• Planificação anual
*
• Grelhas de avaliação por competência
*
• Soluções dos testes formativos do Manual
*
• 10 testes de avaliação e cenários de resposta
*
Ana Catarino
Célia Fonseca
Maria José Fonseca
GUIA DO
DO PROFESSOR
PORTUGUÊS 12.
OANO
OUTROS
PERCURSOS
PORTUGUÊS 12.
OANO
Para o Aluno
• Manual
• Provas-Modelo de Exame
• Caderno de Atividades
• Manual Multimédia
• www.outrospercursos12.asa.pt
Para o Professor
• Manual (Edição do Professor)
• Guia do Professor (Inclui Planos de Aula + Testes sumativos)
• (CD-ROM e online)
• www.outrospercursos12.asa.pt
* materiais disponíveis, em formato editável, em:
GUIA DO
DO PROFESSOR
OUTROS
PERCURSOS
O
R
RO
T
U
UT
O
OU
O
S
G
U
I
A
D
O
G
GU
O
C
R
E
P
O
S
O
S
R
U
C
G
G
GU
U
I
A
D
O
P
O
D
O
E
F
O
R
P
E
S
S
O
R
.
TUGUÊS 12
POR
OANO
Índice
1– Proposta de planificação anual . . . 6
2– Grelhas de apoio para avaliação •da oralidade. . . 12
•da leitura. . . 13
•da expressão escrita. . . 14
•dos testes de avaliação. . . 15
3– Textos complementares e propostas de resolução de atividades do manual. . . 18
4– Propostas de correção dos testes de avaliação formativa do Manual. . . 21
5– Testes de avaliação. . . 27
1
PLANIFICAÇÃO
P e rí o d o s/ Te m p o s le ti v o s S e q u ê n c ia s O b je ti v o s * C o n te ú d o s C o m p e tê n c ia s A ti v id a d e s /E s tr a té g ia s A v a li a ç ã o 2 b lo c o s + -14 b lo c o s (i n c lu in d o a a v a li a ç ã o ) (9 0 m in .) D ia g n o s e – D e te ta r c o n h e c im e n to s a o n ív e l d a s v á ri a s c o m p e tê n c ia s – P e rc e c io n a r d if ic u ld a d e s – R e a li z a r/ d e s e n v o lv e r ta re fa s d e r e v is ã o /r e m e d ia ç ã o o ri e n ta d a s T e x to s : – l ír ic o – d ra m á ti c o – n a rr a ti v o – L e it u ra d e t e x to s – C o m p re e n s ã o /e x p re s s ã o o ra l – E x p re s s ã o e s c ri ta – t ip o lo g ia s d iv e rs a s – F u n c io n a m e n to d a l ín g u a – R e s o lu ç ã o d a s p ro p o s ta s a p re s e n ta d a s p a ra d ia g n o s e F o rm a ti v a – A n te c ip a r c o n te ú d o s a p a rt ir d e i n d ic a d o re s v á ri o s – D e te rm in a r a in te n c io n a li d a d e c o m u n ic a ti v a – A d e q u a r o d is c u rs o à s it u a ç ã o c o m u n ic a ti v a – U ti li z a r d if e re n te s e s tr a té g ia s d e l e it u ra e e s c ri ta – R e c o n h e c e r fo rm a s d e p e rs u a s ã o e m a n ip u la ç ã o – R e c o n h e c e r a d im e n s ã o e s té ti c a e s im b ó li c a d a l ín g u a e d a i m a g e m – I d e n ti fi c a r a f u n ç ã o d a im a g e m r e la ti v a m e n te a o te x to – P ro g ra m a r a p ro d u ç ã o d a e s c ri ta e d a o ra li d a d e o b s e rv a n d o a s f a s e s d e p la n if ic a ç ã o , e x e c u ç ã o , a v a li a ç ã o – P ro d u z ir t e x to s d e d if e re n te s m a tr iz e s d is c u rs iv a s – R e fl e ti r s o b re o p a p e l e a s re s p o n s a b il id a d e s d o s m ed ia n a f o rm a ç ã o p e s s o a l e s o c ia l d o i n d iv íd u o – C o n ta c ta r c o m a u to re s d o P a tr im ó n io C u lt u ra l P o rt u g u ê s – T e x to s i n fo rm a ti v o s d iv e rs o s – T e x to s l it e rá ri o s – T e x to s l ír ic o s d e : *F e rn a n d o P e s s o a o rt ó n im o – o f in g im e n to p o é ti c o – a d o r d e p e n s a r – a n o s ta lg ia d a in fâ n c ia * H e te ró n im o s A lb e rt o C a e ir o – a p o e s ia d a s s e n s a ç õ e s – a p o e s ia d a n a tu re z a R ic a rd o R e is – o n e o p a g a n is m o – o E p ic u ri s m o e o E s to ic is m o Á lv a ro d e C a m p o s – a V a n g u a rd a e o s e n s a c io n is m o – a a b u li a e o t é d io F u n c io n a m e n to d a lí n g u a – S u b o rd in a ç ã o – M o d a li d a d e – C o e s ã o t e x tu a l: le x ic a l e r e fe n c ia l – F u n ç õ e s s in tá ti c a s – M o d a li d a d e L e it u ra – I d e n ti fi c a r c a ra c te rí s ti c a s d o s t e x to s lí ri c o s – D is ti n g u ir f a c to s d e s e n ti m e n to s e o p in iõ e s – D e s c re v e r e i n te rp re ta r te x to s e i m a g e n s – R e la c io n a r te x to s c o m i m a g e n s e /o u p a ra te x to s – R e c o n h e c e r o v a lo r e x p re s s iv o e e s ti lí s ti c o d a p o n tu a ç ã o – R e c o n h e c e r fo rm a s d e a rg u m e n ta ç ã o , p e rs u a s ã o e m a n ip u la ç ã o C o m p re e n s ã o /e x p re s s ã o o ra l – C o m p re e n d e r e n u n c ia d o s o ra is – R e c o n h e c e r a i m p o rt â n c ia d o s e le m e n to s l in g u ís ti c o s e n ã o li n g u ís ti c o s n a c o m u n ic a ç ã o o ra l – A p li c a r re g ra s d e s e le ç ã o d e in fo rm a ç ã o – E x p re s s a r e f u n d a m e n ta r o p in iõ e s p e s s o a is E x p re s s ã o e s c ri ta – A p li c a r a s r e g ra s d a t e x tu a li d a d e – P ro d u z ir t e x to s d o d o m ín io tr a n s a c io n a l e e d u c a ti v o – U ti li z a r té c n ic a s d e c o m p o s iç ã o d e d iv e rs o s t ip o s t e x tu a is – U ti li z a r c o rr e ta m e n te a o rt o g ra fi a e a p o n tu a ç ã o E s tr u tu ra e F u n c io n a m e n to d a l ín g u a – R e fl e ti r s o b re o f u n c io n a m e n to d a lí n g u a – A p li c a r a s r e g ra s d e f u n c io n a m e n to d a l ín g u a – L e it u ra l it e rá ri a d e te x to s l ír ic o s d e F e rn a n d o P e s s o a O rt ó n im o e H e te ró n im o s – P re e n c h im e n to d e e s q u e m a s – R e s p o s ta a q u e s ti o n á ri o s d e c o m p re e n s ã o / in te rp re ta ç ã o / a n á li s e d o s t e x to s – A u d iç ã o / v is u a li z a ç ã o d e d o c u m e n to s o ra is – P ro d u ç ã o d e t e x to s o ra is e e s c ri to s a d e q u a d o s a d if e re n te s s it u a ç õ e s d e c o m u n ic a ç ã o – V is io n a m e n to d e s e q u ê n c ia s f íl m ic a s e d e d o c u m e n tá ri o s – E x e rc íc io s d iv e rs o s s o b re fu n c io n a m e n to d a lí n g u a – O b s e rv a ç ã o d ir e ta d a a te n ç ã o / c o n c e n tr a ç ã o / p a rt ic ip a ç ã o n a s a ti v id a d e s d a a u la – C o m p re e n s ã o e e x p re s s ã o e s c ri ta s e o ra is – T e s te s d e a v a li a ç ã o – O ra li d a d e p la n if ic a d a – T ra b a lh o s d e c a s a – A u to e h e te ro a v a li a ç ã o P ro p o s ta d e P la n if ic a ç ã o A n u a l E S C O L A _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ A n o l e ti v o _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
1.
