CARACTERIZAÇÃO DAS INTERLIGAÇÕES
em 31 de Dezembro de 2009
ÍNDICE
1.
ENQUADRAMENTO E OBJECTIVOS
1
2. CONTEÚDO
1
3.
INFORMAÇÃO SOBRE AS LINHAS DE INTERLIGAÇÃO
2
3.1. LIMITES TÉRMICOS DAS LINHAS
4
4.
CAPACIDADE DE TRANSPORTE NAS INTERLIGAÇÕES
6
4.1. METODOLOGIA DE CÁLCULO DO GESTOR DE SISTEMA
6
4.2. VALORES
ANUAIS
8
4.3. VALORES
MENSAIS
11
4.4. VALORES
SEMANAIS
11
4.5. REFORÇO DA CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO
11
5.
CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO EFECTIVAMENTE UTILIZADA
12
6.
EVOLUÇÃO DA CAPACIDADE DE 2002 A 2009
14
7.
ALTERAÇÕES E JUSTIFICAÇÕES À CAPACIDADE APÓS PUBLICAÇÃO
17
8. BIBLIOGRAFIA
18
9. GLOSSÁRIO
18
ÍNDICE DE QUADROS
Quadro 1 – TEMPERATURAS DE AMBIENTE UTILIZADAS NOS LIMITES DE VERÃO
Quadro 2 – RESUMO DOS CRITÉRIOS DE SEGURANÇA
Quadro 3 – SOBRECARGAS TEMPORÁRIAS ADMISSÍVEIS [%]
Quadro 4 – CAPACIDADE INDICATIVA DE INTERLIGAÇÃO DISPONÍVEL PARA FINS COMERCIAIS PARA
2009
Quadro 5 – LIMITAÇÃO DA CAPACIDADE POR OPERADOR REN - REE
Quadro 6 – REDUÇÕES NA CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO 2009
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1 – MAPA DA REDE NACIONAL DE TRANSPORTE
Figura 2 – LIMITES DA LINHA ALTO LINDOSO – CARTELLE 1 400 kV EM 2009
Figura 3 – LIMITES DA LINHA ALTO LINDOSO – CARTELLE 2 400 kV EM 2009
Figura 4 – LIMITES DA LINHA FALAGUEIRA – CEDILLO 400 kV EM 2009
Figura 5 – LIMITES DA LINHA ALQUEVA – BROVALES 400 kV EM 2009
Figura 6 – LIMITES DA LINHA LAGOAÇA – ALDEADÁVILA 2 220 kV EM 2009
Figura 7 – LIMITES DA LINHA LAGOAÇA – ALDEADÁVILA 3 220 kV EM 2009
Figura 8 – LIMITES DA LINHA POCINHO – SAUCELLE 220 kV EM 2009
Figura 9 – CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO – 2009
Figura 10 – HISTOGRAMA – EXPORTAÇÃO 2009
Figura 11 – HISTOGRAMA – IMPORTAÇÃO 2009
Figura 12 – TAXA DE UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO (>95%)
Figura 13 – HISTOGRAMA - CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO 2002 A 2009 ES -> PT
Figura 14 – HISTOGRAMA - CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO 2009 ES -> PT (EFEITO RESERVA)
Figura 15 – HISTOGRAMA - CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO 2002 A 2009 PT ->-ES
Figura 16 – HISTOGRAMA - CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO 2009 PT ->-ES (EFEITO RESERVA)
ÍNDICE DE ANEXOS
Anexo A –
TABELAS COM OS LIMITES DAS LINHAS DE INTERLIGAÇÃO
Anexo B – GRÁFICOS MENSAIS DA CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO E TAXA DE UTILIZAÇÃO
Anexo C –CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO SEMANAL - 2009
1. ENQUADRAMENTO E OBJECTIVOS
O presente documento, ‘Caracterização das Interligações em 31 de Dezembro de 2009’ (adiante
designado apenas por ‘Caracterização das Interligações’), elaborado pela REN – Rede Eléctrica
Nacional, S.A., enquanto concessionária da Rede Nacional de Transporte (RNT), dá provimento ao
estipulado no número 2 do artigo 23.º do Regulamento de Acesso às Redes e às Interligações
(RARI).
