que se a proposi¸c˜ao ´e v´alida para k ent˜ao ela tamb´em ´e v´alida para k + 1. Assim, pelo princ´ıpio de indu¸c˜ao a proposi¸c˜ao ´e v´alida para todo n ≥ 2.

2. Demonstre o segundo princ´ıpio de indu¸c˜ao. Solu¸c˜ao:

Na pr´atica a condi¸c˜ao i e ii da indu¸c˜ao fraca e forte, respectivamente dizem a mesma coisa. Assim, a mesma demonstra¸c˜ao usada para o primeiro princ´ıpio pode ser usada para justificar o segundo.

(38)

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(39)

2.2 EXERC´ICIOS DA P ´AGINA 38 `A 39

3. Sejam m e n inteiros ´ımpares. Prove que:

a) 4|(2m − 2n) b) 8|(m2− n2) c) 8|(m2+ n2− 2)

Solu¸c˜ao de a:

Se m e n ´e ´ımpar ent˜ao, m = 2p + 1 e n = 2t + 1, para algum p e t ∈ Z. Sendo assim: 4|2m − 2n

⇒ 4|2(2p + 1) − 2(2t + 1) ⇒ 4|4p − 4t

⇒ 4|4(p − t)

Finalizando a demonstra¸c˜ao. Solu¸c˜ao de b:

Se m e n ´e ´ımpar ent˜ao, m = 2p + 1 e n = 2t + 1, para algum p e t ∈ Z. Sendo assim: 8|m2− n2

⇒ 8|(2p + 1)2− (2t + 1)2 ⇒ 8|4(p2− t2) + 4(p − t)

Analisando p2− t2 e p − t temos as seguintes possibilidade:

(i) Se p ´e par e t ´e ´ımpar p2− t2 ´e ´ımpar e p − t tamb´em.

Prova de que p2− t2 ´e impar.

(40)

p2− t2= (2p0)2− (2t0+ 1)2 p2− t2= 4p20 − (4t20 + 4t0+ 1) p2− t2= 2(2p20 − 2t20 − 2t0) − 1 Fazendo k = 2p20− 2t20− 2t0 ent˜ao p2− t2= 2k − 1

Que ´e a forma de um n´umero ´ımpar.

Prova de que p − t tamb´em ser´a impar

p − t = (2p0) − (2t0+ 1) p − t = 2(p0− t0) − 1

Fazendo k = 2(p0− t0) ent˜ao: p − t = 2k − 1

Que ´e a forma de um numero ´ımpar.

(ii) Se t ´e par e p ´e ´ımpar p2− t2 e p − t ser˜ao ´ımpares. A demonstra¸c˜ao ´e an´aloga a anterior.

(iii) Se p e t s˜ao pares ent˜ao p2− t2 e p − t tamb´em ser˜ao pares (Demonstra¸c˜ao a cargo do leitor).

(iv) Se p e t s˜ao ´ımpares ent˜ao p2− t2 e p − t s˜ao tamb´em pares (Demonstra¸ao a cargo do leitor).

Se ocorrer o primeiro caso ent˜ao podemos substituir p2− t2 e p − t por 2k + 1 e 2k0+ 1, respectivamente. Assim: 8|4(p2− t2) − 4(p − t) ⇒ 8|4(2k + 1) + 4(2k0+ 1) ⇒ 8|8k + 4 + 8k0+ 4 ⇒ 8|8(k + k0) + 8 ⇒ 8|8((k + k0) + 1)

(41)

Se ocorrer o segundo, terceiro ou quarto caso a conclus˜ao ser´a a mesma. Essas demon-stra¸c˜oes ficam a cargo do leitor.

Solu¸c˜ao de c:

Se m e n ´e ´ımpar ent˜ao, m = 2p + 1 e n = 2t + 1, para algum p e t ∈ Z. Sendo assim: 8|m2+ n2− 2

⇒ 8|(2p + 1)(2p + 1) + (2t + 1)2− 2 ⇒ 8|4(p2− t2+ p + t)

Independente da natureza (par ou ´ımpar) de p e t. O que est´a entre parenteses ser´a um valor par. Sendo assim:

8|4(p2− t2+ p + t) ⇒ 8|4(2k)

⇒ 8|8k

Completando a demonstra¸c˜ao.

4. Mostre que entre dois n´umeros pares consecutivos um ´e divis´ıvel por 4. Solu¸c˜ao:

Se p ´e um par ent˜ao: p = 2k com k ∈ Z

e o par consecutivo ser´a p + 2 = 2k + 2.

• Se k for = 0 ent˜ao 4|p. Prova:

p = 2k, mas se k = 0 ent˜ao p = 0. Como 4 | 0 ent˜ao 4 | p. • Se k for ´ımpar ent˜ao 4|p + 2.

Prova:

(42)

= 2(2k0+ 1) + 2 = 4k0+ 2 + 2 = 4(k0+ 1)

como 4|4(k0+ 1) ent˜ao 4|p + 2. • Se k for par ent˜ao 4|p.

