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VISCOSIDADE APARENTE DA POLPA DE UMBU-CAJÁ CONCENTRADA A 10 0 C

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VISCOSIDADE APARENTE DA POLPA DE UMBU-CAJÁ

CONCENTRADA A 10

0

C

Lucicléia Barros V. Torres1, Alexandre José de Melo Queiroz2, Rossana Maria Feitosa Figueirêdo2

RESUMO

Esse trabalho teve por objetivo avaliar o efeito da concentração das polpas de umbu-cajá na composição e na viscosidade aparente a 100C. Umbu-cajás foram processados em despolpadeira e a polpa obtida concentrada em evaporador rotativo. As características avaliadas foram umidade, pectina e cinzas. As medidas de viscosidade foram realizadas em viscosímetro Brookfield modelo RVT. A umidade variou, em média, de 91,54 a 71,60%, sendo maior na amostra com menor concentração (9oBrix) e menor na amostra com maior SST (24oBrix). O teor médio de pectina foi 0,3464% e 1,0005%, nas polpas com 9 e 24oBrix, respectivamente. O conteúdo mineral (cinzas) das amostras variou de 0,4275 a 1,0723%. Os valores das viscosidades aparentes das amostras aumentaram com o aumento da concentração, e o aumento da velocidade de rotação provocou reduções nesses valores. A viscosidade aparente das polpas de umbu-cajá em função do teor de pectina e em função dos sólidos solúveis totais podem ser representadas por uma equação linear com R2 superiores a 0,9.

Palavras-chave: Spondias, viscosidade, concentração

APPARENT VISCOSITY OF CONCENTRATED UMBU-CAJÁ PULP AT 10OC

ABSTRACT

The objective of this work was to evaluate the effect of concentration of the umbu-cajá pulp on the composition and on the apparent viscosity at 10oC. Umbu-cajás were processed in depulping and the obtained pulp was concentrated in rotative evaporator. The determined characteristics were moisture, pectin and ashes. The viscosities were determined using a Brookfield viscometer model RVT. The moisture varied from 91.54 to 71.60%, being larger in the sample with smaller concentration (9oBrix) and smaller in the sample with larger TSS (24oBrix). The medium pectin content was 0.3464% and 1.0005%, in the pulp with 9 and 24oBrix, respectively. The mineral content (ashes) of the samples varied from 0.4275 to 1.0723%. The values of the apparent viscosities of the samples increased with the increase of the concentration, and the increase of the rotation speed provoked reduction in these values. The apparent viscosity of the umbu-cajá pulps in function of the pectin and in function of the total soluble solids can be represented by a linear equation with R2 superiors to 0.9.

Keywords: Spondias, viscosity, concentration

INTRODUÇÃO

O Brasil destaca-se como segundo produtor mundial de frutas, com um volume produzido de 37,8 milhões de toneladas, em 1997. Desse total, estima-se que apenas 0,8%

(cerca de 300 mil toneladas) seja constituído por frutas tropicais pouco exploradas economicamente, tais como graviola, pinha, sapoti e inúmeras outras, inclusive frutas do gênero Spondias (FAO, 2000).

___________________ Protocolo 139 de 27/10/2003

1

Aluna de Pós-graduação em Engenharia Agrícola, UFCG

2

Departamento de Engenharia Agrícola, Universidade Federal de Campina Grande, Av. Aprígio Veloso, 882, Caixa Postal 10017, CEP 58109-970, Campina Grande, PB. [email protected]

(2)