Na sequência de sugestões da ERSE foram incluídos no CD-ROM (e serão publicados no site da
REN) os dados referentes não só aos valores da capacidade da interligação como também aos
valores de trânsito observados em cada hora. Foi também incluída uma análise estatística da
utilização da interligação (Anexo B) e ainda uma análise sobre qual das redes de transporte, da
REN ou da REE, limita a capacidade de interligação, caracterizando quer as situações de
importação quer as de exportação, em termos do número de horas de limitação e da redução do
volume de energia transaccionável. São apresentados também os reforços da capacidade de
interligação, quer os do ano em análise, quer os do futuro próximo.
O seu objectivo tal como referido no número 1 desse artigo, é o de disponibilizar aos agentes de
mercado, informação sobre a capacidade de interligação disponível para fins comerciais e a sua
efectiva utilização.
Uma vez aprovado o presente documento pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos
(ERSE) e de acordo com o artigo 41.º do RARI, será feita a sua publicação pela REN.
2. CONTEÚDO
A Caracterização das Interligações, tal como estipulado no número 2 do artigo 23.º do RARI,
inclui a seguinte informação:
•
A localização geográfica das linhas e das subestações;
•
As principais características das instalações (que estão descritas no site REN –
www.ren.pt
+ Electricidade> Centro de Informação> Publicações> Mibel> MIBEL - Boletim de
evolução do estado das interligações - Dezembro 2004);
•
Valores máximos dos trânsitos de potência nas linhas, nomeadamente os limites térmicos
das linhas bem como aos limites impostos pelos equipamentos terminais das mesmas (capítulo 3);
•
Os valores da capacidade de interligação técnica e disponível para fins comerciais
previstos nos termos do Artigo 33.º;
•
As actualizações diárias dos valores da capacidade de interligação técnica e disponível
para fins comerciais, nos termos do artigo 33.º;
•
Identificação e justificação dos principais congestionamentos ocorridos com impacte na
capacidade de interligação.
No capítulo 4 é apresentada a metodologia utilizada pelo Gestor de Sistema para o cálculo da
Capacidade de Interligação.
Para a capacidade de interligação efectivamente utilizada e uma análise à evolução da
capacidade de interligação no horizonte temporal 2002-2009 estão reservados os capítulos 5 e 6
respectivamente.
No capítulo 7 estão identificados alguns dos documentos utilizados para a elaboração do presente
relatório.
O capítulo 8 contém um Glossário dos termos técnicos e siglas usadas neste documento.
O presente documento contêm quatro anexos, as tabelas com os limites das linhas de interligação
(Anexo A), os gráficos mensais da capacidade de interligação e taxa de utilização (Anexo B), a
capacidade de interligação semanal – 2009 (Anexo C)e a capacidade de interligação mensal –
2009 (Anexo D).
Os dados incluídos no anexo B referem-se aos valores calculados pelo Gestor de Sistema, pela REE
e ao resultado da comparação dos dois primeiros (valor mínimo).
A versão impressa do Anexo C contém apenas os valores referentes ao mês de Janeiro de 2009,
sendo os valores das restantes semanas apresentadas num CD-ROM que acompanha o documento.
No “site” da REN o anexo C conterá a informação respeitante à totalidade das semanas.
Salienta-se que todas as horas presentes neste documento, nomeadamente as horas de início de
indisponibilidades, são relativas à hora CET (Central European Time).
3. INFORMAÇÃO SOBRE AS LINHAS DE INTERLIGAÇÃO
Actualmente existem sete linhas de interligação, que estão distribuídas por dois níveis de tensão.
