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1 ASSOBRAFIR Ciência Abr;3(1):9-20

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Academic year: 2021

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AssobrAfir Ciência - issN 2177-9333

Publicação quadrimestral da

Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva

E

ditor

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hEfE

Fernando Guimarães

AssobrAfir - DirEToriA

Diretora Presidente Geral Sara Lúcia Silveira de Menezes

Diretor Científico Geral Alexandre Simões Dias Diretora Administrativa Geral Regina Célia Turola Passos Juliani

Diretora Financeira Geral Mariangela Botelho Forte Sepúlveda

Diretora Secretária Geral Jocimar Avelar Martins

Suplente 1

Fernanda Warken Rosa Camelier Suplente 2

Neilson Spigolon Giella Palmieri Spigolon Suplente 3

Fábio Pitta

Conselho fiscal

Titulares

Conceição Alice Volkart Boueri Patrícia Dayrell Neiva - associada

George Jerre Vieira Sarmento Suplentes

Carlos Roberto Pinto Pereira Raquel Afonso Caserta Eid Fernando Mauro Muniz Ferreira

DirETorEs rEGioNAis

Diretor Presidente Unidade Regional Bahia

Marcelo Dourado Costa

Diretor Presidente Unidade Regional Goiás

Erikson Custódio de Alcântara Diretora Presidente Unidade Regional

Minas Gerais Evanirso da Silva Aquino

Diretora Presidente Unidade Regional Paraná

Josiane Marques Felcar

Diretor Presidente Unidade Regional Pernambuco

Flávio Maciel Dias de Andrade Diretor Presidente Unidade Regional

Rio de Janeiro Luis Felipe da Fonseca Reis Diretora Presidente Unidade Regional

Rio Grande do Sul Adriane Dal Bosco

Diretor Presidente Unidade Regional Santa Catarina

Elaine Paulin Ferrazeane Diretor Presidente Regional

São Paulo Audrey Borghi e Silva

Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva

(ASSOBRAFIR)

Rua Dr. Bacelar, 231 - Sala 22

04026-000 - Vila Clementino - São Paulo, SP

www.assobrafir.com.br - [email protected] - (11) 5084-5847

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Fábio Pitta

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Sara Menezes

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S U M Á R I O / C O N T E N T S

Editorial ... 5

Fernando Guimarães

ArTiGos

Análise comparativa entre dois tipos de monitorização do volume minuto em

pacientes coronariopatas em um hospital de referência em cardiologia

... 9 Comparative analysis of two methods of monitoring minute volume in patients with coronary disease in a reference hospital in cardiology

SILVA, Julianna Falcão

SILVA, Diego Henrique Barreto da

COELHO, Gabriela Rodrigues de Albuquerque SOUZA, Ana Georgia Lima de

MIRANDA, Juliana Meirinhos SILVA, Talita Miranda

SILVA, Noberto Fernandes da

PEREIRA JÚNIOR, Clodoval de Barros

Análise funcional nos pacientes com Insuficiência Cardíaca classe funcional III e

IV no teste de caminhada de seis minutos ... 21

Functional analysis in patients with heart failure functional class III and IV test in six-minute walk

PORTO, Ana Cristina Leite

VASCONCELOS, Renata dos Santos SALES, Raquel Pinto

MATOS, Wedla Lourdes Rebouças SOUSA, Cristiano Teles de

NOGUEIRA, Andréa da Nóbrega Cirino

VIANA, Soraya Maria do Nascimento Rebouças BASTOS, Vasco Pinheiro Diógenes Bastos

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Análise quantitativa da submissão de projetos de pesquisa científica realizados

em Fisioterapia Pediátrica e Neonatal cadastrados no sistema CEP/CONEP de

2002 a 2010 ... 33

Quantitative analysis of the submission of research projects related to pediatric and neonatal physiotherapy registered in the CEP/CONEP system from 2002 to 2010

SILVA, Cybelle Oliveira Soares da GARDENGHI, Giulliano

A utilização de FiO

2

inferior a 100% para hiperoxigenação de pacientes estáveis

submetidos à aspiração endotraqueal ... 45

Utilization of fraction of inspired oxygen lower than 100% to hyperoxygenate stable patients who underwent endotracheal suctioning

DINIZ, Gisele do Carmo Leite Machado SOUZA, Aline Oliveira

OLIVEIRA, Hellen Maia Dornelas de ARRAIS, Rafaela Cristina de Souza PESSOA, Bruno Porto

FIGUEIREDO, Pedro Henrique Scheidt

Avaliação da Qualidade de Vida e da Funcionalidade de um paciente com DPOC

grave antes e após Reabilitação Cardiopulmonar e Metabólica domiciliar: Relato

de caso

... 57 Evaluation of the Quality of Life and Functionality of a patient with severe COPD before and after a home-based Cardiopulmonary and Metabolic Rehabilitation: A case report

GONÇALVES, Roberta Lins SANTANA, Joice Esteves

AZEVEDO, Margarete Vidigal de

instruções aos Autores

... 65

Instructions for Authors

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A

COnTRIBUIçãO DO SIMPóSIO InTeRnACIOnAl De FISIOTeRAPIA ReSPIRATóRIA e FISIOTeRAPIA eM TeRAPIA InTenSIVA PARA O DeSenVOlVIMenTO CIenTíFICO DA eSPeCIAlIDADe.

Esta nova edição da ASSOBRAFIR Ciência está sendo lançada na semana do maior evento mundial das especialidades que nossa sociedade congrega: o XVI Simpósio Internacional de Fisioterapia Respiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (SIFR), a realizar-se no Rio de Janeiro. Neste evento teremos a participação de 13 convidados internacionais, 70 convidados nacionais e mais de 1300 inscritos.

A programação contará com cinco cursos pré-simpósio, um colóquio internacional, 25 conferências, 75 palestras e a apresentação de mais de 630 trabalhos científicos. Vinte e nove anos após o primeiro SIFR o evento retorna ao Rio de Janeiro para que possamos celebrar mais uma vez o desenvolvimento científico de nossa especialidade no país. A quantidade de trabalhos científicos a serem apresentados no Simpósio reflete o interesse crescente dos profissionais para a produção de conhecimento na área.

Considerando-se: que a Fisioterapia é uma profissão relativamente nova no Brasil (apenas 43 anos), a reduzida quantidade de professores com titulação acadêmica, a escassez de recursos destinados a pesquisa pelas instituições governamentais e a pequena quantidade de cursos de pós-graduação stricto-sensu na área, é notável que um evento de especialidade conte com tantos trabalhos científicos.

