A figura mostra uma vista da parte
central, a região indicada pelo retângulo. “Manchas” com estrelas entre matéria estelar (Chaisson & Mcmillan).
Unidades de Distância km u.a. al Unidade Astronômica (u.a.) 1,496 x 108
Ano Luz (al) 9,461 x 1012 63239,7
Parsec (pc) 3,086 x 1013 206264,8 3,262
Distâncias
Distâncias
• Unidades de distância empregadas em Astronomia
# Unidade Astronômica (u.a)= Distância média da Terra ao Sol.
Empregada em medidas de distância para objetos do Sistema Solar. # Ano Luz (al) = Distância percorrida pela luz em um ano.
Empregada para distâncias estelares ou de galáxias. Usada em textos populares sobre Astronomia.
# Parsec (pc) = Distância equivalente a paralaxe de 1 segundo de arco. Empregada para distâncias estelares ou de galáxias. Usada pelos astrônomos.
Lembremos:
A circunferência tem 360º (360 graus),
cada grau tem 60' (60 minutos de arco),
cada minuto tem 60'' (sessenta segundos
de arco).
Parsec = Paralax in arc seconds K = 10K = 103 3 , M = 10, M = 1066, G= 10, G= 1099
Parsec (pc)
Um parsec é a distância de um objeto tal, que um observadornesse objeto veria o raio da órbita da Terra com um tamanho
angular de 1 segundo de arco, ou, em outras
palavras, é a distância de um objeto que apresenta paralaxe heliocêntrica de 1 segundo de arco
Paralaxe
-
O “fundo” é formado pelas
O “fundo” é formado pelas
estrelas “fixas”;
estrelas “fixas”;
-
O objeto muda em relação a
O objeto muda em relação a
este fundo, de A’ para B’ ao
este fundo, de A’ para B’ ao
mudarmos nossa posição de A
mudarmos nossa posição de A
para B;
para B;
-
Paralaxe é a metade do ângulo
Paralaxe é a metade do ângulo
assinalado na figura.
Paralaxe
Esse deslocamento aparente na direção do objeto
observado
devido à mudança de posição do observador chama-se paralaxe.
Em astronomia, no entanto, costuma-se
definir a paralaxe como a metade do
deslocamento angular total medido,
como está ilustrado na figura a seguir.
A Galáxia
• A palavra vêm do grego Galax que significa leite
• William Herschel (1738 – 1822) em 1783 desenhou a forma do que seria o Universo através da contagem de estrelas.
• Supôs que todas as estrelas tinham aproximadamente o mesmo brilho e que a variação de brilho refletia a
variação de distâncias.
A Via Láctea
• Jacobus Cornelius Kapteyn (1851-1922) fez uma nova
contagem de estrelas para determinar as dimensões da Via Láctea (~1920) e encontrou que ela devia ter 15 Kpc15 Kpc (~ 50K 50K
al = 50 000 anos luz
al = 50 000 anos luz) de diâmetro por 3Kpc 3Kpc (~10 000 al10 000 al) de espessura (al = ano luz, K = 10al = ano luz, K = 103 3 )
-
- Note que hoje em dia prevemos pro disco Note que hoje em dia prevemos pro disco 100 000 a.l.
A Via Láctea
No século XIX as galáxias eram chamadas de
Nebulosas Espirais
–
William Parsons (1845)
Estariam próximas?
Seriam Sistemas Solares em formação?
M51 Leviathan – 183 cm
A Via Láctea
•
1920
: As galáxias são nuvens de gás
• A grande controvérsia
As galáxias seriam como a Via Láctea?
ou seriam apenas nuvens de gás?