No final do ano, entraram ao serviço as linhas LAGOAÇA – ALDEADAVILA 3 a 220 kV (16 de
Dezembro de 2009) e LAGOAÇA – ALDEADAVILA 2 a 220 kV (18 de Dezembro de 2009), originárias
respectivamente das antigas POCINHO – ALDEADAVILA e BEMPOSTA – ALDEADAVILA, estás últimas
foram descomissionadas no dia de entrada em serviço das primeiras.
Segue uma lista das linhas de interligação distribuídas por nível de tensão e uma figura ilustrativa
da localização geográfica destas.
400 kV
ALTO LINDOSO – CARTELLE 1
ALTO LINDOSO – CARTELLE 2
FALAGUEIRA – CEDILLO
ALQUEVA – BROVALES
220 kV
LAGOAÇA – ALDEADÁVILA 2
LAGOAÇA – ALDEADÁVILA 3
POCINHO – SAUCELLE
3.1
LIMITES TÉRMICOS DAS LINHAS
No quadro abaixo estão as temperaturas definidas para cada linha de interligação.
Q
UADRO
1 – TEMPERATURAS DE AMBIENTE UTILIZADAS NOS LIMITES DE VERÃO
LINHA DE INTERLIGAÇÃO
Temperatura ambiente (ºC)
ALTO LINDOSO – CARTELLE 1
29
ALTO LINDOSO – CARTELLE 2
29
FALAGUEIRA – CEDILLO
33
ALQUEVA – BROVALES
35
LAGOAÇA – ALDEADAVILA 2
32
LAGOAÇA – ALDEADAVILA 3
32
POCINHO - SAUCELLE
32
Os limites das linhas para o ano em análise são apresentados nas figuras 2 a 8. Mantêm-se
algumas limitações por equipamentos terminais (Transformadores de Intensidade – TI). Esta
limitação por TI verifica-se nas linhas de 400 kV, para o valor de 1386 MVA, ou 2000 A. O único
período em que a REE limita nos 400 kV é durante o Verão e o Outono, altura em que os limites
na linha ALQUEVA – BROVALES são inferiores aos da REN (limite imposto pelos TI’s).
Figura 2 - LIMITES DA LINHA ALTO LINDOSO - CARTELLE 1 400 kV
Figura 3 - LIMITES DA LINHA ALTO LINDOSO - CARTELLE 2 400 kV
1200 1300 1400 1500 1600 1700 1800 Ja n Fe v Ma r Ab r Ma i Ju n Ju l Ag o Se t Ou t No v De z MVA 0 500 1000 1500 2000 2500A
REN REE LIMITES EM MVA LIMITES EM AMPERES
1200 1300 1400 1500 1600 1700 1800 Ja n Fe v Ma r Ab r Ma i Ju n Ju l Ag o Se t Ou t No v De z MVA 0 500 1000 1500 2000 2500A
Figura 4 - LIMITES DA FALAGUEIRA - CEDILLO 400 kV
1200 1300 1400 1500 1600 1700 1800 Ja n Fe v Ma r Ab r Ma i Ju n Ju l Ag o Se t Ou t No v De z MVA 1800 1850 1900 1950 2000 2050AREN REE LIMITES EM MVA LIMITES EM AMPERES
Figura 6 - LIMITES DA LINHA LAGOAÇA - ALDEADAVILA 2 220 kV
200 250 300 350 400 450 500 550 600 Ja n Fe v Ma r Ab r Ma i Ju n Ju l Ag o Se t Ou t No v De z MVA 900 950 1000 1050 1100 1150 1200A
REN REE LIMITES EM MVA LIMITES EM AMPERES
Figura 8 - LIMITES DA LINHA POCINHO - SAUCELLE 220 kV
200 250 300 350 400 450 500 550 600 Ja n Fe v Ma r Ab r Ma i Ju n Ju l Ag o Se t Ou t No v De z MVA 900 950 1000 1050 1100 1150 1200A
REN REE LIMITES EM MVA LIMITES EM AMPERES
Figura 5 - LIMITES DA LINHA ALQUEVA – BROVALES 400 kV
1200 1300 1400 1500 1600 1700 1800 Ja n Fe v Ma r Ab r Ma i Ju n Ju l Ag o Se t Ou t No v De z MVA 1800 1850 1900 1950 2000 2050A
REN REE LIMITES EM MVA LIMITES EM AMPERES
Figura 7 - LIMITES DA LINHA LAGOAÇA - ALDEADAVILA 3 220 kV
200 250 300 350 400 450 500 550 600 Ja n Fe v Ma r Ab r Ma i Ju n Ju l Ag o Se t Ou t No v De z MVA 900 950 1000 1050 1100 1150 1200A
No anexo A estão as tabelas dos limites da REN, REE e o mínimo dos dois (em MVA e A).