Lembro-me perfeitamente da época em que havia uma dicotomia entre ciência e prática clínica. Desde o início da profissão, por questões históricas a Fisioterapia era essencialmente prática. Desta forma, artigos científicos e resultados de pesquisa eram para teóricos, pessoas que não poderiam contribuir para a prática clínica, pois não estavam na labuta diária do atendimento aos pacientes, à beira do leito. Felizmente, com o

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passar do tempo percebeu-se que a pesquisa clínica não é resultado do devaneio de alguns teóricos, mas sim da prática clínica sistematizada para que se possa buscar, com a menor margem de erro possível, o que de melhor a profissão pode oferecer àqueles que necessitam de nossos cuidados. Hoje, de forma inequívoca os fisioterapeutas respiratórios e fisioterapeutas intensivistas são consumidores críticos de informação científica, sendo que muitos manifestam interesse pela pesquisa ou já produzem conhecimento na área. A Fisioterapia Respiratória e a Fisioterapia em Terapia Intensiva brasileiras ocupam posição de destaque internacional enquanto especialidades. Para que isto ocorra no âmbito da produção científica é só uma questão de tempo.

Prof. Fernando Guimarães Editor-chefe ASSOBRAFIR Ciência

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Análise comparativa entre dois tipos de monitorização do volume minuto

em pacientes coronariopatas em um hospital de referência em cardiologia

Comparative analysis of two methods of monitoring minute volume in patients with coronary

disease in a reference hospital in cardiology

SILVA, Julianna Falcão1

SILVA, Diego Henrique Barreto da1

COELHO, Gabriela Rodrigues de Albuquerque1

SOUZA, Ana Georgia Lima de1

MIRANDA, Juliana Meirinhos1

SILVA, Talita Miranda1

SILVA, Noberto Fernandes da2

PEREIRA JÚNIOR, Clodoval de Barros3

resumo

Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) são responsáveis pelos maiores índices de morbi-mortalidade no Brasil e no mundo. No tratamento das DCV, alguns pacientes necessitam permanecer em uma unidade coronariana (UCo), devido à necessidade de assistência ventilatória mecânica (AVM). A monitorização respiratória do paciente em AVM é fundamental para um tratamento adequado e pode ser realizada através dos índices de oxigenação e dos índices de ventilação. A pressão arterial de dióxido de carbono (PaCO2) associada ao volume minuto é a melhor forma de avaliar a ventilação alveolar pois, pode-se dizer que um paciente com PaCO2 elevada está hipoventilando e vice-versa. Logo, é preciso saber a veracidade desses valores quando fornecidos pelos ventiladores mecânicos. Objetivo: Comparar dois métodos de monitorização do volume minuto em pacientes adultos numa unidade coronariana. Método: Os pacientes incluídos na amostra foram submetidos à monitorização do volume minuto através do ventilômetro e do valor demonstrado pelo monitor do ventilador mecânico, e estes dados foram comparados. Resultados: O total de pacientes que concluíram o estudo foram 19 e, verificou-se que os valores do VM obtidos através do ventilômetro foram superiores aos obtidos através do monitor do ventilador mecânico. E que não houve concordância estatisticamente significante entre os dois métodos de monitorização. A sedação e o diâmetro da via aérea artificial não influenciaram nos valores do VM encontrados. Conclusões: Foi possível concluir que existe diferença estatisticamente significante entre os valores do VM obtidos através do monitor do ventilador mecânico quando comparados aos obtidos através da ventilômetro.

Palavras-chave: Respiração artificial; Ventilação pulmonar; Unidade de terapia intensiva.

1 Fisioterapeutas, graduados pela Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP, Recife, Pernambuco. Email: [email protected].

2 Fisioterapeuta do Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco – PROCAPE, Recife, Pernambuco. 3 Médico Cardiologista do PROCAPE.

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Abstract

Introduction: Cardiovascular diseases (CVD) are responsible for high rates of morbidity and mortality in Brazil and worldwide. During the treatment of CVD, some patients need to stay in a coronary care unit (CCU) due to the need for mechanical ventilation (MV). Respiratory monitoring in mechanically ventilated patients is essential for adequate treatment and it can be done using oxygenation indexes and ventilation indexes. The partial pressure of carbon dioxide (PaCO2) in addition to the minute volume is the best way to assess alveolar ventilation since you could say that a patient with elevated PaCO2 is hypoventilating and vice versa. Thus, it is necessary to know the veracity of thosee values when provided by mechanical ventilators. Objective: To compare two methods of monitoring minute volume in adult patients in a coronary care unit. Method: Patients included in the sample had their minute volume monitoredby a ventilometer and by the mechanical ventilator (the value shown in the monitor), and the data were compared. Results: The total of patients who completed the study were 19 and it was verified that the values of MV obtained by the ventilometer were higher than those obtained from the monitor of the mechanical ventilator. There was no statistically significant concordance between the two monitoring methods. The sedation and the artificial airway diameter did not influence the MV values found. Conclusions: It was concluded that there is a statistically significant difference between the MV values obtained from the monitor of the mechanical ventilator compared to those obtained by a ventilometer.

Keywords: Artificial respiration; Pulmonary ventilation; Intensive care units.

introdução

As doenças cardiovasculares (DCV) são responsáveis pelos maiores índices de morbi-mortalidade no Brasil e no mundo, e representam um impacto significativo nos gastos em assistência de saúde (1,2). Nos países desenvolvidos elas são a principal causa de óbitos (3). No Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, as DCV provocam cerca de 16,7 milhões de mortes ao ano, com provável permanência como causa principal de mortalidade e incapacitação até o ano de 2020 (4,5). Fatores que podem aumentar o risco da doença são o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo (4), o diabetes mellitus, a hipertensão arterial sistêmica6, e as dislipidemias (1).

A doença arterial coronariana é uma das mais prevalentes dentre as DCV. Ela pode se manifestar na forma de angina pectoris, infarto agudo do miocárdio (IAM), miocardiopatias isquêmicas e morte súbita (4). O IAM é o maior problema de saúde pública nos países industrializados e sua incidência aumenta progressivamente nos países em desenvolvimento (7,8).

No tratamento das DCV, alguns pacientes necessitam permanecer numa unidade coronariana (UCo), a qual é uma área equipada com todos os materiais necessários para monitorização e possível intervenção de complicações das doenças cardíacas. Devido à alta complexidade desta unidade, pode-se considerá-la uma unidade de terapia intensiva (UTI) (9). E, uma das principais razões pelas quais um paciente é admitido numa UTI é a necessidade de assistência ventilatória mecânica (AVM) (10).

A AVM é um método de suporte ofertado aos indivíduos que se encontram com comprometimento da atividade ventilatória. Sua principal função é manter a ventilação pulmonar adequada e, desta forma, permitir o repouso da musculatura afetada, reduzindo o trabalho da ventilação (10). Para ser aplicada necessita de uma via aérea artificial e as mais utilizadas são os tubos orotraqueais e as cânulas de traqueostomia (11).