A nossa galáxia – Via Láctea
Harlow Shapley
Heber Curtis
A Escala do Universo
A Escala do Universo
O Grande Debate – 26 de abril de 1920
O Grande Debate – 26 de abril de 1920
X
Universo tinha várias galáxias Universo tinha várias galáxias Um único Universo com várias
Um único Universo com várias nuvens de gás
A nossa galáxia – Via Láctea
Edwin Hubble
Descobertas das Cefeidas
Cefeidas
em Andrômeda – 1923-24
Andrômeda -> galáxia espiral
Estrelas Variáveis
São estrelas que
variam regularmente sua luminosidade
(estão
fora da sequência principal), as primeiras descobertas foram:
RRLyra
–
Constelação de Lyra
A maior estrela conhecida do Universo é a VY Canis Majoris, também conhecida como VY Cma, que fica a 5 mil anos-luz da Terra e tem 2,9 bilhões de quilômetros de diâmetro, porte 1 800 a 2 100 vezes maior que o do Sol. O diâmetro da superstar equivale a nove vezes a distância da Terra ao Sol! Mas pode haver astros ainda maiores, já que hoje se conhecem “apenas” 70 septilhões de estrelas no Universo. A VY Canis Majoris fica na constelação de Cão Maior, na Via Láctea, e ganhou o nome da mitologia grega. A constelação representava o cachorro de Órion, o caçador gigante. Apesar do tamanho descomunal da Cma, não é possível vê-la da Terra – ela está morrendo e despejando parte de sua massa em uma nebulosa que encobre nossa visão. O posto de vice-campeã vai para a VV Cephei, com diâmetro de 1 600 a 1 900 sóis. “Os valores variam porque os dados são coletados a partir de aproximações e comparações, são sempre cálculos indiretos”, explica Augusto Damineli, professor do
Diagrama H-R
Com as Estrelas Variáveis
Temperatura da
Diagrama H-R
Estrelas Mais Brilhantes
Temperatura da
Diagrama H-R
Estrelas Mais Próximas
Temperatura da
A nossa galáxia – Via Láctea
• As observações da Via Láctea
sugerem que a nossa galáxia é
um disco chato
• Envolvendo galáxias
existe um halo esférico de
Aglomerados Globulares
• Shapley usando estrelas
Cefeidas estimou o tamanho
da nossa galáxia em
300 000
anos luz (refeito depois para
100 000
)
Buracos Negros em Aglomerados Globulares
http://today.ttu.edu/posts/2013/11/physicists-find- black-holes-in-globular-star-clusters-upsetting-40-years-of-theory
The black hole above was discovered in the M62 star cluster, which is 23,000 light years away from Earth.
These star clusters contain some of the oldest stars in the galaxy.
Estrutura da Via Láctea
• As Estrelas
Estrelas
e a Matéria Interestelar
Matéria Interestelar
mantidas juntas
por força da sua própria gravidade formam sistemas
isolados no espaço chamados de
Galáxias
• A nossa galáxia, chamada de
Via Láctea
, tem entre
300
e
400 bilhões
de estrelas
Estrutura da Via Láctea
Tipo
Tipo
: Espiral Barrada
: Espiral Barrada
Idade
Populações Estelares e Movimento Orbital
Disco
Disco
• Altamente achatado 100 000 al x 1000 al
• Estrelas de População I novas • Nuvens de Gás e Poeira
• Formação de estrelas
• Gás e estrelas se movem em órbitas circulares no plano galáctico
Mapeando a
Via Láctea
5 braços espirais:
Norma ?
Centauro
Sagitário
Orion
Perseu
Cisne
SolO Sol e o Sistema Solar
dentro da Galáxia
Visão da Via Láctea imaginada
Populações Estelares e Movimento Orbital
Halo
Halo
• Aproximadamente esférico
Diâmetro ~ 250 000 – 400 000 al • Estrelas População II muito velhas • Não existe formação de estrelas • Não tem gás e poeira
• Estrelas se movem em órbitas randômicas
Populações Estelares e Movimento Orbital
Núcleo
Núcleo
• Um pouco achatado e alongado no plano do disco
12 000 al x 10 000 al
• Estrelas População I velhas • Gás e Poeira
• Formação de estrelas nas regiões internas
• Estrelas têm órbitas randômicas
Estrutura da Via Láctea
Centro Galáctico em zoom
Centro Galáctico em zoom
5 pc 200 pc
Centro Galáctico em zoom
Estrutura da Via Láctea
Buraco Negro (3,7 x 10
6M
) no Centro da Via Láctea
Imagens do Telescópio Keck – Resolução = 0,082” Imagens do Telescópio Keck – Resolução = 0,082”
A origem do superburacos negros até agora é um enigma. É possível que, inicialmente, um buraco negro pequeno tenha
aumentado de tamanho pela absorção lenta de gás. Alternativamente,
superburacos negros podem se formar em conjunto com a galáxia pelo colapso de estrelas muito massivas, ou pode ser o
resultado do colapso de um aglomerado de estrelas. Observações não favorecem
qualquer modelo particular. A origem do super-buracos negros é fundamental para a compreensão da origem das galáxias, dos aglomerados e dos aglomerados de
aglomerados de galáxias, em outras
palavras, como originaram as estruturas em grande escala do Universo.