A umbu-cajazeira, árvore pertencente à família das Anacardiáceas e gênero Spondias, é considerada um híbrido natural entre o umbuzeiro (Spondias tuberosa) e a cajazeira (Spondias lutea). No Brasil, notadamente, no Nordeste, essas espécies têm considerável importância social e econômica, fato comprovado pela crescente comercialização de seus frutos e produtos processados em mercados, supermercados e restaurantes da região (Souza, 1998).A umbu-cajazeira apresenta características de planta xerófila, sendo encontrada em plantios não-organizados, disseminados em Estados do Nordeste (Lima et al., 2002b). O fruto é caracterizado como uma drupa arredondada, de cor amarela, casca fina e lisa, com endocarpo (caroço) grande, branco, saberoso e enrugado, localizado na parte central do fruto, no interior do qual se encontram os lóculos, que podem ou não conter uma semente. A umbu-cajazeira apresenta cerca de 90% dos endocarpos desprovidos de sementes (Souza et al., 1997) o que torna inviável a sua propagação sexuada, sendo tradicionalmente propagada pelo método vegetativo assexuado, por meio de estacas de 35 cm de comprimento e 1,5 cm de diâmetro (Lopes, 1997).

Segundo Lima et al. (2002b) os frutos possuem excelente sabor e aroma, boa aparência e qualidade nutritiva, sendo muito consumido na forma "in natura", apresentando rendimento médio de 55 a 65% em polpa, com potencial para utilização na forma processada como polpa congelada, sucos, néctares e sorvetes.

A diversidade genética das populações subespontâneas de umbu-cajazeira presentes, no Nordeste brasileiro, é bastante ampla, porém, encontra-se ameaçada pelo processo indiscriminado de exploração das áreas, onde ocorrem, particularmente, pela prática de formação de pastagens e pela expansão das áreas urbanas. Outras informações sobre essa espécie praticamente inexistem na literatura especializada. É, portanto, imperativo que esforços no sentido de garantir a preservação e a utilização racional da variabilidade genética dessa importante fruteira sejam empreendidos pelos órgãos de pesquisa pública (Souza et al., 2001).

comportamento reológico ocupa posição de grande destaque, porém, há escassez de dados sobre propriedades reológicas dos sucos, polpas e outros concentrados de frutas brasileiras (Vidal & Gasparetto, 2000). A matéria prima brasileira apresenta características diferentes daquela produzida em outras partes do mundo, principalmente no que diz respeito aos teores de polpa e de açúcar, que vão influenciar diretamente no teor de sólidos solúveis e insolúveis (Vidal, 1997). A crescente necessidade e procura dos parâmetros reológicos para os diversos fluidos manipulados na indústria de processamento está ligada, também, à grande importância econômica que estes fluidos e equipamentos de manipulação representam atualmente (Gehrke, 1996).

Considerando que o processamento em escala industrial requer, entre outras condições, informações sobre as propriedades da matéria-prima a fim de se obter a melhor qualidade no produto final, bem como otimizar as variáveis custo e benefício, investigou-se nesse trabalho polpas de umbu-cajá, quanto as suas características químicas e quanto às viscosidades aparentes de cada polpa sob o efeito de seis diferentes concentrações de sólidos solúveis totais, à temperatura de 100C.

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi conduzido no Laboratório de Armazenamento e Processamento de Produtos agrícolas do Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Campina Grande, Campus I, Campina Grande – PB. Foram utilizados umbu-cajás provenientes da cidade de Açu – RN, adquiridos no comércio local. A seleção dos frutos ocorreu, manualmente, escolhendo-se, apenas os frutos que possuíam os melhores aspectos, como brilho, mesmo grau de maturação, firmeza da casca e não apresentavam sinal de deterioração.

Inicialmente, a limpeza dos frutos foi feita em água corrente, seguida de desinfecção por imersão em solução de hipoclorito de sódio com concentração de 50 ppm, enxaguando-se, posteriormente, em água corrente e deixando escorrer o excesso de água antes do

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líquido a –1100C. O material congelado foi armazenado em câmara a –220C.

Pectina

O teor de pectina foi determinado pelo método proposto por Carré e Haynes (Pearson, 1970), cujo princípio se baseia em neutralizar as cargas dos resíduos de ácidos urônicos livres pelos íons de cálcio, de maneira a provocar a geleificação da pectina e sua precipitação. Os resultados foram expressos em porcentagem de pectato de cálcio (p/p).

Sólidos solúveis totais

Determinou-se o conteúdo dos sólidos solúveis totais (°Brix) em refratômetro de bancada tipo Abbe, marca Quimis modelo Q-109B.