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A monitorização respiratória do paciente em AVM é fundamental para o tratamento adequado (12), e há avanços crescentes nos últimos anos (13). Esta é um conjunto de meios com a finalidade de exibir alterações funcionais de forma contínua e precoce, afim de garantir que os objetivos da AVM sejam atingidos, o que facilita o reajuste de parâmetros ventilatórios e permite a prevenção de complicações (12). Uma monitorização adequada permite haver uma sincronia paciente-ventilador (13). Esta sincronia está diretamente relacionada com o trabalho ventilatório. Para que a mesma ocorra, muitas variáveis ficam à disposição do terapeuta para análise contínua e tomada de decisões. E a interpretação desses dados exige conhecimento da fisiologia e mecânica pulmonar10. Segundo a literatura, tanto a hipoxemia quanto a hipercapnia podem representar um aumento proporcional no esforço respiratório e na sensação de dispnéia, pois estes eventos aumentam o estímulo neuromuscular da respiração (14,15).

A troca gasosa é a principal função do sistema respiratório e a hipoxemia é o evento de maior gravidade nos pacientes que se encontram em AVM, já que compromete diretamente a oferta de oxigênio aos tecidos. Logo, sua monitorização é fundamental. Esta pode ser realizada através dos índices de oxigenação e dos índices de ventilação. Na monitorização da ventilação alveolar, utiliza-se diretamente a pressão arterial de dióxido de carbono (PaCO2), a qual é obtida através da gasometria arterial e associada ao volume corrente (VC) e frequência respiratória (FR), ou seja, ao volume minuto (VM). A PaCO2 é a melhor forma de avaliar a ventilação alveolar. Pode-se dizer que um paciente com PaCO2 elevada está hipoventilando e vice-versa (12,16).

Dentro desta perspectiva, o objetivo deste estudo foi comparar dois métodos de monitorização do VM em pacientes adultos internados numa unidade coronariana.

Métodos

O projeto de pesquisa do presente estudo foi aprovado pelo comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do Complexo Hospitalar – Hospital Universitário Oswaldo Cruz/Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco (HUOC/PROCAPE), com número do CAAE: 0182.0.106.000-10, de acordo com a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi adequadamente explicado e assinado pelos familiares dos pacientes.

Foi realizado um estudo observacional transversal com caráter analítico e com dados coletados prospectivamente, com amostra por conveniência, 19 adultos internados nas UCos I e II, do PROCAPE, no período de janeiro a abril de 2011.

Para seleção da população foram incluídos no estudo, os pacientes admitidos nas UCo I e II e submetidos à AVM com período superior de 24h (17), através do ventilador– Takaoka (Servo Ventilador Monterey e Servo Ventilador Monterey Smart), de ambos os gêneros, com idade superior a 21 anos. Como critérios de exclusão, foram retirados pacientes que apresentassem: sinal clínico de instabilidade hemodinâmica (pressão arterial média (PAM) < 60mmHg), assincronia com a AVM, uso de suporte ventilatório com altos níveis de pressão positiva expiratória final (PEEP, do inglês positive end expiratory pressure) (acima de 12cmH2O), auto-PEEP, broncoespasmos com sibilância

audível pela ausculta pulmonar, pneumotórax não drenado (18), e ventiladores mecânicos com marcas diferentes das supracitadas.

O procedimento de coleta de dados foi realizado pela análise e registro dos seguintes dados: número do leito na UTI, data de admissão, dados pessoais, diagnóstico clínico, exame físico, avaliação

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respiratória, dados gasométricos, suporte ventilatório, parâmetros da AVM, VM e FR fornecidos tanto pelo monitor do ventilador mecânico quanto pelo ventilômetro (FERRARIS Wright®MK 8), no

modo ventilação com suporte pressórico (PSV).

Como indicador do nível de consciência, foi utilizada, a escala de Glasgow, a qual avalia clinicamente o estado neurológico de pacientes com nível de consciência deprimido (19) e a escala de Ramsay foi utilizada para indicar o nível de sedação, já que a mesma se baseia em critérios clínicos para esta classificação (20).

Antes de iniciar a coleta, durante a conduta do fisioterapeuta do setor, a pressão do balonete dos tubos orotraqueais e das cânulas de traqueostomia foram ajustadas, num volume mínimo para oclusão da via aérea, com o objetivo de garantir uma ventilação adequada sem escape aéreo (21).

Os valores do VM foram mensurados de duas formas diferentes, porém simultâneas. A primeira no modo PSV e a segunda pelo valor observado no monitor do ventilador mecânico. Foram realizadas três medidas de um minuto cada, com intervalos de um minuto entre elas. No final foi calculada a média dos valores (22).

Para realizar a mensuração, o modo PSV foi instalado com os seguintes parâmetros: pressão de suporte (PS) igual a 7cmH2O (12), sensibilidade igual a -1 cmH2O, a fração inspirada de oxigênio e a PEEP não foram alteradas, e em seguida o ventilômetro foi acoplado ao ramo expiratório do circuito do ventilador mecânico (23). Simultaneamente foi realizada a mensuração do VM fornecido pelo monitor do ventilador mecânico, o mesmo foi observado com intervalos iguais aos já citados. Foram excluídas as mensurações após esforços significativos como a tosse (24).

Para verificar a concordância entre os resultados do monitor e do ventilômetro foram realizadas duas formas de análise. Primeiramente com o objetivo de analisar os valores de forma quantitativa, foi aplicado o teste não paramétrico de Wilcoxon. Posteriormente, os valores do VM foram categorizados na faixa de normalidade (5-10L/min) e foi calculada a medida de concordância Kappa, a qual é baseada no número de respostas concordantes, ou seja, no número de casos cujo resultado é o mesmo nos dois métodos. Para analisar se as variáveis sedação e diâmetro da via aérea artificial iriam interferir nos valores do VM foi utilizado o teste não paramétrico de Mann-Whitney. O nível de significância assumido foi de 5%. Os cálculos estatísticos foram realizados no software SPSS for Windows versão 18.0 - Statistical Package for the Social Science.

resultados

O estudo foi realizado no período de janeiro a abril de 2011, a amostra foi composta por 19 pacientes (Tabela 1). Para as variáveis quantitativas foram utilizadas médias e medianas para resumir as informações, e desvios-padrão, mínimo e máximo para indicar a variabilidade dos dados.

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Tabela 1 | Perfil amostral da população estudada segundo os dados da internação.

Abreviações: DP = desvio padrão, iAM = infarto agudo do miocárdio, sCA = síndrome

coronariana aguda, iCC = insuficiência cardíaca congestiva, EAP = edema agudo pulmonar,

PsV = ventilação com suporte pressórico, PCV = ventilação com pressão controlada, Pcuff

= pressão de cuff, TsVM = takaoka servo ventilador monterey, TsVM smart = takaoka servo ventilador monterey smart, fio2 = fração inspirada de oxigênio, PEEP = pressão positiva ao final da expiração.

