• Nenhum resultado encontrado

Aula 7 - Filo Porifera

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Aula 7 - Filo Porifera"

Copied!
43
0
0

Texto

(1)

Filo Porifera

(2)

Filo Porifera

Quem são os Porifera?

Filo animal composto por cerca de 5500 espécies

 As primeiras classificações (séc XVII) consideravam as esponjas como plantas

 Somente em 1765 foram reconhecidos como animais

 Inicialmente agrupados juntamente com os cnidários

 Apenas no final do século XIX foram reconhecidos como um filo independente

(3)

Filo Porifera

Características gerais

Inclui os animais conhecidos

popularmente como esponjas

Porifera significa portador de poros e se refere a organização do corpo das esponjas

Formam um grupo dentro do reino

Metazoa chamado Parazoa

 Os parazoários são animais que não apresentam camadas germinativas no seu desenvolvimento embrionário

 São organismos multicelulares sem a formação de tecidos verdadeiros

(4)

Filo Porifera

Características gerais

Duas características são marcantes nos Porifera

 Apresentam células totipotentes

Presença do sistema aquífero

 Rede de canais pelos quais a água do meio flui devido ao batimento de flagelos de células especializadas (coanócitos)

 O sistema aquífero faz com que a esponja traga o meio externo para dentro corpo

 Ele permite que a maioria das células do corpo fique em contato direto com o meio externo

(5)

Filo Porifera

Sistema aquífero

(6)

Filo Porifera

Características gerais

Ausência de um padrão organizado de desenvolvimento

 Consequência da totipotência e ausência de tecidos

 Capacidade de assumir as mais variadas formas e tamanhos

(7)

Filo Porifera

Características gerais

Apresentam uma grande capacidade de reorganização

corporal

 Quando uma esponja é fragmentada, as células originais tendem à retornar às suas funções originais

 Mesmo quando fragmentos de duas espécies são misturados, cada espécie se reorganiza independentemente

 Os fragmentos também tem a capacidade de crescer na forma de novos indivíduos

(8)

Estrutura corporal

As esponjas apresentam sempre a mesma estrutura

corporal

Uma superfície externa de células chamada pinacoderme

 Uma superfície interna de células flageladas chamada

coanoderme

 Uma matriz de espessura variável entre as superfícies chamada

(9)

Estrutura corporal

Pinacoderme

A pinacoderme é uma superfície perfurada

As pequenas aberturas são chamadas poros dérmicos ou óstios

Uma cutícula de colágeno pode recobrir a pinacoderme

Ela é formada por células chamadas pinacócitos

 Os pinacócitos também revestem os canais internos do sistema aquífero

(10)

Estrutura corporal

Coanoderme

A coanoderme é revestida de células flageladas

chamadas coanócitos

 Os coanócitos são responsáveis pelo bombeamento de água para dentro do corpo da esponja

 A coanoderme pode apresentar arranjos contínuos simples ou dobras e subdivisões

(11)

Estrutura corporal

Mesoílo

Formado por uma matriz coloidal de espessura variável

 Embebido na matriz estão fibras de colágeno, espículas e vários tipos celulares

 Desempenha várias funções:  Digestão

 Formação de gametas

 Sustentação do corpo (formação do esqueleto)

(12)

Estrutura corporal

Organização da coanoderme

A coanoderme pode apresentar 3 três tipos de

organização:

Asconóide

Coanoderme simples e contínua

Siconóide

Coanoderme com um arranjo complexo de invaginações

Leuconóide

(13)

Estrutura corporal

Organização da coanoderme

(14)

Estrutura corporal

Anatomia do corpo da esponja

Sentido do fluxo de água

Óstios

Espongiocele (átrio)

(15)

Estrutura corporal

Anatomia do corpo da esponja

Sentido do fluxo de água

Óstios Prosópila Canal coanocitário Apópila Espongiocele Ósculo

(16)

Estrutura corporal

Anatomia do corpo da esponja

Sentido do fluxo de água

Poro dermal Canal inalante Prosópila Canal coanocitário Apópila Espongiocele Ósculo

(17)

Estrutura corporal

Anatomia do corpo da esponja

Sentido do fluxo de água

Poro dermal Canal inalante Prosópila Câmara coanocitária Apópila Canal exalante Ósculo

(18)

Estrutura corporal

(19)

Tipos celulares

Células que delimitam superfícies

 Pinacócitos

 São geralmente achatados e sobrepostos (função “epitelial”)

 Os pinacócitos internos (endopinacócitos) são mais fusiformes

(20)

Tipos celulares

Células que delimitam superfícies

 Porócitos

 São células da pinacoderme que formam os óstios

 São células cilíndricas, contráteis que tem a função de regular o fluxo de água para dentro da esponja

(21)

Tipos celulares

Células que delimitam superfícies

 Coanócitos

 São as células formadoras da superfície interna do corpo (coanoderme)

 São células flageladas que têm a função de promover o fluxo de água e capturar as partículas alimentares

 São alojadas sobre o mesoílo e conectadas por interdigitações

 A morfologia do coanócito é muito semelhante a dos protistas coanoflagelados

(22)

Tipos celulares

Coanócitos

(23)

Tipos celulares

Células formadoras do esqueleto

Células amebóides

 Grupos de células de morfologia amebóide que secretam a rede de colágeno que forma a matriz do mesoílo

 Estas células ficam embebidas no mesoílo com liberdade de movimento

 São três tipos celulares

Colêncitos: secretam a rede de colágeno fibrilar

Lofócitos: secretam a rede de colágeno fibrilar

(24)
(25)

