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PP KELVIN CARDOSO

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT

KELVIN MORAGA CARDOSO

GESTÃO DE PROJETOS

Compatibilização de projetos através de Análise do Tipo e Efeitos de

Falha

Sinop/MT

2014/1

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT

KELVIN MORAGA CARDOSO

GESTÃO DE PROJETOS

Compatibilização de projetos através de Análise do Tipo e Efeitos de

Falha

Projeto de Pesquisa apresentado à Banca Examinadora do Curso de Engenharia Civil – UNEMAT, Campus Universitário de Sinop-MT, como pré-requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil.

Prof. Orientador: Cássio Fernando Simioni.

Sinop/MT

2014/1

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Distribuição relativa de custos de falhas internas e externas da qualidade ... 23

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - O avanço do empreendimento em relação à chance de reduzir o custo de falhas do edifício ... 17 Figura 2 - Partes interessadas do projeto ... 18 Figura 3 – Desenvolvimento da pesquisa ... 29

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LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Características das modalidades de coordenação de projetos ... 21

Quadro 2 - Formulário FMEA ... 32

Quadro 3 - Matriz de Correlação de Disciplina de Projeto ... 34

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LISTA DE ABREVIATURAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas BIM – Building Information Model

FMEA – Análise dos modos e efeitos de falhas ISO – International Organization for Standardization

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DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

1. Título: Gestão de projetos - Compatibilização de projetos arquitetônicos e

seus complementares

2. Tema: Engenharia Civil (30100003)

3. Delimitação do Tema: Construção Civil (30101000) 4. Proponente: Kelvin Moraga Cardoso

5. Orientador: Cássio Fernando Simioni

6. Estabelecimento de Ensino: Universidade do Estado de Mato Grosso

Campus Sinop - UNEMAT

7. Público Alvo: Projetistas e empresas de elaboração de projeto

8. Localização: Avenida dos Ingás, 3001, Jardim Imperial, Sinop, Mato Grosso. 9. Duração: 5 meses.

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SUMÁRIO

LISTA DE TABELAS ... I LISTA DE FIGURAS ... II LISTA DE QUADROS ... III LISTA DE ABREVIATURAS ... IV DADOS DE IDENTIFICAÇÃO ... V 1 INTRODUÇÃO ... 8 2 PROBLEMATIZAÇÃO ... 10 3 JUSTIFICATIVA... 11 4 HIPÓTESES ... 13 5 OBJETIVOS ... 14 5.1 OBJETIVO GERAL ... 14 5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ... 14 6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 15

6.1 O PROJETO NA CONSTRUÇÃO CIVIL ... 15

6.1.1 Definição de Projeto ... 15

6.1.2 A importância do projeto ... 16

6.2 GESTÃO DE PROJETOS ... 17

6.2.1 Definição ... 17

6.2.2 A compatibilização ... 18

6.2.3 Organização da produção dos agentes envolvidos ... 19

6.2.4 Falhas com a compatibilidade ... 21

6.3 MODELOS DE ANÁLISES DE FALHAS ... 23

6.3.1 Análise do Tipo e Efeito de Falha – FMEA ... 24

6.3.2 Instrumento para Análise de Falhas no Processo de Compatibilização de Projetos ... 26

7 METODOLOGIA ... 27

7.1 CONTEXTO DA PESQUISA ... 27

7.2 COLETA DE DADOS ... 27

7.3 EMPRESAS DE PROJETO E LOCAIS PARA ANÁLISE ... 27

7.4 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA ... 28

7.4.1 Fase 1 ... 30

7.4.2 Fase 2 ... 30

7.4.3 Fase 3 ... 30

7.4.3.1 Primeira etapa – Análise do projeto arquitetônico ... 31

7.4.3.2 Segunda etapa – Análise dos projetos complementares ... 31

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7.4.4.1 Aplicação da FMEA... 32

7.4.4.2 Aplicação do método de “Instrumento para utilização na Análise de Falhas no Processo de Compatibilização de Projetos” ... 33

7.4.4.3 Diretrizes finais ... 35

8 CRONOGRAMA ... 36

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1 INTRODUÇÃO

Nesta última década, o Brasil tem passado por grandes transformações na construção civil, principalmente no que diz respeito a arquitetura moderna e inovadas técnicas construtivas, das geometrias e das dimensões ocupadas no espaço destas novas edificações.

Através de programas de financiamento, das cartas de créditos, como também dos programas de qualidade e segurança para o habitat – destacando-se a criação do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat – PBQP-H, uma parceria do governo nacional com iniciativas privadas visando o melhor desenvolvimento da qualidade da cadeia construtiva do país – a demanda da produção tem sido altamente crescente.

As empresas por consequência deste aquecimento, visam criar vantagens sobre o mercado, aprimorar-se quanto ao conhecimento e cumprimento das normativas técnicas, indo em busca de uma melhor padronização quanto aos processos de produção para minimizar possíveis imprevistos, retrabalhos e perdas de materiais. Para alcançar e satisfazer esta oferta de mercado, as empresas empreendedoras buscam atender aos serviços solicitados através dos seus projetos. Fabrício (1999) define que o andamento de um projeto é feito após a sucessão de várias etapas do projeto se desenvolvendo, resultando num amadurecimento e melhor transcorrer quanto as decisões de soluções a serem tomadas mediante as inúmeras alternativas, pela liberdade de decisão que se é proporcionada; onde o projeto, por sua vez, prossegue da concepção arquitetônica aos projetos complementares.

A partir de 1986, com o impulso da construção civil mediante aos avanços tecnológicos, transformações e exigências do mercado atual que percebeu-se quanto desperdício havia com um projeto mal elaborado, levando então as empresas/incorporadoras a uma análise em sua gestão, criando coordenadores de projeto e organizando reuniões para compatibilização. Entretanto, “grandes transformações sujeitaram o segmento da construção mas, a forma de comunicação utilizada entre os projetistas e estes com a construtora pouco evoluiu” (GRAZIANO, 2003).