(14)

Pode-se observar que a média da idade foi de 66,8 anos, com o mínimo de 45 e o máximo de 83 anos. Pacientes do gênero feminino representaram 57,9% da amostra total. As patologias mais comuns foram IAM e SCA, que representaram 21,1% da amostra total cada uma. No estudo, nove pacientes estavam com tubo orotraqueal e dez estavam com cânula de traqueostomia. Em relação ao diâmetro da via aérea artificial, 75,7% da amostra estavam com o de diâmetro 8,0 mm. Dos 19 pacientes estudados nove estavam sedados. Quanto ao escore de Glasgow, o mesmo apresentou uma média de 11,3 (1,5) com o mínimo de nove e máximo de 15 e o escore de Ramsey teve uma média de 5,2 (1,3) com o mínimo de três e máximo de seis. O modelo do ventilador mais comum na amostra foi o TSVM Smart, utilizado por 63,2% da amostra total. Em relação à análise estatística dos sinais vitais, observou-se que o valor mínimo da PAM foi de 70,3 mmHg e o máximo de 163,00 mmHg, a FR com um mínimo de 12 ipm e máximo de 27 ipm, a saturação periférica de oxigênio com um mínimo de 92% e máximo de 100%, assegurando dessa forma que os pacientes encontravam-se hemodinamicamente estáveis.

A tabela 2 mostra a comparação entre os valores do VM obtidos através do monitor do ventilador mecânico e do ventilômetro. Com este resultado pode-se afirmar que, para a amostra estudada, existe diferença estatisticamente significante entre os valores do VM entre os dois métodos. Verifica-se que os valores obtidos através do ventilômetro foram superiores aos obtidos pelo monitor do ventilador mecânico.

O resultado da tabela 3 abaixo indica que não existe concordância estatisticamente significante dos valores do VM entre o monitor do ventilador mecânico e o ventilômetro (p>0,05). Visto que, dos 19 pacientes, 12 encontravam-se com valores de VM normais através da monitorização realizada pelo ventilômetro. Porém, desses 12, apenas oito também foram considerados normais pelo monitor do ventilador mecânico, com 6 casos discordantes entre os métodos.

Em nossa amostra, nove pacientes estavam em uso de sedação. Foi realizada uma análise estatística para a comparação dos valores do VM entre os pacientes com sedação e os sem sedação e verificou-se que não houve diferença estatisticamente significante do VM entre os grupos como demonstrado pela tabela 4.

p = 0,048 *DP = desvio padrão

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Gráfico 1 | Box-Plot comparativo dos valores do VM entre o Monitor e o Ventilômetro.

Tabela 3 | Análise de concordância entre os dois métodos com relação ao volume minuto.

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A tabela 5 mostra que também foi analisada a influência do diâmetro da via aérea artificial no VM encontrado. 14 pacientes estavam com via aérea artificial de diâmetro 8 mm e cinco pacientes estavam com via aérea artificial de diâmetro 8,5mm. Não houve diferença estatisticamente significante no valor do VM encontrado.

Tabela 4 | Comparação dos valores do volume minuto segundo sedação.

*DP = desvio padrão; VM = volume minuto.

Tabela 5 | Comparação dos valores do volume minuto segundo diâmetro da via aérea.

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Discussão

A evolução tecnológica dos ventiladores mecânicos utilizados nas UTIs facilita as possibilidades de intervenção e monitorização do paciente. Porém, nem sempre significa uma conquista positiva para a equipe envolvida, uma vez que existem poucos estudos relacionados a essas novas tecnologias (25). Fato este que justificou o método deste estudo, com o intuito de investigar se os valores de VM encontrados através do monitor do ventilador mecânico e do ventilômetro seriam correspondentes.

Segundo a literatura o valor do VM deve ser obtido através do ventilômetro portátil e o da FR através da observação direta da expansibilidade da caixa torácica ou pelo deslocamento do ponteiro do ventilômetro, este é o padrão ouro para mensuração destes parâmetros (26). No estudo de Mont’Alverne (27) mais de 60% dos fisioterapeutas de hospitais públicos e particulares de Fortaleza obtêm os dados de FR através da observação direta da expansibilidade torácica e o valor do VM através do ventilômetro. Porém um fato que dificulta a realização da monitorização do VM através do ventilômetro é a falta de aparelhos disponíveis nas UTIs, o qual foi relatado no estudo de Gonçalves (28), em que 95% dos fisioterapeutas realizavam essa monitorização através do valor demonstrado pelo monitor do ventilador mecânico, uma vez que apenas cinco UTIs, em todo o Distrito Federal possuíam este aparelho. Neste caso, os valores obtidos podem não ser fidedignos, uma vez que dependem da manutenção adequada dos aparelhos, além da adição da pressão positiva que pode interferir no valor real procurado (26,29). Em nosso estudo, os valores do VM encontrados através do monitor do ventilador mecânico foram inferiores aos demonstrados pelo ventilômetro.

Rodrigues (29)relata em seu estudo que o uso do suporte ventilatório durante a monitorização dos parâmetros ventilatórios é comumente realizado na prática clínica. Mais de 90% dos fisioterapeutas relataram realizar a monitorização com o paciente no modo PSV com níveis de PS variando entre 6 e 12 cmH2O. Fiore (30) em seu estudo avaliou os parâmetros FR, VC, VM e índice de Tobin de 26 pacientes de duas formas diferentes. A primeira após 30 minutos de macronebulização com tubo – T e a segunda após 30 minutos no modo PSV e verificou que ao utilizar o modo PSV para avaliar estes parâmetros, mesmo com níveis mínimos de PS, ele pode influenciar no resultado encontrado.

Autoresrelatam em seus estudos, que também encontraram diferenças significativas nos valores de VM demonstrados pelo monitor do ventilador mecânico quando comparados aos valores encontrados na mensuração através do ventilômetro. Porém, ao realizarem cálculos matemáticos para determinar a complacência estática com tais valores encontrados, os resultados obtidos não apresentaram diferenças estatisticamente significantes (31,32). Este achado também foi encontrado por Lessa (33), ao utilizar o valor do VM obtido através do monitor do ventilador mecânico Medical Raphael® e através do ventilômetro para calcular o índice de Tobin e não obteve diferença estatisticamente significante, tornando dessa forma o procedimento de coleta desses dados através do monitor do ventilador mecânico mais rápido, reprodutível, além de eliminar custos adicionais com aparelhos.

A sedação muitas vezes é necessária para que o paciente tenha um maior conforto durante a AVM. Segundo Carvalho, a sedação é necessária para a monitorização da mecânica ventilatória (12). Porém, poucos estudos relatam se a sedação interfere na monitorização do VM. Em nosso estudo, não houve diferença estatisticamente significante entre os valores de VM encontrados nos pacientes sedados e não sedados.

(18)

Para vencê-la, em alguns casos, é necessária uma PS de até 10cmH2O, a qual possibilita um aumento do VC e uma redução da FR (34). Em nosso estudo, o diâmetro da via aérea artificial não interferiu nos valores do VM encontrados.

