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Gestão ambiental : um estudo de caso no Sicredi

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Academic year: 2021

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CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

GESTÃO AMBIENTAL: UM ESTUDO DE CASO NO SICREDI

Naiane Knod

Ijuí – RS 2010

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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

DECON - DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E CONTABILIDADE CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

GESTÃO AMBIENTAL: UM ESTUDO DE CASO NO SICREDI

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Ciências Contábeis, da UNIJUI, para à obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis.

Autora: Naiane Knod

Professora Orientadora: Eusélia P. Vieira

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente, agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade e a capacidade para estudar e atingir meus sonhos. Aos meus pais, Delmar Knod e Ivanise Knod, agradeço todo o amor, carinho,

compreensão, respeito e ajuda financeira. Ao meu namorado, Márcio Luís Streicher, pelo amor e incentivo na conclusão de

mais esta etapa em minha vida. As minhas colegas e amigas Raquel Dessbesell Baal, Mônica Cristina Brönstrup e Catiane Hahn, que me acompanharam desde o início desta caminhada, nos trabalhos, encontros para estudo, enfim, pela imensa amizade que construímos. Ao Sicredi Panambi, por permitir a realização deste trabalho na Unidade. Tenho muito a agradecer e a muitas pessoas além das já citadas, que me auxiliaram

a chegar até onde já cheguei... Meus agradecimentos especiais a: Mminha orientadora e professora, Eusélia P. Vieira pelo conhecimento e incentivo

que me passou e sempre demonstrou nesse período. A todos que colaboraram direta ou indiretamente para a concretização deste sonho. Muito obrigada!

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SUMÁRIO INTRODUÇÃO ... 12 1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO ... 14 1.1. Área do Conhecimento ... 14 1.2. Caracterização da Entidade ... 15 1.3. Problema ... 17 1.4. Objetivos ... 18 1.4.1. Objetivos Gerais ... 18 1.4.2. Objetivos específicos ... 18 1.5. Justificativa ... 19 1.6. Metodologia do Trabalho ... 20 1.6.1. Classificação da Pesquisa ... 20

1.6.1.1. Do Ponto de vista de sua natureza ... 20

1.6.1.2. Quanto à forma da abordagem do problema ... 20

1.6.1.3. Do ponto de vista de seus Objetivos ... 21

1.6.1.4. Do ponto de vista dos Procedimentos Técnicos ... 21

1.6.2. Definição do universo e da amostra ... 21

1.6.3. Plano de Coleta de Dados ... 22

1.6.3.1. Instrumentos de Coleta de Dados ... 22

1.6.4. Plano de análise e interpretação dos dados ... 22

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ... 23

2.1. Desenvolvimento sustentável e desenvolvimento econômico ... 23

2.2. Gestão Ambiental ... 25

2.2.1. Sistema de Gestão Ambiental (SGA) ... 27

2.2.1.1. Implantação de um SGA ... 27

2.2.1.2. Benefícios do Sistema de Gestão Ambiental ... 29

2.3. Contabilidade Ambiental ... 30

2.3.1. Contabilidade geral x contabilidade ambiental ... 30

2.3.2. Princípios Fundamentais de Contabilidade ... 34

2.3.3. Ativos ambientais ... 35

2.3.4. Passivos ambientais ... 36

2.3.5. Patrimônio Líquido Ambiental ... 37

2.3.6. Receitas Ambientais ... 38

2.3.7. Despesas Ambientais ... 38

2.3.8. Custos Ambientais ... 39

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2.4.1. Balanço Social ... 42

2.4.2. Balanced Scorecard - BSC ... 43

2.4.3. Global Reporting Initiative - GRI ... 44

2.5. Legislação Ambiental... 45

3. GESTÃO AMBIENTAL: UM ESTUDO DE CASO NO SICREDI ... 47

3.1.Programas desenvolvidos pelo Sistema Sicredi e pelas demais Cooperativas: . ... 54

3.1.1. Programa de coleta seletiva de lixo – “Jogue limpo com a natureza”: .... 54

3.1.2. Caso do Sicredi de Ouro Branco RS – Selo Carbono Neutro ... 57

3.1.3. Programa União faz a Vida ... 59

3.2. Programas que podem ser desenvolvidos ou implantados na Unidade de Panambi: ... 60 3.3. Nível Operacional ... 62 3.4. Nível Tático ... 77 3.5. Nível Estratégico ... 91 CONCLUSÃO ... 110 BIBLIOGRAFIA ... 113

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - As cinco dimensões da sustentabilidade ... 24

Figura 2 - Mapa Estratégico Sicredi – Planejamento Estratégico 2006-2010 ... 48

Figura 3 - Marca ... 56

Figura 4 - Adesivos ... 56

Figura 5 - E-mail/Marketing ... 57

Figura 6 - Selo Carbono Neutro: Demonstração pública do comprometimento com o futuro sustentável do planeta ... 58

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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Idade ... 62

Gráfico 2 - Sexo ... 62

Gráfico 3 - Grau de escolaridade ... 63

Gráfico 4 - Impressão somente de documentos realmente necessários ... 64

Gráfico 5 - Relação entre a reimpressão ou descarte de impressões desnecessárias ... 64

Gráfico 6 - Tipo de papel utilizado atualmente para impressões ... 65

Gráfico 7 - Qual é a opção de papel na opinião dos colaboradores ... 65

Gráfico 8 - Utilização diária de guardanapos ... 66

Gráfico 9 - Utilização de papel toalha por dia ... 66

Gráfico 10 - Momento da chegada com relação ao momento da lidada do computador ... 67

Gráfico 11 - Permanência do monitor ligado durante o intervalo de almoço ... 68

Gráfico 12 - Freqüência de utilização dos ar condicionados ... 68

Gráfico 13 - Quantidade de ar condicionados utilizados ... 69

Gráfico 14 - Permanência das luzes ligadas na Unidade ... 69

Gráfico 15 - Permanência das luzes ligadas no banheiro e na cozinha ... 70

Gráfico 16 - Utilização da água durante a escovação dos dentes ... 71

Gráfico 17 - Utilização da descarga nos banheiros ... 72

Gráfico 18 - Destinação correta de materiais ... 73

Gráfico 19 - Destinação de materiais tóxicos ... 73

Gráfico 20 - Mistura de componentes no lixo ... 74

Gráfico 21 - Prática de ações que beneficiem o meio ambiente ... 74

Gráfico 22 - Utilização de copos plásticos para água ... 75

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Gráfico 24 - Idade ... 77

Gráfico 25 - Sexo ... 78

Gráfico 26 - Grau de escolaridade ... 78

Gráfico 27 - Impressão somente de documentos realmente necessários ... 79

Gráfico 28 - Relação entre a reimpressão ou descarte de impressões desnecessárias ... 79

Gráfico 29 - Tipo de papel utilizado atualmente para impressões ... 80

Gráfico 30 - Qual é a opção de papel na opinião dos colaboradores ... 80

Gráfico 31 - Utilização diária de guardanapos ... 81

Gráfico 32 - Utilização de papel toalha por dia ... 81

Gráfico 33 - Momento da chegada com relação ao momento da lidada do computador ... 82

Gráfico 34 - Permanência do monitor ligado durante o intervalo de almoço ... 83

Gráfico 35 - Freqüência de utilização dos ar condicionados ... 83

Gráfico 36 - Quantidade de ar condicionados utilizados ... 84

Gráfico 37 - Permanência das luzes ligadas na Unidade ... 84

Gráfico 38 - Permanência das luzes ligadas no banheiro e na cozinha ... 85

Gráfico 39 - Utilização da água durante a escovação dos dentes ... 86

Gráfico 40 - Utilização da descarga nos banheiros ... 87

Gráfico 41 - Destinação correta de materiais ... 87

Gráfico 42 - Destinação de materiais tóxicos ... 88

Gráfico 43 - Mistura de componentes no lixo ... 88

Gráfico 44 - Prática de ações que beneficiem o meio ambiente ... 89

Gráfico 45 - Utilização de copos plásticos para água ... 89

Gráfico 46 - Utilização de copos plásticos para cafezinho ... 90

Gráfico 47 - Idade ... 92

Gráfico 48 - Sexo ... 92

Gráfico 49 - Grau de escolaridade ... 93

Gráfico 50 - Impressão somente de documentos realmente necessários ... 94

Gráfico 51 - Relação entre a reimpressão ou descarte de impressões desnecessárias ... 94