(11)

Nesta pesquisa, pretende-se então, sugerir modelos de compatibilizadores para contribuir na qualidade do produto final produzido pelos projetistas e por suas respectivas empresas sejam conveniadas ou não.

(12)

2 PROBLEMATIZAÇÃO

Atualmente, a construção civil vive um auge em seu desenvolvimento com os avanços da arquitetura e suas tecnologias tornando o mercado mais exigente com os processos construtivos. Eficiência e dinamismo entre projetos e projetistas é a essência nos dias atuais.

Mediante a alta demanda e a complexidade dos novos projetos com o emprego de novas tecnologias de instrumentos e materiais de construção, exige-se das empresas/incorporadoras, um planejamento mais preciso e sistematizado, buscando minimizar toda e qualquer hipótese de equívocos que venha evitar possíveis agregações sobre o cronograma físico-financeiro da obra.

Entretanto, as construtoras têm falhado no acompanhamento e crescimento dos avanços mercadológicos, demonstrando uma gestão exausta de atividades. Com a contratação de profissionais para curtos períodos de tempo afim de atenderem um ou outro serviço, a alternância de projetistas, há perda de tempo na interação de novos projetistas com o projeto, perde-se uma padronização de conceitos, informações e interatividade entre as equipes de trabalho e das equipes com o coordenador de projeto pois o ambiente deve ser proativo, principalmente, nos relacionamentos interpessoais de cada equipe.

Diante destas incoerências e analisando os requisitos técnicos de segurança e de direito aos clientes segundo os programas de qualidade ISO 9000 e PBQP-H, esta pesquisa tem como propósito analisar a gestão em projetos e os meios de compatibilização dos mesmos empregados em duas empresas (podendo ser acrescentada mais uma) de elaboração de projeto no município de Sinop.

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3 JUSTIFICATIVA

Segundo o PROCON, cresceu, de 1° de janeiro a 3 de outubro de 2013, 61,5% o número de reclamações contra empresas da construção civil no estado de Mato Grosso. A reclamação, em geral, diz respeito ao atraso de início e entrega da obra segundo o cronograma. As construtoras têm o papel de formalizar toda a documentação da obra levando os dados do cliente, projeto preliminar (arquitetônico e seus complementares) e o memorial descritivo aos órgãos competentes para a legalização do projeto, como também, a retirada das respectivas taxas da prefeitura local e do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia); isso resulta em um atraso significativo e um apelo do órgão1 para que os profissionais revejam seus planejamentos.

Entre as fases de desenvolvimento de um empreendimento o estudo preliminar tem total destaque na qualidade final, sendo este a fase inicial. Ou seja, havendo avanços na desenvoltura da obra, nitidamente haverá avanços na qualidade dos projetos. Além disso, medidas de racionalização e de controle de qualidade só serão possíveis com uma clara e definida especificação dos elementos que constituem a concepção do projeto, isto é, o controle de um produto só é certo se suas características estiverem perfeitamente definidas (TAVARES & JÚNIOR apud CLEMENTE, 2006).

Ainda que exista a preocupação crescente com a concepção do projeto a fim de atender aos requisitos solicitados pelo cliente, não se observa um planejamento mais dinâmico e uniforme entre os projetistas nesta questão. Na maioria das vezes, isto se dá pela falta de cobrança, despreparo das empresas elaboradoras de projetos para qualificar seus profissionais, e principalmente dos líderes, como também a falta de motivação.

Para a construção de um edifício são necessários vários profissionais distintos atuando na elaboração do projeto e como eles atuam de forma distinta (alguns contratados por menor preço e outros pela melhor qualidade), não há vincularidade com o processo produtivo no âmbito geral. Assim, o papel do compatibilizador (forma de organização do projeto e solução de falhas) vêm ser de grande valia a fim de reduzir gastos e aumentar a credibilidade nos projetos.

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A falta de gestão se caracteriza por uma circunstância avaliada com novos olhos nos dias de hoje pelo que trazem de consequência a obra e ao seu proprietário. A credibilidade, produtividade e rentabilidade tem se defasado dentro das empresas de projetos. Com este conceito, acredita-se que seja possível construir um modelo de compatibilização (entre projetistas e seus projetos) para um total conforto e garantia com o processo da construção.

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4 HIPÓTESES

Para Rodríguez (2005), a compatibilização de projetos é a atividade de sobrepor os projetos de diferentes especialidades para analisar e verificar suas interferências e ajustar as interfaces entre as diferentes soluções.

Neste aspecto, o estudo da gestão de projetos dentro das empresas tem como princípio avaliar as formas de análises de interferência entre elementos que impedem a continuidade da obra e aferem no sistema da construção. Neste aspecto, é esperado que através das investigações a serem feitas tanto em escritório com in loco, sejam elaborados e oferecidos compatibilizadores que minimizem ao máximo as possíveis falhas no desenvolvimento da produção.

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5 OBJETIVOS

5.1 OBJETIVO GERAL

Avaliar a gestão de projetos arquitetônicos e seus complementares dentro de duas empresas de pequeno a médio porte, no município de Sinop, explicitando a dinâmica de sua produtividade, sendo esta eficiente ou não, e quais os elementos fundamentais deste resultado.

5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Apresentar a compatibilização e a gerência de projetos dentro do ramo da construção civil em Sinop;

 Analisar os processos de produção de projeto nas construtoras e/ou incorporadoras da região de Sinop;

 Identificar as possíveis causas das incompatibilidades e falhas da gestão;

 Sugerir modelos de compatibilizadores para contribuir na qualidade do produto final aos projetistas e as suas respectivas empresas.