Umidade

A umidade foi estabelecida de acordo com a metodologia do Instituto Adolfo Lutz (1985).

Cinzas

O método utilizado para a determinação da quantidade de substâncias inorgânicas obtidas através das cinzas ou resíduo mineral fixo da amostra, foi baseado no resíduo obtido por incineração da amostra em mufla a 525°C (AOAC, 1997).

Concentração

As amostras de polpa de umbu-cajá congeladas foram retiradas, paulatinamente, do freezer para a realização da concentração em evaporador rotativo até os teores de sólidos solúveis totais de 13oBrix, 15oBrix, 18oBrix, 21oBrix e 24oBrix.

Viscosidade

As viscosidades aparentes das amostras foram medidas em viscosímetro da marca Brookfield, modelo RVT a 10oC.

Análise estatística

As análises estatísticas dos dados de pectina, umidade e cinzas foram feitas, utilizando-se o delineamento inteiramente casualizado, e os dados de viscosidade aparente em esquema fatorial 8 x 6 (concentrações e velocidades) com três repetições, e a comparação das médias pelo teste de Tukey, usando-se o programa computacional ASSISTAT (Silva & Azevedo, 2002).

RESULTADOS E DISCUSSÃO Pectina

Na Tabela 1, são apresentados os valores médios de pectina determinados na polpa de umbu-cajá em diferentes concentrações. Verifica-se, de forma geral, aumento no percentual de pectinas com o aumento da concentração. Constata-se que não existe, estatisticamente, diferença significativa (p<0,05) entre os teores de pectina das amostras com 13oBrix, 15 oBrix e 18 oBrix.

O valor de pectina para a amostra a 90Brix assemelha-se ao relatado por Silva et al. (1999), para polpa de cajá, que foi de 0,35% de pectato de cálcio, já o valor citado por Policarpo et al. (2002) de pectina total de 0,636mg/100g para a polpa de umbu encontra-se próximo ao da amostra a 180Brix. Na polpa integral (130Brix) o teor de pectina de 0,57% pectato de cálcio, representa um conteúdo, relativamente, pobre, se comparado com outros frutos, tais como: limão (3-4%), banana (0,7-1,2%) e maçã (0,5-1,6%) (Fogarty & Ward, 1972).

O teor de pectina aumentou cerca de 96% na polpa a 24oBrix com relação à polpa integral, sendo as substâncias pécticas os principais componentes químicos dos tecidos, as quais são responsáveis pelas mudanças de textura dos frutos (Chitarra & Chitarra, 1990).

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Tabela 1 - Valores médios do teor de pectina das polpas de umbu-cajá em diferentes concentrações Concentração (oBrix) Pectina (% pectato de cálcio)

9 0,3464 d 13* 0,5098 c 15 0,5722 c 18 0,6099 c 21 0,8525 b 24 1,0005 a * Polpa integral DMS = 0,1407; MG = 0,6486% pectato de cálcio; CV = 7,91%

MG – Média geral; CV – Coeficiente de variação e DMS – Desvio mínimo significativo.

Obs.: médias seguidas pelas mesmas letras não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey em nível de 5% de probabilidade.

Umidade

Através dos valores médios de umidade das polpas de umbu-cajá (Tabela 3), comprova-se o decréscimo desse conteúdo com o aumento dos sólidos solúveis totais (oBrix), havendo diferença significativa entre

todas as amostras. A umidade da polpa a 15oBrix assemelha-se ao determinado por Noronha et al. (2000) que foi de 86%, porém esse valor está abaixo da umidade da polpa integral (88,81%) o qual assemelha-se ao valor publicado por Cavalcante et al. (2003) de 89,16% para o umbu maduro.

Tabela 2 - Valores médios da umidade para as polpas de umbu-cajá em diferentes concentrações

Concentração (oBrix) Umidade (%)

9 91,54 a 13* 88,81 b 15 86,13 c 18 84,27 d 21 81,06 e 24 77,60 f DMS = 0,20992; MG = 84,90%; CV = 0,07%

MG – Média geral; CV – Coeficiente de variação e DMS – Desvio mínimo significativo.