Prova: p = 2k = 2(2k0) = 4k0

como 4|4k0 ent˜ao 4|p.

Assim, em qualquer hip´otese p ou p + 2 ´e divis´ıvel por 4.

5. Mostre que a diferen¸ca entre os quadrados de dois inteiros consecutivos ´e sempre um numero ´ımpar. E a diferen¸ca entre os cubos de dois inteiros consecutivos?

Solu¸c˜ao de a:

Seja p e q n´umeros consecutivos um deve ser par e o outro ´ımpar. Tomando p ´ımpar ent˜ao:

p2− q2

= (2k + 1)2− (2t)2 para algum k e t ∈ Z = 4k2+ 2k + 1 − 4t2

= 2(2k2− 2t2+ k) + 1

Fazendo z = 2k2− 2p2+ k ent˜ao, p2− q2= 2z + 1

que ´e a forma de um n´umero ´ımpar. Solu¸c˜ao de b:

(43)

Se p e q s˜ao consecutivos ent˜ao um ´e par e outro ´e ´ımpar. Escolhendo p ´ımpar, ent˜ao: p3− q3 = (2k + 1)3− (2t)3 para algum k e t ∈ Z = 2(4k3− 4t3+ 6k2+ 4k) + 1 Fazendo w = 4k3− 4t3+ 6k2+ 4k ent˜ao (2k + 1)3− (2p)3= 2w + 1

Que ´e a forma de um n´umero ´ımpar.

6. Demonstre por indu¸c˜ao que:

a) 7|(23n− 1) (n ≥ 0) b) 8|(32n+ 7) (n ≥ 0) c) 11|(22n· 3n+2+ 1) (n ≥ 1) d) 7|(32n+1+ 2n+2) (n ≥ 1) e) 17|(34n+2+ 2 · 43n+1) (≥ 0) Solu¸c˜ao de a: i) Para n = 0 temos: 23(0)− 1 = 20− 1 = 0

como 7|0 a proposi¸c˜ao ´e verdadeira para n = 0. ii)

Se a proposi¸c˜ao ´e verdadeira para k ent˜ao 7|23k− 1. ⇒ (23k− 1) = 7p com p ∈ Z

(44)

Multiplicando ambos os termos por 23 (23k− 1)23= 7p · 23 23k+3− 8 = 7(8p) 23(k+1)− 1 = 7(8p) + 7 23(k+1)− 1 = 7(8p + 1) como 7|7(8p + 1) ent˜ao 7|23(k+1)− 1. Como quer´ıamos demostrar.

Solu¸c˜ao de 6b: i) Tomando n = 0 temos 32(0)+ 7 = 1 + 7 = 8

Logo a proposi¸c˜ao ´e verdadeira para n = 0. ii)

Se a proposi¸c˜ao ´e verdadeira para k ent˜ao 8|32k+ 7. ⇒ 32k+ 7 = 8p para algum p ∈ Z.

multiplicando ambos os lados por 32. (32k+ 7) · 32 = 8p · 32

32k+2+ 63 = 8(9p) 32(k+1)+ 7 = 8(9p) − 56 32(k+1)+ 7 = 8(9p − 7)

Como 8|8(9p − 7) ent˜ao 8|3k+1+ 7. Como quer´ıamos demonstrar. Solu¸c˜ao de c:

(45)

i)

Para n = 1 temos 22(1)−131+2+ 1 = 2 · 33+ 1 = 55

como 11|55 ent˜ao, a proposi¸c˜ao ´e verdadeira para n = 1 ii)

Se a proposi¸c˜ao for verdadeira para k ent˜ao: 11|(22k· 3k+2+ 1)

⇒ 22k−13k+2+ 1 = 11p para algum p ∈ Z Multiplicando por 22· 3 ambos os membros. 22· 3(22k+1· 3k+2+ 1) = 11p · 22· 3 22k−1· 22· 3k+2· 3 + 12 = 11(12p) 2(2k−1)+2· 3(k+2)+1+ 1 = 11(12p) − 11 22(k+1)−1· 3(k+1)+2+ 1 = 11(12p − 1)

Como 11|11(12p − 1) ent˜ao, 11|22(k+1)−1·3(k+1)+2 + 1 Como quer´ıamos demonstrar.

Solu¸c˜ao de d: i)

Para n = 1 temos:

32(1)+1+ 21+2= 33+ 23 = 35

como 7|35 ent˜ao a proposi¸c˜ao ´e verdadeira para n = 1. ii) Se verdadeira para k ent˜ao

7|32k+1+ 2k+2

(46)

Multiplicando ambos os membros da equa¸c˜ao acima por 182 182(32k+1+ 2k+2) = 182(7p) 18(3(2k+2)+1· 2 + 2(k+1)· 9) = 7(182p) 3(2k+2)+1· 2 · 32+ 2(k+1)+2· 9 · 2 = 7(182p) 3(2k+2)+1· 18 + 2(k+1)+2· 18 = 7(182p) 32(k+1)+1+ 2(k+1)+2 = 7(18p) como 7|18 ent˜ao 7|32(k+1)+1+ 2(k+1)+2. Como quer´ıamos demonstrar.