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6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

6.1 O PROJETO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Para o planejamento inicial de uma obra, o projeto é a parte fundamental pois nele constarão as informações necessárias para o técnico responsável de execução ter o conhecimento do produto que estará desenvolvendo e para o elaborador, que pode ou não ser o responsável pela junção de todos os requisitos solicitados para a produção do projeto.

Todavia, de mais importante inicialmente, o projeto tem a função de consolidar todo o planejamento físico-financeiro da construção, ou seja, todo o custo com materiais e mão-de-obra juntamente ao tempo gasto; fatores estes, que vêm a garantir o total desempenho de toda a edificação e sendo um instrumento de vínculo para a satisfação dos usuários finais.

6.1.1 Definição de Projeto

A palavra projeto pode ter uma gama de definições e aplicações visto que se refere a arte de criar (projetar). Contudo, quando se faz um estudo preliminar para uma futura edificação, projetar está acima do resultado final a ser obtido, é em essência a união de ideias, meios de comunicação e informações adquiridas ao passar do tempo.

Por definição da ABNT (1999) projeto é a “descrição gráfica e escrita das características de um serviço ou obra de Engenharia ou de Arquitetura, definindo seus atributos técnicos, econômicos, financeiros e legais. ”

Segundo Melhado (1994):

Projeto é a atividade ou serviço integrante do processo da construção, responsável pelo desenvolvimento, organização, registro e transmissão de características físicas e tecnológicas especificadas para uma obra, a serem consideradas na fase de execução.

Ainda, para Ferreira (2007), o sistema de projeto é formado em meio as relações entre identificação e criação de uma ou mais que uma resposta, pós a escolha e seleção da solução final. A fim de garantir a qualidade e a aprovação do mesmo mediante as leis, repetem-se as relações quantas vezes necessário for.

Através das referências expostas, entende-se que o projeto tem uma ampla visão sistêmica, caracterizando toda a estrutura física de uma construção

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correspondendo ao que foi solicitado pelo cliente; e também sua própria forma de processamento para definir as soluções a serem adotadas.

6.1.2 A importância do projeto

A indústria produtiva tem percebido o diferencial do projeto na influência da composição de custos da sua produção. Com aplicação à construção civil, percebe-se que a atenção dada a este elemento tem sido um fator amplamente discutido hoje em dia por este ser considerado a mais destacada fonte de melhoria de desempenho da construção e por propor menores gastos possíveis em toda a produção.

Com base na quantidade de obras que há em desenvolvimento hoje no país, os seus seguimentos junto aos cronogramas e os problemas encontrados no decorrer das execuções, é visível a importância do projeto pois leva a construção civil e os seus profissionais a buscarem novos horizontes, novas formas de criação ou soluções de execução para as formas já existentes, resultando na viabilidade e crescimento do empreendedorismo.

Segundo Romano (apud AVILA, 2010, p.18), para avaliar a interferência que um projeto mal elaborado pode trazer a obra, 5% é o seu custo do produto final mas que atinge em até 70% do custo inicial, chegando a ser 90% de todo o valor esperado a ser gasto na construção. Analisando ainda que 40% da falta de qualidade é oriundo do projeto e o dobro 80%, influencia diretamente em toda produtividade.

Primeiramente, faz-se um estudo das características físicas em que o cliente, financiador ou outro requisitaram, depois, uma análise de localização da futura edificação considerando o perfil social, cultural, ambiental e econômico; por fim o levantamento de quanto poderá ser investido nesta obra. A ausência de detalhamento implicará diretamente em falhas consideráveis nas etapas da construção.

“[...] O projeto deve permitir as inovações tecnológicas, reduzir a existência de problemas patológicos [...], racionalidade e construtibilidade do empreendimento, gerando dessa forma, reflexos positivos na adequação ao uso [...], redução de seus custos finais, devendo, ainda, observar a segurança do observador e a preservação do meio ambiente [...]” (OLIVEIRA, FABRÍCIO e MELHADO, 2004).

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Figura 1 - O avanço do empreendimento em relação à chance de reduzir o custo de falhas do edifício Fonte: HAMMARLUND & JOSEPHSON (1992)

6.2 GESTÃO DE PROJETOS

6.2.1 Definição

O gerenciamento de projetos está caracterizado pelas ferramentas, técnicas, métodos e a qualificação dos profissionais em um projeto.

Segundo Rodríguez (2005), a gestão do desenvolvimento de projetos tem como função oferecer: garantia aos requisitos informados pelo cliente, interação entre os diversos profissionais atuantes para estarem focados nas mesmas informações, controle da desenvoltura dos mesmos e a compatibilização nos resultados finais.

Antes de se definir a quem pertence a responsabilidade da gestão dentro de uma empresa, é preciso conhecer quais fatores externos estão intimamente ligados ao ambiente de produção. A ABNT (2012) traz os seguintes:

 Fatores socioeconômicos, geográficos, políticos, tecnológicos, regulamentadores;  Fatores internos de organização, estratégias e postura com o gerenciamento.

Analisado os fatores externos propostos pela normativa, um conjunto de pessoas trabalharão com metas e objetivos a serem alcançados; isto se dará através de uma estrutura organizacional. Esta estrutura é uma equipe de profissionais, cada um com sua respectiva função, coordenados pelo gerente de projeto que lidera todo

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o processo de criação de ambos os setores e é nesta parte que já pode-se prever incompatibilidades para com o produto final; a falta de líderes para cada setor.

Figura 2 - Partes interessadas do projeto Fonte: ABNT (2012).

6.2.2 A compatibilização

Compatibilização é a “[...] atividade de sobrepor vários projetos e identificar interferências, bem como programar reuniões, entre os diversos projetistas e a coordenação, com o objetivo de resolver interferências que tenham sido detectadas (PICCHI apud AVILA, 2010, p.26). Callegaria (2007) define que:

A compatibilização compõe-se em uma atividade de gerenciar e integrar projetos afins, visando o perfeito ajuste entre os mesmos, conduzindo para a obtenção de padrões de controle de qualidade de determinada obra. Tem como objetivo minimizar os conflitos entre os projetos inerentes a determinada obra, simplificando a execução, otimização e utilização de materiais, tempo e mão-de-obra.