Conclusões

Apesar da facilidade imposta pela evolução tecnológica dos ventiladores mecânicos, a fim de facilitar a rotina de procedimentos diários em UTIs, ressalta-se a importância de uma padronização na monitorização dos parâmetros ventilatórios, visto que através deste estudo foi possível identificar diferença estatisticamente significante entre os valores do VM obtidos através da observação direta do monitor do ventilador mecânico em relação ao valor mensurado pelo ventilômetro. Valores esses, capazes de subestimar ou superestimar o valor real e interferir na monitorização e no tratamento destes pacientes.

Destaca-se a necessidade de novos estudos, com outros ventiladores, de marcas e modelos diferentes, com uma amostra maior, comparando os valores fornecidos pelo monitor do ventilador mecânico e através do ventilômetro, visto a escassez de estudos nesta área e as limitações oferecidas pelo método; uma vez que os modos e parâmetros ventilatórios encontrados na avaliação inicial podem ter influenciado os resultados finais.

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Recebido em: 20/09/2011 Aceito em: 20/04/2012

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resumo

Introdução: Insuficiência Cardíaca (IC) é uma síndrome clínica que ocorre quando o coração não é mais capaz de suprir de maneira adequada as demandas metabólicas teciduais. O teste de caminhada dos seis minutos (TC6) é um teste de exercício submáximo que pode ser utilizado como desfecho substituto para a avaliação do desempenho funcional do paciente em suas atividades diárias. Objetivo: Objetivou-se analisar os parâmetros clínicos nos pacientes com IC classe funcional III e IV no teste de caminhada de seis minutos. Método: Estudo descritivo, observacional e transversal com análise quantitativa. Os pacientes foram submetidos ao TC6 e a partir da ficha de avaliação foram abordadas variáveis de freqüência cardíaca (FC), freqüência respiratória (FR), saturação de oxigênio (SpO2), pressão arterial (PA) e escala de percepção de esforço de Borg. Resultados: Foram estudados 15 pacientes, portadores de IC Classe Funcional III e IV, apresentando Índice de Massa Corpórea (IMC) médio de 26,18 com + 7,4 e com idade média de 50,62 anos. O diagnóstico que acometeu 60% (n=9) dos pacientes da amostra foi Miocardiopatia Dilatada (MCD). Quando aplicado o teste da caminhada de seis minutos a distância percorrida em metros pelos pacientes, foi em média de 387,69 metros que corresponde a 68,20% da distância média de 570,38 metros prevista para os pacientes da amostra. A diferença entre a distância prevista e a percorrida foi estatisticamente significativa (p<0,001). Conclusão: O TC6 é um teste de fácil realização e de baixo custo, que pode ser utilizado para a avaliação de pacientes com IC, podendo fornecer diversas informações para seleção de pacientes ao programa de reabilitação cardiovascular. Palavras-chave: Insuficiêcia cardíaca; Caminhada; Exercício.

Análise funcional nos pacientes com insuficiência Cardíaca classe funcional

iii e iV no teste de caminhada de seis minutos

Functional analysis in patients with heart failure functional class III and IV test in six-minute walk

PORTO, Ana Cristina Leite1

VASCONCELOS, Renata dos Santos2

SALES, Raquel Pinto2

MATOS, Wedla Lourdes Rebouças2

SOUSA, Cristiano Teles de1

NOGUEIRA, Andréa da Nóbrega Cirino1

VIANA, Soraya Maria do Nascimento Rebouças2

BASTOS, Vasco Pinheiro Diógenes Bastos1

1 Faculdade Estácio do Ceará / FIC, Fortaleza – Ceará. Email: [email protected] 2 Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC/UFC), Fortaleza – Ceará.

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Abstract

Introduction: Heart Failure (HF) is a clinical syndrome which occurs when the heart is unable to adequately meet the metabolic demands of tissue. The 6-minute walking test (6MWT) is a submaximal exercise test that can be used as a surrogate outcome to assess functional exercise capacity of patients in their daily activities. Objective: The objective was to analyze the clinical parameters in patients with functional class III and IV heart failure observed during the 6-minute walking test. Descriptive study, observational and cross-sectional with quantitative analysis. All the patients performed the 6MWT and from the evaluation forms some variables were assessed: heart rate (HR), respiratory rate (RR), oxygen saturation (SpO2), blood pressure (BP) and perceived exertion with Borg scale. Results: 15 patients with functional class III and IV HF were studied, with the average of Body Mass Index (BMI) of 26.18 + 7.4 and with average of age of 50.62 years. The diagnosis in 60% (n = 9) of the patients was dilated cardiomyopathy (DCM). When the 6MWT was performed, the distance walked by patients was 387.69 meters on averaged, which means 68.20% of the average distance of 570.38 meters predicted for this sample. The difference between the predicted and the measured distance was statistically significant (p<0.001). Conclusion: The 6-minute walking test is a simple and inexpensive test that can be used to evaluate patients with HF and also provide information to select patients to a cardiac rehabilitation programme. Keywords: Heart Failure; Walking; Exercise.

introdução

A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma síndrome clínica que ocorre quando o coração não é mais capaz de suprir de maneira adequada as demandas metabólicas teciduais, ou realizá-las pela elevação das pressões de enchimento ventricular ou das pressões atriais. Estas alterações englobam a resposta inadequada do débito cardíaco e a elevação das pressões pulmonar e sistêmica (1,2).

A IC é considerada uma doença de prevalência e incidência elevada em praticamente todo o mundo. Nos Estados Unidos são diagnosticados cerca de 400.000 novos casos anualmente. No Brasil, as admissões hospitalares por IC representaram aproximadamente 4% de todas as hospitalizações e 31% das internações do aparelho circulatório no ano de 2002 (3,4).

Um dos principais sintomas da IC é a intolerância ao exercício, comumente sentida com dispnéia ao exercício, porém alguns pacientes relatam fadiga aos mínimos esforços (5,6).

A classificação funcional mais conhecida é a da New York Heart Association (NYHA), que separa os portadores de IC em quatro classes conforme o grau de comprometimento funcional: classe funcional I (CF I): sem limitações às atividades físicas normais que não fadiga excessiva ou dispnéia; classe funcional II (CF II): limitação leve da atividade física,os pacientes são assintomáticos em repouso; classe funcional III (CF III): limitação acentuada da atividade física, embora os pacientes sejam assintomáticos em repouso; classe funcional IV (CF IV): incapacidade de realizar qualquer atividade física, os sintomas de IC estarão presentes mesmo em repouso (5,7).

Neste contexto, o teste de caminhada de 6 minutos (TC6) é uma avaliação simples da capacidade física e preditor de sobrevida em pacientes com IC. O TC6 tem sido preconizado e utilizado na avaliação de resultados de programa de reabilitação. É um teste simples e facilmente realizado (8-10).