o
PE
RÍO
DO
Ou
tro
s P
erc
urs
os…
SE
QU
ÊN
CIA
1
… c
om
F
ern
an
do
P
es
so
a o
rtó
nim
o e
h
ete
ró
nim
os
* in P ro g ra m a d e P o rt u g u ê s d o E n s in o S e c u n d á ri o7 Planificação anual P e rí o d o s/ Te m p o s le ti v o s S e q u ê n c ia s O b je ti v o s * C o n te ú d o s C o m p e tê n c ia s A ti v id a d e s /E s tr a té g ia s A v a li a ç ã o + -13 b lo c o s (i n c lu ín d o a a v a li a ç ã o ) (9 0 m in .) – A n te c ip a r c o n te ú d o s a p a rt ir d e i n d ic a d o re s v á ri o s – D e te rm in a r a in te n c io n a li d a d e c o m u n ic a ti v a – A d e q u a r o d is c u rs o à s it u a ç ã o c o m u n ic a ti v a – U ti li z a r d if e re n te s e s tr a té g ia s d e l e it u ra e e s c ri ta – R e c o n h e c e r fo rm a s d e p e rs u a s ã o e m a n ip u la ç ã o – R e c o n h e c e r a d im e n s ã o e s té ti c a e s im b ó li c a d a lí n g u a e d a i m a g e m – I d e n ti fi c a r a f u n ç ã o d a im a g e m r e la ti v a m e n te a o t e x to – P ro g ra m a r a p ro d u ç ã o d a e s c ri ta e d a o ra li d a d e o b s e rv a n d o a s f a s e s d e p la n if ic a ç ã o , e x e c u ç ã o , a v a li a ç ã o – P ro d u z ir t e x to s d e d if e re n te s m a tr iz e s d is c u rs iv a s – R e c o n h e c e r v á ri o s t ip o s d e a rg u m e n to s – C o n ta c ta r c o m a u to re s d o P a tr im ó n io C u lt u ra l P o rt u g u ê s – T e x to s i n fo rm a ti v o s d iv e rs o s – T e x to s L it e rá ri o s : • T e x to s é p ic o s e lí ri c o s – O s L u sí a d a s, L u ís d e C a m õ e s – v is ã o g lo b a l – m it if ic a ç ã o d o h e ró i – r e fl e x õ e s d o p o e ta : c rí ti c a s e c o n s e lh o s a o s P o rt u g u e s e s – M e n sa g e m , F e rn a n d o P e s s o a – e s tr u tu ra e v a lo re s s im b ó li c o s – o s e b a s ti a n is m o e o m it o d o Q u in to Im p é ri o – r e la ç ã o i n te rt e x tu a l c o m O s L u sí a d a s F u n c io n a m e n to d a l ín g u a – C o n e c to re s e m a rc a d o re s d is c u rs iv o s – C o e s ã o t e x tu a l – R e c u rs o s e s ti lí s ti c o s – S u b o rd in a ç ã o – C o o rd e n a ç ã o – F u n ç õ e s s in tá ti c a s – V e rb o s : te m p o , m o d o e s u b c la s s e – C la s s e s d e p a la v ra s – M o d a li d a d e – A to s d e f a la – T ip o s d e s u je it o L e it u ra – I d e n ti fi c a r c a ra c te rí s ti c a s d o s te x to s é p ic o s e l ír ic o s – D is ti n g u ir f a c to s d e s e n ti m e n to s e o p in iõ e s – D e s c re v e r e i n te rp re ta r te x to s e im a g e n s – R e la c io n a r te x to s c o m i m a g e n s e /o u p a ra te x to s – R e c o n h e c e r o v a lo r e x p re s s iv o e e s ti lí s ti c o d a p o n tu a ç ã o – R e c o n h e c e r fo rm a s d e a rg u m e n ta ç ã o , p e rs u a s ã o e m a n ip u la ç ã o C o m p re e n s ã o /e x p re s s ã o o ra l – C o m p re e n d e r e n u n c ia d o s o ra is – R e c o n h e c e r a i m p o rt â n c ia d o s e le m e n to s l in g u ís ti c o s e n ã o li n g u ís ti c o s n a c o m u n ic a ç ã o o ra l – E x p re s s a r e f u n d a m e n ta r o p in iõ e s p e s s o a is – A p li c a r re g ra s d e s e le ç ã o d e in fo rm a ç ã o – O rg a n iz a r a i n fo rm a ç ã o re c o lh id a E x p re s s ã o e s c ri ta – A p li c a r a s r e g ra s d a t e x tu a li d a d e – U ti li z a r té c n ic a s d e c o m p o s iç ã o d e d iv e rs o s t ip o s t e x tu a is – U ti li z a r c o rr e ta m e n te o rt o g ra fi a e p o n tu a ç ã o E s tr u tu ra e F u n c io n a m e n to d a lí n g u a – R e fl e ti r s o b re o f u n c io n a m e n to d a l ín g u a – A p li c a r a s r e g ra s d e fu n c io n a m e n to d a l ín g u a – L e it u ra l it e rá ri a d e : te x to s é p ic o s e l ír ic o s – O s L u sí a d a s e M en sa g em d e L u ís d e C a m õ e s e F e rn a n d o P e s s o a , re s p e ti v a m e n te – P re e n c h im e n to d e e s q u e m a s – R e s p o s ta a q u e s ti o n á ri o s d e c o m p re e n s ã o / in te rp re ta ç ã o /a n á li s e d o s t e x to s – A u d iç ã o /v is u a li z a ç ã o d e d o c u m e n to s o ra is – P ro d u ç ã o d e t e x to s o ra is e e s c ri to s e x p o s it iv o s / a rg u m e n ta ti v o s – V is io n a m e n to d e s e q u ê n c ia s f íl m ic a s – R e a li z a ç ã o o ri e n ta d a d e d e b a te s – P rá ti c a d o re s u m o /s ín te s e – V is io n a m e n to d e s e q u ê n c ia s f íl m ic a s – L e it u ra c o m p a ra ti v a d e te x to i c ó n ic o e v e rb a l – E x e rc íc io s d iv e rs o s s o b re c o n h e c im e n to e x p lí c it o d a l ín g u a – O b s e rv a ç ã o d ir e ta d a a te n ç ã o / c o n c e n tr a ç ã o / p a rt ic ip a ç ã o n a s a ti v id a d e s d a a u la – C o m p re e n s ã o e e x p re s s ã o e s c ri ta s e o ra is – T e s te s d e a v a li a ç ã o – O ra li d a d e p la n if ic a d a – T ra b a lh o s d e c a s a – A u to e h e te ro a v a li a ç ã o
2.