Na compatibilização que os projetos de diferentes projetistas são superpostos, verificam-se as possíveis interferências que chegam ao conhecimento da gerência para a tomada de soluções; isto, se todos os projetos (arquitetônicos e complementares) já estiverem em suas versões finais (MELHADO apud CALLEGARI, 2007).

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Considera-se também, de grande importância, a análise na incoerência geométrica de elementos entre os subsistemas. Portanto é mais que imprescindível conhecer todos os materiais básicos para a construção, as normativas que os regem, limites de distância, comprimento, diâmetro, resistência, posição, formas de aplicação, etc. Com este conceito somado a qualificação e a experiência do elaborador do projeto, haverá excelência na concepção do objeto e irrelevância nas possíveis falhas.

6.2.3 Organização da produção dos agentes envolvidos

As incompatibilidades vistas em projetos se originam da falha humana. Fatores como: falta de qualificação técnica, principalmente de capacitação em grupos são motivos claros das ocorrências de falhas.

Com tantos programas de qualidade em vigor para garantir conforto e ordem para novas edificações, exemplo: ISO 9001 (International Organization for Standardization) e ABNT (2009), é necessário, nos dias atuais, que as empresas de projeto estabeleçam princípios para a interação entre os projetistas. Mas, cabe a coordenação da empresa, levar as informações necessárias para a criação do objeto (de forma detalhada) a equipe de trabalho, as definições já exigidas pelo cliente, o prazo para produção, considerando que esta equipe vai desde o gerente (empreendedor) até ao construtor que transformará a ideia em algo concreto.

Mesmo com tanta oferta e demanda, há àqueles que persistem na venda de seus produtos pelo mínimo do preço oferecido comparado ao mercado, não buscam modernidade em seus trabalhos nem qualidade para com os produtos finais. Há também os que oferecem uma gama de elementos componentes em seus projetos, dando um detalhamento imprescindível, mas ambas construtoras não seguem uma metodologia bem definida de projeto.

Com o mercado imobiliário em alta e as novas técnicas construtivas, surgem investimentos com maior complexidade e a partir de um novo produto ainda não estudado e criado, são necessários profissionais especializados de cada setor construtivo que estejam acompanhando este desenvolvimento que a arquitetura e a engenharia vêm sofrendo para que estejam aptos para as novidades do mercado.

“Neste contexto, o modelo de gestão adotado, unido à capacidade de integração entre os profissionais projetistas e agentes envolvidos no processo, são fundamentais para a qualidade do projeto e de desempenho do empreendimento” (AVILA, 2010).

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Em uma empresa com quinze (15) projetistas, a cada três (3) integrantes de um setor (urbanização, estudo do layout, arquitetura, projetos complementares - hidrossanitário, elétrico, estrutural) é de necessidade um gerente para respectiva área e ainda, um gerente geral (normalmente o empreendedor), principalmente se houverem serviços terceirizados em alguma etapa, para promover a integração entre esses profissionais afim de atenderem a todos os objetivos e metas com nível de qualidade. São cabíveis a organização segundo Franco et al. (1998):

 Escolher os projetistas para tal produção, informar todos os requisitos e parâmetros para um bom e claro desenvolvimento de projeto;

 Informar limitações de investimento em cada etapa da construção (infraestrutura, superestrutura, parede e painéis, instalações, pinturas e acabamentos);

 Informar o nível de detalhamento, qualidade e quantidade dos materiais a serem utilizados;

 Reuniões de coordenação com toda equipe;

 Encaminhar os profissionais ao campo para levantamento e comprovação de dados;

 Revisões de projetos – compatibilização;

 Criar e padronizar o máximo de formas de apresentação gráficas e técnicas;  Promover a interação da tecnologia atual para uma melhor performance;  Harmonizar as etapas da obra num todo, tanto na teoria como na prática;  De forma técnica e econômica, sanar as interferências existentes nos projetos.

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Quadro 1 - Características das modalidades de coordenação de projetos Coordenador de Projetos Vantagens Desvantagens Arquitetos ou escritório de arquitetura

 Visão sistêmica do projeto  Facilidade de detectar

interferências

 Imparcialidade entre técnicas e custos

 Não conhece bem a cultura da construtora

 Pouca familiaridade com a produção  Formação tecnológica insuficiente Profissional ligado à construtora

 Conhece a cultura da construtora  Maior experiência na produção  Melhor ligação entre projeto e obra

 Influenciável por vícios da construtora;

 Tendência de favorecer custos

 Pouco domínio das técnicas de projeto

Consultor experiente

 Visão multidisciplinar

 Maior conhecimento tecnológico  Imparcialidade entre técnica e

custos

 Não conhece bem a cultura da construtora

 Eventuais barreiras junto a projetistas e engenheiros de produção

 Honorários relativamente levados

Fonte: adaptado de THOMAZ (2011).

6.2.4 Falhas com a compatibilidade

A falta de valores para com os processos de produção, resultam em incompatibilidades de precisão e conceitos (NOVAES, 1998 apud JUNIOR, 2001):

 Insuficiência de detalhes;

 Incompatibilidades entre a concepção e o detalhamento;  Falta de integração entre projetos distintos;

 Falta de conformidade entre a produção e o projeto.

Fruet e Formoso (apud JUNIOR, 2001, p.31) fizeram um estudo em 45 empresas de pequeno porte na região de Porto Alegre, apontando erros de origem nas etapas produtivas:

 Erros de cotas, níveis e alturas;

 Incompatibilidade entre diferentes projetos;  Falhas nas especificações de materiais;  Detalhamentos fracos e inconsistentes.

