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ARTIGO VALDINEIA 19 MAIO 2014

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UNIVERSIDADE DE RIBERIÃO PRETO

CURSO DE ENFERMAGEM

Valdinéia de Oliveira Figueira Vieira

ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO AO PACIENTE

EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA CEREBRAL (PCRC)

Guarujá

2014

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ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO AO PACIENTE

EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA CEREBRAL (PCRC)

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade de Ribeirão Preto – Campus Guarujá, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Enfermagem.

Área de concentração: Saúde.

Orientadora: Profª. Drª. Mara Rubia

Ignácio de Freitas.

Guarujá

2014

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ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO AO PACIENTE EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA CEREBRAL

Valdinéia de Oliveira Figueira Vieira*

RESUMO

Objetivo: O objetivo deste estudo foi descrever as atribuições do enfermeiro no atendimento

ao paciente em parada cardiorrespiratória cerebral intra-hospitalar. Método: Revista bibliográfica da literatura nas bases de dados Lilacs, Scielo, Biblioteca Virtual em Saúde de 2001-2013. Resultados: Analisou-se, principalmente, os resultados das atribuições da equipe de Enfermagem e do Enfermeiro frente a Parada cardiorrespiratória cerebral.

Conclusão: Certamente, o investimento em treinamento para os profissionais que prestam

assistência direta aos pacientes em PCRC, a elaboração de protocolos para guiar a assistência a ser prestada podem proporcionar menor risco e, ter como resultado, maior segurança no decorrer do atendimento. Como parte da organização desse ambiente de atendimento a vítima em PCRC, é importante destacar que, os enfermeiros devem adotar estilos de liderança participativa, compartilhar e ou delegar funções, sendo as principais habilidades, para o gerenciamento da assistência de enfermagem, a comunicação, o relacionamento interpessoal, a liderança, a tomada de decisão e a competência técnica.

Unitermos: Parada Cardiorrespiratória Cerebral; Reanimação Cardiopulmonar Cerebral;

Enfermeiro.

ASSIGNMENTS OF NURSES IN PATIENT CARE IN BRAIN FREEZE

CARDIORESPIRATORY

ABSTRACT

Objective: The aim of this study was to describe the duties of nurses in patient care in cardiac arrest in-hospital cerebral . Method : Literature Review of the literature in the Lilacs , SciELO , Virtual Health Library on 2001-2013 data. Results: We analyzed mainly the results of the tasks of nursing staff and nurse face to cardiac arrest brain . Conclusion : Certainly , investment in training for professionals who provide direct care to patients in CRCA , the development of protocols to guide the assistance to be provided can provide lower risk and have as a result , increased safety during the service . As part of the organization that the environment of care victims in CRCA is important to highlight that nurses should adopt a participative leadership styles , or share and delegate tasks , with the key skills for the management of nursing care , communication, interpersonal skills , leadership , decision making and technical expertise .

Uniterms: Cardiopulmonary Cerebral; Cardiopulmonary Resuscitation Cerebral; Nurse.

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*Discente do curso de Graduação em Enfermagem, da Universidade de Ribeirão Preto, Campus Guarujá, email: [email protected]

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1 INTRODUÇÃO

A parada cardiorrespiratória cerebral (PCRC) é a cessação súbita da circulação sistêmica de atividades ventricular útil e ventilatória em indivíduo com expectativa de restauração da função cardiopulmonar e cerebral, não portador de doença intratável ou em fase terminal. (GUIMARÃES et al., 2008)

A PCRC é caracterizada pela ausência de responsividade, apnéia ou respiração agônica e ausência de atividade mecânica cardíaca, confirmada por pulso não detectável. (FERNANDES et al., 2010)

A maioria dos indivíduos que sofrem PCRC torna-se inconsciente dentro de segundos a minutos, como resultado de falta de fluxo sanguíneo cerebral. Normalmente não apresenta sintomas premonitórios. Se os sintomas estão presentes, são inespecíficos e inclui desconforto no peito, palpitações, falta de ar e fraqueza. (GOMES; CUNHA, 2011)

Desta forma, define-se Reanimação cardiopulmonar cerebral (RCPC) como o conjunto de procedimentos realizados após uma PCRC com o objetivo de manter artificialmente a circulação de sangue arterial ao cérebro e outros órgãos vitais até a ocorrência do retorno da circulação espontânea (RCE). (GUIMARÃES et al., 2008)