o
PE
RÍO
DO
Ou
tro
s P
erc
urs
os…
SE
QU
ÊN
CIA
2
… c
om
O
s L
usí
ad
as
e a
M
en
sa
ge
m
* in P ro g ra m a d e P o rt u g u ê s d o E n s in o S e c u n d á ri oP e rí o d o s/ Te m p o s le ti v o s S e q u ê n c ia s O b je ti v o s * C o n te ú d o s C o m p e tê n c ia s A ti v id a d e s /E s tr a té g ia s A v a li a ç ã o + -12 b lo c o s (i n c lu ín d o a a v a li a ç ã o ) (9 0 m in .) – A n te c ip a r c o n te ú d o s a p a rt ir d e i n d íc io s v á ri o s – D e te rm in a r a in te n c io n a li d a d e c o m u n ic a ti v a – A d e q u a r o d is c u rs o à s it u a ç ã o c o m u n ic a ti v a – U ti li z a r d if e re n te s e s tr a té g ia s d e l e it u ra e e s c ri ta – R e c o n h e c e r fo rm a s d e p e rs u a s ã o e m a n ip u la ç ã o – R e c o n h e c e r a d im e n s ã o e s té ti c a e s im b ó li c a d a lí n g u a e d a i m a g e m – I d e n ti fi c a r a f u n ç ã o d a im a g e m r e la ti v a m e n te a o te x to – P ro g ra m a r a p ro d u ç ã o d a e s c ri ta e d a o ra li d a d e o b s e rv a n d o a s f a s e s d e p la n if ic a ç ã o , e x e c u ç ã o , a v a li a ç ã o – P ro d u z ir t e x to s d e d if e re n te s m a tr iz e s d is c u rs iv a s – R e c o n h e c e r v á ri o s t ip o s d e a rg u m e n to s – C o n ta c ta r c o m a u to re s d o p a tr im ó n io c u lt u ra l P o rt u g u ê s – T e x to s e x p o s it iv o s --a rg u m e n ta ti v o s e c rí ti c o s – T e x to s d ra m á ti c o s – T e x to s d e T e a tr o : F el iz m en te h á l u a r! d e L u ís d e S tt a u M o n te ir o : • C a te g o ri a s d o m o d o d ra m á ti c o • In te n ç ã o p e d a g ó g ic a • P a ra le li s m o e n tr e o p a s s a d o r e p re s e n ta d o e a s c o n d iç õ e s h is tó ri c a s d o s a n o s 6 0 • D e n ú n c ia d a v io lê n c ia e d a o p re s s ã o • V a lo re s d a l ib e rd a d e e d o p a tr io ti s m o • A s p e to s s im b ó li c o s F u n c io n a m e n to d a l ín g u a – F u n ç õ e s s in tá ti c a s – T ip o s d e s u je it o – A to s i lo c u tó ri o s – F ra s e s s im p le s e fr a s e s c o m p le x a s – S u b o rd in a ç ã o – C o e s ã o – P ro n o m in a li z a ç ã o – D e ít ic o s – V e rb o s : m o d o , te m p o e s u b c la s s e s – C la s s e s d e p a la v ra s – M o d a li d a d e – G ru p o s f rá s ic o s – M o d o s d e r e la to d o d is c u rs o L e it u ra – I d e n ti fi c a r c a ra c te rí s ti c a s d o s te x to s d ra m á ti c o s – I d e n ti fi c a r e le m e n to s c é n ic o s e o s e u v a lo r – D is ti n g u ir f a c to s d e s e n ti m e n to s e o p in iõ e s – D e s c re v e r e i n te rp re ta r te x to s e im a g e n s – R e la c io n a r te x to s c o m i m a g e n s e /o u p a ra te x to s – R e c o n h e c e r o v a lo r e x p re s s iv o e e s ti lí s ti c o d a p o n tu a ç ã o – R e c o n h e c e r fo rm a s d e a rg u m e n ta ç ã o , p e rs u a s ã o e m a n ip u la ç ã o C o m p re e n s ã o /e x p re s s ã o o ra l – C o m p re e n d e r e n u n c ia d o s o ra is – R e c o n h e c e r a i m p o rt â n c ia d o s e le m e n to s l in g u ís ti c o s e n ã o li n g u ís ti c o s n a c o m u n ic a ç ã o o ra l – E x p re s s a r e f u n d a m e n ta r o p in iõ e s p e s s o a is – A p li c a r re g ra s d e s e le ç ã o d e in fo rm a ç ã o – O rg a n iz a r a i n fo rm a ç ã o re c o lh id a E x p re s s ã o e s c ri ta – A p li c a r a s r e g ra s d a t e x tu a li d a d e – U ti li z a r té c n ic a s d e c o m p o s iç ã o d e d iv e rs o s t ip o s t e x tu a is – U ti li z a r c o rr e ta m e n te o rt o g ra fi a e p o n tu a ç ã o E s tr u tu ra e F u n c io n a m e n to d a lí n g u a – R e fl e ti r s o b re o f u n c io n a m e n to d a l ín g u a – A p li c a r a s r e g ra s d e fu n c io n a m e n to d a l ín g u a – L e it u ra l it e rá ri a d e te x to s d ra m á ti c o s -F el iz m en te h á l u a r! d e L u ís d e S tt a u M o n te ir o – P re e n c h im e n to d e e s q u e m a s – R e s p o s ta a q u e s ti o n á ri o s d e c o m p re e n s ã o / in te rp re ta ç ã o /a n á li s e d o s t e x to s – A u d iç ã o /v is u a li z a ç ã o d e d o c u m e n to s o ra is – P ro d u ç ã o d e t e x to s o ra is e e s c ri to s d e n a tu re z a d iv e rs a – V is io n a m e n to d e s e q u ê n c ia s f íl m ic a s – R e a li z a ç ã o o ri e n ta d a d e d e b a te s – P rá ti c a d o re s u m o /s ín te s e – V is io n a m e n to d e s e q u ê n c ia s f íl m ic a s – L e it u ra c o m p a ra ti v a d e te x to i c ó n ic o e v e rb a l – E x e rc íc io s d iv e rs o s s o b re f u n c io n a m e n to d a l ín g u a – O b s e rv a ç ã o d ir e ta d a a te n ç ã o / c o n c e n tr a ç ã o / p a rt ic ip a ç ã o n a s a ti v id a d e s d a a u la – C o m p re e n s ã o e e x p re s s ã o e s c ri ta s e o ra is – T e s te s d e a v a li a ç ã o – O ra li d a d e p la n if ic a d a – T ra b a lh o s d e c a s a – A u to e h e te ro a v a li a ç ã o
2.
o
PE
RÍO
DO
(c
on
t.)
Ou
tro
s P
erc
urs
os…
SE
QU
ÊN
CIA
3
… c
om
F
eli
zm
en
te
h
á l
ua
r!