Desta forma, o que motivou a realização desta pesquisa é a necessidade e a procura por métodos de avaliação da IC, para analisar o nível da incapacidade nas atividades de vida diária dos portadores dessa síndrome.

(23)

Diante disso objetivou-se analisar os parâmetros clínicos nos pacientes com IC classe funcional III e IV no TC6.

Métodos

Foi realizado um estudo transversal, no Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará (UFC). A coleta de dados ocorreu de julho a outubro de 2007.

Foram selecionados 15 pacientes do ambulatório de cardiologia do Hospital Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do Ceará – UFC, com diagnóstico de IC Classe Funcional III e IV NYHA (5) igual ou superior a quatro meses, na faixa etária de 30 a 65 anos, do sexo masculino e feminino e que se encontravam estáveis clinicamente e aceitaram participar da pesquisa mediante a assinatura de um termo de consentimento livre e esclarecido.

Foram excluídos indivíduos portadores de IC classe funcional I e II, portadores de IC classe funcional III e IV com diagnóstico inferior a quatro meses, instáveis, pacientes com limitação à atividade física, portadores de doenças psiquiátricas, neoplasias, pneumopatias (obstrutivas/ restritivas) e os que não aceitaram participar da pesquisa mediante a não assinatura do termo de consentimento informado.

A partir da ficha de avaliação foram abordadas variáveis clínicas de freqüência cardíaca (FC), freqüência respiratória (FR), saturação de oxigênio (SpO2), pressão arterial (PA) e escala de percepção de esforço de Borg, que são expressas em forma de gráficos e tabelas.

A coleta de dados foi realizada através da ficha de avaliação TC6, utilizou-se o oxímetro de pulso Dixtal® (DX 2515), o esfigmomanômetro BIC®, e a escala de esforço de Borg.

Os pacientes foram submetidos ao TC6, em um corredor plano e com superfície lisa, retilíneo de 30 metros de distância, com marcação a cada 3 metros. O paciente foi acompanhado pelo pesquisador. Quando o paciente interrompeu a caminhada, o cronômetro continuou acionado. A medida da SpO2 foi realizada com oxímetro, com sensor posicionado no 3º dedo da mão direita, sendo a leitura determinada após estabilização do sinal antes, no terceiro minuto e no final do TC6. Foi avaliada a freqüência cardíaca (FC) inicial, no segundo minuto (FC 2’), no quarto minuto (FC 4’), no final do teste (FC Final) e dois minutos após o término do teste (FC Recuperação). A frequência respiratória (FR) foi coletada antes e depois do teste. A medida de esforço através da escala de Borg foi obtida antes, no terceiro minuto e no final do teste de caminhada de seis minutos. A PA aferida antes e depois da realização do teste e dois minutos após o término do teste. Foram coletados dados referentes à idade, sexo, altura e peso, antes do teste e a distância percorrida no TC6 após a realização do mesmo (8). Os valores preditos da distância percorrida em seis minutos foram calculados baseado no estudo de Soares; Pereira (11) utilizando a equação: DTC6 = 511 + altura2 (cm) × 0,0066 − idade2

× 0,030 − IMC2 × 0,068.

O estudo seguiu os aspectos éticos que envolvem a pesquisa com seres humanos e seguiu as normas da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (12) e foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa do Hospital Universitário Walter Cantídio da UFC (protocolo: 047.07.07).

Neste estudo foi realizada uma análise estatística analítica, teste t de Student pareado e ANOVA com significância de p<0,05, através do MicroCall Origin 2.94 sendo apresentados os resultados em forma de tabelas e gráficos.

(24)

resultados

Foram estudados 15 pacientes, portadores de IC classe funcional III e IV, apresentando índice de massa corpórea (IMC) médio de 26,18 (+ 7,4) e com idade média de 50,62 anos.

O diagnóstico que acometeu um maior número de pacientes foi miocardiopatia dilatada (MCD), com 60% (n=9) da amostra, seguida de hipertensão arterial sistêmica (HAS) com 13,33% (n=2) dos pacientes acometidos (Tabela 1).

Em relação à classificação da IC, observou-se que 86,66% (n=13) dos pacientes estavam classificados em Classe funcional III da NYHA (5), sendo quatro pacientes do nível 4 do estudo da SOLVD, sete pacientes do nível 3 e dois pacientes do nível 1; e que 14,34% (n=2) era classe funcional IV da NYHA (5), sendo um paciente do nível 3 e um paciente do nível 1 de acordo com o estudo da SOLVD (13) (Tabela 2).

Tabela 1 | Distribuição dos dados segundo as doenças associadas à IC.

Tabela 2 | Distribuição dos dados da distância percorrida, classe funcional e

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Quando aplicado o TC6 à distância percorrida em metros pelos pacientes, foi em média de 387,69 metros que corresponde a 68,20% da distância média de 570,38 metros prevista para os pacientes da amostra, a qual foi obtida através de equações propostas (14). A diferença entre a distância prevista e a percorrida foi estatisticamente significativa (p<0,001) (Gráfico 1).

Na amostra analisada 53,33% (n=8) dos pacientes atingiram a nível 3, 26,67% (n=4) atingiram a nível 4 e 20% (n=3) da amostra atingiu a nível 1.

A medida FC foi coletada no início, aos dois minutos, aos quatro minutos e ao final do teste. Obtivemos como FC de repouso média 67 bpm, aos dois minutos de 86 bpm, aos quatro minutos 83 bpm e no final do teste de 74 bpm, onde houve um aumento estatisticamente significativo (p<0,01) (Gráfico 2).

A medida da PA da amostra do estudo foi coletada no início, ao final, e dois minutos após o teste. Obtivemos como PA de repouso média 100,89 mmHg (PAS de 129,33 e PAD de 86,67mmHg) e PA média ao final do teste foi de 102,33 mmHg (PAS de 148,33 e PAD de 90,67mmHg), houve um aumento estatisticamente significativo (p<0,05). Quando comparadas a PA média final e a PA média de recuperação, encontramos também resultado estatisticamente significativo (p<0,05). Todavia quando comparamos os valores da PA média de repouso com a PA média de recuperação não houve diferença estatística significativa, pois os valores da PA de recuperação tenderam a voltar aos de repouso (Gráfico 3).

Gráfico 1 | Distribuição dos dados segundo a distância

(26)

Gráfico 2 | Distribuição dos dados segundo a freqüência cardíaca

durante o teste de caminhada de seis minutos.* p<0,01 em relação à FC inicial.

Gráfico 3 | Distribuição dos dados segundo a pressão

arterial média durante o teste de caminhada de seis minutos. *p<0,05 em relação a PA Média de Repouso.

(27)

A medida FR foi coletada no início e ao final do teste. Obtivemos como FR de repouso média 18 ipm e FR média ao final do teste foi de 23 ipm, não havendo diferença estatisticamente significativa (Gráfico 4).