Gráfico 52 - Tipo de papel utilizado atualmente para impressões ... 95

Gráfico 53 - Qual é a opção de papel na opinião dos colaboradores ... 95

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Gráfico 55 - Utilização de papel toalha por dia ... 96

Gráfico 56 - Momento da chegada com relação ao momento da lidada do computador ... 97

Gráfico 57 - Permanência do monitor ligado durante o intervalo de almoço ... 98

Gráfico 58 - Freqüência de utilização dos ar condicionados ... 98

Gráfico 59 - Quantidade de ar condicionados utilizados ... 99

Gráfico 60 - Permanência das luzes ligadas na Unidade ... 99

Gráfico 61 - Permanência das luzes ligadas no banheiro e na cozinha ... 100

Gráfico 62 - Utilização da água durante a escovação dos dentes ... 100

Gráfico 63 - Utilização da descarga nos banheiros ... 101

Gráfico 64 - Destinação correta de materiais ... 102

Gráfico 65 - Destinação de materiais tóxicos ... 102

Gráfico 66 - Mistura de componentes no lixo ... 103

Gráfico 67 - Prática de ações que beneficiem o meio ambiente ... 103

Gráfico 68 - Utilização de copos plásticos para água ... 104

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LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Benefícios da Gestão Ambiental ... 26

Quadro 2 - Perspectiva de Sistema ... 49

Quadro 3 - Perspectiva de Sociedade ... 50

Quadro 4 - Perspectiva de Associado e Mercado ... 51

Quadro 5 - Perspectiva de Processos Internos ... 52

Quadro 6 - Perspectiva de Aprendizado e Crescimento ... 53

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LISTA DE SIGLAS

BSC – Balanced Scorecard

CONAMA – Conselho Nacional do Meio ambiente DDA – Débito Direto Autorizado

DLPA – Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados DMLU – Departamento Municipal de Limpeza Urbana. DMPL – Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido DOAR – Demonstração de Origens e Aplicações de recursos DRE – Demonstração do Resultado do Exercício

DVA – Demonstração do Valor Adicionado GRI – Global Reporting Initiative

ONU – Organização das Nações Unidas PGA – Programa de Gestão Ambiental SGA – Sistema de Gestão Ambiental

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INTRODUÇÃO

O mundo vem sofrendo grandes mudanças e todas estas, em sua maioria, causadas para suprir as necessidades humanas. Porém essa constante busca do ser humano atrás de novas tecnologias, melhor qualidade de vida e conforto vem degradando o meio ambiente que hoje é motivo de preocupação não só dos governantes, mas também das empresas e da população em geral, pois se os recursos naturais não forem preservados eles poderão acabar e tornar a vida na terra muito difícil.

A contabilidade vem se mostrando presente, principalmente nas empresas, buscando demonstrar aos gestores a importância que a implantação de um programa de gestão ambiental pode trazer ao ambiente de trabalho e os resultados que as pequenas ações realizadas dentro da entidade podem refletir na sociedade como um todo.

Este estudo inicia com a apresentação da contextualização do tema, a problemática, os objetivos gerais e específicos, a justificativa para o desenvolvimento do tema e a metodologia que foi utilizada, onde sua aplicação prática resultou na distribuição em partes, começando com o levantamento e avaliação dos impactos ambientais envolvidos no processo produtivo, podendo identificar as áreas que mais agridem ao meio ambiente e as que mais precisam ser monitoradas.

Em seguida consta o referencial teórico do estudo, a revisão bibliográfica sustentada por diversos autores, que conceituam os aspectos que envolvem um

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programa de gestão ambiental, seguido pela apresentação das metodologias de classificação de impactos e aspectos ambientais e a apuração e controle dos resultados apresentados com as ações tomadas.

A proposta de implantação de um programa de gestão ambiental, parte principal deste estudo, visa demonstrar os resultados que este pode trazer para a Cooperativa com relação à redução de seus gastos, melhor qualidade de vida no ambiente de trabalho e a imagem da Cooperativa junto à sociedade.

Finalizando, o relatório apresenta a conclusão e a bibliografia que serviu como base conceitual no seu desenvolvimento.

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1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO

As questões ambientais são uma das maiores preocupações mundiais, pois diariamente é noticiada a ameaça à sobrevivência humana em face da degradação dos recursos naturais e ela faz com que a sociedade, o governo e as próprias empresas se preocupem cada vez mais em aprimorar a sua implantação.

Fica evidente que, para uma atividade empresarial ser mais eficiente e ecologicamente responsável, faz-se necessária a introdução de critérios ambientais no processo produtivo, e é por este motivo, que as empresas preocupadas com essa responsabilidade ambiental, desenvolvem políticas de conscientização e projetos para uma correta gestão ambiental na empresa.

Sendo assim, as empresas que ainda não são ambientalmente responsáveis, buscam informações que tornem essa implantação favorável ao ambiente de trabalho, a imagem da empresa perante a sociedade e a redução de gastos.

Neste sentido, a contextualização deste estudo consiste na apresentação da área de conhecimento que é a implantação de um programa de Gestão ambiental junto ao Sicredi, Cooperativa objeto do estudo, a problemática encontrada, os objetivos gerais e específicos e a metodologia utilizada no desenvolvimento do estudo.

1.1. Área do Conhecimento

Por meio deste trabalho, foi proposto a Cooperativa e seus colaboradores, através de indicadores, os benefícios que a implantação de um Programa de Gestão Ambiental pode trazer, ou seja, que resultados a sua implantação trará para a

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imagem da Cooperativa, para a qualidade no ambiente de trabalho e para a redução de despesas.

Segundo Kraemer e Tinoco (2004), os sistemas de gestão ambiental atuais originam-se do desenvolvimento de sistemas de qualidade e são instrumentos que auxiliam na gestão possibilitando a organização e o controle dos impactos de suas atividades no meio ambiente. E para demonstrar esses resultados surgiu na Contabilidade um novo ramo, o qual é conhecido como contabilidade ambiental e esta segundo Ribeiro apud (SILVA 2008, p. 36) não é uma nova ciência, mas sim, uma segmentação da tradicional, e se adaptada a esta última, poderá se definir como objetivo da contabilidade ambiental: identificar, mensurar e esclarecer os eventos e transações econômico-financeiros que estejam relacionados com a proteção, preservação e recuperação ambiental, ocorridos em um determinado período, visando à evidenciação da situação patrimonial de uma entidade.

1.2. Caracterização da Entidade

O trabalho foi desenvolvido no Sicredi, o qual é integrante de um Sistema Cooperativista e é um instrumento de organização econômica da sociedade, criado na Europa no século XIX, caracterizando-se como uma forma de ajuda mútua através da cooperação e da parceria.

A sociedade cooperativa é uma associação autônoma de pessoas unidas voluntariamente para satisfazer suas necessidades econômicas, sociais e culturais em comum, por meio de uma empresa de propriedade conjunta e de gestão democrática.

Entre os vários tipos de cooperativas, existem as cooperativas de crédito, criadas para oferecer soluções financeiras aos seus associados, constituindo-se num instrumento destes, para acesso a produtos e serviços adaptados às suas necessidades e condições financeiras.

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Na América Latina, o cooperativismo de crédito começou em 1902, na localidade de Linha Imperial, Município de Nova Petrópolis - Rio Grande do Sul, pelas mãos do padre suíço Theodor Amstad.