Para melhorar a sobrevida de uma vítima de PCRC, é necessário um atendimento precoce e de qualidade de acordo com as diretrizes norte-americanas para atendimento de PCRC, que enfatizam a compressão torácica, a relação ventilação/compressão e a duração de cada ventilação como essenciais para o sucesso da reanimação cardiopulmonar, além da rápida identificação do ritmo e início do respectivo protocolo. (BERTOGLIO et al., 2008)

Como a parada cardíaca é um acontecimento marcado pela imprevisibilidade, podendo ocorrer a qualquer momento e em qualquer local, é necessário que os profissionais de saúde, e nesse bojo o enfermeiro, tenham um comportamento de busca em prol da educação permanente, a fim de obter e/ou reafirmar o conhecimento necessário para uma boa prática do cuidado, no que se refere à eficiência e à eficácia da assistência prestada. (GRAÇA; VALADARES, 2008)

Alguns aspectos são fundamentais na qualificação do enfermeiro que atua em situações de emergência. É necessário ter conhecimento científico e habilidade, transmitir

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segurança à equipe, atuar de forma objetiva e sincronizada. O desenvolvimento e aperfeiçoamento desses aspectos podem dar-se, entre outros, mediante estudos e educação continuada, o que sem dúvida pode garantir um atendimento de qualidade e com menores riscos ao paciente cuidado. (LUZIA; LUCENA, 2009)

Sabe-se que o enfermeiro é o mediador nesse contexto, a ele é atribuída à responsabilidade pela provisão do carrinho de parada, dos materiais necessários, das drogas a serem preparadas, bem como dos cuidados necessários durante esse evento. Um enfermeiro que desconhece, em parte, esse processo pode promover o erro da equipe, o que pode ser prejudicial ao paciente em atendimento. (ROCHA et al., 2012)

A questão norteadora desta revisão integrativa foi: a qualificação e o perfil profissional podem influenciar o processo de trabalho do enfermeiro no atendimento ao paciente em parada cardiorrespiratória cerebral (PCRC)?

Na formação do enfermeiro, os conteúdos teóricos e práticos relacionados à PCRC e manobras de RCPC têm sido ministrados de forma superficial, limitados, e muitas vezes não supre as necessidades dos alunos. As dificuldades refletirão na prática do enfermeiro, pois só a experiência profissional não oferece subsídios e embasamentos teóricos suficientes para suprir este déficit. (BELLAN et al., 2010)

Existe uma relação direta entre doença cardiovascular e PCRC. Nos Estados Unidos ocorrem entre 300 mil e 350 mil PCRC por ano. Desses casos, 200 mil a 250 mil não conseguem chegar ao hospital. (GOMES; CUNHA, 2011)

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o número de óbitos causados por parada cardiorrespiratória chega a 200 mil mortes por ano no Brasil e o resultado do atendimento na PCRC está diretamente ligado à rapidez e à qualidade promovida pela equipe. (ROCHA et al., 2012)

A relevância do tema se justifica pelo exposto acima e uma questão atual de saúde e da sociedade e também vê neles a importância técnico científica dos profissionais e a necessidade de protocolos de atendimento, visando à padronização das ações a serem seguidas, como forma de facilitar a abordagem terapêutica. Estas características no seu conjunto é que possibilitarão um atendimento eficaz em qualquer situação, destacando-se entre elas o atendimento a PCRC.

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O interesse sobre o tema surgiu através da leitura da atual literatura científica sobre o atendimento ao paciente em PCRC e da experiência da pesquisadora na condição de estagiária e profissional numa Unidade Hospitalar do município.

2 OBJETIVO GERAL

Descrever as atribuições do enfermeiro no atendimento ao paciente em parada cardiorrespiratória cerebral intra-hospitalar.

2.1 OBJETIVO ESPECÍFICO

Discorrer sobre a parada cardiorrespiratória cerebral. Caracterizar a ressuscitação cardiopulmonar cerebral.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

Optou-se por realizar uma revisão integrativa da literatura que consiste numa análise de pesquisas relevantes, possibilitando a síntese do conhecimento em um determinado assunto, além de mostrar as lacunas que devem ser preenchidas com a realização de novos estudos. (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008)

As etapas da elaboração da presente revisão integrativa foram as seguintes: estabelecimento da hipótese e objetivos da revisão integrativa; estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão de artigos (seleção da amostra); definição das informações a serem extraídas dos artigos selecionados; análise dos resultados e discussão.

