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Editora CRV. versão para revisão do autor DESAFIOS DO DESENVOLVIMENTO CAPIXABA NO SÉCULO XXI

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Academic year: 2021

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Editora CR

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evisão do autor

- Pr

oibida a impr

essão

Jorge Luiz dos Santos Junior Wander Luiz Pereira dos Santos

(Organizadores)

EDITORA CRV

Curitiba - Brasil

2013

DESAFIOS DO DESENVOLVIMENTO

CAPIXABA NO SÉCULO XXI

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Copyright © da Editora CRV Ltda.

Editor-chefe: Railson Moura Diagramação e Capa: Editora CRV

Revisão: Os Autores Conselho Editorial:

2013

Proibida a reprodução parcial ou total desta obra sem autorização da Editora CRV Todos os direitos desta edição reservados pela:

Editora CRV Tel.: (41) 3039-6418 www.editoracrv.com.br E-mail: [email protected]

Escrita e Psicanálise II / Sérgio Scotti, Rosi Isabel Bergamaschi, Mariana Lange Beatriz Guimarães, Rômulo Fabiano Silva Vargas, Rafael Arns Stobbe, Ana Costa. (org.) -- 1. ed. -- Curitiba : Editora CRV, 2010.

298 p. Vários autores Bibliografia

ISBN 978-85-62480-63-8

1. Escrita 2. Psicanálise e escrita I. Scotti, Sérgio. II. Bergamaschi, Rosi. III. Lange, Mariana. IV. Costa, Ana. V. Guimarães, Beatriz. VI. Arns Stobbe, Rafael. VII. Fabiano Silva Vargas, Rômulo.

10-03035 CDD-150.195 CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

Profª. Drª. Andréia da Silva Quintanilha Sousa (UNIR/UFRN) Prof. Dr. Antônio Pereira Gaio Júnior (UFRRJ)

Prof. Dr. Carlos Federico Dominguez Avila (UNIEURO - DF) Profª. Drª. Carmen Tereza Velanga (UNIR)

Prof. Dr. Celso Conti (UFSCar)

Profª. Drª. Gloria Fariñas León (Universidade de La Havana – Cuba)

Prof. Dr. Francisco Carlos Duarte (PUC-PR)

Prof. Dr. Guillermo Arias Beatón (Universidade de La Havana – Cuba)

Prof. Dr. Joao Adalberto Campato Junior (FAP - SP) Prof. Dr. Jailson Alves dos Santos (UFRJ)

Prof. Dr. Leonel Severo Rocha (URI) Profª. Drª. Lourdes Helena da Silva (UFV) Profª. Drª. Josania Portela (UFPI)

Profª. Drª. Maria Lília Imbiriba Sousa Colares (UFOPA) Prof. Dr. Paulo Romualdo Hernandes (UNIFAL - MG) Profª. Drª. Maria Cristina dos Santos Bezerra (UFSCar) Prof. Dr. Sérgio Nunes de Jesus (IFRO)

Profª. Drª. Solange Helena Ximenes-Rocha (UFOPA) Profª. Drª. Sydione Santos (UEPG PR)

Prof. Dr. Tadeu Oliver Gonçalves (UFPA) Profª. Drª. Tania Suely Azevedo Brasileiro (UFOPA)

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SUMÁRIO

PREFÁCIO ...7 ABERTURA

Capítulo 1. Teorias do desenvolvimento e desenvolvimento teórico: o Estado

do Espírito Santo em perspectiva... Jorge Luiz dos Santos Junior

ECONOMIA E DESENVOLVIMENTO

Capítulo 2. O Estado do Espírito Santo e os Recursos Naturais Exauríveis:

uma reflexão sobre a aplicação das Compensações Financeiras ...29 Anderson Peixoto Jardim