Alguns dos princípios Universais do Cooperativismo são: Adesão voluntária e livre, participação econômica dos membros, gestão democrática pelos membros, autonomia e independência, educação, formação e informação, inter cooperação e o interesse pela comunidade.

O Sistema de Crédito Cooperativo - SICREDI opera com 131 cooperativas de crédito e mais de 1.000 pontos de atendimento em dez estados brasileiros, sendo: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará, Rondônia, Goiás e São Paulo.

A organização em Sistema, com cinco Cooperativas Centrais, Confederação, Banco Cooperativo e Empresas Controladas como a Administradora de Cartões, a Administradora de Consórcios e a Corretora de Seguros, além da SICREDI Participações S.A., com atuação de forma integrada, proporcionam ganhos de escala, fortalecimento da marca e maior competitividade. Além do que, o Sicredi, hoje, possui no Brasil mais de um milhão e quinhentos mil associados.

Com origem essencialmente no setor primário, o Sicredi atua nos centros urbanos, por intermédio das Cooperativas de Livre Admissão e/ou por meio de Cooperativas de Crédito Segmentadas, que são aquelas ligadas a categorias profissionais ou segmentos econômicos específicos. Com o fortalecimento institucional do Sicredi e de outras instituições da mesma natureza, foi crescendo a abrangência de atuação do Cooperativismo de Crédito, com a significativa ampliação do volume de recursos administrados, o aumento do contingente de associados e a disponibilização de uma maior gama de produtos e serviços.

Para atender às necessidades dos associados, as Cooperativas de Crédito do Sicredi contam com empresas corporativas que atuam com a função principal de oferecer apoio técnico e maior especialização ao negócio. São empresas que garantem produtos e serviços com especialidade, qualidade e ganhos de escala às

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Cooperativas de Crédito que atuam na captação, administração e empréstimo de recursos financeiros e prestação de serviços, agregando renda aos seus associados. Sua missão: como Sistema Cooperativo, valorizar o relacionamento, oferecer soluções financeiras para agregar renda e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos associados e da sociedade.

Seus valores: Preservação irrestrita da natureza cooperativa do negócio, respeito à individualidade do associado, valorização e desenvolvimento das pessoas, preservação da instituição como sistema, respeito às normas oficiais e internas e eficácia e transparência na gestão.

E este estudo acontecerá especificamente na Unidade de Panambi, fundada em 25 de abril de 1931, no município de Panambi. Em 2001 passou a se chamar Cooperativa de Crédito Rural Panambi – SICREDI Panambi, e em outubro de 2004, finalmente passou a denominar-se Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados de Panambi – SICREDI Panambi RS, nome este que carrega até hoje. Essa Cooperativa é dividida em duas Unidades de Atendimento, sendo uma no município de Panambi e a outra no município de Condor. Juntas atendem a mais de 5.000 associados, tanto rurais como urbanos.

Ambas estão habilitadas às possibilidades e responsabilidades normativas inscritas na Resolução CMN/BACEN nº. 3.106/03 e demais textos legais pertinentes. 1.3. Problema

O meio ambiente é uma das grandes preocupações mundiais e a sua preservação tornou-se questão de estudo e responsabilidade de todos.

A maioria das pessoas ainda se mostra indiferente a esta situação, mas existem outros como os dirigentes de pequenas, médias e grandes empresas, que buscam a cada dia, conciliar o seu desenvolvimento econômico e financeiro, sem esquecer o desenvolvimento sustentável. Para isso buscam esclarecimentos sobre os custos que esses cuidados acarretam, bem como os benefícios e alterações que

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proporcionam no ambiente de trabalho, através de ações pequenas realizadas pelos colaboradores e/ou funcionários e pelas entidades.

Sendo assim, as entidades que ainda não possuem programas de gestão ambiental implantados, buscam essa alternativa para beneficiar a divulgação do seu negócio e a transformação do ambiente de trabalho para redução de gastos.

Nesta linha, o Sicredi utiliza constantemente os recursos naturais, sejam eles de maneira direta como a água, o ar, ou de maneira indireta como a utilização do papel, da energia elétrica, serviços de terceiros e na vida particular dos colaboradores, porém ainda não pratica ações, que sejam ecologicamente corretas, ou que minimizem o seu impacto ambiental.

Diante do exposto, a problemática deste estudo se constitui no seguinte: Quais são os resultados que a implantação de um programa de gestão ambiental pode trazer para a Cooperativa e para a sociedade na busca do seu desenvolvimento sustentável?

1.4. Objetivos

Os objetivos são dispostos em duas classes: objetivos gerais e objetivos específicos.

1.4.1. Objetivos Gerais

Propor um Programa de Gestão Ambiental aplicado a uma Unidade de Atendimento do Sicredi que contribua com o desenvolvimento sustentável.

1.4.2. Objetivos específicos

• Revisar na literatura pertinente à questão ambiental e as formas de implantação de um Programa de Gestão Ambiental em empresas locais.

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• Levantar dados dentro da Cooperativa com relação aos seus gastos com papéis, iluminação, refrigeração dos ambientes, utilização da água e os produtos colocados nela para limpeza e manutenção dos ambientes.

• Avaliar o grau de conhecimento do assunto e as atitudes dos colaboradores do Sicredi.

• Apresentar a Cooperativa, as ações que poderiam ser tomadas para implantação do Programa.

• Demonstrar por meio de gráficos e relatórios os resultados que o seguimento do programa traria para a Cooperativa e a sociedade.

1.5. Justificativa

Realizam-se este trabalho tendo como enfoque o tema Gestão Ambiental, pois é um assunto que a mim, particularmente, interessa muito, pois acredito que a sociedade, em sua inteligência e consciência desenvolveu meios de se comunicar, desenvolver e tornar a vida mais fácil, porém se os recursos utilizados para isso não forem usados corretamente e conseqüentemente preservados, teremos problemas e a vida num futuro próximo, poderá ser muito difícil.

Sendo assim, acredita-se que é muito importante começar por nós mesmos, através de atitudes individuais, mas também coletivas, que sejam realizadas no trabalho e na comunidade para assim incentivar a sociedade em geral.

Acredito ser importante o desenvolvimento deste trabalho junto ao Sicredi, Cooperativa na qual trabalho, pois uma das suas principais preocupações sempre foi manter o relacionamento com seus associados e com a comunidade e, isso pode se tornar ainda mais intenso se a Cooperativa se mostrar responsável e preocupada com o ambiente em que seus colaboradores e associados vivem, ou seja, com o meio ambiente.

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Inicialmente, ainda não possuímos um programa de gestão ambiental implantado, porém a sugestão proposta e posterior implantação deste poderão trazer benefícios à Cooperativa, como melhor qualidade de vida no ambiente de trabalho, redução de custos e despesas desnecessárias se os recursos que possui forem bem aproveitados e o reconhecimento da sociedade quanto à preservação, visando motivar a todos.

1.6. Metodologia do Trabalho

Neste tópico apresenta-se a metodologia da pesquisa, definindo a sua classificação, o plano de coleta de dados, a análise e interpretação destes e a estrutura do TCC.

1.6.1. Classificação da Pesquisa

Segundo o Art. 8° do Regulamento do TCC, o trabalho de conclusão de curso, como atividade acadêmica deve levar o aluno a produzir um relatório técnico-científico, fundamentado teórica e tecnicamente, podendo ser a pesquisa classificada de acordo com o ponto de vista de sua natureza, de seus objetivos e dos procedimentos técnicos.

1.6.1.1. Do Ponto de vista de sua natureza

Esta pesquisa é classificada como aplicada, pois tem como objetivo através da aplicação prática gerar informações para a solução da problemática deste estudo e segundo Vergara (2004), é fundamentalmente motivado pela necessidade de resolver problemas concretos, mais imediatos, ou não.

1.6.1.2. Quanto à forma da abordagem do problema

A abordagem do problema se relata de maneira quantitativa, o que significa traduzir em números as opiniões e informações coletadas para classificá-las e analisá-las por meio de gráficos, planilhas de estatística, coeficientes de correlação e análises de regressão e progressão.