Nascimento e Formoso (apud JUNIOR, 2001, p.31) trazem as principais falhas em projetos:

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 Peso acima do projetado de peças pré-moldadas;  Detalhes de acabamento que são cabíveis aos clientes;  Qualidade e clareza nos detalhamentos;

 Encontro de tubulações de água fria com esgoto ou elétrico;  Falta de projetos;

 Falta de cotas;

 Comprimento das armaduras que dificultam no transporte e na execução;  Alterações não previstas em projeto.

Logo, numa visão ampla de comentários de profissionais da prática, da junção de projetos que estão ao alcance da sociedade via os meios de informação/comunicação e juntamente ao referencial bibliográfico exposto acima, as falhas e causas mais comumente vistas na construção civil que se destacam são:

 Alterações feitas pelo cliente em projeto com a obra já em desenvolvimento;  Modificações no posicionamento de elementos sem justificativa;

 Falta de informações das condições exigidas pelo projeto;  Falta dos projetos complementares no início da obra;  Falta de padronização dos detalhes;

 Inexistência do memorial descritivo, dos materiais e das técnicas a serem empregadas;

 Falhas nas dimensões de elementos: altura, largura, comprimento, espessura, níveis;

 Falha na planta de locação;

 Falta de alguma folha subsequente do projeto arquitetônico ou complementar;  Incoerência das normas técnicas com os projetos;

 Incoerência com as normas locais para com o projeto;

 Especificação de materiais não disponíveis no mercado local;  Incoerência no cronograma físico-financeiro da obra.

Portanto, a não-compatibilização de projetos resulta em falhas constantes e outras menos comum, mas de importância em todas as etapas da obra. Mesmo com uma análise a fundo na concepção, haverá fatores externos que surgirão pela dificuldade de integração com cada profissional que faz parte da construção do edifício

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por diversos fatores como tempo de experiência, profissionalização, modernidade de tecnologia oferecida pelo mercado local, entre outros.

Hammarlund (1992) oferece uma visão matemática das falhas e os gastos envolvidos através de porcentagens:

Tabela 1 - Distribuição relativa de custos de falhas internas e externas da qualidade

ORIGENS DA FALHA INTERNAS EXTERNAS

Cliente 3% - Projeto 20% 51% Gerenciamento 34% - Execução 20% 26% Materiais 20% 10% Equipamentos 1% - Pós-uso - 9% Outros 2% 4%

TOTAL (em relação aos custos de produção) 6% 4%

Fonte: adaptado de Júnior apud Hammarlund (1992).

6.3 MODELOS DE ANÁLISES DE FALHAS

O compatibilizador tem o papel de proporcionar interação entre os projetistas para a troca de informações, sanar dúvidas e principalmente, oferecer todos os requisitos para a concepção do projeto para todos os setores da empresa. Deve também, organizar as atividades ao longo do dia através de um cronograma físico que deve estar já dentro de toda a produção, desde a entrada do orçamento no escritório, até a data de entrega do projeto final.

Os elaboradores de projeto sobre a orientação de um compatibilizador terão grandes chances ao final de todo o trabalho, ter a conquista e satisfação do cliente pois estarão oferecendo uma melhor viabilidade, consuntibilidade, requisitos importantes atendidos como: a orientação solar do edifício, vista panorâmica, acessibilidade, estética, durabilidade, evitando assim maiores riscos de falhas e contratempos possíveis.

Existem arquivos, programas e formulários que ajudam na compatibilização em toda a concepção do projeto, promovendo integração e funcionalidade. Colaboram também em soluções de erros encontrados depois da execução, de forma expressiva na busca de erros e caminhos a serem tomados. Dois exemplos de programas são o

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ambiente extranet e tecnologias BIM – Building Information Modeling, ferramentas compatibilizadoras através da sobreposição dos desenhos (ex.: um pilar do projeto estrutural ocupando o espaço de uma esquadria do projeto arquitetônico, um tubo coletor da água pluvial está interferindo na dimensão e posicionamento do pilar), e então, minimizar ao máximo o número de falhas.

Existem algumas planilhas que colaboram no controle da produção dentro das empresas, entre os projetistas e contribuem na análise das patologias encontradas no campo, sejam oriundas da má execução ou das falhas encontradas nos projetos em si.

Para Sousa (2010), a melhor forma de análise de dados e informações obtidas ao longo do processo é, organizá-los em forma de gráficos e tabelas com o intuito de “identificar as empresas, os procedimentos empregados nos desenvolvimentos dos projetos, a conformidade da representação gráfica, compatibilidade, [...] apontando possíveis custos decorrentes de falhas ocorridas na fase de projetos”.

Portanto, dois modelos de tabelas já são um grande passo para a correção de serviço afim de no final, obter a qualidade e bem estar da obra e das relações entre as equipes de trabalho.

A escolha do método de compatibilização manual (uso de planilhas) se deu pelo potencial que a mesma oferece, o fácil acesso e o uso da mesma, podendo ser aplicada e manuseada pelos profissionais no campo de trabalho. Como exemplo: caso o mestre de obras encontre o peitoril da janela com 30cm acima do que está descrito em projeto, ele pode apontar este erro ao compatibilizador e leva-lo ao respectivo profissional para a aplicação imediata do grau de risco e então, a correção.

6.3.1 Análise do Tipo e Efeito de Falha – FMEA

Segundo a ABNT (1994), a FMEA – Failure Mode and Effects Analysis (Análise do Tipo e Efeito de Falha) é um método de análise com resultados profundos e complexos e mais reais possíveis sobre as falhas que possam existir para cada item e os efeitos que cada falha possa criar e influenciar.

O método FMEA tem como objetivo analisar possíveis erros e proporcionar ações para reduzir os riscos que estas falhas possam oferecer com o intuito de se adquirir confiabilidade.

