28, 29 e 30 de 2006
Gênero e Sexualidade nas Práticas Escolares – ST 07 Priscila Gomes Dornellesi
PPGEdu/UFRGS
Educação Física escolar - aulas separadas entre meninos e meninas - relações de gênero
‘Distintos destinos’: problematizando as relações de gênero nas aulas separadas entre meninos e meninas na Educação Física escolarii
Foi atuando na escola, como professora de Educação Física, neste espaço institucionalizado com a função de prover uma educação formal para crianças, adolescentes e adultos, que me deparei com uma prática cotidiana, mas que me instigava, indagava e provocava: as aulas de Educação Física separadas entre meninos e meninas. Assim, a partir da perspectiva pós-estruturalista, particularmente tomando os Estudos Culturais, Feministas e de Gênero como base pessoal e investigativa, busco problematizar alguns trabalhos acadêmicos e estudos na área da Educação Física que tiveram como foco o tema da separação entre meninos e meninas na escola. Nesse sentido, tensiono que as aulas separadas entre meninos e meninas na Educação Física escolar não apenas operam uma separação física entre dois grupos, mas se configuram como um espaço que ensina e constitui formas ‘adequadas’ de viver a masculinidade e a feminilidade. Desta forma, este texto une discussões acadêmicas, pessoais e políticas sobre o tema separação entre meninos e meninas na Educação Física escolar para transformar uma inquietação/mobilização pessoal/profissional em um artigo acadêmico.
VAMOS SEPARAR! (OU SERÁ GENERIFICAR?)
(...) a Educação Física parece ser uma área onde as resistências ao trabalho integrado persistem, ou melhor, onde as resistências provavelmente se renovam, a partir de outras argumentações ou de novas teorizações (LOURO, 1997, p. 72-73).
Meninos para um lado, meninas para o outro! Esta seria uma dedução óbvia de uma aula de Educação Física separada entre meninos e meninas na escola. Entretanto, esta frase descritiva não menciona os objetivos, conteúdos, espaços, metodologias de ensino, as oportunidades de relação
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entre ambos, os diferentes processos que ensinam sobre ser menino e menina. Talvez, num primeiro momento, pareça apenas descrever uma forma de organização do ensino desta área de conhecimento na escola ou ainda uma forma de distribuição dos alunos e alunas. Contudo, penso este ‘exercício’ de separação como um ‘ponto’ de demarcação das concepções sobre corpo, gênero e tantos outros saberes que constituem a Educação Física escolar.
Percebo, pelas minhas vivências pessoal e profissional, que a separação entre meninos e meninas nas aulas de Educação Física é um recurso muito utilizado por professores e professoras nas escolas. Entretanto, não tenho a pretensão de com este texto crucificar esta prática, nomeando e constituindo-a como uma proposta ‘grande vilã’ desta área de conhecimento no ambiente educacional escolar . Ao mesmo tempo, não objetivo elaborar soluções universais e inquestionáveis para a atuação desta disciplina no formato da separação.
Justifico, apenas, que este artigo se soma a um crescente número de estudos que têm como foco discutir relações de gênero na Educação Físicaiii. Acredito que esta produção teórica vem aumentando, entretanto, corroboro com Silvana Goellner quando esta autora afirma que “(...) ao tratar de ‘estudos de gênero’, somos nós da Educação Física brasileira uma área de conhecimento ainda na infância” (2001:220).
Sobre esta discussão gostaria de acrescentar que num primeiro movimento investigativo, ao buscar trabalhos e pesquisas sobre o tema da separação assim como estudos que discutissem relações de gênero na Educação Física, percebi que havia uma multiplicidade de compreensões do conceito de gênero na área. Entretanto, Agripino Júnior comenta que apesar da inexistência de um consenso teórico na Educação Física quanto ao conceito de gênero, “(...) é desafiador encontrar dentro da produção teórica de uma das ciências médicas e da saúde, pesquisas e olhares que se distanciam de determinismos biológicos” (2003:43). Desta forma, a singularidade destes estudos é o deslocamento do eixo biológico para o cultural.
Ao tomar o conceito de gênero com base nos Estudos Culturais e na perspectiva feminista pós-estruturalista, corroboro com Dagmar Meyer (2004) que elabora seu entendimento sobre gênero a partir destes pressupostos da seguinte forma:
[...] o conceito de gênero remete a todas as formas de construção social, cultural e lingüística implicadas com processos que diferenciam mulheres de homens, incluindo aqueles processos que produzem seus corpos, distinguindo-os e nomeando-os como corpos dotados de sexo, gênero e sexualidade (2004:15).