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1.6.1.3. Do ponto de vista de seus Objetivos

Deste ponto a pesquisa foi classificada como exploratória, pois tem como objetivo proporcionar a familiarização dos envolvidos com o problema, tornando-o explícito ao invés de construir hipóteses (GIL, 2002, p. 41).

Seu planejamento é bastante flexível, e na maioria dos casos envolve: levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas e análise de exemplos que estimulem a compreensão, sendo que segundo Marion, Dias e Traldi (2002) este tipo de pesquisa é desenvolvida quando se tem pouco conhecimento sobre o assunto pressupondo uma fase de trabalho no campo.

1.6.1.4. Do ponto de vista dos Procedimentos Técnicos

Para a realização do trabalho, quanto aos procedimentos técnicos, a pesquisa foi elaborada com base na pesquisa bibliográfica, questionários pessoais e um estudo de caso.

A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos (GIL, 2002, p. 44).

O levantamento dos dados é elaborado a partir da interrogação direta dos colaboradores e gestores buscando conhecer o seu grau de conhecimento do assunto abordado.

O estudo de caso envolve um estudo profundo e exaustivo de alguns objetos de maneira que permitam o seu conhecimento profundo (GIL, 2002, p. 54).

1.6.2. Definição do universo e da amostra

O Universo desta pesquisa é a Unidade de Atendimento do Sicredi de Panambi e a amostra a ser analisada é composta por questionários aplicados aos gestores e colaboradores.

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1.6.3. Plano de Coleta de Dados

O processo de coleta de dados, no estudo de caso é muito mais complexo que em outras modalidades de pesquisa, pois envolve várias técnicas como a análise de documentos, entrevistas, depoimentos pessoais, observação espontânea, e artefatos materiais como banners, panfletos, camisetas, entre outros, conforme Gil (2002).

Neste estudo, os meios utilizados para a coleta de dados foram, além do levantamento bibliográfico que serviu para o embasamento teórico, os questionários e as entrevistas que foram realizadas com os gestores e colaboradores da Cooperativa.

1.6.3.1. Instrumentos de Coleta de Dados

Foram levantados alguns dados quanto à utilização dos recursos naturais pela Unidade de maneira indireta e direta à medida que forem acontecendo.

As entrevistas foram realizadas somente com os gestores com um roteiro previamente estabelecido e para os colaboradores foi aplicado um questionário com perguntas de respostas parcialmente fechadas onde existiam apenas duas opções: sim ou não e a outra parte com perguntas abertas onde foi possível a explanação particular da idéia de cada colaborador individualmente.

1.6.4. Plano de análise e interpretação dos dados

Os dados coletados foram analisados criteriosamente e transformados em dados que geraram os gráficos, tabelas e planilhas comparativas para melhor análise dos gestores dentro do processo produtivo e do plano de implantação do programa de gestão ambiental na Cooperativa.

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2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

As Cooperativas de Crédito integrantes do Sistema Sicredi, como é o caso do Sicredi Panambi, participam da construção da qualidade de vida das comunidades e das categorias profissionais em que estão inseridas. Suas ações acontecem em diversas frentes, possibilitando a realização de projetos e eventos em benefício da sociedade e a valorização da cidadania.

A partir desta perspectiva, desenvolve mais de 300 iniciativas em prol do bem-estar das comunidades e deste total, cerca de 100 são projetos de destaque focados em setores primordiais para o equilíbrio social do País, como desenvolvimento do agronegócio, educação, esporte, mobilização solidária, meio ambiente, empreendedorismo e saúde.

Os resultados positivos destas ações vão além da mensuração em números, contribuem de forma real para a formação de pessoas conscientes de seu papel social e comprometidas com a construção de um Brasil cada vez melhor.

2.1. Desenvolvimento sustentável e desenvolvimento econômico

Em 1983, a ONU cria a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento como um organismo independente, então em 1987 a comissão criada anteriormente materializa um documento muito importante – o relatório Nosso Futuro Comum – e este relatório definiu que o desenvolvimento sustentável seria aquilo que atende as necessidades presentes, sem prejudicar as gerações futuras, para que estas também pudessem ter suas necessidades atendidas. Finalmente em 1992, se reconheceu a importância de assumir a idéia de sustentabilidade em qualquer atividade ou programa de desenvolvimento, Kraemer e Tinoco (2004).

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Com isso, o desenvolvimento sustentável, introduziu um processo de mudanças sociais e assim conseqüentemente, uma maior democracia no acesso aos recursos naturais.

Campos (2001), citado por Kraemer E Tinoco (2004, p. 136 - 137), apresentam cinco dimensões do que se pode chamar de desenvolvimento sustentável.

Figura 1. As cinco dimensões da sustentabilidade.

Fonte: Campos (2001), citado por Kraemer E Tinoco (2004, p. 136 - 137)

• Sustentabilidade social: se trata do desenvolvimento sustentado pela civilização, buscando o maior equilíbrio na distribuição de renda e de bens, de modo a reduzir as diferenças entre os padrões de vida dos ricos e dos pobres.

• Sustentabilidade econômica: busca ser atingida através do gerenciamento e da alocação dos recursos e do fluxo constante dos investimentos públicos e privados.

• Sustentabilidade ecológica: está pode ser alcançada através da redução de emissão de resíduos poluentes, da conservação de energia e dos recursos facilmente esgotáveis, buscando aumentar a capacidade de utilização dos recursos e da reciclagem. Sustentabilidade Ecológica Espacial Econômica Social Cultural

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• Sustentabilidade espacial: deve ser atingida para uma melhor configuração rural-urbana mais equilibrada, para melhor distribuição das atividades econômicas e territorial dos assentamentos urbanos.

• Sustentabilidade cultural: gerando soluções específicas para o local, o ecossistema, a cultura e a área através de sistemas agrícolas integrados e a modernização de processos.

E dentro deste contexto, está o desenvolvimento econômico, onde a gestão de qualidade empresarial, passa pela obrigatoriedade de que sejam implantados sistemas organizacionais e de produção que tornem os bens naturais melhor valorizados, deixando de lado a era da cultura descartável e do desperdício para que atividades como controle de resíduos, reciclagem, menor consumo se tornem palavras-chave desta nova era.

Sendo assim, para análise da alta administração, o gerenciamento ambiental se tornou um fator estratégico para a análise de algumas atividades, como por exemplo: formulação de estratégias de administração para o meio ambiente, implantação de programas para a redução da emissão de poluentes, criação de sistemas de correção de danos causados ao meio ambiente e principalmente assegurar a conformidade com a lei.

2.2. Gestão Ambiental

A preocupação mundial com o meio ambiente hoje decorre de um simples fator: o de proteger o meio ambiente, ou seja, proteger a própria preservação da espécie humana e sendo assim, a nova consciência ambiental, ganhou dimensão e situou o meio ambiente como um dos princípios fundamentais do homem moderno.

Pesquisas revelam que atitudes ambientalmente responsáveis alteram a imagem da empresa e sendo assim, um sistema de gestão ambiental pode ser entendido como parte da gestão ambiental, onde atividades de planejamento, procedimentos, responsabilidades e recursos buscam minimizar ou até mesmo

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eliminar os efeitos negativos provocados no ambiente por suas atividades. Kraemer e Tinoco (2004).

Ainda segundo (KRAEMER E TINOCO, 2004, p. 109) gestão ambiental “é a forma pela qual a organização se mobiliza, interna e externamente, para a conquista da qualidade ambiental desejada. Ela consiste em um conjunto de medidas que visam ter controle sobre o impacto ambiental de uma atividade”.

E as Empresas de modo geral podem beneficiar-se de diversas formas com a implantação da gestão ambiental conforme o quando abaixo.