Para a seleção dos artigos foram utilizadas as seguintes bases de dados, a saber: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SCIELO). O uso dessas bases de dados visou minimizar os possíveis vieses no processo de elaboração da revisão integrativa. Para o levantamento dos artigos foram utilizadas as palavras-chave: Parada Cardiorrespiratória Cerebral; Reanimação Cardiopulmonar Cerebral; Enfermeiro.

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Os critérios de inclusão dos artigos definidos para a presente revisão integrativa foram: artigos publicados em português, com os resumos disponíveis nas bases de dados selecionadas, no período compreendido entre 2001 a 2013, e que abordassem as atribuições do enfermeiro no atendimento ao paciente em parada cardiorrespiratória.

A busca foi realizada pelo acesso on-line e, utilizando os critérios de inclusão citados anteriormente, a amostra final desta revisão integrativa foi constituída de 11 artigos.

A análise dessa pesquisa deu-se com a literatura minuciosa dos artigos, seus resumos e interpretação. Esses dados compuseram os resultados e discussão desse trabalho.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 Parada Cardiorrespiratória Cerebral (PCRC)

A cessação súbita da circulação sistêmica e da respiração é denominada parada cardiorrespiratória cerebral (PCRC). As principais causas são: infarto agudo do miocárdio, obstrução de vias aéreas, hemorragia intensa, quase-afogamento, eletrocussão, abuso de drogas ilícitas e intoxicação por gases tóxicos. (CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM, 2010)

A assistolia é um evento dramático, responsável por morbimortalidade elevada, mesmo em situações de atendimento ideal. O tempo apresenta-se como variável importante; estima-se que cada minuto de permanência em PCRC diminua em 10% a probabilidade de sobrevida do indivíduo. (LUZIA; LUCENA, 2009)

A paralisia cardíaca constitui uma situação de emergência máxima para o paciente, exigindo dos profissionais de saúde início imediato das manobras de RCPC a fim de restaurar as atividades cardíacas e cerebrais do paciente, preservando a vida e limitando o sofrimento e as seqüelas das vítimas. (BOAVENTURA; ARAUJO, 2006)

Apesar de avanços nos últimos anos relacionados à prevenção e a tratamento, muitas são as vidas perdidas anualmente no Brasil relacionadas à PCRC, ainda que não tenhamos a exata dimensão do problema pela falta de estatísticas robustas a esse respeito. Os avanços

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também se estendem à legislação sobre acesso público à desfibrilação e obrigatoriedade de disponibilização de desfibrilador externo automático (DEA), bem como no treinamento em ressuscitação cardiopulmonar cerebral (RCPC), missão em que a Sociedade Brasileira de Cardiologia apresenta, há muitos anos, uma posição de destaque. Podemos estimar algo em torno de 200.000 PCRC’s ao ano no Brasil, sendo metade dos casos em ambiente hospitalar, e a outra metade em ambiente extra-hospitalar. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2013)

A PCRC é um evento que ocorre com freqüência em UTI, uma vez que essas unidades assistem pacientes gravemente enfermos, com instabilidade hemodinâmica acentuada, necessitando da equipe o aprimoramento de suas habilidades cognitivas, motoras e atualização sobre as manobras de reanimação. (ZANINI, 2006)

4.2 Reanimação Cardiopulmonar Cerebral (RCPC)

Estudos indicam que aproximadamente 30% das tentativas de RCPC são bem sucedidas. Porém, dos pacientes que sobrevivem ao procedimento inicial, apenas 10% recuperam-se sem seqüelas neurológicas ou com graus leves e moderados de incapacidade funcional. Quanto à mortalidade, 90% dos pacientes morrem no primeiro ano após o evento, dos quais 30% direta ou indiretamente de causas neurológicas. (SILVA; PADILHA, 2001)