Operando com gênero como um conceito que atravessa e constitui o social, diferencio a perspectiva que me constitui dos estudos que põem em oposição as aulas separadas entre meninos e
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meninas e as aulas mistas. É muito comum encontrar nestes estudos afirmações sobre uma possível ‘maior incidência’ de questões de gênero nas aulas mistas do que nas aulas separadas entre meninos e meninas na Educação Física escolar, ressaltando que as relações e os conflitos de gênero são possíveis apenas na interação entre homens e mulheres. Acredito no perigo de deslocar-se por este caminho de análise, pois ao considerar que as aulas separadas não apresentam questões de gênero, me parece que podemos reforçar binarismos, principalmente, no que se refere à relação entre homens e mulheres excluindo a possibilidade de pluralidade dos pólos.
A partir da perspectiva teórica que assumo, este argumento tende a ‘escorregar’ para o pensamento das polaridades opostas (homem versus mulher), fixas e singulares - como se cada pólo fosse de uma única forma. Compreendido como homogêneo, uma polaridade não apresentaria conflitos e diferenças, determinando que há uma masculinidade e uma feminilidade que ‘imperam’ de cada lado, desconsiderando o ‘jogo’ das diferentes formas de viver masculinidades e feminilidades. Além disso, é como se gênero não se produzisse atravessado por outras categorias como raça, classe social, sexualidade e religião, por exemplo, configurando que uma singularidade de gênero parece ser improvável.
Num movimento contrário à polarização, Guacira Louro destaca o processo de desconstrução das polaridades e a conseqüente multiplicidade ‘intra pólos’. A autora menciona que com esta ação de rompimento de fronteiras “(...) poderíamos perceber que ações educativas empreendidas na distinção entre os gêneros algumas vezes mascaram diferenças intra gênero” (1995a:116). Compreender meninos e meninas como pólos antagônicos na prática da separação, nesse sentido e a partir da perspectiva que me constitui, é uma verdade produzida culturalmente. Numa compreensão que ‘escapa’ a esta lógica binária, penso que esta ‘divisão’ não isola dois grupos opostos e contrários, os quais pela separação são destituídos das possibilidades de relações de gênero, pois a ação de separar também constitui um espaço produtivo onde as masculinidades (ou as feminilidades) se relacionam, entram em conflito, disputam, exercem poder, se imbricam e também se produzem.
Discutir a masculinidade como múltipla na Educação Física, talvez, ainda se configure como uma movimentação um pouco ‘solitária’ numa área que por tradição na pesquisa acadêmica construiu o seu campo particular de discussões de gênero inicialmente a partir dos estudos sobre mulheres. Carlos Cunha Júnior (2000) faz apontamentos quanto à necessidade deste ‘olhar’ incluindo a masculinidade nos estudos de gênero na Educação Física brasileira, seguindo uma movimentação de outras áreas, como Psicologia e Antropologia, que já vêm pesquisando sobre a masculinidade. Nesse sentido, marco a importância e o meu interesse em discutir o conceito de gênero neste artigo como um processo social, histórico, cultural que institui diferenças entre
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homens e mulheres – incluindo a produção mútua de masculinidades e feminilidades e não pensando, exclusivamente, numa subordinação feminina.
Um outro ponto importante é o grande número de estudos na Educação Física que centram suas análises nos conceitos de papéis sexuais. A partir dos caminhos teóricos (nem sempre tranqüilos) pelos quais me desloco e que me atravessam, não trabalho com este conceito, pois suas abordagens e objetivos são, no meu entendimento, de outro nível. Ao trabalhar com o conceito de papéis sexuais, parece-me que há uma certa fixação de determinadas formas de ser masculino ou feminino esperadas socialmente como próprias para homens e mulheres, as quais são tomadas como referência para as problematizações, discussões e argumentações destas pesquisas.
Com relação aos estudos na Educação Física, do material que até o momento utilizo como bibliografia, a maior parte destas pesquisas objetiva problematizar como a área tem contribuído na aprendizagem destes papéis, perpetuando desigualdades, assim como os preconceitos e discriminações quanto às diferentes práticas corporais ‘possíveis’ de acordo com este rol social pré-estabelecido para homens e mulheres. Como se houvesse um engessamento das possibilidades de viver masculinidades e feminilidades; uma simplificação remetida e originada, muitas vezes, de questões interpessoais ou psicológicas.