Quadro 1: Benefícios da Gestão ambiental Benefícios Econômicos Economia de custos Incremento de receitas Benefícios Estratégicos Benefícios Estratégicos

Melhoria da imagem institucional Renovação do portfólio de produtos Aumento da produtividade

Alto comprometimento do pessoal Melhoria nas relações de trabalho

Melhoria e criatividade para novos desafios

Melhoria das relações com os órgãos governamentais, comunidade e grupos ambientalistas

Acesso mais rápido ao mercado externo Melhor adequação aos padrões ambientais Fonte: Donaire apud Braga (2007, p.16)

De acordo com o quadro os benefícios gerados pela gestão ambiental se dividem em dois grupos: o dos benefícios econômicos e o outro dos benefícios estratégicos. Pode-se citar como exemplo de benefícios econômicos a redução de gastos com energia, água, dentre outros insumos bem como aumento nas receitas pelo uso da reciclagem de materiais. Já como exemplo de benefícios estratégicos se pode citar a ampliação de mercados para a entidade através do incremento da vendas para a melhoria nas relações com a comunidade, subsídios do governo,

(27)

redução de inadimplências, taxas de créditos diferenciadas, entre outras Braga (2007).

2.2.1. Sistema de Gestão Ambiental (SGA)

Um sistema de gestão ambiental pode ser entendido como a parte da gestão empresarial que cuida da avaliação, identificação, controle, monitoramento e redução dos impactos ambientais, fornecendo um detalhe adicional no programa ambiental, assegurando que a execução e a realização dos objetivos sejam alcançados.

Um sistema de gestão ambiental pode ser definido como um conjunto de procedimentos para gerir ou administrar uma organização, de forma a obter o melhor relacionamento com o meio ambiente. Consiste essencialmente no planejamento de suas atividades, visando à eliminação ou minimização dos impactos ao meio ambiente, por meio de ações preventivas ou medidas mitigadoras. (KRAEMER e TINOCO, 2004, p.121).

Os sistemas de gestão ambientais (SGA) originam-se de sistemas de qualidade, possibilitando a empresa organizar e controlar o impacto de suas atividades no ambiente.

As diretrizes de um sistema como este, são estabelecidas mediante o comprometimento dos dirigentes da entidade em utilizar políticas bem definidas e claras que direcionem as atividades da empresa para a questão ambiental.

2.2.1.1. Implantação de um SGA

Para que um SGA possa ser implantado, deverá ser realizado um levantamento de todas as atividades da empresa com seus respectivos produtos e serviços que poderão provocar em algum momento impactos no meio ambiente. Essa identificação pode ser revisada englobando as seguintes áreas:

(28)

• Legislação e outros instrumentos legais e normativos; • Aspectos ambientais;

• Análises das práticas e procedimentos de gestão ambiental; • Avaliação dos incidentes/acidentes prévios.

Para a institucionalização da gestão ambiental na organização, é preciso ressaltar algumas condições ou princípios em que ela deverá basear-se, como:

• Política ambiental: a elaboração e a definição dessa política é o primeiro passo para a implantação de um SGA, sendo este uma espécie de comprometimento com as questões do meio ambiente, numa tentativa de melhoria contínua dos aspectos ambientais;

• Planejamento: um bom planejamento é a garantia de um bom SGA, Começando pela identificação e avaliação dos aspectos ambientais e seu impacto no meio ambiente, devendo igualmente garantir que os impactos produzidos por resíduos, ruídos e águas residuais sejam considerados no estabelecimento de sua política ambiental; A norma ISO 14000 (1996), define o Aspecto e o Impacto ambiental como:

O Aspecto Ambiental é considerado elemento das atividades ou produtos e serviços da empresa que podem interagir com o meio ambiente.

O impacto ambienta pode ser qualquer modificação no meio ambiente, benéfica ou adversa, que resulte dos produtos e serviços, ou das atividades das empresas.

• Implementação: a organização deve estabelecer e manter procedimentos para a comunicação interna entre os vários setores e níveis hierárquicos para receber e responder as partes externas. Por este motivo, as regras, responsabilidades e autoridades devem estar bem definidas, documentadas e comunicadas a todos, de forma a garantir a sua aplicação.

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• Verificação e ações corretivas: a organização deve definir, estabelecer e manter procedimentos de controle e medida das características-chave de seus processos que possam ter impacto sobre o ambiente. Bem como fiscalizar e corrigir os que não estiverem em conformidade.

• Revisão pela direção: cabe a direção, com uma freqüência definida por ela mesma, rever o SGA e avaliar a sua adequabilidade e eficácia, num processo que deverá ser devidamente documentado.

A operacionalização do SGA ocorre através da elaboração do Programa de Gestão Ambiental (PGA), que é um instrumento gerencial dinâmico e sistemático, com metas ambientais e com objetivos a serem alcançados no decorrer do período. 2.2.1.2. Benefícios do Sistema de Gestão Ambiental

A implantação de um SGA, melhora a imagem da empresa junto a comunidade, além de reduzir custos e aumentar a receita com reciclagem, venda e reaproveitamento de resíduos, maior participação e competitividade no mercado, aumento da demanda para os produtos que contribuem para a diminuição da poluição, além de vários benefícios estratégicos, como o aumento e conseqüente renovação da carteira de associados, comprometimento dos colaboradores com a causa, melhor qualidade de vida no trabalho, entre tantas outras.

Para (KRAEMER E TINOCO, 2004, p. 119) os benéficos da gestão ambiental são:

A introdução de práticas ambientais pode, por um lado implicar a redução de custos, por meio da melhoria da eficiência dos processos, redução de consumos (matéria-prima, água, energia), minimização do tratamento de resíduos e efluentes e diminuição de prêmios de seguros, multas etc. Do mesmo modo, ao se estabelecer uma estrutura de gestão ambiental, deve haver o envolvimento de todos os colaboradores, aumentando a sua motivação, promovendo a definição de funções, responsabilidades e autoridades.

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2.3. Contabilidade Ambiental

A Contabilidade, voltada para a questão social, está vinculada à responsabilidade social da empresa, assim, numa abordagem social, o objetivo da contabilidade é fornecer informações para permitir aos seus usuários uma avaliação dos efeitos das atividades da empresa sobre a sociedade onde ela está inserida conforme De Luca (1998).

2.3.1. Contabilidade geral x contabilidade ambiental

A Contabilidade tem sua história escrita desde o início da civilização, pois desde então existia a necessidade de se contar, ou seja, controlar o que cada um possuía, e esta necessidade, foi se desenvolvendo ao longo dos anos.

Este desenvolvimento pode ser classificado em fases, que são consideradas marcos da evolução do conhecimento:

• Fase dos registros primitivos; • Fase dos registros simples; • Fase dos registros complexos; • Fase dos registros sistematizados; • Fase dos estudos pré-científicos;

• Fase da doutrina científica e filosófica do conhecimento contábil.

E hoje, a Contabilidade se tornou um instrumento fundamental de gerenciamento, se tronando indispensável para o controle financeiro e econômico das entidades.

Segundo Bassoa Contabilidade pode ser assim definida:

A contabilidade, como conjunto ordenado de conhecimentos, leis, princípios e métodos de evidenciação próprios, é a ciência que, estuda, controla e observa o patrimônio das entidades nos seus aspectos quantitativos (monetários) e qualitativos (físico) e que, como conjunto de normas, preceitos e regras gerais, se constitui na técnica de coletar, catalogar, e registrar os fatos que nele ocorrem, bem como de acumular, resumir e revelar informações de suas variações e situações, especialmente de natureza, econômico-financeira, (BASSO, 2005, p. 22).

(31)

O objeto de estudo da Contabilidade é o patrimônio, o qual é constituído por bens, direitos e obrigações pertencentes à entidade. O patrimônio é enfocado sob dois aspectos:

a) Aspectos qualitativos - consideram os bens, direitos e obrigações do ponto de vista de sua natureza, levando em conta a natureza jurídica de cada elemento bem como a sua composição física individual.

b) Aspectos quantitativos – consideram os bens, direitos e obrigações do ponto de vista do valor monetário, levando em conta os elementos patrimoniais como expressão do valor econômico.