7. Prove que:

a) Um dos inteiros a, a + 2, a + 4 ´e divis´ıvel por 3. b) Um dos inteiros a, a + 1, a + 2, a + 3 ´e divis´ıvel por 4.

Solu¸c˜ao de a (Retirada do blog do Everton Alves3):

De acordo com o algoritmo da divis˜ao, a = 3q ou a = 3q + 1 ou a = 3q + 2. Isto ´e, os restos da divis˜ao por 3 somente podem ser 0, 1 ou 2.

• Se a = 3q, est´a comprovada a hip´otese.

• Se a = 3q + 1, ent˜ao a + 2 = 3q + 2 + 1 = 3q + 3 = 3(q + 1) ⇒ a + 2 ´e divis´ıvel por 3.

• Se a = 3q + 2, ent˜ao a + 1 = 3q + 2 + 1 = 3q + 3 = 3(q + 1) ⇒ a + 1 ´e divis´ıvel por 3.

Portanto, uma das trˆes formas ser´a divis´ıvel por 3.

8. Prove que o produto de dois n´umeros inteiros ´e impar se, e somente se, ambos os n´umeros s˜ao ´ımpares.

3

(47)

Solu¸c˜ao: (⇒)

Admita dois n´umeros ´ımpares p e q tal que p = 2k + 1 e q = 2k0+ 1. Fazendo p · q

p · q = (2k + 1)(2k0+ 1)

= 4kk0+ 2k + 2k0+ 1 = 2(2kk0+ k + k0) + 1

(⇐)

Considere um n´umero w = pq. Onde w ´e um n´umero ´ımpar. Supondo por absurdo que p e/ou q s˜ao pares chegamos ao absurdo de que w ´e par. Assim, p e q devem ser ´ımpares.

9. Prove que, quaisquer que sejam os inteiros a e b, a express˜ao a + b + a2+ b2representa um par.

Solu¸c˜ao:

Se a ´e par, a2 tamb´em ´e par, mas se a ´e ´ımpar, a2 tamb´em ´e ´ımpar. O mesmo acontece com b e b2.

Sendo assim, a2+ a ´e um n´umero par e b2 + b tamb´em ´e um n´umero par e portanto, a2+ a + b2+ b tamb´em ´e par.

10. Na divis˜ao euclidiana de 802 por a, o quociente ´e 14. Determine os valores poss´ıveis de a e do resto.

Solu¸c˜ao:

Pelo algoritmo de divis˜ao euclidiana 802 = 14a + r com 0 ≤ r < a.

Uma solu¸c˜ao particular ´e (a, r) = (57, 4), assim as solu¸c˜oes gerais s˜ao: a = 57 + t e r = 4 − 14t. Mas, como 0 ≤ r < a, temos

0 ≤ 4 − 14t < 57 + t Isto ´e, −3 < t ≤ 0, logo, t = {−3, −2, −1, 0}. Assim, valores poss´ıveis de a e do resto s˜ao:

(48)

(a, r) = (54, 46), (55, 32), (56, 18), (57, 4)

11. ´E poss´ıvel encontrar dois interior m´ultiplos de 5 tais que o resto da divis˜ao euclidiana de um pelo outro seja 13? Justifique a resposta.

Solu¸c˜ao:

Se um numero m´ultiplo de 5 ´e dividido por um outro m´ultiplo de 5, ou a divis˜ao ser´a exata, ou ter´a um resto tamb´em m´ultiplo de 5. Como 13 n˜ao ´e divis´ıvel por 5 o resto n˜ao poder´a ser 13.

12. Quantos n´umeros naturais entre 1 e 1000 s˜ao divis´ıveis por 9? Justifique a resposta. Solu¸c˜ao:

Todos os n´umeros entre 1 e 1000 podem ser colocados sob a forma de uma PA onde a1 = 9 e an = 999 com raz˜ao r = 9. Assim, determinar o numero de termos dessa PA ´e conhecer a quantidade de n´umeros naturais entre 1 e 1000 que s˜ao divis´ıveis por 9.

999 = 9 + (n − 1) · 9

9n = 999

n = 111 Ou seja, temos 111 n´umeros.

13. Sejam m um inteiro cujo resto da divis˜ao por 6 ´e 5. Mostre que o resto da divis˜ao de m por 3 ´e 2.

Solu¸c˜ao no pr´oprio livro.

14. Se o resto na divis˜ao euclidiana de um inteiro m por 8 ´e 5, qual ´e o resto da divis˜ao m por 4?

Solu¸c˜ao: m = 8k + 5

(49)

m = 4(2k + 1)

Fazendo a divis˜ao de m por 4 m

4 = 2k + 1 Assim, o resto ´e 1.