Num movimento analítico e político embasado nos Estudos Culturais e de Gênero, imbricado com as discussões de Michel Foucault, me aproximo da reflexão de Guacira Louro em relação às conseqüências das discussões de gênero com ênfase nos papéis sexuais. Segundo a autora:
Ficariam sem exame não apenas as múltiplas formas que podem assumir as masculinidades e as feminilidades, como também as complexas redes de poder que (através das instituições, dos discursos, dos códigos, das práticas e dos símbolos...) constituem hierarquias entre os gêneros (1997:24).
Nesse sentido, ao compreender o gênero como constituído social e historicamente em meio às relações de poder, assumo o caráter plural das masculinidades e feminilidades. Além disso, esta concepção de gênero implicada em relações de poder permite que possamos ampliar os objetos de análise para problematizar como o social é generificado. Conseqüentemente, faz-se um movimento de análise que foca também os processos que ensinam sobre gênero, os saberes que constituem estes espaços sociais e educativos (como a escola, por exemplo) e como estas concepções se articulam de forma que são tomadas como ‘verdades’.
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CAMINHOS DA SEPARAÇÃO
Ainda ao realizar o exercício de localização de estudos sobre o tema aulas separadas entre meninos e meninas na Educação Física escolar percebi, inicialmente, algumas convergências no material encontrado. Dos poucos trabalhos acadêmicos, artigos e livros encontradosiv, percebi que haviam dois caminhos principais de análise. O primeiro agrupa estudos que têm como tema as aulas mistas e citam as aulas separadas como forma de visibilizar, através da negação ou oposição, o que não buscam propor. Um outro grupo reúne trabalhos que analisam aulas separadas e/ou mistas com argumentos contra e a favor, pontos possitivos e negativos para cada formato de aula, de forma que se ‘joga’ vantafens e desvantagens para lados diferentes de uma mesma balança.
Quanto às vantagens da separação, segundo Mauro Louzada (2005), a maior homogeneidade das turmas seria um aspecto positivo citado pelos/as professores/as e, conseqüentemente, aumentando as possibilidades de um trabalho pedagógico voltado para o treinamento, o qual seria um segundo aspecto. A autora Neíse Abreu (1995), ao estudar a percepção de discentes e docentes sobre turmas mistas e separadas, cita os argumentos positivos das aulas separadas similares aos apresentados anteriormente, entretanto, acrescenta pontos negativos como a falta de sociabilização e o aumento da rivalidade entre meninos e meninas.
É interessante destacar que a divisão da turma em grupos de meninos e de meninas na tentativa de garantir uma presumível equivalência motora, emocional e de interesses quanto aos conteúdos da aula pode ser feita a partir de outros fatores. Isso não significa que concordo e trabalho com a concepção de que a Educação Física escolar deve objetivar estas propostas com base no conceito de homogeneidade, visto que alunos e alunas têm histórias e vivências motoras diferentes. Entretanto busco tensionar, neste artigo, que argumentos são utilizados para configurar a separação entre meninos e meninas como a mais adequada e ‘verdadeira’? Que justificativas são acionadas para legitimar esta divisão?
Contribuindo nessa discussão, Helena Altmann buscou analisar as relações de gênero entre meninos e meninas nas aulas de Educação Física, nos recreios e eventos como jogos e competições. Um dos pontos abordados pela autora são as formas de exclusão, as quais se constituem a partir de quatro categorias. Assim, “(...) gênero, idade, força e habilidade (...) formavam um emaranhado de exclusões vividos em aulas e recreios” (1998:56). Corroborando com as análises da autora, penso que vários fatores possibilitam a participação de meninos e meninas nas aulas, entretanto as suas diferenças construídas cultural e historicamente ainda são, muitas vezes, utilizadas como argumentos na sustentação de práticas, atividades e conteúdos que constituem desigualdades de oportunidades e vivências motoras entre estes grupos nas aulas de Educação Física.
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Se as vantagens da separação entre meninos e meninas se localizam numa suposta homogeneidade física, então por que não se separa por idade ou por habilidade, por exemplo? Já que existem diferentes formatos de separação, seja divindindo uma turma mista em dois sub-grupos (um de meninos e outro de meninas) para trabalharem separados ou formar uma turma inteira de meninas e outra de meninos a partir da divisão de duas turmas mistas iniciais, por exemplo, por que a lógica desta divisão centra-se sempre na oposição entre meninos e meninas? Como esta separação cotidianamente demarca fronteiras entre meninos e meninas, entre masculino e feminino, entre práticas corporias consideradas e constituídas como pertencentes ao universo masculino em oposição ao feminino? Enfim, de que forma diferentes conteúdos, espaços e metodologias de ensino são diferenciados e presumidos como adequados para meninos e meninas de forma diferenciada? Que discursos se articulam para re-apresentar a separação de meninos e meninas como um recurso didático-pedagógico adequado e/ou necessário no âmbito da Educação Física escolar contemporânea? Como corpo e gênero atravessam e conformam tais discursos e práticas?