Do ponto de vista da Contabilidade, a parte positiva do patrimônio é composta pelos bens que são elementos materiais ou imateriais integrantes do patrimônio e pelos direitos que são os haveres que a entidade tem a receber de terceiros. Já a parte negativa do patrimônio é constituída pelas obrigações que são os valores que a entidade tem a pagar, conforme Basso (2005).

O autor descreve que “a finalidade fundamental da contabilidade é gerar informações de ordem física, econômica e financeira sobre o patrimônio, com ênfase para o controle e planejamento”.

Os Demonstrativos Contábeis são uma peça técnica que busca evidenciar uma determinada situação, espelhando um sistema patrimonial de funções ou um grupo específico de fatos.

As principais demonstrações contábeis são:

• Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) tem como objetivo evidenciar o lucro ou prejuízo em determinado período.

• Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos visa evidenciar o que ocorre com o capital circulante, ou também conhecido como capital de giro, das empresas.

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• Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados visa demonstrar o que a empresa capitalizou (pela acumulação de lucros) ou descapitalizou (pela acumulação de perdas).

• Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido evidencia as mutações que ocorreram envolvendo o patrimônio líquido da entidade.

• Demonstração do Valor Adicionado representa a riqueza criada por uma entidade num determinado período de tempo (normalmente, um ano).

• O Balanço Patrimonial que se destina a retratar a situação geral do patrimônio, evidenciando o Ativo ou aplicação de recursos que é composto por bens e direitos, o passivo ou origem de recursos que é composta pelas obrigações da entidade e o patrimônio líquido é o capital próprio da entidade.

Segundo (BASSO, 2005, p. 52-53) estes componentes do Balanço Patrimonial podem ser assim conceituados:

• Ativo “o ativo representa todos os valores positivos da entidade, isto é, compreende os bens e direitos, expressos em moeda”;

• Passivo “o passivo representa todos os valores negativos da entidade. Compreende todas as obrigações, isto é, as dívidas da entidade”

• Patrimônio Líquido “o patrimônio liquido ou situação liquida é a soma algébrica do ativo e do passivo de uma entidade”, ou seja, é a diferença entre o ativo e o passivo de uma entidade.

Dentro deste contexto surge à contabilidade ambiental que segundo Ribeiro apud Silva 2008, p. 36, não é uma nova ciência e sim uma segmentação da tradicional, que busca o registro do patrimônio ambiental da entidade (bens, direitos e obrigações ambientais) e suas respectivas mutações expressas monetariamente.

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Sendo que a contabilidade ambiental se classifica em três tipos: • Contabilidade Nacional

Possui um enfoque macroeconômico voltado ao público externo, que considera unidades físicas ou monetárias de acordo com o consumo de recursos naturais sejam eles renováveis ou não renováveis, podendo ser denominada ainda como Contabilidade de Recursos Naturais, de acordo com Kraemer e Tinoco (2004).

Ou ainda, é voltada a toda a nação, subsidiando a geração de indicadores que poderão ser utilizados no acompanhamento e avaliação das políticas macroeconômicas ambientais, e para isso nada melhor que a geração de relatórios que permitam a tomada de decisão correta com relação as políticas e estratégias a serem adotadas, levando sempre em consideração o fator meio ambiente.

.

• Contabilidade financeira

Possui um enfoque microeconômico voltado também ao público externo. Esta relacionada com a preparação dos demonstrativos contábeis baseados nos Princípios Fundamentais de Contabilidade.

Segundo (BERGAMINI JR.) apud (KRAEMER E TINOCO, 2004, p. 63): A contabilidade financeira ambiental tem o objetivo de registrar as transações da empresa que impactam o meio ambiente e os efeitos das mesmas que afetam, ou deveriam afetar, a posição econômica e financeira dos negócios da empresa, devendo assegurar que:

a) os custos, os ativos e os passivos ambientais estejam contabilizados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade ou, na sua ausência, com as praticas contábeis geralmente aceitas; e

b) o desempenho ambiental tenha a ampla transparência de que os usuários da informação contábil necessitam.

Nesse contexto, objetiva a mensuração, a avaliação e a informação das responsabilidades ambientais do ponto de vista financeiro.

• Contabilidade Gerencial

Possui um enfoque microeconômico voltado ao público interno tendo por objeto o processo de identificação, compilação, análise e uso da informação para a

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tomada de decisões gerenciais dentro da organização. Está direcionada a gestão de resultados na produção, ou seja, receitas e custos.

Seus principais objetivos segundo (PAIVA, 2003, p. 21):

• Gerenciar as emissões de resíduos poluentes nas operações;

• Pesquisar melhores formas de obtenção de energia (menos poluente) e ao

menor custo possível, gerenciando a geração e destinação de resíduos sólidos e líquidos, se possível obtendo resultados positivos monetariamente;

• Cuidar da composição das embalagens e dos produtos, evitando

problemas em seu descarte;

Em resumo, tudo na empresa que abranger o processo produtivo e que se classifique como potenciais causadores de problemas ambientais.

2.3.2. Princípios Fundamentais de Contabilidade

A contabilização dos eventos ambientais deve sempre ser feita conforme os Princípios Fundamentais de Contabilidade – PFC, e para as questões que não for possível o embasamento nos Princípios Fundamentais de Contabilidade deve ser levado em conta a Teoria da Contabilidade.

Segundo a Resolução no. 750, os princípios fundamentais de contabilidade são:

• Princípio da Entidade; • Princípio da Continuidade; • Princípio da Oportunidade;

• Princípio do Registro pelo valor original; • Princípio da Atualização Monetária; • Princípio da Competência; e

• Princípio da Prudência.

No caso da aplicação de tais princípios a Contabilidade ambiental, segue alguns exemplos. Kraemer e Tinoco (2004):

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• Gastos com degradação ambiental devem ser reconhecidos contabilmente, à medida que ocorrem, ou seja, de acordo com o princípio da competência.

• Nos casos em que as atividades das empresas venham a provocar danos ambientais e por este as mesmas sejam obrigadas a suspender seu funcionamento de forma temporária ou definitiva, entra em questão o principio da continuidade. 2.3.3. Ativos ambientais

Em contabilidade, ativos, são os bens e direitos que a empresa tem em um determinado momento, resultantes de suas transações ou eventos passados das quais se espera obter benefícios econômicos futuros, já quanto aos ativos ambientais são todos os bens e direitos provenientes ou destinados ao gerenciamento ambiental, podendo ser classificado na forma de capital fixo ou capital circulante.

Por exemplo, na conta estoque se terá o registro dos materiais utilizados na preservação de danos causados ao meio ambiente; já no grupo do imobilizado, pode-se registrar os equipamentos utilizados na recuperação do meio ambiente e por fim no intangível se registra os gastos que irão contribuir para a preservação do meio ambiente em períodos futuros.

(KRAEMER E TINOCO, 2004, p. 176) afirmam que:

Ativos ambientais são os bens adquiridos pela companhia que tem como finalidade controle, preservação e recuperação do meio ambiente. Se os gastos ambientais podem ser enquadrados nos critérios de reconhecimento de um Ativo, devem ser classificados como tais. Os benefícios podem vir através do aumento da capacidade ou melhora da eficiência ou da segurança de outros ativos pertencentes à empresa, da redução ou prevenção da contaminação ambiental que deveria ocorrer como resultado de operações futuras ou, ainda, através da conservação do meio ambiente. (RIBEIRO, 2006, p.61) mostra que:

Os ativos ambientais são constituídos por todos os bens e direitos possuídos pelas empresas, que tenham capacidade de geração de beneficio econômico em períodos futuros e que visem a preservação, proteção e recuperação ambiental. Com o intuito de demonstrar seu

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emprenho na preservação do meio ambiente, eles devem ser segregados, em linha à parte das demonstrações contábeis. Assim, não apenas a empresa deixaria transparecer suas ações como, ao mesmo tempo, permitiria ao usuário avaliar essas informações e compará-las aos demais 2.3.4. Passivos ambientais

Os passivos ambientais são geralmente conceituados com uma conotação negativa, porém podem também originar-se de atitudes ambientalmente responsáveis como, por exemplo, a contratação de pessoas que operacionalizam sistemas de gerenciamento ambiental.