15. Se m ´e um inteiro ´ımpar, mostre que o resto da divis˜ao de m2 por 4 ´e 1. Solu¸c˜ao:

m · m = (2k + 1) · (2k + 1) m2= 4k2+ 4k + 1

m2= 4(k2+ k) + 1

Chamando k2+ k = q ent˜ao: m2= 4q + 1

(50)

Quer saber quando sair´a a pr´oxima atualiza¸c˜ao desse documento? Nesse caso vocˆe pode:

 verificar diretamente no blog (www.number.890m.com);

 ou seguir a p´agina do site no Facebook (https : //www.facebook.com/theNumberType).

E se alguma passagem ficou obscura ou se algum erro foi cometido por favor escreva para [email protected] para que possa ser feito a devida corre¸c˜ao.

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(51)

2.3 EXERC´ICIOS DA P ´AGINA 44 `A 45

16. Encontre o m´aximo divisor dos pares de n´umeros que seguem e, para cada caso, dˆe uma identidade de Bezout.

Solu¸c˜ao de a: 70 = 20(3) + 14 (i) 20 = 14(1) + 6 (ii) 14 = 6(2) + 2 (iii) 6 = 2(3) + 0 (iv) ⇒ mdc(74, 20) = 2

Da equa¸c˜ao (iii) escreve-se 14 − 6(2) = 2 (v) Combinando v e ii 14 − (20 − 14)2 = 2 14(3) − 20(2) = 2 (vi) Combinando vi com i (74 − 20(3))(3) − 20(2) = 2 74(3) − 20(9) − 20(2) = 2 74(3) + 20(−11) = 2

Assim o mdc(20, 74) = 2 e uma identidade ´e 74(3) + 20(−11) = 2. Solu¸c˜ao de b:

(52)

Solu¸c˜ao de c:

(53)

17. O m´aximo divisor comum de dois n´umeros ´e 48 e o maior deles ´e 384. Encontre o outro n´umero.

Solu¸c˜ao:

Como 384 ´e divis´ıvel por 48 ent˜ao 48 ´e a resposta.

18. O m´aximo divisor comum de dois n´umeros ´e 20. Para se chegar a esse resultado pelo processo das divis˜oes sucessivas, os quocientes encontrados foram, pela ordem, 2, 1, 3 e 2. Encontre os dois n´umeros.

Solu¸c˜ao (Retirada do PROFMAT 2014.1):

Utilizando o processo das divis˜oes sucessivas, para os inteiros positivos a, b, obt´em-se: • a = b · 1 + r; 0 < r < b • b = r · 5 + r1; 0 < r1< r • r = r1· 3 + r2; 0 < r2 < r1 • r1 = r2· 3 + r3; 0 < r3< r2 • r2 = r3· 1 + r4; 0 < r4< r3 • r3 = r4· 3

Portanto, r4 = mdc(a, b) e por hip´otese r4 = 20 o que implica em r3 = 60. Substituindo esses valores nas equa¸c˜oes anteriores encontra-se a = 180 e b = 500.

19. a) Prove que mdc(a. mdc(b,c)) = mdc(a, b, c).

b) Use esse fato para encontrar o m´aximo divisor comum de 46, 64, e 124. Solu¸c˜ao de a:

Seja d = mdc(a, b, c) e provemos que d = mdc(a, mdc(b, c)). (i) d ≥ 0, pela defini¸c˜ao de m´aximo divisor comum.

(ii) Como d|a, d|b e d|c, por hip´otese, ent˜ao d|a e d|mdc(b, c), visto que todo divisor de b e c ´e divisor do m´aximo divisor comum desses n´umeros.

(54)

m´aximo divisor comum desses n´umeros, ou seja, divide d. Solu¸c˜ao de b:

mdc(46, 64, 124) = mdc(46, mdc(64, 124)) = mdc(46, 4) = 2

20. Prove que mdc(n, 2n+1) = 1, qualquer que seja o inteiro n. Solu¸c˜ao:

Usando o m´etodo de divis˜oes sucessivas mdc(n, 2n+1) = mdc(n, 1) = 1.

21. Sejam a e b n´umeros inteiros tais que mdc(a, a + b) = 1. Prove que mdc(a, b) = 1. O reciproco desse resultado tamb´em ´e verdadeiro. Enuncie-o e demonstre-o. Sugest˜ao: Para a primeira parte, tome um divisor de c de a e b e mostre que ele tamb´em ´e divisor de a e a + b.

Solu¸c˜ao:

Se mdc(a, a + b) = 1, ent˜ao existem os inteiros x e y, tais que (a)x + (a + b)y = 1 ⇒ ax + ay + by = 1

⇒ a(x + y) + by = 1 ⇒ mdc(a, b) = 1

Por outro lado, se mdc(a, b) = 1, ent˜ao existe um x e y tais que ax + by = 1. Fazendo x = y + z, teremos a(y + z) + by = 1 ⇒ (a + b)y + az = 1 ⇒ mdc (a, (a + b)) = 1. Como quer´ıamos demonstrar.