* in P ro g ra m a d e P o rt u g u ê s d o E n s in o S e c u n d á ri o9 Planificação anual P e rí o d o s/ Te m p o s le ti v o s S e q u ê n c ia s O b je ti v o s * C o n te ú d o s C o m p e tê n c ia s A ti v id a d e s /E s tr a té g ia s A v a li a ç ã o + -13 b lo c o s (i n c lu ín d o a a v a li a ç ã o ) (9 0 m in .) – A n te c ip a r c o n te ú d o s a p a rt ir d e i n d íc io s v á ri o s – D e te rm in a r a in te n c io n a li d a d e c o m u n ic a ti v a – A d e q u a r o d is c u rs o à s it u a ç ã o c o m u n ic a ti v a – U ti li z a r d if e re n te s e s tr a té g ia s d e l e it u ra e e s c ri ta – R e c o n h e c e r fo rm a s d e p e rs u a s ã o e m a n ip u la ç ã o – R e c o n h e c e r a d im e n s ã o e s té ti c a e s im b ó li c a d a lí n g u a , d a i m a g e m e d a c a ri c a tu ra – I d e n ti fi c a r a f u n ç ã o d a im a g e m r e la ti v a m e n te a o t e x to – P ro g ra m a r a p ro d u ç ã o d a e s c ri ta e d a o ra li d a d e o b s e rv a n d o a s f a s e s d e p la n if ic a ç ã o , e x e c u ç ã o , a v a li a ç ã o – P ro d u z ir t e x to s d e d if e re n te s m a tr iz e s d is c u rs iv a s – R e c o n h e c e r v á ri o s t ip o s d e a rg u m e n to s – C o n ta c ta r c o m a u to re s d o P a tr im ó n io C u lt u ra l P o rt u g u ê s – T e x to s e x p o s it iv o s --a rg u m e n ta ti v o s e c rí ti c o s – T e x to s N a rr a ti v o s – M em o ri a l d o C o n v en to d e J o s é S a ra m a g o • C a te g o ri a s d o t e x to n a rr a ti v o • E s tr u tu ra n a rr a ti v a d a o b ra • D im e n s ã o s im b ó li c a e h is tó ri c a • C o n te x to i d e o ló g ic o e s o c io ló g ic o • V is ã o c rí ti c a • L in g u a g e m e e s ti lo : c a ra c te rí s ti c a s d a p ro s a s a ra m a g u ia n a F u n c io n a m e n to d a l ín g u a – F u n ç õ e s s in tá ti c a s – P o n tu a ç ã o – P ro n o m in a li z a ç ã o – A to s i lo c u tó ri o s – F ra s e s s im p le s e fr a s e s c o m p le x a s – S u b o rd in a ç ã o – C o e s ã o e c o e rê n c ia te x tu a l – V e rb o s : m o d o , te m p o e s u b c la s s e s – C la s s e s d e p a la v ra s – M o d a li d a d e – M o d o s d e r e la to d o d is c u rs o – S in o n ím ia L e it u ra – I d e n ti fi c a r c a ra c te rí s ti c a s d o s te x to s n a rr a ti v o s – D is ti n g u ir f a c to s d e s e n ti m e n to s e o p in iõ e s – D e s c re v e r e i n te rp re ta r te x to s , im a g e n s e c a ri c a tu ra s – R e la c io n a r te x to s c o m i m a g e n s e /o u p a ra te x to s – R e c o n h e c e r o v a lo r e x p re s s iv o e e s ti lí s ti c o d a p o n tu a ç ã o – R e c o n h e c e r fo rm a s d e a rg u m e n ta ç ã o , p e rs u a s ã o e m a n ip u la ç ã o C o m p re e n s ã o /e x p re s s ã o o ra l – C o m p re e n d e r e n u n c ia d o s o ra is – R e c o n h e c e r a i m p o rt â n c ia d o s e le m e n to s l in g u ís ti c o s e n ã o li n g u ís ti c o s n a c o m u n ic a ç ã o o ra l – E x p re s s a r e f u n d a m e n ta r o p in iõ e s p e s s o a is – A p li c a r re g ra s d e s e le ç ã o d e in fo rm a ç ã o – O rg a n iz a r a i n fo rm a ç ã o re c o lh id a E x p re s s ã o e s c ri ta – A p li c a r a s r e g ra s d a t e x tu a li d a d e – U ti li z a r té c n ic a s d e c o m p o s iç ã o d e d iv e rs o s t ip o s t e x tu a is – U ti li z a r c o rr e ta m e n te o rt o g ra fi a e p o n tu a ç ã o F u n c io n a m e n to d a l ín g u a – R e fl e ti r s o b re o f u n c io n a m e n to d a l ín g u a – A p li c a r a s r e g ra s d e fu n c io n a m e n to d a l ín g u a – L e it u ra l it e rá ri a d e te x to s n a rr a ti v o s – M em o ri a l d o C o n v en to d e J o s é S a ra m a g o – P re e n c h im e n to d e e s q u e m a s – R e s p o s ta a q u e s ti o n á ri o s d e c o m p re e n s ã o / in te rp re ta ç ã o /a n á li s e d o s t e x to s – A u d iç ã o /v is u a li z a ç ã o d e d o c u m e n to s o ra is – P ro d u ç ã o d e t e x to s o ra is e e s c ri to s d e n a tu re z a d iv e rs a – V is io n a m e n to d e s e q u ê n c ia s f íl m ic a s – R e a li z a ç ã o o ri e n ta d a d e d e b a te s – P rá ti c a d o re s u m o /s ín te s e – V is io n a m e n to d e s e q u ê n c ia s f íl m ic a s – L e it u ra c o m p a ra ti v a d e te x to i c ó n ic o e v e rb a l – E x e rc íc io s d iv e rs o s s o b re f u n c io n a m e n to d a l ín g u a – O b s e rv a ç ã o d ir e ta d a a te n ç ã o / c o n c e n tr a ç ã o / p a rt ic ip a ç ã o n a s a ti v id a d e s d a a u la – C o m p re e n s ã o e e x p re s s ã o e s c ri ta s e o ra is – T e s te s d e a v a li a ç ã o – O ra li d a d e p la n if ic a d a – T ra b a lh o s d e c a s a – A u to e h e te ro a v a li a ç ã o * in P ro g ra m a d e P o rt u g u ê s d o E n s in o S e c u n d á ri o
3.
o
PE
RÍO
DO
Ou
tro
s P
erc
urs
os…
SE
QU
ÊN
CIA
4
… c
om
M
em
ori
al
do
C
on
ve
nto
2
GRELHAS
PARA A
AVALIAÇÃO
G R E L H A P A R A A V A L IA Ç Ã O D A O R A L ID A D E E S C O L A _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ A n o _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ T u rm a _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ A n o L e ti v o _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Id e n ti fi c a ç ã o d o a lu n o D o m ín io s /Á re a s A p re c ia ç ã o g lo b a l N . o N o m e P e rt in ê n c ia d o t e m a / c o n te ú d o /a ss u n to P la n if ic a ç ã o d a e x p o s iç ã o M o ti v a ç ã o /i n te ra ç ã o p ú b li c o a lv o R it m o /d ic ç ã o /t o m d e v o z P o s tu ra C o n te ú d o C o e rê n c ia d a s Id e ia s E x p re ss ã o g ra m a ti c a l 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 Es c a la : In s u f. ( 0 -9 ) S u f. ( 10 -1 3 ) B o m ( 14 -1 7 ) M .B . (1 8 -2 0 )
13 GRELHAS DE APOIO Id e n ti fi c a ç ã o d o a lu n o D o m ín io s A v a li a ç ã o fi n a l N . o N o m e D ic ç ã o T o m d e v o z A rt ic u la ç ã o d a s p a la v ra s R it m o R e s p e it o p e la p o n tu a ç ã o /a c e n tu a ç ã o 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 G R E L H A P A R A A V A L IA Ç Ã O D A L E IT U R A E S C O L A _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ A n o _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ T u rm a _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ A n o L e ti v o _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ E s c a la : In s u f. ( 0 -9 ) S u f. ( 10 -1 3 ) B o m ( 14 -1 7 ) M .B . (1 8 -2 0 )
Id e n ti fi c a ç ã o d o a lu n o D o m ín io s A v a li a ç ã o fi n a l N . o N o m e C o n te ú d o (3 0 p o n to s ) F o rm a (2 0 p o n to s ) A p re s e n ta ç ã o d a s id e ia s ( 10 p o n to s ) P e rt in ê n c ia d a in fo rm a ç ã o ( 10 p o n to s ) C o e rê n c ia e c o e s ã o te x tu a l (1 0 p o n to s ) E s tr u tu ra ç ã o d o d is c u rs o ( 8 p o n to s ) V a ri e d a d e /r iq u e z a le x ic a l (6 p o n to s ) C o rr e ç ã o l in g u ís ti c a (s in ta x e , o rt o g ra fi a , p o n tu a ç ã o ) (6 p o n to s ) 5 0 p o n to s 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 G R E L H A P A R A A V A L IA Ç Ã O D A E X P R E S S Ã O E S C R IT A E S C O L A _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ A n o _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ T u rm a _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ A n o L e ti v o _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
G ru p o I G ru p o I I G ru p o I II Q u e s tõ e s 1. 2 . 3 . 4 . S u b to ta l B S u b to ta l 1 2 3 4 5 6 7 S u b to ta l 8 S u b to ta l S u b to ta l T o ta l C F C F C F C F C F C F C o ta ç õ e s 7 0 18 12 3 0 5 5 5 5 5 5 5 3 5 15 5 0 3 0 2 0 5 0 2 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 G R E L H A P A R A A V A L IA Ç Ã O D E T E S T E S D E A V A L IA Ç Ã O E S C O L A _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ A n o _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ T u rm a _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ A n o L e ti v o _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 15 Grelhas de Apoio
3
TEXTOS
COMPLEMENTARES
E PROPOSTAS
DE RESOLUÇÃO
DE ATIVIDADES
DO MANUAL
SEQUÊNCIA 1
SEQUÊNCIA 2
Do impacto do futurismo italiano, da sua enorme força, ao mesmo tempo destruidora e construtiva, o que foi recebido, assimilado, no campo literário, em Portugal, o que foi recusado, modificado, transposto? A ques-tão é muito vasta, e não cabe tentar aqui mais do que uma breve perspetivação de alguns aspetos.