4.
CAPACIDADE DE TRANSPORTE NAS INTERLIGAÇÕES
4.1.
METODOLOGIA DE CÁLCULO DO GESTOR DE SISTEMA
4.1.1
Cenários utilizados
De forma a calcular-se a capacidade comercial da interligação é indispensável definir-se uma
topologia de rede bem como dispor de uma estimativa do perfil da produção ordinária e da
respectiva ordem de mérito.
Consideram-se os pedidos de indisponibilidades de elementos de rede (Portuguesa ou Espanhola)
que possam influenciar a capacidade da interligação, para o período em questão, que deram
entrada até às 15:00 horas da 3ª Feira da semana anterior.
Os operadores de sistema deverão trocar entre si informação relativa à geração prevista que
possa influenciar a capacidade da interligação.
4.1.2
Determinação da capacidade máxima
Para cada situação de trânsito de potência na rede ibérica conjunta (usando se necessário
equivalentes simplificados adequados para parte das redes) e com sistemas ajustados para uma
situação de saldo nulo nas interligações vai-se incrementando este por escalões — num caso no
sentido de se aumentar a importação e noutro a exportação — alterando a geração da produção
ordinária de acordo com a ordem de mérito, até se detectar o limiar, em cada sentido, em que
se verifica a violação dos critérios de segurança definidos no ponto seguinte. Estes limiares
constituirão os valores da capacidade máxima da interligação em cada sentido.
Os critérios de segurança, para a determinação das capacidades semanais de interligação, estão
sintetizados nos Quadros 2 e 3.
(*) Na rede interna de Portugal o limite por desvio angular é de 25º.
(*) Os valores da tabela referentes à sobrecarga temporária admissível têm carácter indicativo pois podem ter, na
prática, pequenas variações em torno do número indicado em função da especificidade dos equipamentos constituintes
dos elementos das redes.
Os valores indicativos das sobrecargas temporárias têm como referência as capacidades nominais dos transformadores e
as máximas das linhas. No caso das linhas os valores de capacidade máxima de projecto são diferentes consoante a época
sazonal, menores de Verão e mais elevados de Inverno.
4.1.3 Determinação das capacidades para fins comerciais
As capacidades disponíveis para fins comerciais resultam do desconto de uma parcela de 100 MW
para valores inferiores a 1000 MW, para valores superiores descontam-se 10% às capacidades
máximas, determinadas de acordo com o descrito no ponto 4.1.2, para se ter em conta
incertezas de carácter geral relacionadas com o perfil de geração/consumo e com a topologia de
rede e para fazer face aos inevitáveis desvios associados à regulação da interligação.
Até às 13:00 horas de todas as quintas-feiras, os operadores de sistema comunicarão mutuamente
os valores que calcularam das capacidades da interligação para fins comerciais, nos sentidos de
Q
UADRO
2
-
RESUMO
DOS
CRITÉRIOS
DE
SEGURANÇA
Tensão
Desvio angular
regulação
Desvio de
Frequência
Interrupção de
fornecimento
Sem falha [N]
Dentro da banda
estabelecida en
funcionamento
normal.