22. Demonstre que, se a|c, b|c e mdc(a, b) = d, ent˜ao ab|cd. Sugest˜ao: Use a identidade de Bezout para a, b e d.

Solu¸c˜ao:

Se a|c ent˜ao existe um k ∈ Z tal que c = a · k. Como mdc(a, b) = d ent˜ao d|a e ent˜ao c =

a d 

· d · k.

Portanto, existe um inteiro x = dk, tal que c = a

d 

(55)

Da mesma forma pode-se escrever c = b d

 y (ii).

Multiplicando (i) por (ii), temos c2 = a d  b d  xy ⇒ c2· d2= (ab)xy ⇒ (cd)2= (ab)xy ⇒ (ab)|(cd)2.

Suponha agora que ab - cd. O que implicaria em cd = k(ab) + r com k, r ∈ Z∗ e ab > r ≥ 1

Sendo assim:

(cd)2= (k(ab) + r)2

⇒ (cd)2 = (k2(ab)2+ 2k(abr) + r2)

Mesmo supondo que ab - cd provamos que ab|(cd)2 assim, cada termo do polinˆomio acima deve ter divis˜ao exata por ab, o que ocorre para os dois primeiros termos mas n˜ao para o ultimo, o que ´e um absurdo pois contraria a divisibilidade de (cd)2por (ab). Portanto, ab|cd. Como quer´ıamos demonstrar.

23. Se a e b s˜ao inteiros primos entre si, demonstre que mdc(2a + b, a + 2b) = 1 ou 3. Solu¸c˜ao:

Se a e b s˜ao primos entre si, ent˜ao mdc(a, b) = 1. Pelo algoritmo do MDC de Euclides, mdc(a, b) = mdc(a, b − c · a), assim,

mdc(2a + b, a + 2b) = mdc(2a + b, a + 2b − 2a − b) = mdc(2a + b, b − a). mdc(2a + b, b − a) = mdc(b − a, 2a + b − b + a) = mdc(b − a, 3a) Deste modo, mdc(2a + b, a + 2b) = mdc(b − a, 3a).

Se 3|b − a, teremos mdc(2a + b, a + 2b) = 3 Se 3 - b − a, teremos mdc(2a + b, a + 2b) = 1 Completando a demonstra¸c˜ao.

(56)

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(57)

2.4 EXERC´ICIOS DA P ´AGINA 48 `A 49

24. Decomponha em fatores primos 234, 456 e 780. Solu¸c˜ao de a:

Dividindo o numero 234 sempre pelo menor numero primo poss´ıvel chega-se at´e: 234 2 = 117 117 3 = 39 39 3 = 13 13 13 = 1 Sendo assim: 234 = 2 · 32· 13 Solu¸c˜ao de b: 456 = 23· 3 · 19 Solu¸c˜ao de c: 780 = 22· 3 · 5 · 13

25. Ache o m´aximo divisor comum dos seguintes pares de n´umeros atrav´es da decom-posi¸c˜ao desses n´umeros em fatores primos:

a) 234 e 456 b) 456 e 780 c) 200 e 480 Solu¸c˜ao:

(58)

234 = 21· 32· 13 456 = 23· 31· 19

Note que na decomposi¸c˜ao de ambos existe em comum o numero 2 e 3. Fazendo o produto desses valores elevados a menor potencia dada determinamos o mdc.

mdc(234, 456) = 21· 31 mdc(234, 456) = 6 Solu¸c˜ao de b: 456 = 23· 3 · 19 780 = 22· 3 · 5 · 13 ⇒ mdc(456, 780) = 22· 3 = 12 Solu¸c˜ao de c: 200 = 23· 52 480 = 25· 3 · 5 ⇒ mdc(200, 480) = 23· 5 = 40

26. Determine todos os n´umeros primos que podem ser expressos na forma n2–1. Sugest˜ao: Suponha p = n2 – 1 um n´umero primo e fatore o segundo membro dessa igualdade.

Solu¸c˜ao:

Seja “p” um numero primo que possa ser expresso como: p = n2− 1

sendo assim

p = n2− 1 = (n − 1)(n + 1)

⇒ p = (n − 1)(n + 1)

Observe que nesta condi¸c˜ao “p” seria divis´ıvel por 1, por ele mesmo, por n − 1 e n + 1, o que poderia contrarias a defini¸c˜ao de primo.

(59)

Para evitar que isso ocorra devemos considerar que n − 1 = 1 ou n + 1 seja igual a 1.

• Se (n − 1) = 1 ent˜ao n = 2 e assim p = 3. Que ´e um numero primo. • Se (n + 1) = 1 ent˜ao n = 0 e p = −1. Que n˜ao ´e primo.

Portanto, o numero 3 ´e o ´unico valor poss´ıvel.