O futurismo na literatura portuguesa é parte integrante do movimento modernista da geração de Sá-Car-neiro, Pessoa e Almada – da geração que em 1915 se reúne em torno do Orpheu; como escreve Jacinto do Prado Coelho, o modernismo liga-se a uma tendência inovadora autóctone (…), mas é a literatura europeia da vanguarda que lhe dá impulso e inspiração decisivos. Apreendendo desta elementos e características funda-mentais, não deixa contudo de afirmar-se de modo especificamente nacional. (…)
Tal como as vanguardas europeias e, de modo muito particular, o futurismo, se rebelam contra a tradição – simbolista, parnasiana, decadentista – também entre nós o modernismo rompe com a tradição simbolista e decadentista e, de um modo especialmente agressivo, com o saudosismo de A Águia. No entanto – o que é uma diferença significativa – o modernismo português revela uma dupla tendência: se por um lado se abre às novas estéticas, mantém por outro lado uma linha a que poderemos chamar decadentista, através da qual se conti-nua a herança do passado. Não há, assim, unidade em nenhuma das revistas da primeira geração modernista, antes coexistem em todas elas duas tendências, na verdade antagónicas.
nPortugal Futurista, 3.aedição Facsimilada, (Teolinda Gersão), Lisboa, Contexto Editora, p. xxv
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA (pág. 35)
7. Esta reflexão é sobre o poder do ouro, do dinheiro, que transforma em inimigos os amigos, corrompe os
mais puros, transforma os reis em tiranos, e, até, os sacerdotes se deixam influenciar pelo seu poder.
LEITURA (pág. 127)
Mudança de registo
Ele nunca fez senão sonhar. Tem sido esse, e esse apenas, o sentido da sua vida. Nunca teve outra
preo-cupação verdadeira senão a sua vida interior. As maiores dores da sua vida esbatem-se-me quando, abrindo a janela para dentro de si, pôde esquecer-se na visão do seu movimento.
Nunca pretendeu ser senão um sonhador. A quem lhe falou de viver nunca prestou atenção. Pertenceu sempre ao que não está onde está e ao que nunca pôde ser. […] À vida nunca pediu senão que passasse por
ele sem que ele a sentisse. Do amor apenas exigiu que nunca deixasse de ser um sonho longínquo. Nas suas
próprias paisagens interiores, irreais todas elas, foi sempre o longínquo que o atraiu, e os aquedutos que se es-fumavam – quase na distância das suas paisagens sonhadas, tinham uma doçura de sonho em relação às ou-tras partes da paisagem – uma doçura que fazia com que ele as pudesse amar.
A sua mania de criar um mundo falso acompanha-o ainda, e só na morte o abandonará. […] Tem um mundo de amigos dentro dele, com vidas próprias, reais, definidas e imperfeitas.
Alguns passam dificuldades, outros têm uma vida boémia, pitoresca e humilde. Há outros que são caixei-ros-viajantes (poder sonhar-se caixeiro-viajante foi sempre uma das suas grandes ambições – irrealizável in-felizmente!). Outros moram em aldeias e vilas lá para as fronteiras de um Portugal dentro de si; vêm à cidade, onde por acaso os encontra e reconhece, abrindo-lhes os braços numa atracção… E quando sonha isto, pas-seando no seu quarto, falando alto, gesticulando… quando sonha isto, e se visiono encontrando-os, todo ele
se alegra, se realiza, se pula, brilham-lhe os olhos, abre os braços e tem uma felicidade enorme, real.
npp. 110, 111
ESCRITA (pág. 55)
19 Documentos de apoio às atividades do manual
1.1. A afirmação anterior refere-se ao poema pessoano "D. Dinis".
1.2. Em ambos os textos se faz referência à actividade literária de D. Dinis: no poema pessoano através da
referência ao cantar de amigo, no camoniano pelo destaque dado ao ofício de Minerva. Todavia, só na estância 96 de Camões se refere a actividade legislativa do rei.
1.3. As constituições e as leis da responsabilidade do monarca.
1.4. “Fez primeiro em Coimbra exercitar-se/O valeroso ofício de Minerva”.
1.5. Afonso IV é apresentado como pouco obediente, embora fosse forte e excelente (ver dois últimos
ver-sos da estância 97).
INTERTEXTUALIDADE (pág. 151)
6. Há 3 estrofes com 9 versos (múltiplo de 3), o último verso de cada estrofe tem 6 sílabas métricas, além
disso, o monstro roda 3 vezes e o homem do leme ergue 3 vezes as mãos do leme e 3 as vezes.
7. O discurso final do homem do ocupa 6 versos que, para além de sugerir a determinação crescente, se
as-socia ao misticismo, dado tratar-se de um múltiplo de 3.
LEITURA (pág. 157)
1.
a) “Ó mar anterior a nós” – vocativo; “teus medos” – sujeito; “coral e praias e arvoredos” – complemento directo. b) “O sonho” – sujeito; “ver as formas invisíveis” – predicativo do sujeito.
2. “Quando a nau se aproxima” – subordinada adverbial temporal; “ergue-se a encosta” – subordinante.
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA (pág. 155)
1.1.
A. Estâncias 6/7/8; 2.
É feita uma caracterização do rei - jovem, ainda, mas garante da independência e esperança da continua-ção, e do alargamento, do reino e da fé, por vontade de Deus.
B. 1.aestrofe – referência à “loucura”, ao desejo de grandeza; à vontade de cumprir um sonho, ainda que com
perda da própria vida: o rei foi em busca da tarefa que Deus lhe confiou e perdeu a vida.
Embora Pessoa evoque o mito Sebastianista, nesta primeira parte, D. Sebastião é a última figura histórica a ser referida, simbolizando o esforço e o heroísmo.
INTERTEXTUALIDADE (pág. 153)
ORALIDADE – COMPREENSÃO
SEQUÊNCIA 3
O autor e a obra (pág. 175)
Luís Infante de Lacerda Sttau Monteiro nasceu no dia 03/04/1926 em Lisboa e faleceu no dia 23/07/1993 na mesma cidade. Partiu para Londres com dez anos de idade, acompanhando o pai que exercia as funções de embaixador de Portugal. Regressa a Portugal em 1943, no momento em que o pai é demitido do cargo por
Sa-“Exílio”, cantado por Luís Cília e da autoria de Manuel Alegre
Venho dizer-vos que não tenho medo A verdade é mais forte do que as algemas, Venho dizer-vos que não há degredo Quando se traz a alma cheia de poemas. Pode ser uma ilha ou uma prisão Em qualquer lado eu estou presente, Tomo o navio da canção
E vou direto ao coração de toda a gente.