A RCPC incorreta está associada a uma taxa de sobrevida de 4%, comparada a 16% quando realizadas corretamente. O treinamento adequado da equipe de enfermagem, em especial daquela que atua em UTI e Emergência, é vital para o pronto atendimento em PCRC. Identificar o conhecimento teórico e prático da equipe a respeito de PCRC e RCPC é um requisito importante para o planejamento de um treinamento em serviço. O treinamento deve atender o que preconiza os Guidelines para a reanimação cardiorrespiratória. (ZANINI, 2006) Dessa maneira, entende que o êxito da assistência na RCPC depende da disponibilidade de recursos humanos capacitados; materiais e equipamentos necessários; bem como a existência de protocolos institucionais baseados em evidências científicas atuais, visando à padronização das ações a serem seguidas, como forma de facilitar a abordagem terapêutica. Neste documento, deve constar, dentre outras, a descrição da quantidade de membros da equipe de atendimento ao paciente em PCRC e função de cada um. (COREN, 2010)

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4.3 Atribuições da equipe de Enfermagem frente a PCRC

Assim, é preciso mobilizar as habilidades cognitivas, psicomotoras e afetivas inerentes à competência da equipe de enfermagem para atuar em PCRC . Atitudes e comportamentos dos enfermeiros podem influenciar a rapidez e o nível de envolvimento da equipe de enfermagem em situações reais de emergência. (BERTOGLIO et al., 2008)

A enfermagem tem papel extremamente importante no atendimento à PCRC, evento em que é imprescindível a organização, o equilíbrio emocional, o conhecimento teórico-prático da equipe, bem como a correta distribuição das funções por parte destes profissionais, que representam, muitas vezes, a maior parte da equipe nos atendimentos de RCPC. (LUZIA; LUCENA, 2009)

A equipe de enfermagem é formada por profissionais que ficam grande parte do tempo próximo ao paciente, sobretudo dos criticamente doentes, sendo de suma importância que saibam agir em situações de emergência, como nos casos de PCRC. O enfermeiro, freqüentemente, é o responsável pela realização da avaliação primária e pelo início das manobras de RCPC. (FERNANDES et al., 2010)

Para tanto, a equipe de Enfermagem deve ter conhecimento e domínio do manuseio dos materiais e equipamentos existentes no carro de emergência, bem como estar inserida em programas periódicos de capacitação para a execução das manobras de reanimação. (CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM, 2010)

O profissional de Enfermagem deve estar capacitado para reconhecer a iminência do evento ou quando o paciente já está em PCRC, pois este episódio representa a mais grave emergência clínica com que se pode deparar. A avaliação do paciente para constatação da PCRC não deve levar mais que 10 segundos. Para um adulto em normotermia, a não realização de manobras de reanimação em aproximadamente cinco minutos, pode ocasionar danos irreversíveis dos neurônios do córtex cerebral. (COREN, 2010)

Ademais, observa-se que os procedimentos executados pelos profissionais de enfermagem devem sempre ter respaldo em evidências científicas para garantir a segurança do paciente e dos profissionais e ser realizado mediante a elaboração efetiva do Processo de

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Enfermagem, previsto na Resolução COFEN 358/209, ressaltando seu registro em prontuário. (COREN, 2010)

4.4 Atribuições do Enfermeiro frente a PCRC

Cabe ao enfermeiro, responsável exclusivamente pelo planejamento da assistência e equipe de enfermagem, bem como por atender, privativamente, ao paciente grave com risco de morte (artigo 11, inciso I, alíneas “c” e “l”,da Lei 7.498/86), e à sua equipe assistir aos pacientes, oferecendo ventilação e circulação artificiais até a chegada do médico, assim, estes profissionais devem adquirir habilidades que os capacitem a prestar a assistência necessária. (COREN, 2010)

A função do enfermeiro e dos demais profissionais durante o atendimento ao paciente em PCRC deve constar em protocolo institucional no qual devem estar descritas as atribuições de cada membro da equipe. Importante e imprescindível que um dos membros da equipe de enfermagem no atendimento à PCRC seja o Enfermeiro, por determinação constante na Lei do Exercício Profissional de Enfermagem, citada acima. (COREN, 2010)

Como a parada cardíaca é um acontecimento marcado pela imprevisibilidade, podendo ocorrer a qualquer momento e em qualquer local, é necessário que os profissionais de saúde, e nesse âmbito o enfermeiro, tenham um comportamento de busca em prol da educação permanente, a fim de alcançar e lembrar do conhecimento necessário para uma boa prática do cuidado, no que se refere à eficiência e à eficácia da assistência prestada. (GRAÇA; VALADARES, 2008)