Enfim, este artigo se desdobra da minha proposta de dissertação de mestrado que foi qualificada recentemente. Para este texto, fiz alguns recortes e priorizei discutir, a partir da perspectiva pós-estruturalista, uma possível (des)articulação entre estudos que buscam pensar a produção das masculinidades e das feminilidades e o conceito de gênero com o qual opero. Tomando meu tema como foco, entendo que as aulas separadas entre meninos e meninas não apenas operam uma separação física entre dois grupos, mas são espaços que ensinam masculinidade(s) e feminilidade(s), sobre o que é adequado para meninos e meninas na Educação Física escolar. Desta forma, é importante reiterar como as problematizações sobre relações de gênero na Educação Física vêm se estruturando como uma relação produtiva, possível e necessária.
Por fim, gostaria de ressaltar que ao me posicionar a partir da perspectiva pós-estruturalista, a qual toma o conceito de linguagem como capaz de consituir os objetos dos quais fala, tive cuidado e atenção no ato de ‘escrever’. É por isso que utilizo durante o texto a expressão “separação entre meninos e meninas”, pois este é um compromisso político derivado da assunção do conceito de gênero como responsável pela constituição de diferenças entre homens e mulheres, inclusive as diferenças tomadas como ‘naturais’ e que dizem respeito aos seus corpos. Assim, é possível encontrar, nos trabalhos acadêmicos sobre este tema, a utilização da expressão ‘separação por sexo, a qual, por destinar-se ao biológico, escolhi não utilizar.
Referências bibliográficas
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ALTMANN, Helena. Rompendo Fronteiras de Gênero: Marias (e) homens da Educação Física. Belo Horizonte, Faculdade de Educação da UFMG, 1998. Dissertação de Mestrado.
CUNHA JÚNIOR, Carlos Fernando Ferreira da. Gênero e História: Apontamentos de uma pesquisa sobre Masculinidade e Educação Física. In: VII Congresso Brasileiro de História da Educação Física, Esporte, Lazer e Dança. Anais. Gramado: ESEF/UFRGS, 2000, p. 396-400.
FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1987.
GOELLNER, Silvana. Gênero, Educação Física e Esporte. In: Votre, Sebastião (org.). Imaginário e
Representações Sociais em Educação Física, Esporte e Lazer. Rio de Janeiro: Ed. Gama Filho,
2001.
JÚNIOR, Agripino. Educação Física e Gênero: olhares em cena. São Luís: Impressa Universitária/UFMA/CORSUP, 2003.
LOURO, Guacira Lopes. Gênero, História e Educação: construção e desconstrução. Revista
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LOUZADA, Mauro. Aulas mistas e separadas por sexo em uma escola da rede estadual do Rio de Janeiro. In: XIV Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte e I Congresso Internacional de Ciências do Esporte, Anais. Porto Alegre: CBCE, 2005.
MEYER, Dagmar. Teorias e Políticas de Gênero: fragmentos históricos e desafios atuais. Revista
Brasileira de Enfermagem, v.57, n.1, p.13-18, jan./fev., 2004.
SARAIVA, Maria do Carmo. Co-educação Física e Esportes: quando a diferença é mito. Ijuí, Ed. Unijuí, 2005, 2ª Edição.
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Professora de Educação Física da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, Especialista em Pedagogias do Corpo e da Saúde, mestranda em Educação e integrante do Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero (GEERGE). Contato: [email protected]
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Este artigo se desdobra da minha Proposta de Dissertação de Mestrado intitulada “Distintos destinos’: a Educação Física escolar e o ‘exercício’ da separação entre meninos e meninas” qualificada em maio de 2006 no PPGEdu/UFRGS sob orientação do Prof. Dr. Fernando Seffner e co-orientação do Prof. Dr. Alex Branco Fraga.
iii
Agripino Júnior (2003) que em sua tese de doutorado, posteriormente transformada em livro, analisou a produção científica da Educação Física brasileira nos programas de pós-graduação em Educação e Educação Física que tiveram como enfoque as relações de gênero nas décadas de 1980 e 1990, além de um número extenso de artigos publicados em periódicos. O autor sugere um certo firmamento dos estudos sobre gênero como campo de pesquisa na Educação Física nestes últimos anos.
iv
Trago aqui apenas algumas referências como Maria do Carmo Saraiva (2005), Neíse Gaudêncio Abreu (1995), Mauro Louzada (2005).