ORALIDADE (pág. 197)
Texto complementar – A lenda do General sem Medo
Nenhum nome simboliza tanto a oposição a Salazar como o de Humberto Delgado. A «cavalgada fantástica» foi há meio século.
Nascido em 1906, Delgado fora de início um entusiasta do regime salazarista, tornando-se gradualmente crítico. Afastado para a aeronáutica civil, foi um dos fundadores da TAP. Colocado nos EUA entre 1952 e 1957, como chefe da missão militar portuguesa em Washington, contactou aí com o dia a dia de um país regido por instituições democráticas e teve a ideia simples mas impensável de transportar esse modelo para Portugal. Já numa atitude de confronto com o regime, quando vinha de licença visitava na cadeia Henrique Galvão, outro militar que transitara para a oposição.
Regressado do seu posto americano, Delgado apresentou-se como candidato independente às presiden-ciais de 1958, em despique com o almirante Américo Tomás, designado pelo ditador para «render» Craveiro Lopes, que entrara em linha de colisão com certas facetas da ditadura. E eis que abanou a massa aparente-mente amorfa dos portugueses quando, a 10 de maio, em Lisboa, na conferência de imprensa do Café Chave d’Ouro, respondeu a um jornalista francês que lhe perguntava o que faria ao Presidente do Conselho se fosse eleito: «Obviamente, demito-o».
Depois desta promessa firme, seria ingenuidade pensar na vitória num país em que a imprensa era censu-rada e a oposição não tinha voz – sem máquina política ao seu dispor, sem boletins de voto (os eleitores tinham de obtê-los, pois não estavam à disposição nas mesas), sem garantias de isenção na contagem dos sufrágios, com a PIDE e as outras polícias a persegui-lo e a reprimir os apoiantes.
Mas foi como se Portugal inteiro perdesse o medo. Nessa campanha eleitoral de um mês, Delgado per-correu o País e em toda a parte era acolhido em delírio. Ficou célebre a receção no Porto, a 15 de maio, por uma multidão de 200 mil pessoas que enchia toda a Baixa. No regresso a Lisboa era aguardado por muitos milha-res em Santa Apolónia, mas a intervenção policial impediu que a receção se transformasse numa grande ma-nifestação. O mesmo viria a suceder dois dias depois, junto ao Liceu Camões.
lazar. Licenciou-se em Direito em Lisboa, exercendo a advocacia por pouco tempo. Parte novamente para Londres, tornando-se condutor de Fórmula 2. Regressa a Portugal e colabora em várias publicações, desta-cando-se a revista Almanaque e o suplemento "A Mosca" do Diário de Lisboa, e cria a secção Guidinha no mesmo jornal. Em 1961, publicou a peça de teatro Felizmente Há Luar, distinguida com o Grande Prémio de Teatro, tendo sido proibida pela censura a sua representação. Só viria a ser representada em 1978 no Teatro Nacional. Foram vendidos 160 mil exemplares da peça, resultando num êxito estrondoso. Foi preso em 1967 pela Pide após a publicação das peças de teatro A Guerra Santa e A Estátua, sátiras que criticavam a ditadura e a guerra colonial. Em 1971, com Artur Ramos, adaptou ao teatro o romance de Eça de Queirós A Relíquia, re-presentada no Teatro Maria Matos. Escreveu o romance inédito Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão, adap-tada como novela televisiva em 1982 com o título Chuva na Areia.
A obra inicia com os populares pelo chão e andrajosamente vestidos, ganhando destaque Manuel, o qual caracteriza na sua intervenção a situação política e social do país.
Na conversa entre os populares surge o general como potencial libertador e transformador da situação. Mas, enquanto o Antigo Soldado o elogia, Vicente chama os presentes à razão, fazendo-lhes ver que os ricos des-prezam os pobres. Todavia, este é interrompido pelos polícias que trazem ordem de o levar à presença do go-vernador, sabendo-se que fora D. Miguel quem o quis ajudar em troca da vigilância da casa de Gomes Freire. Entretanto, mais dois denunciantes surgem com o objetivo de colaborarem com os governadores na pri-são do chefe da conjura e, rapidamente, os três delatores avançam com o nome do general Gomes Freire de Andrade que, convindo ao governadores, vai ser preso em S. Julião da Barra.
O acto II inicia com a confirmação da prisão do general e nele assiste-se às diligências de Matilde para li-bertar e poupar a vida do companheiro, dirigindo-se a Beresford, a D. Miguel, que não a recebe, chamando-lhe amante de traidores, e, finalmente, esta dirige-se ao principal Sousa.
Depois de movidos todos os esforços, Matilde acaba por se convencer da incapacidade de alterar a situa-ção e, já consciente do perigo que Gomes Freire representava para os governadores, vai vestir a sua saia verde, comprada em Paris com a venda de duas medalhas, para assistir, conjuntamente com Sousa Falcão, amigo de ambos, à morte do homem que todos admiravam mas que ninguém conseguiu libertar.
(255 palavras)
21 Documentos de apoio às atividades do manual
ORALIDADE (pág. 212)
ESCRITA (pág. 211)
Datas
1889
Acontecimentos
Nascimento de Salazar a 28 de abril na aldeia do Vimieiro 1899 Realização do exame de instrução primária
1900 Ingresso no seminário
1910 Inscrição no curso de direito na Universidade de Coimbra 1916 Desempenho da atividade de professor na UC
1917 Obtenção do grau de doutor em direito pela faculdade de Coimbra 1921 Eleição como deputado pelo Centro Católico
1926 Militares controlam o país e convidam Salazar a integrar o governo
1928 Convite de Vicente de Freitas a Salazar para que este assuma o cargo de ministro das finanças 1936 Explosão do conflito em Espanha e apoio de Salazar a Franco
1939 Franco vence a guerra civil espanhola
1940 Auge do poder da Alemanha nazi e neutralidade de Portugal e de Espanha 1952 Humberto Delgado surge em Lisboa
1954 Surgimento do movimento anticolonial 1958 Decurso de eleições presidenciais 1959 Golpe da Sé
1966 Inauguração da Ponte de Salazar
1968 Salazar é atingido por um acidente vascular cerebral que o afasta do poder e eleva ao cargo Marcelo Caetano
1970 Morte de António de Oliveira Salazar
ORALIDADE (pág. 237)
SEQUÊNCIA 4
o que facilitou o desenvolvimento da monarquia absoluta, nunca tendo reunido as cortes.
D. João V, o rei magnânimo, impulsionou
as artes
Promoveu, ainda,
Mobiliário; Arquitetura;
Ourivesaria; Convento de Mafra; Aqueduto das águas livres beneficiou, economicamente,
da vinda do ouro do Brasil,
o que lhe permitiu desenvolver a arquitetura e a economia com a construção de: igrejas, capelas, palácios e mansões mas também manufatura e navios,
incrementando a estética barroca.
Segundo Isabel Alçada, o rei aproveitou a riqueza que ia chegando do Brasil para investir em obras que ficaram até aos nossos dias. na corte, o desenvolvimento da literatura e da música. no reino, o desenvolvimento de áreas como o ensino, a literatura e a cirurgia.
4
PROPOSTAS
DE CORREÇÃO
DOS TESTES
DE AVALIAÇÃO
FORMATIVA
(MANUAL)
GRUPO I
A
1. Na primeira estrofe regista-se que “Cai chuva. É noite.
Uma pequena brisa, / Substitui o calor” e salienta-se o facto de o “luzir” ser melhor para alcançar alguma felici-dade. Contudo, ao longo das restantes estrofes, a reflexão do sujeito poético sobre a vida, e a sua em particular, vai-se devai-senvolvendo, ao ponto de na última vai-se obvai-servar já uma mudança no tempo climatérico, registando-se que a “pequena brisa” dera lugar a uma noite fria e ao crescendo da chuva, tal como se verifica em “E a chuva cresce / Na noite agora fria”.