Alguns aspectos são fundamentais na qualificação do enfermeiro que atua em situações de emergência. É necessário ter conhecimento científico e habilidade, transmitir segurança à equipe, atuar de forma objetiva e sincronizada. O desenvolvimento e aperfeiçoamento desses aspectos podem dar-se, entre outros, mediante estudos e educação continuada, o que sem dúvida pode garantir um atendimento de qualidade e com menores riscos ao paciente cuidado. (LUZIA; LUCENA, 2009)

Sabe-se que o enfermeiro é o mediador nesse contexto, a ele é atribuída à responsabilidade pela provisão do carrinho de parada, dos materiais necessários, das drogas a serem preparadas, bem como dos cuidados necessários durante esse evento. Um enfermeiro

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que desconhece, em parte, esse processo pode promover o erro da equipe, o que pode ser prejudicial ao paciente em atendimento. (ROCHA et al., 2012)

Na formação do enfermeiro, os conteúdos teóricos e práticos relacionados à PCRC e manobras de RCPC têm sido ministrados de forma superficial, limitados, e muitas vezes não supre as necessidades dos alunos. As dificuldades refletirão na prática do enfermeiro, pois só a experiência profissional não oferece subsídios e embasamentos teóricos suficientes para suprir este déficit. (BELLAN et al., 2010)

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O treinamento da equipe em relação ao atendimento da PCRC deve ter como objetivo primordial reduzir ao mínimo a duração da mesma, com medidas que permitam atuação rápida, eficiente e sistematizada, atingindo automatização total, mas consciente, das diversas etapas do atendimento.

Assim, não basta simplesmente uma orientação para que se considere o profissional de saúde apto a exercer o conjunto de medidas de emergência para o tratamento da PCRC. É necessário um contínuo treinamento e atualização dos conhecimentos e técnicas que permeiam toda a assistência nesse meio.

Certamente, o investimento em treinamento para os profissionais que prestam assistência direta aos pacientes em PCRC, a elaboração de protocolos para guiar a assistência a ser prestada podem proporcionar menor risco e, ter como resultado, maior segurança no decorrer do atendimento.

Como já relatado, o fator humano é o mais frequentemente citado em se tratando de ocorrências iatrogênicas, porém os problemas relacionados aos equipamentos, ao processo de trabalho e a própria condição clinica do paciente não devem ser desconsiderados.

Diante do exposto, observa-se que, cabe à equipe de enfermagem a responsabilidade pelos cuidados intensivos ao paciente em PCRC, durante a RCPC e após essa intervenção, por meio da avaliação permanente, da vigilância, e da realização de procedimentos e técnicas que

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complementam a terapêutica médica, embasado em diretrizes para a assistência de enfermagem, garantindo a continuidade de um trabalho integrado, atuando também na orientação e no acolhimento dos familiares.

Como parte da organização desse ambiente de atendimento a vítima em PCRC, os enfermeiros devem adotar estilos de liderança participativa, compartilhar e ou delegar funções, sendo as principais habilidades, para o gerenciamento da assistência de enfermagem, a comunicação, o relacionamento interpessoal, a liderança, a tomada de decisão e a competência técnica.

REFERÊNCIAS

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BOAVENTURA, Ana Paula; ARAUJO, Izilda Esmenia Muglia. Registro do atendimento da parada cardiorrespiratória no ambiente intra-hospitalar: aplicabilidade de um instrumento.

Rev Gaúcha Enferm, Porto Alegre (RS) 2006 set; 27(3): 434-42. Disponível em:

<http://seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnfermagem/article/view/4662> Acessado em: 23 fev. 2014.

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO (COREN-SP). Parecer Coren-SP Cat nº 030/2010. Atendimento ao paciente em parada cardiorrespiratória. Disponível em: < http://portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/parecer_coren_sp_2010_30.pdf> Acessado em: 12 abr. 2014. FERNANDES, Ana Paula et al. Qualidade das anotações de enfermagem relacionadas à ressuscitação cardiopulmonar comparadas ao modelo Utstein. Acta Paul Enferm 2010; 23(6): 757-63. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/ape/v23n6/07.pdf> Acessado em: 07 mar. 2014.

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GONZALEZ, Maria Margarita et al. I Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia: Resumo Executivo.

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