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Os tipos de análise deste sistema são:

 FMEA de Sistema: sistema em que possa haver falhas;

 FMEA de Produto: projetos em que possam haver falhas independentes de outros;

 FMEA de Processo: cada etapa produtiva pode vir a ocorrer falhas. Sendo o tipo escolhido FMEA de produto, pois aponta as causas de falhas pertinentes aos respectivos projetos sendo tratados individualmente, verificando-se apenas se teve origem de uma má observação em algum projeto correlacionado.

Em meio ao projeto, a FMEA é uma técnica utilizada por Arquitetos, Engenheiros e suas equipes como forma de garantir que os modos de falhas e seus mecanismos, suas causas, serão considerados e encontrados. Mais a fundo, pode ser visto como um conhecimento oriundo do que pode e/ou vai acontecer, com base na experiência do profissional em situações passadas semelhantes, sobre um processo em questão.

Através do Manual de Referência em que está contido todo o processo do FMEA, tem-se um suporte ao desenvolvimento do projeto minimizando possíveis erros, visto que ele:

 Contribui com os requisitos de um projeto e com várias soluções;

 Considera os requisitos de concepção e estudos preliminares do projeto;

 Oferece um conjunto de informações para um melhor planejamento de programas de análise e concepção para o projeto afim de resultar num produto com excelência;

 Analisa as falhas ditadas pelo cliente e elabora uma lista com a classificação dos erros potenciais obtendo, então, um foco total na busca de melhorias e novos caminhos para o produto final – o projeto.

 Formaliza um banco de dados para que no futuro, os problemas encontrados, fiquem mais fáceis de serem solucionados na primeira avaliação de falhas do projeto em questão.

Numa linguagem mais simples, esta análise identifica o potencial da falha, avalia a repercussão causada, classifica as falhas conforme a dimensão do erro e arquiva o processo para soluções de atividades futuras.

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6.3.2 Instrumento para Análise de Falhas no Processo de Compatibilização de Projetos

Este formato de análise de compatibilidade de projetos, proporciona o estudo da sobreposição do projeto de elevadores com projeto estrutural, projeto elétrico com projeto hidráulico, projeto arquitetônico com o orçamento, entre outros.

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7 METODOLOGIA

7.1 CONTEXTO DA PESQUISA

A pesquisa a ser desenvolvida na área da Construção Civil tem por objetivo analisar a forma de organização, comunicação e liderança dentro de ao menos duas empresas de pequeno a médio porte dentro do município de Sinop. O caráter do estudo é exploratório, pois se busca avaliar o conceito sobre compatibilização de projetos segundo a bibliografia, analisar o processo gerencial e as ferramentas adotadas para a produção dentro das construtoras e/ou incorporadoras locais.

7.2 COLETA DE DADOS

Os métodos de análises de dados podem ser feitos através de observações, documentos, arquivos digitais e objetos físicos (maquetes).

A coleta de dados se dará principalmente pela análise de documentos, ou seja, os estudos preliminares: os projetos arquitetônicos e complementares, as informações obtidas no decorrer da produção (nisto, como posição de pesquisador dentro da empresa); ressaltando que será possível empregar outro método (como exemplo, arquivos digitais – planta baixa) caso se necessite de maiores dados; maior detalhamento.

Os dados mais específicos serão obtidos através de reuniões com o(s) gerente(s) de projeto(s) ou em reuniões de planejamento e organização da construtora.

É importante destacar que o período de pesquisa será de 5 meses onde serão investigadas as respectivas obras em seu processo de concepção até a finalização da cobertura, pois a partir daí inicia-se a fase de acabamentos em que não se há mais a utilização de projetos, muito menos um grau maior de riscos de incompatibilidades.

7.3 EMPRESAS DE PROJETO E LOCAIS PARA ANÁLISE

As empresas ou construtoras (como serão citadas nesta pesquisa) a serem escolhidas para as análises de gestão, terão formatos de organização opostos para a obtenção de dados diferentes com relação aos métodos de compatibilização, e favorecerem ao compatibilizador uma maior aplicação. Como características e preservação dos dados das construtoras, elas serão citadas da seguinte forma:

(30)

 Empresa A: possui um histórico maior de obras residenciais no município de Sinop, por consequência, um número maior de profissionais envolvidos com a produção de projetos. Sua principal característica são as residências de alto padrão de arquitetura, com fachadas, acabamentos e detalhes inovadores.

 Empresa B: empreendedora recente do mercado, caracterizada então, por possuir obras mais simples em modulação e acabamento e, um número menor de profissionais.

As obras que serão escolhidas para o estudo estarão situadas em pontos estratégicos do município de Sinop levando em conta, principalmente, o perfil socioeconômico e cultural da cidade. A escolha se dará inicialmente com a permissão e indicação dos respectivos sócios-proprietários das construtoras.

 Obra I – Estará situada numa região de baixo padrão do município. Terá característica de baixo padrão. Será referente a Empresa A

 Obra II – Estará situada numa região de alto padrão do município. Terá característica de alto padrão. Será referente a Empresa A

 Obra III – Estará situada numa região de baixo padrão do município. Terá característica de baixo padrão. Será referente a Empresa B.

 Obra IV – Estará situada numa região de alto padrão do município. Terá característica de alto padrão. Será referente a Empresa B.

Depois de analisadas as obras e os métodos de compatibilização empregados, será feito um mapa de locação destas construtoras e de suas obras para uma melhor noção de posicionamento da região em que enquadram; com o auxílio do programa google earth.

7.4 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA

A pesquisa da gestão de projetos estará dividida em 4 fases (Fase 1, Fase 2, Fase 3 e Fase 4), como mostra a figura a seguir.