Obs.: médias seguidas pelas mesmas letras não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey em nível de 5% de probabilidade.

Cinzas

O conteúdo mineral (cinzas) das polpas de umbu-cajá, nas diferentes concentrações estudadas (Tabela 3), é superior ao obtido por Lima et al. (2002) que foi de 0,33%. Esse percentual aumenta ao passo que a

concentração aumenta, não havendo diferença significativa entre a polpa integral (13oBrix) e as polpas a 150Brix e 180Brix. As cinzas na polpa de umbu-cajá integral (130Brix) estão na mesma faixa de valor encontrada no umbu de 0,53% (Ferreira, 2000).

Tabela 3 - Valores médios das cinzas para a polpa de umbu-cajá em diferentes concentrações

Concentração (oBrix) Cinzas (%)

9 0,4275 e

13* 0,54275 d

15 0,7037 c

18 0,7867 bc

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Reologia

Observa-se, na Tabela 4, reduções das viscosidades aparentes com o aumento da velocidade de rotação; nas amostras com concentrações mais altas (18, 21 e 24oBrix) esse comportamento é, estatisticamente, diferente (p<0,05) entre todos os valores médios da viscosidade, porém, nas demais concentrações (9, 13 e 15oBrix), não existe diferença significativa, entre as viscosidades nas velocidades de 50 e 100rpm. O decréscimo de viscosidade com a velocidade de rotação em todas as concentrações estudadas, também, foi verificado por Evangelista et al. (2003) ao trabalharem com polpa de umbu.

Também, podem ser observados, de maneira geral, aumento dos valores de viscosidade com o aumento dos sólidos solúveis totais (0Brix), concordando com o estudo de Silva (1999). Nas velocidades de rotação entre 0,5 e 20rpm todas as amostras diferem, estatisticamente, entre si com o

aumento da concentração, porém nas velocidades mais elevadas, essas diferenças apresentam algumas exceções. Na velocidade de 50 rpm, a viscosidade aparente da polpa a 90Brix não difere, estatisticamente, da polpa a 130Brix, e a polpa a 130Brix não difere, estatisticamente, da polpa a 150Brix. Na velocidade de 100 rpm, a viscosidade das três amostras com menor teor de sólidos solúveis totais não diferem, estatisticamente, e as viscosidades das amostras a 15 e a 180Brix são, estatisticamente, iguais.

Em termos percentuais, verifica-se aumento nas viscosidades, com os seguintes índices entre os valores das amostras com menor (90Brix) e maior (24oBrix) concentração, para cada velocidade: velocidade de 0,5 rpm, 1.073%, velocidade 1rpm, 1.208%, velocidade de 2,5rpm 1.422%, velocidade de 5rpm 1.456%, velocidade de 10rpm 1.548%, velocidade de 20rpm 1.580%, velocidade de 50rpm 1.402%, velocidade de 100rpm, 1.277%.

Tabela 4 - Viscosidades aparente (Pa.s) das polpas de umbu-cajá em diferentes concentrações a 100C Velocidade de rotação (rpm) Concentrações (0Brix) 9 13 15 18 21 24 0,5 10,37aF 25,4 aE 37,6 aD 66,24 aC 84,16 aB 121,64 aA 1 6,86 bF 18,68 bE 27,52 bD 48,08 bC 60,32 bB 89,76 bA 2,5 3,31 cF 9,59 cE 15,06 cD 26,62 cC 33,15 cB 50,40 cA 5 1,95 dF 5,71 dE 9,28 dD 15,82 dC 20,24 dB 30,34 dA 10 1,12 deF 3,29 eE 5,50 eD 9,40 eC 12,34 eB 18,46 eA 20 0,67 eF 1,86 fE 3,25 fD 5,51 fC 7,53 fB 11,26 fA 50 0,39 eE 0,94 fgDE 1,65 gD 2,81 gC 3,96 gB 5,86 gA 100 0,26 eD 0,5799 gD 1,02 gCD 1,75 hBC 2,45 hB 3,58 hA

DMS colunas = 0,920; DMS para linhas = 0,865; MG =19,22 Pa.s; CV = 2,47% MG – Média geral; CV – Coeficiente de variação e DMS – Desvio mínimo significativo.