O passivo, também conhecido como origem de recursos, assim como o ativo também possui subdivisões, ou seja, está dividido em capital de terceiros e capital próprio. Alguns exemplos conforme (SILVA, 2008, p.137-138) são:

• Bancos – empréstimos de instituições financeiras para investimento na

gestão ambiental;

• Fornecedores – compra de equipamentos e insumos para o controle

ambiental;

Governo – multas decorrentes de infração ambiental;

• Funcionários – remuneração de mão-de-obra especializada em gestão

ambiental;

• Sociedade – indenizações ambientais;

• Acionistas – aumento do capital com destinação exclusiva para

investimentos em meio ambiente ou para pagamento de um passivo ambiental;

• Entidade – através de destinação de parte dos resultados (lucro) em

programas ambientais.

Ribeiro apud (SILVA, 2008, p. 138) descreve que:

Passivo ambiental se refere aos benefícios econômicos ou aos resultados que serão sacrificados em razão da necessidade de preservar, proteger e recuperar o meio ambiente, de modo a permitir a compatibilidade entre este e o desenvolvimento econômico, ou em decorrência de uma conduta inadequada em relação a estas questões.

Já (SILVA, 2008, p.135) diz que:

Passivo ambiental são todas as obrigações, contraídas de forma voluntária ou involuntária, que exigirão em um momento futuro entrega de ativos, prestação de serviços ou sacrifício de benefícios econômicos, em decorrência de transações ou operações, passadas ou presentes, que envolveram a instituição com o meio ambiente e que acarretaram algum tipo de dano ambiental.

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Os passivos ambientais podem ser classificados em normais e anormais. • Os passivos normais são os decorrentes do processo produtivo, onde são emitidos poluentes de origem líquida, sólida ou gasosa para os quais possui controle ou reaproveitamento, como é o caso dos pneus que podem ser reutilizados através da transformação da borracha desvulcanizada em pó, em asfalto ou novos pneus.

• Os passivos anormais são decorrentes de situações não passíveis de controle pelas entidades, pois são ocasionados fora do contexto das operações, como por exemplo, um acidente com um reservatório de material altamente poluente ou tóxico provocado por terremoto, raio ou qualquer outro evento aleatório.

2.3.5. Patrimônio Líquido Ambiental

Segundo Braga (2007), a empresa pode, na composição do seu Patrimônio Líquido, destinar uma parcela do seu Capital Social para aplicação em meio ambiente nas atividades de preservação, monitoramento, recuperação e reciclagem. Podendo, além disso, também constituir reservas para contingências e doações e subvenções.

A conta de Reservas para Contingências deve ter a possibilidade de ocorrência de um fato gerador a realizar-se no futuro e contemplar os elementos extraordinários que afetem o patrimônio da entidade, desde que sejam relativos ao meio ambiente.

Já a conta de Doações e Subvenções, devem registrar as doações e subvenções recebidas do governo em nível Federal, Estadual e Municipal para investimento em atividades ambientais, ou seja, Reserva de Capital.

Como no Patrimônio Liquido, existe a conta de lucros ou prejuízos acumulados, caso considerada as questões ambientais, está resultará o resultado final do exercício apurado a partir das receitas, despesas, ganhos e perdas meio ambiente.

(38)

2.3.6. Receitas Ambientais

Iudícibus apud (SILVA, 2008, p. 161) ensina que:

Receita é a expressão monetária, validada pelo mercado, do agregado de bens e serviços da entidade, em sentido amplo (em determinado período de tempo), que provoca um acréscimo concomitantemente no ativo e no patrimônio líquido, considerando separadamente da diminuição do ativo (ou do acréscimo do passivo) e do patrimônio líquido provocados pelo esforço em produzir receita.

Carvalho citado por (SILVA, 2008, p. 162) diz que:

Receitas ambientais são os recursos auferidos pela entidade, em decorrência da venda de seus subprodutos ou de materiais reciclados. Os reciclados podem ser tanto vendidos como matéria-prima para outras atividades como reutilizados pela entidade em seu processo produtivo. Segundo (KRAEMER E TINOCO, 2004, p.187) as receitas ambientais decorrem de:

• Prestação de serviços especializados em gestão ambiental;

• Venda de produtos elaborados de sobras de insumos do processo

produtivo.

• Venda de produtos reciclados;

• Receita de aproveitamento de gases e calor;

• Redução do consumo de matérias-primas;

• Redução do consumo de energia;

• Redução do consumo de água;

• Participação no faturamento total da empresa que se reconhece como

sendo devida a sua atuação responsável com o meio ambiente.

Sendo assim, as empresas que investem em meio ambiente, provocam melhorias em seu desempenho econômico, financeiro e social, utilizando em seu processo produtivo os recursos necessários sem o desperdício dos mesmos reduzindo assim, os impactos ambientais e melhorando a visão da sociedade quanto à empresa.

2.3.7. Despesas Ambientais

Segundo (SILVA, 2008, p.189), “despesa é consumo de bens ou serviços que deverá produzir uma receita; portanto, não existe uma despesa que não esteja associada a uma receita”. As despesas ambientais por sua vez se dividem em:

(39)

despesas operacionais e despesas não-operacionais. As operacionais são aquelas evidenciadas na Demonstração do Resultado do Exercício, já as não-operacionais são as que decorrem de atividades não vinculadas à atividade principal da empresa como: multas, compensações de terceiros, entre outras. Kraemer e Tinoco (2004).

Conforme descrito por (KRAEMER E TINOCO, 2004, p. 186), no processo produtivo as empresas incorrem as seguintes despesas ambientais:

• Ocasionadas pela prevenção de contaminação relacionada com as

atividades operacionais atuais;

• Tratamento de resíduos e vertidos;

• Tratamento de emissores;

• Descontaminação;

• Restauração;

• Materiais auxiliares e de manutenção de serviços;

• Depreciação de equipamentos;

• Exaustões ambientais;

• Pessoal envolvido na produção;

• Gestão do meio ambiente;

• Investigação e desenvolvimento;

• Desenvolvimento de tecnologias mais limpas;

• Auditoria ambiental.

2.3.8. Custos Ambientais

Muitos gastos da empresa na área ambiental resultam em benefícios econômicos futuros para a sociedade em virtude da conservação do ambiente e seus recursos naturais, porém para a entidade será apenas gastos incorridos no período e a contabilidade ambiental, ao avaliar, identificar e imputar os custos ambientais permite aos gestores adotar procedimentos para reduzir custos.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), os custos ambientais compreendem os gastos realizados para gerenciar, de forma ambientalmente responsável, os impactos gerados pela empresa (RIBEIRO, 2006, p. 52).

Conforme (KRAEMER E TINOCO, 2004, p. 169) os custos ambientais se classificam em externos e internos:

Custos externos: são os custos que podem incorrer como resultado da

produção ou existência da empresa. São difíceis de medir em termos monetários e geralmente estão fora dos limites da empresa. Motivar a

(40)

empresa a internalizar essas externalidades é uma necessidade que se impõe. Incluem danos que são pagos a outros, como conseqüência de eventos ambientais, por exemplo: danos na propriedade de outros, danos econômicos a outros e danos aos recursos naturais.

Custos internos: são custos que estão relacionados diretamente com a

linha de frente da empresa, e incluem os custos de prevenção ou manutenção e são mais fáceis de serem identificados. Considerando que as externalidades ambientais podem potencialmente ser maiores que os componentes do custo, os custos internos da administração ambiental também podem ser extensivos, não ser sempre definidos claramente e tendem a gerar consideráveis problemas de destinação.