Sem restrições
particulares
De acordo com
procedimento
“Funcionament
o do Sistema”
De acordo
com regras
da UCTE
Não permitido
400 kV: 372-420
220 kV: 205-245
150 kV: 140-165
Em situação de falta
[N-1]
63 kV: 60-66
Máximo
(*)de 30º
após
redespachos
realizáveis em
15 minutos
Idem Idem Idem
400 kV: 360-420
220 kV: 198-245
150 kV: 135-165
Em situação de falta
[N-2]
63 kV: 59-66
Idem Idem
Idem Idem
Q
UADRO
3
–
SOBRECARGAS
TEMPORÁRIAS
ADMISSÍVEIS [%]
(*)t < 20 min
20 min < t < 2 h
Época sazonal
LINHAS
TRANSF
LINHAS
TRANSF
Sem falha [N]
Todas
0
0
0
0
Inverno 15
25
0
20
Intermédia 15
15
0
10
Em situações de
falha
[N-1] ou [N-2]
Verão 15
10
0
5
importação e exportação, nas situações de ponta e vazio, para as duas semanas seguintes, com
início às 00:00 horas do Sábado seguinte.
Juntamente com as capacidades referidas, os operadores de sistema poderão fornecer
informações complementares relativas às configurações topológicas da rede de transporte e à
disponibilidade de grupos geradores que foram contemplados nos estudos. Sempre que entendam
necessário, os operadores facultarão mutuamente a informação sobre os fluxos máximos de
potência admissíveis em cada uma das linhas de interligação e/ou nas linhas com influência na
capacidade da interligação, nas simulações realizadas.
Cada operador poderá apresentar mais do que um valor de capacidade disponível para fins
comerciais, para o mesmo período horário, indicando para cada um deles as medidas topológicas
requeridas para os viabilizar (por exemplo, antenas de geração ou de consumo em linhas de
interligação ou em linhas com influência na capacidade da interligação, separação de
barramentos em subestações, abertura de elementos da rede de transporte, diferentes perfis de
produção, etc.).
As capacidades disponíveis da interligação para fins comerciais corresponderão aos mínimos dos
valores calculados por cada um dos operadores de sistema.
4.2.
VALORES ANUAIS
Para determinação da capacidade indicativa para fins comerciais, tendo por base os resultados
de segurança que incidiram sobre a rede física de MAT deverão ser tidos em conta as seguintes
condicionantes adicionais:
a) A potência de geração do parque produtor português é muito dependente das fontes de
energia renováveis, em particular da hidroeléctrica. Em períodos de menor
afluências/armazenamento hídrico a potência disponível por parte destes aproveitamentos
será, em termos médios, necessariamente inferior à potência instalada, o que leva a que,
nalguns regimes, a restrição detectada quando de pretendem identificar limites de
exportação, é por insuficiência do parque produtor português e não por rede física de MAT.
b) De modo inverso, a ocorrência de regimes de forte produção hídrica e eólica, pode tornar
inviável grandes volumes de importação, em particular quando o consumo nacional for baixo.
c) Para garantir os critérios de estabilidade do sistema eléctrico é necessário garantir uma
reserva secundária de geração no sistema, de forma a garantir a reserva à indisponibilidade
do maior grupo gerador ligado à rede (aproximadamente 400MW) e pequenos desvios do
consumo previsto (cerca de 2% do consumo).
Nestes pressupostos, foi elaborada a estimativa da capacidade de interligação disponível, que
pode ser livremente usada para fins comerciais, que se documenta no Quadro 4.