Obs.: médias seguidas pelas mesmas letras não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey em nível de 5% de probabilidade.

Têm-se, na Tabela 5, os valores dos parâmetros de ajuste da equação linear e dos coeficientes de determinação (R2) para a representação dos dados de viscosidade em função da concentração das polpas de umbu-cajá, nas diferentes velocidades de rotação. Constata-se que os valores de R2 variaram entre 95,22% e 96,47%, o que se traduz em um bom

grau de confiabilidade das equações de regressões para estimar a viscosidade das polpas de umbu-cajá em função dos sólidos solúveis totais. Bayindirli (1993), também, verificou em suco de uva que a viscosidade aparente aumenta rapidamente com os sólidos solúveis totais.

(6)

Tabela 5 – Parâmetros da equação de regressão linear para representar os dados de viscosidade

aparente em função da concentração para a polpa de umbu-cajá a 10oC

Velocidade (rpm) =a+b(SST) R2 (%) a b 0,5 -66,2862 7,431272 96,47 1,0 -49,2885 5,469509 96,24 2,5 -28,6640 3,101138 95,91 5,0 -17,3533 1,874598 96,22 10 10,7960 1,148862 96,04 20 -6,72513 0,704308 95,56 50 -3,53317 0,367790 95,30 100 -2,11921 0,223552 95,22

 - viscosidade aparente (Pa.s); a, b – parâmetros da equação linear; SST – sólidos solúveis totais (OBrix).

Na Figura 1 tem-se a representação gráfica da viscosidade aparente das polpas de umbu-cajá em função da concentração de pectina nas oito velocidades estudadas. Observa-se que a viscosidade aparente aumenta com a concentração de pectina. Os coeficientes

de determinação foram superiores a 0,9, demonstrando alta correlação entre o percentual de pectina e a viscosidade. Sharma et al. (1996) também verificaram que as pectinas influenciam as propriedades reológicas e de fluxo da polpa de tomate.

Pectina (%)

Viscosi

dade (P

a.s)

-20 0 20 40 60 80 100 120 140 160 0,4 0,6 0,8 1,0 0,5 y=(-52,054593)+(169,0264)*x - R2=0,965 1 y=(-38,86809)+(124,4892)*x - R2=0,962 2.5 y=(-22,7388)+(70,55757)*x - R2=0,959 5 y=(-13,81994)+(42,72566)*x - R2=0,962 10 y=(-8,66987)+(26,245324)*x - R2=0,960 20 y=(-5,464498)+(16,155655)*x - R2=0,956 50 y=(-2,888896)+(8,4581303)*x - R2=0,953 100 y=(-1,72441)+(5,136126)*x - R2=0,952

Figura 1 - Variação da viscosidade aparente da polpa de umbu-cajá em função do conteúdo de

pectina, para velocidades distintas, a 100C

CONCLUSÕES

(7)

Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.5, n.2, p.161-168, 2003

 O conteúdo mineral (cinzas) variou de 0,4275 a 1,0723%, estando os maiores valores nas polpas de maior concentração.

 As viscosidades aparentes das polpas de umbu-cajá foram influenciadas pelo conteúdo de sólidos solúveis totais e pectina.

 A concentração das amostras provocou acréscimos nas viscosidades aparentes.

 O aumento da velocidade de rotação provocou reduções nos valores das viscosidades aparentes.

 O valor da viscosidade aparente da amostra a 24oBrix com relação a de 9oBrix aumentou em média 1.370%.

 As viscosidades aparente das polpas de umbu-cajá em função do teor de pectina e em função dos sólidos solúveis totais podem ser representadas por equações lineares, com R2 superiores a 0,9.

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