27. Se n ´e um inteiro e n3–1 ´e primo, prove que n = 2 ou n = −1. Solu¸c˜ao:

Seja p um primo escrito como:

p = n3− 1 p = (n − 1)(n2+ n + 1)

Um numero primo s´o pode ser fator´avel por 2 valores, o um e ele mesmo. Sendo assim, ou (n − 1) = 1 ou (n2+ n + 1) = 1.

• Se (n − 1) = 1 ent˜ao n = 2;

• Se (n2+ n + 1) = 1 ent˜ao n = 0 ou n = −1.

Como n = 0 implicaria em um p negativo, ent˜ao n = 2 ou n = −1. Como se queria demonstrar.

28. Em 1742, o russo Christian Goldbach formulou a seguinte conjectura (conhecida como conjectura de Goldbach): “Todo inteiro par maior que 2 ´e igual `a soma de dois n´umeros primos positivos”. Por exemplo: 4 = 2 + 2, 6 = 3 + 3, 8 = 3 + 5, 10 = 3 + 7, etc. At´e hoje continua em aberto a quest˜ao de saber se essa proposi¸c˜ao ´e falsa ou verdadeira.

Admitindo a conjectura de Goldbach, prove que todo inteiro maior que 5 ´e soma de trˆes n´umeros primos. Por exemplo: 6 = 2 + 2 + 2, 7 = 2 + 2 + 3, etc.

Sugest˜ao: Devido `a conjectura, se n ≥ 3, 2n–2 = p + q (p e q primos). Portanto, 2n = p + q + 2 (soma de trˆes n´umeros primos).

(60)

Tome um numero k > 5 ent˜ao: k = 5 + t com t ∈ N∗

Para t = 1 ou t = 2 a demonstra¸c˜ao ´e evidente. k = (3 + 2) + 1

k = (3 + 2) + 2

Para t ≥ 3 e admitindo que a conjectura seja sempre v´alida, existe dois primos t1 e t2 tal que t = t1+ t2. Sendo assim:

k = 5 + t k = 5 + t1+ t2

Como 5 ´e primo e t1 e t2 por hip´otese fica mostrado a proposi¸c˜ao.

29. Ache o menor n´umero inteiro positivo n para o qual a express˜ao h(n) = n2+ n + 17 ´e um n´umero composto.

Solu¸c˜ao:

Essa f´ormula gera n´umeros primos para n = 0, 1, ..., 15. Assim, o menor numero com-posto adquirido atrav´es desse polinˆomio ocorre para n = 16.

Obs: Como o polinˆomio acima n˜ao pode ser fator´avel a forma mais trivial de se chegar a solu¸c˜ao ´e por meio de tentativas, embora essa f´ormula e esse resultado sejam bastante conhecidos na teoria dos n´umeros.

30. Se n2+ 2 ´e um n´umero primo, prove que n ´e m´ultiplo de 3 ou n = 1.

Sugest˜ao: H´a trˆes possibilidades de expressar um numero inteiro n; n = 3q, n = 3q + 1, n = 3q + 2, conforme o resto da divis˜ao de n por 3 seja 0, 1 ou 2. Mostre que as duas ´

ultimas s˜ao imposs´ıveis, no caso. Solu¸c˜ao:

Seguindo a sugest˜ao do livro temos 3 possibilidades para escrever um inteiro n. Sendo assim podemos escrever p como:

(61)

p = (3q + 1)2+ 2 ou p = (3q + 2)2+ 2. • Se p = (3q + 2)2+ 2 ent˜ao: p = (9q2+ 12q + 4) + 2 p = 9q2+ 12q + 6 p = 3(3q2+ 4q + 2)

Como p ´e primo ent˜ao (3q2 + 4q + 2) = 1. Contudo essa equa¸c˜ao n˜ao tˆem solu¸c˜ao em Z, assim podemos descartar essa hip´otese pois os valores obtidos para q n˜ao resultaria em um n inteiro.

• Se p = (3q + 1)2+ 2 ent˜ao:

p = (9q2+ 6q + 1) + 2

p = 9q2+ 6q + 3

p = 3(3q2+ 2q + 1)

Como p ´e primo ent˜ao (3q2+2q +1) = 1. Contudo, essa equa¸c˜ao possui somente uma solu¸c˜ao inteira que ocorre para q = 0. O que implicaria em n = 3(0)+1 = 1. • Se p = (3q)2+ 2 ent˜ao, claramente n ´e m´ultiplo de 3.

Portanto, se p = n2 + 1 ´e primo ent˜ao, ou n = 1 ou n ´e m´ultiplo de trˆes. Como se queria demonstrar.

31. Qual ´e o menor numero inteiro positivo que tem 15 divisores? Sugest˜ao: Se a = pα1

1 p α2

2 ...pαmm ´e a decomposi¸c˜ao do n´umero procurado em fatores primos, ent˜ao 15 = (α1+ 1)(α2 + 1)...(αm+ 1). Observe que s´o h´a duas maneira (salvo quanto `a ordem) de decompor 15 em fatores inteiros positivos.