A medida da SatO2 foi coletada no início, aos três minutos e ao final do teste. Obtivemos como SatO2 de início média 98,07% e SatO2 média ao final do teste de 96,20%, não foi obtida diferença estatística significativa (Gráfico 5).

A medida do esforço percebido foi coletada através da escala de Borg no início, aos três minutos e ao final do teste. Obtivemos como Borg de início médio 7,13 e Borg médio ao final do teste de 15, o aumento apresentado nos resultados teve significância estatística (p<0,05) (Gráfico 6).

Gráfico 4 | Distribuição dos dados segundo a freqüência respiratória

durante o teste de caminhada de seis minutos.* p= 0,107em relação a FR final.

(28)

Gráfico 5 | Distribuição dos dados segundo a saturação de oxigênio

durante o teste de caminhada de seis minutos. * p= 0,676 em relação a SatO2 final.

Gráfico 6 | Distribuição dos dados segundo a escala de esforço

de Borg durante o teste de caminhada de seis minutos. *p<0,05 em relação ao BORG de Início.

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Discussão

Foi obtido um aumento estatisticamente significativo nas variáveis FC, PA e escala de esforço de Borg, após o TC6. Não foi observada diferença estatisticamente significativa nas variáveis de FR e SatO2, embora o aumento da FR tenha relação com o esforço realizado. Mesmo sendo o TC6 um teste de esforço submáximo, a dispnéia esteve presente nos pacientes da amostra quando analisados através da tabela de esforço analógica de Borg.

Um estudo prévio (1) mostrou que a grande maioria dos pacientes que internam com descompensação aguda da IC pertencem às classes funcionais III e IV, proporcionando assim a escolha da amostra do presente estudo.

A distância percorrida no TC6 desta amostra foi em média de 387,69 metros, que de acordo com Mano (15) distâncias maiores que 450 metros indicam bom prognóstico e entre 150 e 300 metros caracterizam pior prognóstico, portanto no presente estudo estaria em uma classe intermediária entre o bom e o pior prognóstico, que poderíamos inferir em regular.

Comprovando os resultados encontrados nesta pesquisa em que a FC aumentou significativamente (repouso 67bpm – final TC6 73bpm), Araújo (16) relata que houve aumento da FC nos pacientes de sua coleta. Já Silva (17), afirma que quando a FC aumenta até próximo da FC submáxima ou permanece inalterada ou, ainda, reduz-se, é um indicativo de anormalidade cardiocirculatória, fato esse não evidenciado nessa pesquisa.

Nossos resultados estão de acordo com Brunetto et al. (18), que concluiuram que não há diferença significativa entre as PAM de repouso e recuperação.

Segundo Rodrigues et al. (19), valores de FR inicial média de 16ipm e final de 24ipm, indicam que o esforço do teste pode causar taquipnéia, esses dados estão de acordo com os resultados do presente estudo.

Brunetto et al. (18) afirmam que o fato de o índice de percepção de esforço e a FC encontrarem-se linearmente relacionados, justifica alguns casos que apreencontrarem-sentaram aumento na intensidade do esforço juntamente com aumento da FC e aumento da distância percorrida; resultados similares foram encontrados na amostra do estudo.

Estudo previamente publicado na literatura (20) apresenta resultados discrepantes quando comparados ao presente estudo, pois segundo este autor a média de SatO2 dos pacientes de sua amostra permaneceu abaixo de 90% durante o TC6, já na amostra estudada a SatO2 permaneceu acima dos 90%.

O desempenho em metros é um preditor de mortalidade nos pacientes com IC (13). Na amostra analisada 53,33% (n=8) dos pacientes atingiram o nível 3, 26,67% (n=4) atingiram o nível 4 e 20% (n=3) da amostra atingiu o nível 1. Segundo o estudo supracitado, dos pacientes que atingiram a menor distância, 20% têm maior risco de morte que os que atingiram a maior distância 53,33%.

Deve-se considerar que o presente estudo não está isento das limitações próprias dos estudos observacionais, podendo o viés resultar da revisão das fichas clínicas dos pacientes e da confiabilidade dos dados nelas existentes.

Concluimos que o TC6 é um teste de fácil realização e de baixo custo, que pode ser utilizado para a avaliação de pacientes com IC, podendo fornecer diversas informações para seleção de pacientes ao programa de reabilitação cardiovascular.

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Recebido em: 14/12/2011 Aceito em: 04/04/2012

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Análise quantitativa da submissão de projetos de pesquisa científica realizados

em fisioterapia Pediátrica e Neonatal cadastrados no sistema CEP/CoNEP de

2002 a 2010

Quantitative analysis of the submission of research projects related to pediatric and neonatal physiotherapy registered in the CeP/COneP system from 2002 to 2010

SILVA, Cybelle Oliveira Soares da1

GARDENGHI, Giulliano2

1 Fisioterapeuta Graduada pela Universidade Católica de Brasília, Brasília/DF. Pós-graduada em Fisioterapia Pediátrica e Neonatal – da UTI à Reabilitação Neurológica, pelo Centro de Estudos Avançados e Formação Integrada – CEAFI, Goiânia/GO. Email: [email protected]

2 Doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo/SP. Área de Concentração: Cardiologia. Coordenador Técnico do Instituto Movimento Reabilitação de Goiânia/GO. Email: [email protected]

resumo

Objetivo: Quantificar as pesquisas realizadas em fisioterapia pediátrica e neonatal cadastradas no Sistema Nacional de Informações Sobre Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos. Métodos: Para quantificar os projetos relacionados à fisioterapia pediátrica e neonatal foi utilizado o banco de dados da CONEP, via internet. Resultados: De um banco de dados com 185.275 projetos, no total 18.508 eram de fisioterapia, sendo 1.637 em fisioterapia pediátrica e neonatal. Os dados analisados apresentaram tendência de crescimento na produção científica da área (R2=0,954). O Sudeste foi a região de maior submissão de projetos (42,2%), sendo o Nordeste responsável por 29,5% e Sul 23,2%. Quanto às classificações das pesquisas, a maioria dos estudos foi realizada em nível terapêutico (26,4%), seguida do preventivo (23,7%), dos que não se aplica a nenhuma das demais categorias (19,4%), diagnóstico (18,5%) e a menor quantidade foi em estudos epidemiológicos (12%). Conclusões: A submissão de projetos à CONEP em fisioterapia pediátrica e neonatal tem forte tendência de crescimento nos últimos nove anos. Deve-se considerar que em termos quantitativos o total de trabalhos na área mencionada é pequeno (8,8%) quando comparado ao total de estudos realizados em Fisioterapia no Brasil. Ocorre grande concentração de submissão de projetos na região Sudeste. Estudos em atenção secundária e terciária de atendimento são prevalentes no país, observando-se a importância de a categoria dedicar-se mais às pesquisas em atenção primária tendo em vista as recentes necessidades e tendências das políticas de estado referentes à saúde, para que os profissionais se mostrem presentes e atuantes junto à comunidade.