Tipos celulares

Células formadoras do esqueleto

Esclerócitos

 São células responsáveis pela produção das espículas

 As espículas podem ser calcárias ou de sílica

 São de dois tipos

Microscleras: pequenas, de reforço

Megascleras: grandes, estruturais

 As espículas podem assumir vários arranjos

(26)

Tipos celulares

(27)

Tipos celulares

(28)

Tipos celulares

Células contráteis

Miócitos

 São células fusiformes encontradas no mesoílo

 Dispõem-se agrupadas de maneira

concêntrica em torno dos ósculos e canais

 Capazes de responder a estímulos externos, mas de maneira lenta

(29)

Tipos celulares

Arqueócitos e esferulosas

Arqueócitos

 Células amebóides capazes de se diferenciar em qualquer um dos tipos celulares

 Ficam alojadas no mesoílo tendo função de digestão e transporte de nutrientes

Células esferulosas

 São células grandes do mesoílo que acumulam metabólitos secundários do organismo

(30)

Tipos celulares

(31)

Atividades metabólicas

Nutrição

As esponjas apenas digestão intracelular

 A primeira etapa da nutrição envolve a captura e fagocitose/pinocitose pelos coanócitos

 Moléculas parcialmente digeridas são transferidas para arqueócitos no mesoílo

 Os arqueócitos são móveis e capazes de distribuir localmente os nutrientes

 A distribuição geral é solucionada pelo amplo acesso aos nutrientes por todos os coanócitos do corpo

(32)

Atividades metabólicas

Excreção e trocas gasosas

A maioria das células do corpo tem contato

direto com o meio

 Esta característica permite que as trocas gasosas e a excreção ocorra por difusão simples com a água circulante

 As esponjas de água doce apresentam coanócitos com vacúolos contráteis para ajudar na

(33)

Reprodução

Reprodução assexuada

 Fragmentação

 Gemulação

(Formação de gêmulas altamente resistentes)

 Brotamento

 Formação de corpos de redução

(Agregados celulares que são liberados do corpo)

 Formação de larvas assexuadamente

 Larvas flageladas com grande capacidade de movimento

(34)

Reprodução

(35)

Reprodução

(36)

Reprodução

Reprodução sexuada

A maioria das esponjas são hermafroditas

 A maioria assumem a protoginia ou protrandria

 A escolha pode alternar ou ser fixa para toda a vida

A espermatogênese ocorre em locais (câmaras) definidas

São denominados cistos ou folículos espermáticos

 Os gametas masculinos se formam dos coanócitos

(37)

Reprodução

(38)

Reprodução

Reprodução sexuada

Os gametas são liberados na água pelo ósculo

 A liberação pode ser sincronizada entre os membros de uma população

 A fertilização ocorre geralmente na água, gerando uma larva flagelada

 Em algumas espécies o gameta feminino fica retido no mesoílo  Os gametas masculinos migram para dentro do folículo

São fagocitados pelos coanócitos de transferência e fecundam o oócito

(39)

Reprodução

(40)

Reprodução

Reprodução sexuada

As larvas podem ser de 3 tipos morfológicos

 Celoblástula (blástula)

 Parenquímula (Parenquimela)

 Anfiblástula

(41)

Filo Porifera

Modo de vida

São animais sésseis, aquáticos e filtradores

 A maioria é de ambiente marinho

 Ocorrem desde regiões costeiras a águas profundas

 Componente importante da biomassa bentônica

Apresentam associações com outros organismos

 Alguns invertebrados e peixes são comensais

(42)

Filo Porifera

Modo de vida

Algumas são perfuradoras de corais e conchas

(fenômeno conhecido com bioerosão)

Produzem metabólitos secundários para defesa e

predação

 Antimicrobianos, substâncias tóxicas e alelopáticas

(43)

Evolução dos Porifera

Grupo muito antigo

 Acredita-se que tenha surgido no Pré-Cambriano

 Fósseis são abundantes a partir do Cambriano

Acredita-se que tenha ancestral protista

 Coanócitos muito semelhantes aos coanoflagelados

 Várias outras características típicas de protistas  Totipotência celular

 Várias formas reprodutivas

 Ausência de tecidos verdadeiros

Referências

Documentos relacionados

Estímulo da replicação viral (purging) Tratamento precoce (com imunossupresão?) Retirada da latência celular Incremento da imunidade Vacina terapêutica Diminuição do número

Com o isolamento social, reuniões presenciais, defesas de teses, dissertações, eventos e congressos, passaram a ocorrem em ambiente digital, aumentando a necessidade de domínio

Apartamento S/ Franquia S/Co- Parti NACIONAL 10,14% 3040 Anuciação Complexo Hoteleiro Ltda DEZEMBRO 464565111 Unipart Empresarial Enfermaria Com Obstetricia MUNICIPAL 10,14%

A democratização do acesso às tecnologias digitais permitiu uma significativa expansão na educação no Brasil, acontecimento decisivo no percurso de uma nação em

Era de conhecimento de todos e as observações etnográficas dos viajantes, nas mais diversas regiões brasileiras, demonstraram largamente os cuidados e o apreço

O conteúdo do Jornal teria informações gerais da escola, abordando os seguintes tópicos: projetos desenvolvidos na Escola por qualquer turma, com o suporte ou não do Laboratório

Portanto antes de iniciar o PGRSS deve-se ter um responsável legal por elaborar este plano, o responsável deve ter registro no órgão profissional e ser apto para a função, após

Vamos utilizar o mapa-múndi para localizar Israel, esse é o país que Deus separou para Abraão e sua família morar. Porém muita coisa aconteceu desde que Deus deu aquele país