Só
Dúvidas ?
Origem dos
Buracos Negros Supermassivos
Alguns núcleos galácticos
parecem hospedar não um, mas dois buracos negros. A galáxia NGC 6240 mostra dois núcleos como revelado por observações de raios-X usando o satélite de raios-X Chandra. Tais núcleos são consideradas como tendo sido formados como um resultado da colisão de um par de galáxias cada uma hospedando um buraco negro supermassivo.
E se Forem DOIS
Buracos Negros Supermassivos ?
?
É importante notar, como veremos
a seguir que as Observações
Astronômicas são feitas em
diferentes Comprimentos de Onda
do Espectro Eletromagnético.
• Cada Comprimento de Onda fornece um tipo de informação que pode não estar presente em outros comprimentos de Onda.
Espectro
As várias faces do Sol
A Galáxia em diferentes comprimentos
de onda:
do rádio aos raios
gamma
Rádio Hidrogêni o Atômico Rádio Hidrogêni oMolecul ar Infravermel ho Infravermel ho Infravermel ho Ótico Raios - X Raios GammaRelembrando as Coordenadas Celestes
Ascenção Reta : de 0h a 24 h Declinação : de 00 a 900 e de 00 a - 900Posição do Sol na Via Láctea
• Observações dos Aglomerados Globulares indicam que o Sol não está no centro
• Determinações de velocidades radiais dos Aglomerados
Globulares indicam que a velocidade do Sol em torno do centro da Via Láctea é de ~ 250 km/s
• Brilho de estrelas RR Lyrae indica que Sol está a ~ 30 000 al
do centro
Uma visão em infra-vermelho do
centro da galáxia. São visíveis
grandes nuvens de poeira, as quais
bloqueiam a visão da galáxia em luz
As 25 000 estrelas mais brilhantes do Céu
estão concentradas ao longo da Via Láctea
Teoria de Formação Galáctica:
• Há ainda muitas dúvidas
• É mais complexo que a teoria de formação estelar
• As sementes da formação galáctica tiveram origem no
universo primitivo
• É mais simples vermos a partir das bolhas de gás
pré-galáctico já formadas, fragmentos de alguns milhões de
massas solares
• Colisões e fusões dariam origem às galáxias
• As perturbações primordiais que formariam estas sementes
são alvo de intensas discussões em Cosmologia.
Formação da Via Láctea
Teoria de Formação Galáctica:Colisões e fusões
Formação da Via Láctea
Onda de Densidade
Onda de Densidade
Como persistem os braços espirais
apesar das rotações em torno do centro ?
São ondas de densidade que aumentam, formam estrelas e seguem sua rotação
O material dos braços espirais não é permanente
Via Láctea
O Universo a 500.000 Anos-Luz
Galáxias Satélites da Via Láctea
Nome (em distância) Distancia (a-l) Tipo Descoberta
Nome (em distância) Distancia (a-l) Tipo Descoberta
I Canis Major Dwarf 25,000 Irr 2003
II Sagittarius Dwarf 81,000 Irr 1994
III LMC 160,000 Irr 1519
IV SMC 190,000 Irr 1519
V Bootes Dwarf 196,000 dE 2006
VI Ursa Minor Dwarf 205,500 dE4 1954
VII Draco Dwarf 248,000 dE0 1954
VIII Sculptor Dwarf Galaxy 254,000 dE3 1937
IX Sextans Dwarf 257,500 dE3 1990
X Carina Dwarf 283,500 dE3 1977
XI Ursa Major Dwarf 330,000 - 2005
XII Fornax Dwarf 427,000 dE2 1938
XIII Canes Venatici 640,000 dE 2006
XIV Leo II 701,000 dE0 1950
XV Leo I 890,000 dE3 1950
d = dwarf anã
• Edwin P. Hubble, em 1924, obteve imagens de estrelas na então
Nebulosa de
Nebulosa de AndrômedaAndrômeda, identificando estrelas Cefeidas. Calculou que Andrômeda era uma galáxia que estava a 1 milhão de anos luz (o valor atual é de 2,5 milhões de anos luz).