(62)

Solu¸c˜ao:

Fatorando o n´umero 15 chegamos ao seguinte:

15 = 3 · 5

15 = (2 + 1)(4 + 1)

Sendo assim, o n´umero procurado ter´a a forma a = p21· p42

Como desejamos o menor inteiro e como p1 e p2 s˜ao primos ent˜ao fica claro que os valores de p1 e p2 s˜ao primos, ent˜ao os valores de p1 e p2 ser˜ao 3 e 2, respectivamente. Sendo assim:

a = 32· 24 = 144

32. Demonstre que o conjunto dos n´umeros primos positivos ´e infinito.

A primeira demonstra¸c˜ao conhecida desse resultado, alias a mesma que esbo¸caremos a seguir, foi dada por Euclides em seus Elementos.

Esbo¸co da demonstra¸c˜ao: Suponha que esse conjunto fosse finito: digamos que seus elementos fossem p1, p2, ..., pn. Construa o n´umero p = p1p2...pn+ 1. Esse numero n˜ao ´e nenhum dos pi, (por que?). Logo, ´e composto (Por que?). Ent˜ao ´e divis´ıvel por um dos pi, (1 ≤ i ≤ n)(por que?). Segue, ent˜ao, que p|1 (por que?). Esse absurdo (por que?) garante a infinitude do conjunto dos primos.

Solu¸c˜ao:

Suponha por absurdo que p1, ...pn fossem todos os primos. Nesse caso o numero p = p1·p2·· · ··pn+1 n˜ao seria divis´ıvel por nenhum primo, o que contr´aria o teorema fundamental da aritm´etica.

(63)

Quer saber quando sair´a a pr´oxima atualiza¸c˜ao desse documento? Nesse caso vocˆe pode:

 verificar diretamente no blog (www.number.890m.com);

 ou seguir a p´agina do site no Facebook (https : //www.facebook.com/theNumberType).

E se alguma passagem ficou obscura ou se algum erro foi cometido por favor escreva para [email protected] para que possa ser feito a devida corre¸c˜ao.

www.number.890m.com

(64)

2.5 EXERC´ICIOS DA P ´AGINA 52

33. Resolva as seguintes equa¸c˜oes diofantinas lineares: a) 3x + 4y = 20 c) 18x–20y = −8

b) 5x–2y = 2 d) 24x + 138y = 18 Solu¸c˜ao de a:

O problema j´a afirma que as equa¸c˜oes possuem solu¸c˜ao, entretanto ´e bom que se crie o h´abito de sempre verificar se a equa¸c˜ao possui ou n˜ao solu¸c˜ao. A n´ıvel de exemplo vamos verificar a primeira equa¸c˜ao. Para isso basta conferir se mdc(3, 4)|20.

Como mdc(3, 4) = 1 e 1|20 ent˜ao a equa¸c˜ao possui solu¸c˜ao.

Agora que sabemos que a equa¸c˜ao possui solu¸c˜ao evocamos o teorema de bezout para afirmar que

3α + 4β = 1

Atrav´es do algoritmo estendido de Euclides obtemos como solu¸c˜ao da equa¸c˜ao acima α = −1 e β = 1.

3(−1) + 4(1) = 1 Multiplicando a igualdade acima por 20

3(−20) + 4(20) = 20

e comparando a igualdade acima com a identidade original (3x + 4y = 20) fica evidente que x = −20 e y = 20. Assim, uma solu¸c˜ao particular da equa¸c˜ao ´e (x, y) = (−20, 20) e a solu¸c˜ao geral ser´a:

 −20 + 4 mdc(3, 4) · k, 20 − 3 mdc(3, 4) · k  = (−20 + 4k, 20 − 3k)

onde k ´e qualquer n´umero inteiro. Solu¸c˜ao de b:

Nesse caso vamos resolver a equa¸c˜ao por um m´etodo diferente. Vamos faze-la por tentativa.

(65)

Primeiro evidenciamos y na equa¸c˜ao. 5x–2y = 2 ⇒ y = 5

2x − 1

Agora nos perguntamos: qual o valor para x que nos fornece um valor inteiro para y? Veja que o 2 ´e um dos muitos valores poss´ıveis.

y = 5

2· 2 − 1 = 4 ⇒ y = 4

Assim, uma solu¸c˜ao particular ser´a x = 2 e y = 4. 5(2) − 2(4) = 2

A solu¸c˜ao geral fica a cargo do leitor. Solu¸c˜ao de c e d:

An´alogas as anteriores.

34. Decomponha o n´umero 100 em duas parcelas positivas tais que uma ´e m´ultipla de 7 e a outra de 11. (Problema do matem´atico L. Euler [1707-1783]).