Q
UADRO
4
–
C
APACIDADE
I
NDICATIVA DE
I
NTERLIGAÇÃO
D
ISPONÍVEL PARA
F
INS
C
OMERCIAIS PARA
2009
(Englobando restrições da RNT e do sistema produtor português)
Exportação (MW)
(1)
Importação (MW)
Ponta e Cheia
Vazio
Ponta e Cheia
Vazio
Ano 2009
Sem
indisp.
(2)Com
indisp.
(2)Sem
indisp.
(2)Com
indisp.
(2)Sem
indisp.
(2)Com
indisp.
(2)Sem
indisp.
(2) (3)Com
indisp.
(2)Janeiro
1080
-
1240
-
1080
-
1490
-
Fevereiro
1100
(4)-
1300
(4)-
1080
-
1670
-
Março
1100
(4)-
1260
-
1190
-
1280
-
Abril
1200
(4)-
1340
-
1010
-
1110
-
Maio
1200
(4)-
1130
-
1170
1040
1000
-
Junho
1100
(4)-
1200
(4)-
1670
1170
1080
-
Julho
1100
(4)-
1200
(4)-
1620
1490
1150
-
Agosto
1080
0
(5)1500
(4)-
1610
1430
1110
-
Setembro
1200
(4)-
1400
(4)-
1640
-
1040
-
Outubro
1200
(4)-
1500
(4)-
1580
-
1050
-
Novembro
1400
(4)-
1310
-
1620
-
1080
-
Dezembro
1400
(4)-
1240
-
1620
-
1240
-
(1)
Os valores de exportação poderão vir a ser mais reduzidos em relação ao indicado, na ocorrência
de cenários de sistema muito desfavoráveis tanto de disponibilidade de geração hídrica e eólica,
como situações de consumo muito elevado.
(2)
Foi efectuado o cálculo com e sem o Plano de Indisponibilidades para 2009 de elementos da rede
ibérica com influência na capacidade de interligação, sendo apenas apresentados resultados na
coluna ‘Com Indisp’ quando os mesmos são mais restritivos do que os do cálculo “Sem Indisp”.
(3)Os valores desta coluna decorrem de situações de forte produção PRE, que tem prioridade de
colocação no sistema, e que conduzem à inexistência de potência disponível nas centrais em
regime ordinário para reduzir. Contudo, estes valores poderão ainda ser mais reduzidos se
houver uma simultaneidade de forte produção eólica e hídrica. Esta limitação não resulta pois de
restrições em elementos da RNT – Valores assinalados a verde.
(4)
Estes valores resultam da não existência de mais potência/energia disponível no parque produtor
português para exportar e não decorrem de limitações da RNT – Valores assinalados a amarelo.
(5)Esta limitação deriva de uma indisponibilidade prevista na rede espanhola.
Da observação dos valores desta tabela ressaltam os seguintes principais comentários:
• No regime de exportação
Até a entrada de nova geração PRO (em particular as primeiras centrais de ciclo combinado
já licenciadas), estima-se que a capacidade de exportação poderá ficar limitada, por falta de
disponibilidade do parque produtor, a 1100/1200 MW,
de acordo com os critérios de
segurança na operação global do sistema.
Na segunda metade do ano de 2009 estes valores podem subir ligeiramente em sintonia com o
saldo positivo de geração térmica em serviço (entram dois grupos CCGT em Lares e são
desactivados dois grupos de fuel no Carregado).
Não obstante, estes valores podem ter flutuações consideráveis no sentido de
aumento/diminuição em função de regimes hidrológicos mais extremos.
• No regime de importação
Os valores estimados de capacidade de importação disponível para fins comerciais no período
de ponta/cheia oscilam entre os 1000/1200 MW na primeira metade de 2009, passando para a
gama dos 1600 MW a partir do mês de Junho. Esta subida acentuada deve-se, em grande
parte, ao reforço de autotransformação nas subestações da Falagueira e de Ferreira do
Alentejo
Se se verificar uma elevada produção de natureza eólica (potência não despachável) no
período de menor carga (horas de vazio), pode suceder não ser possível dispor de uma
capacidade de importação no vazio para além dos 1100 MW.