(31)

F igu ra 3 – Des en v o lv im en to da pe s qu is a A v a lia çã o

F

as

e

1

F

as

e

2

F

as

e

3

F

as

e

4

Rev isão B ibliog ráf ica Di retri z e s iniciais d e co o rde n a çã o Ref o rm u laçã o d e d ir e tri z e s E ta p a 1 E ta p a 2 Com p a tib iliz a d o res Con te x tu a li-z a çã o T é c n ica d a Ge rên cia E stu d o d o cu m e n ta l Di retri z e s f in a is F on te: au toria própr ia

(32)

7.4.1 Fase 1

Esta fase se dará pelo problema onde a revisão bibliográfica se aplicará para fortalecer a fundamentação da mesma, colaborando com a investigação técnica de observação da gerência da empresa.

Então, estará caracterizada também pela análise do papel desempenhado da coordenação técnica de cada construtora, da sua forma de organização entre os gerentes, das ações tomadas em cada equipe de projetistas e a escolha de um líder (quando preciso).

Com a fundamentação teórica e o modo de gestão do empreendedor, o próximo passo será de investigar à natureza de um novo projeto, às informações obtidas e necessárias para a concepção do mesmo.

A atenção e/ou preocupação será em atender aos requisitos exigidos, isto seja dado pelos clientes - se fazendo presente em reuniões marcadas semanalmente ou quinzenalmente (como for necessário) pelo gerente -, pelas normativas técnicas e então, as ferramentas utilizadas para a compatibilização; isto tudo, numa profunda análise da relação do gerente técnico com as respectivas equipes.

7.4.2 Fase 2

Na segunda parte, já estarão envolvidos os projetistas com esta pesquisa, para a observação de como serão verificados os dados necessários para o início da concepção arquitetônica, quais equipes iram atuar primeiramente segundo a coordenação técnica, de quem será a responsabilidade de controle e, os pré-requisitos a serem atendidos.

Deve-se dar uma extrema importância ao estudo da plano-altimetria do terreno, sua localização, as normas municipais aplicáveis a região (ex.: recuos frontal e lateral), a geometria de cada parte do projeto conforme pedido do cliente, etc. Investigar também, os conceitos de construtibilidade e qualidade a serem aplicados.

A partir do estudo preliminar, dá-se início ao anteprojeto, com todo um planejamento que estará também sendo estudado.

7.4.3 Fase 3

A fase 3 terá como característica a análise e compatibilização dos projetos arquitetônicos e seus complementares das quatro obras iniciais que serão

(33)

investigadas de início. Depois, as reformulações necessárias segundo o gerente de projeto.

7.4.3.1 Primeira etapa – Análise do projeto arquitetônico

Esta é uma das etapas mais importantes do trabalho, pois é onde se encontram as informações primordiais para a feitura da obra no campo, para uma execução de qualidade, segura e de acordo com seu cronograma físico e financeiro.

Serão analisadas as plantas, os cortes e fachadas, os memoriais descritivos e justificativos abrangendo os aspectos construtivos e a lista de materiais para a obtenção de possíveis interferências no posicionamento e dimensionamento de elementos.

7.4.3.2 Segunda etapa – Análise dos projetos complementares

Depois de aprovado o projeto arquitetônico pelo líder da equipe e pelo cliente, inicia-se a projeção dos projetos complementares que são: projeto estrutural, projeto hidráulico, projeto sanitário, projeto pluvial e projeto elétrico.

Com estes projetos em mãos, juntamente com o projeto arquitetônico, se fará a compatibilização dos mesmos. Observar se o projeto estrutural confere com o projeto arquitetônico, se algum pilar ocupa o espaço de uma porta ou janela, observar se os pilares podem ou não receber tubos com finalidades de saída de ar, coleta da água pluvial, se as vigas podem ou não receber tubos de esgotos, mangueiras ou eletrodutos de energia, entre outros.

7.4.4 Fase 4

A quarta e última fase, estará caracterizada pela aplicação dos compatibilizadores e das diretrizes finais. Será apresentado este modelo de compatibilizador aos gerentes técnicos (após a fase anterior) e sob aprovação, será exposto aos projetistas a forma de aplicação do mesmo, tanto no escritório como na obra.

Todos os gastos com o transporte as construtoras e as obras, e o acesso aos materiais como projetos, arquivos digitais, normativas, será de responsabilidade do pesquisador.

(34)

7.4.4.1 Aplicação da FMEA

Este compatibilizador possui vários modelos de fichas para análises de acordo com os setores que o mesmo abrange. Cymbalista (apud CLEMENTE, 2006. p.26), foi quem adaptou o questionário para aplicação na Engenharia Civil. Segue abaixo:

Quadro 2 - Formulário FMEA

FMEA – ANÁLISE DOS MODOS E EFEITOS DE FALHAS

o PROJETO DO PRODUTO o PROJETO DO PROCESSO

EMPREENDIMENTO DISCIPLINAS CORRELACIONADAS FOLHA:

ENDEREÇO:

X

DATA:

ITEM ETAPA FALHAS POSSÍVEIS ÍNDICES CONTROLE AÇÃO

CORRETIVA:

MODO EFEITO CAUSA O G D R

Fonte: adaptado Clemente (2006).

Com esta tabela em mãos, tanto na empresa de projetos como na obra, será feita a compatibilização do seguinte modo:

1º - Fazer o cadastro prévio da obra com sua localização e o nome do cliente; 2º - Apontar o item e a etapa da falha encontrada;

3º - Apontar a ação causadora da falha, o efeito ocasionado e a causa, que geralmente se dará pela falta de detalhamento de um dos projetos. Será recomendável fazer um estudo detalhado das causas para que sejam tomadas as ações pertinentes sem haver a possibilidade de novas ocorrências.

4º - Os índices de prioridades das falhas poderão ser de: i. Ocorrência (O)

A ocorrência se dará pela frequência de falhas. ii. Gravidade (G)

A gravidade será o grau de complexidade do erro. iii. Detecção (D).