Solu¸c˜ao:

O problema equivale a resolver a seguinte equa¸c˜ao diofantina 7a + 11b = 100 (1)

Como 7 e 11 s˜ao primos ent˜ao mdc(7, 11) = 1 e pelo teorema de bezout 7a + 11b = 1 (2)

Pelo algoritmo estendido de Euclides a solu¸c˜ao de (2) ´e 2 e −3. Sendo assim:

7a + 11b = 7(−3) + 11(2) = 1

(66)

Multiplicando (3) por 100

7(−300) + 11(200) = 100

A equa¸c˜ao acima j´a pode ser considerada uma solu¸c˜ao se o problema n˜ao exigisse que as duas parcelas provenientes da decomposi¸c˜ao do 100 fossem positivas.

Para chegar a um resultado que satisfa¸ca a essa exigˆencia primeiro determinamos a solu¸c˜ao geral da equa¸c˜ao

 −300 + 11 mdc(7, 11)· k, 200 − 7 mdc(7, 11)· k  = (−300 + 11k, 200 − 7k)

E escolhemos um k que cumpra as seguintes inequa¸c˜oes: 200 − 7k > 0 ⇒ k < 200/7

−300 + 11k > 0 ⇒ k > 300/11

No intervalo (300/11, 200/7) temos apenas o 28 que cumpre as condi¸c˜oes impostas. E pela solu¸c˜ao geral nos d´a a seguinte solu¸c˜ao particular

(−300 + 11(28), 200 − 7(28)) = (8, 4). Observe que essa solu¸c˜ao nos entrega agora a resposta.

7(8) + 11(4) = 100

Assim, o 100 pode ser decomposto em duas parcelas sendo uma igual a 7 · 8 = 56 e outra igual a 11 · 4 = 44.

35. Ache todos os n´umeros inteiros estritamente positivos com a seguinte propriedade: d˜ao resto 6 quando divididos por 11 e resto 3 quando divididos por 7.

Solu¸c˜ao:

(67)

p = 11k + 6 e p = 7q + 3

igualando as identidades acima chegamos a uma equa¸c˜ao diofantina.

11k + 6 = 7q + 3 ⇒ 11k − 7q = −3

⇒ 7q − 11k = 3

Cuja solu¸c˜ao geral ocorre para k = 8 − 7t e q = 13 − 11t, com t ∈ Z. Sendo assim

p = 11k + 6

⇒ p = 11(8 − 7t) + 6 ⇒ p = 94 − 77t com t ∈ Z

Como o problema imp˜oe que p seja positivo ent˜ao: p ≥ 0

⇒ 94 − 77t ≥ 0 ⇒ t ≤ 0

Assim, a solu¸c˜ao ´e: todos os n´umeros do conjunto {94 − 77t|t = 1, 0, −1, −2, ...} Observa¸c˜ao:

A solu¸c˜ao mostrada no livro ´e equivalente a mostrada aqui. A diferen¸ca entre elas se deve apenas ao fato de que aqui foi tomada uma solu¸c˜ao particular da diofantina diferente da tomada pelo autor. Da mesma forma o aluno pode chegar a mesma solu¸c˜ao escrita de uma terceira forma.

36. O valor da entrada de um cinema ´e R$ 8,00 e da meia entrada R$ 5,00. Qual ´e o menor numero de pessoas que pode assistir a uma sess˜ao de maneira que a bilheteria seja de R$ 500,00? (Em tempo: a capacidade desse cinema ´e suficiente para esse n´umero de pessoas).

Solu¸c˜ao:

(68)

8x + 5y = 500

Ora 8(2) + 5(−3) = 1 ent˜ao 8(1000) + 5(−1500) = 500, assim uma solu¸c˜ao particular seria (x, y) = (1000, −1500).

E a solu¸c˜ao geral

(1000 − 5k, −1500 + 8k)

Como x e y s˜ao o numero de pessoas que pagam inteira e meia, respectivamente, ent˜ao a solu¸c˜ao n˜ao pode ser negativa. Em outras palavras devemos encontrar um k tal que:

1000 − 5k ≥ 0 e −1500 + 8k ≥ 0 .

Dessas duas inequa¸c˜oes conclui-se que k deve estar no intervalo [187.5, 200]. Como k ∈ Z e o problema pede o menor numero de pessoas ent˜ao necessitamos testar apenas os dois valores extremos do intervalo.

Para k = 188 a solu¸c˜ao ser´a:

(1000 − 5k, −1500 + 8k) = (60, 4) Para k = 200 a solu¸c˜ao ser´a:

(1000 − 5k, −1500 + 8k) = (0, 100) Como 64 < 100 a solu¸c˜ao ´e vender 60 inteiras e 4 meias.

37. Ao entrar num bosque, alguns viajantes avistam 37 montes de ma¸c˜a. Ap´os serem retiradas 17 frutas, o restante foi vendido igualmente entre 79 pessoas. Qual a parte de cada pessoa? (Problema de Mahaviracarya, matem´atico hindu).

Solu¸c˜ao:

Suponha que tenham x ma¸cas em cada monte. Assim foram vistas 37x ma¸cas ao todo. Em seguida foram retiradas 17 ficando apenas

Referências

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