Nestes cenários, se as afluências hídricas forem relativamente elevadas, a capacidade de
importação poderá ainda ser inferior à mencionada, por inconveniência de redução de
produção hídrica das centrais do regime ordinário.
Refira-se, por último, que os valores apresentados quer para a capacidade de exportação quer de
importação têm carácter indicativo, tendo em conta que, no dia a dia, os valores podem ser
temporariamente menores em virtude da existência de outras indisponibilidades não
programadas tanto ao nível dos elementos de rede como ao nível de grupos de geração, assim
como da necessidade de dispor da adequada geração para cumprir com o critério de reserva do
sistema.
4.3. VALORES
MENSAIS
Presentemente são publicados no site da REN os valores da capacidade de interligação para fins
comerciais, 10 dias antes do início de cada mês.
4.4.
VALORES SEMANAIS
Os valores publicados semanalmente são apresentados na figura 9 (capitulo 5).
O quadro 5 apresenta uma análise sobre qual das redes de transporte, da REN ou da REE, limita a
capacidade de interligação, caracterizando quer as situações de importação quer as de
exportação, em termos do número de horas de limitação e da redução do volume de energia
transaccionável, tendo-se obtido os seguintes resultados (Quadro 5):
Q
UADRO
5 – LIMITAÇÃO DA CAPACIDADE POR OPERADOR REN - REE
IMPORTAÇÃO E → P
EXPORTAÇÃO P → E
2009
2008
2007
2006
2009
2008
2007
2006
TSO
REN
REE REN REE REN REE
REN
REE REN REE
REN
REE
REN
REE
REN
REE
Número de horas 3038 3756 701 7412 262 7702 1362 6566 609 6687 4534 3230 1896 6067 6470 1450
Número de horas
(%)
35
43
8
85
3
88
16
75
7
76
52
37
22
69
74
17
Potência média
limitada (MW)
147 200 40 207 33 350
84
376 24 292 214 195 136 373 354 206
Em 2009 a REN limitou no sentido Espanha -> Portugal (importação) durante um número de horas
bastante superior ao de anos anteriores. Este aumento deve-se sobretudo aos trabalhos
associados ao estabelecimento da nova interligação a 400 kV no Douro Internacional, realizados
na área da Subestação do Pocinho, nomeadamente nas linhas Pocinho - Valdigem 1 e 2, Pocinho -
Saucelle e Pocinho - Chafariz. Também nos 400 kV foram realizadas algumas indisponibilidades
com influência na capacidade de interligação, tal como na linha Palmela-Sines 2.
4.5
REFORÇO DA CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO
No ano em análise entrou em serviço a subestação de LAGOAÇA (DOURO INTERNACIONAL).
Inicialmente esta instalação funcionará como posto de corte a 220 kV, permitindo um melhor
aproveitamento das capacidades das linhas existentes com benefícios na capacidade de
interligação.
Em meados de Dezembro de 2009 entraram ao serviço as linhas de interligação a 220 kV
LAGOAÇA – ALDEADAVILA 2 e LAGOAÇA – ALDEADAVILA 3, originárias das antigas BEMPOSTA –
ALDEADAVILA e POCINHO – ALDEADAVILA respectivamente.
5.
CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO EFECTIVAMENTE UTILIZADA
Neste gráfico apresentam-se os valores efectivamente utilizados e a capacidade de interligação
calculada pelo Gestor de Sistema, tal como referido no ponto 4.3.
Figura 9 - CAPACIDADE DE INTERLIGAÇÃO – 2009
Os histogramas que se seguem destinam-se a complementar a figura 9.
Figura 10 – HISTOGRAMA – EXPORTAÇÃO 2009
Figura 11 – HISTOGRAMA – IMPORTAÇÃO 2009
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2000 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2000