(35)

Para julgar o agravamento das causas, acrescenta-se o risco (R) a um dos 3 índices avaliados. Assim, analisada as falhas e o grau de perigo, preencherá o quadrinho com a(s) respectiva(s) letra(s) e encaminhar-se-á o documento ao gestor de projetos da construtora para as soluções dos erros onde o mesmo delimitará o profissional que será responsável pelo controle e pela ação corretiva preenchendo então os dois últimos campos da planilha.

Este método redigido por Almeida et al. (apud RODRÍGUEZ, 2005) será seguido juntamente com algumas tabelas que contribuem para as análises de riscos, os critérios do período e gravidade das falhas as possíveis tomadas de decisões

7.4.4.2 Aplicação do método de “Instrumento para utilização na Análise de Falhas no Processo de Compatibilização de Projetos”

A parte inicial, será o cadastro prévio com o nome do cliente e o endereço da obra na matriz de correlação de disciplinas e na matriz de verificação dos modos.

Este método pode ser aplicado diretamente dentro da empresa com os projetos físicos e com a feitura da compatibilização ou esta tabela pode ser levada impressa a obra para uma análise tanto através dos projetos, mas principalmente, com as observações feitas no edifício já construído, com o intuito de verificar se as falhas foram oriundas dos projetos, da execução ou de ambos.

(36)

Quadro 3 - Matriz de Correlação de Disciplina de Projeto

Matriz de Correlação Entre Disciplinas de Projeto

EMPREENDIMENTO: PROJETO DO PRODUTO Folha:

LOCAL: Data:

Partes do Projeto

Partes do Projeto

PA PE PIE PIT PIH PIS PIG PF PI PC PV PR CE OR

Ç Proj. Arquitetônico (PA) 3 3 2 3 3 2 2 0 2 2 3 3 3 Proj. Estrutural (PE) 3 3 2 2 2 3 2 2 3 2 3 3

Proj. Inst. Eletrica (PIE) 3 2 2 3 1 1 1 2 0 3 3 Proj. Inst. Telefônica (PIT) 2 2 2 1 1 1 2 0 3 3 Proj. Inst. Hidráulica (PIH) 3 2 1 1 1 2 0 3 3 Proj. Inst. Sanitária (PIS) 2 1 2 1 2 0 3 3 Proj. Inst. de Gás (PIG) 1 1 1 2 0 3 3

Proj. Prod. Forma (PF)

0 2 1 3 3 3

Proj. Prod. Imperm. (PI)

1 2 3 3 3

Proj. Prod. Cant. Obras (PC)

2 2 3 3

Proj. Prod. Vedações (PV)

3 3 3

Proj. Prod. Rev. Fac. (PR) 3 3 Caderno de encargos (CE) 3 Orçamento

Fonte: adaptado de Clemente (2006).

Com esta matriz, serão feitas, correlações entre pares de projeto, ex.: projeto arquitetônico com projeto estrutural, projeto elétrico com projeto sanitário. Com as correlações feitas, o primeiro passo será enumerá-las incialmente com as que apresentam maiores riscos com as incompatibilidades, dando atenções primordiais a estas, decrescendo então o grau de agravamento. O valor 0 será para a inexistência de correlações, 1 é para correlação fraca, 2 é a correlação média e 3 para uma correlação forte.

Nas interações entre os projetos, serão determinadas as falhas a serem sanadas, sendo obrigatório, um estudo minucioso das causas e motivos das patologias encontradas. Assim, com o auxílio de uma lista de verificação dos modos, se organizarão as falhas e os profissionais responsáveis pelo respectivo modo com o uso do quadro 4; onde as disciplinas correlacionadas são os tipos de projetos – arquitetônico e seus complementares.

(37)

Quadro 4 - Lista de Verificação dos Modos de Falhas Potenciais

Lista de Verificação do Modo de Falhas Potenciais Empreendimento

Endereço:

Disciplinas correlacionadas: __________________ X _________________

Modos de Falhas Pontenciais: 1- 2- 3- 4- 5- Profissionais Participantes: 1- 2- 3- Data da Realização: __/ __ / ____

Fonte: adaptado de Clemente (2006).

7.4.4.3 Diretrizes finais

Finalmente, através das diretrizes finais, serão feitas propostas a coordenação técnica e aos compatibilizadores. Será feita uma entrevista pessoal com os agentes da construtora: diretor geral, gerente ou coordenador técnico, coordenador de obras, líder de equipe (caso houver) e projetistas, depois, uma avaliação com todos os agentes participantes de cada projeto. Para Rodríguez (2005), esta avaliação terá como objetivo em essência:

 Verificar a importância da gerência de projeto para o respectivo profissional;  Verificar se a gerência influenciou na gestão do projeto e das obras;

 Analisar como os coordenadores de obras utilizam as informações obtidas nos projetos;

 Analisar como a gerência técnica e até mesmo o responsável geral pela empresa influenciam nas atividades de produção;

 Investigar quais as atividades e os requisitos para uma concepção de qualidade, necessitam de imediatos ajustes, e não menos importante, as melhoras e ações cabíveis às falhas encontradas no decorrer do processo.

(38)

8 CRONOGRAMA

ATIVIDADES

2014

JUL AGO SET OUT NOV

Coleta de dados e contextualização com as empresas X Revisão de literatura Diretrizes iniciais X Análise dos Projetos

Arquitetônicos X X X Análise dos Projetos

Complementares X X Aplicação dos compatibilizadores X Diretrizes Finaisx X X Redação Artigo X X X X Apresentação do trabalalho em banca X

(39)

9 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5674: Manutenção de Edificações – Procedimento. [s.I.], 1999. 6p.

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Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis.

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Potencial (FMEA). Manual de referência. 2010. 44p.

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2005. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis.

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Referências

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