Luiz Claudio Nogueira de Souza

Capítulo 3. Gestão Fiscal do Espírito Santo 2006-2012 – o impacto da crise

sobre as finanças estaduais ...53 Fabrício Marques

COMUNIDADES TRADICIONAIS, AGRICULTURA E DESENVOLVIMENTO Capítulo 4. Disputas pelo mar: desenvolvimento e conflitos no litoral e espaço

oceânico da costa capixaba ...73 Leonardo Bis dos Santos

Luiz Cláudio M. Ribeiro

Capítulo 5. Modernização da Agricultura, perspectivas de desenvolvimento e

seus impactos no Contexto capixaba ...91 Samir Seródio Amim Rangel

CULTURA E DESENVOLVIMENTO

Capítulo 6. A economia criativa da torta capixaba: reconfiguração de uma

tradição ...121 Jorge Luiz dos Santos Junior

Wander Luiz Pereira dos Santos

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PREFÁCIO

Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo ocidental ingressou em sua “Era de Ouro”: abundavam postos de trabalhos, novas tecnologias apontavam para a sonhada libertação da humanidade de suas limitações materiais, indicadores eco-nômicos superavam previsões mesmo dos mais otimistas. As mazelas da econo-mia capitalista pareciam tema do passado, um passado rapidamente encoberto pelas promessas de um futuro de glórias. O desenvolvimento e o crescimento eram parte obrigatória do vocabulário de cientistas sociais de todas as esferas e por quase todos os cantos do Planeta, e mesmo o céu deixaria em breve de ser o limite das possibilidades humanas.

Porém, como já deveríamos ter aprendido com a História, a roda girou. Quan-do os lamentáveis anos 1980 chegaram, a violência da virada foi sentida com mais amargor por nós, ou pelas economias dos “periféricos”, dos “sub-desenvolvidos”, do “terceiro mundo”. Aquelas palavras sairiam então de moda, e outras, mais som-brias, passariam a ser recitadas por nossos conselheiros econômicos: ajuste, refor-mas estruturais, corte de gastos, arrocho, recessão.

Com a virada do Século XX, parece que a roda novamente se moveu, e os velhos temas, por uns bons vinte anos esquecidos, voltaram à ordem do dia e a com-por as agendas de nossos governantes, pelo menos de alguns países que passaram à condição de “economias em desenvolvimento”. Porém, a cada vez que a roda gira, algumas lições que o passado nos ensina precisam ser lembradas, para que os erros e equívocos de outrora não sejam ofuscados pelas benesses que podemos obter dos novos tempos.

A coletânea de artigos organizados por Jorge Luiz dos Santos Junior e Wan-der Luiz Pereira dos Santos surge, assim, em um momento muito oportuno, mo-mento em que, embora possamos comemorar as novas possibilidades de desen-volvimento, em especial aquelas abertas ao Estado do Espírito Santo, devemos, ao mesmo tempo, estar atentos a algumas lições de um passado não muito distante, mas que sempre podem ser esquecidas em épocas de euforia. Devemos lembrar que o desenvolvimento não se mede apenas com indicadores econômicos; que uma sociedade só pode ser considerada desenvolvida se respeita a vida e a dig-nidade humanas em sua plenitude; se educação, saúde e lazer para todos não são consideradas metas secundárias por nossa classe política; se consegue estabelecer uma relação harmoniosa com o Planeta e com os recursos naturais; se reconhece e valoriza sua história, suas origens e sua cultura; se não se esquiva da luta pela justiça, especialmente para aqueles que, como minorias, parecem ficar sempre às margens de seus instrumentos.

Esta coletânea vem, em resumo, nos lembra, através de seus artigos, de uma das principais lições que nossa história nos ensinou: a de que não existem recei-tuários prontos e definitivos, por mais belos e articulados que possam nos parecer, para atingirmos a tão sonhada meta de um País desenvolvido, justo, igualitário e democrático. Nosso caminho, na busca daquele sonho, cabe apenas a nós traçar,

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e esse traçado precisa de tintas de muitas cores, e não apenas das tonalidades pré determinadas por aqueles que não conhecem nossa história, nossa cultura, nossos desejos e anseios.

Clarice Menezes Vieira

Referências

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