Além disso, os custos ambientais podem ser classificados ainda como diretos, indiretos e contingentes ou intangíveis, como segue:

Custos diretos: podem ser apropriados para um produto, tipo de

contaminação, ou programa de prevenção de contaminação particular.

Custos indiretos: são os que não tem vinculo causal direto com o

processo e a gestão ambiental, tais como treinamento ambiental, manutenção de registros e apresentação de relatórios. Associam-se aos centros de custos, tais como departamentos ou atividades.

Custos contingentes ou custos intangíveis: são, de maneira geral,

potenciais custos internos futuros, que podem impactar nas operações efetivas da empresa. Por exemplo, um custo de contingências pode vir na forma de compensação da qualidade do produto, como resultado de ações reguladoras que afetam as entradas de material, os métodos de produção ou as emissões permitidas.

Segundo Azevedo, Gianluppi & Malafaia apud (SILVA, 2008, p. 221), os custos de qualidade ambiental são decorrentes da criação, detecção, correção e prevenção da degradação ambiental e podem ser divididos em quatro categorias:

Custos de Preservação Ambiental: são os gastos com as atividades que

visam a prevenir a produção de resíduos que possam vir a ser jogados no meio ambiente. Por exemplo: contratação de mão-de-obra especializada na área ambiental, treinamento e conscientização de funcionários e substituição de materiais poluentes;

Custos de Detecção Ambiental: são os gastos para observar se os

produtos e processos da empresa estão cumprindo as normas ambientais apropriadas (leis, normas voluntárias – ISO 14000 – e políticas ambientais da gestão). Como por exemplo, é possível citar: verificação de métodos e processos e testes e inspeções para verificação de parâmetros poluidores;

Custos de Falhas Ambientais Internas: são associados à eliminação e

gestão de contaminantes gerados no processo de produção, mas que ainda não foram despejados na natureza. São exemplos: manutenção de equipamentos para evitar a poluição e tratamento e descarte de resíduos;

Custos de Falhas Ambientais externas: são decorrentes do

despejamento de resíduos no meio ambiente. Podem, ainda, ser divididos em custos realizados de falhas externas, que são os custos criados e pagos pela empresa, e os custos não realizados de falhas externas, que são os custos sociais.

(41)

Esta abordagem dos custos de qualidade ambiental permite que os mesmos possam ser mensurados e assim tornando-o tangível – uma vez que os custos ambientais são aqueles destinados a atividades de preservação e recuperação do meio ambiente.

Já Kraemer apud (SILVA, 2008, p. 230) faz a seguinte classificação dos custos ambientais:

Custos de Prevenção – destinados a redução da quantidade de

poluentes expelidos no processo produtivo. Exemplo: investimentos em tecnologias limpas.

Custos de Controle – destinam-se a manter as agressões ambientais

dentro dos limites estabelecidos anteriormente. Exemplo: verificação periódica dos níveis de poluição.

Custos de Correção – destinam-se às recuperações decorrentes dos

danos causados ao meio ambiente. Exemplo: reflorestamento de áreas devastadas.

Custos de Falhas – referem-se aos custos de falhas ocorridas no

processo de redução, controle e correção da agressão ao meio ambiente. Exemplo: multas, sanções.

Custos das Externalidades – decorrem dos impactos gerados pelas

empresas, que poderão no futuro, vir se tornar importantes. Exemplo: danos causados a saúde pela poluição atmosférica.

Sendo assim, verifica-se que a incorporação dos custos ambientais aos custos dos produtos, pode evitar sérias conseqüências, além de beneficiar a empresa, a sociedade externa e as gerações futuras.

2.4. Relatórios de sustentabilidade

A elaboração de relatórios de sustentabilidade é a pratica de medir, divulgar e prestar contas do desempenho organizacional visando o objetivo do desenvolvimento sustentável. Este deve oferecer uma declaração equilibrada e razoável, compreendendo, de forma genérica o fornecimento de dados relativos aos impactos da atividade da empresa no meio ambiente, incluindo as contribuições positivas e negativas como, por exemplo: riscos, impactos, políticas, estratégias, receitas, despesas, entre outras. (KRAEMER E TINOCO, 2004).

Os relatórios de sustentabilidade podem ser usados para Benchmarking e avaliação do desempenho de sustentabilidade com respeito às normas, leis, códigos, padrões de desempenho e iniciativas voluntárias, bem como para a

(42)

demonstração de como a organização influencia e é influenciada por expectativas de desenvolvimento sustentável, ou ainda, comparar o desempenho dentro da organização e entre organizações diferentes ao longo do tempo.

2.4.1. Balanço Social

Está cada vez mais difunda, nos vários níveis da sociedade que a situação atual do mundo requer atenção especial das empresas para sua dimensão social, pois tratam-se de agentes no processo de desenvolvimento social e a Contabilidade, dentro desta visão social, está vinculada à responsabilidade social da empresa. Assim, numa abordagem social, o objetivo da contabilidade é fornecer informações para permitir aos seus usuários uma avaliação dos efeitos das atividades da empresa sobre a sociedade onde ela está inserida, de acordo com De Luca (1998).

Dentro deste contexto, buscando atender às necessidades de prestar informações aos usuários da contabilidade no campo social, aos empregados e à sociedade de forma geral, foi que surgiu o Balanço Social, que na França já era obrigatória a sua publicação pelas empresas com mais de 750 empregados, desde 1977, o que demonstra a preocupação dos governos e da sociedade com a inserção empresarial neste processo.

Segundo (KRAEMER E TINOCO, 2004, p. 87) “é um instrumento de gestão e de informação que visa evidenciar, de forma mais transparente possível, informações contábeis, econômicas, ambientais e sociais, do desempenho das entidades, aos mais diferentes usuários.

Por sua vez, Sucupira (2001, p. 124) citado por (GOMES, FERREIRA e SIQUEIRA, 2009, p. 44), conceitua Balanço Social como:

O Balanço Social é um documento publicado anualmente, reunindo um conjunto de informações sobre atividades desenvolvidas por uma empresa, em promoção humana e social, dirigidas a seus empregados e à comunidade na qual está inserida.

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Sendo assim, a Contabilidade Social busca o intercâmbio entre o ser humano, a sociedade e a entidade, que mantém uma constante interligação na atual estrutura social e o Balanço Social torna-e uma necessidade de gestão e, conforme (TINOCO, 2001, p.30), possui um duplo objetivo:

• No plano legal, fornece um quadro de indicadores a um grupo social, que

após ter sido apenas um simples fator de produção, encontra-se promovido como parceiro dos dirigentes da empresa.

• No plano de funcionamento da empresa, serve de instrumento de

pilotagem no mesmo título que os relatórios financeiros. Os trabalhadores encontram-se assim associados à elaboração e à execução de uma política que os liga ao principal dirigente.

As principais informações apresentadas no Balanço Social são: evolução do emprego, relações profissionais, formação profissional, treinamentos, proteção ao meio ambiente, segurança no trabalho, contribuições para a sociedade, utilização da riqueza da empresa etc.

2.4.2. Balanced Scorecard - BSC

O BSC, segundo Gomes, Ferreira e Siqueira (2009, p. 114) “é um sistema de Gestão Estratégica que utiliza, de modo balanceado indicadores financeiros e não financeiros. Além disso, ele estabelece as relações de causa e efeito entre esses indicadores e as descreve em mapas estratégicos”.

Já segundo seus criadores Kaplan e Norton (1997, p.9) apud (GOMES, FERREIRA E SIQUEIRA, 2009, p. 114) diz que:

Os objetivos e medidas utilizadas no Balanced Scorecard não se limitam a um conjunto aleatório de medidas de desempenho financeiro e não-financeiro, pois derivam de um processo hierárquico (top-down) norteado pela missão e pela estratégia da unidade de negócios.

Os principais objetivos do BSC são:

1. Esclarecer e traduzir a visão e a estratégia;

2. Comunicar e associar objetivos e medidas estratégicas; 3. Planejar, estabelecer metas e alinhar iniciativas estratégicas;

Referências

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