2. A vida, para o “eu poético”, é um espaço onde o sonho se
impõe e fá-lo ter dó de si mesmo. O modo como o “eu” perceciona a vida é depois explicitado nas estrofes se-guintes, utilizando um conjunto de adjetivos que fazem antever a sua inutilidade, atendendo a que a considera “extensa, leve, inútil passageira” e que lhe faculta apenas a “ilusão do sonho” onde a sua “vida jaz”. Afirma ainda que é um “Barco indelével pelo espaço da alma”, que não lhe dá a tão desejada calma e lhe dificulta uma verdadeira vivência.
3. Os versos que ilustram a impossibilidade de o sujeito
poético atingir a calma situam-se na penúltima estrofe, mais precisamente nos dois últimos versos (“Da eterna ausência da ansiada calma, /Final do inútil bem.”), onde reconhece desejar a tal calma que acaba por se transfor-mar num “inútil bem”, uma vez que esse desejo não chega a concretizar-se.
4. Entre os vários recursos estilísticos presentes no texto,
pode destacar-se a adjetivação expressiva, usada para caracterizar o modo como o sujeito poético vê a vida, re-correndo à adjetivação múltipla na terceira estrofe (“Ex-tensa, leve, inútil”), antepondo-a ao nome a que se reporta, sugerindo a sua valorização e preocupação principais. Uma outra figura presente é a metáfora, por exemplo, em “Barco indelével pelo espaço da alma”, destacando o modo como o “eu lírico” perceciona e encara a vida.
B
A afirmação de João Gaspar Simões releva a natureza in-telectual de Fernando Pessoa, aquele que perpetuamente submeteu a emoção à razão.
Com efeito, o poeta expressa várias dicotomias em mui-tos dos seus poemas e as palavras do autor supracitado remetem para as dualidades que mais se evidenciam na poe-sia do ortónimo. Veja-se, por exemplo, o poema “Autopsico-grafia” que explicita a teoria da sinceridade/fingimento, ou seja, o sentir e o “inteligir” respetivamente referidos. O mesmo se passa em “Isto”, poema onde o sujeito poético afirma sentir com a imaginação, não usando o coração, afir-mações que confirmam a supremacia da inteligência refe-rida por Gaspar Simões.
No fundo, e perante a sistemática apologia do pensar, pode concluir-se que as palavras da citação caracterizam na perfeição a natureza intelectual deste poeta português.
(128 palavras)
GRUPO II
1.1C; 1.2D; 1.3C; 1.4A; 1.5C; 1.6A; 1.7C.
2.
2.1O grupo “manobras de guerra” desempenha a função
sin-tática de complemento oblíquo.
2.2O antecedente do pronome pessoal “o” é “Welligton”.
2.3Trata-se de uma oração subordinada adjetiva relativa
restritiva.
GRUPO III
O texto produzido é avaliado mediante: – a obediência às instruções dadas;
– a correção escrita (ortografia, sintaxe, pontuação, sele-ção vocabular e coerência na articulasele-ção dos parágrafos); – o cumprimento do limite de palavras.
GRUPO I
A
1. O desejo de o sujeito poético endoidecer deveras
pren-de-se com o seu estado de alma: uma angústia, que, nas suas palavras, o domina há muito tempo (“Esta velha an-gústia”/ “esta angústia que trago há séculos em mim”) e que o atormenta, que o invade como se lhe “amachu-casse” a alma (“a fazer-me pregas na alma”) e que quase o impede de viver (“mal sei como conduzir-me na vida”). Esta angústia enraíza-se ainda na consciência da loucura (“lúcido e louco”).
2. A indefinição de sentimentos do “eu lírico” é visível na
segunda estrofe e pode comprovar-se através das hesi-tações expressas nas frases inacabadas (“é este estar entre, / Este quase, / Este poder ser que...,”), nas repeti-ções do anafórico “este” e no pronome “isto”, revelando a dúvida, a impaciência, mas também a impossibilidade de nomear o que sente ou lhe vai na alma. Esta indefini-ção pode, ainda, ser comprovada nos oxímoros da ter-ceira estrofe (“lúcido e louco”, “alheio a tudo e igual a todos”), ou no conclusivo “estou assim…”, revelador da dolência do sujeito poético.
3. As interrogações da quarta estrofe pretendem
estabele-cer uma oposição entre o passado e o presente. O “eu”, dirigindo-se à “velha casa” da sua infância, opõe a alegria e a felicidade do passado, condensadas no adjetivo “pro-vinciano”, ao desassossego e à loucura do adulto em que se tornou. Revelam ainda que, apesar de um certo des-conhecimento de si próprio, tem consciência das dife-renças entre o ser que é e o ser que foi outrora.
4. Essa ânsia do sujeito poético é a única esperança para
a dor e o desespero que o angustiam e que inundam e destroem o seu fragilizado coração–“Estala, coração de vidro pintado!”. A consciência que tem de si leva-o a de-sejar a crença numa força que lhe pudesse atenuar o sofrimento, ainda que fosse, “um manipanso qualquer”.
B
A obra sensacionista do “mestre” baseia-se na ideia de que a realidade é diferente a cada instante e que, por isso mesmo, só o presente importa.
Nesta perspetiva, privilegia o que pode ver ou ouvir, pois estes sentidos permitem-lhe não só a perceção da realidade objetiva, sem necessitar de explicações intelectuais ou me-tafísicas, mas também uma plena comunhão com ela.
Tendo consciência de que “pensar é estar doente dos olhos”, recusa o pensamento e a ideia de refletir sobre as coisas para lhe desvendar um sentido oculto, afirmando mesmo “eu não tenho filosofia: tenho sentidos”.
Segundo ele, a Natureza não foi feita para se pensar, pois o pensamento deturpa a realidade e é necessário manter “o pasmo essencial”. (120 palavras)
GRUPO II
1. 1.1d); 1.2b); 1.3k); 1.4a); 1.5f). 2.2.1Transitivo direto e indireto;
2.2“a autora de “O misterioso caso de Styles”, sujeito simples;
2.3Descreve à mãe os locais exóticos;
2.4Referencial;
2.5“Porém, Mathew Prichard, filho de Rosalind, realça
tam-bém…”
GRUPO III
O texto produzido é avaliado mediante: – a obediência às instruções dadas;
– a correção escrita (ortografia, sintaxe, pontuação, seleção vocabular e coerência na articulação dos parágrafos); – o cumprimento do limite de palavras.
SEQUÊNCIA 1 – Fernando Pessoa – Heterónimos
GRUPO I
A
1. O caráter apelativo destas estâncias verifica-se na
utili-zação de tempos verbais no imperativo (“olhai”, “favore-cei”, “tende”, “fazei” e “tomai”), que originam frases imperativas, características da função apelativa da lin-guagem. Observa-se, ainda, a existência clara de um re-cetor, por exemplo no primeiro verso das estâncias 148 e 152.
2. O recetor da mensagem do poeta é o Rei D. Sebastião,
contemporâneo do poeta e da publicação da obra e a quem ela foi dedicada. São para ele, também, as palavras finais do canto X, que constituem uma exortação.
3. Segundo as palavras do poeta, os lusitanos são bravos,
encaram todos os desafios de frente e de forma alegre. Não recuam perante os perigos. Afirma ainda que são ex-perientes e obedecem ao seu rei. Podem comprovar-se estas afirmações através das expressões: “Olhai que ledos vão / Quais rompentes leões e bravos touros, / Dando os corpos a fomes e vigias, / A ferro, a fogo, a setas e pilouros,”; “Por vos servir, a tudo aparelhados; De vós tão longe, sempre obedientes”.
4. A repetição anafórica presente nos versos 4 a 8 tem
como função enfatizar e destacar a enumeração dos di-ferentes perigos a que os portugueses foram sujeitos, realçando a quantidade e a intensidade.