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Abstract

Objective: This study aimed to quantify the researches involving pediatric and neonatal physiotherapy registered in the National System of Information concerning Ethics in Research envolving Humans. Methods: To quantify the submissions of scientific projects related to pediatric and neonatal physiotherapy, the online CONEP database was used. Results: In a database of 185.275 projects, 18.508 were about physiotherapy , being 1.637 of these specifically related to the pediatric and neonatal areas. The analyzed data have demonstrated a tendency to an increasing in the submissions of projects related to these areas (R2=0,954). The South East region presented the major scientific production (42,2%), followed by the North East (29,5%) and South (23,2%) regions. Regarding the studies classification, 26,4% of the projects were about treatment, 23,7% were related to preventive care, 19,4% of the projects did not apply to any category, diagnostic studies were 18,5% and epidemiological studies were 12%. Conclusions: The submissions of scientific projects related to pediatric and neonatal physiotherapy in Brazil, have been increasing in the last nine years. Is of great importance to note that the amount of projects related to the mentioned areas is still small (8,8%) when compared with the whole physiotherapy production. The South East region is responsible for the great amount of submissions. Researches aiming to study the secondary and tertiary assistance levels are prevalent in Brazil. It must be called attention for the fact that physiotherapists should do researches also focusing on the primary level of assistance, considering the recent needs of the health policies, in order that the health professionals could be able to act closer to the community.

Keywords: Pediatrics; Neonatology; Physical Therapy (Specialty); Research Design; Ethics Committees.

introdução

O Conselho Nacional de Saúde (CNS), em 1995, identificou uma necessidade de se construir um sistema em rede capaz de acompanhar as pesquisas em seres humanos no país, posteriormente denominado Sistema CEP/CONEP. Partindo dessa realidade, em outubro de 1996, foram aprovadas as “Diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos”, consignadas na Resolução CNS 196/96 que define as normas regulamentadoras e faz orientações a respeito dos aspectos éticos a serem observados nos protocolos de pesquisa, como um mecanismo de proteção aos sujeitos de pesquisa (1).

A partir deste momento são criadas as instâncias institucionais responsáveis por essas avaliações éticas: os Comitês de Ética em Pesquisa – e a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CONEP, vinculada ao CNS (1).

A CONEP é uma instância colegiada, de natureza consultiva, deliberativa, normativa, educativa, independente, composta por uma equipe multi e transdisciplinar que atua conjuntamente com uma rede de Comitês de Ética em Pesquisa (CEP’s) organizados nas instituições onde as pesquisas se realizam. Compete à CONEP o exame dos aspectos éticos da pesquisa envolvendo seres humanos, bem como a adequação e atualização das normas atinentes, além de estimular a criação e registro de CEP’s e constituir um sistema de informação e acompanhamento dos aspectos éticos das pesquisas envolvendo seres humanos em todo o território nacional, mantendo atualizados os bancos de dados (2).

Para isso foi desenvolvido o Sistema Nacional de Informações Sobre Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos (SISNEP), cujos objetivos são oferecer agilidade e transparência para o trabalho dos pesquisadores e dos CEP’s atuantes no Brasil, e, ao mesmo tempo, garantir à população mecanismos para exercer o controle social no campo da ciência (3). O SISNEP é um sistema de informações via internet sobre pesquisas envolvendo seres humanos apresentadas ao sistema CEP’s/CONEP

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que foi desenvolvido pela CONEP com a participação inicial de 11 CEP’s que fizeram sua implantação experimental no período de 2002 a 2003, sendo então expandido aos demais CEP’s interessados a partir de 2003. Seus usuários são: pesquisadores, CEP’s, a CONEP e a população em geral (4).

Até dezembro do ano de 2010, 604 CEP’s estavam registrados na CONEP por preencherem os requisitos estabelecidos na Resolução 196/96 (5). Destes, 434 estão cadastrados no SISNEP formando atualmente um banco de dados com 185.275 projetos cadastrados e integrados ao sistema CEP/ CONEP (4).

A produção científica brasileira aumentou consideravelmente em quantidade e qualidade, como consequência disso observou-se uma evolução nos periódicos científicos e na produção científica formal da Fisioterapia brasileira, principalmente no decorrer dos dez últimos anos, com a iniciação da Pós-Graduação Stricto Sensu e com o avanço qualitativo na divulgação desse conhecimento, causando um forte e positivo impacto no desenvolvimento científico desta categoria profissional.

O objetivo primário do presente estudo foi analisar quantitativamente a submissão de projetos de pesquisa em Fisioterapia Pediátrica e Neonatal dos anos de 2002 a 2010 por meio do banco de dados da CONEP, formado a partir da implantação do SISNEP nos CEP’s cadastrados. O objetivo secundário desse estudo foi verificar qual a quantidade de artigos científicos na área de Fisioterapia Pediátrica e Neonatal publicados nos últimos cinco anos (entre os anos de 2006 a 2010) em periódicos indexados junto à base de dados da Scientific Electronic Library Online – SciELO.

Métodos

Para quantificar a submissão dos projetos de pesquisa relacionados à área de atuação em fisioterapia pediátrica e neonatal foi utilizado o banco de dados da CONEP produzido a partir da formação do sistema CEP/CONEP e da implementação do sistema de informação SISNEP.

Ao cadastrar um projeto no SISNEP é gerado um número de Folha de Rosto para os Projetos, esta é a primeira iniciativa para organização do banco de dados do sistema, onde constam a identificação, os responsáveis, as principais características e os critérios de risco. Desta forma há um registro de todos os andamentos de projetos de pesquisa dentro do CEP e das folhas de rosto enviadas pelos pesquisadores e que ainda não foram recebidas pelo CEP.

Todo projeto registrado no SISNEP deverá ser entregue no CEP responsável pelo acompanhamento da pesquisa no prazo de 30 dias. Em sendo entregue dentro do prazo receberá um número que corresponderá ao Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE), que será o identificador do projeto em todos os níveis. O CAAE significará um respaldo para o pesquisador, demonstrando que apresentou seu projeto para aprovação ética e também uma segurança para as pessoas envolvidas na pesquisa. Se não entregue no prazo estipulado, a folha de rosto expirará e o registro deverá novamente ser realizado e entregue ao CEP caso seja de interesse do pesquisador.

O sistema de gerenciamento de banco de dados utilizado foi o Microsoft Office Access 2003 e a consulta foi realizada utilizando o banco de dados do SISNEP, no período compreendido entre 2002 e 2010.

O banco de dados Access permite efetuar filtros para que se possam obter apenas os dados de interesse. Inicialmente foram verificados 185.275 projetos de pesquisa cadastrados no SISNEP. Para chegar aos resultados dos projetos realizados apenas na área de fisioterapia utilizou-se como filtragem o código representativo da categoria profissional, número 47, encontrado na coluna “Área de conhecimento”, tendo como resultado um total de 18.508pesquisas.

Referências

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