José Adolfo S. de Campos Observatório do Valongo
Andrômeda
Andrômeda
Dados sobre a Via Láctea
• Tem cerca de 400 bilhões de Estrelas • Milhares de Aglomerados e Nebulosas
• Massa entre 750 bilhões e 1 trilhão de massas solares • Diâmetro aproximado de 100 000 anos luz
• Forma: Estrutura espiral barrada – SB • 20 galáxias satélites
• Grupo Local: 3 galáxias grandes e cerca de 30 pequenas
• O nosso Sistema Solar está a cerca de 28 000 al do centro
Classificação de Galáxias
Classificação de Galáxias -
Diagrama de HubbleDiagrama de Hubble• Não considera galáxias amorfas
• E- Elíticas, S – Espirais, SB – Espirais Barradas
As galáxias elípticas foram formadas de nuvens com baixo momentum angular, enquanto as espirais de nuvens com
alto momentum angular. Como
a rotação inibe a formação estelar pois dificulta a condensação da nuvem, as estrelas se formam mais lentamente nas galáxias espirais, permitindo que o gás perdure e a formação estelar se estenda até o presente.
Ver em :
Classificação de Galáxias
Forma das Galáxias Elípticas
Forma das Galáxias Elípticas
• Uma galáxia elíptica tem a forma de um elipsóide tri-axial
• A quantidade de achatamento da forma determina a sua
Classificação de Galáxias
Classificação de Galáxias
Classificação de Galáxias
Classificação de Galáxias
Classificação de Galáxias
Classificação de Galáxias
Galáxias Espirais
• As galáxias espirais têm um disco galáctico
achatado em que os braços espirais são
encontrados, um bojo com um núcleo denso
e um halo extenso e tênue de estrelas
Classificação de Galáxias
Classificação de Galáxias
Galáxias Espirais Barradas – SBa
NGC 1097
NGC 4477
Classificação de Galáxias
Galáxias Espirais Barradas – SBb
Classificação de Galáxias
Galáxias Espirais Barradas – SBc
Classificação de Galáxias
Classificação de Galáxias
Classificação de Galáxias
Classificação de Galáxias
Galáxias Peculiares
M87
Centaurus A
Galáxias Ativas
• Freqüentemente parecem galáxias normais • Núcleos muito brilhantes (AGN's)
10,000 X mais brilhantes do que o núcleo da Via Láctea
Observações de Radio sugerem que o núcleo tem diâmetro menor do que 1 ano luz
• Todos os indicadores apontam para uma violenta atividade explosiva no núcleo galáctico
• Luminosidade total = 10 X Via Láctea
Galáxias Seyfert
Galáxias Ativas
Galáxias Radio
Galáxias Radio
• Semelhantes a galáxias Seyferts • A maior parte da energia é emitida
na faixa radio
• Os distintos lobos se estendem por vários kpc alem do núcleo galáctico • Núcleo energético porém pequeno.
• Primeira descoberta: 1960 - 3C 48 (A. Sandage, T. Matthews) • Distância: 240 Mpc - 4200 Mpc
Quasares (QSOs)
• São núcleos de galáxias jovens e hiperativas - AGN
• Luminosidade: 1012 L
• Massa: 109 M
• Dimensões: < 1 dia luz diâmetro
Grupo Local de Galáxias (~ 40)
Raio ~ 2 Mpc
Aglomerado de Virgo (~ 2000)
Diâmetro ~ 50 Milhões al
Aglomerado de Coma ~ 1000
Distância ~ 350 milhões de al
Super
Aglomerado
Local
Diâmetro ~ 60 Mpc
Estrutura do Universo
Survey até 900 Mpc – 24 000
galáxias
Teoria: por
Padmanabhan,
“After the first three minutes” : Aglomerados de gás De massa ao redor de 1011 M ʘ em distâncias de 20 kpc.
Formação de Estruturas no Universo
A seta aponta onde a densidade é maior que a densidade média (A). Em B e C a densidade é menor que a média