5. O poeta aconselha o rei a olhar atentamente para os
Por-tugueses, a beneficiá-los com a sua bondade, a protegê--los de duras leis, a admiráprotegê--los e a louvar os seus nomes: “Favorecei-os logo, e alegrai-os / Com a presença e leda humanidade; / De rigorosas leis desaliviai-os”;” Todos favorecei em seus ofícios, / Segundo tem das vidas o talento;”; “Os Cavaleiros tende em muita estima,”.
B
Em Os Lusíadas, Camões, servindo-se da voz de Vasco da Gama, entre outras, relata diversos momentos da Histó-ria nacional, os seus protagonistas e as repercussões que tiveram.
Contudo, a par da grandiosidade épica destes relatos, o poeta recorre a entidades simbólicas que protagonizam acontecimentos reveladores da transcendência e imortali-dade dos lusitanos. Este aspeto é visível no episódio do Ada-mastor, que personifica os medos e os riscos a que os portugueses se expuseram, aventurando-se pelo “salso ar-gento”, valorizando as suas qualidades e génio. Poderá re-ferir-se também a figura de Baco que tenta impedir os portugueses de concretizar os seus intentos. Na realidade, são vários os episódios que atestam a superioridade hu-mana, sobrepondo-se mesmo à dos deuses.
(124 palavras)
GRUPO II
1.1b); 1.2b); 1.3a); 1.4d); 1.5c); 1.6b); 1.7a)
2.1Complemento direto.
2.2Conjunção completiva.
2.3Modalidade epistémica, valor de certeza.
GRUPO III
O texto produzido é avaliado mediante: – a obediência às instruções dadas;
– a correção escrita (ortografia, sintaxe, pontuação, seleção vocabular e coerência na articulação dos parágrafos); – o cumprimento do limite de palavras.
Propostas de Correção dos testes de Avaliação Formativa 27
GRUPO I
A
1. O poema tem como tema o apelo ao Mestre da Paz, para
que venha reerguer a pátria e desenvolve-se de forma li-near, dado que a primeira estrofe funciona como introdu-ção, onde se endereça o pedido àquele que no momento jaz adormecido, inconsciente, ainda, do destino que lhe está reservado. Na segunda estrofe, o apelo continua e co-meçam a desvendar-se as razões que lhe estão subjacen-tes: a pátria espera que “ele” a venha erguer, isto é, o povo sofredor exige dele a “suprema prova”, que o fará atingir a “Eucaristia Nova”, ou seja, a glória de outrora, a projeção da nação. Na última estrofe, a exortação ao “Mestre da Paz” prossegue, mas aqui é percetível a recompensa re-servada ao “Galaaz” que usou a espada ungida, cuja “luz” permitirá à nação revelar-se.
2. O tom exortativo estende-se por todo o poema,
tradu-zindo a angústia e a aflição do sujeito poético que, atra-vés das apóstrofes e do imperativo, reclama a presença do predestinado (D. Sebastião), de modo a que a glória do povo português possa ser restabelecida e a nação saia do estado de inércia em que se encontra.
3. O apelo é sucessivamente feito a alguém que jaz
“re-moto” no “fundo do não-ser” e que vai, aos poucos, ser desvendado, ainda que metaforicamente, como sendo um “Galaaz com pátria”, o “Mestre da Paz”, caracterizado, primeiro, como alguém que foi esquecido, que deixou de ser, mas que ainda tem pátria e que, por isso, deve pre-parar-se para o seu “novo fado” – o de ultrapassar a su-prema prova. Para isso, pode contar com o “gládio ungido”, que na sua mão funcionará como “Luz” para o “mundo dividido”. Parece pois possível antever-se, neste Galaaz, a figura lendária de D. Sebastião, desaparecido em Alcácer-Quibir.
4. O apelo resulta não só do estado decadente da nação mas
também porque o povo português continuava a depositar
a sua fé, a sua esperança, em D. Sebastião, vendo nele o salvador, o redentor da pátria adormecida, apenas en-volta em glórias antigas que urgia recuperar.
B
Nos poemas da terceira parte sobressai um tom melancó-lico que se deve ao estado em que se encontrava a nação portuguesa, envolta no marasmo e na estagnação, necessi-tando de se reconfortar em mitos como o do sebastianismo e o do Quinto Império.
Em alguns textos, o rei desaparecido, mesmo que apelidado de Encoberto, é visto como o guia, aquele que será capaz de revitalizar a força espiritual dos portugueses, de modo a que a chama, que se ateara no tempo das descobertas, fosse no-vamente avivada, fazendo Portugal recuperar a fama outrora alcançada, através da construção do “Quinto Império”, que seria superior ao anterior, porque pertenceria ao domínio cultural e espiritual.
Sendo assim, é fácil perceber-se o tom ora triste ora exor-tativo que percorre os textos da terceira parte da Mensagem.
(128 palavras).
GRUPO II
1.1b); 1.2a); 1.3d); 1.4c); 1.5b); 1.6c); 1.7a)
2.1Ato ilocutório expressivo.
2.2Oração subordinada adjetiva relativa restritiva.
2.3Futuro do indicativo, conjugado pronominalmente.
GRUPO III
O texto produzido é avaliado mediante: – a obediência às instruções dadas;
– a correção escrita (ortografia, sintaxe, pontuação, seleção vocabular e coerência na articulação dos parágrafos); – o cumprimento do limite de palavras.
GRUPO I
A
1. Insere-se no ato I, depois de Vicente ter sido chamado
pelos dois polícias à presença de D. Miguel e ser incum-bido de vigiar a casa de Gomes Freire d’Andrade.
2. Vicente vai assumir o papel de delator a troco da sua
as-censão social, atitude criticável, uma vez que será capaz de trair os da sua classe e abdicar dos seus próprios ideais por dinheiro ou outras razões materiais.
3. O principal Sousa pretende dizer que Vicente deverá
in-formá-los acerca de todos aqueles que contestam o poder instituído (as tais ovelhas tresmalhadas, as que fogem do rebanho) e que buscam um novo modelo so-cial, onde o rei e a igreja não assumem a supremacia.
4. Vicente afirma que a atitude que vai tomar não pode ser
lida como sinónimo de traição mas antes como amor à Pátria. Além disso, o facto de ser apoiado pelo represen-tante da Igreja vem confirmar o seu papel de auxiliador do rei, da pátria e do clero.
B
Gomes Freire de Andrade pode ser considerado o prota-gonista porque, embora nunca apareça fisicamente, é evo-cado por personagens pertencentes a grupos sociais distintos.
Na realidade, o general é evocado quer pelos governado-res quer pelos populagovernado-res, apesar de o elogio surgir funda-mentalmente no grupo dos mais desfavorecidos e em particular pela boca do Antigo Soldado, de Manuel e dos po-pulares, ou seja, todos aqueles que viam nele a hipótese de uma viragem política. Por outro lado, os regentes reconhe-cem o seu prestígio e, como tal, veem nele uma ameaça ao que poder que detinham, restando-lhes apenas a hipótese de o silenciar para o poderem preservar.
Odiado por uns e idolatrado por outros, a verdade é que ambas as atitudes confirmam a superioridade de Gomes Freire de Andrade.
(125 palavras)
GRUPO II
1.1c); 1.2b); 1.3d); 1.4a); 1.5c); 1.6d); 1.7a)
2.1Complemento indireto.
2.2Modalidade epistémica com valor de certeza.
2.3“que estalava por vezes as traves da minha cabeça.”
-subordinada adjetiva relativa restritiva.
GRUPO III
O texto produzido é avaliado mediante: – a obediência às instruções dadas;
– a correção escrita (ortografia, sintaxe, pontuação, seleção vocabular e coerência na articulação dos parágrafos); – o cumprimento do limite de palavras.